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Líder Guajajara é morto em emboscada de madeireiros contra indígenas no Maranhão

Paulo Paulino foi assassinado dentro de terra indígena; “governo Bolsonaro tem sangue indígena em suas mãos”, diz APIB

Paulo Paulino integrava um grupo de agentes florestais indígenas conhecido como “Guardiões da Floresta” / Sarah Shenker/Survival International/Reprodução

O indígena Paulo Paulino Guajajara foi assassinado por madeireiros na última sexta-feira (1º) na região de Bom Jesus das Selvas, no Maranhão. Paulo, que também era conhecido como “Lobo Mau”, integrava um grupo de agentes florestais indígenas conhecido como “Guardiões da Floresta”.

Segundo informações de entidades, o grupo teria sido emboscado dentro de seu próprio território, entre as aldeias Lagoa Comprida e Jenipapo, na Terra Indígena Araribóia. Paulo teria sido morto com um tiro no rosto após “intenso confronto”. O corpo de Paulino teria permanecido um longo período no local de sua morte por impossibilidade de ser retirado, por conta da situação de violência contra os indígenas na área.

Outro guardião, Laércio Guajajara, foi ferido e está hospitalizado em situação estável. Um dos madeireiros que realizaram a emboscada também teria sido morto – o corpo segue desaparecido. A Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão encaminharam agentes para o local.

Os guardiões Paulino e Laércio haviam se afastado da aldeia para buscar água, quando foram cercados por pelo menos 5 homens armados, que de início já dispararam dois tiros contra os indígenas, segundo o relato de uma testemunha.

Em nota, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), afirmou que o caso confirma que “o governo Bolsonaro tem sangue indígena em suas mãos, o aumento da violência nos territórios indígenas é reflexo direto de seu discurso de ódio e medidas contra os povos indígenas do Brasil”.

“Nossas terras estão sendo invadidas, nossas lideranças assassinadas, atacadas e criminalizadas e o Estado Brasileiro está deixando os povos abandonados a todo tipo de sorte com o desmonte em curso das políticas ambientais e indigenistas”, continua o texto.

“Não queremos mais ser estatística, queremos providências do Poder Público, dos órgãos que estão cada vez mais sucateados exatamente para não fazerem a proteção dos povos que estão pagando com a própria vida por fazer o trabalho que é responsabilidade do Estado. Exigimos justiça urgente!”, declarou a liderança indígena Sônia Guajajara.

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1 em cada 4 mulheres do País já foi vítima de violência, diz pesquisa

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública enfatizam que agressores, em geral, são pessoas próximas das vítimas

A violência contra a mulher no Brasil é ampla e está no centro da vida cotidiana das vítimas. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgados nesta terça-feira 26, ao menos 27% das mulheres do País sofreram algum de tipo de violência ou agressão. Mais: 80% desses crimes foram praticados por alguém próximo, como marido, namorado, pai, ex-companheiro ou até vizinho. E 40% dos casos aconteceram no interior da própria casa.

O levantamento fala em 4,6 milhões de mulheres agredidas (batidão, empurrão ou chute) no Brasil no último ano. São 536 mulheres por hora. Para violências de qualquer tipo são 16 milhões de mulheres – ou 1.830 vítimas por hora.

O índice cresce mais quando falamos de assédio, que inclui cantadas, comentários desrespeitosos e/ou humilhação. Das entrevistadas, 37,1% afirmaram já ter vivenciado casos assim no último ano.

A relação íntima com os agressores se reflete, muitas vezes, na baixa denúncia. Menos da metade das mulheres procura algum tipo de ajuda para a violência sofrida, segundo a pesquisa.

A ideia do estudo é subsidiar o planejamento de políticas públicas efetivas para o enfrentamento da violência contra mulher. Os dados, no entanto, são sub-notificados. Muitas mulheres não denunciam, e o apoio nas delegacias ainda é precário.

Samira Bueno, diretora-executiva do FBSP, em entrevista ao Universa, afirma que as expectativas de acolhimentos mais eficientes são baixas, levando em conta que os cargos importantes no país, e como poder para alterar esse quadro, ainda são ocupados majoritariamente por homens.

Uma observação em particular chama atenção nos resultados da pesquisa: a discrepância entre os números de percepção da violência e de vitimização – ou seja, da violência que acontece de fato.

A percepção de fatos violentos diminuiu desde que o levantamento foi feito pela última vez. Desta vez, 59% dos homens e mulheres entrevistados relataram terem presenciado alguma situação de assédio ou agressão, ante 66% em 2017.

De acordo com os números apresentados, 77% das pessoas entrevistadas entre 16 e 24 anos relataram terem visto alguma situação de assédio ou agressão nos últimos 12 meses. A porcentagem é menor em todas as demais faixas de idade – chega a 40%, para entrevistados com mais de 60 anos. Já no recorte da escolaridade, o reconhecimento da violência é de 65% para pessoas com ensino médio e superior. Entre entrevistados com apenas o ensino fundamental, fica em 48%.

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Em 10 estados, atos contra o assassinato de jovem negro paralisam atividades do Extra

Ativistas mantêm boicote ao supermercado, que pertence à rede varejista Pão de Açúcar, segunda maior do Brasil

Para o Movimento Negro Unificado, os supermercados são focos de racismo estrutural / Luciana Araújo (MNU)

Em dez estados brasileiros, milhares de manifestantes foram às ruas no domingo (17) e na segunda-feira (18) em protesto contra a rede de supermercados Extra, do Grupo Pão de Açúcar (GPA), por conta do assassinato por estrangulamento do jovem Pedro Gonzaga, de 19 anos, em uma unidade da rede na Barra da Tijuca, área nobre do Rio de Janeiro (RJ), no último dia 14. O GPA é vice-líder do setor supermercadista no Brasil, que fatura o equivalente a 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Os cinco maiores grupos, entre eles o GPA, abocanham mais de 40% do faturamento do setor.

Os atos aconteceram em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Sergipe, Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Bahia, Goiás e Pernambuco. Em cada localidade, os manifestantes se concentraram em frente a uma unidade de supermercado Extra e atuaram para impedir o atendimento enquanto ocorria o protesto.

Gonzaga foi morto pelo segurança Davi Amâncio, por volta do meio-dia, diante da mãe que gritava alertando sobre o estrangulamento do filho. O segurança diz que o jovem tentou tirar a arma dele e, por isso, foi necessário imobilizá-lo. Imagens do assassinato divulgadas na internet não sustentam a versão do segurança. A polícia considera a hipótese de homicídio doloso, quando há a intenção de matar.

“Temos o histórico de que os corpos negros não merecem respeito, não merecem estar na sociedade nos lugares onde estão o povo branco e a elite. E é mais ou menos assim a orientação dada em todas as redes de mercados”, lamenta Regina Lúcia dos Santos, 64 anos, uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU), que existe desde 1978.

Em 2017, último dado disponibilizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o setor faturou R$ 353,2 bilhões, um crescimento de 4,3% em relação aos R$ 338,7 bilhões de 2016. O GPA registrou faturamento de R$ 44,9 bilhões em 2016 e de R$ 48,4 bilhões em 2017.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 54,9% da população do país é negra ou parda. Ou seja, são cerca de 110 milhões de consumidores de supermercados, que mantêm em alta o faturamento do setor.

“A morte de Pedro Gonzaga é mais uma gota no caldo do genocídio da população negra no nosso país. Ela demonstra muito o que a nossa população vive cotidianamente quando entra numa loja, quando entra em um supermercado, quando ocupa territórios que, por conta do racismo estrutural, não seriam seus”, afirma Luka Franca, militante do MNU em São Paulo (SP).

O ator e escritor Oswaldo Faustino vê como positiva a adoção do boicote contra o Extra – como símbolo do boicote ao racismo estrutural.

“Resta-nos agora boicotar o Extra, o Pão de Açúcar, esse grupo que contrata uma empresa de segurança e não prepara e não abre o olhar desses profissionais para entendimento de suas

limitações enquanto atuação, que cumpram o seu dever que é garantir a nossa segurança. E a segurança deles, muitas vezes é a morte dos nossos”, analisa.

(Foto: Luciana Araújo)

O cineasta Thiago Fernandes, dono da produtora Toco Filmes, de Diadema, na região metropolitana de São Paulo, lançou em 2018 o filme “Eu Pareço Suspeito?, sobre a história do jovem negro Ulisses Araújo, que estava pagando boletos em uma casa lotérica quando testemunhou um assalto. Assim como os outros clientes, ele tentou procurar um abrigo, mas foi atingido pela polícia. O rapaz agonizou na calçada, sem socorro médico, porque foi confundido com um assaltante. Fernandes vê semelhanças com o caso de Gonzaga.

“Os olhos são voltados para nos acusar, para não ficarmos sossegados. Tem um sinal de alerta de que o negro vai roubar, de que o negro causa perigo. Nesses lugares não vemos negros. Onde estão os negros na chefia? Mesmo sendo consumidor, mesmo pagando impostos, mesmo tendo direito ao voto, não temos o direito de estar em determinados lugares sem sermos incomodados”, questiona.

A única resposta possível, segundo Fernandes, é “incomodar” também. “O Extra emitiu uma nota pedindo desculpas. Isso não basta. Quando o Movimento Negro e outras organizações populares pararam o mercado, mesmo que por alguns minutos, isso abala. Isso causa incomodo. Diminui o lucro deles, mexe no bolso dos caras”, interpreta o cineasta, que também faz parte da UneAfro, rede popular de cursinho pré-universitário, e da rede de proteção ao genocídio da população negra.

O Brasil de Fato entrou em contato com a Abras e com o Grupo Pão de Açúcar para repercutir os protestos contra o assassinato de Pedro Gonzaga.

Os questionamentos sobre a atuação dos seguranças e vigilantes não foram respondidos. O Extra enviou uma nota à reportagem ressaltando que “repudia toda forma de racismo”, “que não vai se eximir das responsabilidades” e que instaurou uma sindicância interna para apurar o caso. O texto acrescenta que o supermercado se solidariza com os familiares de Pedro Gonzaga neste “momento de perda e dor”.

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Vereador Gilmar Santos emite nota sobre casal LGBT que foi agredido na Ilha do Fogo

“Somos contra qualquer forma de violência, não acreditamos em uma sociedade em que não se respeite a vida humana, em que os direitos humanos não vigorem na instituição das relações de sociabilidade”, diz a nota.

Foto: Reprodução

O vereador Gilmar Santos (PT), divulgou hoje em seu site http://gilmarsantos.org/ uma nota em que repudia veementemente a agressão sofrida por um casal LGBT na Ilha do fogo. Segundo informações, o casal já estava deixando a Ilha na noite do último sábado, 05, quando de repente se deparou com dois homens que os agrediu com pauladas, e quando estes indagaram porque estavam sendo agredidos eles teriam respondido: “viado tem que morrer”. Os jovens não conseguiram identificar os agressores e como já estavam chegando ao portão de saída fugiram, mesmo estando machucados.

Conforme informações eles já teriam prestado queixa na delegacia. Confira abaixo a íntegra da nota emitida pelo vereador:

“O Mandato Coletivo do Vereador Gilmar Santos recebeu com muita indignação a notícia do caso de homofobia que aconteceu na Ilha do Fogo. Um casal de namorados gays foi brutalmente e covardemente atacado. Enquanto levavam pauladas ouviram que pessoas como eles deveriam morrer, numa demonstração cruel do ódio ao diferente que impera em nossa sociedade, e que também é legitimado pelas nossas instituições. A homofobia ceifa vidas todos os dias no Brasil, somos o país que mais mata a população LGBTQI+ por crime de ódio.

Somos contra qualquer forma de violência, não acreditamos em uma sociedade em que não se respeite a vida humana, em que os direitos humanos não vigorem na instituição das relações de sociabilidade. Somos contra ao total abandono em que está a Ilha do Fogo, onde não observamos nenhum investimento do poder público, inclusive da prefeitura de Petrolina/PE que nunca se comprometeu na garantia da segurança e dos demais cuidados necessários a esse local de lazer da nossa população, população que também é LGBTQI+ e precisa ter seus corpos respeitados e preservados”.

É esperado que a polícia investigue o caso e que os agressores sejam punidos. Este blog também repudia esse ato covarde de violência e desrespeito a pessoa humana.

 

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Estudante que pregou morte a “negraiada” é suspenso do Mackenzie

O universitário também foi dispensado do estágio em um escritório de advocacia paulistano

O universitário ataca negros e “vermelhos”. Foto: Reprodução

Apoiador de Jair Bolsonaro, o estudante Pedro Belintani Baleotti decidiu expressar seus sentimentos e sua euforia em vídeos racistas e ameaçadores. O mais notório foi gravado no domingo 28, enquanto o universitário vestido com uma camiseta no qual se via uma imagem do candidato do PSL dirigia.

“Estou indo votar ao som de Zezé, armado com faca, pistola, o diabo, louco para ver um vadio, vagabundo com camiseta vermelha e já matar logo”.

Em outro ponto do vídeo, gravado na cidade de Londrina, interior do Paraná,  Baleotti filma dois negros em uma motocicleta e afirma: “Tá vendo essa negraiada? Vai morrer. Vai morrer. É capitão, caralho”.

As imagens viralizaram e revoltaram colegas da Universidade de Mackenzie, na qual o jovem cursa Direito. Centenas de estudantes protestaram na sede da faculdade e obrigaram a direção a se posicionar. Novas manifestações estavam programadas para a noite da terça 30.

Em nota, o reitor Benedito Aguiar Neto anunciou a suspensão do estudante por um período não informado. Embora tenha sido gravado “fora do ambiente da universidade”, afirma o texto, “o discurso incita a violência, com ameaças e manifestações racistas”.

Aguiar Neto acrescentou: “Tais opiniões e atitudes são veementemente repudiadas por nossa instituição que, de imediato, instaurou processo disciplinar, aplicando preventivamente a suspensão”.

Não bastasse, novos vídeos vieram à tona. Em um deles, sem camisa e com uma arma na mão, o universitário enaltece Bolsonaro. Segundo Baleotti, o “povo precisa” do presidente eleito.

O estudante também foi dispensado do estágio no escritório de advocacia DDSA, de São Paulo. Em nota, os sócios declararam que o escritório “repudia veementemente qualquer manifestação que viole direitos e garantias estabelecidos pela Constituição Federal”.

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Mestre de capoeira é morto a facadas após declarar voto no PT

Após discutir com um simpatizante de Jair Bolsonaro, o mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, conhecido como Mestre Moa, tomou várias facadas nas costas e não aguentou os ferimentos.

Moa do Katendê, como era conhecido o artista Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira 8, em Salvador. Após discutir com um simpatizante de Jair Bolsonaro, em um bar na região central da cidade, o mestre de capoeira tomou várias facadas nas costas e não aguentou os ferimentos.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, o agressor teria gritado frases de apoio ao militar reformado. Romualdo, então, afirmou que ali o pessoal apoiava Fernando Haddad, PT. Era cerca de 2h40 da manhã quando o homem atacou Romualdo e o primo, Germinio do Amor Divino Pereira, que o acompanhava.

Quando a polícia chegou, Paulo César Ferreira de Santana havia fugido, mas foi logo encontrada em uma casa próxima. Ele confessou o crime por motivação política. Afirmou ainda que estava bebendo desde a manhã de domingo e que, ao ser xingado por Romualdo, foi até a sua casa buscar uma faca. Ao voltar, encontrou Romualdo sentado e o golpeou nas costas e pescoço.

Germinio sofreu alguns ferimentos no braço, foi levado a um hospital e passa bem.

Romualdo era músico, mestre de capoeira, compositor, artesão e ativista do movimento negro da Bahia.

História

Mestre Moa do Katendê nasceu em Salvador, em 29 de outubro de 1954, no Bairro Dick do Tororó, Vasco da Gama, próximo ao Estádio Fonte Nova. Teve o privilégio de vir ao mundo, justamente, na terra que também é berço de grandes mestres da capoeira, tais como; Mestre Pastinha, Mestre Bimba, Mestre Gato, Mestre Canjiquinha, Mestre Valdemar e tantos outros. Mestre Moa foi aluno diplomado pelo mestre Bobó. Iniciou-se na arte da capoeira aos 8 oito anos de idade na Academia Capoeira Angola 5 estrelas.

Entretanto, às vezes, é necessário a um mestre, sair de sua terra, deixar as sementes de suas origens, para plantá-las em outras terras. Misteriosos: assim são os caminhos da vida. No momento não compreendemos porque uma coisa tem que ser de um jeito e não de outro, mas depois, com o decorrer do tempo, tudo se torna claro como as cristalinas águas que se abrem em véus ao cair das cachoeiras, no meio das matas.

Isso também aconteceu com o capoeirista baiano, como conta o site Angola Angoleiro Sim Sinhô:

“Aos 16 anos Môa do Katendê se afastou da capoeira angola e desenvolveu diversos trabalhos em grupos folclóricos, como o “Viva Bahia” e o “Katendê”. O desejo de disseminar seu trabalho com a cultura afro brasileira o levou a viajar para o Sul do país. Em 1984 foi para o Rio de Janeiro onde começou a ensinar a capoeira angola para não parar de treinar. De lá viajou para Porto Alegre e ajudou a implantar a dança afro no Rio Grande do Sul, até então desconhecida”.

Cumprida essa missão, Moa retornou à Bahia para dar continuidade aos trabalhos em sua terra natal.

Mestre Moa do Katendê: O triste e covarde fim de um capoeira. Capoeira Portal Capoeira

Desde que foi chamado pelas forças astrais superiores para defender para defender os valores e a cultura de seu povo, Mestre Moa tem se esforçado por ser um facho que brilha sobre o mundo das culturas, cujo berço tem origem na Mãe África. Imbuído dessa missão, Mestre Moa seguia pelo Brasil e pelo mundo desenvolvendo palestras, workshops e cursos no Brasil e no exterior, nos quais mostrava as riquezas da cultura afro-brasileira.

Mestre Moa do Katendê: “A capoeira me ensinou tudo isso e um pouco mais”

Capoeira é tudo que move para mim. É uma cultura rica, uma cultura dos ancestrais que eu procuro, sempre que posso, cultuar, zelar, transmitir conhecimentos. Na verdade, o conhecimento foi dado pelo meu mestre, daí eu sigo pelo mundo, sempre que posso, divulgando.

 

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Vergonha! Mais uma vez o terreiro de Mãe Adelaide foi apedrejado e não se faz nada em Juazeiro! Vergonha!!!

Terreiro Ilê Abasy de Oiá Gnan, de Mãe Adelaide, no Quidé/Juazeiro/BA, volta a ser apedrejado e denuncia foi registrada no Conselho Nacional de Direitos Humanos.

Foto: Reprodução

Neste domingo (26.8), o terreiro Ilê Abasy de Oiá Gnan, liderado pela Yalorixá Adelaide Santos, 66 anos, localizado há 42 anos no bairro Quidé, em Juazeiro/BA, voltou a ser apedrejado, nos horários da manhã, tarde e noite. Por volta das 20 horas Mãe Adelaide, precisou ser retirada do local, por filhos e filhas da religiosa, temerosos/as por sua saúde. Afinal, Mãe Adelaide tem de pressão alta e estava muito tensa. Desde o último mês de maio que o terreiro tem sido alvo de apedrejamentos.

Ontem mesmo o caso foi denunciado ao Conselho Nacional de Direitos Humanos, em Brasília, e hoje representantes do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade (Compir) e a Rede Sertão do São Francisco de Combate ao Racismo Institucional, irão tomar novas medidas, como retornar ao Ministério Público, às policias Civil e Militar, acionar as secretarias estaduais de Promoção da lgualdade (Sepromi) e da Segurança Pública. Também pretende ver meios legais de formular a denúncia em âmbito internacional.

Mas esse caso de intolerância religiosa não iniciou agora. Em 2015 o terreiro Ilê Abasy de Oiá Gnan, foi arrombado, apedrejado várias vezes e seu telhado foi parcialmente destruído. As paredes do terreiro foram todas danificadas e marcadas com cruzes. Quadros e fotografias foram destruídas. Em 14 de junho deste ano o Conselho de Promoção da Igualdade Racial (Compir), que têm atuado ao lado da religiosa, realizou uma vigília no local. Nem mesmo com a presença de pessoas não ligadas ao terreiro no local inibiu o/a agressor/a que continuou arremessando várias pedras no telhado.

Texto Céres Santos – Jornalista DRT 6156/RS

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Brasil quebra novo recorde e registra o maior número de assassinatos da história

Levantamento do Anuário Brasileiro de Segurança Pública contabiliza 63.880 mortes violentas em 2017; índice de estupros também cresce, assim como homicídios decorrentes de intervenções de policiais civis e militares.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, publicado no Anuário Brasileiro de Segurança Pública e divulgado nesta quinta-feira (9), o Brasil quebrou mais um recorde e registrou 63.880 mortes violentas em 2017, o maior número de homicídios da história. Sete pessoas foram assassinadas por hora no ano passado, o que representa um aumento de 2,9% em relação a 2016. Os estupros também subiram: 8,4% de um ano para o outro. As informações são de Cíntia Acayaba e Paula Paiva Paulo, do G1.

Entre os estados brasileiros, o Rio Grande do Norte conta com o maior índice de mortes violentas do país: 68 por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem: Acre (63,9) e Ceará (59,1).  Os homicídios provocados pela ação de policiais também aumentaram. Subiram 20% em relação a 2016: 5.144 pessoas foram mortas em decorrência de intervenções de policiais civis e militares, o que representa 14 mortos por policiais por dia.

Em contrapartida, a taxa de policiais mortos diminuiu 4,9% em relação a 2016: 367 policiais civis e militares foram vítimas de homicídio em 2017. Apesar da diminuição, o número continua alto.

A pesquisa contabilizou, ainda, o número de mulheres vítimas de homicídio em 2017: 4.539 (aumento de 6,1% em relação a 2016). Desse total, 1.133 foram vítimas de feminicídio. Ao todo, 221.238 foram registros de violência doméstica (606 casos por dia).

O número de estupros foi ouro índice que cresceu no Brasil em 2017: foram 60.018 casos registrados no país no ano passado, o que significa aumento de 8,4% em relação a 2016.

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Constesf discute combate à intolerância religiosa com representantes do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial

Durante a reunião foram expostos vários casos de agressão aos terreiros de Juazeiro e debatidos novos encaminhamentos de combate à violência.

Foto: Reprodução

O Consórcio Sustentável do Território do São Francisco (Constesf) recebeu, nesta segunda-feira (16), membros do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR), da Rede Sertão do São Francisco de Combate ao Racismo Institucional e representantes de terreiros de Juazeiro para discutir estratégias de combate à violência que as casas religiosas de matrizes africanas estão sofrendo na cidade.

Durante a reunião, que contou com a presença do advogado Jorge Torres, representando a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (Sepromi) e da delegada da polícia civil de Juazeiro, Licelma Gomes, foram expostos vários casos de agressão aos terreiros de Juazeiro, esclarecidos o andamento de denúncias já realizadas e debatidos novos encaminhamentos de combate à violência.

Emerson Oliveira, babalorixá do Terreiro de Candomblé Abaça Caiango Macuajô de Juazeiro, relatou que desde março o seu terreiro vem sofrendo agressões e ameaças.  “Eles quebraram os assentamentos dos exus e deixaram uma placa ameaçando derrubar minha casa. A gente precisa encontrar esses agressores e puni-los para que a sociedade veja que não somos cão sem dono. Nós somos religião, somos povos de terreiro e queremos respeito”, contou.

O coordenador de projeto do Constesf, Mauro Macêdo, ressaltou a importância da união dos seguimentos sociais na luta contra o racismo e intolerância religiosa. “O Constesf tem o objetivo de estar inserido em debates para construção de políticas públicas em nosso território, dentro de redes de combate a intolerância religiosa, racismo, machismo e homofobia. Assim como estamos inseridos em outras lutas, estamos aqui para que sejamos uma porta para a chegada de políticas para essas minorias. É um absurdo o que está acontecendo em Juazeiro e esperamos que, a partir dessas reuniões, medidas mais efetivas sejam tomadas”, declarou.

 

Ascom Constesf

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“Se for o golpe de Osinaldo Sousa, não ficava em pé”, afirma presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania”

O vereador Osinaldo Sousa (PTB) se refere a agressão física do deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) ao vereador Gilmar Santos (PT). Confira o Vídeo

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Osinaldo Souza Foto PRETO NO BRANCO’

Foi pauta na sessão de terça-feira, 10, na Casa Plínio Amorim, a agressão sofrida pelo vereador Gilmar Santos (PT) . Mesmo não sendo um assunto que sensibilizou seus pares, haja vista que quase cem por cento dos vereadores não se solidarizaram nem repudiaram tal ato de violência, alguns deles, inclusive, fizeram tentativas de defesa do agressor. O apoio ao agredido veio de organizações sociais, artistas, estudantes, professores e partidos de esquerda que ocuparam as galerias para, em um ato político, repudiar o estado de exceção que se instalou em nosso país e, com isso, demonstrar solidariedade ao vereador do Partido dos Trabalhadores.

Diante dessa agressão protagonizada pelo deputado federal Gonzaga Patriota (PSB), o vereador Osinaldo Sousa (PTB), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Municipal, utilizou seu tempo de fala para, mais uma vez, incitar a violência. Do púlpito, em postura extremamente machista, com performance de uma possível macheza, própria daqueles que não respeitam a humanidade do outro, não tem zelo pela convivência da diferença e pela cultura de paz, disparou: “Se for o golpe de Osinaldo Sousa, não ficava em pé”. Esse é o mesmo parlamentar que tripudiou do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL), na ocasião ele afirmou que a parlamentar tinha sido assassinada pelos vagabundos defendidos por ela.

Confira seu discurso no vídeo abaixo: