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Adolescente desaparecido em ação policial é encontrado morto no Rio de Janeiro

João Pedro brincava no quintal quando foi alvejado e levado, sem a ciência da família, por helicóptero da Polícia Civil

O adolescente João Pedro, de 14 anos, levou um tiro na barriga dentro de casa, em Praia da Luz, São Gonçalo, região metropolitana do Rio – Arquivo pessoal

Um estudante de 14 anos foi morto durante uma operação da Polícia Federal (PF) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, na tarde da última segunda-feira (18). João Pedro Mattos Pinto foi atingido na barriga enquanto brincava no quintal de casa. O adolescente foi levado em um helicóptero da Polícia Civil após ser baleado. Até a manhã desta terça-feira (19), a família estava sem informações sobre o jovem.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o corpo da vítima foi deixado na segunda-feira (18), às 15h, no Grupamento de Operações Aéreas (GOA), na zona sul do Rio. Na manhã desta terça-feira (19), familiares do adolescente estiveram no Instituto Médico Legal (IML) de São Gonçalo e reconheceram seu corpo. João Pedro foi descrito por amigos e familiares como um menino calmo e que frequentava a igreja.

Para a gestora de dados da plataforma Fogo Cruzado, Maria Isabel Couto, nem mesmo os dois meses de pandemia da covid-19 e a quarentena decretada pelo governo estadual, que fazem com que menos pessoas estejam nas ruas, foram suficientes para amenizar as estatísticas sobre violência em ações policiais envolvendo crianças e jovens – quando se compara com o mesmo período de 2019.

“Em 2019, 38 adolescentes foram baleados no estado do Rio contra 24 neste ano. Em tese, seria algo positivo, mas já estamos há dois meses em quarentena e nesse período houve grande redução de pessoas nas ruas. Se formos além, veremos que a violência não diminuiu. Em 50% dos casos de adolescentes baleados neste ano havia ações policiais. No ano passado, foram 53% baleados na presença de policiais”, explica Maria Isabel ao Brasil de Fato.

Segundo a pesquisadora, os dados são claros em mostrar a falta de engajamento das polícias na proteção da vida das pessoas e atuação errada de agentes de segurança pública. Maria Isabel Couto chama a atenção ainda para o fato de que o Complexo do Salgueiro foi cenário recente de uma chacina em que a Core também estava presente.

 “Há um ano e meio, outra operação ainda mal investigada e sem respostas resultou em uma chacina. Agora, novamente, um caso envolvendo a Core termina de forma trágica. O caso do João Pedro é um caso absurdo de um adolescente baleado e morto dentro de casa, levado pelo socorro, que morre e a família não é notificada disso. É um descaso muito grande com os familiares dessa vítima, é preciso alertar para isso”, avalia a gestora do laboratório de dados.

#procurasejoaopedro

No Twitter, um dos trend topics que despontou nesta terça-feira (19), pela manhã, foi a hastag #procurasejoaopedro. Diversas figuras públicas e lideranças comunitárias compartilharam a hashtag pedindo respostas sobre o menino desaparecido após ser baleado.

Em sua conta, Guilherme Boulos, liderança do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), questionou o episódio. “No meio da pandemia, o Rio de Janeiro tem mais um menino negro desaparecido, depois de ter sido baleado pela polícia em São Gonçalo. Onde está João Pedro?”.

Pouco tempo depois, quando soube que o corpo do menino havia sido identificado no Instituto Médico Legal (IML), de São Gonçalo, Boulos novamente se manifestou na rede social, responsabilizando o governador do estado, Wilson Witzel (PSC), que chefia a Core: “O corpo do garoto João Pedro foi localizado agora no IML após ser morto pela PM do Rio. Mais uma vítima da política de segurança genocida contra pobres e negros. Witzel posa de ‘defensor da vida’ na pandemia, mas é agente da morte nas favelas cariocas”, disse.

A deputada federal Talíria Petrone (PSol) também se manifestou na rede social. “Depois de horas sem saber do filho, a família de João Pedro, jovem de 14 anos baleado dentro de casa, descobre que ele está no IML. Triste. Avassalador. Até quando o Estado vai enxugar sangue de jovens, pretos e favelados?”.

A hashtag que questiona o desaparecimento de João Pedro foi iniciada pelo seu primo, Daniel Blaz, na noite da última segunda-feira (18). O compartilhamento e a mobilização na rede social foi atingindo diversas contas além dos conhecidos da família, até chegar a figuras públicas. Por meio do Twitter, Daniel também compartilhou as atualizações sobre o caso. Em sua última postagem ele confirmou que a família identificou o corpo do primo no IML e se despediu. “Que Jesus te receba de braços abertos, meu campeão”.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

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Comissão de Direitos Humanos repudia, em nota, ação violenta de policiais do 2º BIESP contra vendedora de acarajé e seu companheiro

“Essa abordagem só reforça o despreparo dessa força policial para lidar com a população. Ações como essa violam os mais básicos direitos de um indivíduo e ferem terrivelmente suas vítimas” diz a nota.

Foto: Comissão de Direitos Humanos e Cidadania/Câmara Municipal

A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Municipal de Vereadores de Petrolina se manifestou através de uma nota de repúdio encaminhada  à imprensa, sobre a ação violenta cometida por alguns policiais do 2º Batalhão Integrado Especializado de Petrolina (2º Biespe) contra uma senhora vendedora de acarajé  e seu companheiro, no bairro José e Maria. O fato aconteceu na última segunda feira, 06, e gerou grande repercu:ssão na mídia do Vale do São Francisco.

A senhora agredida fez a denúncia à Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara de Vereadores. Confira abaixo a nota de repúdio na íntegra:

NOTA DE REPÚDIO 

A comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Municipal de Vereadores vem expressar seu repúdio aos atos de violência policial relatados pelo casal de comerciantes do bairro Vila Eulália. A denúncia foi feita no último dia 07 de abril, e relata que quando o casal estava voltando para a residência da família, noite da última segunda-feira, 06, após fechar o ponto comercial no bairro José e Maria, onde vendem acarajé, o marido, juntamente com um amigo, que trabalha fazendo entregas, foram abordados por uma viatura do 2º BIESP para que parassem o veículo, porém, devido a proximidade com a residência, pararam o veículo em frente a mesma. Segundo a mulher, sem perceber o sinal que os policiais haviam dado, o companheiro dela desceu do carro e entrou normalmente em casa para acomodar os materiais que levava. Os policiais chegaram logo em seguida com atos de extrema truculência contra o auxiliar que se encontrava no carro e em seguida contra o comerciante. As agressões continuaram dentro da casa da família, diante de 2 crianças e um idoso, mesmo após pedidos para que os policiais não entrassem, devido ao risco de contaminação, tendo em vista as orientações de saúde para o combate a COVID-19. 

Ainda segundo o relato, durante a ação 8 viaturas da companhia estavam presentes no local, os policiais presentes fizeram uma suposta busca por uma arma de fogo que estaria na residência, e durante essa “busca”, nenhuma arma foi encontrada. Durante a procura diversos móveis, eletrodomésticos e objetos da família foram destruídos.

As vítimas relatam, que durante a agressão o homem desmaiou e após voltar a si, os policiais voltaram a agredi-lo, depois seguiram com ele para um local indeterminado onde as agressões continuaram e somente após esses atos foi conduzido à delegacia do bairro Ouro Preto.

Tal ação é imensamente questionável e reprovável, uma vez que os policiais não apresentaram motivo concreto e coerente para justificar a abordagem, que se mostrou infundada tendo em vista que nenhuma arma foi encontrada. E diante da abordagem o emprego da força bruta por vários policiais contra dois homens desarmados, que poderiam ser facilmente conduzidos sem qualquer necessidade de agressão, é prova de abuso explícito na ação. Além disso, a mulher relatou está com o seu bebê no colo e mesmo assim teve arma apontada para a cabeça, testemunhou palavras agressivas dos policiais e foi obrigada a acompanhá-los à delegacia, sem que nenhuma policial feminina estivesse presente durante a operação.

Também é extremamente grave o fato de que a ação violou mais de uma vez, as regras impostas a população durante o período de isolamento, primeiro devido ao excessivo número de agentes presentes no local, chegando a 8 viaturas e aproximadamente 32 policiais, onde vários deles entraram na residência onde se encontra uma pessoa idosa, pertencente ao grupo de risco para a COVID-19.

Essa abordagem só reforça o despreparo dessa força policial para lidar com a população. Ações como essa violam os mais básicos direitos de um indivíduo e ferem terrivelmente suas vítimas. É inaceitável que mais uma vez recebamos a denúncia de uma ação truculenta por parte do 2º BIESP, companhia que deveria ser referência em segurança para a população e tem sua imagem vinculada atualmente à violência, ao medo, principalmente nas periferias da nossa cidade. 

A comissão de Direitos Humanos e Cidadania está dando a devida assistência às vítimas e reafirma seu compromisso de lutar pela garantia dos direitos do povo petrolinense e assegura que trabalhará para que todos os fatos sejam explicados e que os responsáveis arquem com as consequências de seus atos de violência. Aproveitamos para reiterar antigas solicitações de agenda com o Governo do Estado de Pernambuco, principalmente responsável por essa situação. Lamentamos, também, a falta de assistência social a essa família por parte do governo municipal. Esperamos que não sejam necessários novos atos de tamanha gravidade, ou pior, para que providências urgentes e necessárias sejam tomadas para a superação dos frequentes atos de violência policial no nosso município. 

Basta de violência policial!

As nossas periferias merecem mais respeito!

Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Municipal de Petrolina.

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Policiais do 2º BIEsp de Petrolina espancam violentamente trabalhador dentro de casa na presença da mulher, crianças e um idoso

O caso já foi registrado junto a Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores de Petrolina/PE que encaminhou a denúncia para a Central de Inquéritos do Ministério Público do Estado de Pernambuco e tem recebido  apoio de entidades que atuam no campo dos Diretos Humanos e do Movimento Negro.

O bairro da Vila Eulália, em Petrolina/PE, assistiu, na última segunda-feira (6/4) mais uma ação violenta de policiais do 2º Batalhão Integrado Especializado (BIEsp). O caso já foi registrado junto a Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores de Petrolina/PE que encaminhou a denúncia para a Central de Inquéritos do Ministério Público do Estado de Pernambuco e tem recebido  apoio de entidades que atuam no campo dos Diretos Humanos e do Movimento Negro.

William Gomes da Silva Souza Fonte: Rosimere Cordeiro Pinheiro

Por volta das 23 horas da 2ª feira (6/4), Willian Gomes da Silva Souza, o marido da vendedora de acarajé, Rosimere Cordeiro Pinheiro, retornava para sua casa, acompanhado por um amigo, José Érick, depois de mais um dia de trabalho. Rosimere já estava em casa. Por não ter compreendido a ordem da polícia para que parasse, pois estava em um cruzamento, ele estacionou em frente à sua casa. Na sequência os dois homens foram abordados e agredidos. Enquanto isso, José Erick foi algemado na porta de casa da comerciante enquanto seu esposo, William, foi agredido, já dentro da sua residência, a coronhadas, até desmaiar.

Rosimere presenciava a cena, tendo uma arma apontada para a sua cabeça, mesmo estando com o filho de apenas um ano no colo. Também assistiam a cena de terror mais dois filhos do casal: uma menina de 5 anos e um menino de 12, e o pai de Rosimere, de 71 anos, implorava aos policiais que parassem com a agressão, pois o casal era de pessoas que regressavam do trabalho. Todos ouviam os gritos de ordem de um dos policiais:  “Atirem! Atirem pra matar”!

A cena de horror não terminou aí. Segundo Rosimere, os policiais pediram reforços. E, em poucos minutos, chegaram ao local mais três viaturas, totalizando 16 homens armados. Se não bastasse, chegaram mais 4 viaturas, totalizando oito viaturas: “32 homens armados contra dois homens sem nenhum objeto nas mãos não era suficiente?”. Segundo Rosimeire “botaram nosso amigo, José Érick, em uma viatura, me colocaram em outra viatura, com o meu filho no colo, sem nenhuma mulher policial, e levaram meu esposo para algum lugar. Como ele tinha desmaiado, ele não estava nem raciocinando. O sangue saía do ouvido, do nariz, da boca…As pernas, ele não tava nem conseguindo andar direito”, relata, nervosa.

Ainda segundo Rosimere, os policiais levaram seu marido “para dentro dos matos, ele não soube nem raciocinar para onde estava sendo levado. Colocaram ele para fora do carro da viatura, colocaram uma lanterna na cara dele e continuaram espancando ele. Eu fui dentro da viatura sendo humilhada o tempo todo, com minha criança desesperada, chorando sem parar e eles com vários palavrões dentro da viatura, chamando de merda, de bandido, são bandidos sim, várias vezes ele gritava dentro da viatura. E o tempo todo dizendo que ia matar eles dois”.

Ao chegar na 213ª.  Delegacia da Polícia Civil, do Ouro Preto, William não estava no local. Conforme relata Rosimere ela conseguiu o telefone de um advogado e perguntava a um comissário: “Cadê ele? O advogado chegou e ele não chegou. Aí chegaram com ele. Reviraram minha casa toda, com minhas crianças, com meu pai passando mal. Reviraram o fusca. Tem um fusca aqui que está sem o motor. Reviraram tudo. Aí tinha o colete dele, que ele trabalha como segurança e dentro da caixa de ferramenta tinha uma faca, que eles  alegaram que esta faca estava dentro do meu carro, que é o Fiesta, que ele veio do acarajé  com ele [o carro]. E isso foi outra mentira. E o tempo todo me gritando, com um arma na minha cabeça: cadê a arma, cadê a arma? Se o senhor disse que aqui tem uma arma, o senhor procure, porque eu tô dizendo que aqui não tem arma. Como eu vou procurar uma coisa que aqui não tem? Quebraram as coisas da minha cozinha. O sofá, jogaram meu esposo em cima. A sala ficou cheia de respingo de sangue. Meu pai ficou a noite todinha  andando no quintal, com os olhos cheio de sangue por causa da pressão e eu não podia levar no hospital [em função da pandemia causada pelo Coronavirus, disse ela no depoimento]. Não quiseram me ouvir na delegacia em nenhum momento. Não consegui um delegado que quisesse me ouvir. Estamos em uma situação de terror”. Rosimere contratou um advogado para fazer a defesa do marido, e ele foi solto na mesma noite.

Outros casos de violência policial nas periferias de Petrolina

A descrição da vendedora de acarajé é semelhante a outras abordagens policiais realizadas nas periferias de Petrolina. Para Rosimere  “a polícia não é para nos agredir. A polícia não é para nos aterrorizar. A polícia é para nos proteger, para nos defender. (…) Estou com medo de sair de casa. Estou com medo de ficar em casa”.

Em 10 de novembro do ano passado, a jovem, negra, estudante, Camila Roque, foi agredida com um soco no rosto por um dos três policiais que a abordaram no centro da cidade.

Em 24 de Novembro, na Mostra de Artes Novembro Negro, realizada pela Cia. Biruta, no CEU das Águas, bairro Rio Corrente, policiais do 2° BIEsp realizaram uma ação extremamente truculenta contra participantes do evento, com espancamentos, mobilização de oito viaturas e detenção de quatros pessoas, entre os quais, um vereador que tentava pacificar a situação.

Em 11 de janeiro desse ano, dois jovens negros, Matheus dos Santos, 17 anos, e Lucas Levi, 20 anos, moradores, respectivamente, dos bairros Mandacarú e José e Maria, periferia da cidade, desapareceram após uma abordagem truculenta de policiais do 2° Biesp.  No dia 17 foram encontrados mortos próximos à Serra da Santa, zona rural do município de Petrolina.

Desde novembro de 2019 a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Petrolina vem denunciando à Corregedoria Geral do Estado de Pernambuco, bem como aos deputados da Assembleia Legislativa (ALEPE) esses atos de violência policial. Além disso, solicitou agenda com o governador e o secretário de Defesa Social para apresentar propostas de melhoria dos serviços de segurança pública em Petrolina. Na última visita do governador a Petrolina, em 14 de fevereiro, o vereador Gilmar Santos, Presidente da Comissão, entregou pessoalmente ao Governador e ao secretário de Defesa Social nova solicitação de agenda. Nenhuma resposta até o momento.

Por Ceres Santos e Márcia Guena

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Ceres Santos –  DRT-RS 6156

Márcia Guena – DRT- SP 024515

Tel/WhatsApp: 71- 99989 – 7243

 

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Estudantes, trabalhadores e sonhadores. Quem eram os jovens que morreram após ação da PM em baile funk

Amigos e familiares contam como eram as nove vítimas que foram pisoteadas em Paraisópolis

Dennys Guilherme dos Santos Franco, 16 anos, morador da Vila Matilde, zona leste paulistana. Ele é uma das nove vítimas pisoteadas durante ação da PM em baile funk de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. ARQUIVO PESSOAL

Nove jovens de 14 a 23 anos, moradores de variados bairros da cidade de São Paulo e de cidades da região metropolitana da capital paulista. Um trabalhava com vendas, outro estava desempregado e mantinha vivo o sonho de ser jogador de futebol, outros vários ainda estudavam. Amigos e, sobretudo, familiares contam como eram os nove mortos do massacre ocorrido em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, decorrente de uma ação da Polícia Militar do Estado, comandada pelo governador João Doria (PSDB).

Parentes de alguns dos mortos estiveram no IML (Instituto Médico Legal) para reconhecer e liberar os corpos para os respectivos enterros. Eles relembraram com carinho de seus entes e cobraram respostas do poder público, seja pela violência da PM com os integrantes do baile funk, seja pelo fato de não verem os corpos com ferimentos das vítimas, apenas seus rostos.

Essa segunda questão é levantada por Vanini Cristiane Siqueira, irmã de Bruno Gabriel dos Santos, de 22 anos. Desempregado, o jovem trabalhava com telemarketing até ser demitido há alguns meses. Ainda nutria o sonho de virar jogador de futebol, apesar da idade avançada para o início de carreira. Para os pais, tempo que não foi suficiente para o amadurecimento do jovem torcedor do São Paulo. Nem sequer carteira de motorista o deixaram tirar, mesmo após quatro anos da liberação legal, por considerá-lo imaturo para ter um carro sob seu controle.

No IML, Vanini reconheceu o rosto do irmão. Quando tomou a atitude de abrir o saco que cobria o corpo, foi impedida por um funcionário do IML. Segundo ele, ela não poderia fazer aquilo pois o corpo estava muito machucado. “Eu saio daqui inconformada. Por que não pude ver o corpo do meu irmão? Não estão deixando ninguém ver o corpo, só o rosto”, afirmou a irmã. “Tem que saber o que aconteceu realmente, porque esses jovens foram impedidos de sair. Tem que ser averiguado. Infelizmente, o meu irmão se foi. É pedir justiça e que Deus receba ele”, lamentou.

Bruno era um rapaz apegado à família, segundo Vanini. Colocava os sobrinhos e os pais em primeiro lugar. Ele era adotado, vivia com a família de acolhimento desde os 10 anos em Mogi das Cruzes (Grande SP). “Inclusive, ele abraçou minha mãe esses dias e falou: ‘Mãe, eu não quero que você vá antes de mim, eu quero ir antes de você’. Ele sempre deixava bilhetes para minha mãe”, conta Vanini. No IML, a mãe biológica de Bruno não resistiu e desmaiou ao ver o filho deitado na maca.

Inconformismo é um sentimento comum entre os familiares. Roberto Oliveira é padrinho de Gustavo Cruz Xavier, 14 anos, estudante que morava no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, a vítima mais nova do massacre. Eles descobriram que o jovem estava morto ao receberem por WhatsApp vídeos do massacre ocorrido no baile funk. Nas imagens, a mãe reconheceu Gustavo e, com sua demora de voltar para a casa, os familiares ligaram os pontos.

O adolescente mentiu e foi com dois amigos de 16 anos para o baile, considerado perigoso pela família, tanto pelas ações policiais quanto pela presença de “gente ruim”. “Os adolescentes que moram na periferia não têm condição de ir em um shopping curtir, em ir curtir nesses bailes no Anhembi, com um monte de artista. É muito caro. E os bailes funks são baratos”, comenta Roberto.

O padrinho conta que Gustavo “só tinha tamanho”, um menino doce que não tinha malícia nem “pensava rápido” quando acontecia uma confusão, como a ação da PM. O principal sonho dele, estudante do nono ano do ensino fundamental, era o de muitos jovens da periferia: ter um carro. “O Gustavo era um menino, não pensava muito no futuro”, lembra.

A família recebeu do IML apenas uma corrente usada por Gustavo no baile funk —nenhum outro pertence era permitido sob alegação de que as roupas foram cortadas e “jogadas fora”. “[Marca] de pisoteamento a gente não viu. Quando você cai no chão jogando bola você se rala. Nele não, tinha uma pancada na cabeça, na testa, e o pescoço estava meio roxo. Não deram nem a roupa dele para nós”, conta Roberto.

Marcos Paulo Oliveira dos Santos, 16 anos, disse para a família que ia comer uma pizza e foi para Paraisópolis. O estudante se preparava para fazer vestibular e aproveitou um momento para juntar um grupo de amigos e ir pela primeira vez a um baile funk, de acordo com um familiar. Era um intervalo para divertimento. Um dos integrantes do grupo disse aos parentes de Marcos que a PM os agrediu deliberadamente.

“Bateram muito com cassetete, o outro rapaz está cheio de hematomas. Ele tropeçou, caiu e vários policiais o agrediram. Está com os punhos machucados”, conta a parente de Marcos, que pediu anonimato com medo de sofrer represálias. Marcos Paulo era um jovem tranquilo e amoroso que ainda estudava no 2º ano do ensino médio. Segundo essa familiar, o bairro em que moram dá poucas opções de lazer, o que faz os adolescentes buscarem os bailes.

Silvia Ferreira, cunhada de Mateus dos Santos Costa, 23 anos, criticou a falta de informações no IML. “Vamos na delegacia, alguém tem falar alguma coisa para a gente. O médico da perícia não sabe dar uma justificativa. Falam para voltarmos daqui a 60 dias e pegar o laudo”, afirma. “É uma pessoa que está ali, um humano. Não é um cachorro. Ao menos vem e fala: ‘Ele está muito machucado, não sabemos dizer se foi um espancamento, se foi pisoteamento’. Dá uma declaração justa. Que governo é esse?”, esbraveja.

O jovem ganhava a vida vendendo produtos de limpeza. Natural da Bahia, morava em Carapicuíba, cidade da região metropolitana de São Paulo, e viveu seus últimos dias cercado de alegrias. Mateus era torcedor do Flamengo, time que no fim de semana do dia 23 de novembro conquistou os títulos da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro de futebol masculino.

“O vídeo mostra muito bem claro. Os amigos disseram que foi tudo muito rápido, que os policiais já chegaram fechando a rua. Fecharam todos os becos e um escadão”, conta Silvia. “Ele era um menino tranquilo. Se fosse errado, eu falava que não valia nada. Ele só foi para lá porque Carapicuíba não tem opção para a gente sair, nem para nós que somos casal”, afirma, se referindo ao companheiro, Marcos Costa, irmão de Mateus, que estava no IML.

Uma parente de Dennys Guilherme dos Santos Franco, 16 anos, morador da Vila Matilde, zona leste paulistana, conta que ouviu de um amigo que estava com o jovem o que teria ocorrido no baile. O grupo correu quando a polícia chegou, Dennys ficou para trás e um dos amigos tentou ajudar. Ali, um policial teria dito: “pode deixar que a gente cuida dele”.

“Não foi nada disso que eles estão divulgando. Ele tem um machucado na cabeça, os pés intactos e o costuraram de qualquer jeito. Pedi para tocar nele e não deixaram nem por a mão”, disse a familiar, abalada, pedindo para não ser identificada. Dennys estudava no segundo ano do ensino médio.

Um amigo de Denys Henrique Quirino da Silva, 16 anos, descreve o rapaz como “um moleque bom, que nunca fez mal para ninguém”. “Era trabalhador, que estudava e sempre tirava um sorriso de todo mundo, muito brincalhão”, comenta o rapaz.

Moradora do Jardim Primavera, região do Grajaú, também na zona sul de São Paulo, Luara Victória de Oliveira, 18, era frequentadora assídua de baile funk. Segundo o R7, um parente da vítima, que pediu para não ser identificado, contou que Luara foi criada pelo pai na casa da avó e precisou muito do apoio de familiares nos últimos cinco anos, quando ficou órfã. Também relatou que amava ir aos “pancadões” e que já tinha ido outras vezes ao baile de Paraisópolis. Ela estudava na rede pública, em uma escola ao lado do bairro onde vivia, e estava procurando um emprego.

Pai de uma criança dois anos, Eduardo Silva, 21, é a oitava vítima. Ao site R7 uma cunhada do jovem, que preferiu não se identificar, afirma que a família ficou desesperada quando Eduardo não voltou do baile. “Como vai ser agora? Na hora que recebei a notícia fiquei pensando no que dizer quando ele perguntar do pai. Como vou explicar o que aconteceu”, disse. Ele morava no bairro Cidade Ariston, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, com a mãe, o pai, uma irmã e o filho, e trabalhava numa oficina mecânica. “Agora fica a lembrança e a saudade. Ele era um bom menino”, lamenta.

Gabriel Rogério de Moares, 20, a nona vítima, foi velado e enterrado nesta segunda-feira (2/12) em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde vivia. Ao site G1 o pai dele, Reinaldo Cabral de Moraes, disse que uma ação contra criminosos não justifica agredir jovens que estavam se divertindo. “Não existe justificativa para tirar uma vida. Vão ter investigações, mas o que indica é que houve um excesso policial, força excessiva contra jovens que estavam lá e não tinham nada a ver com o assunto”, criticou.

Ainda segundo o portal, Gabriel trabalhava como leiturista de uma empresa que presta serviços para uma concessionária de energia.

 

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A Cia Biruta de teatro emite nota pública sobre o ocorrido no último domingo, 24, na Mostra de Arte Novembro Negro

A nota também foi assinada pela Rede Brasileira de Teatro de Rua – RBTR e suas representações de todo território nacional. O grupo e todas as pessoas agredidas receberam ainda a solidariedade e o importante posicionamento de diversas instituições e grupos artísticos locais que repudiaram a truculência da polícia militar em um evento cultural da periferia da cidade de Petrolina que comemorava o mês da Consciência Negra.

Foto: Cia Biruta

A nota, que relata todo o acontecido e demonstra a indignação diante da ação arbitrária e violenta de alguns policiais militares integrantes do 2º Biesp – Petrolina (PE), foi publicada no último dia 25 nas redes sociais do grupo e em seguida teve adesão da Rede Brasileira de Teatro de Rua – RBTR, que no dia 27 endossou a carta de repúdio da Cia Biruta, assinando-a em conjunto com o grupo.

Nos últimos dias após o ocorrido, a Cia Biruta, o vereador Gilmar Santos, a comunicadora e educadora  Karol Souza, o poeta e educador Fabrício Nascimento, o músico e educador Maércio José e demais envolvidos, vítimas da abordagem truculenta, receberam manifestações e notas de solidariedade de diversas instituições e pessoas, tais como:

A Universidade Federal do Vale do São Francisco;

A Ong Acari – Articulação para Cidadania;

Rede de Mulheres Negras do Sertão;

Grito dos Excluídos;

O Teatro Popular de Arte;

A Trup Errante;

O Coletivo Abdias de Teatro;

Trupe do Benas;

Grupo Artimanha;

Nu7 Produções;

A Câmara Municipal de Petrolina;

A vereadora Maria Elena;

A vereadora Cristina Costa;

Psol – Partido Socialismo e Liberdade – Petrolina;

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores;

O Colegiado de Artes Visuais da Univasf;

O Colegiado de Ciências Sociais da Univasf;

Grupo de estudos Kabecilê;

Conselho Municipal de Cultura de Juazeiro-BA;

O COMPIR – Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Juzeiro-BA;

LIAAC – Univasf;

Liga Acadêmica de Análise do Comportamento;

Coletivo de Assessoria Jurídica Popular Luiz Gama UNEB -Juazeiro-BA;

Centro Acadêmico de Ciências Sociais – Gestão Marielle Franco;

Diretório Central dos Estudantes da Univasf;

Sindicato de professores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (SindUnivasf);

O Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) do Instituto Federal do Sertão Pernambucano;

Entre outras demonstrações de apoio às vítimas das agressões, ao evento e à luta antirracista, bem como às ações contra a violência institucional e à favor da cultura de paz nas nossas periferias.

Foto Reprodução (Jovens sendo agredidos e vereador Gilmar Santos algemado)

Leia a nota da Cia Biruta na íntegra:

A Cia Biruta repudia a ação truculenta e arbitrária da Policia Militar/ 2ªBiesp que agiu com abuso de poder e violência em sua forma de abordagem, no intuito de negar o direito à comunicação e à cobertura dos acontecimentos de um evento aberto ao  público, sem o menor zelo pela segurança de crianças, pelos direitos e pela dignidade das pessoas que estavam presentes ontem, 24, na praça CEU das Águas em uma ação cultural e de economia solidária promovida pelo grupo, pelo contrário, promovendo a violência e o desrespeito. O caso ocorreu na festa de celebração do Novembro Negro pela Mostra de Arte, promovida pelo grupo desde o dia 11 desse mês e que se encerra no dia 30, no Quilombo Mata de São José, em Orocó. A partir da temporada do espetáculo “Corpo Fechado”, resultado das oficinas de teatro realizadas há 3 anos pela Ocupação Artística da Cia Biruta no equipamento cultural CEU das Águas pensamos em agregar ações extra palco como contações de histórias nas calçadas, oficinas em escolas, rodas de conversas e feira cultura, assim fizemos, encerrando a ação no bairro como um Baile Black e a feira Quilombo Urbano.

A ação arbitrária da polícia foi mais um caso lamentável de abuso de autoridade e racismo estrutural por parte de funcionários do Estado que dizem ser responsáveis pela segurança pública, mas que mobilizaram um grande número de viaturas e policiais no local para intimidar uma mulher por porte de celular, dando um fim triste a uma noite que seria de celebração do povo negro daquela comunidade.

A primeira abordagem, a uma pessoa suspeita de portar arma de fogo, foi realizada e nada foi encontrado, quando mesmo depois de contido o suspeito e um dos policiais conversarem com ele tranquilamente, um outro policial circula no espaço com a moto em alta velocidade entre as pessoas no local e intimida a companheira Karol Souza, da Associação das Mulheres Rendeiras, que veio para cobrir e prestigiar o evento, por filmar a ação. Ele avançou para tomar seu celular e levá-la coercitivamente como única testemunha da ação policial, questionados sobre o direito em fazer tal abordagem, os policiais reagem de forma violenta contra Maércio José, músico e produtor cultural, e Fabrício Nascimento, poeta e produtor cultural, que a protegiam e contra ela mesma e outras pessoas que estavam no local, dentre elas o vereador Gilmar Santos, que também argumentava em defesa de Karol.  Foram empurrões, mata-leões, murros, chutes e spray de pimenta deferidos contra  a população de forma arbitrária, incluindo, além da companheira e dos companheiros detidos,  integrantes da Cia Biruta e  jovens do Núcleo Biruta de Teatro.

Mais uma vez o racismo estrutural inviabiliza, negligencia e violenta a liberdade da negritude. O ocorrido nos entristece e nos revolta, mas não nos surpreende, nesse mesmo mês uma mulher negra levou um soco por portar um livro de conteúdo político na sua bolsa na última semana, aqui na mesma cidade, também pela polícia militar.

Nos solidarizamos com a companheira Karol e com os companheiros Maércio, Fabrício e Gilmar Santos e todos que foram de alguma forma agredidos. Sabemos que a luta é diária, que o racismo e sua violência estão encrustados nas instituições, sobretudo nas de repressão, e que muita coisa temos que mudar no modo como as pessoas veem e abordam a periferia, mas estamos na luta para reerguer o nosso povo e somos muitos.

Cia Biruta de Teatro-Petrolina/PE

Também assinam a carta:

✓ Teatro em Trâmite – Florianópolis/SC

✓ Casa Vermelha / Florianópolis/SC

✓ Teatro de Rocokóz – São Paulo/SP

✓ Cia Pedras – Maringá/PR

✓ Grupo Vivarte – Rio Branco/AC

✓ De Pernas Pro Ar – Canoas/RS

✓ Cirquinho do Revirado – Criciúma/SC

✓ Grupo TIA – Canoas/RS

✓ Cia. Fundo Mundo / Florianópolis/SC

✓ Cia. Estável de Teatro – São Paulo/SP

✓ Cia Delas / Londrina/PR

✓ Circo e Teatro Éramos Três / Cascavel/PR

✓ Escarcéu de Teatro – Mossoró/RN

✓ Grupo Xingó – São Paulo/SP

✓ Teatro de Caretas / Fortaleza/CE

✓ Mamulengo Sem Fronteiras – Brasília/DF

✓ Cia. Canina – Teatro de Rua e Sem Dono – São Paulo/SP

✓ Mãe da Rua – São Caetano/SP

✓ Bando Goliardxs – São Paulo/SP

✓ Os Atrapalhados – Osasco/SP

✓ Teatro Imaginário Maracangalha / Campo Grande/MS

✓ Grupo Teatral Nativos Terra Rasgada – Sorocaba/SP

✓ Cia. Colcha de Retalhos – São Paulo/SP

✓ Tropa Mamulungu / Rio Branco/AC

✓ Cia. MiraMundo Produções Culturais / São Luís/MA

✓ Cia Teatro de Garagem – Londrina/PR

✓ Na Cia da Cabra Orelana – São Paulo/SP

✓ Poeta Capim Santo / TERUÁ – Fortaleza/CE

✓ Buraco d’Oráculo / São Paulo-SP

✓ Bornal de Bugigangas – Assis/SP

✓ Circo Teatro Capixaba – Divino de São Lourenço/ES

✓ Grupo de Teatro de Rua Loucos – Recife/PE

✓ Oprimidos da Maciel – Recife-PE

✓ Teatro Ruante – Porto Velho/RO

✓ Som Na Linha / Presidente Prudente/SP

✓ ERRO Grupo –  Florianópolis/SC

✓ Pombas Urbanas – São Paulo/SP

✓ Coletivo Menelão de Teatro – ABC/SP

✓ Fátima Sobrinho – Belém/PA

✓ Trupe Olho da Rua – Santos/SP

✓ Trupe Tamboril de Teatro – Uberaba/MG

✓ Coletivo Dolores Boca Aberta – São Paulo/SP

✓ Grupo Primeiro de Maio Salvador/BA

✓ Núcleo Ás de Paus – Londrina/PR

✓ Mala nas Costas – São Miguel do Gostoso/RN

✓ Circo Teatro Capixaba

✓ CHAP – Companhia Horizontal de Arte Pública/RJ                                                             

✓ Povo da Rua-teatrodegrupo- Porto Alegre/RS

✓ GRUTTA – Tangara da Serra/MT

✓ Grupo TAMTAN – Tanquinho/BA

✓ Kiwi Cia de Teatro – São Paulo/SP

✓ Coletivo Comum – São Paulo/SP

✓ Cabaré Feminista – São Paulo/SP

✓ Núcleo Pavanelli de Teatro de Rua e Circo- Tatuí/SP

✓ Brava Companhia – São Paulo/SP

✓ Cia Casa da Tia Siré – São Paulo/SP

✓ Estudo de Cena – São Paulo/SP

✓ Dirigível Coletivo – Belém/PA

✓ Grupo de Teatro Quem Tem Boca é Pra Gritar – João Pessoa, Paraíba/SP

✓ O Imaginário – Porto Velho/RO

✓ Galpão da Lua – Presidente Prudente/SP

✓ Federação de Teatro do Acre

✓ Cia. Visse e Versa – Rio Branco/AC

✓ Cia. Translúcidas – Londrina/ PR

✓ Trupe Circuluz- Olinda/PE

✓ Cia de Teatro Soluar – João Pessoa/PB

✓ Coletivo CLanDesTino – Dourados/MS

✓ Grupo Ueba Produtos Notáveis – Caxias do Sul/RS

✓ Nóis de Teatro / Fortaleza/CE

✓ Fábrica de Teatro do Oprimido de Londrina

✓ Trupe Tamboril – Uberaba-MG

✓ Movimento Artistas de Rua de Londrina

✓ Zecas Coletivo de Teatro – Belém – PA

✓ Esquadrão da Vida – DF

✓ Movimento de Teatro de Rua da Bahia MTR-Ba

✓ Grupo de Arte Popular A Pombagem

✓ Coletivo Arte Marginal Salvador

✓ Coletiva Mulheres Aguerridas

✓ Núcleo sem Drama Na Cia da Cabra Orelana –  São Paulo/ SP

✓ Grupo Olho Rasteiro – Curitiba/PR

✓ Grupo Rosa dos Ventos – Presidente Prudente SP

✓ Ivanildo Piccoli (prof UFAL)

✓ GESTO- BA

✓ Amora – Santo André/ SP assina.

✓ Árvore Casa das Artes/ES.

✓ OIgalê Cooperativa de Artistas Teatrais – Porto Alegre/RS

✓ Grupo Manjericão. Poa – RS.

✓ Associaçao cultural Rualuart Brasil/ Gov Dix Sept Rosado/ RN

✓ Grupo GRUTTA – Tangará da Serra/MT

✓ Grupo de Pesquisa e Extensão em Artes Cênicas do Semiárido Brasileiro – GruPANO – BA

✓ Trup Errante – PE

Foto: Reprodução (jovens abraçados protegendo a comunicadora)
Foto: Reprodução

 

 

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Petrolina: participantes de evento cultural do Novembro Negro denunciam ação violenta da Polícia Militar

Participantes do evento, denunciam a ação violenta de policiais militares do 2º Batalhão Integrado Especializado (2º Biesp).

(foto: arquivo)

O encerramento de um evento em alusão ao Novembro Negro, que trazia exposição de produtos, música, e apresentações culturais como forma de enaltecer o processo de resistência e empoderamento da população negra, terminou em mais uma denúncia de agressão policial em Petrolina-PE. Participantes do evento, que acontecia no espaço Céu das Águas, no bairro Rio Corrente, na noite deste domingo (24), denunciam a ação violenta de policiais militares do 2º Batalhão Integrado Especializado (2º Biesp).

Segundo os participantes, tudo começou por volta das 20h, quando na praça onde o evento estava sendo realizado, os PMs chegaram em três motocicletas e abordaram um homem que segundo eles, era suspeito de estar portando uma arma de fogo – nada foi encontrado durante a revista. Incomodados com a forma como foi feita a abordagem na praça – segundo testemunhas, os policiais adentraram no espaço com arma em punho e não se intimidaram com a presença de crianças e adolescentes no espaço -, os organizadores tentaram dialogar com os agentes, que reagiram de forma abusiva.

Em conversa no programa Palavra de Mulher desta segunda-feira (25), o vereador Gilmar Santos (PT) contou que uma integrante da Associação das Mulheres Rendeira filmou o momento do conflito, o que teria incomodado os policiais, que ao perceberem que estavam sendo filmados, pediram que a jovem entregassem o celular. Karol Souza, que também é comunicadora da Central Popular de Comunicação, entretanto, se negou a entregar o aparelho telefônico.

“O policial disse ia apreender o celular e que iria detê-lá e arrola-lá como testemunha do suspeito que eles tinham liberado. Ela não estava cometendo nenhuma irregularidade”, contou o vereador que disse ainda que os policiais tentaram prender Karol.

Algumas pessoas que estavam no local, como o músico Maércio José (Tio Zé Bá) e o Poeta Nascimento, do Sertão Poeta, tentaram proteger a jovem, abraçando-a, e foram agredidos. “Tentei dialogar com os policiais, em vão. Eles usaram de mobilização bastante violenta em uma das jovens, um mata-leão, que quase estrangulou essa jovem. Quando nosso companheiro Máercio, junto com o Poeta Nascimento, abraçaram a Karol, para protege-lá e não deixarem que os policiais levassem (para a delegacia), eles disseram que iam levar os três. Me aproximei, abracei-os e falei que iam me levar também”, disse Gilmar que chegou a ser empurrado pelos agentes, e algemado.

Ainda segundo as testemunhas, cerca de oito viaturas da 2º Biesp foram acionadas. A polícia também usou spray de pimenta contra o público que estava presente no local.

O dançarino e DJ Thierri Oliveira, que se apresentava no evento no momento da ação da polícia, compartilhou em suas redes sociais, um desabafo sobre as cenas que presenciou. O artista se diz inseguro diante das denúncias de violência policial na cidade. “Todos que foram detidos são negros, em uma ação do Novembro Negro. Estava todo mundo tranquilo, se divertindo. Mas só os pretos foram agredidos. Me preocupa saber que quem deveria nos proteger, está nos agredindo. Se isso é segurança, eu não me sinto seguro, ainda mais sendo artista, negro, periférico e gay. A verdade é que não tem ninguém para nos proteger. Era a polícia que estava batendo nas pessoas. A quem eu iria pedir socorro?”, questionou.

Cris Crispim, atriz e coordenadora do evento, também presenciou toda a cena. “Estávamos fazendo um evento bonito, com intervenções na comunidade. Estávamos fazendo um trabalho que a gente sabe que o poder público falha em não fazer, que é de acesso à cultura, de levar às comunidades entretenimento e lazer saudável. Só queríamos festejar. De repente, nos deparamos com essa abordagem desproporcional e desrespeitosa. É uma convicção de que a nossa luta é necessária, e que nós ainda não temos um minuto de descanso”, considerou.

(foto: PNB)

Cerca de 50 artistas e representantes de entidades e organizações voltadas à luta contra o racismo de Juazeiro e Petrolina, se concentraram em frente a sede da 26º Delegacia Seccional da Polícia Civil, no bairro Ouro Preto, para onde Gilmar Santos, Karol Souza, Maércio José e o Poeta Nascimento foram encaminhados, prestando solidariedade às vítimas.

Com exceção do vereador, as vítimas realizaram exame de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML), tendo em vista que apresentavam hematomas em partes do corpo devido a ação dos agentes policiais. Todos prestaram depoimento e foram liberados por volta das 4 horas da manhã.

“Estamos mobilizando todas as lideranças políticas do nosso campo e que têm pautado esse enfrentamento e a desigualdade social, e exigindo uma agenda com o governador, o senhor Paulo Câmara, e com o secretário de Defesa Social. Precisamos que essas autoridades façam uma interação eficaz junto ao comando local. Não podemos permitir que esses comportamentos se naturalizam, e que se crie esse estado de medo. Não vamos nos submeter ao medo, à covardia e a injustiça. O estado precisa ser pautado na sua estrutura. Vamos procurar os meios legais, inclusive políticos, para enfrentar essa situação”, garantiu o vereador Gilmar Santos.

Repúdio

Em nota, o Conselho Municipal de Cultura de Juazeiro-BA repudiou a ação dos policiais, considerando que essa “violência institucional é uma das faces mais perversas do Racismo no Brasil, que fere de morte o ideal de um Estado Democrático de Direito, de uma sociedade justa, igualitária e livre de qualquer forma de discriminação” (leia na íntegra abaixo).

Outro caso de agressão

Recentemente, a Polícia Militar de Petrolina também foi alvo de denúncia de outro caso de agressão policial. No último dia 9 de novembro, a estudante Camila Roque, diretora da União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco (UESPE) e militante da União da Juventude Rebelião (UJR) foi agredida por quatro Policiais Militares, no Centro da cidade de Petrolina, quando se dirigia ao campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). A agressão aconteceu após os agentes encontrarem um livro de teoria marxista dentro da mochila da jovem, que estava com acompanhada de outras duas amigas.

Nota na íntegra

Nota de Repudio

O Conselho Municipal de Cultura de Juazeiro-BA vem por meio desta, repudiar veementemente a ação truculenta promovida por soldados da Policia Militar de Pernambuco lotados na 2º Biesp em Petrolina, quando da realização na noite de ontem (24/11) do encerramento da Mostra de Artes Novembro Negro promovida pela CIA Biruta de Teatro no CEU das Águas no Bairro Rio Corrente.

Na oportunidade, prestamos ainda nossos votos de solidariedade à CIA Biruta de Teatro, aos artistas Maercio José, Poeta Nascimento e a Karol Souza da Associação das Mulheres Rendeiras que foram violentados física e psicologicamente na ação dos policiais.

Não temos duvidas de que a ação de ontem não se configura como fato isolado, pelo contrario, representa o modus operandi de uma politica de segurança pública pautada no racismo e na repressão da população mais pobre. Ainda em novembro, a Estudante Camila Roque, dirigente da União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco, foi brutalmente violentada com um soco no rosto porque um policial se desagradou com um livro que a mesma carregava em sua bolsa.

Esse tipo de violência institucional é uma das faces mais perversas do Racismo no Brasil, que fere de morte o ideal de um Estado Democrático de Direito, de uma sociedade justa, igualitária e livre de qualquer forma de discriminação.

 

 

http://pretonobranco.org/

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Vereador e artistas são detidos após reagir a violência policial em Petrolina

Após registrar em vídeo abordagem truculenta da 2ª BIESP, quatro pessoas foram detidas

Polícia Militar usou spray de pimenta e apontou armas letais para a comunidade na ocasião / Reprodução

Neste domingo (24), o vereador Gilmar Santos (PT), a comunicadora popular Karoline Souza e os artistas Maércio José e Fabrício Nascimento foram agredidos e detidos no CEU das Águas, no bairro Rio Corrente. Na ocasião, acontecia o encerramento da Mostra de Artes Novembro Negro, organizada pela Cia Biruta de Teatro. De acordo com o parlamentar, a polícia havia feito uma abordagem violenta no local contra um jovem negro, que foi acusado pela polícia de estar portando uma arma no local. Durante a ação da polícia, Karoline Souza, comunicadora da Central Popular de Comunicação, registrou a abordagem em vídeo e foi repreendida pela polícia, que tentou apreender Karoline e o celular onde as imagens foram gravadas.

Os organizadores contestaram a decisão da polícia, que passou a usar spray de pimenta e apontar armas letais para a comunidade. Na tentativa de evitar a prisão de Karoline, Gilmar Santos, Maércio José e Fabrício Nascimento foram imobilizados e detidos. Para o parlamentar, a ostensividade foi desnecessária. “Eles nos algemaram, imobilizaram e um deles estava com uma soqueira e passou a nos socar na região do abdome e no rosto. Nesse momento já haviam no local mais ou menos oito guarnições da polícia. Era um cenário de guerra, porque partiram para cima de todos. Ainda no local cheguei a conversar com o Tenente Nascimento e argumentei que não era necessário o uso da força daquela maneira”, conta.

As quatro pessoas foram encaminhadas para 26º Delegacia Seccional da Polícia Civil, no bairro Ouro Preto. Muitas pessoas se dirigiram ao local para prestar solidariedade e às 04h Gilmar, Karoline, Maércio e Fabrício foram liberados. Agora, o parlamentar quer denunciar a ação do 2º Batalhão Integrado Especializado (2º Biesp) da Polícia Militar. “Vamos exigir uma correção no comportamento da polícia aqui em Petrolina e no estado, porque é generalizado. Estamos vendo a possibilidade de uma agenda com o governador Paulo Câmara e o Ministério Público para tratar da situação. Imagine a quantidade de violações que têm acontecido com pessoas que não têm nenhuma rede de proteção. Não podemos calar diante disso”, concluiu.

 

 

https://www.brasildefato.com.br/

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Vereador Gilmar Santos e mais três militantes do Movimento Negro são detidos por reagirem a violência policial

O parlamentar foi detido por tentar defender os jovens que foram agredidos

CEU das àguas

O encerramento da Mostra de Artes Novembro Negro, com o tema: Liberdade é não ter medo de brilha, realizado neste domingo, 24, no Céu das Águas, bairro Rio Corrente, foi alvo de uma ação truculenta promovida por policiais do 2° Biesp.

O fato se deu por volta das 20h, quando a polícia chegou no evento, organizado pela Cia Biruta de Teatro, e abordou um rapaz que eles diziam ser suspeito de estar portando uma arma, porém, segundo os organizadores, a Polícia fez uma abordagem violenta e totalmente desrespeitosa.

Karol Souza, da Associação das Mulheres Rendeiras, estava filmando o momento do conflito, mas quando os policiais perceberam que estavam sendo filmados pediram seu celular da jovem, que ao negar entregar foi agredida juntamente com o músico Maércio José e o Poeta Nascimento, que estavam com ela e tentaram a proteger. Além disso, a polícia aspergiu spray de pimenta nas pessoas que estavam próximas, ignorando a presença de crianças no local.

O vereador Gilmar Santos, que estava no evento, também foi detido ao tentar proteger os demais que foram covardemente agredidos. Vários artistas estão na delegacia Ouro Preto prestando apoio aos colegas e reivindicando justiça sobre essa agressão racista.

 

 

http://gilmarsantos.org/

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Crispim Terral volta à CAIXA após ser humilhado e agredido

De cabeça erguida, com lágrimas nos olhos e sob aplausos, Crispim Terral comparece a protesto popular realizado dentro da agência da Caixa onde foi humilhado e estrangulado

Crispim Terral (reprodução)

O empresário Crispim Terral, 34, compareceu nesta quarta-feira (27) a um protesto na agência da Caixa Econômica Federal onde foi humilhado por gerentes e estrangulado por policiais.

Crispim, que é proprietário de uma farmácia em Salinas da Margarida, no Recôncavo baiano, chegou ao local de cabeça erguida e foi recebido sob aplausos e aclamação. Ele estava visivelmente emocionado.

A manifestação foi organizada pelo movimento negro e ocorreu de maneira pacífica. Crispim estava acompanhado da esposa, Geni Pimentel Lima. A filha de 15 anos que presenciou e filmou toda a violência permanece abalada.

“Todo esse apoio que recebo fez eu me sentir abraçado. Me emocionei ao chegar aqui. Não tenho palavras para dizer no local onde fui excluído pela cor. Nunca senti isso. Ouvia só relatos sobre o racismo. Mas eu vivi esse momento e é muito doloroso”, disse Crispim.

Rafael Manga, um dos organizadores da manifestação, ressaltou a importância do protesto.“Muitas vezes dizem que o racismo é ‘mimimi’. Isso, que povo branco tenta colocar na nossa cabeça, está matando cada vez mais”, alertou.

“Tínhamos que fazer hoje. Essa é uma das agências mais populares da cidade que tem uma quantidade enorme de negros, nós somos a maioria. Não podemos aceitar esse racismo institucionalizado, viemos dizer à sociedade que Crispim não está sozinho. O racismo mata o nosso povo de várias formas”, completou Hamilton Oliveira, que também encabeçou a manifestação.

O professor e psicólogo Walter Takemoto, de 64 anos, afirmou que um gerente da Caixa, a princípio, pediu que os manifestantes não entrassem na agência. Mas, ao perceber que o grupo não cederia, liberou a entrada.

“Se tivessem impedido nossa entrada, a gente ia bloquear as entradas, seria pior. Então, o que fizemos foi entrar pacificamente e explicar aos clientes o porquê de estarmos ali, e que o que aconteceu com o Crispim foi, sim, racismo. Nosso objetivo foi mostrar o descaso com o qual administram a agência e a importância de discutir o racismo”, comentou Takemoto.

“Não tem nem 15 dias que vimos coisa parecida com Pedro Gonzaga, no Supermercado Extra. E eu penso que se Crispim fosse mais jovem, mais franzino, quem sabe não poderia ter acontecido coisa pior. O golpe foi o mesmo”, lembrou o professor.

O gerente e as algemas

Um dia depois das agressões contra Crispim Terral, a Caixa Econômica Federal anunciou o afastamento do gerente que humilhou que Crispim. No vídeo, o gerente diz frases como “não negocio com esse tipo de gente” e “eu só vou para a delegacia se ele [Crispim] for algemado”.

André Cruz, advogado de Crispim, falou à imprensa. “A gente vai buscar o enquadramento ou no crime de racismo ou de injúria racial. Precisamos responsabilizar os efetivos culpados pelos constrangimentos sofridos por Crispim”, disse.

Jerônimo Mesquita, presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB-B, destacou o fato de que a exigência por algemas, por parte do gerente da Caixa, já indica um ato exagerado para a situação.

“Antes mesmo de chegar à violência, aquilo já é absurdo. Há uma súmula no Supremo Tribunal Federal (STF) que diz que o uso de algemas deve ser excepcional. A vítima apenas reivindica direitos, quer esclarecimentos”, ressaltou.

Jerônimo também comentou que o PM não poderia ter cedido ao pedido do gerente da loja, que exigiu a prisão do empresário. “Um servidor público tem o dever de se recusar a cumprir esse tipo de ordem, que chamamos de manifestamente ilegal, o policial tinha que ter se negado a cumprir. Crispim não oferecia risco à vida de ninguém ali”, concluiu.

O momento em que o empresário Crispim Terral chegou no ato de denúncia do caso de racismo que ele sofreu. A ação foi realizada na Agência da Caixa Econômica Federal, no Largo do Relógio de São Pedro, Centro de Salvador, nesta tarde.O empresário foi imobilizado por um policial quando tentava solicitar um comprovante de pagamento de dois cheques pagos pela Caixa. Imagens: Rosalvo Neto / Correio Nagô

Publicado por Mídia Ninja em Terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Crispim Terral

Durante dois meses, Crispim Terral vem mantendo contato com a agência da Caixa para receber o comprovante de pagamento de dois cheques — um no valor de R$1 mil e outro no de R$1.056. Ambos foram devolvidos pela agência, em novembro do ano passado, sob alegação de que não havia saldo na conta para compensá-los.

Crispim relata que a confusão começou após um dos gerentes do banco o deixar por quase cinco horas à espera de atendimento no último dia 19 de fevereiro. Já era a oitava vez que ele ia ao banco e não recebia atendimento adequado.

Crispim, que é pai de 5 filhos, estava acompanhado da filha de 15 anos. Depois de se recusar a ser algemado como exigiu o gerente, o empresário acabou recebendo um estrangulamento de um dos PMs.

O empresário foi conduzido pelos policiais em uma viatura à Central de Flagrantes e autuado por desobediência e resistência. Em seguida, ele procurou uma unidade de saúde onde recebeu atendimento por sentir fortes dores no maxilar, cabeça, pescoço e ombro esquerdo.

Ele prestou uma queixa contra os PMs na Corregedoria da Polícia Militar na quarta-feira (20). Segundo o relato do empresário, registrado na Corregedoria e disponibilizado por ele em uma rede social, os soldados Roque da Silva e Rafaeal Valverde Nolesco iniciaram as agressões físicas contra ele.

A íntegra do relato de Crispim Terral pode ser vista AQUI.

https://www.pragmatismopolitico.com.br

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Jovem estudante é agredida por PM no carnaval de Juazeiro e UNEB emite nota de repúdio

“Solicitamos do comando da corporação Polícia Militar e das demais autoridades competentes a imediata apuração e responsabilização do(s) envolvido(s) no bárbaro ato”, diz a nota.

A Comunidade Acadêmica da Universidade Estadual da Bahia (UNEB),campus Juazeiro, emitiu na manhã desta segunda-feira, 29, uma nota de repúdio contra a atitude de um policial militar que agrediu uma estudante desta instituição de ensino e pede que o caso seja apurado e os culpados, punidos. Confira abaixo a nota na íntegra.

NOTA DE REPÚDIO

A Comunidade Acadêmica do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro, manifesta seu repúdio e repulsa à atitude de um Policial Militar, que, no circuito do Carnaval, durante a madrugada deste domingo (28), sem motivo aparente, agrediu de forma violenta e covarde uma jovem aluna do curso de Direito do DTCS-UNEB que se encontrava pacificamente na avenida brincando o carnaval. Solicitamos do comando da corporação Polícia Militar e das demais autoridades competentes a imediata apuração e responsabilização do(s) envolvido(s) no bárbaro ato.

Prof. Fábio Gabriel Breitenbach

Diretor em exercício

Prof. Jairton Fraga Araújo

Diretor

Comunidade Acadêmica

Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais

Universidade do Estado da Bahia

Além do caso da estudante vídeo veiculado nas redes sociais registrou outro caso de abuso de autoridade e agressão cometida por um PM a uma mulher. Em ambos os casos é esperado que os culpados sejam punidos. Abaixo à violência contra à mulher!