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Clube Lesbos do Vale do São Francisco discutirá a obra de Cassandra Rios

O Clube se apresenta como um espaço seguro, no qual as mulheres, cis ou trans, podem falar sobre literatura e identidade. Representa ainda um espaço de fortalecimento de afetos na luta por respeito e representatividade lésbica e bissexual. 

Foto: Divulgação

O Clube Lesbos chega ao Vale do São Francisco no próximo sábado, 26 de outubro. O primeiro encontro do grupo que se propõe a discutir obras e autoras lésbicas pretende reunir mulheres de qualquer orientação sexual para falar sobre literatura, filmes e artistas lésbicas. Em atividade há dois anos, o grupo que foi criado em São Paulo, já se expandiu para cidades como Guarulhos, Salvador, Curitiba, Recife e agora está chegando por aqui.

“O Clube Lesbos nasceu como resposta para uma pergunta: e se existisse um espaço para discutir apenas obras lésbicas? Ao longo do caminho nos desenvolvemos e, hoje, nosso objetivo é conectar e fortalecer mulheres lésbicas e bissexuais.”, diz Lidia Bizio, a fundadora do Clube Lesbos em São Paulo.

O Clube se apresenta como um espaço seguro, no qual as mulheres, cis ou trans, podem falar sobre literatura e identidade. Representa ainda um espaço de fortalecimento de afetos na luta por respeito e representatividade lésbica e bissexual. 

O Clube ainda tem como objetivo produzir materiais que ajudam na preservação do conhecimento sobre a cultura lésbica.

Aqui, o Clube será mediado pelas historiadoras Dia Nobre e Camila Roseno na sede do Coletivo Casa que se pretende um espaço de convivência dos LGBTQI em Petrolina. No primeiro encontro será discutida a obra de Cassandra Rios, expoente da literatura lésbica no Brasil cujo estigma de autora mais pornográfica acompanhou sua produção literária durante toda a vida, contribuindo para o seu apagamento na história da literatura brasileira.

Por Dia Nobre

Serviços:

Link para inscrição: http://bit.ly/ClesVSF 

Dia e Horário: 26 de outubro, às 16hs.

Local: Coletivo Casa. Rua das Umburanas

 

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Nota da Reitoria sobre as medidas de contenção de despesas decorrentes do bloqueio orçamentário

“Neste momento, diante da atual política econômica e do contingenciamento extremo dos recursos do Governo Federal para a educação superior, contamos com a colaboração e compreensão de todos e que, em breve, tenhamos a resposta do Ministério da Educação (MEC) às nossas demandas.”

Como é de conhecimento da comunidade acadêmica, em virtude do grande impacto provocado pelo bloqueio orçamentário, há mais de quatro meses, que atinge as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), desde o último mês de maio tem realizado alguns ajustes internos para se adequar a um orçamento reduzido drasticamente, que obrigou alterar grande parte dos serviços de manutenção e de infraestrutura de apoio da universidade, entre os quais, a restrição do uso de ar-condicionado durante o recesso acadêmico neste mês de setembro.

Embora cientes do desconforto causado aos servidores e estudantes impactados diretamente por esta e outras medidas, que alcançam todos os setores da instituição, informamos a necessidade de estender por prazo indeterminado, o racionamento de energia elétrica e, consequentemente, a restrição do uso de ar-condicionado em nossos campi, exceto nos ambientes em que o referido procedimento possa constituir potencial de risco à segurança das pessoas ou qualquer prejuízo aos serviços executados ou ao patrimônio público.

Nesta perspectiva, reafirmamos que com base em diagnóstico e mapeamento prévios, os ambientes que dependem de sistema de refrigeração, em horário integral, serão preservados, entre os quais, laboratórios com experimentos, bibliotecas, restaurantes universitários, salas onde a ventilação natural não seja possível, devido a ausência de janelas ou com equipamentos que não possam ser submetidos a temperaturas elevadas.

Com base neste entendimento, solicitamos a todos os servidores, que durante a vigência desta medida que limita o uso de ar-condicionado ao turno da tarde, no horário das 14h às 18h, comunicar à equipe do Departamento de Manutenção (Deman) eventuais problemas, decorrentes da interrupção do sistema de refrigeração para que a mesma possa promover os ajustes necessários e compatíveis às especificidades de cada setor.

Ressaltamos, ainda, que esta e outras ações, em caráter emergencial, visam preservar o funcionamento da instituição com o menor impacto possível às atividades-fim da universidade, essenciais à formação dos nossos estudantes, e aos serviços oferecidos à comunidade externa.

Com este mesmo propósito e também como medida de segurança para a comunidade acadêmica e visitantes, informamos que a partir da próxima quinta-feira (19), os horários de fechamento das guaritas e portões de acesso aos campi Sede e de Ciências Agrárias, em Petrolina (PE), e do Campus de Juazeiro (BA) serão alterados. A iniciativa objetiva otimizar o controle dos respectivos acessos pelas equipes de vigilância, que atuarão nestes campi em sistema de ronda permanente.

Confira na tabela abaixo, as guaritas e portões dos campi da Univasf, em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) que ficarão fechados, e respectivos horários, a partir de 19 de setembro de 2019.

Neste momento, diante da atual política econômica e do contingenciamento extremo dos recursos do Governo Federal para a educação superior, contamos com a colaboração e compreensão de todos e que, em breve, tenhamos a resposta do Ministério da Educação (MEC) às nossas demandas.

Destacamos, ainda, que no último dia 10 de setembro, a Reitoria da Univasf encaminhou novo ofício ao MEC, no qual solicita a liberação imediata de parte da verba de custeio contingenciada, visando ao pagamento das despesas acumuladas no período de maio a agosto de 2019, decorrentes do bloqueio orçamentário.

 

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Conuni-Univasf se manifesta contrário à minuta do Future-se e destaca inconstitucionalidade de termos da proposta

Segundo avaliação dos conselheiros, o modelo proposto, conforme minuta do PL, poderá impactar o direcionamento de atividades de pesquisa, ações de ensino, extensão e de inovação tecnológica das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes).

Em votação no Conuni, Carta de Recusa foi aprovada por maioria. Foto: Reprodução.

O Conselho Universitário, órgão superior deliberativo da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Conuni-Univasf), torna pública a Decisão Nº 65/2019 que trata da posição institucional da Univasf sobre o programa Future-se. Na última sexta-feira (9) o Conuni, órgão máximo da instituição, que conta em sua composição com representantes das comunidades acadêmica e externa, aprovou Carta de Recusa à minuta do Projeto de Lei (PL) do programa, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) em julho passado.  O ato sinaliza alterações à proposta original do MEC, com base no princípio constitucional da autonomia universitária.

Segundo avaliação dos conselheiros, o modelo proposto, conforme minuta do PL, poderá impactar o direcionamento de atividades de pesquisa, ações de ensino, extensão e de inovação tecnológica das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). A previsão de contrato com Organizações Sociais (OS), de modo impositivo para adesão das Ifes ao programa, também foi apontada como ameaça à autonomia da universidade. Dividido em três eixos, Gestão, Governança e Empreendedorismo, Pesquisa e Inovação, e Internacionalização, o Future-se prevê, ainda, entre outras iniciativas, a criação de diferentes tipos de fundos de investimento e fomento às ações programadas, e de um comitê gestor externo à universidade, caracterizado como entidade de supervisão e controle.

A Carta de Recusa que fundamenta à Decisão do Conuni também destaca a missão institucional da Univasf e indicadores que demonstram o ritmo de desenvolvimento da instituição, em diversas áreas, entre as quais, ensino, pesquisa e inovação, extensão, internacionalização, inclusão social, políticas de gestão e governança, além de projetos de grande alcance e parcerias interinstitucionais. Outros argumentos contrários à proposta, ressaltam a imprevisibilidade da manutenção do financiamento público para o ensino superior, ausência de garantias à expansão da rede Ifes, às ações de assistência estudantil e demais iniciativas de caráter público, que não são mencionadas na minuta do PL.

No documento elaborado pelos conselheiros também são evidenciados os impactos das medidas de contingenciamento dos recursos das Ifes e a grave crise financeira, devido ao constrangimento orçamentário. O Conuni solicita ao MEC, respostas imediatas para o desbloqueio dos recursos contingenciados que têm afetado a capacidade de atendimento da universidade, a manutenção de serviços essenciais ao seu funcionamento e com iminente paralisação de atividades acadêmicas, científicas e de extensão universitária. Acesse, abaixo, a integra da Decisão Conuni nº 65/2019 e, anexa, a Carta de Recusa que a fundamenta.

 

Decisão Conuni Nº 65/2019 | Carta de Recusa à minuta do PL Future-se/MEC

 

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13 de Agosto: Estudantes de todo Brasil vão às ruas protestar contra projeto “Future-se” e Reforma da Previdência

Em Petrolina, no sertão pernambucano, a concentração acontecerá na Praça do Bambuzinho, Avenida Souza Filho – Centro, a partir das 8:30h.

Foto: Divulgação.

Na próxima terça-feira, dia 13/08, estudantes, professoras/es, técnicas/os, trabalhadoras/es de diversas áreas, sindicatos e movimentos sociais ocuparão mais uma vez às ruas de nosso país para protestar contra os cortes no orçamento da educação, contra o projeto “Future-se” (apresentado há duas semanas pelo desgoverno Bolsonaro) e em defesa da aposentadoria.

O protesto faz parte de um movimento nacional de luta em defesa da educação, que nos dias 15 e 30 de maio, reuniram mais de 1 milhão de pessoas nas ruas do país em pelo menos 200 cidades. Essa é a terceira mobilização nacional e a expectativa é de que aconteça em mais 80 cidades.

Em Petrolina, no sertão pernambucano, a concentração acontecerá na Praça do Bambuzinho, Avenida Souza Filho – Centro, a partir das 8:30h.

 

 

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Juazeiro sedia 27º Simpósio de Cultura Espírita do Vale do São Francisco

Com o tema “As Bem-aventuranças à luz do Espiritismo”. O evento acontecerá no Auditório do Complexo Multieventos da Univasf, em Juazeiro-BA

Foto: Reprodução.

Será realizado de 15 a 18 de agosto, o 27º Simpósio de Cultura Espírita do Vale do São Francisco, que esse ano tem como tema “As Bem-aventuranças à luz do Espiritismo”. O evento acontecerá no Auditório do Complexo Multieventos da Univasf, em Juazeiro-BA. O credenciamento tem início a partir das 19h30 e a abertura às 20h.

A grande novidade dessa edição é a realização do Workshop “Suicídio, uma enganosa solução”, com a psicanalista e especialista na temática Solange Meinking (Salvador-BA). A palestra, que será realizada às 14h do sábado (17/08), contará ainda com a participação do poeta Peu Miranda (Petrolina-PE). O Workshop é aberto ao público e a entrada é gratuita.

O Simpósio traz também em sua programação expositores como Clóvis Nunes (Feira de Santana-BA), Denise Lino (Campina Grande-PB), Nahon Castro (Salvador-BA) e Pedro Francisco (Petrolina-PE). Além deles, o evento contará com Pintura Mediúnica realizada por Marilusa Vasconcelos (São Paulo-SP) no domingo (18/08), às 16h30, e apresentação artística de Josué Sax (Salvador-BA).

Com o objetivo de oferecer atividade para toda a família, pelo segundo ano consecutivo, será desenvolvido nos dias 17 e 18/08, simultaneamente ao Simpósio, o espaço de Educação, Cultura e Arte para infância.

O 27º Simpósio de Cultura Espírita do Vale do São Francisco é uma iniciativa do Conselho Regional Espírita (CR17) com apoio Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB). O investimento é apenas R$ 30. Para mais informações ligue (74) 98816-1941.

 

Por Raiane Souza

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Concurso Univasf: edital PUBLICADO! Até R$ 4,1 mil

Concurso Univasf oferta 38 vagas para nível médio e superior!

Foto: Divulgação.

A Universidade Federal do Vale do São Francisco (concurso Univasf) publicou hoje, 31 de maio, um novo edital para provimento de 38 vagas de nível médio/técnico e superior para o cargo de Técnico Administrativo em Educação. As inscrições começam às 14h da próxima terça, 04 de junho, e seguem até 07 de julho de 2019.

Os candidatos interessados no certame devem realizar inscrições no site da banca organizadora através do site: www.idecan.org.br. O valor das taxas de inscrição variam de R$ 70 para nível médio e R$ 100 para superior. O pagamento deve ser efetuado até o prazo de 08 de julho de 2019.

A data provável de realização é em 1º de setembro de 2019. Confira abaixo mais detalhes sobre o certame.

Concurso Univasf: cargos e requisitos

A Univasf oferta vagas para compôr quadro de funcionários nos Campus de Petrolina (PE), Juazeiro (BA), Ciências Agrárias (PE), Salgueiro (PE), Senhor do Bonfim (BA) e São Raimundo Nonato (PI). Entre as oportunidades ofertadas, há vagas reservadas para negros e PCD.

Para nível superior são ofertadas vagas nas funções de:

  • Administrador (1),
  • Analista de Tecnologia da Informação (2 ampla concorrência/1 negros),
  • Assistente Social (2),
  • Auditor (1),
  • Bibliotecário-Documentalista (2),
  • Engenheiro de Segurança do Trabalho (1),
  • Médico Veterinário (1),
  • Nutricionista/habilitação (1),
  • Psicólogo/área (2),
  • Técnico em Assuntos Educacionais (3 ampla concorrência/1 negros) e
  • Tecnólogo com formação em Gestão Pública (1).

Para nível médio, as vagas disponíveis são para:

  • Assistente de Administração (5 ampla concorrência/1 negros/1 PCD),
  • Técnico de Laboratório/Anatomia e Necropsia (1),
  • Técnico de Laboratório/Biologia (1),
  • Técnico de Laboratório/Química (2),
  • Técnico em Eletrônica (1),
  • Técnico em Enfermagem (1),
  • Técnico em Tecnologia da Informação (3 ampla concorrência/1 negros) e
  • Tradutor e Intérprete de LIBRAS (2).

Para os cargos de Assistente em Administração, Técnico em Anatomia e Necrópsia e Psicólogo, além do requisito básico de escolaridade, também são exigidos período de experiência anterior de 12 meses na função pretendida.

Concurso Univasf: remuneração inicial

As 38 vagas ofertadas tem remuneração inicial que varia de R$ 2.446,96 para cargos de nível médio e R$ 4.180,66 para funções que pedem nível superior. Para todos os cargos, a jornada de trabalho é de 40 horas semanais.

Concurso Univasf: etapas do certame

O concurso é firmado em três etapas a depender do cargo de interesse do candidato. A primeira etapa é composta de prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, de múltipla escolha com 50 questões dispondo sobre as disciplinas de:

Português,

Legislação,

Raciocínio Lógico e

Conhecimentos Específicos de cada cargo.

A segunda etapa do certame, será uma prova prática, de caráter eliminatório e classificatório, somente aplicada aos cargos de Médico Veterinário, Técnico de Laboratório/Anatomia e Necropsia, Técnico de Laboratório/Biologia, Técnico de Laboratório/Química e Técnico em Eletrônica. Na avaliação serão apresentadas situações práticas em cada área, utilizando equipamentos e  ferramental específico. Serão avaliados os conhecimentos, as habilidades na realização de procedimentos técnicos e as condutas diante das situações práticas que deverão ser realizadas pelos candidatos.

A prova será aplicada na data provável de 10 de outubro nas cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA).

A terceira e última etapa do concurso será uma Prova de Títulos a ser realizada somente para os candidatos ao cargo de Médico Veterinário. A avaliação segue os seguintes critérios de pontuação

O prazo de validade do Concurso Univasf será de um ano, a contar da data de publicação de homologação do resultado, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual prazo, a critério da Universidade.

Detalhes do concurso Univasf

Concurso: Universidade Federal do Vale do São Francisco (concurso Univasf)

Banca organizadora: Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional – IDECAN

Cargo: Técnicos Administrativos em Educação

Escolaridade: nível médio e superior

Número de vagas: 38

Remuneração: de R$ 2.446,96 a R$ 4.180,66

Data das inscrições: de 04/06/19 a 07/07/19

Taxa de inscrição: R$ 70 (nível médio) R$ 100 (nível superior)

Data da prova: 01 de setembro de 2019

 

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Grupo de Atenção à Pessoa com Lúpus é reconhecido pelo prêmio ‘Natura Acolher’ em São Paulo

Foram 16 projetos de impacto social escolhidas em todo Brasil.

Foto: Divulgação

O Vale do São Francisco foi destaque na última terça (26) e quarta (27) em São Paulo. O Grupo de Atenção à Pessoa com Lúpus foi reconhecido durante a sétima edição do prêmio ‘Natura Acolher’. Foram 16 projetos de impacto social escolhidas em todo Brasil.

A psicológa Fabiana Bezerra representou o grupo no evento, promovido pela Natura, em São Paulo. “Foi um momento de muito aprendizado e emoção. Saber que nós mulheres com lúpus do sertão estamos conquistando visibilidade nacional e entrar em contato com outras iniciativas sociais que tem transformado o nosso país fortalece a nossa luta “, ressaltou.

Foto: Divulgação

Desde 2013, de maneira voluntária, o Grupo de Atenção à Pessoa com Lúpus, promove acolhimento e informação a pessoas com lúpus e familiares no Vale do São Francisco, visando a melhoria da qualidade de vida dessa população.

O lúpus é uma doença crônica, autoimune e que atinge em sua maioria mulheres em idade fértil. A doença não tem cura, mas possui tratamento ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para mais informações sobre o grupo ligue 74-99139 6041. As informações são da assessoria.

Foto: Divulgação

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Mandato Coletivo do vereador Gilmar Santos envia carta às Mulheres de Petrolina e do Vale do São Francisco

“MULHERES, ai de nós, sem a luta, resistência e força transformadora de vocês”, Diz a carta!

Foto: Lizandra Martins

O mês de março é dedicado, com mais intensidade, à luta das das mulheres por igualdade de direitos. Diferentemente de outras datas, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1975 e comemorado desde o início do século 20,  o 8 de março tem raízes históricas e profundas em que as mulheres reivindicam igualdade de gênero e realizam protestos no mundo inteiro. Para lembrar a data o Mandato Coletivo do vereador professor Gilmar Santos encaminhou uma carta às Mulheres de Petrolina e do Vale do São Francisco. Confira abaixo a carta na íntegra:

Carta do Mandato Coletivo às Mulheres de Petrolina e do Vale do São Francisco

MULHERES, ai de nós, sem a luta, resistência e força transformadora de vocês!

Prezadas companheiras,

Março é mês de memória, reflexão e lutas. Conquistas de mulheres de todo o mundo são reafirmadas em eventos celebrativos e em mobilizações que buscam fortalecer ainda mais a presença feminina nos espaços de poder e naqueles onde a igualdade de oportunidades ainda persiste ser negada pelo domínio do patriarcado com suas estruturas de opressão.

Dirijo-me às milhares de mulheres das nossas periferias que acordaram antes das quatro horas da manhã, algumas para preparar o alimento dos filhos – e até do companheiro — e se organizaram para mais um dia de batalha nas fazendas da fruticultura. Lá são exploradas na colheita e produção da manga e, principalmente da uva, atividade que necessita da “delicadeza” da mulher. Expostas ao intenso uso de agrotóxicos, tendem a adoecer com maior facilidade. Ganham salário de R$ 1.041,00 e enfrentam os desafios da periferia quando retornam ao final do dia para suas casas: falta de pavimentação, falta de saneamento básico, serviços públicos precários e um ambiente de inseguranças e violências. O que querem essas mulheres nesse março ou num futuro breve? Políticas públicas, direitos garantidos e maior qualidade de vida.

Dirijo-me às mulheres dos residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida — por sinal, um programa efetivado durante o governo de uma mulher e, especialmente, para as mulheres. E que apesar da importância e grandeza dessa ação, suas casas estão distantes dos principais serviços municipais e os nossos governos locais pouco se comprometeram para solucionar o problema. Em muitos deles não existem creches, escolas, postos de saúde e o transporte coletivo é demorado e de péssima qualidade. Além disso, não dispõe de espaços para o comércio, o que leva muitos moradores a adaptarem pontos comerciais nos seus próprios apartamentos. No geral têm muitos espaços sociais e culturais, mas com a ausência de políticas de cultura e esportes, são mal utilizados ou depredados. A ausência desses diversos serviços eleva a insegurança e promove violências que atingem diretamente as mulheres. O que elas querem nesse março e num futuro breve? Políticas públicas que solucionem os problemas das suas comunidades e lhes garantam maior dignidade.

Dirijo-me às mulheres que lutam pelo direito à moradia nas nossas periferias e enfrentam a tirania de um sistema que transforma o espaço urbano em mercadoria para privilégio de poucos. Lutam em condições precárias, em zonas de riscos, onde a vida é banalizada e exposta à lama, ao lixo, e onde falta o básico para sobreviver. Algumas estão com os filhos, outras são adolescentes grávidas. Há idosas que cuidam dos netos. São mulheres que esperam da nossa sociedade e do poder público muito mais que a solidariedade em ações esporádicas. Querem soluções efetivas: ou seja, moradia e oportunidades para viverem dignamente.

No mesmo sentido, lembro-me das mulheres que lutam pela terra e por políticas de convivência com o semiárido. Em tempos de criminalização aos movimentos de luta pela reforma agrária e de cortes em políticas de apoio aos trabalhadores familiares, muitas mulheres se deparam com o desespero de não poderem alimentar seus filhos e continuarem morando no campo. A triste sina das famílias que são obrigadas a migrarem para as cidades a procura de oportunidades tende a crescer, o que vai precarizar ainda mais a condição social das mulheres. Muitas delas, diante da falta de um teto ou da terra, vivenciam a situação das ruas. O que querem essas mulheres nesse mês de março ou num futuro breve? Terra, trabalho e políticas que lhes garantam viver de forma decente no campo.

São muitas as condições sociais de vocês, companheiras, e grandes os desafios daquelas e daqueles que lutam para superar injustiças ainda tão marcantes. Mulheres presidiárias necessitam urgentemente de um ambiente mais amplo e adequado, bem como de acompanhamento qualificado para seu processo de ressocialização. As mães de filhos com deficiência têm sofrido bastante diante da negligência de um poder público indiferente a direitos básicos. Aquelas que necessitam de assistência em saúde mental se deparam com as precárias e limitadas condições dos serviços ofertados. Quantas adolescentes continuarão engravidando precocemente por falta de políticas e programas competentes de educação sexual e de prevenção a gravidez? Durante quanto tempo mais as gestantes continuarão apreensivas com suas vidas e a vida dos seus bebês diante da superlotação e serviços desumanizados dos hospitais materno-infantis? Quantas mães continuarão sem poder trabalhar por falta de creches?

Companheiras, vivemos tempos muito difíceis na história do nosso país, talvez um dos piores. Com o golpe contra o governo da presidenta Dilma, uma ação com profundo viés misógino; a destruição das políticas sociais durante o des-governo Temer; o crescimento de forças fascistas que garantiram a presidência da república a uma figura absolutamente desqualificada e violenta, que é Jair Bolsonaro; tudo isso nos faz pensar o quanto a vida das mulheres está ameaçada. A previsão é de que o desemprego aumente, as desigualdades se aprofundem e a situação de miséria volte a cenários anteriores aos governos petistas. É nesse ambiente que crescem também todas as formas de violências, onde vocês, principalmente as negras, são as mais atingidas. Seja porque sofrem diretamente agressões, pela ausência de políticas públicas ou quando entram num abismo existencial diante da morte de filhos, companheiros, familiares, que têm suas vidas ceifadas nessa selva social.

Mulheres guerreiras, feministas, militantes, lideranças que assumem as mais diversas frentes de lutas, aí de nós sem a resistência e força transformadora de todas vocês!

Em nome das Marias, Margaridas, Marielles, recebam meu abraço afetuoso e contem comigo, com o nosso Mandato Coletivo, diante dos desafios ainda tão presentes. De mãos dadas, corajosamente, seremos resistência com vocês, e marcharemos pela construção de um país onde mulheres governem mais, decidam mais e vivenciem iguais oportunidades, com mais justiça, liberdade e paz social. Adiante na luta!

 

 Vereador Prof. Gilmar Santos/Mandato Coletivo (PT).

 

 

 

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Revitalização do Rio São Francisco e Educação foram motes principais do discurso de Haddad em visita a Juazeiro, BA e Petrolina, PE

Uma multidão acompanhou o petista e comitiva em caminhada de Juazeiro para Petrolina, lotando a Ponte Presidente Dutra

Foto: Chico Egídio

Domingo, 23, uma multidão acompanhou a visita do presidenciável Fernando Haddad (PT) e comitiva ao Vale do São Francisco nas cidades de Juazeiro, BA e Petrolina, PE. Em ambas cidades uma das falas do petista se reportou a revitalização do rio São Francisco, começando pelas suas nascentes. “Viemos ao Nordeste nos comprometer às margens do Rio São Francisco de que nós não vamos parar de investir no rio. Não é só levar água para outros estados é cuidar das nascentes, porque se não cuidar das nascentes o rio vai morrer. Então é preciso ter consciência ambiental, consciência educacional”, disse.

Haddad, que é professor e que foi Ministro da Educação no governo do ex-presidente Lula por 7 anos, destacou que a educação é o caminho para que o povo se desenvolva. “A gente tem que continuar educando a nossa gente oferecendo oportunidade de trabalho e oportunidade de educação, com trabalho e educação todo povo se desenvolve. Ninguém quer mais guerra, nós queremos paz, nós queremos voltar a ser feliz de novo. O Brasil tem as bases para voltar a sonhar e realizar, porque o Brasil sempre sonhou, mas com Lula realizou e a gente quer voltar a sonhar com esse Brasil que a gente acredita, mas não é um Brasil para um terço das pessoas, é um Brasil para todo mundo”, afirmou.

Foto: Chico Egídio

O presidenciável se referiu a uma visita que fez ao vale do são Francisco há mais de dez anos, junto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando decidiram construir a Universidade federal do Vale do São Francisco (Univasf) na cidade de Petrolina com campus em Juazeiro.  Segundo ele começou ali uma época de ouro do acesso à educação superior no país, iniciou a interiorização da educação, contou também com o Prouni, que permitiu que 4 milhões de brasileiros filhos de trabalhadores e trabalhadoras pudessem entrar em uma universidade, coisa que não era comum no Brasil do século e 20. “Infelizmente o Brasil atrasou muito o acesso à educação superior e se não fosse um nordestino sem curso superior isso estava não teria acontecido até hoje, essa é que é a verdade”.

Conforme Haddad no governo do ex-presidente Lula o pobre teve acesso não só na universidade. “O pobre entrou no avião, o pobre entrou no restaurante, o pobre entrou no banco, o pobre entrou em todo canto, porque o pobre se tornou cidadão como tem que ser e no mercado de trabalho e no mercado de consumo. Foram 20 milhões de empregos em 12 anos, ou seja, nós não estaríamos vivendo a crise que estamos vivendo hoje se não tivesse sido sabotado por esses golpistas que estão no poder”, pontuou.

Foto: chico Egídio

O presidenciável se comprometeu com o resgate dos programas sociais que segundo ele fizeram a história da recuperação e emancipação do povo. “Ninguém quer mais guerra, nós queremos paz, nós queremos voltar a ser feliz de novo. O Brasil tem as bases para voltar a sonhar e realizar, porque o Brasil sempre sonhou, mas com Lula realizou e a gente quer voltar a sonhar com esse Brasil que a gente acredita, mas não é um Brasil para um terço das pessoas, é um Brasil para todo mundo”, disse.

Foto: Chico Egídio

Fernando Haddad ainda criticou as declarações de um candidato a vice que afirmou que a delinquência no país é por que as mães e as avós estão educando sozinha. “O investimento que nós fizemos na família é um investimento que vai superar todas as dificuldades e se tem uma mãe sozinha nós vamos cuidar, vamos acolher, vamos respeitar e não estimular mais preconceito porque 46% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e o Minha Casa Minha Vida, agricultura familiar, o Bolsa Família todos tiveram foco na mulher porque elas muitas vezes carregam nas costas uma 3 a 4 jornadas de trabalho. Vamos cuidar das nossas mulheres, das mulheres negras porque são as mais descuidadas desse país, vamos cuidar do país inteiro, nós não temos o direito de deixar ninguém para trás. Esse Brasil é rico não precisamos ninguém passar fome, porque é um direito de cada brasileiro e brasileira”, concluiu.

Foto: Chico Egídio

Haddad estava acompanhado da esposa Ana Estela, do governador da Bahia, Rui Costa (PT), Governador do Piauí, Wellington Dias (PT), do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) e a candidata a vice-governadora em Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB), de senadores, deputados federais e estaduais, vereadores, entre ouros.

Manuela D’Avila (PCdoB), candidata a vice de Haddad não participou da visita, segundo a organização do evento ela estava em outra agenda no Rio Grande do Norte.

 

 

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Sem ciência não há soberania – Manifesto do Vale do São Francisco por um sistema sólido de investimento público em Ciência e Tecnologia no Brasil

No Vale do São Francisco há um conjunto de instituições de pesquisa e ensino (Univasf, Embrapa Semiárido, IF-Sertão Pernambucano, UPE, UNEB, Embrapa e Facape) com enorme potencial transformador sobre a vida e convivência da sertaneja e sertanejo com o semiárido. E justamente por serem instituições jovens, vêm sofrendo de forma acentuada todo o desmonte do sistema nacional de ciência e tecnologia.

Foto: Reprodução

Para: Candidatos a deputado estadual, federal, senador e governador

O quadro desastroso do investimento em ciência e tecnologia no Brasil é um reflexo claro de duas ações que revelam descrédito com a produção de conhecimento e a soberania nacional. A primeira delas se deu em 2016 com a fusão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com o Ministério das Comunicações, pasta com nenhuma aderência.

O golpe fatal, no entanto, veio com a aprovação da emenda constitucional 95 que limitou os gastos públicos por 20 anos. Com isso, o orçamento da CAPES passou de 6,5 bilhões em 2015 para 3,5 bilhões de reais em 2018.

Em Ofício recente da Capes (245/2018-GAB/PR/CAPES) é feito alerta ao Ministério da Educação sobre o colapso do sistema de bolsas com previsão de corte de 245000 bolsas para agosto de 2019. O mesmo quadro acontece no CNPq, com previsão de iminente paralisação nos investimentos.

Com isso, o retrocesso em ciência e tecnologia parece ser irreversível. A evasão de cérebros de jovens pesquisadores para fora do país, o fechamento de programas de pós-graduação e encerramento de atividades dos laboratórios de pesquisa são apenas exemplos das consequências desta política de extinção do fomento de C&T no Brasil.

No Vale do São Francisco há um conjunto de instituições de pesquisa e ensino (Univasf, Embrapa Semiárido, IF-Sertão Pernambucano, UPE, UNEB, Embrapa e Facape) com enorme potencial transformador sobre a vida e convivência da sertaneja e sertanejo com o semiárido. E justamente por serem instituições jovens, vêm sofrendo de forma acentuada todo o desmonte do sistema nacional de ciência e tecnologia.

Desta forma, os professores, funcionários das IES, estudantes e pesquisadores do Vale do São Francisco abaixo assinados vêm por meio este manifesto solicitar aos aspirantes a novos parlamentares que revoguem a emenda 95 e devolvam ao Brasil seu Ministério da Ciência e Tecnologia, permitindo com que os enormes estragos desta política danosa sejam minimamente remediados. A soberania nacional depende da capacidade que um país tem de produzir conhecimento. Para tanto, é fundamental a criação de um sistema sólido de financiamento de pesquisas por parte do Estado Brasileiro.

Para que esta realidade seja estabelecida precisamos de comprometimento dos parlamentares com a Ciência e Tecnologia do Brasil: mais do que retórica, queremos saber da posição dos candidatos sobre o desmonte do Estado brasileiro.

ASSINAR Abaixo-Assinado

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