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Jovens produzem materiais de comunicação sobre a importância da vacinação contra covid-19

O resultado dessa produção colaborativa da juventude será divulgado a partir desta semana nas redes sociais da CPT Bahia. A produção conta com cards, spots, cordel, vídeo e textos que abordam a importância da vacinação gratuita para todos/as e o combate à desinformação e fake news

Foto: CPT Juazeiro

A vacinação em massa da população é a grande expectativa para superação da crise sanitária global provocada pelo coronavírus. No entanto, não há produção de vacinas suficiente para todos ainda, principalmente nos países mais pobres e, no caso do Brasil, há o agravante da condução da política nacional de combate à pandemia, que tem se mostrado a principal aliada do vírus.

Negacionismo científico, propagação de desinformação e fake news, recusa de ofertas de vacinas, falta de planejamento eficiente para imunização e minimização da crise de saúde. Todas essas ações do Governo Federal resultaram até agora em quase 440 mil mortes, caos econômico-social e uma pandemia que parece não ter mais fim.

Com a vacinação contra covid-19 a ritmo de conta-gotas (apenas 9% da população brasileira imunizada com as duas doses da vacina) enquanto a propagação do vírus só cresce, diversas iniciativas independentes têm surgido com o objetivo de sensibilizar a população para importância do ato de vacinar-se e cobrar ao Governo Federal a urgência da ampliação da vacinação.

Jovens de comunidades rurais de diversos municípios da Bahia também se somaram a essa luta. Durante o mês de abril, 15 jovens participaram da II Etapa da Formação de Comunicação Popular da Comissão Pastoral da Terra (CPT) Bahia, que teve como temática específica a vacinação. Foram três encontros virtuais de educomunicação que envolveram a pesquisa e aprofundamento no assunto, reunião de pauta e divisão de grupos de trabalho que resultaram na produção de peças informativas.

O resultado dessa produção colaborativa da juventude será divulgado a partir desta semana nas redes sociais da CPT Bahia. A produção conta com cards, spots, cordel, vídeo e textos que abordam a importância da vacinação gratuita para todos/as e o combate à desinformação e fake news.

Marliene de Assis, da comunidade Vereda de Minas em Remanso, foi uma das participantes da formação. A jovem comenta que os encontros foram essenciais para tirar dúvidas sobre como se proteger do coronavírus e, principalmente, para compartilhar o que aprendeu. “Foi muito dinâmico. Tudo para informar, pra gente trazer pra nossa comunidade, pro nosso dia a dia. A gente quer passar uma mensagem, a gente vai tá divulgando e isso vai chegar em outras pessoas. E isso que é o interessante, a gente transmitir o que tá aprendendo, é muito importante a gente tá multiplicando conhecimento e saberes”, afirma Marliene.

Já Luzinete de Jesus, estudante de Serviço Social da comunidade Tapera do Rochedo em Cordeiros, destaca que todo esse processo da formação e produção de conteúdo foi importante para o registro da memória do que estamos vivendo. “Muitas pessoas são contra a vacinação por questões políticas. Uma coisa que me chamou atenção é que devemos ficar atentos porque a vacinação deve ser gratuita pra poder alcançar toda população, devemos ficar de olho para brigar por isso. Eu gostei muito da produção de vídeos, porque a gente entrevistou pessoas idosas, eu entrevistei meu avó e daqui a alguns anos vou ver esse vídeo e vai ser um registro de quando ele viveu”, comentou Luzinete.

As peças informativas produzidas pelos jovens serão divulgadas no Facebook, Instagram e Twitter da CPT Bahia.

 

Texto: Comunicação CPT Juazeiro/BA

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Comunidades Quilombolas de Juazeiro serão vacinadas contra a covid-19

Essa conquista foi uma solicitação das líderes das comunidades quilombolas de Juazeiro, Alagadiço, Barrinha da Conceição e Rodeadouro, juntamente com o Conselho de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR).

Registro da comunidade Quilombola do Alagadiço, durante uma oficina de crochê

Recebemos informações da presidente do Conselho de Promoção da Igualdade Racial de Juazeiro, BA, (COMPIR), Luana Rodrigues, dando conta de que após a realização de uma reunião do Conselho com a Senhora Renata, responsável pelo setor de imunização da Prefeitura de Juazeiro,  ficou decidido que a 1ª dose da vacina das populações quilombolas, nas próprias comunidades, começa nesta quinta-feira, 08, respeitando a decisão da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), direcionando 20% das doses da vacina que previne o COVID 19, de cada lote que chega ao município, até concluir a imunização dessas comunidades tradicionais.

A reunião foi solicitada pelas líderes das comunidades quilombolas de Juazeiro, Alagadiço, Barrinha da Conceição e Rodeadouro, juntamente com o Conselho de Promoção da Igualdade Racial e foi bastante positiva, visto que ao final já foi organizado um calendário de vacinação para as comunidades, sendo:

08/04, quinta-feira, comunidade do Alagadiço às 14h

09/04, sexta-feira, comunidade de Barrinha às 9h da manhã (com possibilidade de alteração)

12/04, segunda-feira comunidade do Rodeadouro às 14h

De acordo com a Prefeitura, nesse primeiro momento, nas três Comunidades serão imunizadas um total 220 pessoas.

Barrinha da Conceição vacinará toda a população acima de 18 anos (formando um total de 75 pessoas; havia vacinado 6 pessoas) agora serão vacinadas 69 pessoas;

Alagadiço, vacinará mais da metade (passou um total de 114 pessoas – haviam vacinado apenas duas pessoas) – vacinará 74 pessoas (restarão 38);

Rodeadouro – 80 pessoas (aguardando a lista completa de pessoas acima de 18 anos).

De acordo com a presidente do COMPIR, no mês de fevereiro o Conselho encaminhou para a Prefeitura de Juazeiro, ofício solicitando a imunização das Comunidades Quilombolas, e que não obtiveram resposta. Em março tiveram reunião com o Secretário da SEDES (em que colocaram a pauta da imunização) e este encaminhou a demanda para o Secretário de Saúde, que fez contato com as Comunidades Quilombolas, através do setor responsável.

A reunião de hoje aconteceu com o intuito de acertar caminhos e seguir normas e decretos que regem a vacinação para públicos prioritários no que tange a imunização do COVID 19.   

Agora no mês de abril, efetivamente, as comunidades serão atendidas. A vacinação acontecendo in loco, aplicando a 1ª dose em um quantitativo maior de pessoas.

“A Nossa Preocupação se relaciona com a extrema vulnerabilidade desses solos tradicionais, historicamente alijados dos direitos básicos, inclusive a água trada, saneamento e o acesso à saúde. Negligências de direitos que nesse momento de pandemia, agrava muito a exposição dessas pessoas ao vírus e a morte, como consequência do contágio, das inúmeras morbidades que atingem principalmente a população negra e do colapso do SUS”, afirmou Luana Rodrigues.

 

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Morosidade da vacinação pode comprometer redução das mortes por Covid-19

Estima-se que cerca de 127 mil vidas seriam poupadas até o fim de 2021 se o Brasil tivesse começado em 21 de janeiro a vacinar em massa

Vacinação contra Covid-19 (Divulgação/Prefeitura de Olinda)

Dois estudos recentemente divulgados na plataforma medRxiv, ainda sem revisão por pares, evidenciam como a morosidade da vacinação contra a Covid-19 no Brasil pode comprometer a eficiência da campanha em termos da redução do número de mortes pela doença no atual pico epidêmico.

Em um dos artigos, cujo autor principal é o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) Eduardo Massad, estima-se que cerca de 127 mil vidas seriam poupadas até o fim de 2021 se o Brasil tivesse começado em 21 de janeiro a vacinar em massa – algo em torno de 2 milhões de doses aplicadas ao dia. A média atual tem sido de 2 mil pessoas imunizadas diariamente, ou seja, 10% do considerado ideal pelos pesquisadores com base no potencial demonstrado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em campanhas anteriores.

Se os esforços de imunização tivessem ganhado corpo um mês depois, em 21 de fevereiro, o número de mortes evitadas cairia para 86,4 mil até o final do ano. À medida que o tempo passa a estimativa diminui para 54,5 mil (21 de março), 30,3 mil (21 de abril) e 16,4 mil (21 de maio).

“Ao que tudo indica, a vacinação em massa no Brasil só deve começar de fato em agosto. E isso se o Instituto Butantan e a Fiocruz cumprirem a promessa de entregar 150 milhões de doses até julho. Nem estou contando com vacinas de outros laboratórios, como Pfizer, Moderna ou Janssen, porque se chegarem ao país no primeiro semestre será a conta-gotas. Para que um cenário diferente fosse possível, essa negociação deveria ter sido feita já no ano passado”, afirma Massad em entrevista à Agência FAPESP.

Por meio de modelagem matemática e com base nas tendências observadas em dezembro de 2020 (taxa de transmissão e número diário de novos casos – sem considerar a nova variante brasileira), o grupo liderado pelo professor da FM-USP calculou que, se nenhum esforço de vacinação fosse feito ao longo de 2021, o país chegaria ao fim do ano contabilizando 352,9 mil vítimas da Covid-19.

“Trata-se de uma subestimativa, pois com a chegada das novas cepas do SARS-CoV-2 a curva epidêmica tornou-se muito mais acentuada. Essa projeção [de mortes até 31 de dezembro de 2021 em um cenário sem vacinação], no atual contexto, provavelmente ultrapassaria 400 mil óbitos. Ou seja, todos os números apresentados no artigo agora passam a ser o mínimo, o piso”, avalia Massad.

Para o pesquisador, o Brasil já vive a terceira onda da Covid-19, que teria começado após o pico de casos observado em janeiro deste ano. “A segunda onda nem chegou a cair substancialmente quando emergiu a nova variante [P.1.] e o número de casos voltou a acelerar. De quatro semanas para cá temos quebrado recorde atrás de recorde”, diz.

Considerando o atual contexto, Massad calcula que devem morrer mais 100 mil brasileiros até o fim do ano por conta do atraso da vacinação. Se fosse possível antecipar o início da imunização em massa para maio, esse número seria reduzido pela metade, aproximadamente.

“Devemos ter entre 30 e 40 milhões de doses para o primeiro semestre e isso não dá para atender nem metade do grupo considerado de risco, que abrange 77 milhões de pessoas. Com 40 milhões de doses só vacinaremos 20 milhões de indivíduos nesse período, ou seja, menos de um terço do necessário”, aponta o pesquisador.

Na avaliação de Massad, portanto, o impacto da vacinação no curso da epidemia será praticamente nulo no primeiro semestre de 2021. “Se os casos começarem a cair certamente será pelo curso natural da doença ou pelas medidas de isolamento social, que estão cada vez mais difíceis de serem implementadas”.

Todas as estimativas descritas no estudo foram feitas considerando uma vacina com 90% de eficácia, número superior ao dos imunizantes já disponíveis no Brasil (Covidshield, da AstraZeneca/Fiocruz e CoronaVac, da Sinovac Biotech/ Instituto Butantan). No entanto, Massad afirma que todos os imunizantes já aprovados para uso emergencial ou definitivo têm se mostrado igualmente eficazes na prevenção de mortes por Covid-19, que é o principal parâmetro avaliado na pesquisa.

A velocidade faz diferença

O segundo estudo sobre o tema foi conduzido por Thomas Vilches, pós-doutorando no Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e teve a colaboração de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu.

Também por modelagem matemática, o grupo projetou 18 cenários relacionados ao impacto da campanha de vacinação no número de internações e mortes por Covid-19 em São Paulo no atual pico epidêmico.

Entre os fatores que se modificam nos diferentes cenários estão: a vacina utilizada (CoronaVac ou Covidshield), a velocidade na distribuição das doses (630 mil ou 1,2 milhão ao dia em todo o país), a proteção de cada imunizante contra sintomas severos (que variou entre 0% e 100%), a proteção das vacinas contra a infecção (que também variou de 0% a 100%) e o grau de percepção de risco de cada indivíduo vacinado, ou seja, o quanto ele respeita as medidas de isolamento.

Ao ajustar o modelo, os pesquisadores consideraram que em torno de 20% da população paulista já havia sido infectada e apresentava anticorpos contra o SARS-CoV-2. Além disso, considerou-se uma taxa de transmissão do vírus de 1,04 (cada 100 infectados sintomáticos geram outros 104 sintomáticos). Esse foi o valor reportado para São Paulo em janeiro pelo Observatório Covid-19 BR.

“No cenário que chamamos de basal [baseline], consideramos que 0,3% da população do país seria vacinada diariamente e isso dá algo em torno de 630 mil doses ao dia. Essa velocidade de distribuição seria possível de ser alcançada somente com as doses fornecidas pelo Instituto Butantan, quando a produção alcançar a ‘velocidade de cruzeiro’ [1 milhão de doses ao dia]. Já no cenário que chamamos de ‘velocidade dobrada’, 0,6% da população seria vacinada por dia, o que seria possível de ser feito somando as doses produzidas por Butantan e Fiocruz”, avalia Vilches.

O pesquisador ressalta, no entanto, que mesmo o cenário considerado basal no estudo é mais célere que o ritmo atualmente registrado em todo o país. “O Brasil tem uma grande capacidade de fazer a distribuição das doses, graças à estrutura do SUS. Nosso problema é a produção”, afirma.

As projeções indicam que com a CoronaVac, no melhor cenário – ou seja, considerando 100% de proteção relativa (o que equivale a dizer que a proteção contra infecção é de 50,3%, valor equivalente ao da eficácia global) e 100% de proteção contra sintomas severos -, seria possível, na velocidade basal de distribuição, reduzir em 45,3% o número de óbitos por Covid-19 no atual pico epidêmico. Com a Covidshield, também no melhor cenário, a redução seria de 57%.

Caso a velocidade na distribuição das doses fosse dobrada, os percentuais (referentes à redução dos óbitos) saltariam para 65,7% com a CoronaVac e 74% com a Covidshield.

“Com a velocidade dobrada, mesmo no pior cenário [aquele em que a vacina oferece 0% de proteção contra sintomas severos e 0% contra infecção], a CoronaVac poderia reduzir em 30% o número de mortes e, a Covidshield, em 46,8%”, estima Vilches.

Segundo o pesquisador, a mensagem principal do trabalho é que, para que a campanha tenha um impacto significativo na redução das mortes, todo esforço possível deve ser feito para acelerar o ritmo da vacinação no país, inclusive a compra de imunizantes de outros laboratórios. “Quanto mais vacinas forem adquiridas, melhor. Não há justificativa para não fazê-lo. Vacinar rápido é fundamental para evitar mortes e também para barrar o surgimento de novas cepas ainda mais agressivas”, diz.

Agência FAPES

https://domtotal.com/

 

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Brasil registra 1.910 mortes em 24 horas e se torna epicentro mundial da pandemia

Este é o pior momento desde o início da crise sanitária; epidemiologistas alertam que próximas semanas serão trágicas

“O Brasil governado pelo genocida passa a ser, a partir de hoje, o país com maior número de novos casos de covid no mundo. Ultrapassamos os EUA, Bolsonaro. Tá feliz?”, questiona o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha – Foto: Getty Images

O Brasil registrou 1.910 mortos por covid-19 nesta quarta-feira (3), o mais alto número de óbitos oficialmente notificados desde o início do surto, em março passado. O balanço do dia divulgado pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) reafirma o pior momento da pandemia no país.

Já são 259.271 mortos. Em relação ao número de novos casos, foram 71.704 no último período, também um dos dias com mais notificações de novos contaminados. Ao todo, 10.718.630 brasileiros já foram infectados pelo novo coronavírus. E o cenário está se agravando com velocidade.

Hoje, o Brasil é o epicentro da covid-19 no planeta. Enquanto o resto do festeja o recuo nos números de casos e mortes há cerca de seis semanas consecutivas, o Brasil vive desde o fim de novembro a situação oposta.

Aglomerações de fim de ano e também no Carnaval contribuíram decisivamente para o descontrole de agora. De acordo com especialistas, a tragédia tende a se manter e até mesmo se ampliar nas próximas duas semanas, pelo menos.

Além do surto de novos casos, sem contar a subnotificação, o país segue testando pouco a população. Esses fatores somados levam entidades e cientistas a afirmarem que a tragédia brasileira é seguramente maior do que mostram os dados oficiais.

Epicentro

Também hoje, um dos maiores epidemiologistas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, falou sobre o Brasil, em entrevista para a GloboNews. “É uma situação muito difícil que o Brasil vive. Mesmo com o vírus comum a situação já era difícil com grande disseminação. A melhor saída é vacinar o quanto antes o maior número de brasileiros. Ficaria feliz de conversar com autoridades brasileiras para ajudar, para ver quais possibilidades existem”, disse.

Desde o início do ano, os Estados Unidos reduzem casos e mortes, após a saída de Donald Trump do cargo de presidente. Seu sucessor, o democrata Joe Biden, adotou planos severos de combate ao vírus, como o isolamento social, além de metas ousadas de vacinação.

Com 3 milhões de doses aplicadas por dia, os norte-americanos possuem meta de vacinação de todos os adultos até o fim de maio.

Por sua vez, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, voltou a confirmar sua posição negacionista, ao tentar transferir culpa para a imprensa sobre a maior crise sanitária em mais de um século.

“Criaram o pânico, né? O problema tá aí, lamentamos, mas você não pode viver em pânico. Que nem a política, de novo, do ‘fica em casa’. O pessoal vai morrer de fome, de depressão”, disse, nesta quarta (3).

Genocida

Para o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), são necessárias ações urgentes para tentar evitar uma tragédia ainda maior. Ele critica a postura do governo federal.

“O Brasil governado pelo genocida passa a ser, a partir de hoje, o país com maior número de novos casos de covid no mundo. Ultrapassamos os EUA, Bolsonaro. Tá feliz? Demoramos 11 meses para chegar a 200 mil mortes confirmadas. Dia 7 de janeiro. Demoramos menos de 50 dias para termos mais 50 mil mortos. Quem não percebeu que estamos em franca expansão da pandemia não vive no Brasil que vivemos”, disse.

“Ou percebemos a gravidade, ouvimos mais a ciência, os médicos, profissionais de saúde, ou não estamos percebendo a gravidade. Manaus colocou por terra a teoria de que a pandemia seria controlada pela imunidade de rebanho. Ouvimos isso demais. Temos todos os estados com pressão sobre o sistema de saúde”, completou o parlamentar, que é médico e ex-ministro da Saúde.

Agravamento

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou na última terça-feira (2) um boletim que evidencia o mais grave momento da pandemia até então, com tendência de piora do quadro em todo o território nacional.

“Pela primeira vez desde o início da pandemia, verifica-se em todo o país o agravamento simultâneo de diversos indicadores, como o crescimento do número de casos e de óbitos, a manutenção de níveis altos de incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a alta positividade de testes e a sobrecarga dos hospitais. No momento, 19 unidades da Federação apresentam taxas de ocupação de leitos de UTI acima de 80%”, afirma.

Vacinação

O Brasil segue com um futuro incerto sobre o avanço na velocidade da vacinação contra a covid. O dia foi repleto de notícias trágicas sobre a covid-19 por todo o país.

Em Santa Catarina, mais de 250 pessoas aguardam um leito de UTI, com o sistema de Saúde em colapso; ao menos 35 pessoas morreram no estado sem atendimento médico.

Em Rondônia, 100% dos leitos ocupados há 37 dias e um aumento de 86% no número de sepultamentos em fevereiro, em comparação com janeiro.

Em Porto Alegre, mais de uma semana de colapso e câmaras frigoríficas ao lado de hospitais para abrigar corpos que se amontoam. E isso em bairros nobres, como o Moinhos de Vento.

São esperadas 400 mil doses da vacina russa Sputnik V em março. A cidade de São Paulo, por meio da prefeitura municipal, negocia 5 milhões de doses da vacina da Jansen (Johnson & Johnson), que tem eficácia comprovada e é aplicada em apenas uma dose. As iniciativas locais e a pressão da sociedade forçaram o governo a abrir negociação de mais imunizantes.

O ministério da Saúde anunciou acordo para a compra de 100 milhões de doses da Pfizer que devem ser entregues ao longo do ano. O contrato está em redação. É a única vacina com registro definitivo na Anvisa.

Também existem negociações em andamento sobre as vacinas da Jansen. “Com 7 meses de atraso, governo federal, enfim, decide comprar vacinas da Pfizer. Um dia após a Câmara aprovar projeto que autoriza compra direta por estados e municípios. Coincidência? Nada disso. Bolsonaro funciona na base da pressão!”, disse o deputado federal José Guimarães (PT-CE).

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Campanha de vacinação antirrábica é prorrogada em Juazeiro

A meta mínima, estipulada pelo Ministério da Saúde, é vacinar 80% dos cães e gatos com idade acima de 1 mês. Juazeiro possui 32,4 mil animais.

A Secretaria da Saúde de Juazeiro prorrogou a campanha antirrábica até 30 de maio. Até o momento cerca de 6.183 animais entre gatos e cães da zona rural e urbana já foram vacinados.

Desde o dia 4 de abril, inicio da Campanha, as equipes de vacinação percorrem os bairros para aplicar nos animais a dose única contra a doença. A meta mínima, estipulada pelo Ministério da Saúde, é vacinar 80% dos cães e gatos com idade acima de 1 mês. Juazeiro possui 32,4 mil animais.

Há também um posto fixo de vacinação antirrábica, das 7h às 12h, de segunda a sexta-feira, na Casa de Endemias na Rua Visconde do Rio Branco, nº. 7 A, próxima ao Centro de Saúde III, bairro Centro.

“A campanha de vacinação contra a raiva em cães e gatos é uma estratégia fundamental para manter estes animais imunizados contra a doença e a população protegida. O cão é o principal transmissor de raiva animal para seres humanos, por ser o animal mais próximo do homem, por isso a vacinação acontece anualmente”, informou o Diretor de Promoção de Vigilância do município, Gustavo Monteiro .

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Em Petrolina, a Campanha contra Raiva acontece em mais 10 localidades

A vacinação acontece casa a casa de segunda a sexta, das 14h às 19h e aos sábados de 8h às 12h.

chamada-campanha-raiva1Até o dia 30 de abril, mais 10 localidades receberão a visita dos Agentes de Combate às Endemias para vacinar cães e gatos contra o vírus da raiva. Ao todo, os profissionais já vacinaram 8.662 animais em 22 bairros.

A meta do Ministério da Saúde é vacinar 80% da população canina e 100% dos gatos, totalizando 37.854 animais.  “O objetivo da gestão Julio é imunizar todos os cães e gatos de Petrolina. Que a população esteja atenta ao dia e horário da campanha em seu bairro”, frisou a secretária de Saúde, Mara Gonçalves.

A vacinação acontece casa a casa de segunda a sexta, das 14h às 19h e aos sábados de 8h às 12h.

 

Cronograma 25/04 a 30/04

 

25/04 – Pedro Raimundo – 14h às 19h

25/04 – Vale do Grande Rio – 14h às 19h

26/04 – Alto do Cocar e Jardim Amazonas – 14h às 19h

27/04 – Palhinhas e Jardim Maravilha – 14h às 19h

28/04 – Ouro Preto e Antônio Cassimiro I – 14h às 19h

29/04 – Gercino Coelho – 14h às 19h

30/04 – Tapera – 8h às 12h

 

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Campanha de vacinação antirrábica termina esta semana em Juazeiro

A vacina é a única forma de evitar que os animais contraiam a doença e a transmitam aos humanos.

Dados da Secretaria de Saúde de juazeiro registram até o momento a vacinação de 4.717 animais (entre cães e gatos) da zona urbana e rural. A Campanha de Vacinação contra a raiva segue até o próximo sábado, 30 de abril. A vacinação é gratuita e a meta mínima estipulada pelo Ministério da Saúde é vacinar 80% dos cães e gatos com idade acima de um mês. Atualmente o município possui 32,4 mil animais.

A vacina antirrábica não possui contraindicações e é o principal mecanismo de controle da Raiva Urbana. A vacina é a única forma de evitar que os animais contraiam a doença e a transmitam aos humanos. É causada por vírus e é mortal tanto para o animal como para os seres humanos.

A vacinação antirrábica pode ser encontrada também no posto fixo, situado na Casa de Endemias na Rua Visconde do Rio Branco, nº. 7 A, próxima ao Centro de Saúde III, bairro Angary, das 7h às 12h, de segunda a sexta-feira.

 

Confira a programação desta semana:

 

Alto do Quidé, Palmares, Pedra do Lord, Expedito Nascimento, Jardim São Francisco e Maringá 25 à 30/04
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Bahia antecipa vacinação contra H1N1 para o dia 18

De 1º de janeiro até o dia 6 deste mês, foram registrados 11 casos de H1N1, com três mortes em Salvador.

650x375_vacina_1625511A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) optou por antecipar a campanha contra H1N1 e dará início à vacinação na próxima segunda-feira, 18. De 1º de janeiro até o dia 6 deste mês, foram registrados 11 casos de H1N1, com três mortes em Salvador.

A partir da próxima segunda, postos e centros de saúde de todos os municípios baianos poderão imunizar idosos a partir de 60 anos, crianças até cinco anos, trabalhadores da saúde (público e privada), mulheres grávidas e puérperas, até 45 dias após o parto, povos indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, e adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade, sob medidas sócio educativas.

Em nota, Ramon Saavedra, coordenador do Programa Estadual de Imunizações, afirma que a antecipação da vacinação, do dia 30 para o dia 18, só foi possível porque os lotes da vacina enviados pelo Ministério da Saúde chegaram mais cedo. No dia 30, será realizado o dia D de mobilização nacional.

No combate à doença, a Bahia contará com 25 mil trabalhadores do SUS e voluntários. Serão utilizados 4.500 veículos e 3.600 serviços de saúde e postos de vacinação estarão vacinando os grupos prioritários.

“A nossa meta, determinada pelo Ministério da Saúde, é vacinar pelo menos 80% de cada grupo prioritário, num total de 2.602.346 pessoas”, explica Saavedra. Em 2015, 81% da população estimada foi vacinada e 286 municípios alcançaram o percentual preconizado de imunizar 80% de sua população alvo.

Sesab ainda pede cuidados à população para prevenir a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; evitar tocar a face com as mãos e proteger a tosse e o espirro, com lenço descartável; manter os ambientes ventilados; evitar aglomerações e ambientes fechados. (A tarde).

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Vírus da gripe circula sempre e prevenção deve ser permanente, diz especialista

Em função do cenário atual, governos estaduais e municipais estudam antecipar o início da imunização contra a gripe – cujo público-alvo é composto de profissionais de saúde, crianças maiores de 6 meses e menores de 5 anos, gestantes e idosos.

959163-09052015-_dsc5267Casos de influenza A (H1N1), conhecida como gripe A, voltaram a colocar autoridades sanitárias em estado de alerta. Em geral, os surtos da doença ocorrem no país a partir de junho, com a chegada do inverno. Mas, nos três primeiros meses deste ano, o número de infecções já ultrapassa o total de todo o ano passado. Esta semana, foram confirmadas mortes em decorrência do vírus em Brusque (SC), Cuiabá, Dourados (MS), Goiânia e Rio de Janeiro. O estado de São Paulo já contabiliza 38 óbitos por complicações atribuídas ao H1N1, de pelo menos 42 mortes em todo o país.

Em função do cenário atual, governos estaduais e municipais estudam antecipar o início da imunização contra a gripe – cujo público-alvo é composto de profissionais de saúde, crianças maiores de 6 meses e menores de 5 anos, gestantes e idosos. A campanha nacional de vacinação está prevista para ocorrer entre os dias 30 de abril e 20 de maio, mas o Ministério da Saúde informou que já começou a fazer o envio dos lotes aos estados. A previsão é que, até 15 de abril, sejam enviadas 25,6 milhões de doses, o que corresponde a 48% do total de doses a serem enviados para toda a campanha deste ano. Já o envio da vacina aos municípios, segundo a pasta, é de responsabilidade dos governos estaduais.

Em entrevista à Agência Brasil, o professor de infectologia da Universidade Estadual Paulista  (Unesp) Alexandre Barbosa lembrou que, no final de 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia feito um alerta sobre o aumento da circulação do H1N1 no mundo. O tipo (cepa), segundo ele, é exatamente o mesmo que provocou a pandemia de gripe A em 2009 e que voltou a assustar em 2013. “O vírus influenza vai sempre circular. Por isso, as medidas preventivas têm que ser tomadas sempre. É como escovar os dentes – não vale fazer só quando eles estão ruins e depois relaxar ou a dor volta”.