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Prefeitura de Petrolina divulga cronograma de vacina contra a covid-19

Não será necessário o agendamento na plataforma. Para ser vacinado é preciso levar um documento de identificação com foto e cartão de vacinação.

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Petrolina continua com a campanha de vacinação contra a Covid-19. Nesta semana, além da aplicação da segunda dose da Astrazeneca e da Coronavac, estão sendo vacinados com a primeira dose da Pfizer as gestantes, puérperas, comórbidos e indígenas.

A Secretaria de Saúde está com três polos abertos das 8h às 17h, sem intervalo para almoço.  As gestantes, puérperas, comórbidos e indígenas devem procurar o polo do SESC, no Centro. Já para a população em geral que vai tomar a segunda dose, a equipe está atendendo no SESI, na Vila Mocó, e para os profissionais de saúde a segunda dose está sendo disponibilizada na Univasf.

Não será necessário o agendamento na plataforma. Para ser vacinado é preciso levar um documento de identificação com foto e cartão de vacinação. Em caso de perda, além de um documento com foto, é necessário levar o comprovante de residência e o Boletim de Ocorrência.

Vale ressaltar que mesmo completando o esquema vacinal, a rotina de cuidados precisa ser mantida para evitar a transmissão da doença, como o uso da máscara, do álcool em gel e o distanciamento social. As informações são da assessoria.

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Pessoas maiores de 18 anos já podem se cadastrar para ‘xepa’ da vacina contra a Covid-19 em Petrolina

De acordo com a Secretaria de Saúde, a aplicação das doses será feita próximo ao fim do expediente ou próximo à validade das doses, já que, após abrir os frascos, as doses só podem ser aplicadas após algumas horas. O objetivo é evitar o desperdício das doses.

Foto: Divulgação

A partir desta segunda-feira (12), todos os moradores de Petrolina a partir de 18 anos poderão se inscrever para receber as doses remanescentes de vacinas contra a Covid-19, a chamada “xepa da vacina”. A aplicação será feita a partir de uma lista de espera. Para se cadastrar é só acessar o site oficial da Prefeitura de Petrolina.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a aplicação das doses será feita próximo ao fim do expediente ou próximo à validade das doses, já que, após abrir os frascos, as doses só podem ser aplicadas após algumas horas. O objetivo é evitar o desperdício das doses.

“No final do dia vamos acessar os dados e entrar em contato com as pessoas cadastradas através do número de telefone e informar o local e o período que ela tem para comparecer para receber a dose”, explicou a secretária executiva de Vigilância em Saúde, Marlene Leandro.

Antes as doses remanescentes estavam sendo aplicadas nas pessoas acamadas, porém, a cobertura vacinal desse público já alcançou quase sua totalidade, assim, a partir de agora será seguida a lista de inscrição, priorizando o critério da faixa etária. Para receber a vacina é necessária a apresentação de um documento de identificação com foto, Cartão SUS ou CPF, além de um comprovante de residência. As informações são da Secretaria Municipal de Saúde.

 

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COVID-19: Petrolina abre agendamento para vacinação neste domingo

A imunização acontecerá a partir da segunda-feira (12), em pontos fixos e de drive-thru espalhados pela cidade, das 8h às 17h, sem intervalo para almoço.

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Petrolina, recebeu uma nova remessa de vacinas contra o novo coronavírus e vai abrir, neste domingo (11), o agendamento de 4 mil vagas na plataforma vacinacaopetrolina.tisaude.com. A imunização acontecerá a partir da segunda-feira (12), em pontos fixos e de drive-thru espalhados pela cidade, das 8h às 17h, sem intervalo para almoço.

O município continuará com a faixa-etária de 40 anos para a população em geral. Já com idades de 18 a 59 anos serão vacinados trabalhadores de saúde autônomos; trabalhadores da educação atuantes em creches, na educação infantil, ensino fundamental, médio, técnico, superior e EJA da rede pública e privada.

Os públicos pertencentes às forças armadas; caminhoneiros; trabalhadores da indústria e da construção civil; e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, irão seguir o critério por faixa etária, ou seja, para receber a vacina devem ter 40 anos ou mais.

A imunização também continua para as gestantes, puérperas, idosos faltosos e pessoas que possuem comorbidades, exclusivamente, no polo do SESC, no Centro. O público com comorbidades precisa agendar a vacinação e apresentar laudo comprobatório da doença no dia marcado para imunização. Os trabalhadores de saúde, da rede pública e privada, que ainda foram imunizados devem agendar a vacina para o polo exclusivo da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). 

A população em geral precisa levar documento de identificação com foto, CPF ou cartão SUS e comprovante de residência. Os públicos pertencentes aos demais grupos preconizados para vacinação devem apresentar, além da documentação pessoal, um comprovante de vínculo empregatício ou contracheque.

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Vacina: só 13% da população com comorbidades recebeu a primeira dose

A cobertura vacinal é insuficiente também em outros grupos prioritários, como idosos e profissionais de saúde

 Apesar da aparente grande quantidade de imunizados com a primeira dose, o avanço é tímido – Joaquin Sarmiento / AFP

A primeira dose da vacina contra a covid-19 foi aplicada em apenas 13,2% dos brasileiros com até 60 anos e que tenha pelo menos uma comorbidade. Eram 230.742 imunizadas parcialmente em 4 de maio, e 4.177.491 no dia 25. Já o número dos que receberam as duas doses passou de 32.556 para 103.530 no mesmo período.

Apesar da aparente grande quantidade de imunizados com a primeira dose, o avanço é tímido. Isso porque nesse grupo prioritário estão 31 milhões de pessoas, conforme estimativa da Pesquisa Nacional de Saúde/IBGE. No entanto, o dado não é o mesmo adotado pelo Ministério da Saúde no Plano Nacional de Vacinação, que aponta cerca de 17,7 milhões de pessoas.

Os dados são do mais recente levantamento de pesquisadores do Instituto de Medicina Social da Uerj, Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ e Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP. E chamam atenção para o pequeno número de imunizados entre os grupos prioritários como um todo.

Risco aumentado

São consideradas comorbidades a pressão alta, diabetes, doenças do coração, como infarto, angina e insuficiência cardíaca, entre outras. Acidente vascular cerebral, asma, doenças pulmonares crônicas, como enfisema e bronquite, entre outras. Além dessas condições, o câncer, insuficiência renal crônica e obesidade. Todas essas condições aumentam o risco de complicações da infecção pelo novo coronavírus e de morte.

Embora parte das pessoas com comorbidades tenha 60 anos ou mais – grupo dos idosos – muitas têm de 18 até 59 anos e podem estar no grupo dos profissionais de saúde.

Como ainda não foi alcançada a cobertura vacinal satisfatória entre idosos e profissionais de saúde, muitas delas não foram até agora imunizadas. E as da faixa etária de 18 a 59 anos que não integra outra população prioritária já vacinada, a perspectiva de imunização ainda é incerta, segundo os pesquisadores.

Vacinação lenta

Em 27 de maio, o Ministério da Saúde alterou o Plano de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, determinando uma nova estratégia de imunização, conforme faixa etária em ordem decrescente de idade.

E decidiu passar à frente, em relação ao ordenamento antes estabelecido, os trabalhadores de educação de todos os níveis de ensino dos setores público e privado, estimados em 3,4 milhões de pessoas pelo governo federal, ou seja, demandam 6,8 milhões de doses de vacinas.

“Enquanto isso, a vacinação, bem como o registro de informações sobre doses aplicadas, seguem lentos ou até mesmo paralisados em muitos locais, demonstrando dificuldades de alcançar as populações mais vulneráveis anteriormente definidas pelo Ministério da Saúde.

Dificuldades

Até 25 de maio, foram aplicadas 56,5 milhões de doses no país, sendo 65% da vacina CoronaVac. Entre a população de 60 a 69 anos, 79% tinham recebido a primeira dose da vacina e apenas 25% a segunda; de 70 a 79 anos, 91% receberam uma dose e 73% completaram a segunda dose; e entre aqueles com 80 anos ou mais, 92% foram vacinados com a primeira e 59% com a segunda dose.

As recentes dificuldades na distribuição de doses das vacinas CoronaVac e Covishield (AstraZeneca-Oxford) impedem o avanço na cobertura vacinal com duas doses no país. É urgente a ampliação da oferta de vacinas e a adoção de medidas de busca ativa, convocação e garantia do acesso dos grupos prioritários à imunização completa, com duas doses”, diz trecho do relatório.

O número de vacinados em outros grupos prioritários também é preocupante

41% dos idosos com mais de 80 anos ainda não completaram a segunda dose. Nesta população, houve aumento de apenas 4% na cobertura de segunda dose ao longo da última semana.

41% dos idosos com mais de 80 anos ainda não completaram a segunda dose. Nesta população, houve aumento de apenas 4% na

cobertura de segunda dose ao longo da última semana.

33% dos profissionais de saúde ainda não foram imunizados com a segunda dose. Nesta população, houve aumento de apenas 3% na

cobertura de segunda dose ao longo da última semana.

37% dos idosos de 70 a 79 anos ainda não receberam a segunda dose. Houve aumento de apenas 7% na cobertura de segunda dose ao longo da última semana neste grupo.

Mais de 3,8 milhões de pessoas que tomaram a primeira dose da vacina Coronavac ainda não receberam a segunda dose, mesmo após os 28 dias preconizados entre uma dose e outra.

Mais de 560 mil pessoas que receberam a primeira dose da vacina Covishield (AstraZeneca-Oxford) não tomaram ainda a segunda dose, considerando o intervalo de 90 dias preconizado entre as duas doses.

 

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Segunda dose da Coronavac será aplicada de sábado até terça-feira em Petrolina

Para ser vacinado é necessário portar um documento oficial com foto e o cartão de vacina. A imunização acontecerá em cinco pontos da cidade das 8h às 17h

Foto: Divulgação

Com o recebimento de novas doses da Coronovac, a Secretaria de Saúde vai abrir, neste final de semana, os polos para aplicação do reforço da vacina em idosos. No sábado e domingo (22 e 23) a vacina será administrada em idosos com 66 anos ou mais, já na segunda e terça-feira (24 e 25), será a vez dos idosos com 65 anos ou mais. Para ser vacinado é necessário portar um documento oficial com foto e o cartão de vacina. A imunização acontecerá em cinco pontos da cidade das 8h às 17h.

Estão sendo disponibilizados cinco polos para vacinação, são quatro pontos fixos e um drive thru:

Pontos fixos:

– SESI, na Vila Mocó;

– Centro do Idoso Vó Pulú, na Vila Eduardo;

– CMEI do João de Deus;

– Escola Municipal 21 de Setembro, no José e Maria.

Drive-thru:

Avenida principal da Vila Eulália.

Idosos abaixo destas duas faixas etárias precisam aguardar a chegada de novas doses e o comunicado da Secretaria de Saúde com as datas e locais que receberão o reforço da vacina.

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Butanvac deve ter aval rápido da Anvisa após estudos clínicos, diz Dimas Covas

Imunizante, que pode ter 100% da fabricação no Brasil, é uma esperança contra a Covid

Butantan terá condições de produção do imunizante a partir de maio (Governo do Estado de São Paulo)

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou nesta terça-feira (20) que espera ser “rapidamente deferida” aprovação dos estudos clínicos da Butanvac pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo Covas, os motivos da celeridade esperada são as discussões prévias que existiam com a agência com relação ao imunizante.

De acordo com o diretor, foi finalizado nesta semana o protocolo de estudos clínicos da vacina, que está em processo de submissão da Anvisa. Para Covas, é esperado que esse passo aconteça de maneira mais rápida já que, segundo ele, “as dúvidas já estavam sendo discutidas com a Anvisa previamente”.

A partir de maio, de acordo com Covas, o Butantan terá condições de produção do imunizante, quando será fabricado um quantitativo que aguardará a permissão da agência sanitária para poder ser aplicado. O diretor aproveitou para destacar a importância da vacina, chamando-a de “vacina 2.0”.

“Uma versão melhorada, em termos de vacina, e que pode ser uma solução para o Brasil e para os países pobres e de renda média”, afirmou o diretor do Butantan.

Agência Estado

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Morosidade da vacinação pode comprometer redução das mortes por Covid-19

Estima-se que cerca de 127 mil vidas seriam poupadas até o fim de 2021 se o Brasil tivesse começado em 21 de janeiro a vacinar em massa

Vacinação contra Covid-19 (Divulgação/Prefeitura de Olinda)

Dois estudos recentemente divulgados na plataforma medRxiv, ainda sem revisão por pares, evidenciam como a morosidade da vacinação contra a Covid-19 no Brasil pode comprometer a eficiência da campanha em termos da redução do número de mortes pela doença no atual pico epidêmico.

Em um dos artigos, cujo autor principal é o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) Eduardo Massad, estima-se que cerca de 127 mil vidas seriam poupadas até o fim de 2021 se o Brasil tivesse começado em 21 de janeiro a vacinar em massa – algo em torno de 2 milhões de doses aplicadas ao dia. A média atual tem sido de 2 mil pessoas imunizadas diariamente, ou seja, 10% do considerado ideal pelos pesquisadores com base no potencial demonstrado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em campanhas anteriores.

Se os esforços de imunização tivessem ganhado corpo um mês depois, em 21 de fevereiro, o número de mortes evitadas cairia para 86,4 mil até o final do ano. À medida que o tempo passa a estimativa diminui para 54,5 mil (21 de março), 30,3 mil (21 de abril) e 16,4 mil (21 de maio).

“Ao que tudo indica, a vacinação em massa no Brasil só deve começar de fato em agosto. E isso se o Instituto Butantan e a Fiocruz cumprirem a promessa de entregar 150 milhões de doses até julho. Nem estou contando com vacinas de outros laboratórios, como Pfizer, Moderna ou Janssen, porque se chegarem ao país no primeiro semestre será a conta-gotas. Para que um cenário diferente fosse possível, essa negociação deveria ter sido feita já no ano passado”, afirma Massad em entrevista à Agência FAPESP.

Por meio de modelagem matemática e com base nas tendências observadas em dezembro de 2020 (taxa de transmissão e número diário de novos casos – sem considerar a nova variante brasileira), o grupo liderado pelo professor da FM-USP calculou que, se nenhum esforço de vacinação fosse feito ao longo de 2021, o país chegaria ao fim do ano contabilizando 352,9 mil vítimas da Covid-19.

“Trata-se de uma subestimativa, pois com a chegada das novas cepas do SARS-CoV-2 a curva epidêmica tornou-se muito mais acentuada. Essa projeção [de mortes até 31 de dezembro de 2021 em um cenário sem vacinação], no atual contexto, provavelmente ultrapassaria 400 mil óbitos. Ou seja, todos os números apresentados no artigo agora passam a ser o mínimo, o piso”, avalia Massad.

Para o pesquisador, o Brasil já vive a terceira onda da Covid-19, que teria começado após o pico de casos observado em janeiro deste ano. “A segunda onda nem chegou a cair substancialmente quando emergiu a nova variante [P.1.] e o número de casos voltou a acelerar. De quatro semanas para cá temos quebrado recorde atrás de recorde”, diz.

Considerando o atual contexto, Massad calcula que devem morrer mais 100 mil brasileiros até o fim do ano por conta do atraso da vacinação. Se fosse possível antecipar o início da imunização em massa para maio, esse número seria reduzido pela metade, aproximadamente.

“Devemos ter entre 30 e 40 milhões de doses para o primeiro semestre e isso não dá para atender nem metade do grupo considerado de risco, que abrange 77 milhões de pessoas. Com 40 milhões de doses só vacinaremos 20 milhões de indivíduos nesse período, ou seja, menos de um terço do necessário”, aponta o pesquisador.

Na avaliação de Massad, portanto, o impacto da vacinação no curso da epidemia será praticamente nulo no primeiro semestre de 2021. “Se os casos começarem a cair certamente será pelo curso natural da doença ou pelas medidas de isolamento social, que estão cada vez mais difíceis de serem implementadas”.

Todas as estimativas descritas no estudo foram feitas considerando uma vacina com 90% de eficácia, número superior ao dos imunizantes já disponíveis no Brasil (Covidshield, da AstraZeneca/Fiocruz e CoronaVac, da Sinovac Biotech/ Instituto Butantan). No entanto, Massad afirma que todos os imunizantes já aprovados para uso emergencial ou definitivo têm se mostrado igualmente eficazes na prevenção de mortes por Covid-19, que é o principal parâmetro avaliado na pesquisa.

A velocidade faz diferença

O segundo estudo sobre o tema foi conduzido por Thomas Vilches, pós-doutorando no Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e teve a colaboração de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu.

Também por modelagem matemática, o grupo projetou 18 cenários relacionados ao impacto da campanha de vacinação no número de internações e mortes por Covid-19 em São Paulo no atual pico epidêmico.

Entre os fatores que se modificam nos diferentes cenários estão: a vacina utilizada (CoronaVac ou Covidshield), a velocidade na distribuição das doses (630 mil ou 1,2 milhão ao dia em todo o país), a proteção de cada imunizante contra sintomas severos (que variou entre 0% e 100%), a proteção das vacinas contra a infecção (que também variou de 0% a 100%) e o grau de percepção de risco de cada indivíduo vacinado, ou seja, o quanto ele respeita as medidas de isolamento.

Ao ajustar o modelo, os pesquisadores consideraram que em torno de 20% da população paulista já havia sido infectada e apresentava anticorpos contra o SARS-CoV-2. Além disso, considerou-se uma taxa de transmissão do vírus de 1,04 (cada 100 infectados sintomáticos geram outros 104 sintomáticos). Esse foi o valor reportado para São Paulo em janeiro pelo Observatório Covid-19 BR.

“No cenário que chamamos de basal [baseline], consideramos que 0,3% da população do país seria vacinada diariamente e isso dá algo em torno de 630 mil doses ao dia. Essa velocidade de distribuição seria possível de ser alcançada somente com as doses fornecidas pelo Instituto Butantan, quando a produção alcançar a ‘velocidade de cruzeiro’ [1 milhão de doses ao dia]. Já no cenário que chamamos de ‘velocidade dobrada’, 0,6% da população seria vacinada por dia, o que seria possível de ser feito somando as doses produzidas por Butantan e Fiocruz”, avalia Vilches.

O pesquisador ressalta, no entanto, que mesmo o cenário considerado basal no estudo é mais célere que o ritmo atualmente registrado em todo o país. “O Brasil tem uma grande capacidade de fazer a distribuição das doses, graças à estrutura do SUS. Nosso problema é a produção”, afirma.

As projeções indicam que com a CoronaVac, no melhor cenário – ou seja, considerando 100% de proteção relativa (o que equivale a dizer que a proteção contra infecção é de 50,3%, valor equivalente ao da eficácia global) e 100% de proteção contra sintomas severos -, seria possível, na velocidade basal de distribuição, reduzir em 45,3% o número de óbitos por Covid-19 no atual pico epidêmico. Com a Covidshield, também no melhor cenário, a redução seria de 57%.

Caso a velocidade na distribuição das doses fosse dobrada, os percentuais (referentes à redução dos óbitos) saltariam para 65,7% com a CoronaVac e 74% com a Covidshield.

“Com a velocidade dobrada, mesmo no pior cenário [aquele em que a vacina oferece 0% de proteção contra sintomas severos e 0% contra infecção], a CoronaVac poderia reduzir em 30% o número de mortes e, a Covidshield, em 46,8%”, estima Vilches.

Segundo o pesquisador, a mensagem principal do trabalho é que, para que a campanha tenha um impacto significativo na redução das mortes, todo esforço possível deve ser feito para acelerar o ritmo da vacinação no país, inclusive a compra de imunizantes de outros laboratórios. “Quanto mais vacinas forem adquiridas, melhor. Não há justificativa para não fazê-lo. Vacinar rápido é fundamental para evitar mortes e também para barrar o surgimento de novas cepas ainda mais agressivas”, diz.

Agência FAPES

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Atos pró-impeachment de Jair Bolsonaro se espalham; 15 capitais terão carreatas

No sábado, organizações de esquerda saem às ruas; no domingo, movimentos de direita também pedirão a saída do presidente

Mais de mil organizações já entregaram pedido de impeachment de Bolsonaro ao Congresso por descaso com a saúde pública em meio à pandemia – Foto: Nayá Tawane

O movimento pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está ganhando força no país. Na última quarta-feira (20), após a hashtag #ForaBolsonaro aparecer entre os assuntos mais comentados do Brasil nas redes sociais, foi anunciada, para o próximo fim de semana, uma série de atos pela saída do mandatário, divididos entre sábado e domingo.

Por conta da pandemia do coronavírus, que já contaminou 8 milhões de brasileiros e matou 212 mil pessoas no território nacional, os atos foram convertidos em carreatas. Segundo a Frente Brasil Popular, já são 15 capitais com carreatas confirmadas — Belém, Maceió, Salvador, João Pessoa, Teresina, Recife, Fortaleza, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Campo Grande, Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis —, além de outras cidades ao redor do Brasil. 

A Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo, Fórum Pelos Direitos e Liberdades Democráticas e o Acredito chamaram os atos que ocorrem no próximo sábado (23). Logo cedo, às 9h, em Brasília, na frente da Funarte, manifestantes partirão em carreata até a Esplanada dos Ministérios.

Em Belém (PA), os manifestantes se concentrarão na avenida Doca de Souza Franco; no Rio de Janeiro (RJ), às 10h, a carreata sairá do monumento Zumbi dos Palmares, na avenida Presidente Vargas; na praça da Independência, em João Pessoa (PB), os ativistas se concentram à partir das 14h.

Também às 14h, os manifestantes saem em carreata em São Paulo (SP), tendo como ponto de encontro a Assembleia Legislativa; em Belo Horizonte (MG), a concentração do ato será no Minerão, às 16h; no mesmo horário, os gaúchos se encontram em Porto Alegre (RS), no largo Zumbi dos Palmares.

Em Rio Branco (AC), a concentração será às 15h na Uninorte; às 16h, na praça Nossa Senhora de Salete, a manifestação sairá em Curitiba (PR); e em Goiânia (GO), também às 16h, na praça Universitária Palmas, no Eixão Norte, os goianos partem em carreata pedindo a saída do presidente.

Carreatas por impeachment de Bolsonaro ocorrem neste fim de semana em várias capitais brasileiras / Reprodução – Instagram – Frente Brasil Popular

Direita

Com a ocupação das ruas pela esquerda no sábado, os movimentos de direita chamaram atos para o próximo domingo (24). MBL e Vem Pra Rua convocaram uma carreata que sairá às 10h da Praça Charles Miller, em São Paulo. Os dois grupos também estão puxando um panelaço para sexta-feira (22), às 20h30.

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Anvisa autoriza uso emergencial: Coronavac e vacina de Oxford já podem ser aplicadas

Diretores consideraram os imunizantes seguros, eficazes e com qualidade suficiente para serem distribuídos à população

Monica Calazans (54), enfermeira do hospital Emílio Ribas, em São Paulo é a primeira cidadã brasileira vacinada pela Coronavac – Nelson Almeida (AFP)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou neste domingo (17) o uso emergencial de duas vacinas contra a covid-19, por unanimidade.

A liberação significa que, para os diretores da agência, as vacinas são seguras, têm qualidade e são eficazes. Com isso, elas já podem ser aplicadas imediatamente nos brasileiros.

Foram aprovados, excepcional e temporariamente, o imunizante desenvolvido pelo laboratório Sinovac, em parceira com o Instituto Butantan, e o desenvolvido pela Universidade de Oxford/AstraZeneca, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ambos precisam se mais análises e acompanhamento para registro definitivo.

A expectativa do Ministério da Saúde é de que a aplicação comece nesta semana para grupos prioritários – trabalhadores de saúde, idosos (mais de 60 anos), populações tradicionais, população de rua, entre outros.

O governo de São Paulo, onde está o Butantan, iniciou a vacinação de profissionais da saúde já neste domingo. Logo que as vacinas foram aprovadas, a a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, uma das voluntárias nos testes, foi vacinada no Hospital das Clínicas, simbolizando a primeira brasileira imunizada e o início da campanha.

Promoção política

Ao lado de Mônica, o governador de São Paulo, João Doria, aproveitou a ocasião para se promover politicamente e exaltar os voluntários nos testes. “A coragem desses quase 13 mil voluntários vai ajudar a salvar milhões de brasileiros a partir de agora”, disse, em coletiva concedida no Hospital das Clínicas.

Ele atacou os negacionistas e os que “flertam com a morte”, sem citar nominalmente seu inimigo político, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Profissionais da saúde de todo o Brasil, milhões de pessoas iguais a você, que trabalham pela vida. Vocês são o nosso exemplo. Não são aqueles que flertam com a morte”.

No Twitter, Doria afirmou ter determinado que o instituto entregue imediatamente doses ao Ministério da Saúde para que sejam distribuídas nacionalmente.

Quase ao mesmo tempo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, concedeu uma coletiva de imprensa, na qual comemorou a aprovação do uso emergencial das vacinas e ironizou o que chamou de “ato simbólico ou jogada de marketing” promovido por Doria.

“Nós poderíamos em um ato simbólico ou jogada de marketing, vacinar uma pessoa, mas não faremos em respeito aos demais governadores. Esse plano já foi apresentado ao Supremo Tribunal Federal, pactuado com todos os governadores e órgãos reguladores. Quebrar isso é desprezar a lealdade federativa”, atacou.

O ministro afirmou que determinou que a distribuição emergencial das vacinas comece na segunda-feira (18) pela amanhã. “Determinei para o Ministério da Saúde que faça a distribuição emergencial aos estados, de acordo com a proporcionalidade dos atendimentos prioritários. Amanhã às 7h da manhã, começa a distribuição. Vamos vacinar todos, sem dividir o nosso país”.

Segundo Pazuello, nenhum estado terá autonomia para coordenar a vacinação sem a autorização do Ministério da Saúde. “Reafirmo que a coordenação do plano nacional de imunização é do Ministério da Saúde, por medida provisória, por força de lei. As seis milhões de doses serão entregues simultaneamente, e a vacinação começará também simultaneamente. Qualquer movimento para além disso, está em desacordo com a lei”.

Reunião e votos na Anvisa

A reunião de aprovação começou com uma fala do diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres. Ele pediu conscientização, união e trabalho.

“A nossa melhor chance nessa guerra passa obrigatoriamente pela mudança de comportamento social, sem a qual, mesmo com vacinas, a vitória não será alcançada”, declarou.

Em seguida, em longa apresentação, o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos, Gustavo Mendes, avaliou os testes feitos com as vacinas e recomendou a aprovação de ambas, sinalizando que são seguras e eficazes. Contudo, ele condicionou o uso do imunizante à reavaliação periódica.

Já o gerente de Inspeção e Fiscalização, Fabrício Carneiro de Oliveira, analisou a documentação apresentada e os locais de produção. Ele também recomendou a aprovação das duas vacinas.

Suzie Teixeira Gomes, gerente-geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos a Vigilância Sanitária, brevemente também aprovou a eficácia e segurança das vacinas, sugerindo a aprovação.

A relatora das análises, Meiruze Sousa Freitas, solidarizou-se com as vítimas da doença, esclareceu que não há “alternativa terapêutica para tratar o coronavírus” e ressaltou que a aprovação temporária é um procedimento extraordinário, em razão da gravidade da pandemia.

“Ressalvadas algumas incertezas, os benefícios conhecidos e potenciais superaram os riscos conhecidos e potenciais nas duas vacinas. Ambas atendem aos critérios de qualidade e segurança”.

A diretora fez uma ressalva à Coronavac. Segundo ela, o Instituto Butantan não apresentou resultados de estudos que mostrem por quanto tempo perdura a proteção às pessoas vacinadas, uma das exigências.

Em razão da urgência para a imunização, ela condicionou a liberação emergencial sob o compromisso, por meio da assinatura de um termo, de que o Butantan entregue os estudos que faltam à agência até 28 de fevereiro de 2021.

A relatora ressaltou, diversas vezes, que os laboratórios devem apresentar relatórios periódicos à Anvisa, com resultados atualizados da qualidade e segurança das vacinas. Ela disse que o uso emergencial só permite a aplicação pública à população, com proibição da comercialização.

“A vacina só é de fato eficaz se as pessoas estiverem dispostas a tomá-la. Portanto, garantir a confiança e segurança é crucial”, afirmou Meiruze. Ao classificar como “marco histórico” a aprovação das vacinas, a relatora votou por aprovar ambas.

Em seguida, o diretor substituto Romison Mota também falou que há mais benefícios do que riscos nas vacinas analisadas e seguiu o voto da relatora, a favor do uso emergencial. Ele destacou a importância da ciência no combate ao coronavírus.

“A ação da Anvisa em resposta ao uso emergencial de vacinas precisa ocorrer de forma ágil e proporcional ao cenário da pandemia, no intuito de mitigar os efeitos diretos e indiretos dessa doença. Ao fazer isso, devemos nos pautar na técnica e na ciência, mas também agir com razoabilidade e de acordo com o interesse público”, disse.

Também acompanhando o voto da relatora, o diretor Alex Campos agradeceu aos servidores da Anvisa por embasarem toda avaliação na ciência, e não em negacionismo. “No nosso vocabulário, não há espaço para negação da ciência tampouco para politização. Não há, verdadeiramente”.

A diretora Cristiane Jourdan elogiou o trabalho da relatora, com quem concordou integralmente, e afirmou que a aprovação é “um divisor de águas na história”. “A aprovação da vacina é um desejo de todos, uma questão humanitária e de saúde pública. O momento é histórico, de enfrentamento real à pandemia, capaz de reverter esse cenário devastador. Um divisor de águas na história. Daí a importância de uma análise acertada, sempre pautada no equilíbrio e na cientificidade”.

Último a votar, Barra Torres, o diretor-presidente, abriu sua fala com uma série de ponderações, afirmando que as vacinas ainda estão em desenvolvimento e que o recebimento é voluntário, com a assinatura de um termo de consentimento. Depois, ele pediu que a aprovação do uso emergencial não sirva para um relaxamento nas medidas de proteção – distanciamento social, uso de máscaras e álcool em gel, principalmente.

“Que este modesto júbilo, quase calado por tanta dor e sofrimento, não seja motivo de relaxamento para as medidas de proteção individual e coletivas ora em curso. A ameaça ainda está à porta. O lobo ainda ronda nosso quintal”, exemplificou.

Ao finalizar, Barra Torres convidou os brasileiros a confiarem na Anvisa e nas vacinas. “Essas vacinas estão certificadas pela nossa Anvisa. Elas foram analisadas por nós, brasileiros, no menor e melhor tempo, estabelecido por nossos especialistas. Confie na Anvisa. Confie nas vacinas que a Anvisa certifica. Quando elas estiverem ao seu alcance, vá e se vacine”.

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Prefeitura de Petrolina divulga plano para aplicação da vacina contra o coronavírus

O documento foi publicado na íntegra e tem o objetivo de apresentar a estrutura do município para o recebimento das vacinas, bem como, identificar o planejamento de todas as fases do processo de imunização, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde.

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A vacinação contra o novo coronavírus está próxima de se tornar realidade em todo o Brasil. Por isso, a Prefeitura de Petrolina divulgou, nesta quinta-feira (14), o ‘Plano Municipal para a Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19’.  O documento foi publicado na íntegra e tem o objetivo de apresentar a estrutura do município para o recebimento das vacinas, bem como, identificar o planejamento de todas as fases do processo de imunização, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde.

De acordo com a secretária de Saúde, Magnilde Albuquerque, tudo foi pensado com muito cuidado para garantir que a população receba a vacina de forma organizada. “Esse é mais um desafio que estamos iniciando. Entendemos que é um momento histórico, em que todos nós estamos ansiosos, porque é uma vacina que salva vidas, e é exatamente por isso, que o processo precisa ser conduzido com muita cautela, cuidado e planejamento. O plano foi pensado para definir nossas estratégias e garantir a qualificação das ações durante todo o processo de imunização, porém, é importante destacar que ele pode ser alterado de acordo com a evolução do processo”, frisou.

Além das atividades que serão adotadas após a chegada da vacina, o plano também apresenta dados sobre a situação epidemiológica do município, mostrando o trabalho feito pela gestão desde o início da pandemia, como a aquisição de testes rápidos para testagem em massa e equipes de monitoramento em feiras e aeroporto da cidade, que resultou em uma incidência e letalidade abaixo da média do país e do estado.

PLANO MUNICIPAL DE IMUNIZAÇÃO COVID 2021 (1ª versão)

 

Por Cleilma Souza- Assessoria de Comunicação da Secretaria de Saúde