Notícias

Qual é o real tamanho da tragédia no Brasil?

Marca de meio milhão de mortos já teria sido atingida há meses. Falta de clareza sobre o quadro real é obstáculo para políticas públicas e sustenta falsa sensação de controle da doença

Mulher reza em frente ao túmulo no cemitério Nossa Senhora Aparecida em Manaus (AFP)

Brasil, país que tem sido um caso mundial raro de acúmulo de erros no combate à Covid-19 desde o registro oficial do primeiro caso confirmado da doença, em 26 de fevereiro de 2020, até o momento. Quase 16 meses depois do paciente 1 (nas estatísticas oficiais), o país supera a trágica marca de meio milhão de mortos e quase 18 milhões de infectados confirmados, como constava no painel mundial da Jonhs Hopkins University na tarde de 18 de junho de 2021. O pior é que o cenário, alertam cientistas, é certamente mais sombrio, e o tamanho da tragédia, maior e mais alarmante.

Estudos estatísticos conduzidos por cientistas brasileiros indicam que a subnotificação atinge altos patamares, tanto de óbitos quanto de número de infectados pelo coronavírus. A falta de clareza sobre o quadro real é obstáculo para implementação mais racional de políticas públicas e muitas vezes sustenta a falsa sensação de controle da doença.

Vítimas seriam até 700 mil

O número mais realista de óbitos no Brasil hoje deve estar na casa de 700 mil, e não está afastada a possibilidade de o país chegar a um milhão de mortos até o final do ano, segundo afirmou à DW Brasil a médica infectologista Ana Luiza Bierrenbach, autora de estudo sobre a subnotificação no país.

A pesquisa conduzida por ela, conselheira técnica sênior da Vital Strategies, aponta que o Brasil tem pelo menos 30% a mais de óbitos e 60% a mais de infectados do que os números oficiais. “Na verdade, já chegamos a 500 mil mortos por volta de meados de abril”, assegura.

Divulgar apenas os casos confirmados, afirma a pesquisadora, é “muito mais confortável para governos”, no Brasil e no resto do mundo. “Existe a tendência de passar a reportar os casos confirmados e suspeitos, os prováveis, porque o dado obviamente é menor”.

Porém, para os infectologistas e epidemiologistas, acrescenta, é preciso enxergar o quadro mais realista. “O que preconizamos é passar a falar não só dos confirmados, mas incluir em nossas notificações diárias o número de casos prováveis e suspeitos. Eles precisam se tornar conhecidos”.

O estudo estatístico, que é dinâmico e atualizado diariamente, tem como base de dados o Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), do SUS. Esse banco, cujo acesso é público, registra casos e óbitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

“Pegamos todos esses casos de SRAS, os que eram Covid-19 e os que não tinham nenhuma etiologia, nenhum agente etiológico [causador da doença] determinado. Em 2018, 2019, os números eram bem baixinhos. Acontece um boom obviamente a partir de março de 2020, e neste boom tem muitos casos e óbitos não confirmados como Covid. Dado que não encontramos a etiologia, a única explicação possível é que seja Covid, ou então no Brasil estamos tendo uma pandemia de outro agente respiratório que desconhecemos. Só pode ser Covid”, atesta a infectologista.

‘Em nenhum momento o país controlou número de óbitos’

Além do número estarrecedor de casos letais, o imunologista Alessandro dos Santos Farias, coordenador de diagnóstico da Força-Tarefa contra a Covid-19 da Unicamp, aponta que o principal temor da classe científica é que o Brasil produza uma variante agressiva que leve o país à estaca zero. “A produção de variantes está relacionada ao número de pessoas infectadas. E nós somos o portfólio perfeito de novas variantes, de vírus replicando: temos vacinação lenta com contaminação alta”, explicou Farias, em entrevista à DW Brasil.

Para o pesquisador do Instituto de Biologia da Unicamp, que coordena um programa inovador de testagens, o número de infectados, hoje, deve ser de aproximadamente 50 milhões de pessoas, ou seja, quase três vezes maior do que as estatísticas oficiais registram. Não se pode dizer, segundo ele, que o Brasil estaria entrando numa terceira onda agora. “O Brasil é uma onda só. São picos dentro de uma mesma onda. O país, em nenhum momento, controlou o número de óbitos”.

A possibilidade de surgir uma nova variante para a qual não há cobertura vacinal, diz o pesquisador, é grande justamente pelo gigantesco número de infectados. Farias e os especialistas da Unicamp iniciam, neste mês, uma pesquisa inédita, por amostragem, que vai detectar as variantes em todas as 11 regiões do estado de São Paulo pelo PCR, de forma mais célere e mais barata, sem a necessidade de sequenciamento do vírus.

Sem perspectiva de testagem em massa

O Brasil, sustenta Alessandro Farias, não tem nenhuma perspectiva nacional para que sejam feitas testagens em massa. “A testagem de sintomáticos tem valor de diagnóstico, mas não tem valor epidemiológico. Não temos uma noção muito boa do que está acontecendo, e não temos perspectiva de testar em massa, de jeito nenhum”, diz. A Unicamp, na força-tarefa coordenada por Farias, já conseguiu testar 200 mil pessoas, o equivalente a 20% da população de Campinas. No Brasil inteiro, pontua o pesquisador, o governo federal testou apenas 135 mil pessoas. As pesquisas e aplicação de testes pela Unicamp foram financiados pelo Ministério Público do Trabalho.

Programas nacionais de testagem em massa, como fez a Alemanha, destaca o imunologista, são cruciais para manejar a abertura e fechamento de serviços e escolas, por exemplo. “A Alemanha chegou a testar 500 mil pessoas em um único dia”, exemplifica, acrescentando que o país europeu, assim como o Brasil, tem problemas com a velocidade da vacinação. No entanto, investe em testagem.

Quando a vacinação é rápida, explica Farias, o monitoramento de variantes é mais eficaz porque o índice de transmissão fica mais lento, o que não é o caso do Brasil. “Ficamos na torcida para a gente não gerar nada que nos leve a começar do zero de novo. Mas pode acontecer. Podemos ter uma variante em que os vacinados e recuperados não tenham nenhuma proteção. Começamos, aí, uma epidemia brasileira do zero. Isso é o que mais me assusta para o futuro. O presente já é sombrio: 2,7 mil mortes por dia é um World Trade Center por dia”.

A produção nacional de vacinas, pelo Instituto Butantan e Fiocruz, observa o pesquisador, é a medida mais inteligente e importante tomada no país até agora. “Acreditamos que não vamos nos livrar deste vírus nunca mais. Não sei se teremos que vacinar a população todo ano, mas vamos conviver com o vírus e precisamos monitorar. É muito importante o Brasil ter a capacidade de ele mesmo produzir vacina”.

Estimativa de subnotificação é conservadora

A médica Ana Luiza Bierrenbach explica que como o banco de dados que foi base para o estudo de subnotificação registra apenas casos graves de síndrome de angústia respiratória ou de pessoas que morreram em ambiente hospitalar ou fora, ou foram internados, certamente as estatísticas são conservadoras. Significa dizer que a subnotificação de óbitos por Covid-19, explica, é superior a 30%. “Em muitos casos leves as pessoas nem sequer procuraram fazer os testes. Essa subnotificação que conseguimos calcular é para casos graves e óbitos”.

Segundo a pesquisadora, a subnotificação certamente era maior em 2020, no início da pandemia, quando não havia testes e muitos assintomáticos nem sequer suspeitavam estar com doença. “Mais recentemente a proporção de subnotificação está diminuindo, o que é um mérito de estarmos fazendo mais diagnósticos. E mais diagnósticos oportunos. O que acontece é que pela progressão natural da doença, o vírus tem uma fase de se replicar na nasofaringe e, portanto, com um exame simples, o Swab, a gente consegue detectar. Mas depois o vírus vai para os tecidos, e a detecção do agente viral fica mais difícil”, diz, ressaltando que exame PCR, por exemplo, registra os resultados positivos se feito entre o quinto e oitavo dia da doença.

“Sempre contar casos e óbitos é importante para desenvolver e planejar políticas de saúde. Se a gente não sabe o número de casos graves, não podemos alocar leitos hospitalares, [definir] quantos são necessários dependendo da fase da doença, quantos leitos de UTI precisamos, [qual a] quantidade de oxigênio que precisaremos para não passar como crise de Manaus. Remédios, recursos humanos e hospitalares são calculados a partir de números”, enfatiza Ana Luiza Bierrenbach.

A divulgação realista e “limpa” dos números acrescenta ela, é crucial também para sensibilizar e alertar a população. “Estamos realmente diante de uma crise muito grave. Ainda precisa ficar em casa. Morrem de 2,5 mil a 3 mil pessoas por dia no Brasil, e já fazem bons meses que temos mantido esse número”. O Chile, cita a pesquisadora, serve de alerta para o Brasil de que a vacinação, se alta, pode não aplacar a tragédia.

https://domtotal.com/

 

 

 

Uncategorized

Sobrevivente do voo da Chapecoense explica como se salvou

Um dos 6 sobreviventes do voo que levava a Chapecoense à Colômbia revela como escapou com vida da tragédia que chocou o mundo nesta terça-feira

Tragédia em voo da Chapecoense deixou 71 mortos
Tragédia em voo da Chapecoense deixou 71 mortos

Um dos 6 sobreviventes da tragédia do voo da Chapecoense, na madrugada desta terça-feira, falou à imprensa e revelou como escapou com vida do acidente aéreo.

O boliviano Erwin Tumiri, que fazia parte da tripulação, afirmou que não morreu porque seguiu um protocolo de segurança recomendado para desastres aéreos.

De acordo com Erwin, ele permaneceu em posição fetal com uma mala entre as pernas, o que amenizou o impacto da queda.

“Sobrevivi porque segui todos os protocolos de segurança” disse o comissário de bordo. “Com a situação de pânico, muitos se levantaram dos assentos e começaram a gritar. Coloquei uma mala entre as pernas e fiquei na posição fetal, recomendada para acidentes” completou Erwin, em entrevista ao jornal boliviano La Razón.

O comissário era um dos nove bolivianos presentes no voo. Dois sobreviveram. A outra sobrevivente foi a assistente de bordo Ximena Suárez. O restante do voo, os pilotos Miguel Quiroga, Ovar Goitia e Sisy Arias, além dos tripulantes Rommel Vacaflores, Alex Quispe, Gustavo Encinas e Angel Lugo morreram no acidente.

Até o momento 71 pessoas morreram no voo que transportava a Chapecoense e dezenas de jornalistas para a Colômbia.

19 jogadores da Chape, a comissão técnica encabeçada por Caio Júnior, dirigentes do clube, o presidente da Federação Catarinense (Delfim Peixoto), jornalistas da Fox Sports (dentre eles o ex-meia Mario Sérgio) e Globo faleceram na queda.

Além de Erwin e Ximena, três jogadores da Chapecoense (Alan Ruschel, Follmann e Neto) sobreviveram, assim como o jornalista Rafael Henzel.

O goleiro Danilo chegou a ser resgatado com vida, mas não resistiu aos ferimentos.

O que fazer em emergências?

Especialistas em desastres aéreos afirmam que as chances de sobrevivência em tragédias aumentam significativamente caso o passageiro siga à risca os procedimentos corretos de emergência.

De acordo com o Live Science e com a NTSB — uma organização norte-americana independente que é responsável pela investigação de acidentes aéreos — mais de 95% dos passageiros envolvidos em desastres sobrevivem.

Embora cada acidente tenha suas características e, em alguns deles, seja impossível sobreviver, existem algumas medidas que podem aumentar as chances de não morrer.

Posição de sobrevivência. Os momentos mais críticos durante um voo são os três minutos após a decolagem e os oito minutos antes do pouso. Em caso de manobras críticas e pouso forçado, posicione as suas mãos cruzadas sobre a poltrona da frente e apoie a testa nas mãos. Caso não exista nenhum assento à sua frente, deite-se sobre as pernas e abrace-as, mantendo a cabeça baixa.

Lugar. O que não faltam por aí são estudos e estatísticas sobre qual seria a área mais segura de um avião, e parece que o consenso é de que a região traseira seria a que apresenta o maior índice de sobrevivência. Obviamente, cada acidente tem características próprias.

Roupas. Um relatório da NTSB apontou que 68% das vítimas de acidentes aéreos morreram devido a incêndios pós-queda, portanto o uso de calçados adequados e roupas que possam proteger a pele são as escolhas mais inteligentes.

http://www.pragmatismopolitico.com.br/

Notícias

Maior tragédia da história do esporte comove o mundo do futebol

Federações, seleções, equipes, jogadores, atletas de várias disciplinas e figuras de todos os cantos do planeta expressaram suas condolências e solidariedade com as famílias dos falecidos.

Delegação da Chapecoense posam para foto perto do avião que caiu (AFP)
Delegação da Chapecoense posam para foto perto do avião que caiu (AFP)

Comovido, o mundo do futebol lamentou o acidente com um avião que transportava o Chapecoense rumo a Medellín, onde a equipe catarinense disputaria a final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional. Mais de 70 pessoas morreram. O acidente já é considerado a maior tragédia área do futebol mundial. Federações, seleções, equipes, jogadores, atletas de várias disciplinas e figuras de todos os cantos do planeta expressaram suas condolências e solidariedade com as famílias dos falecidos.

As grandes equipes da Espanha, Real Madrid e Barcelona, respeitaram um minuto de silêncio antes das respectivas sessões de treino.

Gianni Infantino, presidente de la FIFA

“É um dia muito, muito triste para o futebol. Neste momento difícil, nossos pensamentos estão com as vítimas, suas famílias e amigos. A Fifa deseja expressar suas mais profundas condolências aos torcedores da Chapecoense, à comunidade do futebol e dos meios de comunicação”.

Diego Maradona, ex-jogador argentino

“Meus pêsames aos familiares da equipe da Chapecoense, do Brasil, e a todas as pessoas que faleceram no trágico acidente de avião na Colômbia. Lamentavelmente esses garotos, que vinham traçando seus caminhos graças à força do futebol, pegaram o avião errado. A partir de hoje eu sou torcedor da Chapecoense…”.

Lionel Messi, atacante argentino do Barcelona

“Meus mais sentidos pêsames para todas as famílias, amigos e torcedores do elenco da . .”

Luis Suárez, atacante uruguaio do Barcelona

“Meu apoio e meu carinho para os familiares do acidente aéreo na Colômbia. Terrível notícia. Em especial a todos os torcedores da .”

Radamel Falcao, atacante colombiano do Monaco

“Minhas orações e solidariedade aos sobreviventes, famílias e amigos da neste momento tão difícil”.

Sergio Ramos, zagueiro do Real Madrid

“Nossos pensamentos com a , todos os afetados pela tragédia e suas famílias. Não há palavras. Muita força”.

Ivan Rakitic, meia do Barcelona

“Todo meu carinho e força para os familiares e amigos das vítimas do acidente aéreo da na Colômbia ”

Iker Casillas, goleiro espanhol do Porto

“Minhas condolências pelo acidente de avião no qual viajava a @ChapecoenseReal. Momento difícil para o futebol. Muito ânimo e força”.

Sergio ‘Kun’ Agüero, atacante do Manchester City

“Comovido e triste com esta tragédia da . Minhas condolências e apoio ao clube, às famílias e aos amigos “.

Diego Simeone, técnico do Atlético de Madri

“Meus mais sinceros pêsames para toda a família da , dia muito triste.”

Iván Zamorano, ex-jogador chileno

“Um abraço fraterno a toda a família da Chapecoense .”

AFP

http://domtotal.com/

Notícias

Quando a web se torna um julgamento público

Falta uma educação responsável à utilização das mídias sociais. Por Michela Marzano*.

Jovem italiana Tiziana Cantone se suicida após ter vídeos íntimos divulgados na web.
Jovem italiana Tiziana Cantone se suicida após ter vídeos íntimos divulgados na web.

No fim, a vergonha e a dor levaram a melhor, e Tiziana se matou, enforcando-se com um lenço no porão da casa. Ela tinha apenas 31 anos de idade. E ainda tinha toda a vida pela frente.

Mas que vida?, ela deve ter pensado enquanto tentava desesperadamente sair de uma história feita de vídeos duros que nunca deveriam ter circulado on-line, de curiosidade mórbida e de insultos repetidos, de exposição em praça pública e de um direito ao esquecimento que tarda em se afirmar como tal.

Que vida?, ela deve ter pensado antes de cometer o irreparável, naquela nova casa onde ela se iludia de que poderia recomeçar tudo de novo.

Quando se faz de tudo para ser esquecido, mudando de cidade e iniciando as práticas para modificar nome e sobrenome, mas, depois, nada muda, porque os vídeos não são removidos, e a ferocidade da web não tem limites, é difícil para qualquer um acreditar ainda na vida e na possibilidade da redenção.

Acontece com todas as pessoas cometer erros, comportar-se de maneira superficial ou de não se dar conta das consequências que uma piada ou uma bravata podem ter. Acontece, pagamos a conta, às vezes também fazemos muito mal, mas, depois, levantamos e recomeçamos. Pelo menos, era assim que acontecia antes da internet. Antes, justamente.

Porque, desde que existe a internet, desde que as barreiras entre a vida privada e a vida pública entraram em colapso e desde que qualquer um se sente no direito de ofender e de insultar os outros com base em imagens, ruídos e vídeos que circulam on-line – como se os insultos e as ofensas não tivessem consequências importantes sobre a vida de uma pessoa – parece que não se pode fazer mais nada para voltar atrás, e as eventuais culpam traçam o caminho de uma vergonha sem fim, inevitável, perene.

É claro que, no caso de Tiziana, os juízes, no fim, reconheceram a existência de um direito ao esquecimento, contestando o fato de que esses vídeos não tinham sido removidos das mídias sociais. Mas a decisão, mais uma vez, chegou tarde demais. Exatamente tarde mais como o mundo dos adultos está se dando conta do sofrimento daqueles que, exposto em praça pública na internet, busca desesperadamente uma ajuda, gostaria de voltar atrás, gostaria de ser esquecido e recomeçar do zero.

Ainda há muito caminho a se fazer. Falta uma educação responsável à utilização das mídias sociais. Falta a capacidade de entender que uma vida pode ser destruída quando a própria reputação é atacada. Falta a consciência do fato de que certas imagens e certos vídeo que circulam on-line, independentemente da própria vontade, pode, destruir a própria identidade de uma pessoa, impedindo-a de mudar, de se transformar, de se redimir e de se tornar “outra”.

Mesmo que o valor da nossa vida seja infinitamente superior ao julgamento que uma pessoa pode fazer sobre nós, é difícil, senão até impossível, saber disso e ter consciência disso em um mundo que reduz tudo ao “diz-se que” e ao “vê-se que”. (http://domtotal.com).

La Repubblica, 14-09-2016.

*filósofa italiana, professora da Universidade de Paris V – René Descartes.

 

Notícias

Ação de boate Kiss contra músicos que causaram incêndio é extinta

O juiz Rafael Pagnon Cunha, da 4ª Vara Cível da Comarca de Santa Maria, no último sábado (6), decidiu extinguir a ação por não visualizar alguma função “sancionatória ou punitiva da ação”, já que o caso é tratado na esfera criminal.

17907994A Justiça do Rio Grande do Sul extinguiu a ação civil movida pela boate Kiss contra dois músicos que tocavam na noite em que ocorreu o incêndio que matou 242 pessoas, em janeiro de 2013.

A boate queria que os músicos fossem responsabilizados civilmente e reparassem os prejuízos causados. Os músicos respondem a um processo criminal por causa do incêndio.

O juiz Rafael Pagnon Cunha, da 4ª Vara Cível da Comarca de Santa Maria, no último sábado (6), decidiu extinguir a ação por não visualizar alguma função “sancionatória ou punitiva da ação”, já que o caso é tratado na esfera criminal.

O incêndio foi causado por um artefato pirotécnico, que atingiu o revestimento de espuma da boate. O disparo foi realizado por um dos músicos da banda Gurizada Fandangueira.

Além dos 242 mortos, outras 680 pessoas ficaram feridas. Foram denunciados criminalmente os proprietários da Kiss, Elissandro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, além de dois músicos da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão. “Verifico e pronuncio, de pronto, a inexistência de interesse processual para a propositura da presente ação, tendo em vista tratar-se de demanda indenizatória que, em tese, deveria almejar alguma sorte de ressarcimento à parte autora”, disse o juiz na decisão.

Para o juiz, a ação indenizatória é uma ‘‘pataquada’’, tendo em vista que houve abuso no direito de demandar, o que é intolerável. “Sob qualquer ângulo – técnico – que se examine o feito, a ausência de interesse desponta clara qual a luz do sol”, complementou no despacho.

Os empresários da boate já tentaram ser indenizados em outra ação. Eles processaram o Estado do Rio de Grande do Sul, Município de Santa Maria, o prefeito Cezar Schirmer (PMDB), o promotor de Justiça, quatro servidores municipais e sete policiais da Brigada Militar envolvidos na ocorrência.

Todos são acusados de jogar nas costas do empresário a culpa pela tragédia, omitindo-se de seus atos. O empresário Elissandro Spohr, que responde ao processo em liberdade, pede 40 salários mínimos (R$ 35,2 mil) de indenização de cada agente citado na ação — totalizando R$ 528 mil.

Informações: Consultor Jurídico

Foto: Reprodução

Notícias

Jovem é vitima de afogamento no distrito de Carnaíba do Sertão

O jovem tinha 19 anos, e era filho de Rocha Galego, um dos ícones do futebol amador juazeirense em meados dos anos 90.

AhZlfUyDS69PRNXKgxdP0lbx1_ByOyHwGxbjIs4Qv0z2

Segundo informações do Centro Integrado de Comunicação (CICOM) de Juazeiro-BA, mais um jovem da região, foi vítima de afogamento.

Nesse domingo (07) logo no início da tarde, o CICOM foi informado de que um jovem teria se afogado nas águas de um manancial no distrito de Carnaíba do sertão em Juazeiro-BA.

O Corpo de Bombeiros e o IML se deslocaram ao Distrito e comprovaram a tragédia. A vítima era conhecida nas redes sociais como.Fagner Patrick.

O jovem tinha 19 anos,  e era filho de Rocha Galego,  um dos ícones do futebol amador juazeirense em meados dos anos 90.

A notícia foi recebida pelos famílias e amigos com muita tristeza e o sepultamento deverá acontecer hoje.

FOTO: Facebook

Notícias

Prefeito de Mariana é internado com suspeita de infarto

Segundo boletim médico, “foi constatada alteração no exame de eletrocardiograma nos primeiros atendimentos feitos na Policlínica Municipal”.

O prefeito de MarianMariana (MG) - O prefeito de Mariana, Duarte Júnior, durante coletiva sobre o rompimento de barragens da mineradora Samarco no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas (Antonio Cruz/Agência Brasil)a, Duarte Júnior, de 35 anos, foi internado na manhã de hoje (8) e passa por uma bateria de exames no Hospital Monsenhor Horta. A suspeita é que ele tenha sofrido um princípio de infarto na manhã de hoje. Segundo boletim médico divulgado há pouco pela assessoria de imprensa do prefeito, “foi constatada alteração no exame de eletrocardiograma nos primeiros atendimentos feitos na Policlínica Municipal”.  O estado de saúde de Duarte Júnior é estável.

Duarte Júnior concedeu ontem (7) entrevista à imprensa. Na avaliação do prefeito, a mineradora Samarco errou na maneira como informou os moradores sobre o rompimento de duas barragens de rejeito (que concentra resíduos do processo de mineração) no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, e cobrou que os responsáveis sejam identificados. “A verdade precisa ser dita e as responsabilidades apuradas”, destacou.

Duarte avaliou que a decisão da mineradora de telefonar para a Defesa Civil, para a prefeitura e para líderes comunitários não foi adequada, porque a lama chegou ao povoado em cerca de 10 minutos. “Foi muito falha essa forma de comunicação. O ideal era que houvesse uma sirene, um botão de pânico”.

Sinalização sonora

A Samarco, mineradora responsável pelas duas barragens que se romperam na última quinta-feira (5), instalou ontem um sistema de sinalização sonora para o caso de novo rompimento de barragem. O engenheiro e gerente de Projetos da empresa, Germano Silva Lopes, explicou que a instalação do sistema foi um pedido da própria equipe de busca e resgate que trabalha no local atingido pela lama.

Buscas

Os trabalhos de busca e resgate no distrito de Bento Rodrigues, na zona rural em Mariana (MG), começaram por volta das 6h de hoje (8), após o temporal que caiu na região durante a madrugada. Homens do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, do Exército e da Defesa Civil do estado buscam 28 pessoas que continuam desaparecidas após o rompimento das duas barragens.

FONTE: Agência Brasil