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Codevasf desocupa Fazenda Copa Fruit sem ordem judicial; Sindicato dos Agricultores quer resposta

Na manhã desta quarta-feira (31), agentes da Companhia e do Distrito atearam fogo e usaram tratores para derrubar casas das famílias do acampamento Chico Sales. Veja vídeo

Lideranças do Sindicato dos Agricultores Familiares de Petrolina (Sintraf) buscam há 24 horas um posicionamento da 3ª Superintendência Regional da Codevasf sobre uma possível reintegração de posse ilegal realizada na Fazenda Copa Fruit, próxima ao Núcleo 4 do Projeto de Irrigação Senador Nilo Coelho. Na manhã desta quarta-feira (31), agentes da Companhia e do Distrito atearam fogo e usaram tratores para derrubar casas das famílias do acampamento Chico Sales.

A ação ocorreu enquanto os acampados estavam trabalhando no campo, e não resultou em violência. De acordo com o agricultor familiar, Antônio José Pereira, durante a reintegração eles perderam móveis, roupas e objetos pessoais.  Ao ser informado da derrubada, Antônio se dirigiu ao acampamento, mas só conseguiu fazer filmagens dos móveis em chamas.

“Quando cheguei não tinha o Oficial de Justiça, policiais ou nenhum documento com a ordem de reintegração de posse, apenas os guardas que fazem a vigilância do canal e uma representante do departamento de Latifúndio da Codevasf dizendo que tinha o poder de polícia para fazer aquilo”, comentou ele.

Sem entender o motivo de a Codevasf se envolver num ato não relacionado à companhia, a presidente do sindicato, Isália Damacena, o advogado José Netto Bezerra e o diretor do Sintraf, Natalício Sá, marcaram uma reunião com representantes da instituição para as 14h de ontem – o que acabou não acontecendo.

“Até agora não entendi por que a Codevasf fez essa desocupação se a área do acampamento Chico Sales não pertence a ela, já que é uma propriedade privada. E mesmo que fosse dela, deveria haver uma notificação prévia ou algo do tipo. O que não ocorreu”, afirma.

Segundo a sindicalista, o Sintraf tem buscado contato com responsáveis pelo DINC (Distrito de Irrigação) e a própria Superintendência da Codevasf, mas não obtém respostas. “A única informação que tive foi que o pessoal do DINC serviu apenas de apoio [à ação]”, concluiu ela ao lembrar que a Fazenda Copa Fruit está desativada há 10 anos.

 

Por Jacó Viana – Sintraf

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Agricultores familiares de Petrolina ocupam Fazenda Copa Fruit

O grupo, com aproximadamente 80 pessoas, reivindica reforma agrária da fazenda.

Foto: Ascom Sintraf

A área, próxima ao Núcleo 4 do Projeto de Irrigação Senador Nilo Coelho, tem cerca de 190 hectares e está sem produção há 10 anos. O Sindicato dos Agricultores Familiares (Sintraf), que lidera a mobilização, informou aos proprietários e ao Incra sobre a ocupação realizada na manhã desta sexta-feira (15) e reiterou que o ato ocorre pacificamente. O grupo, com aproximadamente 80 pessoas, reivindica reforma agrária da fazenda.

As informações são do Sintyraf.

Foto: Sintraf
Foto: Ascom
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Cresce prejuízo de agricultores por conta do corte d’agua na zona rural de Petrolina

Os pequenos agricultores dizem estar perdendo a plantação e tendo de racionar água para produção e consumo.

Agricultores familiares das zonas de sequeiro já amargam prejuízos com a falta de água em 20 comunidades rurais próximas ao Projeto Pontal, em Petrolina, no interior de Pernambuco. O revés mais recente veio da 3ª SR Codevasf, que cortou o abastecimento hídrico há pelo menos 70 dias.

Os mais atingidos pela ação foram os agricultores dos distritos de Cumprida, Lajedo, Lagoa da Pedra, Welson Maciel, Amargosa, Rio Pontal, Lagoa dos Cavalos, Manga Nova e Federação, após representantes da Codevasf iniciarem uma luta na Justiça contra acampados do Pontal, requerendo a desocupação das terras. Embora não estejam dentro da área ajuizada, os moradores dessas comunidades passaram a sofrer com o corte d’agua.

Os pequenos agricultores dizem estar perdendo a plantação e tendo de racionar água para produção e consumo. Eles protestaram nesta quinta-feira (26) diante da prefeitura, dentro da Câmara Municipal e na 3ª SR Codevasf. Cerca de 150 pessoas participaram do ato.

“Não estamos aqui fazendo politicagem, mas lutando por uma categoria que elegeu muitos vereadores desta Casa. Então temos todo o direito de cobrar posicionamento de cada um de vocês”, rebateu a presidente do Sindicato dos Agricultores Familiares de Petrolina (Sintraf), Isália Damacena, a um comentário do presidente da Câmara Municipal, Osório Siqueira. Durante o protesto, o parlamentar interrompeu a fala da sindicalista afirmando que ela “jogava para a plateia”, tentando deixar a opinião pública contra os vereadores.

Mesmo a Codevasf sendo de âmbito federal, lideranças do Sintraf e do Conselho de Usuários do Pontal Perenizados e Adjacências (Consul) acreditam que as esferas municipal e estadual poderiam intermediar um diálogo e, com isso, solucionar o desabastecimento – o que os fez procurarem o prefeito, Miguel Coelho, e os vereadores da base e oposição.

Ao se deslocar para a sede da 3ª SR Codevasf, o grupo de agricultores encontrou os portões fechados. Após uma negociação, dez representantes de comunidades conseguiram um encontro com o superintendente da companhia, Aurivalter Cordeiro, que pediu prazo de 20 dias para religar o abastecimento de água. “Ele também abriu a possibilidade para uma discussão sobre a perenização dos riachos e a permanência dos usuários das áreas Lindeiras (às margens do Pontal)”, contou Isália.

“Devido às chuvas que tivemos, a falta d’agua estava sendo contornada, mas agora já estamos tendo grandes prejuízos na fruticultura. Eu estou racionando, mas tenho vizinhos que estão perdendo a plantação, murchas de sede. Esperamos que esses protestos tragam algum resultado”, desabafou o agricultor do distrito de Lajedo, Fábio Jr. de Lima Silva, 34 anos, que não soube dizer o quanto já perdeu com a crise.

Por Jacó Viana

 

 

 

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Permanência do jovem no campo depende de políticas públicas, diz relatório de congresso de agricultores

O documento, assinado pelos participantes do evento, foi apresentado diante de representantes do Ministério da Agricultura (MAPA), prefeitura, Poder Legislativo, universidades e órgãos públicos.

Foto: Ascom Sintraf

Para que a cultura agrícola familiar seja renovada, é preciso que existam projetos de incentivos aos jovens do campo. É o que diz o relatório sobre políticas públicas do 1º Congresso Municipal da Agricultura Familiar (CoMAF), que ocorreu durante esta sexta-feira (26), no auditório do Senac, em Petrolina, PE.

O documento, assinado pelos participantes do evento, foi apresentado diante de representantes do Ministério da Agricultura (MAPA), prefeitura, Poder Legislativo, universidades e órgãos públicos. E traz outras demandas consideradas importantes para o pequeno agricultor, dentre elas, a regularização fundiária e a desburocratização do acesso ao crédito bancário.

Foto: Ascom Sintraf

“As pautas apresentadas aqui [Senac] são importantes porque dizem respeito ao sustento e à sobrevivência da Agricultura Familiar. Os jovens, por exemplo, não se sentem motivados a permanecerem no campo. Não que eles não possam morar na cidade, mas que sigam trabalhando no campo, e, para que isso aconteça, dependemos de políticas públicas eficientes”, disse Isália Damacena, presidente do Sintraf, organizador do evento.

Estiveram presentes no congresso, entre outras autoridades, o coordenador de produção do MAPA, Michel Ferraz; o deputado estadual, Odacy Amorim; o vereador Gilmar Santos; o superintende do Incra, Bruno Medrado; o gerente regional do IPA, João Batista de Carvalho;  o pró-reitor do IF-Sertão, Ricardo Bittencourt; a pesquisadora da Embrapa, Paola Bianchini; o gerente executivo do INSS, Thalys Eliel; e o presidente do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável, Cleiton Medeiros.

Foto: Ascom Sintraf

Espaço lotado

Embora o relatório, que será enviado para autoridades das três esferas do Poder Executivo, tenha ganhado importância no congresso, a programação do CoMAF se mostrou diversificada e explicativa. Com o auditório lotado, os agricultores participaram de várias palestras, tirando dúvidas sobre a reforma da previdência, agricultura de baixa emissão de carbono e o futuro da categoria.

Sentado numa das últimas fileiras do auditório, o agricultor Maurício de Souza, que mora no Núcleo 6 do Projeto de Irrigação Senador Nilo Coelho, deu especial atenção às palestras da previdência e de políticas públicas. “Temos alguns problemas com a assistência técnica fornecida pelo governo federal e agora estamos podendo discutir com o representante do MAPA para saber quando esse apoio será retomado”, comenta.

Outro tema bastante esperado, a Reforma da Previdência atraiu a atenção dos agricultores, interessados em entender o que ganham e perdem com a mudança da legislação. José Orlando Macedo, coordenador regional do programa de educação previdenciária do INSS, explicou sobre o fator previdenciário, aposentadoria rural, pensão por invalidez e a obrigatoriedade na contribuição. “Esperamos que esta palestra clareie as ideias e nos disponibilizamos a explicar mais para quem tiver interesse lá na sede do INSS”, indicou o coordenador.

Nova diretoria

Durante o congresso, ainda foi feita a reforma do estatuto do Sindicato dos Agricultores Familiares (Sintraf) e eleita sua nova diretoria, que, no mandato de quatro anos, deve defender os interesses da categoria nos âmbitos municipal, estadual e nacional.

Reeleita para a presidência da entidade, Isália Damacena disse que sua recolocação no cargo demonstra que tem atendido as expectativas de seus representados e que há um longo caminho pela frente. “O relatório que apresentamos não será uma mera formalização de demandas, queremos que todas as propostas sejam atendidas e lutaremos para isso por mais quatro, oito, vinte anos”, conclui a sindicalista.

Texto Jacó Viana

 

 

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Sintraf se reúne com vereadores e afirma que agricultores familiares não conseguem vender para o PAA em Petrolina, PE

Segundo a presidente da entidade, Isália Damacena, mesmo o programa tendo sido lançado em fevereiro, os agricultores não conseguem vender sua produção.

A diretoria do Sindicato dos Agricultores Familiares de Petrolina (Sintraf), no interior de Pernambuco, foi à Câmara de Vereadores na manhã desta sexta-feira (2) para confirmar com os parlamentares uma audiência pública em busca de discutir a atual situação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da prefeitura. Segundo a presidente da entidade, Isália Damacena, mesmo o programa tendo sido lançado em fevereiro, os agricultores não conseguem vender sua produção.

“Ano passado o PAA ocorreu normalmente, mas, por algum motivo que ainda não sabemos, em 2017 nossos agricultores não estão vendendo para o município”, diz. “Essa audiência será justamente para que o Executivo explique o motivo de nós não conseguirmos vender os produtos, apesar de o programa já ter começado”, completa.

A reunião desta sexta contou com as presenças dos vereadores Cristina Costa, Domingos de Cristália, Gilmar Santos, Gabriel Menezes e Paulo Valgueiro.

Por Jacó Viana

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Conselho de desenvolvimento rural de Petrolina se reúne para centralizar pautas dos agricultores

A reunião é realizada mensalmente e costuma ser espaço de cooperação entre lideranças e agricultores pretrolinenses com o objetivo de sincronizar a pauta de demandas perante os governos municipal, estadual e federal.

Sede do SINTRAF – Petrolina

O Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável se reuniu nesta segunda-feira (5) para debater demandas da agricultura familiar em Petrolina, Sertão de Pernambuco. O encontro teve a presença de presidentes de associações de agricultores, sindicatos, e representantes do Instituto Agronômico Pernambucano (IPA), da Codevasf e da prefeitura.

A reunião é realizada mensalmente e costuma ser espaço de cooperação entre lideranças e agricultores pretrolinenses com o objetivo de sincronizar a pauta de demandas perante os governos municipal, estadual e federal.

Associados do SINTRAF
Associados do SINTRAF

A presidente do Sindicato dos Agricultores Familiares de Petrolina (Sintraf), Isália Damacena, aproveitou o encontro para falar dos resultados obtidos com a oficialização do sindicato como único representante da categoria no município. “A entidade que antes representava a agricultura familiar no município também defendia o interesse de outra categoria. Isso dificultava nossas reivindicações porque eram muitas bandeiras a serem defendidas. O Sintraf tem conseguido alcançar seus objetivos justamente porque focamos só na luta pelo o pequeno agricultor”, disse. (Ascom).