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Estudantes, trabalhadores e sonhadores. Quem eram os jovens que morreram após ação da PM em baile funk

Amigos e familiares contam como eram as nove vítimas que foram pisoteadas em Paraisópolis

Dennys Guilherme dos Santos Franco, 16 anos, morador da Vila Matilde, zona leste paulistana. Ele é uma das nove vítimas pisoteadas durante ação da PM em baile funk de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. ARQUIVO PESSOAL

Nove jovens de 14 a 23 anos, moradores de variados bairros da cidade de São Paulo e de cidades da região metropolitana da capital paulista. Um trabalhava com vendas, outro estava desempregado e mantinha vivo o sonho de ser jogador de futebol, outros vários ainda estudavam. Amigos e, sobretudo, familiares contam como eram os nove mortos do massacre ocorrido em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, decorrente de uma ação da Polícia Militar do Estado, comandada pelo governador João Doria (PSDB).

Parentes de alguns dos mortos estiveram no IML (Instituto Médico Legal) para reconhecer e liberar os corpos para os respectivos enterros. Eles relembraram com carinho de seus entes e cobraram respostas do poder público, seja pela violência da PM com os integrantes do baile funk, seja pelo fato de não verem os corpos com ferimentos das vítimas, apenas seus rostos.

Essa segunda questão é levantada por Vanini Cristiane Siqueira, irmã de Bruno Gabriel dos Santos, de 22 anos. Desempregado, o jovem trabalhava com telemarketing até ser demitido há alguns meses. Ainda nutria o sonho de virar jogador de futebol, apesar da idade avançada para o início de carreira. Para os pais, tempo que não foi suficiente para o amadurecimento do jovem torcedor do São Paulo. Nem sequer carteira de motorista o deixaram tirar, mesmo após quatro anos da liberação legal, por considerá-lo imaturo para ter um carro sob seu controle.

No IML, Vanini reconheceu o rosto do irmão. Quando tomou a atitude de abrir o saco que cobria o corpo, foi impedida por um funcionário do IML. Segundo ele, ela não poderia fazer aquilo pois o corpo estava muito machucado. “Eu saio daqui inconformada. Por que não pude ver o corpo do meu irmão? Não estão deixando ninguém ver o corpo, só o rosto”, afirmou a irmã. “Tem que saber o que aconteceu realmente, porque esses jovens foram impedidos de sair. Tem que ser averiguado. Infelizmente, o meu irmão se foi. É pedir justiça e que Deus receba ele”, lamentou.

Bruno era um rapaz apegado à família, segundo Vanini. Colocava os sobrinhos e os pais em primeiro lugar. Ele era adotado, vivia com a família de acolhimento desde os 10 anos em Mogi das Cruzes (Grande SP). “Inclusive, ele abraçou minha mãe esses dias e falou: ‘Mãe, eu não quero que você vá antes de mim, eu quero ir antes de você’. Ele sempre deixava bilhetes para minha mãe”, conta Vanini. No IML, a mãe biológica de Bruno não resistiu e desmaiou ao ver o filho deitado na maca.

Inconformismo é um sentimento comum entre os familiares. Roberto Oliveira é padrinho de Gustavo Cruz Xavier, 14 anos, estudante que morava no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, a vítima mais nova do massacre. Eles descobriram que o jovem estava morto ao receberem por WhatsApp vídeos do massacre ocorrido no baile funk. Nas imagens, a mãe reconheceu Gustavo e, com sua demora de voltar para a casa, os familiares ligaram os pontos.

O adolescente mentiu e foi com dois amigos de 16 anos para o baile, considerado perigoso pela família, tanto pelas ações policiais quanto pela presença de “gente ruim”. “Os adolescentes que moram na periferia não têm condição de ir em um shopping curtir, em ir curtir nesses bailes no Anhembi, com um monte de artista. É muito caro. E os bailes funks são baratos”, comenta Roberto.

O padrinho conta que Gustavo “só tinha tamanho”, um menino doce que não tinha malícia nem “pensava rápido” quando acontecia uma confusão, como a ação da PM. O principal sonho dele, estudante do nono ano do ensino fundamental, era o de muitos jovens da periferia: ter um carro. “O Gustavo era um menino, não pensava muito no futuro”, lembra.

A família recebeu do IML apenas uma corrente usada por Gustavo no baile funk —nenhum outro pertence era permitido sob alegação de que as roupas foram cortadas e “jogadas fora”. “[Marca] de pisoteamento a gente não viu. Quando você cai no chão jogando bola você se rala. Nele não, tinha uma pancada na cabeça, na testa, e o pescoço estava meio roxo. Não deram nem a roupa dele para nós”, conta Roberto.

Marcos Paulo Oliveira dos Santos, 16 anos, disse para a família que ia comer uma pizza e foi para Paraisópolis. O estudante se preparava para fazer vestibular e aproveitou um momento para juntar um grupo de amigos e ir pela primeira vez a um baile funk, de acordo com um familiar. Era um intervalo para divertimento. Um dos integrantes do grupo disse aos parentes de Marcos que a PM os agrediu deliberadamente.

“Bateram muito com cassetete, o outro rapaz está cheio de hematomas. Ele tropeçou, caiu e vários policiais o agrediram. Está com os punhos machucados”, conta a parente de Marcos, que pediu anonimato com medo de sofrer represálias. Marcos Paulo era um jovem tranquilo e amoroso que ainda estudava no 2º ano do ensino médio. Segundo essa familiar, o bairro em que moram dá poucas opções de lazer, o que faz os adolescentes buscarem os bailes.

Silvia Ferreira, cunhada de Mateus dos Santos Costa, 23 anos, criticou a falta de informações no IML. “Vamos na delegacia, alguém tem falar alguma coisa para a gente. O médico da perícia não sabe dar uma justificativa. Falam para voltarmos daqui a 60 dias e pegar o laudo”, afirma. “É uma pessoa que está ali, um humano. Não é um cachorro. Ao menos vem e fala: ‘Ele está muito machucado, não sabemos dizer se foi um espancamento, se foi pisoteamento’. Dá uma declaração justa. Que governo é esse?”, esbraveja.

O jovem ganhava a vida vendendo produtos de limpeza. Natural da Bahia, morava em Carapicuíba, cidade da região metropolitana de São Paulo, e viveu seus últimos dias cercado de alegrias. Mateus era torcedor do Flamengo, time que no fim de semana do dia 23 de novembro conquistou os títulos da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro de futebol masculino.

“O vídeo mostra muito bem claro. Os amigos disseram que foi tudo muito rápido, que os policiais já chegaram fechando a rua. Fecharam todos os becos e um escadão”, conta Silvia. “Ele era um menino tranquilo. Se fosse errado, eu falava que não valia nada. Ele só foi para lá porque Carapicuíba não tem opção para a gente sair, nem para nós que somos casal”, afirma, se referindo ao companheiro, Marcos Costa, irmão de Mateus, que estava no IML.

Uma parente de Dennys Guilherme dos Santos Franco, 16 anos, morador da Vila Matilde, zona leste paulistana, conta que ouviu de um amigo que estava com o jovem o que teria ocorrido no baile. O grupo correu quando a polícia chegou, Dennys ficou para trás e um dos amigos tentou ajudar. Ali, um policial teria dito: “pode deixar que a gente cuida dele”.

“Não foi nada disso que eles estão divulgando. Ele tem um machucado na cabeça, os pés intactos e o costuraram de qualquer jeito. Pedi para tocar nele e não deixaram nem por a mão”, disse a familiar, abalada, pedindo para não ser identificada. Dennys estudava no segundo ano do ensino médio.

Um amigo de Denys Henrique Quirino da Silva, 16 anos, descreve o rapaz como “um moleque bom, que nunca fez mal para ninguém”. “Era trabalhador, que estudava e sempre tirava um sorriso de todo mundo, muito brincalhão”, comenta o rapaz.

Moradora do Jardim Primavera, região do Grajaú, também na zona sul de São Paulo, Luara Victória de Oliveira, 18, era frequentadora assídua de baile funk. Segundo o R7, um parente da vítima, que pediu para não ser identificado, contou que Luara foi criada pelo pai na casa da avó e precisou muito do apoio de familiares nos últimos cinco anos, quando ficou órfã. Também relatou que amava ir aos “pancadões” e que já tinha ido outras vezes ao baile de Paraisópolis. Ela estudava na rede pública, em uma escola ao lado do bairro onde vivia, e estava procurando um emprego.

Pai de uma criança dois anos, Eduardo Silva, 21, é a oitava vítima. Ao site R7 uma cunhada do jovem, que preferiu não se identificar, afirma que a família ficou desesperada quando Eduardo não voltou do baile. “Como vai ser agora? Na hora que recebei a notícia fiquei pensando no que dizer quando ele perguntar do pai. Como vou explicar o que aconteceu”, disse. Ele morava no bairro Cidade Ariston, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, com a mãe, o pai, uma irmã e o filho, e trabalhava numa oficina mecânica. “Agora fica a lembrança e a saudade. Ele era um bom menino”, lamenta.

Gabriel Rogério de Moares, 20, a nona vítima, foi velado e enterrado nesta segunda-feira (2/12) em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde vivia. Ao site G1 o pai dele, Reinaldo Cabral de Moraes, disse que uma ação contra criminosos não justifica agredir jovens que estavam se divertindo. “Não existe justificativa para tirar uma vida. Vão ter investigações, mas o que indica é que houve um excesso policial, força excessiva contra jovens que estavam lá e não tinham nada a ver com o assunto”, criticou.

Ainda segundo o portal, Gabriel trabalhava como leiturista de uma empresa que presta serviços para uma concessionária de energia.

 

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Racismo e machismo mantêm mulheres negras no grupo de menores salários do país

Intelectual Lélia Gonzalez se dedicou a explicar o impacto da combinação de racismo e sexismo sobre as mulheres negras

Lélia Gonzalez foi a penúltima filha de uma família de dezoito irmãos, de mãe indígena e pai negro, ferroviário / Gabriela Lucena/Brasil de Fato

Para a mulher negra, o lugar que lhe é reservado é o menor. O lugar da marginalização. O lugar do menor salário. O lugar do desrespeito em relação a sua capacidade profissional”. A análise é da intelectual negra Lélia Gonzalez em entrevista concedida a Mali Garcia para o documentário “As Divas Negras do Cinema Brasileiro”, de 1989.

Passados 30 anos, a avaliação da filósofa permanece atual. O estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, do IBGE, divulgado no mês de novembro, espelha estes obstáculos e ressalta a vantagem dos homens brancos sobre os demais grupos populacionais.

O levantamento aponta uma maior distância entre os rendimentos dos homens brancos, quando comparados aos das mulheres pretas ou pardas, que recebem 44,4% menos do que eles.

Raça, gênero, classe

Historiadora, antropóloga e professora, Lélia Gonzalez observava não só os aspectos de classes para pensar a estrutura da sociedade e a complexidade das desigualdades sociais, mas também trazia as dimensões de sexo, raça e o legado colonial como estruturantes.

“A mulher negra é o grande foco das desigualdades [sociais e sexuais] existentes na sociedade. É nela que se concentram esses dois tipos de desigualdade, sem contar com a desigualdade de classe, com a desigualdade social”, disse na mesma entrevista.

Lélia Gonzalez na reunião da Diretoria do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras – IPCN – 1986 | 7Acervo JG/Foto Januário Garcia

Os aspectos destacados por Gonzalez agem como barreiras sociais. O estudo divulgado pelo IBGE revela que o segundo grupo de maior vantagem é o das mulheres brancas, cujos rendimentos são superiores aos dos homens pretos e pardos, que, por sua vez, estão a frente somente das mulheres de mesma cor ou raça.

Apesar dos avanços alcançados pela luta e resistência do povo negro, a desigualdade salarial entre brancos e pretos persiste e se repete na série histórica disponível. O estudo do IBGE explica essa diferença por fatores como: segregação ocupacional; menores oportunidades educacionais; e recebimento de remunerações inferiores em ocupações semelhantes.

Da casa grande ao trabalho doméstico

Flávia Rios, coautora da biografia Lélia Gonzalez – coleção Retratos do Brasil Negro, Selo Negro Edições – conta que a pesquisadora veio de uma tradição negra que existe desde o pós-abolição. A corrente de pensamento questiona a forma violenta e excludente com que a população negra foi tratada da passagem da escravidão para a mão de obra livre.

“Ela vai trazer a dimensão das mulheres que vivem nas casas grandes, das mulheres trabalhadoras, das mulheres negras, enquanto escravas, mas também como trabalhadoras domésticas, que tiveram papel fundamental na construção da cultura nacional brasileira”, diz.

A biógrafa afirma que a historiadora tirou do anonimato e valorizou mulheres que haviam sido relegadas a papéis subalternos, invisíveis. “Ela tem um foco muito importante na luta contra o racismo por via de figuras que são invisibilizadas na estrutura social, na cultura brasileira”.

Pesquisadora Flávia Rios | Arquivo pessoal.

Radicalização do feminismo

Rios aponta como uma importante contribuição da obra de Gonzalez a crítica ao feminismo branco, de classe média. O questionamento se deu por esse grupo pensar as liberdades das mulheres por um olhar específico, que não contemplava as reais condições das mulheres negras. Porém, ressalta: “É importante dizer que ela era feminista”.

“Enquanto as mulheres brancas buscavam sua inserção no mercado de trabalho, as mulheres negras eram – desde o período da escravidão – envolvidas com trabalho. Trabalhavam fora como empregadas domésticas, com trabalhos servis, com serviços urbanos… Enfim, era outra realidade”, relata.

Se, por um lado, as mulheres brancas questionavam a fragilidade atribuída às mulheres em geral, por outro, as mulheres negras foram brutalizadas seja na sociedade escravista, seja na de mercado. Flávia destaca que Lélia Gonzalez foi uma das pioneiras ao destacar essas contradições e radicalizar o feminismo.

“No Brasil, o emprego doméstico é estruturante das relações sociais econômicas. E muitas mulheres brancas estavam em busca de uma libertação social, de gênero… Essa suposta liberdade veio a custa de colocar uma outra mulher, uma mulher negra, na condição de trabalhadora na casa”, afirma.

Muitas das contradições do feminismo liberal, principalmente o eurocêntrico, foram expostas por Gonzalez. No livro Lugar de Negro, da editora Marco Zero, ela denuncia esse discurso incoerente: “Analisamos também a situação da mulher negra enquanto empregada doméstica no quadro da reprodução do racismo (inclusive por parte de muitas militantes brancas do movimento de mulheres)”.

Coautor da biografia, Alex Ratts, destaca a relevância do debate que relaciona raça, classe e gênero, colocado pela pesquisadora: “Quando ela traz um texto sobre a mulher do morro, que tem que pegar água da bica, que tem que trabalhar enquanto seu filho está sofrendo violência policial, enquanto seu marido está preso, ela está dizendo que toda família negra, pobre, tem questões de gênero, tem questões de raça”.

Ratts se refere a um trecho do artigo “Nega Ativa”, que pode ser encontrado no livro Vozes insurgentes de mulheres negras, publicado pela Fundação Rosa Luxemburgo.

“Então, essa era a perspectiva da Lélia. Uma perspectiva que aliava raça com gênero e com classe. E mesmo que os homens daquele período não se interessassem pela ideia de feminismo, podiam ver que essas questões estavam coligadas”, avalia.

Mito da democracia racial

Jurema Batista, especialista em políticas públicas, ex-vereadora e ex-deputada, conheceu a pesquisadora na década de 1980. Ela destaca que a militante do movimento negro fazia uma denúncia muito pesada do racismo.

“Quando a conheci, eu estranhei porque não tinha essa visão de como era o racismo no Brasil. Eu acreditava na tal democracia racial. E, através do contato com ela, isso foi desmontado”, diz.

“A democracia racial era muito badalada em 1970, 80. Dizia que o Brasil era um país multirracial, que nossa cultura era muito misturada e, por ser uma cultura misturada, todo mundo era respeitado… Mas isso era um mito. O mito da democracia racial, que dizia: ‘aqui é um país democrático, negros e brancos têm direitos iguais’”, explica.

Jurema Batista especialista em políticas públicas | Foto: Agência Patricia Galvão.

O mito da democracia racial era um dos principais alicerces de definição da identidade nacional no período. O conceito foi fortemente combatido pelo movimento negro.

“Na militância, a gente descobriu que era mentira.  Diziam assim: “O negro não acessa os locais de trabalho, ele não tem instrução”. Aí, os negros começaram a se formar, foram para as universidades, e quando foram para o mercado de trabalho, não eram bem recebidos”, conta Batista. Para ela, “existe um tipo de código de honra entre os brancos de dar vaga para os seus iguais”.

“A prática do racismo foi uma coisa muito bem montada e jogava para o negro a responsabilidade da sua própria miserabilidade, da falta de oportunidade. Essa é uma herança escravocrata de um país que tem lugares determinados para as pessoas”, explica.

Lélia Gonzalez identificou que esse mito se manifestava pela denegação do racismo. Isso acontecia na medida em que os brasileiros negavam sua existência, mesmo que o racismo tenha produzido privilégios para os brancos de todas as classes sociais.

No livro Lugar de Negro,  a escritora destaca que “esses mecanismos recobrem um amplo quadro de racionalização que vão desde um efetivo racismo às avessas (…) até atitudes ‘democráticas’ que negam a questão racial, diluindo-a mecanicamente na luta de classes (por aí se vê como certas posições de esquerda nada mais fazem do que reproduzir o mito da democracia racial, criado pelo liberalismo paternalista que eles dizem combater)”.

“Hoje, não dá mais para sustentar posições culturalistas, intelectualistas, coisas que tais, e divorciadas da realidade vivida pelas massas negras. Sendo contra ou a favor, não dá para ignorar essa questão concreta, colocada pelo MNU [Movimento Negro Unificado]: a articulação entre raça e classe”, conclui.

Lélia Gonzalez. Artigo “Racismo por Omissão”. Jornal Folha de São Paulo, São Paulo, 13 de agosto de 1983.

Lélia Gonzalez

Nascida em Belo Horizonte, em 1935, numa família de poucos recursos econômicos, Lélia Gonzalez foi a penúltima filha de uma família de dezoito irmãos, de mãe indígena e pai negro, ferroviário.

Graduada em História e Filosofia, pós-graduada em Comunicação e Antropologia, ela foi uma das militantes que fundou o Movimento Negro Unificado e do Coletivo de Mulheres Negras N’Zinga.

Escreveu Festas populares no Brasil, premiado na Feira de Frankfurt, Lugar de negro, em coautoria com Carlos Hasenbalg, duas teses de pós-graduação, além de diversos artigos para revistas científicas e obras coletivas. Faleceu vítima de problemas cardíacos no Rio de Janeiro no dia 10 julho de 1994.

Lélia Gonzalez no dia 20 de novembro de 1988 | Reprodução.

 

 

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