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Com contato limitado com Lula, PT adota postura mais horizontal

Partido continua a tratar ex-presidente como principal liderança, mas ausência exige revezamento nas tarefas e objetivos partidários.

Ricardo Stuckert / Instituto – Lula O partido continua a defender Lula como sua principal liderança e não fala em plano B para as eleições

Mais de uma semana após a prisão de Lula, a organização interna do PT segue agora sob uma espécie de comando compartilhado de parlamentares e lideranças. Sem o ex-presidente presente, o partido tem voltado às suas origens. Órfãos de sua maior referência no cotidiano, os principais nomes revezam-se nas tarefas partidárias e apresentam uma horizontalidade mais comum a movimentos sociais, base da formação histórica da legenda no fim dos anos 1970.

Ainda que o consenso no partido seja de priorizar a campanha em favor da liberdade de Lula,  representantes do PT no Senado e Câmara ouvidos por CartaCapital têm visões distintas sobre o caminho a ser seguido daqui em diante.

Enquanto alguns apostam em adotar uma postura mais radical — o que, no momento atual, significaria reforçar o discurso e aumentar a pressão sobre o Judiciário —, outros seguem a linha conciliatória.

Essa divisão já foi sentida nas negociações no Sindicato dos Metalúrgicos, no início de abril, quando o grupo mais próximo a Lula e sua defesa participavam das negociações de entrega à Polícia Federal, enquanto outro insistia em resistir à prisão por mais tempo.

Desde a fundação do partido, em 1980, Lula sempre foi quem “bateu o martelo”: ditava não só a linha do discurso a ser adotada, como também ordens pragmáticas, e concentrava muita capacidade de conciliação entre as principais alas do partido.

A presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann, sinalizou que pretende se reservar ao papel de porta-voz de Lula, mas não se posicionar como nova líder. Hoffmann obteve permissão para visitas na terça-feira 17 à Superintendência da PF.

Além da presidenta do PT, um grupo de senadores do campo progressista também se encontrou com o ex-presidente. Segundo os relatos de Vanessa Grazziotin, do PCdoB, e Lindbergh Farias do PT, o maior sofrimento de Lula é seu isolamento na prisão. Ele está em uma cela afastada e não tem contato com outros presos.

“Ele disse que sabe que está em uma solitária e quais são os efeitos disso. Mas ele está bem de saúde, está acompanhando tudo que está acontecendo no país, e disse que ficará lá até provar sua inocência”, disse Lindbergh.

Por ora, as decisões no partido não vão além da campanha pró-Lula. Parlamentares petistas negaram a intenção de mudar a estratégia para 2018. A mesma cúpula que visitou o presidente no Sindicato dos Metalúrgicos na véspera de sua prisão se encontra dividindo tarefas em Brasília e Curitiba.

Os deputados federais estão se revezando para que ao menos três deles estejam presentes no acampamento em Curitiba a cada dia. Eles fixaram uma agenda nacional de mobilizações, que devem culminar em um grande ato no dia 1º de maio; não há medidas de prazo mais longo no horizonte. Nesse meio-tempo, o diálogo com as outros partidos e frentes de esquerda ficou por conta do senador Eduardo Suplicy (SP).

Luiz Marinho, ex-presidente de São Bernardo do Campo e pré-candidato ao governo estadual de São Paulo, ficou encarregado de articular a proposição de pautar a prisão após segunda instância com os ministros do Supremo Tribunal Federal.

“A agenda do PT está quase inteiramente em torno das mobilizações pela soltura de Lula”, afirmou Marinho.

Com a exceção de Hoffmann, de alguns senadores, da família e dos advogados do ex-presidente, a comunicação com o ex-presidente segue limitada e indireta. O principal membro da equipe de defesa do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, não tem disponibilidade para estar todos os dias na capital paranaense, e designou um membro de sua equipe para fazer plantão na cidade.

A maior aposta da defesa está no julgamento da Ações Diretas de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44 no STF, que podem mudar o entendimento sobre a prisão após segunda instância. Para isso acontecer, a ação teria de ser pautada como questão de ordem pelo ministro Celso de Mello. Não há garantias de que isso aconteça; caso o ministro não paute a matéria essa semana, o PT deve mudar de estratégia.

Por enquanto, não há plano B para consolidar uma nova liderança do partido que não Lula ou mesmo viabilizar uma nova candidatura.

Por Laura Castanho*

*Colabou Carol Scorce

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Mas, afinal, vai ter eleição neste ano?

Golpe parlamentar, mandos e desmandos jurídicos, polarização política, violência contra líderes sociais, intervenção militar, prisão de Lula. Diante deste cenário, é possível garantir que as eleições deste ano não corram nenhum risco? Fórum ouviu especialistas e as previsões não são nada otimistas.

Eleições Brasil

O Brasil vive hoje, certamente, um dos piores períodos de sua jovem democracia. Desde a vitória da ex-presidenta Dilma Rousseff nas eleições de 2014, o que tem se observado são constantes afrontas à Constituição, manobras, perseguições e criminalização da luta social, seletividade judicial e manipulações grotescas da opinião pública. Em suma, o golpe iniciado com o impeachment de Dilma segue a todo o vapor.

A desestabilização da ordem democrática começou com o PSDB e seu candidato à época, o senador Aécio Neves (PSDB), não reconhecendo o resultado das eleições de 2014, pedindo recontagem de votos e obstruindo pautas no Congresso Nacional. Com a ajuda da mídia e do poder judiciário, a parte golpista do Congresso, em “um grande acordo nacional” para frear a Lava Jato e tirar o PT do jogo político, aprovou o afastamento da ex-presidenta petista e empossou Michel Temer, que de imediato encampou uma agenda ultra-liberal e de retirada de direitos.

Durante e após esse período, intensificou-se a perseguição ao ex-presidente Lula, tido como a esperança de resgate da democracia e das políticas de retomada de direitos e distribuição de renda no país. Com seu nome se tornando cada vez mais o favorito para vencer as próximas eleições, liderando todas as pesquisas de opinião, o poder judiciário, aliado à mídia tradicional, chega cada vez mais perto de inviabilizar sua candidatura com a concretização recente de sua prisão. Para além da prisão, incentivou-se, através de parte da mídia tradicional, um ódio crescente nas ruas que chegou até a um atentado a tiros contra a caravana do ex-presidente pelo Sul – um gesto bárbaro que visava o assassinato de uma das maiores lideranças populares do mundo.

Como se não bastasse, o ambiente de criminalização do PT e dos movimentos sociais, bem como de suas pautas progressistas, abriu espaço para a ascensão de um neofascismo representado por figuras como a de Jair Bolsonaro e ainda para um certo clamor de parte da sociedade e também das Forças Armadas para a restauração da “ordem” através de uma intervenção militar. A intervenção federal no Rio de Janeiro, somada às declarações de militares de alta patente aventando a possibilidade de as Forças Armadas atuarem de maneira política – e inconstitucional – tornam o cenário ainda mais incerto. A execução da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), que comandaria um comitê de monitoramento da intervenção no Rio, dá um sinal claro de que a democracia brasileira não só está em frangalhos, como já vem sendo substituída por um estado autoritário e de exceção.

É dentro deste ambiente hostil e conturbado que se insere a eleição presidencial marcada para outubro deste ano. Será o primeiro pleito para o cargo máximo do Executivo nacional após o impeachment de Dilma. Diante da atual conjuntura, muitos já cogitam a possibilidade de o processo eleitoral deste ano estar ameaçado. No Congresso Nacional, de forma velada, já há aqueles que aventam a aprovação de uma Emenda à Constituição para alterar o calendário eleitoral e, assim, prorrogar o mandato de Michel Temer.

Essas possibilidades são reais? Existe, de fato, o risco de as eleições de 2018 não acontecerem? Para esclarecer essas dúvidas, Fórum conversou com três especialistas de diferentes áreas: Ciência Política, Ciência Social e Jornalismo. As três opiniões caminham para o mesmo sentido: o futuro está em aberto e não é nenhum absurdo dizer que as eleições deste ano estão, sim, ameaçadas.

Confira o que disse cada um deles.

Pedro Fassoni Arruda, mestre em Ciências Sociais, professor de Ciência Polícia na PUC-SP

Eu acho que o futuro está em aberto e é possível algumas mudanças nos prognósticos, inclusive de calendário eleitoral. A gente sabe que o que aconteceu em 2016 foi um golpe parlamentar travestido de impeachment. Existe uma ideia, uma articulação do poder judiciário, com a grande mídia e setores do Congresso Nacional para afastar o Partido dos Trabalhadores. Já tivemos o afastamento ilegal de uma presidente e agora tentam tornar inelegível o ex-presidente Lula que é líder de todas as pesquisas eleitorais até o presente momento. As declarações apontam neste sentido, setores das Forças Armadas fazendo pronunciamentos na véspera de um julgamento importante, como habeas corpus do ex-presidente Lula, declarações de colegas de farda, e rumores de que o Congresso poderia aprovar uma Emenda a Constituição prorrogando o prazo do presidente Michel Temer. Há uma clara tentativa de criminalizar o PT, os movimentos sociais, deslegitimando qualquer forma de questionamento do status quo, pra garantir também condições para que a direita se torne mais competitiva no pleito. É um arranjo que levaria à candidatura do Geraldo Alckmin. Mas ainda é bastante prematuro. O futuro está em aberto e até outubro muita coisa pode acontecer. Por isso vai depender de se confirmar essa inelegibilidade do presidente Lula, porque o próprio PT não admite um plano B, pelo menos em público. O discurso é justamente que eleição sem Lula é fraude, e estão trabalhando com essa hipótese dele ser candidato, o que se torna cada vez mais difícil por conta das recentes decisões do poder judiciário. Por outro lado vai depender também do quadro sucessório. É evidente que, se a esquerda apresentar um candidato que se mostre competitivo, essa ideia de alterar o calendário eleitoral pode ganhar força entre setores do Congresso. Já aplicaram um golpe parlamentar, afastaram uma presidenta sem crime de responsabilidade, então, nesse ponto de vista, não teria problema em cancelar as eleições que estavam previstas. Em outros momentos, inclusive, isso já foi realizado de forma totalmente casuísta. Quando a Constituição de 1988 foi promulgada o mandato do presidente era de 5 anos. E foi justamente com a possibilidade, no final de 1993, de Lula ser eleito, que foi aprovada uma Emenda à Constituição reduzindo o mandato do presidente de 5 pra 4 anos. E, depois, durante o governo FHC, foi aprovado de maneira casuísta uma emenda aprovando a reeleição para o Executivo. Então, alguns setores no Congresso não exitam em rasgar a constituição ou mudar as regras de maneira sempre casuísta para atender aos seus interesses. E tem o fato também de que eles acabam não admitindo a derrota. Foi o caso do Aécio Neves em 2014, quando tentou, sem qualquer fundamento, não reconhecer a vitória da Dilma na eleição. Estou aqui apenas pontuando alguns casos que já aconteceram que podem reforçar essa tese.

Kalynka Cruz, doutoranda em Filosofia-Sociologia (Sorbonne-EHESS) e professora de Comunicação da Universidade Federal do Pará (UFP)

Eu acredito, sim, que as eleições deste ano podem estar ameaçadas, principalmente se houver alguma possibilidade de o ex-presidente Lula concorrer ou tiver algum candidato da esquerda com chances verdadeiras de se eleger. Isso ocorre pois o que está acontecendo agora é um grande teatro, um teatro da democracia, com esses personagens burlescos, que atuam super mal, por sinal.

O que são essas atitudes de Cármen Lúcia, Rosa Weber? Não fazem nem questão de disfarçar. Cármen Lúcia foi encontrar o Temer. Um encontro pessoal às vésperas do julgamento de Lula. E Temer é um investigado. Eu acho que eles vão fazer de tudo para se manter no poder. Tem muito dinheiro envolvido, muitos interesses envolvidos, como a questão do próprio pré-sal.

A ameaça do general Eduardo Villas Bôas é um resumo do que a gente tem pela frente. Essa gente toda é corrompida, e a democracia há muito tempo está se dissolvendo. Infelizmente eu acho que, sim, estamos correndo risco de não ter eleições.

Igor Fuser, jornalista, doutor em Ciência Política e professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC)

Nenhum direito está garantido depois do golpe de 2016 e da prisão arbitrária de Lula. Não vivemos mais em um estado de direito e sim em um estado de golpe. Nesse contexto de total incerteza, a própria realização de eleições em 2018, como reza o calendário político constitucional se torna algo incerto, motivo de dúvidas. Os novos donos do poder não estão dispostos a perder nas urnas o que eles conquistaram naquilo que os amantes do futebol chamam de tapetão, as manobras sujas e sorrateiras nos bastidores, ou seja, o golpe contra a presidenta legítima Dilma Rousseff e a instrumentação política do judiciário para perseguir a esquerda.

Esses novos donos do poder formam um bloco composto pelo grande capital, sob hegemonia do setor financeiro, e inclui as principais empresas de comunicação, os altos escalões do Judiciário e das Forças Armadas e os partidos de direita, com apoio ostensivo do imperialismo estadunidense. As eleições só interessam a essa aliança golpista nas medidas em que ela tenha certeza de que sairá vitorioso um candidato a serviço dos seus interesses, ou seja, alguém da direita.

Por outro lado, um eventual adiamento ou cancelamento das eleições é uma manobra política complicada. Muitos políticos do campo golpista, tem interesse nas eleições como meio de acesso a posições de poder ou de maior poder e deverão resistir a qualquer medida nesse sentido, colocando seus interesses particulares acima dos interesses da burguesia no seu conjunto.

Também será difícil encaminhar uma manobra desse tipo no Judiciário. Por mais acovardado que esteja o STF e apesar da presença de ministros do tribunal supremo que já perderam totalmente a vergonha de implementar o golpismo e o árbitro, existem juízes que resistem a rasgar a Constituição, como se viu na votação dividida do habeas corpus de Lula.

Existe ainda o fator opinião pública. Os brasileiros gostam de votar, estão acostumados com isso e consideram as eleições como sinônimo de democracia. Qualquer mudança no calendário eleitoral irá retirar completamente a máscara dos golpistas, expondo às claras que está instalada no país uma ditadura.

Por isso o cenário eleitoral oferece ao campo político democrático e progressista uma chance de derrotar o golpismo e deter o retrocesso político, social e econômico em curso no país. Isso será possível se o campo antigolpista agir com unidade e inteligência, explorando o espaço aberto pela conjuntura eleitoral e concentrando todas as energias na tarefa principal, que é a de recuperar a democracia, derrotar a coligação golpista e deter o retrocesso, criando condições favoráveis para a reversão das perdas e derrotas dos últimos anos.

Por Ivan Longo

http://www.revistaforum.com.br

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Professora Liana Cirne anuncia pré-candidatura a deputada federal pelo PT

A candidatura de Liana, ao lado da agora cada vez mais provável candidatura de Marília Arraes ao governo do estado, é um movimento de retomada do PT com seus compromissos ideológicos.

Foto: Liana Cirne

Liana Cirne anunciou no sábado sua pré-candidatura a deputada federal pelo PT. Liana é advogada, professora da faculdade de direito da UFPE e doutora em direito público. Ficou conhecida no cenário político pela denúncia do golpe e da perseguição política contra Lula, através de vídeos que viralizaram nas redes sociais. Ela também é conhecida pela sua atuação no Ocupe Estelita, na briga contra os camarotes VIP do governo, contra a censura aos Maracatus e por sua militância feminista.

Ela pode ser a primeira deputada federal mulher pelo PT pernambucano. O ato da sua filiação, no ano passado, reuniu a cúpula petista e contou com a presença do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e rendeu apoio de várias personalidades, como o cantor Otto, o produtor cultural Roger de Renor, a ativista Elika Takimoto e a estudante secundarista paranaense Ana Júlia.

O anúncio veio logo depois do discurso de Lula no sábado e da notícia da desfiliação de João Paulo e de Osmar Ricardo, que foram para o PCdoB.

Para muitos, trata-se de um momento de renovação do partido em Pernambuco, que vinha sendo embotado pelos interesses de alguns caciques.

A candidatura de Liana, ao lado da agora cada vez mais provável candidatura de Marília Arraes ao governo do estado, é um movimento de retomada do PT com seus compromissos ideológicos.

Leia a íntegra de sua nota na rede social Facebook:

“Ouvindo as palavras de Lula, é impossível não se comover às lágrimas. Confesso ter fraquejado diversas vezes ao longo dos últimos meses e ter desejado o sossego, a calma, a família ao invés das atribulações da vida política, especialmente num momento em que a política tem sido perseguida e criminalizada.

Mas é impossível ouvir as palavras de Lula e não se sentir conclamada à luta. Nosso tempo não nos permite a covardia e a omissão. Esses são tempos difíceis que exigem de nós coragem, indignação e determinação.

Eu sou Lula. E como Lula não vou recuar, nem fraquejar.

Amigas e amigos: quero anunciar publicamente que sou pré-candidata à deputada federal pelo PT de Pernambuco. Espero contar com vocês na defesa da liberdade, da inocência e do legado de Lula.

E espero contar com vocês para que minha futura candidatura seja bem sucedida e para que eu possa ser Lula no Congresso Nacional.”

http://noeliabritoblog.blogspot.com.br

 

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23 vereadores do PT de Pernambuco repudiam agressão do Deputado Gonzaga Patriota ao Vereador Gilmar Santos

“Não podemos admitir que tal atitude seja vista por nós vereadores e vereadoras como aceitável. A conduta do Deputado Gonzaga Patriota é absolutamente condenável e expressa tudo aquilo que combatemos na política, que é a incapacidade para o debate e por responder na democracia com argumentos”, afirmam os vereadores.

Encontro dos Vereadores do PT Pernambuco nos dias 20 e 21 de outubro de 2017 em Serra Talhada

Os vereadores do PT de Pernambuco revoltados com a agressão física do Deputado Gonzaga Patriota ao Vereador Gilmar Santos divulgaram nota de repúdio ao tempo em que se solidarizam com o companheiro de partido Vereador Professor Gilmar Santos de Petrolina. Confira a nota na íntegra abaixo:

 

Nota de repúdio à agressão do Deputado Gonzaga Patriota contra o Vereador Gilmar Santos de Petrolina

Os Vereadores abaixo identificados, consternados e indignados com a agressão cometida pelo senhor Gonzaga Patriota (PSB) contra o Vereador Gilmar Santos (PT-Petrolina) na tarde deste domingo (08/04), vêm por meio desta, repudiar a violência do Deputado.

Conforme narrado no Boletim de Ocorrência prestado pelo Vereador, o fato se desenvolveu quando o Vereador, ao chegar à audiência pública que tratava da reforma da PE-630, no distrito de Rajada, interior de Petrolina, recusou-se a cumprimentar o Deputado, afirmando que aquele se tratava de golpista. Não aceitando a negativa do cumprimento, o Deputado desferiu um soco no rosto do Vereador, atingindo sua boca, conforme atestado por testemunhas e comprovado por laudo pericial.

Não podemos admitir que tal atitude seja vista por nós vereadores e vereadoras como aceitável. A conduta do Deputado Gonzaga Patriota é absolutamente condenável e expressa tudo aquilo que combatemos na política, que é a incapacidade para o debate e por responder na democracia com argumentos.

Estendemos ainda nossa solidariedade ao Vereador Gilmar Santos, que na construção de seu mandato coletivo, tem mantido firme suas posições e defendido com garra suas ideias, condição que julgamos fundamental para o cumprimento efetivo de um mandato parlamentar.

 

Assinam:

Sinézio Rodrigues – Vereador PT/Serra Talhada

Marília Arraes – Vereadora PT/Recife

Daniel Finizola – Vereador PT/Caruaru

Ezequiel Santos – Vereador PT/Cabo de Santo Agostinho

Davi Moreira de Alencar – Vereador PT/ Exu

Ernesto Maia – Vereador PT/ Santa Cruz do Capibaribe

André Cacau – Vereador PT/ Salgueiro

Pipí Marchante – Vereador PT/ Riacho das Almas

Welder Ferreira – Vereador PT/ Riacho das Almas

Cidicley Silva de Melo – Vereador PT/ Moreno

Bruno Galvão – Vereador PT/ Belo Jardim

Oliveira – Vereador PT/Angelim

prof. Jairo Britto – Vereador PT/Recife

Orestes Neves – Vereador PT/Sertânia

Ivete do Sindicato – Vereadora PT/Surubim

Adeilton Carneiro Patriota – Vereador PT/Flores

Manoel Enfermeiro – Vereador PT/Serra Talhada

Cristina Costa – Vereadora PT/Petrolina

Del do Bode – Vereador PT/Goiana

Kildares Nunes – Vereador PT/ Itacuruba

Rona Leite – Vereador PT/São José do Egito

Laelson Cordeiro Vanderlei – Vereador PT/Brejo da Madre Deus

Aristóteles Monteiro – Vereador PT/Tabira

Entrevistas

‘A prisão de Lula é um ataque a todo o campo progressista’

A socióloga Esther Solano levanta, porém, dúvidas sobre a duração da unidade dos setores progressistas em termos pragmáticos

O ex presidente Luiz Inacio Lula da Silva a ex presidenta Dilma Rousseff durante missa em frente ao sindicato dos metalurgicos no ABC – Paulo Pinto/Fotos Públicas Lula

 

O ato em homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que levou milhares de pessoas ao Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo, foi surpreendente, avalia a socióloga Esther Solano, professora na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Grupos que são abertamente críticos ao PT, anarquistas, jovens, setores que fazem crítica muito duras ao PT e ao Lula estava lá.  São setores que sentiram que o ataque do hiperpunitivismo do campo retrógrado não é só contra o Lula como figura, é contra todo o campo progressista, toda a esquerda”.

Na entrevista a seguir, Solano preocupa-se, no entanto, com a duração da unidade dos setores progressistas, já que a junção de forças se deu em torno da defesa da democracia, “mas não se concretiza nas questões mais programáticas”.

CartaCapital: Qual significado da prisão do Lula para esquerda?

Esther Solano: Tem um simbolismo enorme. A prisão do Lula extrapola muito a figura dele. No campo da luta moralista, populista, fomos derrotados por esse campo punitivista, conservador e retrógrado. A decisão do STF em segunda instância deixou claríssimo que num país já muito punitivo, o Supremo opta por mais punitivismo ainda.

Esse aparato que existia contra os setores periféricos populares, favelas, periferia, agora está se voltando como uma máquina muito potente contra partidos e movimentos. A prisão de Lula significa que se ele, que é o grande simbolismo da esquerda política, está sendo alvo de tanto punitivismo, todo o campo progressista está sendo atacado. As pessoas que estavam em São Bernardo sentiram que foi um ataque a todos. Elas se sentiram simbolizadas na figura do Lula.

CC: Setores do campo progressista que eram críticos à Lula e ao PT se juntaram nesse momento. Como vê essa unidade?

ES: Foi muito surpreendente. Grupos que são abertamente críticos ao PT, anarquistas, jovens, setores que fazem crítica muito duras ao PT e ao Lula estava lá.  São setores que sentiram que o ataque do hiperpunitivismo do campo retrógrado não é só contra o Lula como figura, é contra todo o campo progressista, toda a esquerda. Como um todo.

O Lula tem essa capacidade, essa força de fazer essa junção de atores políticos nesse momento. Mas tenho a sensação de que o pleito eleitoral pode dividir de novo os atores, porque as pessoas se juntaram em São Bernardo com uma ideia ampla, abrangente de luta pela democracia, o avanço punitivo, defesa de princípios básicos. Mas quando se trata de pautas concretas, programáticas, aparecem de novo as divergências, a divisão.

CC: Essa unidade da esquerda em torno da prisão do Lula deve durar?

ES: Seria uma grande oportunidade, mas não sei se vai ter durabilidade grande por duas questões: primeiro que essa junção de forças foi muito em torno da defesa da democracia, das grandes ideias, mas não se concretiza nas questões mais programáticas. E depois porque é uma reunião das forças de esquerda que não é horizontal.

Então, se não houver uma agenda programática comum da esquerda, não tem como ter essa união mais a longo prazo. No Brasil, as esquerdas são muito assimétricas. Tem o PT, que é uma grande máquina eleitoral e pequenas maquinas, como o PSOL. Então é difícil ter uma estratégia programática com essa assimetria tão grande.

No ato em São Bernardo tinha muita gente jovem, que se tivesse que sair às ruas por pautas específicas, haveria divergências. Porque o PT é acusado pelos movimentos sociais de não ter se posicionado em relação à violência policial, baixou a lei antiterrorista.

CC: No ato antes da prisão de Lula, Manuela D’Avila e Guilherme Boulos foram presenças marcantes. Já Ciro Gomes não foi ao ato. É possível ver algum sinal de reorganização da disputa eleitoral?

ES: Achei muito simbólica a forma como Lula protagonizou muito a figura do Boulos e da Manuela. Me pareceu que  ele estava passando o bastão, como se fosse uma despedida política. Ele focou muito na juventude, na próxima geração. Me pareceu que a mensagem política foi de defesa de uma certa convergência das esquerdas, acho que isso que ele quis transmitir.

Outra coisa que todos que estavam no ato comentavam é que, assim como Lula deu protagonismo para Manuela e Boulos, ele deu muito menos espaço para figuras do PT, que também são jovens como Fernando Haddad. E a ausência do Ciro Gomes também foi muito comentada. Muito se especulava se ele poderia formar chapa com o PT, mas depois da ausência acho que fica claro que ele está fora do jogo.

Mas acho complicado que haja uma chapa PT/PSOl, porque é difícil que o PT abra mão de ter candidato próprio, porque  tem hegemonia enorme na esquerda, é uma máquina partidária muito grande. E o Boulos é um candidato forte, o PSOL é um partido que se desagregou do PT. Para a base é complicado. Na hora das eleições, acho que cada um vai seguir seu caminho.

CC: E em relação à mobilização, é possível fazer paralelo com os atos de 2013?

ES: Não dá, 2013 teve uma confluência de muito mais ideologias nas ruas, fundamentalmente pessoas de classe média, mais conservadoras, com pautas desagregadas, pulverizadas. O ato de apoio à Lula, em São Bernardo, foi muito mais definido por setores progressistas, que se definem na defesa da democracia e com uma pauta definida.

CC: Como vê o momento atual do campo progressista?

ES: Terrível, no fundo a gente perde, fomos derrotados. O ato de São Bernardo foi um momento de união, bem inteligente politicamente, de celebração. Mas vivemos num momento de avanço da direita.

CC: Quais são os desafios que se colocam?

ES: Sair dessa bolha do campo progressista e estabelecer mais diálogo com a população que está sendo acolhida pelos setores conservadores. A esquerda está muito entrincheirada nas suas bolhas, nas universidades. Precisa sair muito mais para a classe média, falar com os evangélicos… Há alguns setores populares que foram ganhados pela direita.

Por Tatiane Merlino

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PT Petrolina defende candidatura própria em Pernambuco e Lula para presidente

“(…) o Diretório do PT em Petrolina fecha questão na defesa da candidatura própria do Partido e se soma a todas e todos que não abrem mão da candidatura de Lula Presidente”.

A Direção Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores, PT, Petrolina, publicou nesta terça-feira, 06, uma resolução acerca das eleições 2018 no que se refere a candidaturas a presidente do Brasil e ao governo do estado de Pernambuco. Na resolução  defende que o PT tenha candidatura própria em Pernambuco e o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para presidente. Confira abaixo a íntegra da resolução do partido:

 

RESOLUÇÃO DA EXECUTIVA MUNICIPAL DO PT PETROLINA

Lula Presidente e candidatura própria em Pernambuco

O aprofundamento do golpe, com a brutal ofensiva sobre os direitos sociais e trabalhistas e agora sobre as garantias fundamentais, com a intervenção Federal no Rio de Janeiro, pode levar à suspensão ou ao adiamento das eleições de 2018.

Paradoxalmente, no entanto, quanto mais as elites financeiras se esforçam para inviabilizar eleitoralmente Lula — seja por meio da desconstrução de sua reputação, seja por sua condenação, prisão ou qualquer outra medida — mais fica politicamente difícil para ela abrir mão da aparência de “normalidade democrática”.

Isso implica em manter a realização dos pleitos em 2018, 2020, assim por diante, mesmo que fraudados pela restrição à Lula e/ou ao Partido dos Trabalhadores como um todo.

Por isso, tudo indica que o cenário provável continue sendo o de que as eleições ocorram. E é certo que o que venha a ocorrer nas eleições presidenciais influenciará fortemente o resultado das nossas candidaturas ao governo, senado, deputados federais e estaduais.

De todo modo, em qualquer cenário, as candidaturas petistas devem ter como centro o enfrentamento ao golpismo. Em Pernambuco, acreditamos que não deva ser diferente. Por esta razão, endossamos a decisão do Congresso Estadual do PT, reforçado por resolução de seu Diretório Regional (disponível em: http://ptpe.net.br/resolucao-do-diretorio-regional-do-ptpe/), no sentido de apresentarmos ao povo pernambucano uma candidatura petista, alinhada com a defesa da democracia, com a candidatura de Lula e que nos permita derrotar os golpistas de ontem e de hoje.

Entretanto, em que pese a conjuntura de agravamento e acirramento da luta de classes, nota-se que há setores do Partido e de outros setores da esquerda, confusos, que buscam aproximação com as frações locais de partidos e personalidades alinhadas ao golpismo, na esperança de obter dividendos eleitorais.

Todo o debate produzido no diretório do Partido dos Trabalhadores em Petrolina caminha contra o entendimento destes setores. Acreditamos que o PT precisa reconduzir os sonhos da classe trabalhadora, realinhando o campo democrático-popular, com os movimentos sociais e sindical, com a participação de amplos setores da classe trabalhadora, e não com setores e partidos fisiológicos e apodrecidos da política.

Precisamos reeleger Lula presidente, para desfazer todas as medidas golpistas, retomar o investimento em políticas sociais de distribuição de renda, educação, saúde e moradia. Ou seja, fazer um governo superior a todos os que já tivemos a oportunidade de fazer, pois é isso que o povo brasileiro precisa.

Para tanto, precisamos ter em Pernambuco um governo alinhado com estes objetivos. Nesse sentido, o Diretório do PT em Petrolina fecha questão na defesa da candidatura própria do Partido e se soma a todas e todos que não abrem mão da candidatura de Lula Presidente.

Executiva do Diretório Municipal do PT em Petrolina

Março de 2018.

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Vereador Gilmar Santos declara apoio a Sinézio Rodrigues para deputado estadual

“Em tempos de profunda crise de credibilidade da política e de um estado governado pelo pior governador da nossa história, não temos dúvida, Pernambuco, os municípios do sertão e o PT, só têm a ganhar com a força, coragem e capacidade desse grande companheiro, disse.

O vereador Gilmar Santos, PT, divulgou nesta terça-feira, 16, um artigo manifestando seu apoio a pré candidatura de Sinézio Rodrigues, vereador de Serra Talhada, sertão de Pernambuco, também pelo Partido dos trabalhadores, a deputado estadual. Ambos vereadores fazem parte da Articulação de Esquerda (AE) do partido. Confira abaixo o artigo na íntegra:

Para a Assembleia Legislativa do estado de Pernambuco: Sinézio Rodrigues me representa

Há quem vote em candidatos a cargos eletivos porque esse/a é seu amigo, parente, correligionário, partidário, integrante da mesma igreja, assistente, padrinho político, residente do seu bairro ou município, falante, simpático, de “fácil” relação com tudo e com todos. Aqui se oferece grandes riscos da razão ser atropelada pelas conveniências e a política ser transformada em promotora do atraso.

Há, também, quem vote em candidatos com base nesses critérios:  a história, coerência e compromissos do candidato com as lutas sociais; sua visão e projetos para o desenvolvimento do município, estado ou país; seu compromisso com um partido que organiza e representa a luta da maioria da população, formada por trabalhadores e trabalhadoras. Dessa forma acreditamos que a política se afirma enquanto instrumento de transformação da sociedade.  É com base nesses critérios que decidimos apoiar e construir a candidatura do companheiro Sinézio Rodrigues.

Nascido em 1973, na fazenda Carnaúba, município de Serra Talhada, filho de trabalhadores rurais, Sinézio está na luta social desde os anos 80.  Em 1986, aos treze anos, quando ainda nem tinha direito ao voto, Sinézio se envolve na política pela 1ª vez: sobe em palanque e apoia a candidatura de Miguel Arraes a Governador. Aos 16 anos votou para presidente pela 1ª vez e dedicou seu voto a Lula. Naquele ano, 1989, filiou-se ao PT.

Em 1991, eleito Coordenador do Grupo de Mobilização Estudantil Secundarista (GME), inicia sua luta pela melhoria da educação. Em 1994, ingressa na Faculdade de Formação de Professores de Serra Talhada, no curso de matemática. Comprometido com a luta estudantil, em 1996 eleito presidente do Diretório Acadêmico.

Em 1993, tornara-se Presidente do diretório municipal pelo voto direto dos filiados, mandato que já exerceu por mais três vezes. Em 2004, atendendo solicitações de eleitores, movimentos sociais e da Articulação de Esquerda, tendência interna do PT a qual integra, Sinézio foi candidato a vereador. Na ocasião foi o mais votado do PT, faltando poucos votos para assumir o mandato. Chegou à 1ª suplência da Casa Joaquim de Souza Melo.

Em 2007, Sinézio Rodrigues, juntamente com um grupo de trabalhadores da educação, fundaram o Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada ─ SINTEST ─ do qual foi eleito presidente e reeleito em 2009 e 2012. Atualmente exerce a diretoria de relação intersindical, formação política e imprensa do sindicato. 

Em 2012, o povo de Serra Talhada consagrou essa caminhada, outorgando ao cidadão Sinézio Rodrigues com o mandato de vereador, sendo reeleito vereador em 2016. No seu segundo mandato, o vereador Sinézio Rodrigues, é líder do PT na Câmara Municipal, membro da executiva municipal do PT e membro do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores.

Ao longo da sua trajetória, Sinézio participou ativamente de várias lutas políticas e sociais, coordenando movimentos e campanhas alinhadas com a luta do povo. Defensor intransigente da classe trabalhadora, Sinézio Rodrigues é pré-candidato a deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores, representando a tendência petista Articulação de Esquerda, da qual é fundador e militante há 25 anos.

A trajetória política de Sinézio me representa e é coerente com a forma como penso a política e penso o Partido dos Trabalhadores: crítico, combativo e comprometido com a organização e lutas da classe trabalhadora. Nas lutas sociais e na Articulação de Esquerda aprendemos a defender esses valores e práticas. O mandato de vereador de Sinézio, em Serra Talhada, tem muito haver com a forma como desenvolvemos o mandato coletivo em Petrolina: lutamos, organizamos, acolhemos, animamos, aprendemos e ensinamos com o povo.

Petrolina, Dormentes, Afrânio, Lagoa Grande, Santa Cruz da Venerada, Santa Filomena, Santa Maria da Boa Vista, Cabrobó, Orocó, Ouricuri, Trindade, Salgueiro, Serra Talhada e tantos outros municípios dos sertões pernambucanos, vivem sob o domínio de oligarquias, marcados pela concentração de renda para grupos privilegiados e as desigualdades que excluem e marginalizam a maior parte da população de direitos e dignidade. Superar essas mazelas e assumir novas perspectivas de desenvolvimento com inclusão social e maior distribuição de renda depende, também, de candidatos com trajetória comprometida com as lutas populares. Nesse sentido, Sinézio me representa.

Em tempos de profunda crise de credibilidade da política e de um estado governado pelo pior governador da nossa história, não temos dúvida, Pernambuco, os municípios do sertão e o PT, só têm a ganhar com a força, coragem e capacidade desse grande companheiro.  Em sintonia com a pré-candidatura da companheira Marília Arraes e na defesa do direito do presidente Lula se candidatar, Sinézio contribui para que o PT retome o seu protagonismo na luta por um PE e um sertão pernambucano mais justo, mais igual, com menos assistencialismo, menos coronelismo e mais políticas públicas!   Adelante, camarada!

 

Gilmar Santos vereador pelo Partido dos Trabalhadores

 

Ascom do Mandato Coletivo 

Vereador Gilmar Santos (PT)

 

 

 

 

 

 

 

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Odacy Amorim procura Executiva do PT e anuncia pré-candidatura ao Governo do Estado

Tendo sua principal base eleitoral em Petrolina, no sertão do São Francisco, o deputado deixa sem representantes mais de 60 mil eleitores que o elegeram em 2014, quando foi o mais votado do PT naquele pleito, deixando o espaço para que outros candidatos disputem os seus votos.

Odacy Amorim procurou Luciano Duque e Sandra da Farmácia para tratar de 2018. Foto: Reprodução.

O deputado estadual, Odacy Amorim (PT), abandonou a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE). Desencantado com a função de deputado estadual, o petista externou para sua base política que não vai mais pleitear uma vaga na Casa de Joaquim Nabuco, no próximo ano.

Tendo sua principal base eleitoral em Petrolina, no sertão do São Francisco, o deputado deixa sem representantes mais de 60 mil eleitores que o elegeram em 2014, quando foi o mais votado do PT naquele pleito, deixando o espaço para que outros candidatos disputem os seus votos.

Apesar do desencanto e de ter abandonado a disputa para o cargo de deputado estadual, Odacy está sonhando alto e vai disputar as prévias partidárias para ser o candidato do Partido dos Trabalhadores ao Governo do Estado. Além do deputado, estão na disputa à vereadora do Recife, Marília Arraes (PT) e o militante José de Oliveira (PT) que, recentemente, também, comunicou sua pré-candidatura.

Na recente pesquisa realizada pelo Instituto múltipla, Odacy Amorim não aparece entre os candidatos lembrados pela população, enquanto a neta de Miguel Arraes, a vereador Marília Arraes, aparece em segundo lugar em vários cenários, atrás, apenas, do atual governador Paulo Câmara (PSB).

Com esta decisão, Odacy descarta, também, a possibilidade, ventilada por muitos de sua base eleitoral, sobre uma possível candidatura a Câmara Federal.

CORRIDA ELEITORAL DE 2018

Nesta quinta-feira, dia 30, o deputado, ainda, esteve visitando o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT) e a prefeita de Calumbi, Sandra Magalhães (PT), onde discutiu a conjuntura política nacional e estadual.

Nas redes sociais, o petista afirmou que estaria tratando de ações para os municípios, no entanto, parece que o assunto era outro. “Discutindo medidas para a melhoria da qualidade de vida da população da região”, despistou.

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Marília Aarraes cumpre agenda política em Petrolina, PE

Além de Petrolina, Marília Arraes visitará outras cidades do sertão como Orocó, Cabrobó e Santa Maria da Boa Vista.

 

A Vereadora do PT em Recife, Marília Arraes, estará em visita à Petrolina e outras cidades do  sertão neste fim de semana, participando de eventos políticos e culturais, como a greve geral  da sexta-feira (30).

Nesta quinta-feira (29), a Vereadora Cristina Costa oferecerá um Cofee Break  à imprensa na Câmara de Vereadores de Petrolina, às 10h, seguida de uma um coletiva com Marília Arraes, logo após terá um encontro com companheiro de partido, vereador professor Gilmar Santos, onde discutirão temas da conjuntura política estadual e nacional.

Além de Petrolina, a petista cumprirá uma agenda extensa em outras cidades do sertão como Orocó, Cabrobó e Santa Maria da Boa Vista, acompanhada da companheira de partido vereadora Cristina Costa.

 

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Partido dos Trabalhadores realiza 6º Congresso Estadual em Recife – PE

O processo de escolha dos novos dirigentes do PT teve início no mês de Abril, com a realização do Processo de Eleições Diretas (PED), em que foram eleitas as direções municipais e os delegados para o Congresso Estadual. Em Petrolina, os petistas elegeram o servidor da EMBRAPA Reginaldo Paes como Presidente.

Nos dias 19 e 20 de Maio, em Recife, o Partido dos Trabalhadores de Pernambuco (PT-PE) realizou a etapa estadual de seu 6º Congresso e reelegeu por unanimidade, para um mandato de dois anos, o advogado Bruno Ribeiro como Presidente.

O processo de escolha dos novos dirigentes do PT teve início no mês de Abril, com a realização do Processo de Eleições Diretas (PED), em que foram eleitas as direções municipais e os delegados para o Congresso Estadual. Em Petrolina, os petistas elegeram o servidor da EMBRAPA Reginaldo Paes como Presidente.

Com a participação de delegadas e delegados de todas as regiões do Estado, o PT pernambucano conseguiu dar uma resposta firme à sociedade em meio a crise que atinge a classe política do país. Os petistas construíram uma chapa de unidade que reuniu todos os setores do partido, um feito inédito em Pernambuco.

Os processos eleitorais do PT são conhecidos pelas discussões e fortes debates que muitas vezes criaram dificuldades para o partido. Mas nesse momento, aparentemente, os pernambucanos foram capazes de aparar as arestas e caminham sintonizados no fortalecimento do partido.

Foi esse o cenário, por exemplo, que marcou a abertura do Congresso, onde os dois pré-candidatos a presidência nacional, a Senadora Gleisi Hoffman e o Senador Lindberg Farias apresentaram em perfeita harmonia suas propostas para o conjunto da militância que lotou a Câmara de Vereadores do Recife.

Os petistas, diferente da maioria dos demais partidos, principalmente aqueles que dão sustentação ao Governo do presidente Michel Temer, conseguiram elaborar sínteses claras para o programa que defendem para o país: a revogação de todos os atos praticados pelo presidente Temer que retiraram direitos dos trabalhadores; a retomada do crescimento e da geração de empregos por meio de uma programa nacional de desenvolvimento; e a construção de uma agenda de ampliação de direitos, liberdades democráticas e integração regional.

Para tanto, os militantes discutiram e aprovaram diversas resoluções que apontam para o fortalecimento da Frente Brasil Popular, das mobilizações pelo “Fora Temer” e pela realização de eleições Diretas que permitam ao povo votar e que não ocorra o chamado “golpe dentro do golpe”, com eleições indiretas em que apenas Deputados e Senadores votariam.

O Congresso também evidenciou o movimento eleitoral do PT pernambucano. As críticas à ineficiência do Governo Paulo Câmara (PSB) e seus aliados que hoje compõem o Governo Temer, como é o caso de Mendonça Filho (DEM), Bruno Araújo (PSDB), Raul Jungmann (PPS) e Fernando Bezerra Filho (PSB), demonstram que o PT se fortalece para apresentar candidatura própria ao Governo do Estado, com nomes de peso para o palanque que deverá receber Lula como candidato a Presidente da República.

Nomes como o do ex-prefeito do Recife João Paulo, da vereadora Marília Arraes (a mais votada do partido em todo o estado nas últimas eleições), do Senador Humberto Costa, entre outros, revelam que o PT se prepara para ter uma chapa extremamente competitiva para 2018. Além disso, o partido expressa um importante movimento de renovação, com figuras de destaque, como a própria Marília em Recife, os vereadores Daniel Finizola em Caruaru, Sinézio Rodrigues em Serra Talhada, Gilmar Santos em Petrolina e o presidente estadual da CUT Carlos Veras.

Os petistas seguem agora para a etapa nacional do Congresso, que ocorrerá entre os dias 01 e 03 de Junho em Brasília e contará com cerca de 600 delegadas e delegados de todo o país, que elegerão a próxima direção nacional do partido e deverão aprovar o nome de Lula como pré-candidato à Presidência da República.

 

Por Patrick Campos