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Freixo vai para o PSB e fala em “grande aliança” para derrotar Bolsonaro no Rio

Em live, parlamentar argumenta que saída do Psol foi necessária para construir uma frente ampla da esquerda no estado

deputado federal Marcelo Freixo comentou a decisão de sair do Psol e se filiar ao PSB em uma live nas redes sociais – Foto: Ricardo Stuckert

No início da tarde desta sexta-feira (11), após anunciar a sua saída do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o deputado federal Marcelo Freixo comentou a decisão em uma live nas redes sociais. O parlamentar, que estava no Psol desde a sua fundação há 16 anos, vai se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) com o objetivo de disputar o governo do estado do Rio de Janeiro nas eleições de 2022.

Segundo Freixo, a decisão pela mudança de partido não foi simples, mas está justificada no plano de construir uma frente ampla da esquerda no pleito eleitoral do ano que vem.

“Essa foi uma decisão acompanhada de muita dor porque tenho um afeto muito profundo pelo Psol e por tudo o que construímos. Foi um lugar de muita luta, muita história, muitas utopias, muitos sonhos, tudo o que foi o melhor possível. Portanto, essa não é uma decisão fácil. O mais importante é que essa é uma saída para construir uma alternativa política em que o Psol também fará parte”, afirmou o parlamentar.

Para construir essa frente ampla a que Freixo se refere, o parlamentar não havia encontrado apoio do Psol, por isso, sua desfiliação foi acordada com a cúpula nacional do partido.

Na última quinta-feira (10), Freixo se reuniu no Rio com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com os deputados federais Alessandro Molon (PSB) e Jandira Feghali (PCdoB). O Partido dos Trabalhadores (PT) e Lula vem apoiando Freixo ao longo dos últimos meses e sinalizando que estão abrindo mão de candidatura própria no estado. Segundo Freixo detalhou na live, a conversa com o PT tem sido cotidiana.

“Estou aberto ao diálogo sobre o Rio e o Brasil. Estive com o Lula ontem, estamos sempre conversando, é muito importante essa conversa com todo o campo progressista. Esse não é um projeto pessoal, é um projeto coletivo. Estou abrindo mão de uma reeleição como deputado federal, para me colocar meu nome à disposição de uma frente que venha a derrotar o fascismo, que venha a derrotar as milícias, que venha a derrotar os responsáveis por esse caos absoluto que está instaurado no Rio, mas para isso nossas ações precisam ser compatíveis com o tamanho do desafio que estamos enfrentando”, disse.

Escolha pelo PSB

Sobre a escolha do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Freixo afirmou que foi muito amadurecida e que está pautada na reestruturação do partido, com o comprometimento de uma agenda mais à esquerda.

“O PSB tem uma tradição de luta muito grande, que vem do Arraes, muito forte no nordeste. Todas as minhas conversas são para uma reestruturação do partido. Isso me anima. Não podemos disputar marcando posição, precisamos de todo mundo, quem tem compromisso com a democracia, com o povo pobre, contra o crime organizado. Porque não é só ganhar, é governar o Rio de Janeiro. Por isso precisamos de muita gente”, afirmou.

Freixo lidera as intenções de voto para a eleição de 2022 ao governo do estado do Rio, segundo o Paraná Pesquisas, divulgada no início do mês de junho. O parlamentar lidera a preferência do eleitorado em três dos quatro cenários elaborados pelo instituto, sendo o principal deles: contra a deputada estadual Martha Rocha (PDT), que aparece com 23,1%, contra o governador Cláudio Castro (PSC), que figura com 16,3% e contra o presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, nome que pode ser apoiado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), que aparece com 2,1%.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

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Lava Jato ajuíza ação civil contra PSB, MDB e cinco políticos por improbidade administrativa, entre eles está Fernando Bezerra Coelho

Ação pede o pagamento de mais de R$ 3 bilhões, perda dos cargos, suspensão de direitos políticos e perda dos direitos de contagem e fruição da aposentadoria pelo Regime Especial.

Foto: Jornal do Comércio

A força-tarefa da Lava Jato e a Petrobras entraram com uma ação civil pública, em conjunto, com pedido de responsabilização por atos de improbidade administrativa contra o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

O pedido de responsabilização também envolve os senadores Valdir Raupp (MDB-RO) e Fernando Bezerra (PSB-PE), o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) e os espólios do falecido ex-senador e ex-deputado federal Sérgio Guerra (PSDB-PE) e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Outras quatro pessoas ligadas aos agentes políticos da construtora Queiroz Galvão, da Vital Engenharia Ambiental, cinco executivos e funcionários da Queiroz Galvão e o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, também são alvos do pedido de responsabilização.

A força-tarefa pede o pagamento de mais de R$ 3 bilhões, perda dos cargos, suspensão de direitos políticos por dez anos e perda dos direitos de contagem e fruição da aposentadoria pelo regime especial.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a ação cita o funcionamento de dois esquemas de desvios de verbas da Petrobras: um deles envolvendo contratos vinculados à diretoria de Abastecimento, especialmente firmados com a construtora Queiroz Galvão, individualmente ou por intermédio de consórcios, e outro referente ao pagamento de propina envolvendo a CPI da Petrobras, em 2009.

As ações de improbidade administrativa são demandas que tem por objetivo responsabilizar agentes políticos e particulares que concorrem para o ato por desvios de conduta definidos em lei.

A lei prevê três tipos de atos de improbidade: os que importam enriquecimento ilícito, os que causam dano ao Erário e aqueles que atentam contra princípios da administração pública.

“Essas atividades ilícitas foram enquadradas nas três modalidades de improbidade, mas se pediu que sejam aplicadas as sanções mais graves, referentes às situações que geram enriquecimento ilícito, e subsidiariamente as demais sanções”, afirma a força-tarefa.

Os pedidos apresentados na ação civil

Na ação de improbidade administrativa, a força-tarefa da Lava Jato e a estatal petrolífera pedem as seguintes condenações a:

MDB, Valdir Raupp, Queiroz Galvão, Vital Engenharia Ambiental, André Gustavo de Farias Ferreira, Augusto Amorim Costa, Othon Zanoide de Moraes Filho, Ildefonso Colares Filho e Petrônio Braz Junior:

Ao ressarcimento ao erário no valor total de R$ 595.320.614,50, equivalente à propina paga e às irregularidades presentes nos contratos da estatal com a Queiroz Galvão;

Ao pagamento de multa civil (exceto Ildefonso por ser falecido) de três vezes o valor da propina e duas vezes o valor das irregularidades contratuais;

Ao pagamento de danos morais coletivos e individuais em montante não inferior a R$ 595.320.614,50 cada um.

PSB, Eduardo Campos e Fernando Bezerra:

Ao ressarcimento ao erário no valor total de R$ 258.707.112,76, equivalente à propina paga e às irregularidades presentes em contratos referentes à Refinaria do Nordeste ou Refinaria Abreu e Lima;

Ao pagamento de multa civil (exceto Eduardo Campos por ser falecido) de três vezes o valor da propina e duas vezes o valor das irregularidades contratuais;

Ao pagamento de danos morais coletivos e individuais em montante não inferior a R$ 258.707.112,76 cada um.

Sérgio Guerra e Eduardo da Fonte:

Ao ressarcimento ao erário no valor total de R$ 107.781.450,00, equivalente à propina paga e às irregularidades presentes em contratos referentes ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ);

Ao pagamento de multa civil (exceto Sérgio Guerra por ser falecido) de três vezes o valor da propina e duas vezes o valor das irregularidades contratuais; e ao pagamento de danos morais coletivos e individuais em montante não inferior a R$ 107.781.450,00 cada um.

O MPF e a Petrobras requerem também em relação a Maria Cleia Santos de Oliveira e Pedro Roberto Rocha, o ressarcimento de R$ 500 mil (propina paga), multa civil de R$ 1.500.000,00, e dano moral de R$ 1 milhão; e em relação a Aldo Guedes Álvaro e João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, o ressarcimento de R$ 40.724.872,47 (propina paga), multa civil de R$ 122.174.617,41, e dano moral de R$ 81.449.744,94.

O outro lado

Em nota, o MDB disse que a verdade é que todos os recursos recebidos como doação pelo partido foram contabilizados e todas as contas foram aprovadas. Veja a íntegra da nota:

“O MDB considera preocupante essa investida do Ministério Público contra um partido com mais de 50 anos de história e pilar da democracia brasileira.

Responsabilizar instituições com base em depoimentos enviesados é um risco enorme para nossa estabilidade, ainda mais com uma peça que mais parece um panfleto político eleitoral.

A verdade é que todos os recursos recebidos como doação pelo MDB foram contabilizados e todas as nossas contas foram aprovadas”.

Também por meio de nota, o senador Valdir Raupp disse que a doação de R$ 500 mil citada pelo MPF foi feita ao diretório estadual do PMDB de Rondônia e não a sua campanha eleitoral, em 2010.

A nota ressaltou que “as doações recebidas foram oficiais, legais, declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral, conforme determinava à legislação em vigor, a época”. O senador também disse que vai provar que não cometeu nenhum ato ilícito.

O G1 tenta contato com a defesa dos demais citados.

https://g1.globo.com

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Delegado da PF vê indícios de lavagem de dinheiro em investigação relacionada a senador

Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) é suspeito de utilizar concessionárias de veículos para camuflar propina.

O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), em discurso no Senado em 2015 (Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)

O delegado federal Antônio José Silva Carvalho, encarregado de inquérito que apura o pagamento de propina ao senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirma que há indícios de que concessionárias de veículos foram “utilizadas para camuflar o dinheiro espúrio recebido” pelo parlamentar. Segundo a PF, as empresas pertencem a um servidor da Assembleia Legislativa de Pernambuco ligado ao parlamentar.

A manifestação do delegado foi enviada ao ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido de prorrogação do inquérito aberto para investigar as suspeitas de que Bezerra Coelho tenha recebido da Odebrecht dinheiro desviado de obras do Canal do Sertão, em Alagoas. O senador foi ministro da Integração Nacional do governo Dilma Rousseff. Mello concedeu mais 60 dias para a polícia.

 

STF abre inquérito contra o senador Fernando Bezerra PSB

http://epoca.globo.com

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Partidos lançam frente em defesa de Lula candidato e contra reformas

Cinco legendas do campo progressista aderiram à iniciativa em reunião na sede do PDT nesta quarta-feira 7

Estiveram presentes dirigentes do PSOL, PDT, PCdoB e PSB, além de Requião, do MDB

Em reunião nesta quarta-feira 7, dirigentes de cinco partidos do campo progressista decidiram criar ainda em fevereiro uma frente contra as reformas de Michel Temer e em favor do direito de o ex-presidente Lula se candidatar.

O encontro ocorreu na sede do PDT em Brasília e reuniu o deputado cearense André Figueiredo, líder da legenda trabalhista na Câmara, o senador João Capiberibe, do PSB do Amapá, o deputado Ivan Valente, do PSOL de São Paulo, e a presidente do PCdoB, Luciana Santos, de Pernambuco.

A presidenta do PT, Gleise Hoffmann, e o senador petista Lindbergh Farias estavam presentes, além do senador Roberto Requião, do MDB.

O objetivo do encontro foi o de construir uma Frente Ampla nacional, que deverá buscar a garantia dos direitos dos trabalhadores e aposentados, além de mobilizar a população em defesa do direito de Lula se candidatar.

Em reportagem de janeiro, CartaCapital havia adiantado que as lideranças dos quatro partidos defendiam o direito de Lula concorrer antes mesmo de sua condenação ser confirmada na segunda instância, o que em tese inviabiliza a candidatura do petista com base na Lei da Ficha Limpa.

Carlos Lupi, presidente do PDT, defendeu a participação do petista mesmo com o apoio do partido à candidatura de Ciro. “Temos candidato a presidente, mas queremos Lula na disputa para se ter uma opção. É um direito dele”, diz o dirigente.

Já Carlos Siqueira, presidente do PSB, afirmou que a melhor solução para o caso “é entregar para a população decidir”. “Seria estranho o principal concorrente não disputar. O processo dele foi colocado na frente de outros no TRF-4. Temos o caso do ex-governador de Minas Eduardo Azeredo, do PSDB, que ainda não foi encerrado. Isso gera desconfiança.”

Flavio Dino, governador do Maranhão pelo PCdoB, também defende o direito de Lula concorrer. “É uma exigência democrática. Estamos diante de uma aplicação casuística do direito, o conjunto da obra mostra isso. E isso leva à necessidade de uma atitude política coerente e proporcional à dimensão desse casuísmo.”

http://www.cartacapital.com.br

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PSB se declara contra reformas de Temer e ameaça abandonar o governo

Pai do ministro Fernando Filho, o senador Fernando Bezerra Coelho não acompanhou a reunião até o fim e afirmou que vai recorrer das decisões tomadas nesta noite. No entanto, disse que o cargo de seu filho está à disposição de Temer.

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Foto: Pedro Ladeira – 24.abr.2017/Folhapress

O PSB decidiu na noite desta segunda-feira (24) se posicionar contra as reformas da Previdência, trabalhista e o principal ponto da política.

Com isso, o partido caminha para se colocar na oposição ao governo Michel Temer. O pai do ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), disse que o cargo do filho está à disposição.

Caso o partido se coloque mesmo como oposição, o que aconteceria com a entrega do cargo, a base do governo Temer na Câmara perderá 35 integrantes, passando de 411 para 376. Para aprovar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) como a da reforma da Previdência são necessários ao menos 308 votos.

“Nós não estamos no governo. É prudente o Palácio do Planalto começar a contabilizar votos a menos”, disse o vice-presidente de relações governamentais do PSB, Beto Albuquerque. “Ninguém que está neste governo é indicação do PSB. Quem tomou a decisão de estar lá tem que se resolver”, afirmou Albuquerque.

O partido resolveu fechar questão contra as reformas defendidas por Temer como prioritárias. Ou seja, os parlamentares ficam obrigados a votar de acordo com a orientação do partido, sob pena de punição.

As punições previstas no estatuto do partido para quem descumprir as decisões em torno das quais se fechou questão variam de advertência a expulsão.

O presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, deixou a reunião dizendo que o PSB “não se vê obrigado a votar matérias que são contraditórias com sua história e com seu programa” e que o partido nunca pediu cargos.

Pai do ministro Fernando Filho, o senador Fernando Bezerra não acompanhou a reunião até o fim e afirmou que vai recorrer das decisões tomadas nesta noite. No entanto, disse que o cargo de seu filho está à disposição de Temer.

“Na medida que as bancadas não respaldam as matérias que são importantes para o governo, é importante deixar o governo à vontade para compor a sua equipe com a aqueles que possam contribuir na aprovação das matérias legislativas”, disse Fernando Bezerra Coelho.

 

“O cargo está sempre à disposição do presidente da República porque é ele quem nomeia e é ele quem demite. Não existe colocar ou deixar de colocar. Agora, o ministro de Minas e Energia tem mantido estreita conversa com o presidente da República para deixá-lo sempre à vontade no sentido de ter uma equipe ministerial que possa contribuir para a aprovação de suas matérias que estão tramitando no Congresso Nacional e que são importantes para o sucesso do governo”, afirmou o senador.

No encontro desta noite, a executiva do partido se manifestou contra a reforma da Previdência por 21 votos a dois e fechou questão por 20 votos a cinco.

Antes disso, a executiva ratificou, por 20 a 5, decisão de seu congresso nacional realizado em 2014 contra a reforma trabalhista. E, por 20 votos a sete, aprovou o fechamento de questão em relação ao assunto.

Em relação à reforma política, o partido vai votar contra a “lista fechada”, modelo no qual o eleitor vota em um conjunto de políticos, não em candidatos isolados. Cabe à direção de cada sigla indicar quem assumirá as cadeiras.

Críticos deste modelo dizem que ele aumenta as chances de reeleição dos atuais parlamentares, inclusive daqueles enrolados com a Lava Jato.

A legenda apoiará a PEC que trata do fim de coligações e estabelece uma cláusula de barreira.

O PSB tem 35 deputados e sete senadores e já é um dos partidos mais infiéis da base aliada.

A sigla já havia dado sinais na semana passada de que não apoiaria a reforma trabalhista. Foi uma das legendas que mais traiu nas duas votações da urgência para apreciação da proposta.

Na primeira tentativa em plenário, foram 19 votos contra e 12 a favor. Na segunda votação, 15 votos dos 31 deputados presentes foram contrários à aprovação da urgência.

Deputados da legenda ouvidos reservadamente pela Folha dizem haver descontentamento com o governo desde a indicação de Fernando Filho para comandar o Ministério de Minas e Energia.

Afirmam que Fernandinho, como é conhecido, representa apenas o próprio Temer e seu pai.

Some-se a isso que o partido tem uma ala mais à esquerda, que defendia inclusive o fechamento de questão contra as reformas.

A legenda ficou com seu comando fragilizado desde 2014, data da morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que concentrava PSB em suas mãos.

http://m.folha.uol.com.br

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Em carta categórica PT de PE aponta suspeitas contra o PSB e afirma que votos do partido foram decisivos no Golpe contra o governo Dilma

Para o presidente do PT de Pernambuco, Bruno Ribeiro, ao defender o golpe contra o governo da presidenta Dilma, “o PSB desistiu da própria linha histórica, desistiu de Dr. Arraes, desistiu até de Eduardo Campos!”.

Foto-Bruno-Ribeiro-blog-Nill-Jr-588x330A  carta da direção do PT de Pernambuco ao PSB, que gerou polêmica, é uma resposta a outra carta que o presidente do PSB do Estado, Sileno Guedes, publicou, após tomar conhecimento da Carta Aberta, enviada pela Frente Brasil Popular ao Governador Paulo Câmara.
Ao considerar a carta do presidente do PSB agressiva e deselegante, a direção do Partido dos Trabalhadores expôs diversas contradições e suspeitas que pairam contra políticos “socialistas” e fez questão de lembrar a importância história de Miguel Arraes que, diante dos fatos atuais, é contrariada pela ação de dirigentes e parte da militância daquele partido. Confira a Carta na íntegra.

 

O PSB E OS VOTOS DO GOLPE

Na sexta feira passada, a Frente Brasil Popular dirigiu um respeitoso documento ao Governador Paulo Câmara. Não ao PSB, mas ao governador de todos os pernambucanos.  Democraticamente, defendeu as suas posições, apresentou os seus pleitos legítimos. Do governador recebeu o silêncio. Para a surpresa geral, veio uma resposta agressiva do Presidente do PSB, Sileno Guedes, atacando a Frente e o PT. A Frente dará a sua resposta. Mas como presidente do PT comento as contradições do referido dirigente e respondo às agressões ao partido ao qual, com muito orgulho, sou filiado.

Inicialmente, ele atacou com deselegância para tentar dissimular a sua falta de justificativa por apoiar um golpe fraudulento contra uma Presidenta legitimamente eleita. E o fez pelo desconforto diante do registro, feito na carta aberta, de que Dr. Miguel Arraes teve uma atitude digna ao ser deposto no golpe de 64 e que foi alvo de uma ofensiva e de uma deposição semelhante à que se tenta atualmente.

Para isso, remexeu em um episódio isolado surgido no calor de uma greve, como se fosse possível disfarçar que, no golpe e no governo, o PSB, na gestão do presidente Sileno Guedes, está ao lado da dupla Jarbas/Mendonça que produziu, com estardalhaço, uma longa série com as maiores, mais duras e mais injustas ofensas à honra do Dr. Miguel Arraes e à do próprio ex-governador Eduardo Campos, após a emissão dos títulos públicos dos precatórios ou quando foi indicada e ao fim nomeada, com o apoio de Lula e do PT, a atual ministra pernambucana do Tribunal de Contas da União. Nem na ditadura o ex-governador foi tão ofendido e, ao que se saiba, o presidente Sileno Guedes nunca manifestou de público algum incômodo com essas ofensas e com a parceria com lideranças da direita historicamente hostis ao PSB e aos seus líderes.

Sobre a farsa do impeachment e nas suas agressões gratuitas, a nota prosseguiu afirmando que o “governo se exaure, contaminado por denúncias”. Deveria ter mais cautela, prudência e respeito, aguardando o curso das investigações, das acusações e das defesas.

Afinal, o governo do PSB em Pernambuco vem sendo alvo de operações da Polícia Federal, denominada Fair-Play, com buscas e apreensões em escritórios, residências e no órgão governamental que cuida das PPP’s – Parcerias Público Privadas, na época presidido e vice-presidido pelos atuais Prefeito do Recife e pelo Governador do Estado. De outro lado, delações premiadas mencionam lideranças do PSB, acusando-as de receber vultosas propinas.

Há graves acusações de superfaturamento da obra da Arena Pernambuco e de um contrato que, por décadas, seria lesivo ao povo de Pernambuco, ambas tendo como contrapartes o Governo e a Odebrecht, uma das empreiteiras investigadas na Lava-Jato. As acusações também alcançam a terraplanagem da Refinaria em Suape,  a obscura PPP de Itaquitinga ou a pouco transparente PPP da Compesa, com a mesma Odebrecht. Muitas outras denúncias sobre licitações supostamente fraudulentas e investigadas pela mesma PF, circulam com aúdios de escutas telefônicas e reprodução de documentos.

O “site” do TSE sobre as eleições de 2014, registra doações para a campanha da chapa Paulo Câmara, Raul Henry e Fernando Bezerra no elevado montante de R$ 11,8 milhões realizadas pelas principais empreiteiras investigadas na Lava-Jato (Odebrecht, OAS, UTC, Queiróz Galvão e Andrade Gutierrez), todas elas executoras dessas e de outras obras em Pernambuco sob investigação,. Lá, no mesmo “site” da Justiça Eleitoral, também constam doações dessas empresas para TODOS os políticos e partidos pernambucanos envolvidos no golpe e que hoje ofendem Dilma e Lula com os mesmos adjetivos chulos com que ofenderam, até há bem pouco tempo, ao Dr. Arraes e ao ex-governador Eduardo Campos.

O chamado listão da Odebrecht recentemente divulgado (e logo escondido pela pequena presença de petistas) igualmente contém potenciais injunções corrosivas sobre muitos deputados e gestores pernambucanos que estão, por aí, proferindo votos pelo golpe e acusações levianas ao PT. Frequentemente embasadas em moralismo falso, manipulador e da escola lacerdista.

Sobre o conjunto desses fatos acima mencionados e de outros fatos, nós do PT temos sido responsáveis e cuidadosos. Não proferimos acusações, nem pré-julgamentos, contra os delatados ou investigados de outros partidos em Pernambuco. Aguardamos a evolução das investigações e as defesas daqueles que são acusados. Evitamos até citar nomes, como nesta resposta.

Não queremos manipular investigações e correr o risco de cometer injustiças como as que têm sido feitas contra o PT, por agentes do Estado e por setores golpistas da mídia e da oposição tucana. Preferimos um debate mais qualificado do que aquele proposto na nota do presidente Sileno Guedes. Sem insinuar. Não desejamos, mas se for inevitável, temos elementos, documentos e estamos prontos para debater em qualquer terreno escolhido pelos golpistas pernambucanos. Mesmo naqueles solos mais inóspitos, subterrâneos ou pantanosos. Quem se atrever neles, que aguente o tranco !!.

Sobre a política, presidente Sileno Guedes, o que a história vai registrar é que a primeira etapa da farsa do impeachment foi aprovada por 367 votos na Câmara dos Deputados, quando bastavam 342. Ou seja, a violência contra a democracia e contra a soberania de 54 milhões de votos populares venceu com uma margem superior de 25 votos. Ora, a bancada do PSB possui 32 deputados federais e proferiu 29 votos aprovando o golpe, dentre estes os de todos os deputados da legenda em Pernambuco. Do Estado onde Dilma conquistou a maior vitória percentual do País no segundo turno em 2014 e, para a vergonha de milhões de pernambucanos, esses deputados deram os votos do quórum para o golpe, para afrontar e anular os votos dos eleitores pernambucanos para presidente. O PSB, então, foi o fiel da balança. Os votos de sua bancada teriam barrado o golpe na largada. Foram os votos decisivos do golpe. Isto, nem a história, nem notas agressivas poderão esconder ou escamotear. Não há como deixar de assumir a responsabilidade histórica por ter feito a diferença !

Outro fato relevante é que, neste domingo, os votos do PSB foram destinados a colocar o conspirador e vice-presidente Michel Temer na presidência da república e o corrupto Eduardo Cunha na vice-presidência. Tal como em 1o de abril de 1964, os golpistas de então, na Alepe, decidiram colocar outro vice no lugar constitucional e legítimo do eminente governador Miguel Arraes que, estando arbitrariamente preso, teve o cargo declarado vago no impeachement fraudulento da época. A narrativa, a motivação e as articulações dos golpistas possuem semelhanças impressionantes na história brasileira. Sempre é possível encontrar um vice para conspirar e para trair, seja sob Vargas, sob Arraes ou sob Dilma. O PSB escolheu o seu.

Mas as contradições do PSB não são apenas perante a história de Dr. Arraes. Nesses dias, tem sido recorrente a lembrança de que o ex-governador Eduardo Campos enfatizava publicamente que, se eleito presidente, o “PMDB de Sarney, de Renan e de Temer estaria na oposição, pela primeira vez na história”. Mas os votos do PSB no domingo foram para colocar o PMDB na presidência e na vice-presidência da república, e pela via do golpe fraudulento, do impeachment sem crime. Lamentavelmente, presidente Sileno Guedes, suas agressões não conseguirão disfarçar que, sob a sua gestão, o PSB desistiu da própria linha histórica, desistiu de Dr. Arraes, desistiu até de Eduardo Campos !

 BRUNO RIBEIRO DE PAIVA

Presidente estadual do PT de Pernambuco

Recife, 19 de abril de 2016

 

Especiais

Políticos de Petrolina contrariam a maioria dos Nordestinos e votam a favor do impeachment da presidenta Dilma

O Ponto Crítico traz nesse especial, um panorama da representatividade politica de Petrolina na votação do impeachment. Traçamos de maneira crítica a trajetória de três políticos petrolinenses filiados ao Partido Socialista Brasileiro, acompanhe:

FOTO: Reprodução/Internet

Amanhã (17) a partir de 14h, será votado na câmara o processo impeachment da presidenta da república Dilma Rousseff (PT). Todos os 25 partidos políticos com representação na Casa terão direito a uma hora de pronunciamentos no plenário.

Para que o processo de impeachment siga para o Senado, 342 dos 513 deputados federais devem votar a favor do impedimento da presidente.

Em todo o Brasil, pessoas vem se manifestando contra e a favor da permanência da Presidenta. De acordo com uma pesquisa do Vox Populi encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), para a maioria dos brasileiros (58%), o impeachment não é a solução para os problemas econômicos e políticos do país.

A pesquisa também aponta que o maior percentual de pessoas contra o Impeachment foi registrado no Nordeste, onde 54% são contra e 40% favoráveis. Mas apesar desse dado, segundo informações do site Mapa da Democracia, em Pernambuco, 13 parlamentares estão a favor do impeachment. Um dos nomes que aparecem é o do Deputado Federal, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB-PE), Gonzaga Patriota.

Sem título

Outros dois Petrolinenses  já declararam que estão a favor do impeachment, o líder do PSB na Câmara dos Deputados, Fernando Filho e o o seu pai, Fernando Bezerra Coelho (PSB), Senador (PSB).

Apesar de em 2015 Fernando, junto com outros 6 senadores do PSB, ter assinado uma nota firmando posição contrária ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff, de acordo com a assessoria dele, o senador mudou de opnião conforme consta da página do senador no Facebook e foi divulgado pela imprensa o posicionamento oficial de pernambucano.“A posição do partido em favor do impeachment está correta. Estamos na oposição ao governo. Mas, temos que respeitar as posições contrárias dentro do PSB. Após a definição deste processo (de impeachment), o nosso partido deverá oferecer ajuda ao governo, independentemente de quem for confirmado na Presidência da República. Não podemos fugir desta responsabilidade. O PSB tem que participar do resgate dos grupos de centro-esquerda, com novas propostas políticas e uma agenda que ajude o país a superar a maior crise econômica da história do Brasil”.

Já Fernando Filho, junto com a bancada do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na Câmara dos Deputados decidiu, em reunião com a Presidência Nacional da legenda no último dia 7, apoiar o processo de impeachment que tramita na Casa.

Em nota enviada à imprensa, a cúpula do PSB justifica que a decisão se deve “a razões de ordem política, inquestionáveis, tendo Sua Excelência perdido completamente a condição de liderar uma retomada, diante da desastrosa gestão do País, que nos levou a uma crise profunda; bem assim, a razões jurídicas que autorizam, nesta fase, a abertura de processo, pois o seu julgamento será realizado no Senado Federal”.

Em entrevista ao Blog do Margo Martins, Fernando Filho declarou que a bancada votará praticamente fechada pelo impeachment. “Se houver dissidências, serão mínimas, algo em torno de quatro ou cinco”, informou.

Apesar da posição do partido, a militância do PSB reagiu em carta e pede que o partido respeite sua história.”Com imensa tristeza li ontem a nota de que a bancada do PSB apoia o golpe via o impeachment institucional. Prezo a memória nacional e por isso sei como os 21 anos de ditadura começaram: com a destituição institucional do representante eleito sob as mesmas acusações que grassam hoje e, infelizmente, conduzidas pelos mesmos atores que apoiaram a ditadura. Prezo a memória de João Mangabeira, de Miguel Arraes, de Jamil Haddad, de Adalgiza Nery, que dentre outros atuaram em prol da manutenção da legalidade do governo de João Goulart, apeado do poder pelos golpistas de 1964. E agora, vocês juntos com os golpistas de 2016, em favor de um impeachment sem crime configurado, realizado a toque de caixa por um presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, notório corrupto, que ardilosamente se mantém no poder há meses, legislando em causa própria e dos amigos.” escreveu Valéria Cristina Lopes Wilke, cidadã brasileira e professora.

A posição do PSB, também provocou a saída de  Políticos de Referência do partido, como o ex-presidente do PSB Roberto Amaral e da deputada Luiza Erundina.

Ao se desfiliar do partido, Roberto Amaral deixou uma carta de despedida aos militantes do partido. “Despeço-me da legenda para poder continuar defendendo o socialismo e sua proposta de fazer de nosso país uma nação soberana, desenvolvida e socialmente inclusiva”.

O apoio do PSB ao processo de impeachment, principalmente dos três políticos petrolinenses já citados, chama a atenção também, da população do Vale do São Francisco, que vem se manifestando através de depoimentos nas redes sociais. Um dos motivos dessa inquietação, é  é a história política e as ligações que os parlamentares já tiveram com o Governo Federal, inclusive apoiando a atual governante e se beneficiaram dessa parceria.

Por isso o Ponto Crítico resolveu trazer a trajetória e as contradições desses Políticos:

Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho:

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FOTO: Reprodução/Internet

Fernando Bezerra de Sousa Coelho Filho, deputado Federal (PSB-PE) e atual o líder do PSB na Câmara dos Deputados. O parlamentar, é Filho de  Fernando Bezerra Coelho, uma das oligarquias mais longevas do Nordeste, cujo sobrenome está espalhado por toda Petrolina-PE.

A família Coelho administra o município de Petrolina por cerca de 50 anos.

Fernando Bezerra Coelho é Senador (PSB) e foi Ministro da Integração entre o ano de 2011 e 2013, durante o governo do PT. Em 2006 conseguiu eleger seu filho, Fernando Filho, para deputado federal.

Em Janeiro de 2012, a jornalista Julia Dualibi escreveu para o estado de São Paulo o texto ” O coronelismo do Clã Coelho“, que faz uma crítica a história política e a oligarquia da família.

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FOTO: Reprodução/Internet

Em seu texto, Julia declara que quando assumiu o Ministério da Integração Nacional, Fernando Coelho indicou integrantes da sua família para exercer funções ligadas a sua pasta.

Ainda de acordo com a matéria, Bezerra foi acusado de burlar decreto antinepostismo na administração pública ao manter o irmão como presidente interino da Codevasf por quase um ano.

Julia afirma ainda que o estado mostrou ainda, que os primos do ex-Ministro, todos com o sobrenome Coelho, receberam do ministério cerca de R$ 1 Milhão pela desapropriação de terra na Bahia em 2011.

Cargos públicos de Fernando Bezerra Coelho:

  • Deputado Estadual (1983-1985)
  • Secretário da Casa Civil de Pernambuco (1985)
  • Deputado Federal (1986–1990, 1991–1992
  • Prefeito de Petrolina (1993–1996)
  • Secretário de Agricultura (1998)
  • Prefeito de Petrolina (2001–2004, 2005–2007)
  • Secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (2007)
  • Presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape (2007)
  • Ministro da Integração Nacional (2011–2013)

Gonzaga Patriota:

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FOTO: Reprodução/Internet

Gonzaga Patriota (PSB) foi intitulado pela Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação Social (Enecos), como um dos coronéis da Mídia Brasileira. O deputado é sócio da Rede Brasil de Comunicações, em Pernambuco, e é um dos alguns exemplos dos governantes que controlam emissoras de rádio.

A ENECOS destaca que a Rede Brasil de Comunicações possui apenas 3 pessoas sócios, o deputado, Georgynna Gayre Leite Patriota e Geannedy Laurelisa Leite Patriota, sendo as duas últimas, diretoras da empresa. “A rede é composta por emissoras na cidade de Salgueiro, Sertânia, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista. Qualquer pessoa pode acessar o site da Agência Nacional de Comunicações (Anatel) para pesquisar quem são as pessoas sócias de empresas de comunicação.”.

Em Julho de 2014, a Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação Social (Enecos), lançou a campanha Fora Coronéis da Mídia, para sensibilizar a população a respeito de quantos políticos concessionários existem e quem exatamente eles são, para que todas as pessoas possam cobrar do poder público alguma medida para reverter essa realidade. Em outubro, durante a semana nacional pela democratização da mídia, a campanha ganhou destaque em vários estados e cidades.

Em 12 de Julho de 2013, A deputada estadual Isabel Cristina, na época presidente do PT em Petrolina, declarou que Gonzaga ” se aproveita de uma concessão publica de rádio que alias está desvirtuado quando funciona com perfil comercial e a legislação diz que a emissora deve ser comunitária. Foi a favor da PEC-37, deixando promotores e procuradores chateados e só voltou atrás por força das ruas e agora usa uma concessão publica concedida pelo governo para criticar este mesmo governo do qual se partido é aliado. O deputado Gonzaga Patriota já foi mais coerente em sua trajetória política. Não precisa usar desse tipo de expediente para conquistar os eleitores. Pelo menos nunca soube que precisasse”.

Isabel Cristina e Gonzaga já foram aliados, mas a ruptura entre os dois parlamentes veio desde a eleição municipal de 2012 quando Gonzaga optou por não se candidatar e depois de anos tendo o ministro Fernando Bezerra Coelho e seu grupo como desafetos, resolveu apoiar a candidatura do deputado federal Fernando Filho, o que enfraqueceu a oposição e ajudou na reeleição do prefeito Julio Lóssio (PMDB).

Gonzaga Iniciou sua vida pública ainda como estudante e membro do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) desde 1968, em 1980 o partido passou a ser chamado de Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Encontra-se filiado ao Partido Socialista Brasileiro desde 1994.

Suas campanhas em Pernambuco sempre buscaram vincular sua imagem à defesa de um abrandamento da legislação contra o trabalho informal; principalmente ambulantes e transporte público irregular.

Cargos eletivos:

  • Deputado estadual, 1983-1987, PMDB
  • Deputado federal, 1987-1991, PMDB
  • Deputado federal, 1995-1999, PSB
  • Deputado federal, 1999-2003, PSB
  • Deputado federal, 2003-2007, PSB

Em entrevista concedida ao nosso colaborador, Gilmar Santos, o professor da Universidade Federal de Pernambuco, Michel Zaidan Filho declarou que boa parte dos deputados pernambucanos que defendem o impeachment, são oportunistas que esperam se livrar de processos caso o impedimento da presidente se efetive. “O PSB, que antes se dizia independente, oportunisticamente, resolveu ir para a oposição. Pode ser que a manobra tenha a ver com o envolvimento de muitos de seus membros na Operação Lava-a-jato e a perspectiva de impunidade.”.

 Por: Yonara Santos/Blog Ponto Crítico.

Notícias

Militância do PSB, reage em carta e pede que o partido respeite sua história

Leia a Carta Aberta publicada nas redes sociais.

De acordo com o site Conexão Jornalismo, a incoerência dos socialistas fica evidente quando apresentam as razões de defenderem o impeachment: o governo estaria atuando apenas para se preservar no poder, e não para fazer as mudanças estruturais de que o país necessita. Mas, basta olhar para o lado que atrai o PSB para derrubar a tese: Eduardo Cunha, definitivamente, não está preocupado, minimamente, com as mudanças de que o país necessita.

A militância do PSB, porém, reagiu em carta e pede que o partido respeite sua história – leia a Carta Aberta publicada nas redes sociais:

“O PSB em 2013 saiu do Governo Dilma ” pela porta da frente”, como bem disse Eduardo Campos. Saiu pois não queria continuar compactuando com as diversas concessões a direita brasileira, não concordava com a presença do PMDB e demais partidos de direita no Governo Dilma. Passado o tempo, diversas lideranças de esquerda do PSB se viram coagidas a se retirarem do partido por não mais encontrarem respaldo para as bandeiras dentro do PSB – aqui lamentamos profundamente a saída do Companheiro Glauber, da Companheira Erundina e do Companheiro e ex-Presidente do PSB, Roberto Amaral -. Esses eram quadros socialistas, sonhadores e ícones da esquerda brasileira e para nós, independentemente de suas atuais legendas, serão sempre companheiros, pois nosso campo de batalha é nas trincheiras da resistência da esquerda brasileira.

A Militância aguerrida, resistente e lutadora do PSB vem a público manifestar-se contraria à decisão da Executiva do Partido de apoiar um GOLPE de estado transvestido de impeachment. Sim, um golpe, pois atualmente não existe nada provado que leve a Presidenta da República a ser impedida de exercer seu mandato constitucional e legalmente investido. O crime de responsabilidade não está provado neste pedido. Por não estar provado e não existir fato concreto sobre absolutamente nada que comprove o crime de responsabilidade, o impedimento do atual mandato é golpe. Um golpe é caracterizado quando a ruptura da normalidade democrática é realizada. Por isso, nós da militância do PSB, não deixaremos de afirmar que o processo de impeachment tramitando no congresso é um cru e cruel golpe de estado.

Entendemos que o momento político atual é conturbado e confuso. A existência de escândalos de corrupção é inegável e diversas investigações apontam para todos os lados. Não sobram partidos. Todos, inclusive o nosso, receberam doações de empresas investigadas na Lava-Jato. Entretanto, devemos nos ater que o processo de impedimento aberto contra a Presidenta da República não é referente à operação em curso ou a qualquer escândalo de corrupção.

O que está posto hoje é um esquema generalizado de poderio econômico, lobby e todo tipo de interesses que só servem para uma pequena classe desse país, a classe política e empresarial. O dinheiro tomou conta dos partidos e as propinas correm solta nos corredores do nosso parlamento. Tudo isso está provado na Operação Lava-Jato. E temos de pontuar que esses esquemas surgiram desde Sarney – ou mesmo no período militar – e enraizaram-se na nossa República.

O escancaramento dessa corrupção sistêmica e endêmica nos leva a reflexão de que o nosso sistema representativo partidário está falido e que nossa jovem democracia está sendo sustentada pelo poderio econômico de grandes empresas e políticos corruptos. Recentemente tivemos uma grande vitória em relação a isto – o fim do financiamento privado de campanha -. Agora é o momento de a bandeira da reforma política ser levantada. Reforma essa que deve ser construída com a sociedade civil organizada, com as ruas e, principalmente, com os jovens.

Atualmente não vemos nossos representantes eleitos discutindo esse tema. O que está posto na cara da população brasileira é uma luta oca de poder pelo poder; cidadãos e partidos sem legitimidade e moral para levantar bandeiras anticorrupção; um fascismo crescendo exponencialmente; a grande mídia maculada com todos os interesses que prestam desserviços ao país.

É nesse somatório de forças avessas à democracia que o nosso PSB se alinhou nos últimos dias. Alinhamento esse contrariado por grande parte de sua militância orgânica; alinhamento esse que trai todo o seu projeto político partidário; alinhamento que coloca o pragmatismo à frente de qualquer ideologia.

A militância do Partido Socialista Brasileiro não concorda em ser peça desse golpe de estado perpetrado pelas forças mais conservadoras e esdrúxulas desse país. Não concordamos em trair o país. Não concordamos em ser uma massa de manobra nesse jogo odiento.

Nós temos um lado e ele com certeza não é o lado da mídia, não é o lado de Temer e Cunha, tampouco o lado de Bolsonaro e de viúvas da ditadura militar. Nosso lado é o lado do povo, o lado da democracia, o lado dos artistas e intelectuais, o lado da luta e da resistência.

Por isso, Senhores e Senhoras Dirigentes do PSB, Senhores e Senhoras parlamentares, O PSB NÃO COMBINA COM O GOLPE! NÃO VAMOS DESISTIR DA DEMOCRACIA “!

Simpatizante também reage:
Uma eleitora da legenda escreveu carta nas redes sociais lamentando os rumos pelos quais seu partido segue neste momento crucial do país. Leia aqui:

“À Bancada Socialista do Congresso Nacional

Prezados companheiros da bancada socialista,

Cresci sob a ditadura militar, como a maioria de vocês. Certamente, como a maioria de vocês, sonho e luto por um Brasil democrático. Como vocês, certamente faço imensas críticas especialmente aos rumos do segundo mandato da presidenta Dilma. Como vocês, certamente, reconheço os avanços que conquistamos nestes últimos 13 anos. Como vocês, certamente, quero a corrupção controlada pelos mecanismos legais e, quiçá, debelada da cultura brasileira do jeitinho, do patrimonialismo e do apadrinhamento. Como vocês, sou democrata, republicana e pela legalidade institucional.

Com imensa tristeza li ontem a nota de que a bancada do PSB apoia o golpe via o impeachment institucional. Prezo a memória nacional e por isso sei como os 21 anos de ditadura começaram: com a destituição institucional do representante eleito sob as mesmas acusações que grassam hoje e, infelizmente, conduzidas pelos mesmos atores que apoiaram a ditadura. Prezo a memória de João Mangabeira, de Miguel Arraes, de Jamil Haddad, de Adalgiza Nery, que dentre outros atuaram em prol da manutenção da legalidade do governo de João Goulart, apeado do poder pelos golpistas de 1964. E agora, vocês juntos com os golpistas de 2016, em favor de um impeachment sem crime configurado, realizado a toque de caixa por um presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, notório corrupto, que ardilosamente se mantém no poder há meses, legislando em causa própria e dos amigos.

Não consigo entender como socialistas, que devem possuir pelo menos o mínimo da leitura de obras de Marx e Engels e de diferentes vertentes marxistas, não conseguem ver a construção midiática ideológica deste golpe. O massacre diuturno midiático dos vazamentos seletivos, das investigações seletivas, do domínio de fato, da satanização da Política e do fazer Político que está a demolir o estado democrático de direito e a nos jogar, como bônus, no flerte perigoso da ultra direita, da perseguição digital e física, da alienação das brutas palavras de ódio e das vazias palavras de ordem sem nexo com a realidade.

Não consigo entender como vocês podem apoiar um projeto de País (Ponte para o Futuro) que tal como ladrão à mão armada, visa assaltar o governo e nos fazer regredir aos parâmetros que a sociedade brasileira recusou nas urnas. Este programa bate de frente com as premissas e políticas do PSB, tão bem apresentada na história do partido. Como falar de “Todo este projeto de uma nova esquerda no Brasil só será factível numa nação soberana, capaz de se incluir na globalização sem subserviência aos interesses do grande capital e das grandes potências”, se este programa implica novamente a redução do País à subserviente dos EUA no concerto das nações? Como falar de “Só a construção da justiça social poderá gerar a verdadeira estabilidade”, se já conhecemos o receituário deste programa tão afinado com os emblemas do neoliberalismo do Estado mínimo?

Não consigo entender como vocês preferem agir a favor do golpe mesmo que sob a pena de perdermos o estado democrático de direito.

É muita tristeza constatar que vocês se colocam ao lado do pior que há hoje na política. Estão no mesmo lado de Eduardo Cunha, de um vice em cujas veias corre o sangue de figuras como Silvério dos Reis e cabo Anselmo, de Aécio Neves, imbatível nas listas das delações e condutor de esquemas fraudulentos em Furnas, do PSDB paulista e de todo baixo clero capitaneado emblematicamente pelo relator do impeachment, Jovair.

Ouçam as ruas! Vejam as ruas! Quem tem afinidade com os lemas e propostas do PSB? Os que vestem a camisa verde-amarela da CBF, instituição mergulhada em tramoias e corrupção? Ou os de muitas e diferentes cores e bandeiras que desejam sim, um país democrático, o aprimoramento de nossa democracia, a manutenção dos direitos sociais já conquistados e sua ampliação conforme a pauta socialista. Com quem vocês têm compromisso?

Não traiam as ruas. Não traiam a história de seu partido. Não traiam a memória de João Magabeira, Miguel Arraes, Adalgisa Nery, Pelópidas da Silveira, Jamil Haddad, Antonio Houaiss, Eduardo Campos e tantos outros.

Prezadxs companheirxs socialistas, não se apequenem nesta hora crucial. Honrem a história de seu partido e das lutas socialistas pelo mundo, que são feitas de acertos e desacertos. A história nos julgará a todos e espero que a memória de vocês seja tão gloriosa quanto a de tantos que lutaram pela sociedade brasileira justa, contra o golpe de 64, pela manutenção da legalidade e do estado democrático de direito. E que a memória dos que se colocam hoje contra o golpe possa ser narrada, para a posteridade, na história do Partido Socialista Brasileiro.

Prezados companheiros, combatam o bom combate, com fé e boa consciência.”.

Valéria Cristina Lopes Wilke, cidadã brasileira e professora.