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Sobre a polêmica da retirada do intertravado da orla de Petrolina

“Os cidadãos de Petrolina deveriam ter sido informados e bem informados do andamento daquela obra, e, especialmente quando de sua ineficiência por parte do agente privado. Por isso, ainda esperamos um pedido de desculpa da Administração Municipal, e, portanto, uma publicidade eficiente a cerca de toda a obra, para que novamente não sejamos tomados por surpresas equivocadas”. *Por Moisés Almeida

Gerou impacto e surpresa a retirada do intertravado da Orla de Petrolina na última sexta feira, dia 08. Não é costume geral nos depararmos com atitude de desfazimento de uma obra, que, aliás, já se arrasta há muito tempo. Existia uma calçada e as máquinas arrancaram-na, desde as imediações da UPE até depois do IATE Clube. Achei, inclusive, muito estranho a forma como as máquinas retiraram o passeio, de muita serventia para quem pratica atividade física. Porém, como existia a promessa da revitalização do espaço, ficamos aguardando as obras iniciarem. Não houve publicidade a respeito da extensão daquela obra. Lembro que foi realizada uma intervenção desde a rotatória do trevo, passando em frente ao 72 BI até a esquina da FACAPE. A princípio, até pensei que a obra continuaria, mas ficou paralisada. É bom lembrar que na esquina da UPE, quase em frente ao Colégio Motivo, existem duas placas indicativas de uma obra, que deve ser a da Orla. Contudo, as obras não iniciaram naquele local e sim depois do Iate Clube. Fiquei mais uma vez com dúvidas e questionamentos a cerca daquela intervenção. Por que iniciaram a obra do meio para o fim? Até hoje não deram explicação.

Chegamos, pois, a “trapalhada” do desfazimento do intertravado. Segundo informações que ouvi nos programas de Rádio e li nos Blogs da região, houve a retirada dos intertravados porque foram colocados fora das especificações técnicas, apesar de a empresa ter sido notificada algumas vezes. Só depois da metade do serviço realizado? Pelo pouco entendimento que tenho, não seria o caso da fiscalização embargar a obra no início? Quando a administração pública quer, embarga uma obra privada com tanta agilidade e eficiência, porque não embargou essa? Mesmo com os argumentos colocados pelos setores responsáveis da Prefeitura de Petrolina, logo após a retirada do material, não tem como convencer do contrário: houve falha sim na fiscalização. Claro que a Prefeitura está agindo correto ao quebrar o contrato, mas depois de quase metade do serviço feito? E os transtornos à população que usa aquele espaço diuturnamente? Sequer ouvi um pedido de desculpas por partes dos gestores públicos. Aliás, houve um apelo ao “agir corretamente”, no sentido de justificar tal acometimento.

A população de Petrolina e especialmente a que utiliza aquele espaço deveria ao menos ser informada com antecedência do que se passava, já que haviam várias notificações à empresa responsável pela obra, segundo ouvi do representante da secretaria de obras, num programa de rádio. Fico pensando no respeito que Administração Pública deve ter ao princípio PUBLICIDADE, contido no Artigo 37 da Constituição Federal. Pois, na “publicidade, o gerenciamento deve ser feito de forma legal, não oculta. A publicação dos assuntos é importante para a fiscalização, o que contribui para ambos os lados, tanto para o administrador quanto para o público. Porém, a publicidade não pode ser usada de forma errada, para a propaganda pessoal, e, sim, para haver um verdadeiro controle social”.

Os cidadãos de Petrolina deveriam ter sido informados e bem informados do andamento daquela obra, e, especialmente quando de sua ineficiência por parte do agente privado. Por isso, ainda esperamos um pedido de desculpa da Administração Municipal, e, portanto, uma publicidade eficiente a cerca de toda a obra, para que novamente não sejamos tomados por surpresas equivocadas.

*Prof. Ms. Moisés Almeida – Doutorando em História pela UFPE

Professor Assistente – Colegiado de História

Campus UPE – Petrolina

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Professor Moisés Almeida é o novo vice-presidente do Sindicato dos Professores da Universidade de Pernambuco

Como primeira ação da Diretoria para o interior, Moisés Almeida já anunciou a contratação de um advogado do município, que estará a disposição dos docentes filiados em suas demandas institucionais.

Aconteceu nessa quarta feira, dia 06 de junho, a posse da nova Diretoria da Seção Sindicato dos Docentes da Universidade de Pernambuco. A cerimônia lotou o auditório da entidade e contou com a participação de vários segmentos de representação dos trabalhadores e trabalhadoras de Pernambuco, entre eles: Paulo Rocha (Vice-Presidente da Central Única dos Trabalhadores-PE (CUT-PE), Aderaldo Alexandrino (2º Vice-presidente da Regional Nordeste II do ANDES-SN), Augusto Barreto (Presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco-ADUFEPE), Erika Suruagy (Presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco – ADUFERPE), Érico Alves (Presidente do Sindicato dos Servidores da Universidade de Pernambuco-SINDUPE) e Maria Bernadete Antunes (Presidente da Comissão Eleitoral).

Após ser saudado pelos integrantes da mesa, o presidente eleito Luiz Oscar Cardoso Ferreira falou em nome dos demais diretores. Em seu discurso, o dirigente reconheceu não ser uma tarefa fácil assumir um sindicato neste momento vivido pelo país. “Mas quando vejo o espírito de luta nos rostos dos meus companheiros a minha disposição se renova”. Referindo-se à Universidade de Pernambuco, Luiz Oscar argumentou que a instituição de ensino é cobiçada pelos jovens, reconhecida pela população, mas desprezada pelos sucessivos governos, na medida em que esses não a colocam entre as prioridades, que ferem a sua autonomia e não a financiam como deveriam.

A nova diretoria conta com integrantes do interior do Estado de Pernambuco e pela primeira vez, um representa do Campus da UPE Petrolina assume a vice-presidência da entidade. O Professor Moisés Almeida que assume esse cargo, disse que essa diretoria estará mais atenta as demandas do interior e a associação será fortalecida com as lutas que são empreendidas pelo Campus em Petrolina. Como primeira ação da Diretoria para o interior, Moisés Almeida já anunciou a contratação de um advogado do município, que estará a disposição dos docentes filiados em suas demandas institucionais. Além de Petrolina, estão representado na Diretoria, os Campi de Garanhuns e da região Metropolitana. O mandato dos atuais dirigentes segue até maio de 2020.

 

Prof. Ms. Moisés Almeida

Doutorando em História pela UFPE

Professor Assistente – Colegiado de História

Campus UPE – Petrolina