Notícias

Com maior formação em 12 anos, Baque Opará faz cortejo sobre ancestralidade afroindígena no dia 15 de fevereiro

A Prévia Carnavalesca de 2020 traz como temática “Nossa ancestralidade pulsa, produz alegria, resiste”, e será levada, às ruas, pelo grupo percussivo de maracatu, no dia 15 de fevereiro, com 80 integrantes, figurino de estampa personalizada e trajeto que passará pela Petrolina Antiga.

Foto: Divulgaão

Um enredo de séculos

Há 12 anos, nas ruas, avenidas e praças, as prévias carnavalescas do Baque Opará já podem ser consideradas uma tradição no calendário festivo da região do Médio Vale do São Francisco. Neste ano, o cortejo traz o baque-enredo: “Nossa ancestralidade pulsa, produz alegria, resiste”, faz reverência, com respeito e humildade, aos povos originários do Brasil: os negros e índios que lutaram e lutam para dar sentido às suas vidas e territórios.

Para a seleção do tema, o coletivo passou por uma consulta com Elka Pankará, representante da tribo pernambucana dos Pankarás, para desenvolver um enredo que respeitasse os símbolos e tradições dos povos indígenas brasileiros. Além disso, houve um processo extensivo de diálogos com integrantes afro-brasileiros do grupo para também chegar a uma forma ideal de exaltar a cultura afro sem incorrer em qualquer descaracterização.

A intenção é que o coletivo passeie em cortejo pelas ruas do centro petrolinense, levando uma explosão de alegria arrebatadora e reconhecimento das raízes e demandas de um Brasil plural que resiste em sua diversidade, cultura e lutas centenárias!

Foto: Divulgação

A maior formação em 12 anos

Este ano, o grupo traz a sua maior formação desde que foi criado em 2008. Ao todo, serão 80 integrantes a se apresentarem nas ruas e avenidas: 29 alfaias (tambores), 22 agbês (cabaça com miçangas), 13 agogôs (sinos), 09 caixas, 04 timbales e 03 ganzás (chocalho cilíndrico de metal).

Esse número de integrantes se constituiu a partir de um trabalho diário, incansável e voluntário dos Grupos de Trabalho (GTs), que buscam formatos e ideias para trazer novos integrantes e depois facilitar o engajamento das pessoas na formação de um corpo vibrátil e coletivo, que se dedique aos ensaios durante todo o ano para, então, chegar na culminância das atividades do grupo, sendo a principal, a prévia carnavalesca.

A beleza e (a) respeito do figurino

 Inspirados pela temática, os integrantes do Baque criaram uma estampa exclusiva para o traje deste ano. De acordo com o coletivo, “para a escolha do figurino do Carnaval Baqueano, de 2020, fomos tomados pelo desejo de homenagear nossos ancestrais negros e indígenas; nossas raízes e símbolos trazidos por eles, em suas lutas e festas centenárias, até a contemporaneidade”, afirma.

 Para desenvolver a estampa, os integrantes estudaram a história e os símbolos constitutivos dos povos originários. Também, foi realizado um pedido coletivo de agó (licença/permissão). Assim, o Baque Opará pretende reverenciar, em seu cortejo, tais elementos tradicionais, misturando as suas cores – o amarelo que reluz e o azul que afaga – em um manifesto dealegria, resistência e pulsão. As formas geométricas são comuns a ambas as culturas, africana e indígena, e a planta é a macambira: nativa, resistente, e facilmente encontrada na caatinga.

Foto: Divulgação

Trajeto memorável

Para este ano, o trajeto do cortejo foi ampliado e terá, à frente, o Balé Afro Orí Benní. O novo caminho foi pensado a partir de reflexões sobre a memória e história de Petrolina. O itinerário se estenderá por cerca de 1km, no qual o grupo tocará por algumas ruas e edificações que marcaram a fundação da cidade.

 A concentração começará a partir das 15h30, em frente ao Café de Bule, na Rua Antônio Santana Filho, Centro, com participação da DJ Lizandra. Depois, o cortejo seguirá para a Av. Souza Filho, passará pela Petrolina Antiga, chegando à Praça da 21 de Setembro, onde a festa continua com a apresentação do Baque Opará Banda, DJ Sandrinha e outras atrações convidadas. A expectativa é a de que as festividades aconteçam até às duas horas da madrugada, do dia 16 de fevereiro.

Foto: Divulgação

Sobre o Baque Opará:

Fundado em 2008, por Barbara Cabral e Luciana Florintino, o Baque Opará tem o compromisso de divulgar os ritmos populares de nossa cultura no sertão do Submédio São Francisco. O repertório do Baque tem fonte na matriz africana e influência brasileira, especialmente, nordestina. O grupo traz em suas apresentações o Maracatu, Afoxé, Samba, Coco, Ciranda, Samba-reggae e Funk.

O nome é uma homenagem ao Rio São Francisco: “Baque” vem de “batuque”, enquanto “Opará” significa Rio-Mar, nome dado ao Velho Chico pelo povo indígena Truká. Assim, há 12 anos, o coletivo percorre as ruas da região ecoando seu grito de guerra “Opará: batuque do rio que é mar”. Atualmente, o coletivo é composto, em sua maioria, por estudantes, professores, profissionais liberais, funcionários privados e servidores públicos. Ascom.

 

Notícias

Celebração Ecumênica de Combate à Intolerância Religiosa acontece no próximo sábado (25) em Petrolina

Para o CONIC, as experiências já vividas pela Humanidade sobre as possibilidades de amor e ódio guardadas nas relações entre Religião e Democracia justificam a importância de celebrar essa data

Foto: Divulgação

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC convida toda a população a marcar este dia 21 de janeiro como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

Em resposta local ao desafio lançado pelo CONIC, comunidades religiosas (de povos de santos e cristãs), partidos políticos, sindicatos e movimentos sociais de Petrolina/PE realizarão, no próximo dia 25, sábado, às 10h, na Praça do Bambuzinho, uma Celebração Ecumênica e Inter-religiosa de Combate à Intolerância Religiosa em nossa cidade. “Estamos numa das regiões nacionais mais fortemente marcadas pelas iniquidades promovidas pela Invasão Colonial europeia e não podemos, como Gente de Esperança, nos silenciar diante das formas que, entre nós, a religião tem sido utilizada para legitimar violências e preconceitos incompatíveis com a sociedade democrática que desejamos para nosso país”, disse a Comissão Organizadora.

Para o CONIC, “as experiências já vividas pela Humanidade sobre as possibilidades de amor e ódio guardadas nas relações entre Religião e Democracia justificam a importância de celebrar essa data. Ainda mais em nosso país marcado pela herança dos inaceitáveis massacres e escravização de povos originários e africanos subsaarianos, hoje presentes nos preconceitos étnico-raciais, homofobias e machismos bem como na ausência, explícita, de políticas públicas capazes de reparar os danos historicamente infligidos a seus remanescentes, que têm negados e roubados, até o presente, seus humanos direitos à alimentação, saúde, moradia, educação e liberdade civil plena”.

 

VIA: Comissão organizadora

Notícias

Segunda edição do Pontes Flutuantes vai discutir a presença do ator em cena

Segunda edição do Pontes Flutuantes vai discutir a presença do ator em cena

Foto: Divulgação.

Acontece entre os dias 13 e 15 de dezembro, em Petrolina (PE) e Senhor do Bonfim (BA), a segunda edição do projeto Pontes Flutuantes – Diálogos para cena. O evento, que propõe o intercâmbio cultural e troca de experiências entre artistas locais e grupos de teatro do Brasil e do Mundo, é realizado pela Cia Biruta de Teatro e esse ano traz como convidado o ator Carlos Simioni, do Lume – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp.

A programação começa com a vivência “A presença do ator e o campo magnético”, mediada por Carlos Simioni, no Campus da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Senhor do Bonfim, no dia 13 de dezembro. Em seguida, nos dias 14 e 15, acontecem a oficina “A Presença do Ator” e a demonstração do trabalho “Prisão para Liberdade”, no Sesc Petrolina.

“O Pontes Flutuantes nasceu não apenas como um espaço de formação e construção de intercâmbios culturais, mas também para alimentar, difundir e estimular a reflexão sobre a pesquisa e o fazer teatrais. Assim, em 2017, nós trouxemos para Petrolina e Juazeiro, Julia Varley e Eugênio Barba, do OdinTeatret (Dinamarca), e agora construímos novas pontes, com Carlos Simioni e com estudantes e professores do curso de Artes Cênicas da Uneb, que é nossa parceira nesse evento, junto com o Sesc”, conta o diretor teatral, ator e dramaturgo, Antônio Veronaldo, um dos responsáveis pelo projeto, frisando o objetivo principal do encontro é fortalecer a cena teatral da região.

Pontes Flutuantes – segunda edição

A segunda edição do Pontes Flutuantes dá continuidade ao diálogo sobre a antropologia teatral e a fisicalidade do ator, iniciada na primeira edição do encontro, em 2017. “Tanto a oficina como a vivência e a demonstração do trabalho trazem uma discussão sobre o teatro físico, a partir dos exercícios práticos e físicos que fazem com que o ator desenvolva o seu ofício no palco. Uma reflexão sobre o trabalho do ator, pensando o corpo como ferramenta, em um processo de entender o teatro para além da parte psicológica e do texto”, revela Cristiane Crispim, que também integra a organização do evento.

Durante a oficina “A presença do ator”, que acontece nos dias 14 e 15 de dezembro, das 9h às 13h, no Sesc Petrolina, os participantes terão a oportunidade de conhecer os últimos resultados das pesquisas que Carlos Simione vem desenvolvendo. “Será um curso prático, continuado. A cada dia uma técnica, sempre dando continuidade ao dia anterior. Os atores vão receber ferramentas para construir o campo magnético ou campo de energia, algo que é invisível, mais perceptível para o público. Será também um momento para um mergulho dentro de si mesmo para acessar e despertar o que está adormecido e expressar através do corpo poesia”, explica o convidado.

Já a demonstração do trabalho “Prisão para a liberdade”, no dia 15 de dezembro, às 19h, também no Sesc Petrolina, mostra o percurso de trinta e cinco anos de pesquisas com o Lume e com outros mestres do fazer teatral.

Para inscrições e mais informações, entrar em contato através do endereço eletrônico birutaciadeteatro@hotmail.com ou pela página www.facebook.com/pontesflutuantes.

Programação

Vivência: “A presença do ator e o campo magnético”, com Carlos Simioni – (vagas preenchidas)

13 de dezembro (sexta-feira)

Horário: 13h às 15h

Local: Uneb – Senhor do Bonfim (BA)

A vivência é um intensivo dos princípios trabalhados na oficina “A presença do ator”. Neste formato, serão feitos exercícios com os atores enquanto observadores assistem ao trabalho.  Carlos Simioni, ator pesquisador, abordará suas pesquisas desenvolvidas no Lume: a presença do ator, emanação de energia, a construção do corpo interior, e a estrutura física da voz. A presença diz respeito a algo íntimo, uma pulsação que transpassa e percorre toda a ação cênica. Nesta oficina serão trabalhadas a dilatação do corpo, a expansão da energia no espaço, o campo magnético, a transformação do peso do corpo em energia, a ação energética e a construção da presença cênica como princípios da dança pessoal, elementos técnicos desenvolvidos LUME durante 40 anos de pesquisa teatral.

Oficina “A presença do Ator”,com Carlos Simioni

14 e 15 de dezembro (sábado e domingo)

Horário: 9h às 13h

Local: Sesc-Petrolina (PE)

Investimento: R$ 100,00

Carlos Simioni, ator pesquisador, abordará suas pesquisas desenvolvidas no Lume: a presença do ator, emanação de energia, a construção do corpo interior, e a estrutura física da voz. A presença diz respeito a algo íntimo, uma pulsação que transpassa e percorre toda a ação cênica. Nesta oficina serão trabalhadas a dilatação do corpo, a expansão da energia no espaço, o campo magnético, a transformação do peso do corpo em energia, a ação energética e a construção da presença cênica como princípios da dança pessoal, elementos técnicos desenvolvidos LUME durante 40 anos de pesquisa teatral.

Escambo Cultural

14 de dezembro (sábado)

Horário: 16h

Local: Sala de Dança – Sesc-Petrolina (PE)

 

(Ascom)

Notícias

Políticas Públicas de Cultura são debatidas em Audiência Pública

O encontro reuniu cerca de 80 pessoas, entre elas: artistas, produtores/as culturais, lideranças comunitárias, representantes de entidades e movimentos, jornalistas, professores/as, estudantes, entre outros.

Foto: Fernando Pereira

Com a participação de diversos representantes dos múltiplos setores culturais de Petrolina, o vereador professor Gilmar Santos (PT) realizou, na última segunda-feira (02), no CEU das águas, bairro Rio Corrente, uma Audiência sobre as políticas públicas de cultura, a criação do Sistema Municipal de Cultura no município, bem como a aplicação das leis na área da cultura no Estado de Pernambuco e no Brasil.

Durante o debate foram apontadas as diversas deficiências na gestão dos recursos da cultura no município que atrapalham o desenvolvimento e desempenho das políticas públicas para o setor. Petrolina tem um histórico grave de negligência por parte do poder público, constado no pouco investimento na fomentação da cultura local. Além disso, a atual gestão pouco tem feito para reverter esse quadro de abandono e de redução da ideia de cultura à pratica de promoção de eventos que privilegiam o espaço da indústria cultural, e que em sua maioria são realizados nas áreas centrais da cidade, excluindo as periferias dos espaços culturais, fazendo o serviço inverso que deveria conferir a uma gestão pública, que é a democratização e descentralização dos recursos e bens culturais.

Foto: Fernando Pereira

A ausência de representantes da gestão, assim como dos demais parlamentares da Casa Plínio Amorim, foi criticada por Gilmar, pois, de acordo com ele, reafirma a falta de compromisso desses com a garantia dos direitos da população no campo na cultura.

Apesar da ausência dessas representações, a audiência cumpriu o seu papel ao promover um espaço de discussão e diálogo junto à população e aos mais variados representantes do campo artístico do município para pensar o aperfeiçoamento das políticas públicas de cultura que fomente, além da cultura de paz e de combate à violência e as desigualdades, também o desenvolvimento econômico da cidade.

Foto: Fernando Pereira

“A proposição e realização da audiência pública sobre política cultural trouxe ao debate a urgência de que os gestores municipais tomem a produção cultural como fator importante de construção de cidadania, de participação democrática de artistas, com suas diversas linguagens, e seus diferentes públicos. É compromisso de qualquer governo dar à cultura e a seus trabalhadores o investimento necessário e a liberdade de expressão, para que os produtos culturais continuem a atuar como ferramentas de crítica, de formação e de combate às formas de preconceito que persistem na sociedade petrolinense”, explicou o historiador e professor Elson Rabelo.

Luís Osete Carvalho, Mestre em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos, que estava presente na audiência enquanto ouvinte, reforçou a importância do debate sobre as políticas de cultura na região enquanto um direito de cada cidadão/ã, conforme previsto na Constituição Federal, e apontou também a ausência do poder público nos incentivos à cultura.

“A importância de debater as políticas de cultura é entender que a cultura é um direito humano, como a saúde, a educação, a comunicação, a segurança, e que precisa de políticas públicas para que as pessoas tenham acesso à cultura, à produção cultural de modo geral, para que essas pessoas também produzam cultura. Para mim essa é a importância fundamental do debate, além de criar rede de solidariedade, de vínculo entre os grupos de cultura, sobretudo, dos grupos artísticos que estiveram muito bem representados. Temos dezenas de coletivos, grupos, companhias que precisam desse incentivo por parte do poder público, que está extremamente ausente do fomento à produção cultural local”, disse.

Foto: Fernando Pereira

Ademais, Osete comentou sobre a audiência ter sido realizada na periferia, no mesmo espaço em que Gilmar e outros jovens foram agredidos pela polícia, no dia 24 de novembro, quando acontecia um evento cultural no local.

“Fazer esse encontro aqui tem um componente muito simbólico, por que é um equipamento cultural que o município administra, embora tenha sido criado pelo governo federal, dentro de uma política de ampliação de equipamentos culturais no brasil, num local que é periferia da cidade e que é ocupado por grupos culturais daqui dessa periferia, onde recentemente, há uma semana, aconteceu o episódio da repressão policial dentro de uma organização sobre o novembro negro que estava ocorrendo aqui. Então essa é a importância de debater na periferia, pois, é a periferia o lugar que mais se produz arte dentro do município. Quando a gente vai mapear os grupos que existem aqui, a maioria deles estão na periferia, então nada mais justo de que um debate como esse aconteça também nesses espaços, oportunizando que mais pessoas possam participar, sobretudo essas pessoas que produzem cultura”, concluiu.

A estudante de artes visuais da Univasf, Rogéria Saraiva, aproveitou o momento para reforçar o papel da cultura enquanto formadora de conhecimento, inclusive diante a atual conjuntura política, que ataca e destrói as ferramentas de apoio à cultura, à educação e a tantos outros direitos que vem sendo veemente ameaçados.

“Esse debate tem uma importância muito grande por que vem mostrar que os artistas e os arte-educadores constroem pensamento, eles levam as pessoas a conhecer, através da arte, de onde vem, e isso é muito importante para a gente se reconhecer enquanto pessoa e para a gente reconhecer nosso lugar. Quando nós sabemos quem somos, fica mais difícil de alguém conseguir te agredir, por que você sabe quem você é, a palavra dele não tem força para você. Então quando a gente vê tanta gente junta, unida nesse tipo de discussão nós estamos nos fortalecendo e aprendendo a lutar por nossos direitos para que essas políticas sejam colocadas em prática”, pontuou Saraiva.

O encontro reuniu cerca de 80 pessoas, entre elas: artistas, produtores/as culturais, lideranças comunitárias, representantes de entidades e movimentos, jornalistas, professores/as, estudantes, entre outros.

 

 

http://gilmarsantos.org/

Notícias

A Cia Biruta de teatro emite nota pública sobre o ocorrido no último domingo, 24, na Mostra de Arte Novembro Negro

A nota também foi assinada pela Rede Brasileira de Teatro de Rua – RBTR e suas representações de todo território nacional. O grupo e todas as pessoas agredidas receberam ainda a solidariedade e o importante posicionamento de diversas instituições e grupos artísticos locais que repudiaram a truculência da polícia militar em um evento cultural da periferia da cidade de Petrolina que comemorava o mês da Consciência Negra.

Foto: Cia Biruta

A nota, que relata todo o acontecido e demonstra a indignação diante da ação arbitrária e violenta de alguns policiais militares integrantes do 2º Biesp – Petrolina (PE), foi publicada no último dia 25 nas redes sociais do grupo e em seguida teve adesão da Rede Brasileira de Teatro de Rua – RBTR, que no dia 27 endossou a carta de repúdio da Cia Biruta, assinando-a em conjunto com o grupo.

Nos últimos dias após o ocorrido, a Cia Biruta, o vereador Gilmar Santos, a comunicadora e educadora  Karol Souza, o poeta e educador Fabrício Nascimento, o músico e educador Maércio José e demais envolvidos, vítimas da abordagem truculenta, receberam manifestações e notas de solidariedade de diversas instituições e pessoas, tais como:

A Universidade Federal do Vale do São Francisco;

A Ong Acari – Articulação para Cidadania;

Rede de Mulheres Negras do Sertão;

Grito dos Excluídos;

O Teatro Popular de Arte;

A Trup Errante;

O Coletivo Abdias de Teatro;

Trupe do Benas;

Grupo Artimanha;

Nu7 Produções;

A Câmara Municipal de Petrolina;

A vereadora Maria Elena;

A vereadora Cristina Costa;

Psol – Partido Socialismo e Liberdade – Petrolina;

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores;

O Colegiado de Artes Visuais da Univasf;

O Colegiado de Ciências Sociais da Univasf;

Grupo de estudos Kabecilê;

Conselho Municipal de Cultura de Juazeiro-BA;

O COMPIR – Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Juzeiro-BA;

LIAAC – Univasf;

Liga Acadêmica de Análise do Comportamento;

Coletivo de Assessoria Jurídica Popular Luiz Gama UNEB -Juazeiro-BA;

Centro Acadêmico de Ciências Sociais – Gestão Marielle Franco;

Diretório Central dos Estudantes da Univasf;

Sindicato de professores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (SindUnivasf);

O Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) do Instituto Federal do Sertão Pernambucano;

Entre outras demonstrações de apoio às vítimas das agressões, ao evento e à luta antirracista, bem como às ações contra a violência institucional e à favor da cultura de paz nas nossas periferias.

Foto Reprodução (Jovens sendo agredidos e vereador Gilmar Santos algemado)

Leia a nota da Cia Biruta na íntegra:

A Cia Biruta repudia a ação truculenta e arbitrária da Policia Militar/ 2ªBiesp que agiu com abuso de poder e violência em sua forma de abordagem, no intuito de negar o direito à comunicação e à cobertura dos acontecimentos de um evento aberto ao  público, sem o menor zelo pela segurança de crianças, pelos direitos e pela dignidade das pessoas que estavam presentes ontem, 24, na praça CEU das Águas em uma ação cultural e de economia solidária promovida pelo grupo, pelo contrário, promovendo a violência e o desrespeito. O caso ocorreu na festa de celebração do Novembro Negro pela Mostra de Arte, promovida pelo grupo desde o dia 11 desse mês e que se encerra no dia 30, no Quilombo Mata de São José, em Orocó. A partir da temporada do espetáculo “Corpo Fechado”, resultado das oficinas de teatro realizadas há 3 anos pela Ocupação Artística da Cia Biruta no equipamento cultural CEU das Águas pensamos em agregar ações extra palco como contações de histórias nas calçadas, oficinas em escolas, rodas de conversas e feira cultura, assim fizemos, encerrando a ação no bairro como um Baile Black e a feira Quilombo Urbano.

A ação arbitrária da polícia foi mais um caso lamentável de abuso de autoridade e racismo estrutural por parte de funcionários do Estado que dizem ser responsáveis pela segurança pública, mas que mobilizaram um grande número de viaturas e policiais no local para intimidar uma mulher por porte de celular, dando um fim triste a uma noite que seria de celebração do povo negro daquela comunidade.

A primeira abordagem, a uma pessoa suspeita de portar arma de fogo, foi realizada e nada foi encontrado, quando mesmo depois de contido o suspeito e um dos policiais conversarem com ele tranquilamente, um outro policial circula no espaço com a moto em alta velocidade entre as pessoas no local e intimida a companheira Karol Souza, da Associação das Mulheres Rendeiras, que veio para cobrir e prestigiar o evento, por filmar a ação. Ele avançou para tomar seu celular e levá-la coercitivamente como única testemunha da ação policial, questionados sobre o direito em fazer tal abordagem, os policiais reagem de forma violenta contra Maércio José, músico e produtor cultural, e Fabrício Nascimento, poeta e produtor cultural, que a protegiam e contra ela mesma e outras pessoas que estavam no local, dentre elas o vereador Gilmar Santos, que também argumentava em defesa de Karol.  Foram empurrões, mata-leões, murros, chutes e spray de pimenta deferidos contra  a população de forma arbitrária, incluindo, além da companheira e dos companheiros detidos,  integrantes da Cia Biruta e  jovens do Núcleo Biruta de Teatro.

Mais uma vez o racismo estrutural inviabiliza, negligencia e violenta a liberdade da negritude. O ocorrido nos entristece e nos revolta, mas não nos surpreende, nesse mesmo mês uma mulher negra levou um soco por portar um livro de conteúdo político na sua bolsa na última semana, aqui na mesma cidade, também pela polícia militar.

Nos solidarizamos com a companheira Karol e com os companheiros Maércio, Fabrício e Gilmar Santos e todos que foram de alguma forma agredidos. Sabemos que a luta é diária, que o racismo e sua violência estão encrustados nas instituições, sobretudo nas de repressão, e que muita coisa temos que mudar no modo como as pessoas veem e abordam a periferia, mas estamos na luta para reerguer o nosso povo e somos muitos.

Cia Biruta de Teatro-Petrolina/PE

Também assinam a carta:

✓ Teatro em Trâmite – Florianópolis/SC

✓ Casa Vermelha / Florianópolis/SC

✓ Teatro de Rocokóz – São Paulo/SP

✓ Cia Pedras – Maringá/PR

✓ Grupo Vivarte – Rio Branco/AC

✓ De Pernas Pro Ar – Canoas/RS

✓ Cirquinho do Revirado – Criciúma/SC

✓ Grupo TIA – Canoas/RS

✓ Cia. Fundo Mundo / Florianópolis/SC

✓ Cia. Estável de Teatro – São Paulo/SP

✓ Cia Delas / Londrina/PR

✓ Circo e Teatro Éramos Três / Cascavel/PR

✓ Escarcéu de Teatro – Mossoró/RN

✓ Grupo Xingó – São Paulo/SP

✓ Teatro de Caretas / Fortaleza/CE

✓ Mamulengo Sem Fronteiras – Brasília/DF

✓ Cia. Canina – Teatro de Rua e Sem Dono – São Paulo/SP

✓ Mãe da Rua – São Caetano/SP

✓ Bando Goliardxs – São Paulo/SP

✓ Os Atrapalhados – Osasco/SP

✓ Teatro Imaginário Maracangalha / Campo Grande/MS

✓ Grupo Teatral Nativos Terra Rasgada – Sorocaba/SP

✓ Cia. Colcha de Retalhos – São Paulo/SP

✓ Tropa Mamulungu / Rio Branco/AC

✓ Cia. MiraMundo Produções Culturais / São Luís/MA

✓ Cia Teatro de Garagem – Londrina/PR

✓ Na Cia da Cabra Orelana – São Paulo/SP

✓ Poeta Capim Santo / TERUÁ – Fortaleza/CE

✓ Buraco d’Oráculo / São Paulo-SP

✓ Bornal de Bugigangas – Assis/SP

✓ Circo Teatro Capixaba – Divino de São Lourenço/ES

✓ Grupo de Teatro de Rua Loucos – Recife/PE

✓ Oprimidos da Maciel – Recife-PE

✓ Teatro Ruante – Porto Velho/RO

✓ Som Na Linha / Presidente Prudente/SP

✓ ERRO Grupo –  Florianópolis/SC

✓ Pombas Urbanas – São Paulo/SP

✓ Coletivo Menelão de Teatro – ABC/SP

✓ Fátima Sobrinho – Belém/PA

✓ Trupe Olho da Rua – Santos/SP

✓ Trupe Tamboril de Teatro – Uberaba/MG

✓ Coletivo Dolores Boca Aberta – São Paulo/SP

✓ Grupo Primeiro de Maio Salvador/BA

✓ Núcleo Ás de Paus – Londrina/PR

✓ Mala nas Costas – São Miguel do Gostoso/RN

✓ Circo Teatro Capixaba

✓ CHAP – Companhia Horizontal de Arte Pública/RJ                                                             

✓ Povo da Rua-teatrodegrupo- Porto Alegre/RS

✓ GRUTTA – Tangara da Serra/MT

✓ Grupo TAMTAN – Tanquinho/BA

✓ Kiwi Cia de Teatro – São Paulo/SP

✓ Coletivo Comum – São Paulo/SP

✓ Cabaré Feminista – São Paulo/SP

✓ Núcleo Pavanelli de Teatro de Rua e Circo- Tatuí/SP

✓ Brava Companhia – São Paulo/SP

✓ Cia Casa da Tia Siré – São Paulo/SP

✓ Estudo de Cena – São Paulo/SP

✓ Dirigível Coletivo – Belém/PA

✓ Grupo de Teatro Quem Tem Boca é Pra Gritar – João Pessoa, Paraíba/SP

✓ O Imaginário – Porto Velho/RO

✓ Galpão da Lua – Presidente Prudente/SP

✓ Federação de Teatro do Acre

✓ Cia. Visse e Versa – Rio Branco/AC

✓ Cia. Translúcidas – Londrina/ PR

✓ Trupe Circuluz- Olinda/PE

✓ Cia de Teatro Soluar – João Pessoa/PB

✓ Coletivo CLanDesTino – Dourados/MS

✓ Grupo Ueba Produtos Notáveis – Caxias do Sul/RS

✓ Nóis de Teatro / Fortaleza/CE

✓ Fábrica de Teatro do Oprimido de Londrina

✓ Trupe Tamboril – Uberaba-MG

✓ Movimento Artistas de Rua de Londrina

✓ Zecas Coletivo de Teatro – Belém – PA

✓ Esquadrão da Vida – DF

✓ Movimento de Teatro de Rua da Bahia MTR-Ba

✓ Grupo de Arte Popular A Pombagem

✓ Coletivo Arte Marginal Salvador

✓ Coletiva Mulheres Aguerridas

✓ Núcleo sem Drama Na Cia da Cabra Orelana –  São Paulo/ SP

✓ Grupo Olho Rasteiro – Curitiba/PR

✓ Grupo Rosa dos Ventos – Presidente Prudente SP

✓ Ivanildo Piccoli (prof UFAL)

✓ GESTO- BA

✓ Amora – Santo André/ SP assina.

✓ Árvore Casa das Artes/ES.

✓ OIgalê Cooperativa de Artistas Teatrais – Porto Alegre/RS

✓ Grupo Manjericão. Poa – RS.

✓ Associaçao cultural Rualuart Brasil/ Gov Dix Sept Rosado/ RN

✓ Grupo GRUTTA – Tangará da Serra/MT

✓ Grupo de Pesquisa e Extensão em Artes Cênicas do Semiárido Brasileiro – GruPANO – BA

✓ Trup Errante – PE

Foto: Reprodução (jovens abraçados protegendo a comunicadora)
Foto: Reprodução

 

 

Notícias

Vereador Gilmar Santos e mais três militantes do Movimento Negro são detidos por reagirem a violência policial

O parlamentar foi detido por tentar defender os jovens que foram agredidos

CEU das àguas

O encerramento da Mostra de Artes Novembro Negro, com o tema: Liberdade é não ter medo de brilha, realizado neste domingo, 24, no Céu das Águas, bairro Rio Corrente, foi alvo de uma ação truculenta promovida por policiais do 2° Biesp.

O fato se deu por volta das 20h, quando a polícia chegou no evento, organizado pela Cia Biruta de Teatro, e abordou um rapaz que eles diziam ser suspeito de estar portando uma arma, porém, segundo os organizadores, a Polícia fez uma abordagem violenta e totalmente desrespeitosa.

Karol Souza, da Associação das Mulheres Rendeiras, estava filmando o momento do conflito, mas quando os policiais perceberam que estavam sendo filmados pediram seu celular da jovem, que ao negar entregar foi agredida juntamente com o músico Maércio José e o Poeta Nascimento, que estavam com ela e tentaram a proteger. Além disso, a polícia aspergiu spray de pimenta nas pessoas que estavam próximas, ignorando a presença de crianças no local.

O vereador Gilmar Santos, que estava no evento, também foi detido ao tentar proteger os demais que foram covardemente agredidos. Vários artistas estão na delegacia Ouro Preto prestando apoio aos colegas e reivindicando justiça sobre essa agressão racista.

 

 

http://gilmarsantos.org/

Notícias

PM agride diretora da União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco

A estudante Camila Roque e mais duas militantes da UJR foram covardemente agredidas por policiais militares em Petrolina (PE). Durante a abordagem, os quatro PMs esconderam suas identificações e sacaram armas contra as estudantes. Até agora, o Batalhão da PM se nega a colaborar na identificação dos policiais.

Foto: UESPE

PERNAMBUCO – No último dia 9 de novembro, a estudante Camila Roque, diretora da União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco (UESPE) e militante da UJR, foi covardemente agredida por quatro policiais militares em pleno centro da cidade enquanto se dirigia ao campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF).

Camila e mais duas estudantes foram abordadas pelos policiais e revistadas ilegalmente, já que a revista de mulheres deve ser realizada por policial do sexo feminino. Suas mochilas foram abertas, mas apenas livros e agendas foram encontrados. Ao perceberem que um dos livros era de teoria marxista, os PMs disseram que o material seria recolhido. “Nesse momento, falamos que isso era ilegal e que até onde sabíamos ainda vivíamos num país democrático, onde temos o direito de ler o que quisermos”, relatou Camila. “O que nos chamou a atenção desde o começo, foi que todos os policiais estavam cobrindo com as mãos suas identificações e em nenhum momento explicaram os motivos dessa abordagem tão violenta”, explica.

Ao perceberem que a intimidação não estava surtindo efeito, os quatro policiais militares liberaram as militantes, que seguiram caminho até que Camila foi novamente abordada e, desta vez, agredida com um soco no olho, xingada de “terrorista” e avisada de que “Bolsonaro ia acabar com isso tudo”.

Imediatamente após a agressão, uma rede de solidariedade com movimentos sociais, de mulheres negras, parlamentares de esquerda e com a importante participação da diretora da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (FACAPE) se formou na cidade para defender as três companheiras e denunciar a truculência policial, sinal dos tempos de radicalização do fascismo e da impunidade em nosso país. Na delegacia, um boletim de ocorrência foi registrado, mas todas as providências para que os PMs fossem identificados esbarraram na omissão do Batalhão da Polícia Militar de Petrolina, que se recusou a apresentar a escala de ronda do dia.

“É um absurdo que ainda sejamos obrigados a conviver com esse tipo de impunidade em nosso país. Nós, jovens negros e pobres, sofremos diariamente com o racismo e a violência da polícia que, ao que parece, conta com o apoio das autoridades do Estado”, disse Camila.

A UESP e a União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco (UESPE) já entraram com denúncia da violência na Comissão de Direitos Humanos da OAB-PE e o Ministério Público também está empenhado em identificar os quatro policiais covardes e responsabilizá-los pelo fato.

O momento político que vivemos no Brasil exige de todos os militantes sociais atenção e cuidados redobrados contra a covardia de grupos fascistas – fardados ou não – que agem cada vez mais livremente. A melhor defesa contra a violência reacionária dos poderosos é crescer o movimento de massas e a luta contra o fascismo, pois somente pondo fim a esta sociedade podre na qual vivemos podemos acabar com a violência.

Por Redação Pernambuco

http://averdade.org.br/

Notícias

Cia biruta realiza mostra de arte novembro negro de 11 à 30/11 em Petrolina e Orocó

Com o tema “Liberdade é não ter medo de brilhar”, a Cia Biruta realiza sua primeira mostra de arte no mês das consciências negras com oficinas, contações de histórias, apresentações teatrais e musicais, feirinha cultural, baile black e muito mais.

Nesse Novembro Negro, a Cia Biruta, junto ao Núcleo Biruta de Teatro, apresenta à comunidade uma programação que extrapola o espaço do palco para refletir sobre as presenças negras na sociedade e a importância da reafirmação como comunidade na luta contra o preconceito, resultado de um histórico ainda presente de graves violações de direitos, como o genocídio da juventude negra, a violência contra mulher negra, o abandono e criminalização das crianças negras e a negação das culturas e religiões de origem afro. Uma data no calendário possibilita a articulação de diversos debates e ações, porém, a luta do povo negro, quilombola e indígena nesse país é todo o dia.

Nascida em maio de 2008, a Cia Biruta de Teatro tem atuado no sertão de Pernambuco, especificamente na cidade de Petrolina, optando por aliar a produção teatral com ações de formação artística de jovens da periferia, de que é resultado a criação do Núcleo Biruta de Teatro, há 4 anos. Na concepção de seus espetáculos, a Cia e o Núcleo Biruta têm procurado dialogar com as questões sociais e políticas do Brasil contemporâneo, apostado na pesquisa antropológica dos processos e práticas populares de cultura e resistência das margens do rio São Francisco, e no intercâmbio criativo com experiências e grupos de teatro locais, nacionais e internacionais.

A realização dessa primeira mostra de arte voltada para o novembro negro, reafirma a produção cultural do grupo com questões socioeducativas e de formação artística e social agregada à projetos de democratização do acesso à cultura. O grupo teatral conta com a parceria e o apoio de diversos companheiros, como a Abajur Soluções em Audiovisual, Brechó Quilombo Urbano, Projeto SouPeriferia, Projeto Malê e SerTão Poeta. A programação é gratuita e se entende até o dia 30 deste mês com oficinas, contações de histórias, apresentações teatrais e musicais, feirinha cultural, baile black e muito mais.

As atividades acontecem na zona oeste de Petrolina, nos bairros São Gonçalo I e II, Jardim Petrópolis, Rio Corrente e Cohab 6, locais onde residem os parceiros e onde o grupo faz sua ocupação e produção artística. A mostra será expandida e acontecerá em Orocó, na comunidade quilombola Mata de São José, com a apresentação do novo trabalho do grupo junto ao Núcleo Biruta, o espetáculo “Corpo Fechado”, que está com nova temporada nos 16, 17 e 30.

Espetáculo Corpo Fechado

Confira a programação completa:

11 (seg)

9h às 12h | 13h às 16h – Oficina de vídeo e fotografia (Camila Rodrigues)

Local: Escola Paulo Freire – São Gonçalo II

17h – Contação de História “Menina Bonita do Laço de Fita” (Cia Biruta)

Local: Rua 11 – São Gonçalo

12 (ter)

9h às 12h – Oficina de vídeo e fotografia (Camila Rodrigues)

Local: Escola Paulo Freire – São Gonçalo II

14h às 16h – Oficina de Lambe-lambe (Juliene Moura)

Local: Escola Simão Amorim – Rio Corrente

17h – Contação de História “Itã” (Núcleo Biruta de Teatro)

Local: Avenida Tapuio – Rio Corrente

13 (qua)

17h – Contação de História “O pequenino” (Cia Biruta de Teatro)

Local: Rua 3 – Jardim Petrópolis

14 (qui)

17h – Contação de História “Compadres Corcundas” (Cia Biruta)

Local: Rua José Ferreira dos Anjos – São Gonçalo II

16 e 17 (sáb e dom)

16h30 – Performance “Caminho de Cura” (Juliene Moura)

Local: CEU das Águas – Rio Corrente

17h – Espetáculo “Corpo Fechado” (Cia Biruta/NBT)

Local: CEU das Águas – Rio Corrente

18 (seg)

13h às 16h – Oficina de dança (Ramon Cantilino e Laiane Amorim)

Local: EREM Jornalista – Cohab VI

14h às 17h – Oficina de Máscaras (Cristiane Crispim)

Local: Escola Ariano Suassuna – Cohab VI

19 (ter)

09h às 12h – Oficina “N’ Ginga” (Projeto Malê)

Local: Escola Eduardo Campos – São Gonçalo I

16h – Recital “Ponto Poético” (Cia Biruta/NBT)

Local: Escola João Batista – São Gonçalo I

16h30 – Roda de Conversa “A história que os livros não contam – que escola queremos?” (com Antonio Veronaldo, Juliano Varela e Núcleo Biruta de Teatro)

Local: Escola João Batista – São Gonçalo I

20 (qua)

9h às 12h – Oficina de Teatro de Formas Animadas (Antonio Veronaldo)

Local: Escola João Batista – São Gonçalo I

16h – Roda de conversa “Saúde mental e políticas públicas para o povo negro” (com Gilmar Santos, Luís Marcelo, Elias Fernandes, Ailma Barros e Projeto Malê) – Apresentação de Performance com Luís Marcelo

Local: CEU das Águas – Rio Corrente

18h – Vadiação de Capoeira Angola (Projeto Malê)

Local: CEU das Águas – Rio Corrente

21 (qui)

9h às 12h – Oficina de Teatro de Formas Animadas (Antonio Veronaldo)

Local: Escola João Batista – São Gonçalo I

14h às 17h – Oficina de Abayomi (Leticia Rodrigues)

Local: Escola Ariano Suassuna – Cohab VI

22 (sex)

13h às 14h30 – Oficina de Jogos Teatrais (Núcleo Biruta)

Local: EREM Evanira Souza – São Gonçalo I

24 (dom)

17h às 22h – Feira “Quilombo Urbano” e Baile Black (Dj Gafanhoto Rei e Mestre de Cerimônia Thierri) com apresentações culturais

Local: CEU das Águas – Rio Corrente

30 (sáb)

19h – Espetáculo “Corpo Fechado” (Cia Biruta/NBT)

Local: Comunidade Quilombola Mata de São José – Orocó-PE

 

Para mais informações, acesse as redes sociais da Cia Biruta:

Facebook: https://www.facebook.com/ciabiruta

Instagram: https://www.instagram.com/ciabiruta/

Email: birutaciadeteatro@hotmail.com

Contato: 087988042239

 

Via Cia Biruta

Notícias

Juíza do Trabalho de Petrolina (PE) decreta anulação do STTR e multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento da decisão

Cumprimento da sentença deve ser imediato. Processo durou um ano, com vários requerimentos, apresentação de documentos e escuta de testemunhas.

Justiça do Trabalho.

A juíza Marília Gabriela Mendes, da 2ª Vara da Justiça do Trabalho de Petrolina (PE), publicou na última sexta-feira (8) sua decisão a respeito da acusação de que o Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (STTR) atua ilegalmente ao emitir documentos, recolher mensalidades e se identificar como representante da categoria no município.

Em um processo que levou quase um ano até a sentença, de 10 páginas, a juíza Gabriela Mendes analisa as acusações do Sindicato dos Agricultores Familiares (Sintraf) contra o STTR, ouviu os argumentos da defesa e avaliou as provas documentais e testemunhais para concluir: é incontroverso que o Sintraf possui registro e carta sindical, atuando em favor da categoria, como também é incontroverso que o réu encontra-se suspenso por ato do extinto Ministério do Trabalho, e por tais razões deve ser anulado o registro cartorário e de CNPJ do STTR. A entidade também fica proibida de emitir documentos como a DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf) ou de atuar na representação dos agricultores.

A sentença passou a vigorar nesta segunda-feira (11) e, embora seja uma decisão de 1ª instância, deve ser cumprida mesmo que o réu recorra. De acordo com a juíza, o descumprimento da decisão acarretará em multa diária de R$ 1 mil a ser revertida ao Sintraf.

Cisma

Em 2014, o Sintraf se dissociou do antigo STR (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina) devido a conflito de interesses em relação às demandas dos trabalhadores assalariados e agricultores familiares do município. Com a divisão das categorias, o agora STTAR apoiou a criação, dois anos depois, da nova entidade – o STTR, que passou a acusar o Sintraf de cometer ilegalidades.

Logo no início da análise do mérito, Gabriela Mendes rebateu os argumentos da defesa do STTR de que o Sintraf vem fazendo supostas cobranças indevidas aos associados e de que seus integrantes estão ilegais, uma vez que também são comerciantes e funcionários públicos.

Teria saído antes

A juíza reforçou que as provas documentais e testemunhais, mesmo as levantadas pelo réu, só expuseram a irregularidade do STTR. E lembrou que precisou de tempo para analisar todo o processo, uma vez que as partes entraram com acusações mútuas. Apesar dos vários requerimentos, Gabriela afirma que não existem elementos capazes de “evidenciar de forma categórica a deslealdade processual”, por meio de uma litigância de má fé do réu [ou Sintraf].

 

 

Por Jacó Viana – Sintraf

Notícias

Direito à Moradia será tratado em Plenária Popular na Câmara Municipal de Petrolina

O evento acontece na próxima quarta, 13 de novembro, a partir das 9h

Foto: Divulgação.

O vereador professor Gilmar Santos (PT) junto ao Mandato Coletivo realizará nessa quarta-feira, 13, na Câmara Municipal de Petrolina, uma Plenária Popular em defesa do direito à moradia.

De acordo com o parlamentar, a ação é resultado de diversas solicitações que chegaram até seu gabinete, dentre elas, casos de pessoas que estão há anos lutando pela casa própria, pessoas que estão tendo dificuldades por conta de pagamento de aluguel, além das diversas irregularidades apresentadas a respeito da entrega das casas dos residenciais do Programa Minha Casa, Minha Vida, no município.

“Todas as pessoas que estão passando por dificuldades com relação à moradia, são convidadas a participarem dessa plenária para se informarem melhor e se organizarem, pois, estaremos compartilhando diversas informações importantes para que, a partir dessas informações, possamos apresentar para a comunidade que hoje luta pela moradia de que forma a gente pode fortalecer essa luta e dar os encaminhamentos necessários diante dessa problemática”, afirmou Gilmar.

Comunitários, Federações de associações, instituições e organizações diversas da sociedade que tenham interesse nesse debate, poderão participar da plenária.

 

 

http://gilmarsantos.org/