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Mostra de artes OCUPE abre inscrições para edição 2021

Artistas de todo o país podem se inscrever para o projeto realizado em Petrolina-PE

Foto: Divulgação

Trazendo como recorte temático a resistência de uma geração que está sobrevivendo a uma pandemia e pensando a arte como um símbolo pulsante dessa superação, a Mostra OCUPE Céu Aberto chega a sua quarta edição. As inscrições para grupos e artistas que quiserem compor a programação estão abertas até o dia 31, podendo ser propostas de espetáculos, performances e atividades formativas.

As inscrições estão sendo feitas através de formulário online, disponível no link (https://abre.ai/fichaocupe). Podem se inscrever produtores culturais, artistas independentes, companhias, bandas e coletivos de todas as linguagens artísticas. A chamada é nacional, sendo selecionados artistas pernambucanos e residentes no estado para 80% da programação e demais estados representarão 20%.

Foto: Thierri Oliveira / Abajur Soluções Audiovisuais.

Como todas as atividades culturais, a mostra teve que se adaptar para este momento de pandemia e será realizada totalmente online. “Somos os filhos do início de uma era distópica e hoje mais que nunca a Arte viva e pulsante é símbolo de (r)existência. Assim, estamos aceitando propostas de trabalhos artísticos e formativos que nos possibilitem refletir sobre as formas de resistir, seja pelo seu teor conceitual ou até mesmo pela própria existência deste”, diz Wendell Britto, produtor da mostra.

Uma comissão curatorial formada por três profissionais convidados sob a coordenação da Confraria 27 ficará responsável pela seleção. As atrações contempladas serão anunciadas até o dia 05 de fevereiro. A mostra deve ocorrer entre os dias 21 e 27 de março de 2021. Todos os detalhes da chamada pública podem ser encontrados no edital, no link (https://abre.ai/editalocupe).

Foto: Thierri Oliveira / Abajur Soluções Audiovisuais.

Esse projeto está sendo apoiado pelo Edital Festival LAB PE, em conformidade com a Lei nº 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc, Decreto nº 10.464/2020, da Lei Estadual nº 17.057/2020 e Decreto Estadual nº 49.565/2020. Dúvidas podem ser esclarecidas através do e-mail confraria27@gmail.com.

 

Por Adriano Alves / Virabólica Comunicação.

 

 

Cultura

Fórum Popular de Cultura realiza live sobre como as/os trabalhadoras/es da cultura poderão receber os recursos da lei Aldir Blanc

Para acompanhar, basta acessar o canal do Youtube do Fórum Popular de Cultura de Petrolina. A live acontecerá nesta quinta-feira, 29/10, às 19h.

Foto: Divulgação

O Fórum Popular de Cultura de Petrolina – FPCP é uma organização política autônoma de trabalhadores/as da cultura de várias linguagens artísticas e que tem buscado o fortalecimento da classe cultural do município visando o planejamento e execução de ações para promoção, valorização e democratização de acesso á informações sobre políticas públicas de cultura.

Desde agosto o FPCP tem feito ciclos de Lives pelo seu canal no YouTube. A primeira conversa debateu sobre o Auxílio Emergencial da Cultura e foi transmitida dia 31/08 com a participação do Governo do Estado de Pernambuco na pessoa de Tarciana Portella, Assessora de Cooperação e Redes Culturais – Secult PE; e do Conselho Estadual de Políticas Culturais – CEPC PE na pessoa de Williams Santana.

A segunda Live contou com a participação da Gestão Cultural do Município  de Petrolina, que foi realizada dia 24/09, tendo como representantes o Secretário Executivo de Cultura, Cássio Lucena, o Diretor de Cultura, Marcone Melo, e o Agente Cultural – Servidor Público Efetivo, Sérgio de Sá, onde trouxeram informações sobre a operacionalização da lei de emergência cultural na cidade.

Na terceira Live, que aconteceu dia 20/10, estiveram presentes Jailson Lima (Gerente Interino do Sesc Petrolina), André Vitor Brandão (Supervisor de Cultura do Sesc Petrolina) e Ariane Samila Rosa (Professora de Artes – Literatura do Sesc Petrolina), informando sobre o acordo de cooperação técnica entre o Governo do Estado e o Serviço Social do Comércio – Sesc no município.

Dando continuidade a esse ciclo de conversas e espaço de debate, a quarta live será realizada na próxima quinta-feira, dia 29/10, com integrantes do FPCP falando sobre como as/os trabalhadoras/es da cultura poderão receber os recursos da lei Aldir Blanc, além de serem debatidos alguns pontos principais sobre os editais municipais, possibilidades de execução de projetos e a importância do cadastro na plataforma do Mapa Cultural. O encontro será mediado por Camila Rodrigues (atriz, editora de vídeos e produtora cultural) e terá como convidado Chico Egídio (produtor cultural, fotógrafo e cineasta).

Para os/as trabalhadore/as da cultura que tiverem dúvidas sobre como acessar os recursos da lei, estes poderão acompanhar a conversa ao vivo e fazer suas perguntas, pois esse momento será justamente para que a classe cultural, artistas, técnicos/as e produtores culturais possam juntes ampliar o espaço de debate e acesso aos recursos da lei.

Será um espaço de diálogo, escuta e interação entre a classe de trabalhadores/as da cultura.

Para acompanhar, basta acessar o canal do Youtube do Fórum Popular de Cultura de Petrolina. A live acontecerá amanhã (quinta-feira, 29/10) às 19h.

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 GT de Comunicação do Fórum Popular de Cultura de Petrolina

 

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PARABÉNS PETROLINA! 125 anos de história municipal

Aos 74 anos de idade, em tempos pandêmicos, ainda continuo a me pensar nesta cidade, em posicionamentos e olhares críticos. Pois bem, hoje, aniversário da cidade, analiso um quadro bastante esclarecedor sobre as desigualdades sociais que aqui fincaram e são visíveis além da arquitetura da orla. *Por Elisabet Moreira.

Foto: Acervos da Abajur Soluções

Moro aqui, em Petrolina, há 44 anos, sou “cidadã petrolinense” oficialmente e nesta cidade construí minha vida profissional e familiar, com todos os percalços do viver, consciente de minha inserção em sua história. Aos 74 anos de idade, em tempos pandêmicos, ainda continuo a me pensar nesta cidade, em posicionamentos e olhares críticos.

Sim, Petrolina é uma bela cidade, diferente de quando aqui cheguei, carente e na expectativa de desenvolvimento, representada pelo represamento das águas deste rio São Francisco, que só é chamado de Velho Chico por uma nostalgia de poucos.

Hoje Petrolina, quase metropolitana em sua área de influência, abarcando outros municípios, como Lagoa Grande por exemplo, é referência regional seja pelo pólo médico, seja pelo universitário, seja pela produção e exportação de frutas do vale. E daí pode-se enumerar a grandeza de uma cidade que cresce sem parar. Quase não saio de casa, mas fico atenta em informações locais e me admiro dos nomes de tantos bairros novos, loteamentos, condomínios, projetos de irrigação, assentamentos, invasões…

No espaço e no tempo desta cidade, homens e mulheres que permanecem e não ficam só de passagem, como de sua origem histórica. A realidade contemporânea nos desafia, pois, além destas margens, da caatinga, das verdes áreas irrigadas, situa-se num Estado nacional e de sua interação.

Pois bem, hoje, aniversário da cidade, analiso um quadro bastante esclarecedor sobre as desigualdades sociais que aqui fincaram e são visíveis além da arquitetura da orla.

Você pode conferir e talvez refletir… eu faço algumas constatações. Pode ser acessível neste link:

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/09/confira-renda-e-patrimonio-medios-em-sua-cidade.shtml

Ou ir diretamente ao site da FGV. Os dados, organizados pela FGV Social, a partir do IRPF de 2018, incluem todos os rendimentos declarados, inclusive aplicações financeiras, muitas vezes pessoas físicas que recolhem impostos menores por meio do Simples.

https://www.cps.fgv.br/cps/bd/docs/ranking/TOP_Municipio.htm

Analisar ou comentar dados estatísticos não é tarefa fácil. Mas me chamou muito a atenção, em primeiro lugar, o número de declarantes do Imposto de Renda na cidade. Esse dado me impactou. Apenas 10, 05%. E os outros 90% que não declaram… quem são ou por que não declaram?

Pessoas sem renda suficiente para declarar, pobres, desempregados, pequenos empresários rurais e urbanos e/ou… sonegadores?? Segundo a matéria da Folha de São Paulo, as cidades com mais declarantes de IRPF tendem a ser menos desiguais. Óbvio, significa que há mais distribuição de renda.

Agora, vejam a renda média da população.  Segundo estes dados, das declarações do IR do ano de 2018:  R$ 691, 96, mas a renda média dos declarantes é de R$ 6.884,44.

A diferença não passa desapercebida. A renda média dos declarantes é quase 10 vezes superior à renda média da população.  A desigualdade é gritante.

Essas diferenças se concretizam na comparação entre o Patrimônio Líquido Médio da População: R$ 11.512,33 para o Patrimônio líquido médio dos declarantes: R$ 114.537,71.

O que sabemos, em linhas gerais, é que a economia brasileira tende a aprofundar a desigualdade, quanto mais dependente de empregos informais e de baixa produtividade. Não vamos discutir aqui possíveis soluções ou alternativas, apenas quis destacar a desigualdade social em nossa cidade, cotidianamente visível.

Não posso deixar de frisar também que se tributa muito o consumo e pouco a renda e o patrimônio. Enfim, justiça social está na base de um governo realmente comprometido com a população, e não com estes representantes que aí estão.

Vamos refletir e nos posicionar…

 

 

Por Elisabet Gonçalves Moreira – professora, escritora e pesquisadora em cultura. Mora há 44 anos em Petrolina. 

 

Petrolina PE R$ 692 R$ 11.512 R$ 6.884 R$ 114.538 10,05
  % da população posição no Brasil
Declarantes na População 10,05% 1.865º
  Média posição no Brasil
Renda média da população R$ 691,96 1.347º
Patrimônio Liquido Médio da População R$ 11.512,33 2.265º
Renda média dos declarantes R$ 6.884,44 671º
Patrimônio liquido médio dos declarantes R$ 114.537,71 2.554º
Notícias

Conquista do povo negro: Petrolina é a primeira cidade de Pernambuco a regulamentar Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa

O projeto de autoria do vereador Gilmar Santos (PT), e que tramitava há mais de 10 meses na Casa Plínio Amorim, surge como uma das principais ferramentas para promoção de políticas públicas de combate à discriminação racial e à intolerância religiosa no município

Foto: Ascom Mandato Coletivo

Depois de 10 meses de luta e mobilização dos movimentos negros do Vale do São Francisco, foi aprovado hoje (10), na Câmara Municipal de Petrolina-PE, o Projeto de Lei nº 152/2020, da autoria do vereador professor Gilmar Santos (PT), que institui o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa em âmbito municipal. A matéria foi aprovada por unanimidade dos/as parlamentares presentes.

O projeto construído e debatido junto a diversos representantes da sociedade civil, movimentos sociais, instituições e organizações ligadas à luta antirracista na região, tem como objetivo garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, defesa dos direitos individuais, coletivos e difusos, assim como promover o combate à discriminação e às demais formas de intolerância racial e religiosa em Petrolina a partir da inclusão do aspecto racial nas políticas públicas desenvolvidas pelo município. Este é o primeiro Estatuto da igualdade racial a ser instituído no estado de Pernambuco.

As discussões para construção do Estatuto tiveram início em outubro do ano passado, mas apesar da sua importância e necessidade para o enfrentamento ao racismo, às desigualdades e violências diversas, o projeto entrou em pauta três vezes (14 de julho, 11 e 25 de agosto) mas não chegou a ser votado devido manobras de iniciativa de um vereador, apoiado, em diversas ocasiões, pela maioria dos vereadores da bancada do governo municipal.

:::[Entenda a trajetória do Estatuto na Câmara]

Para o vereador Gilmar Santos, “a aprovação do Estatuto depois de tantas interferências contrárias significa uma vitória histórica do povo preto em Petrolina e em Pernambuco, já que somos o primeiro município a regulamentar a lei 12.288/2010 e, especialmente, uma vitória dos movimentos negros e sociais organizados, o que garante benefícios para a população em geral, pois afinal de contas uma sociedade que tem igualdade de oportunidades, que procura superar os preconceitos, a discriminação, as estruturas racistas da sua vida social, consegue se desenvolver de forma mais justa e igualitária, o que é bom parra todos e todas. Fazemos aqui um reconhecimento, também, do compromisso de cada vereador e vereadora que votou favorável ao projeto e buscou evitar que a Câmara de Petrolina viesse a cometer racismo institucional, como bem desejou determinado vereador. Agora é lutar para a implementação, efetividade e avanços dessas políticas no município. Deixo nossa imensa gratidão a cada pessoa que assumir essa construção e mobilização conosco”.

Foto: Ascom Mandato Coletivo

Apoio dos Movimentos sociais

Diversos movimentos antirracistas da região, como a Frente Negra do Velho Chico, que participou da construção do projeto junto a outras organizações, vinham se organizado e cobrado dos parlamentares tanto nas redes sociais e nas ruas com cartazes, banners etc, como com baixo assinados e ofícios, a aprovação do Estatuto que tem extrema importância para a população negra do município.

Com a aprovação do Estatuto, o A Frente Negra Do Velho Chico mais uma vez se manifestou em Nota – Leia na íntegra:

FRENTE NEGRA E A APROVAÇÃO DO ESTATUTO

Quem nos dera podermos nos abraçar nesse 10 de setembro.

Quem nos dera poder nos dar as mãos, nos beijar e congratular.

Pois hoje, na Câmara de Vereadores de Petrolina, foi escrito um capítulo edificante da história da cidade, de Pernambuco e do Brasil.

Foi aprovado o Estatuto da Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa.

Não vamos dourar a pílula. Foi uma batalha dura, duríssima.

Quase um ano de tramitação. Quase alcança outro novembro.

Contudo, nossa pressão negra e popular foi muito grande.

Não fomos vencidos pelo cansaço das manobras e protelações.

Transformamos adversidade em oportunidade de – mesmo remotamente – nos encontrarmos, aquilombarmos e construir coletiva e politicamente.

Concluímos este momento mais fortes, mais coesos, mais conscientes.

Petrolina se torna referência nacional e estadual na promoção da igualdade racial e respeito religioso. Petrolina se torna a primeira cidade do interior de Pernambuco a ter um marco legal dessa natureza.

É preciso reconhecer a mensagem antirracista emitida pela maioria dos vereadores de Petrolina. Agora, cabe apenas a sanção do projeto de lei aprovado pelo prefeito Miguel Coelho.

Foi um trabalho de convencimento baseado em muita perseverança dos movimentos sociais negros e populares. Em um dos momentos mais graves da história do país é de grande importância ver a revisão de postura de alguns legisladores, a atenção destes aos precedentes e marcos constitucionais e legais, a exemplo do Estatuto Nacional da Igualdade Racial, a consciência de que concepções religiosas à parte, o Estado é laico e as Comissões devem se posicionar sem atropelar as dimensões técnicas e éticas quando estão presentes em um projeto de lei.

O protagonismo dessa jornada porém, é do povo negro organizado e a se organizar, dos povos originários, do povo de religião de matriz africana, dos artistas, da periferia, dos movimentos sociais e estudantis, dos intelectuais, que vem ao longo dos últimos anos – e principalmente dos últimos meses e semanas – seguindo nas lutas e resistências, ampliando e fortalecendo as redes de solidariedade, comunhão e principalmente COLABORAÇÃO.

Uma saudação pan-africana e afro-petrolinense muito especial é devida ao vereador professor Gilmar Santos e ao grande elenco do Mandato Coletivo. Bem como à Associação das Mulheres Rendeiras. Este não foi um projeto ou processo burocrático. Foi vivo, foi orgânico. Nós somos porque nós fomos e seremos.

Sigamos em alerta e em contínua vigilância. O Brasil é um dos países mais racistas do mundo. O estabelecimento do Estatuto é valiosa e valorosa. Mas para que se alcance todo o seu potencial necessário é preciso consolidar e ampliar a luta negra e antirracista no nosso Velho Chico. É necessário acompanhar o cumprimento da lei.

As medidas concretas para garantir a promoção da inclusão total, plena, integral e o combate de todas as formas de racismo, discriminação racial, xenofobia e qualquer tipo de intolerância continuarão dependendo de nós. Mas de hoje em diante, quer a sociedade civil organizada, quer o poder público municipal em Petrolina, conta agora com um alicerce para reconhecer e fortalecer a luta de décadas e séculos por reparação, igualdade, justiça social e democracia.

Parabéns a todas, todos e todes que contribuíram para que este momento se tornasse real.

YIBAMBE!*.

*Sigamos firmes!

 

Ascom Mandato Coletivo

 

 

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Grupo de vereadores bloqueia aprovação do Estatuto da Igualdade Racial em Petrolina (PE)

O Estatuto visa promover a igualdade de oportunidades e direitos para a população negra da cidade bem como o combate à intolerância racial e religiosa.

Sessão na Câmara de Vereadores de Petrolina, dia 14/07/2020

A Frente Negra do Velho Chico manifesta o seu repúdio e indignação diante da obstrução  para discussão de dois projetos, ocorrida na Câmara de Vereadores de Petrolina, durante a sessão de 14 de julho de 2020, terça-feira, quando foi retirada da pauta o projeto de Lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate a Intolerância Religiosa (152/2019) e o projeto que altera a Lei  que cria o Conselho de Direitos Humanos (086/2019).  

O presidente da casa acatou um pedido, enviado 40 minutos antes do início da sessão, dos vereadores Osinaldo de Sousa, Secretário da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, Zenildo da Silva, Secretário da Comissão de Justiça, Manoel Coelho Neto, Redator da Comissão de Justiça e Ruy Wanderley de Sá, presidente da Comissão de Justiça, que no pedido apresentado a casa não apresentaram nenhuma justificativa para a retirada da pauta.  Eles ainda pedem no ofício que os pareceres já elaborados e encaminhados sobre essas duas matérias sejam desconsiderados.

Para nós esta retirada de pauta prejudica a maioria dos cidadãos petrolinenses. Somos obrigados nos perguntar se estamos diante de uma intolerável demonstração de racismo institucional. Estamos? Negras e negros necessitam de leis que assegurem a equidade racial, secularmente negada pelos poderes públicos e em crescimento no Brasil e no mundo com o avanço da pandemia do coronavirus. O Estatuto visa promover a igualdade de oportunidades e direitos para a população negra da cidade bem como o combate à intolerância racial e religiosa. Em convergência com o Estatuto da Igualdade Racial aprovado pelo Congresso, em 2010, este será o primeiro Estatuto da Igualdade Racial no Estado de Pernambuco, quando for aprovado pela Câmara de Vereadores de Petrolina!

Para justificar a retirada do Estatuto da pauta, o vereador Osinaldo de Sousa alegou que não foi avisado formalmente sobre o projeto e não havia emitido parecer. Esse argumento não tem fundamento. O projeto foi amplamente divulgado pelo mandato Coletivo do vereador Gilmar Santos, autor de ambas propostas, desde no mínimo novembro de 2019, com a participação de vários segmentos da sociedade. Além disso, dois membros da comissão já haviam dado pareceres, o suficiente para ser posto na pauta da casa. 

O que é o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa?  

O Estatuto da Igualdade Racial é uma lei, que visa combater a desigualdade racial que atingem as pessoas negras no Brasil, promovendo a inclusão do aspecto racial nas políticas públicas desenvolvidas pelo Estado. No âmbito federal, foi instituída o Estatuto da Igualdade Racial, por meio da lei nº 12.288 de 2010. Outro exemplo importante é o Estatuto da Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa no âmbito do Município de Salvador/BA, em vigor desde 2019. 

Para que o Estatuto serve? 

Para garantir à população negra, vítima da discriminação racial histórica no Brasil, a participação igualitária na vida econômica, social e política do país. Para isso, o Estatuto estabelece medidas, programas e ações afirmativas no âmbito da educação, da cultura, do trabalho, da saúde, dentre outros. Ainda, o Estatuto otimiza o apoio e incentivo do Estado às iniciativas da sociedade civil que também busquem a promoção da igualdade e o combate ao Racismo Estrutural. 

Por que precisamos aprová-lo? 

Em Petrolina/PE, segundo dados do último Censo do IBGE, de 2010, a população negra representa 66,82% da população total, e encontra-se, em grande parte, concentrada nos bairros periféricos e na zona rural. Nesse sentido, o Poder Público Municipal tem o dever de garantir a igualdade de oportunidades para esta maioria da população e, para isso, é imprescindível a aprovação de mecanismos como o Estatuto da Igualdade, que visem combater a desigualdade racial e religiosa, além de garantir espaço e voz para a população negra. 

Além disso, é preciso atentar para as manifestações estruturais e institucionais do racismo na cidade. No país onde 75,5 % das vítimas de homicídio são negros, a cidade de Petrolina apresenta casos sintomáticos, como o assassinato dos jovens Matheus e Lucas em janeiro de 2020, ou a abordagem violenta da polícia contra as famílias negras que participavam da Mostra de Artes Novembro Negro, em 2019. O Estatuto da Igualdade Racial é um importante instrumento para combater esses sintomas!

Contexto atual vidas negras importam/covid-19:

O movimento “Vidas Negras Importam” ganhou notoriedade nos últimos meses, ao mesmo tempo que a pandemia do coronavírus acentuou as desigualdades já existentes no Brasil e, do mesmo modo, no Município de Petrolina, atingindo diretamente a população negra, especialmente no âmbito do trabalho e da saúde. Agora, mais do que nunca, é necessário que o Poder Público Municipal atue a favor da igualdade da população negra. Estatuto da Igualdade Racial já!

 

Frente Negra do Velho Chico

Notícias

Covid-19: Petrolina registra 1.741 casos com 41 mortes

As curas clínicas aumentaram para 639.

A Prefeitura de Petrolina realizou 371 testes rápidos nesta quarta-feira (15), com 58 casos confirmados. O município também recebeu 13 confirmações por meio de exames laboratoriais. Dos testes, são 32 pessoas do sexo feminino com idades entre 8 a 81 anos, e 26 do sexo masculino, entre 7 a 71 anos. Dos exames laboratoriais são 7 pacientes do sexo feminino, entre 4 e 84 anos, e 6 do sexo masculino entre 25 e 78 anos.

Com esses 71 novos casos, Petrolina contabiliza 1.741 registros até o momento – destes, 168 são detentos da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes. Do total de positivados, 1.342 foram confirmados por testes rápidos da prefeitura e 399 diagnosticados através de exames laboratoriais. As curas clínicas aumentaram para 639. Petrolina tem mais um óbito por covid-19, totalizando 41 até o momento. A paciente era uma idosa de 81 anos, com histórico de comorbidades, que estava internada na rede pública da cidade.

A prefeitura aguarda o resultado da análise do material biológico que foi coletado de um homem de 51 anos, sem histórico de comorbidades, que faleceu nesta quarta-feira em um hospital da rede privada e foi notificado como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O resultado do exame confirmará o tipo de síndrome respiratória.

Internamentos

A taxa de ocupação geral dos leitos de UTI da rede pública é de 62,5%. Dos 40 leitos disponíveis, 25 estão ocupados, sendo que 9 pacientes são de Petrolina e 16 de outras cidades da região. Os dados completos seguem abaixo

Taxa de ocupação de leitos 15.07.2020

Por Duda Oliveira – Assessor de Comunicação da Secretaria de Saúde de Petrolina

Notícias

Fórum Popular de Cultura de Petrolina lança Campanha “Eu Faço Parte do Fórum e o Fórum Faz Parte da Lei – #paguejá”

Com a implementação da Lei Aldir Blanc, Petrolina terá a disposição cerca de R$ 2.248.000,00 para garantir uma renda emergencial para trabalhadores/as da cultura e manutenção de espaços culturais no município.

Faltando apenas um dia para o prazo se encerrar, finalmente a Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc (lei nº 14.017/20) foi sancionada, vitória dos/as trabalhadores/as da Cultura! A luta agora é pela liberação e execução dos recursos, de forma democrática e descentralizada, para que alcance todos/as os/as artistas, técnicos/as e produtores/as das diversas linguagens artístico-culturais, a fim de que os impactos causados pela pandemia do COVID-19 no setor econômico e na cadeia produtiva da cultura sejam minimizados.

O Fórum Popular de Cultura, que surge com o objetivo de buscar o fortalecimento da classe artística de Petrolina em suas múltiplas linguagens, vem se reunindo virtualmente desde o início do distanciamento social e traçando caminhos e estratégias de manutenção e sobrevivência dos/as trabalhadores/as da cultura no município, sobremaneira discutindo sobre a Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc e como atuar nesse momento tão difícil para todos/as.

Acompanhando as discussões a nível federal e estadual, o Fórum Popular de Cultura, após realizar campanha virtual para sanção da lei emergencial para a cultura, lançou no início deste mês de julho a campanha “Eu faço parte do Fórum e o Fórum faz parte da Lei – #PagueJá”, apresentando grupos, cias, coletivos, artistas, técnicos/as, produtores/as e simpatizantes da cultura que participam do Fórum e que defendem a liberação e execução dos recursos previsto em Lei o mais rápido possível e a participação dos/as artistas na comissão e/ou comitê emergencial local para fiscalização, planejamento e implementação da lei junto à secretaria executiva de cultura do município. Ressaltamos que o recurso de R$ 3 bilhões previstos para a Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc tem origem no Fundo Nacional de Cultura, conforme superávit apurado até dezembro de 2019, sendo transferido da União para Estados, Munícipios e ao Distrito Federal.

É importante lembrar que a classe artística foi a primeira a parar e será a última a retornar com suas atividades e projetos. Se torna ainda mais urgente a ação de uma política cultural, pois existem dezenas de trabalhadores/as da cultura sem qualquer auxílio a mais de 90 dias em Petrolina. A campanha virtual “Eu faço parte do Fórum e o Fórum faz parte da Lei – #PagueJá” vem justamente para pressionar e exigir a aplicação imediata desse auxílio emergencial por parte do governo federal, estadual e municipal. Com a implementação da Lei Aldir Blanc, Petrolina terá a disposição cerca de R$ 2.248.000,00 para garantir uma renda emergencial para trabalhadores/as da cultura e manutenção de espaços culturais no município.

O Fórum Popular de Cultura dispõe ainda de um cadastro através de um formulário online, onde todos/as os/as trabalhadores/as da cultura podem se cadastrar e se juntar à luta, que é coletiva e de todos/as nós. Através do cadastro, é possível ainda participar de um grupo no whatsapp, caso seja do interesse do/a cadastrado/a.

Link para o cadastro no Fórum Popular de Cultura: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdY9zvp5p-JK1N8QXBbEm1C4I9wTZfc6CCyOyIwC_N_r0Fx1Q/viewform

Acompanhe o Fórum nas redes sociais: https://www.instagram.com/forumpopulardecultura/

Contato através do e-mail: forumpopulardeculturapetrolina@gmail.com

 

GT de Comunicação do Fórum Popular de Cultura de Petrolina

Notícias

Petrolina tem 417 casos confirmados e 13 mortes por covid-19

Do total de casos confirmados, 159 já estão recuperados. Petrolina registrou uma morte por covid-19 neste domingo, aumentando o total de óbitos para treze. A vítima é uma idosa de 83 anos, que estava internada no Hospital Universitário (HU).

Petrolina tem mais três casos positivos da covid-19. As confirmações deste domingo (14) foram feitas por meio de exames analisados pelo Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE). Os pacientes são três homens de 39, 66 e 73 anos.

Com isso, Petrolina chegou ao total de 417 casos do novo coronavírus. São 298 confirmações por testes rápidos da prefeitura e 119 casos diagnosticados através de exames laboratoriais. Do total de casos confirmados, 159 já estão recuperados. Petrolina registrou uma morte por covid-19 neste domingo, aumentando o total de óbitos para treze. A vítima é uma idosa de 83 anos, que estava internada no Hospital Universitário (HU).

SRAG

Quanto aos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o boletim aponta que o município continua com 100 casos em investigação, enquanto 30 já foram descartados. Confirmados somam 9 casos, além de 1 óbito.

Internamentos

Confira abaixo a taxa de ocupação dos leitos para a covid-19 na rede pública e privada de Petrolina.

Pacientes internados 14.06

Texto: Duda Oliveira – Assessor de Comunicação da Secretaria de Saúde de Petrolina