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Lula: “Não aceito barganhar minha liberdade”

Em carta publicada nas redes sociais, ex-presidente afirma que não aceita cumprir o restante da pena em regime semiaberto

Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Lula afirmou, em carta publicada nesta segunda-feira 30, que não irá “barganhar” seus direitos e sua liberdade em resposta à intenção da Operação Lava Jato em concedê-lo prisão domiciliar.

Na última sexta-feira 27, procuradores da Lava Jato apresentaram à Justiça um pedido para que Lula cumpra o resto da pena em regime semiaberto. A justificativa é de que ele já teria cumprido um sexto da pena e, portanto, já estaria apto para cumprir parte da pena em casa.

No entanto, Lula afirmou em carta que não troca sua “dignidade pela liberdade”, e que cabe ao Supremo Tribunal Federal “corrigir o que está errado, para que haja justiça independente e parcial”. O ex-presidente encontra-se preso na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba há mais de 500 dias. Ele foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão no caso do triplex do Guarujá.

Os advogados do ex-presidente concederam entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira explicando mais detalhes sobre a progressão de pena de Lula.

Questionados se já existe alguma decisão expedida pela juíza Gabriela Hardt, responsável por julgar decisões da Lava Jato em Curitiba, Cristiano Zanin afirmou que ele ainda não recebeu nenhuma intimação da Justiça sobre o requerimento dos procuradores, mas que os advogados pretendem apresentar, no tempo certo, uma manifestação com a orientação dada por Lula.

 

 

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‘Documentos provam que processos foram corrompidos e liberdade de Lula é urgente’, diz Zanin

Defesa de Lula veio à público denunciar em nota o conluio entre Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato para atuarem em uma condenação política do ex-presidente em um processo sem provas

Foto: Mídia NINJA

Após a série de reportagens que mostra comportamentos antiéticos dos “heróis” da justiça brasileira e da operação mais midiática dos últimos anos no país divulgada nesta noite pelo The Intercept Brasil, a defesa de Lula veio à público denunciar em nota o conluio entre Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato para atuarem em uma condenação política do ex-presidente em um processo sem provas e atuando para impedir uma entrevista dele por medo de que isso pudesse eleger Fernando Haddad nas eleições de 2018.

Leia a nota na íntegra:

Em diversos recursos e em comunicado formalizado perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU em julho de 2016 demonstramos, com inúmeras provas, que na Operação Lava Jato houve uma atuação combinada entre os procuradores e o ex-juiz Sérgio Moro com o objetivo pré-estabelecido e com clara motivação política, de processar, condenar e retirar a liberdade do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reportagem publicada hoje (09/06/2019) pelo portal “The Intercept” revela detalhes dessa trama que foi afirmada em todas as peças que subscrevemos na condição de advogados de Lula a partir dos elementos que coletamos nos inquéritos, nos processos e na conduta extraprocessual dos procuradores da Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro.

A atuação ajustada dos procuradores e do ex-juiz da causa, com objetivos políticos, sujeitou Lula e sua família às mais diversas arbitrariedades. A esse cenário devem ser somadas diversas outras grosseiras ilegalidades, como a interceptação do principal ramal do nosso escritório de advocacia para que fosse acompanhada em tempo real a estratégia da defesa de Lula, além da prática de outros atos de intimidação e com o claro objetivo de inviabilizar a defesa do ex-Presidente.

Ninguém pode ter dúvida de que os processos contra o ex-Presidente Lula estão corrompidos pelo que há de mais grave em termos de violações a garantias fundamentais e à negativa de direitos. O restabelecimento da liberdade plena de Lula é urgente, assim como o reconhecimento mais pleno e cabal de que ele não praticou qualquer crime e que é vítima de “lawfare”, que é a manipulação das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política.

Cristiano Zanin Martins

 

 

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