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Ato Cultural em defesa do Rio São Francisco acontece nesta sexta-feira em Petrolina, PE e Juazeiro, BA

O objetivo da manifestação é mobilizar a sociedade e o Legislativo contra a privatização da Chesf e defender o Rio São Francisco.

Chamar a atenção da sociedade e dos dirigentes públicos para a necessidade de preservação do Rio São Francisco. Este é o objetivo do Ato Cultural “Todos pelo Velho Chico”, que será realizado nesta sexta, 06, em Petrolina e Juazeiro. Durante o evento, serão realizados shows musicais, manifestações culturais diversas, prestação de serviços públicos, além de depoimentos e manifestos de apoio ao Rio São Francisco. O ato está sendo organizado em parceria com Movimentos Populares, Entidades de Classe, Frente Parlamentar em defesa do Rio São Francisco (Nacional e Regional), Igrejas, ONG’s, Representantes e Dirigentes Públicos, Setor Agrícola, Pecuário, Turístico,Comercial, Governos estaduais da Bahia e de Pernambuco, entre outros.

Segundo a organização, que tem a frente a Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste (FRUNE), a atividade tem início, às 15h, com uma concentração na Concha Acústica, ao lado da Catedral, em Petrolina. Após saudação da Frente Parlamentar em defesa da Chesf e do Rio São Francisco, os participantes irão em romaria, com barcos enfeitados, atravessar o Rio para se juntar aos demais participantes em Juazeiro, onde acontecem as atividades culturais e as prestações de serviços e os shows das diversas atrações musicais.

“A ideia é realizar um grande evento unindo as cidades que possuem uma relação histórica com o Rio. Juazeiro, Petrolina e Sobradinho, bem como todo o Vale do São Francisco encontram-se em áreas estratégicas e, mais que isso, as cidades possuem uma simbologia”, explica Jeam Cláudio, jornalista e coordenador do evento por parte da FRUNE.

Programação e Atrações – A partir das 16h já haverá, no espaço onde fica o Vaporzinho, serviços públicos da secretaria de saúde de Juazeiro (glicemia, medição de pressão arterial e outros serviços). A secretária de Ação Social vai orientar os cidadãos sobre o programa Bolsa Família. Já a Secretaria de Meio Ambiente realizará a distribuição de mudas. Paralelamente, haverá espaço infantil, fanfarras, exibição de trabalhos escolares relacionados ao Rio, apresentações teatrais e manifestações culturais. O evento vai contar com a participação de artistas regionais, representantes públicos e membros da sociedade que lutam, defendem e preservam o Rio São Francisco.

A atração principal ficará por conta de Targino Gondim e sua banda, que tem uma identidade grande com a defesa do Rio São Francisco. Antes dele, entretanto, os participantes irão desfrutar do som animado dos meninos do Matingueiros e do grupo Percussivo Baque Opará. Eclético, o Ato terá Jazz regional com o Outrio. João Sereno e Sandro Cordas completam as atrações. “Procuramos montar um repertório de atrações diversificada, mas todas com uma identidade regional. O público irá ter um evento de qualidade musical ímpar, aliado uma dose de cultura nordestina e bastante sensibilização sobre a importância de preservação do Velho Chico”, destaca Jeam. Governadores nordestinos presentes – Na última semana, o governador do Piauí, Wellington Dias, em audiência com os dirigentes da Frune, garantiu presença no evento. Rui Costa, Governador da Bahia, anfitrião, estará presente, chegando às 16h. Paulo Câmara, de Pernambuco, define a presença nesta quinta, 05. A ideia é ter todos os governadores presentes. Os gestores nordestinos inclusive enviaram uma Carta ao Presidente Michel Temer se manifestando contra a privatização da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) que, caso se concretize, terá impacto negativo na preservação do Rios São Francisco e Parnaíba e, sobretudo, na economia da região. As Frentes Parlamentares (Nacional e Regional) em defesa da Chesf e do Rio São Francisco estarão presentes neste evento. A frente foi instalada por iniciativa do deputado Danilo Cabral (PSB/PE). Na Assembleia Legislativa do estado, o grupo foi formado por iniciativa do deputado Lucas Ramos (PSB).

O objetivo da frente é mobilizar a sociedade e o Legislativo contra a privatização do sistema elétrico brasileiro e defender o Rio São Francisco. “Esperamos fazer uma grande mobilização em defesa da Chesf e do setor elétrico brasileiro. Toda atenção à questão é urgente, pois a privatização anunciada pelo governo federal significa também a privatização do Rio São Francisco e isso não podemos permitir”, disse Danilo. Para Lucas Ramos, desfazer-se de um patrimônio dos brasileiros por R$ 20 bilhões para encobrir um déficit de R$ 59 bilhões que o sistema Eletrobras acumula é “uma prova da incapacidade do governo federal”. O novo colegiado recebeu o apoio de 30 deputados estaduais para ser criado e também integram a frente Rodrigo Novaes (PSD), Odacy Amorim (PT), Laura Gomes (PSB) e Zé Maurício (PP), entre outros que unidos, já somam mais de 400 parlamentares nas esferas federal e estadual dos estados. A Frune, em nome do Movimento amplo em defesa do Rio São Francisco, convida a população de toda região para prestigiar o evento. “Esta é uma oportunidade para cada cidadão do Nordeste, em especial os da região do Vale do São Francisco, que tem amor pelo Rio manifestar seu sentimento e, dessa forma, chamar a atenção do país para a preservação do Velho Chico”, frisou Jeam.

 

 

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Ocupa Ilha leva arte, cultura, esporte, ações ambientais e debates políticos para a Ilha do Fogo neste final de semana

A programação acontece neste sábado, 30 e no domingo, 01, a partir das 8h da manhã.

O Coletivo Amigos da Ilha realiza neste final de semana o “Ocupa Ilha”. Um evento dentro da Ilha do Fogo, balneário que fica localizado entre as cidades de Juazeiro-BA e Petrolina-PE e que conta com diversas atividades na área da cultura, das artes, do esporte, bem como atividades educativas e ambientais.

No sábado (30), haverá aula de Yoga, oficina de sinalização, mutirão de limpeza e plantio de mudas. No domingo, 1º de outubro, também haverá aula de Yoga pela manhã, vivência “Costura da vida”, Intervenção na área de banho com histórias na beira d´água e intervenção de dança.

Ainda no domingo, o Bosque Coletivo, que apoia o evento, realizará o Sarau do Bosque, edição especial “A Ilha do Fogo é do Povo”, com teatro, música e poesia. A programação completa pode ser conferida ao final do texto.

Dentro da programação acontece também a Roda de Conversa – Retrocessos, Ocupações e Mídias Independentes a partir do Golpe de 2016.

Este espaço pretende debater os contextos atuais e buscar caminhos de superação e de enfrentamento – Tendo como base um projeto popular e progressista para o Vale do São Francisco.

O debate acontece dentro do Galpão da Franave, na Ilha do Fogo a partir das 14h, no sábado (30).

Para Ênio Silva, militante em defesa da Ilha do Fogo através do Coletivo, “esta é uma organização fomentada pela sociedade civil, através de coletivos, grupos de teatro, músicos. É para chamar a atenção para o descaso do poder público para com a Ilha do Fogo e de forma mais abrangente com o próprio Rio São Francisco. Ocupar a Ilha com cultura, arte, esporte e ações práticas de meio ambiente é a nossa forma de protesto”, pontuou.

A Ilha do Fogo e o Coletivo Amigos da Ilha

A Ilha do Fogo – situada no Rio São Francisco, divisa entre os estados da Bahia e Pernambuco e que historicamente sempre representou um espaço de lazer, cultura e esportes principalmente às parcelas mais pobres de nossas cidades e de visitantes que aqui chegam diariamente. A Ilha do Fogo abriga uma colônia de pescadores com cerca de 40 famílias que, há mais de 30 anos, tem o seu sustento garantido por meio da pesca no Rio São Francisco.

Na madrugada do dia 3 de setembro de 2012, foi invadida de forma arbitrária pelo exército brasileiro. Após muita luta do Coletivo Amigos da Ilha, dos pescadores e de grande parte dos banhistas e sociedade civil organizada, em 22 de junho de 2015 o exército retirou os portões que impediam o acesso da população a Ilha do Fogo.

O Coletivo Amigos da Ilha, além da “desocupação” promovida pelo Exército Brasileiro, luta pelas seguintes reivindicações:

A garantia de que os pescadores e suas famílias que sobrevivem da pesca no Rio São Francisco possam continuar exercendo seu trabalho livremente e que sejam atendidas suas reivindicações para melhorar as suas condições de trabalho.

A efetiva revitalização da ilha e condições dignas de utilização, bem como a revitalização do Rio São Francisco e extinção dos pontos de esgotos que são despejados no rio pela cidade de Petrolina.

Passados quase dois anos da “desocupação” do exército, o Coletivo Amigos da Ilha, a Associação de Pescadores, Associação de vendedores Ambulantes da Ilha, coletivos de artistas e sociedade civil organizada iniciaram conversas para discutir formas de chamar a atenção da sociedade e das instituições públicas para colocar em prática as reivindicações acima citadas.

Confira a Programação Completa do Ocupa Ilha

Sábado (30/09)

8h – [área de banho da Ilha] Aula de Yoga  com Prof.Sofia Correia

9h – Oficina de sinalização (Placas de Conscientização) com a profª Clarissa Campelo/Univasf

10h30 – Mutirão de limpeza + Plantio de mudas

15h – [Casarão] Roda de Conversa “Mídia Livre e Resistência Pós Golpe” com intervenções do Coletivo Ser Tão Poeta e “Samba Coco ” com Paulinho Rodrigues.

Domingo (1º/10)

8h – [área de banho da Ilha] Aula de Yoga  Prof.Leonardo Maurielli

9h30 – [Casarão] Vivência “Costura da Vida – Clã Virá

13h – Roda de Capoeira – Bando Maré de Março

14h – [Área de Banho da Ilha] Intervenção. Histórias na beira d´água – Cia Biruta

Sarau do Bosque – Edição Especial: “A Ilha do Fogo é do Povo”

14h – Abertura com Intervenção em Dança  – Coletivo Incomum/Trecho do espetáculo “Fraturas” – Coletivo Trippé

Música: Neto Kiriri, Fatel, Libório e a Combustão Espontânea, Sóda Solta, Fogo no Munturo, Tio Zé Bá, Daniel Pinheiro, Ciro Cavalcanti, 3 da Matina, Paulo Soares e Novo Ciclo.

Poesia: Recital de Poesia por Ruthe Maciel, Luzia – Intervenção poética (Trup Errante), Procura-se Um Corpo – Ação nº 3 (Núcleo de Teatro do Sesc, Dança – Trecho do Espetáculo “Batuques” (Cia Balançarte).

*Ascom* – Ocupa Ilha

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Rap “Nordestinias” é o grande vencedor do Festival Edésio Santos 2016

“Essa conquista tem uma importante simbologia porque estamos dizendo que é possível a cultura do gueto conquistar novos espaços. Demos o recado e graças a Deus todos entenderam bem”, avaliou Euri.

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A noite de sábado, 5,  foi marcada por fortes emoções durante a finalíssima do Festival Edésio Santos da Canção 2016, que em sua 19ª edição continua revelando novos talentos e proporcionando grandes encontros entre diferentes gerações da música sanfranciscana e nacional.

O prefeito Isaac Carvalho, acompanhado do prefeito eleito Paulo Bomfim e secretários municipais, prestigiou o evento. No palco montado ao lado do Vaporzinho e às margens do Velho Chico passaram intérpretes veteranos e estreantes. Defendida pela experiente cantora Raquel Wesley, a música “Meu Deus, Ai que Dó”, do compositor Sérgio Murilo, ficou com o prêmio de Melhor Música Local, levando R$ 5 mil e o troféu Serpente da Ilha do Fogo.

A jovem cantora petrolinense Andréa Vitória, de 15 anos e participante do último The Voice Kids, estreou no Edésio Santos arrebatando o prêmio de Melhor Intérprete com a canção “Calmaria da Noite”, dos juazeirenses Manuca Almeida e Silas França, levando R$ 3 mil e o troféu Varpozinho. A mesma canção ficou com o segundo lugar geral ganhando R$ 8 mil e o troféu Pescador Eronildo de Souza.

Já a também petrolinense Fabiana Santiago ajudou a canção “Redemoinhos”, do compositor mineiro Zebeto Côrrea, a conquistar o terceiro lugar, R$ 6 mil e o troféu Nego D’água. Numa edição marcada pela diversidade musical desde as eliminatórias, o grande vencedor da noite foi o rapper juazeirense Euri Mania, que ousou na inventividade poética e sonora com o rap “Nordestinias” e foi aclamado tanto pelo público quanto pelos jurados.

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O artista ganhou o prêmio Júri Popular mais R$ 1 mil e o troféu Carranca do São Francisco, além de Melhor Música do Festival Edésio Santos da Canção, ficando com a premiação máxima de R$ 10 mil e o troféu Lavadeira Judite Ferreira. “Essa conquista tem uma importante simbologia porque estamos dizendo que é possível a cultura do gueto conquistar novos espaços. Demos o recado e graças a Deus todos entenderam bem”, avaliou Euri.

Entusiasmada, a professora Kátia Andrade elogiou o Festival. “A cada ano melhora mais. Tanto os artistas da terra quanto os que vêm de fora mostraram que a música brasileira é muito rica e temos talentos diversos. A Prefeitura está de parabéns por investir nesse importante projeto cultural para Juazeiro”, elogiou.

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Evento foi encerrado com shows de Cantadores e de Juliana Ribeiro

“Nós representamos a verdadeira música sertaneja porque cantamos as raízes do sertão”, disse o cantador Xangai momentos antes de subir ao palco, emendando em seguida.  “Cantar em Juazeiro neste importante Festival Edésio Santos, e ainda mais aqui do ladinho deste maravilhoso rio que tanto nos encanta e inspira, é um presente o qual eu sonhava um dia receber e hoje está se realizando”.

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Xangai, Maciel Melo, João Sereno e Maviael Melo recitaram poesia e cantaram sucessos das respectivas carreiras. O público cantou junto relembrando os grandes encontros de cantadores ocorridos nas décadas de 1980 e de 1990. Já era madrugada quando a cantora soteropolitana Juliana Ribeiro brindou os presentes com o seu inspirado repertório de três séculos de canção envolvendo a plateia em ritmos como Lundu, Coco, Jongo, Maxixe, Sembas Angolanos, Batuque e o ancestral Samba-de-Roda que contagiou a todos numa grande roda de umbigada, encerrando a edição 2016 do FESC com boas energias e muita dança.

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“Parabenizamos a todos os que participaram nos dando a oportunidade de conhecer uma excelente produção musical realizada por músicos independentes. A grande quantidade de pessoas que vieram prestigiar o evento mostra que estamos no caminho certo investindo e valorizando a nossa cultura. Tenho certeza de que continuará melhorando nos próximos quatro anos”, frisou o secretário de Cultura Donizete Menezes.  Ascom

 

 

 

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Protagonismo das mulheres é destaque em Feira durante o II ENAFA

Evento foi realizado pela Univasf, com o apoio do Irpaa e do Sebrae e, além da Feira, contou também com palestras, mesas redondas e muita troca de informações.

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II Encontro da Agricultura Familiar – Enafa

A criatividade, o empreendedorismo e o conhecimento acerca da viabilidade da Convivência com o Semiárido estiveram presentes nas dependências do Campus da Univasf, em Juazeiro (BA), nos dias 27 e 28 deste mês, período que ocorreu o I Encontro e Feira de Empreendedorismo de Mulheres dos Teritórios Sertão do São Francisco (PE/BA), Piemonte Norte de Itapicuru (BA) e Serra da Capivara (PI).

Uma variedade de produtos como doces de diversos tipos, cosméticos, bebidas, sequilhos, bolos, frutas, verduras, legumes, mel, artesanato em tecido, madeira, barro, couro, etc chamou atenção das/dos participantes do II Encontro da Agricultura Familiar – Enafa, que acontecia paralelamente à Feira. O evento foi realizado pela Univasf, com o apoio do Irpaa e do Sebrae e, além da Feira, contou também com palestras, mesas redondas e muita troca de informações.

Mulheres empreendedoras

A oportunidade de expor, pela primeira vez, o mel de abelhas nativas em uma Feira foi o que trouxe as jovens Nilmária Gomes e Rosângela Gonçalves, das comunidades de Sítio Lages e Melosa, em Remanso (BA), para participarem da Feira de Mulheres. As jovens mantém em área de Fundo de Pasto 47 caixas povoadas de abelhas e afirmam que hoje a meliponicultura (criação de abelha sem ferrão) tem sido uma fonte de renda para ambas. Uma tradição comum em diversas comunidades do Semiárido, a captura e venda do mel da abelha mandaçaia, que é nativa da Caatinga, agora acontece de forma mais organizada. Com o incentivo do Sebrae, a dupla aprimorou o trabalho, desenvolvendo inclusive a marca “Flores do Sertão”.

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II Encontro da Agricultura Familiar – Enafa

Quem também aproveitou a oportunidade de divulgar e comercializar seus produtos foi Maria Aurenita de Souza, de Santa Maria da Boa Vista (PE). Membro da Associação Aroma do Vale, ela produz derivados do leite de cabra, com destaque atualmente para sabonetes e hidratante de pele. Inicialmente o leite era usado para produzir o queijo coalho e iogurte mas nos últimos dois anos a aposta nos cosméticos tem sido também uma opção viável, contou Aurenita. “É minha renda principal, estudo de filho, despesa de casa, tudo é através disso: do queijo e dos sabonetes”, conta Aurenita, que chega a lucrar uma média R$ 2.500 por mês.

Quem esteve na Feira ainda pode adquirir alimentos in natura livre de venenos como uva, melão, , tomate, maracujá, batata doce, macaxeira, hortaliças, beterraba, cenoura, entre outros. Todos esses alimentos são resultados de programas de reforma agrária ou de hortas comunitárias, como é o caso dos produtos que a agricultora Raimunda Januária da Silva estava comercializando. Raimunda integra a Associação de Produtores Orgânicos do Vale – Aprovasf e conta que iniciou o trabalho em uma horta escolar. Com a criação da Associação, a produção aumentou com o objetivo de produzir alimentos saudáveis, hoje comercialziados em feiras e em outros locais de Petrolina, como o Parque Josefa Coelho, onde a feira acontece toda sexta-feira a partir do meio dia. “Além da gente levar alimento, a gente leva conhecimento e saúde”, diz a agricultora Raimunda, afirmando ser um bom negócio trabalhar com alimentos orgânicos.

Todas as temáticas presentes nas experiências expostas na Feira estiveram em discussão no encontro, a exemplo de meliponicultura, associativismo e cooperativismo, produção orgânica, acesso à terra e água, qualidade de vida, elementos essenciais ao bem viver no Semiárido. Mais informações sobre os produtos expostos podem ser acessadas através das instituições organizadoras do evento.

 

Texto: Comunicação Irpaa

Fotos: ImburanaTec

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Juazeiro vai sediar o Seminário Interterritorial de Educação do Campo no Semiárido

Seminário foi proposto pela Articulação Interterritorial para fortalecimento da Educação do Campo no Semiárido, coletivo que representa organizações sociais não governamentais e instituições públicas de Ensino.

logo-last-versionEstão abertas as inscrições para o Seminário Interterritorial de Educação do Campo no Semiárido, que vai acontecer entre os dias 17 e 19 de novembro, no Instituto Federal da Bahia em Juazeiro. O seminário foi proposto pela Articulação Interterritorial para fortalecimento da Educação do Campo no Semiárido, coletivo que representa organizações sociais não governamentais e instituições públicas de Ensino.

Com o tema principal “Terra, trabalho e educação”, o seminário vai discutir questões como o fortalecimento da identidade dos povos do campo e das lutas sociais em torno do acesso e permanência à terra, o trabalho como princípio educativo e para a emancipação humana e uma educação para a Convivência com o Semiárido brasileiro.

Segundo Felipe Sena, colaborador do Irpaa, que é uma das entidades organizadoras do evento, o seminário surgiu da necessidade da mobilização dos territórios em defesa da educação pública e de qualidade, em especial com a educação do campo e uma educação contextualizada. “Acreditamos em uma escola que siga princípios de autonomia e liberdade, com um currículo contextualizado com a realidade da criança. Um currículo que respeite as especificidades do Semiárido”, reforça.

Entre os objetivos do evento estão o de mobilizar gestores públicos, organizações sociais, instituições de ensino e pesquisa; socializar e dar visibilidade às produções acadêmicas sobre educação do campo e analisar a conjuntura política, econômica, cultural e midiática e seus desdobramentos nos direitos de trabalhadores e trabalhadoras campo.

A programação conta com mesas de prosa, rodas de conversa, tendas artísticas com música, poesia, teatro, dança, cordel, etc; feira cultural, atividades voltadas para as crianças e apresentação de pôster. Os/As interessados/as em submeter trabalhos acadêmicos, podem escolher entre as duas modalidades, comunicação científica oral ou pôster.

As vagas são limitadas e os interessados em participar, podem se inscrever através do site www.siecs.com.br, até completarem as vagas. Os valores da inscrição varia entre R$ 30,00 para estudantes de graduação, R$ 50,00 para estudantes de pós-graduação e R$ 80,00 para professores, pesquisadores e outros profissionais, e é isento para militantes de movimento social e sindical, jovens e mulheres do campo.

O I Seminário Interterritorial de Educação do Campo no Semiárido é organizado pelas instituições: Centro Territorial de Educação Profissional do Sertão do São Francisco-Bahia; Fórum Territorial de Educação do Piemonte Norte do Itapicuru; IF Sertão – PE do Campus Petrolina Zona Rural; Universidade do Estado da Bahia (Uneb); Universidade Federal do Vale do São Francisco – Univasf; Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa); Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Núcleo de Pesquisa e Extensão em Desenvolvimento Territorial (Nedet); Rede das Escolas Famílias Agrícolas Integradas do Semiárido (Refaisa); Secretaria Municipal de Educação de Coité; e do Grupo de Agroecologia Umbuzeiro (Gau).

 

Texto: Comunicação Irpaa

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Expectativa para o IV Festival Internacional da Sanfona que começa amanhã em Juazeiro, BA

Mais de onze artistas nacionais e internacionais se apresentarão durante os quatro dias do evento que reúne o melhor da sanfona do Brasil e do mundo.

foto encontrosO IV Festival Internacional da Sanfona começa nesta quarta-feira (13) e o município de Juazeiro da Bahia já está pronto para receber cerca de 50 mil pessoas que deverão circular até o sábado (16). Mais de onze artistas nacionais e internacionais se apresentarão durante os quatro dias do evento que reúne o melhor da sanfona do Brasil e do mundo.

De quarta à sexta-feira, estão programadas, exposições, oficinas, workshops, concertos, Jam Sanfona Sessions e uma série de shows no Centro de Cultura João Gilberto. As atividades, todas gratuitas, começam às 9h, no hall de entrada e culminam às 20h, no palco do teatro com apresentações de artistas de renome internacional, a exemplo de Murl Sanders (EUA), Vanina Tagini & Gabriel Merlino (Argentina), Renato Borghetti, Oswaldinho do Acordeom, Chico Chagas, Nelson Faria, Mestrinho e Edglei Miguel.

As inscrições para as oficinas e workshops (40 vagas cada) podem ser feitas no site (www.festivaldasanfona.com.br) até esta terça-feira (12). Os convites para os shows devem ser retirados no local até duas horas antes do início. De acordo com a organização, 5% das vagas do teatro serão destinadas às pessoas com deficiência, idosos, gestantes e crianças de colo.

Depois de três dias intensos, o IV Festival Internacional da Sanfona chega então ao sábado, e com novidades. O show de encerramento terá o cantor e compositor, Fagner, fazendo uma apresentação completa ao lado de Targino Gondim (curador do evento), Chico Chagas, Murl Sanders e a dupla argentina Vanina Tagini & Gabriel Merlino. O grande encontro acontecerá mais cedo, às 19h, dessa vez, num palco à beira do rio São Francisco, na Orla Nova de Juazeiro.

Com uma produção da Toca Pra Nós Dois Produções e Eventos e Conspiradoria Projetos e Produções, o festival é patrocinado pelo BNDES através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização da Prefeitura Municipal de Juazeiro e do Governo Federal através do Ministério da Cultura (MinC). (Class Comunicação).

Programação (de 13 a 16 de julho)

13 de julho

9h às 12h e 14h às 23h – Exposição Encontros e de Sanfonas / Montagem e manutenção

Local: Foyer Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro-BA).

9h às 12h – Oficina de Sanfona com Edglei Miguel

Local: Sala 1 Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro-BA).

17h – Jam Sanfona Session

Local: Foyer Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro-BA).

14 de julho

9h às 12h e 14h às 23h – Exposição Encontros e de Sanfonas / Montagem e manutenção

Local: Foyer Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro-BA).

9h às 12h – Oficina de Sanfona com Edglei Miguel

Local: Sala 1 Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro-BA).

14h às 17h – Workshop Harmonia e Acompanhamento com Chico Chagas

Local: Sala 1 Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro-BA).

17h – Jam Sanfona Session

Local: Foyer Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro-BA).

20h – Shows

Quinteto Sanfônico da Bahia

Renato Borghetti

Murl Sanders (USA)

Local: Sala principal Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro-BA).

15 de julho

9h às 12h e 14h às 23h – Exposição Encontros e de Sanfonas / Montagem e manutenção

Local: Foyer Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro-BA).

9h às 12h – Oficina de Sanfona com Edglei Miguel

Local: Sala 1 Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro-BA).

14h às 17h – Workshop Improvisação Musical com Chico Chagas e Nelson Faria

Local: Sala 1 Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro-BA).

17h – Jam Sanfona Session

Local: Foyer Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro-BA).

20h – Shows

Oswaldinho

Mestrinho

Vanina Tagini & Gabriel Merlino (Argentina)

Local: Sala principal Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro-BA).

16 de julho

19h – Grande Show de Encerramento

Daniel Itabaiana

Flávio Baião

Wanderley do Nordeste

Silas França

Targino Gondim

Vanina Tagini & Gabriel Merlino (Argentina)

Murl Sanders (USA)

Chico Chagas

Fagner

Local: Orla Nova de Juazeiro (BA).

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Inscrições para concurso em Juazeiro acabam segunda

São 142 vagas com salários que variam de R$ 880 a R$ 3 mil.

650x375_concurso_1623567Terminam nesta segunda-feira, 4, às 23h59, as inscrições para o concurso público da prefeitura de Juazeiro ( a 550km de Salvador). São 142 vagas com salários que variam de R$ 880 a R$ 3 mil. A taxa de inscrição para níveis médio e técnico custa R$ 30; para superior, R$ 40. As inscrições devem ser feitas pela internet.

As vagas de nível médio são para: Agente de Tributos; Auxiliar Técnico Administrativo; Auxiliar Técnico de Pessoal; Cadastrador Imobiliário; Cadista; Fiscal de Obras; Fiscal de Postura; Fiscal de Trânsito; Fiscal de Transporte; Guarda Municipal.

As oportunidades de nível técnico: Fiscal de Saneamento; Técnico em Contabilidade; Técnico em Gestão Ambiental; Técnico em Informática; Técnico em Segurança do Trabalho.

Nível superior: Advogado; Auditor Fiscal; Analista de Sistemas; Arquiteto; Assistente Social; Engenheiro Agrônomo; Engenheiro Civil; Engenheiro Eletricista; Engenheiro em Segurança do Trabalho; Engenheiro Florestal; Psicólogo.

O prazo de validade do concurso é de dois anos, a contar da data da publicação da homologação do concurso. A prova será no dia 24 de abril, em Juazeiro, com horário e local ainda não divulgados. (A tarde).