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Ato ”A revolta das cores” aconteceu na Ilha do fogo

Para Alzyr Brasileiro, coordenador municipal da Aliança Nacional LGBT, o evento marca um momento de luta de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais nesse momento de tanto conservadorismo nessa nova conjuntura social e política que o Brasil está vivendo.

Foto: Reprodução Facebook

No último domingo (13), centenas de pessoas da população LGBTQ+ de Petrolina e Juazeiro lotaram a Ilha do Fogo, para conscientizar e sensibilizar comerciantes e usuários do local contra a LGBTFOBIA, o evento foi realizado pela coordenação municipal da Aliança Nacional LGBTQ+ de Petrolina, Associação Sertão LGBT , Coletivo Monas e do Conselho Municipal de Direitos Humanos de Juazeiro.

Além das falas das lideranças dos movimentos LGBT, que enfatizaram que “aquele ato não era um lazer, e sim um ato político de ocupação de um espaço público, de liberdade e também de propriedade da população que ainda sofre com a discriminação e com a violência LGBTfóbica”.

Foto: Reprodução Facebook

Para Alzyr Brasileiro, coordenador municipal da Aliança Nacional LGBT, o evento marca um momento de luta de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais nesse momento de tanto conservadorismo nessa nova conjuntura social e política que o Brasil está vivendo.

A revolta das cores também teve apresentação da Dj Laís Bione, apresentações artísticas com performances de Arilson Rodrígues, Thaís Villar, Clara Vitória, e do cantor Alan Barbosa, a artista plástica e professora Clarissa Campello ambientou a ilha com as cores do arco-íris, juntamente com os artistas visuais Pollyana Mattana e André Brandão. A presidente do conselho municipal de Diretos Humanos de Juazeiro-Bahia Rozineia Rodrigues também esteve presente e distribuiu folhetos com informações sobre a cidadania LGBT que foram usados no trabalho para sensibilizar comerciantes e pessoas que frequentam a Ilha.

Foto: Reprodução Facebook

“Mostramos que somos resistência e que não vamos desistir de lutar por nossa liberdade de andar por aí livremente. a população LGBT+ pede paz e respeito.” Conclui Eduardo Rocha, presidente da Associação Sertão LGBT.

Foto: Reprodução Facebook

Fonte: Texto e fotos perfil de Alzyr Anttônio Sa Brasileiro no Facebook

https://www.facebook.com/profile.php?id=1045848071

 

Grifo nosso:

O ato foi motivado como protesto a agressão sofrida por um casal de jovens LGBT, no último dia 05. Segundo informações, o casal já estava deixando a Ilha quando foi surpreendido por dois homens que os agrediu com pauladas, e quando estes indagaram porque estavam sendo agredidos eles teriam respondido: “viado tem que morrer”. Os jovens não conseguiram identificar os agressores e mesmo machucados conseguiram fugir.

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Vereador Gilmar Santos emite nota sobre casal LGBT que foi agredido na Ilha do Fogo

“Somos contra qualquer forma de violência, não acreditamos em uma sociedade em que não se respeite a vida humana, em que os direitos humanos não vigorem na instituição das relações de sociabilidade”, diz a nota.

Foto: Reprodução

O vereador Gilmar Santos (PT), divulgou hoje em seu site http://gilmarsantos.org/ uma nota em que repudia veementemente a agressão sofrida por um casal LGBT na Ilha do fogo. Segundo informações, o casal já estava deixando a Ilha na noite do último sábado, 05, quando de repente se deparou com dois homens que os agrediu com pauladas, e quando estes indagaram porque estavam sendo agredidos eles teriam respondido: “viado tem que morrer”. Os jovens não conseguiram identificar os agressores e como já estavam chegando ao portão de saída fugiram, mesmo estando machucados.

Conforme informações eles já teriam prestado queixa na delegacia. Confira abaixo a íntegra da nota emitida pelo vereador:

“O Mandato Coletivo do Vereador Gilmar Santos recebeu com muita indignação a notícia do caso de homofobia que aconteceu na Ilha do Fogo. Um casal de namorados gays foi brutalmente e covardemente atacado. Enquanto levavam pauladas ouviram que pessoas como eles deveriam morrer, numa demonstração cruel do ódio ao diferente que impera em nossa sociedade, e que também é legitimado pelas nossas instituições. A homofobia ceifa vidas todos os dias no Brasil, somos o país que mais mata a população LGBTQI+ por crime de ódio.

Somos contra qualquer forma de violência, não acreditamos em uma sociedade em que não se respeite a vida humana, em que os direitos humanos não vigorem na instituição das relações de sociabilidade. Somos contra ao total abandono em que está a Ilha do Fogo, onde não observamos nenhum investimento do poder público, inclusive da prefeitura de Petrolina/PE que nunca se comprometeu na garantia da segurança e dos demais cuidados necessários a esse local de lazer da nossa população, população que também é LGBTQI+ e precisa ter seus corpos respeitados e preservados”.

É esperado que a polícia investigue o caso e que os agressores sejam punidos. Este blog também repudia esse ato covarde de violência e desrespeito a pessoa humana.

 

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Ocupa Ilha leva arte, cultura, esporte, ações ambientais e debates políticos para a Ilha do Fogo neste final de semana

A programação acontece neste sábado, 30 e no domingo, 01, a partir das 8h da manhã.

O Coletivo Amigos da Ilha realiza neste final de semana o “Ocupa Ilha”. Um evento dentro da Ilha do Fogo, balneário que fica localizado entre as cidades de Juazeiro-BA e Petrolina-PE e que conta com diversas atividades na área da cultura, das artes, do esporte, bem como atividades educativas e ambientais.

No sábado (30), haverá aula de Yoga, oficina de sinalização, mutirão de limpeza e plantio de mudas. No domingo, 1º de outubro, também haverá aula de Yoga pela manhã, vivência “Costura da vida”, Intervenção na área de banho com histórias na beira d´água e intervenção de dança.

Ainda no domingo, o Bosque Coletivo, que apoia o evento, realizará o Sarau do Bosque, edição especial “A Ilha do Fogo é do Povo”, com teatro, música e poesia. A programação completa pode ser conferida ao final do texto.

Dentro da programação acontece também a Roda de Conversa – Retrocessos, Ocupações e Mídias Independentes a partir do Golpe de 2016.

Este espaço pretende debater os contextos atuais e buscar caminhos de superação e de enfrentamento – Tendo como base um projeto popular e progressista para o Vale do São Francisco.

O debate acontece dentro do Galpão da Franave, na Ilha do Fogo a partir das 14h, no sábado (30).

Para Ênio Silva, militante em defesa da Ilha do Fogo através do Coletivo, “esta é uma organização fomentada pela sociedade civil, através de coletivos, grupos de teatro, músicos. É para chamar a atenção para o descaso do poder público para com a Ilha do Fogo e de forma mais abrangente com o próprio Rio São Francisco. Ocupar a Ilha com cultura, arte, esporte e ações práticas de meio ambiente é a nossa forma de protesto”, pontuou.

A Ilha do Fogo e o Coletivo Amigos da Ilha

A Ilha do Fogo – situada no Rio São Francisco, divisa entre os estados da Bahia e Pernambuco e que historicamente sempre representou um espaço de lazer, cultura e esportes principalmente às parcelas mais pobres de nossas cidades e de visitantes que aqui chegam diariamente. A Ilha do Fogo abriga uma colônia de pescadores com cerca de 40 famílias que, há mais de 30 anos, tem o seu sustento garantido por meio da pesca no Rio São Francisco.

Na madrugada do dia 3 de setembro de 2012, foi invadida de forma arbitrária pelo exército brasileiro. Após muita luta do Coletivo Amigos da Ilha, dos pescadores e de grande parte dos banhistas e sociedade civil organizada, em 22 de junho de 2015 o exército retirou os portões que impediam o acesso da população a Ilha do Fogo.

O Coletivo Amigos da Ilha, além da “desocupação” promovida pelo Exército Brasileiro, luta pelas seguintes reivindicações:

A garantia de que os pescadores e suas famílias que sobrevivem da pesca no Rio São Francisco possam continuar exercendo seu trabalho livremente e que sejam atendidas suas reivindicações para melhorar as suas condições de trabalho.

A efetiva revitalização da ilha e condições dignas de utilização, bem como a revitalização do Rio São Francisco e extinção dos pontos de esgotos que são despejados no rio pela cidade de Petrolina.

Passados quase dois anos da “desocupação” do exército, o Coletivo Amigos da Ilha, a Associação de Pescadores, Associação de vendedores Ambulantes da Ilha, coletivos de artistas e sociedade civil organizada iniciaram conversas para discutir formas de chamar a atenção da sociedade e das instituições públicas para colocar em prática as reivindicações acima citadas.

Confira a Programação Completa do Ocupa Ilha

Sábado (30/09)

8h – [área de banho da Ilha] Aula de Yoga  com Prof.Sofia Correia

9h – Oficina de sinalização (Placas de Conscientização) com a profª Clarissa Campelo/Univasf

10h30 – Mutirão de limpeza + Plantio de mudas

15h – [Casarão] Roda de Conversa “Mídia Livre e Resistência Pós Golpe” com intervenções do Coletivo Ser Tão Poeta e “Samba Coco ” com Paulinho Rodrigues.

Domingo (1º/10)

8h – [área de banho da Ilha] Aula de Yoga  Prof.Leonardo Maurielli

9h30 – [Casarão] Vivência “Costura da Vida – Clã Virá

13h – Roda de Capoeira – Bando Maré de Março

14h – [Área de Banho da Ilha] Intervenção. Histórias na beira d´água – Cia Biruta

Sarau do Bosque – Edição Especial: “A Ilha do Fogo é do Povo”

14h – Abertura com Intervenção em Dança  – Coletivo Incomum/Trecho do espetáculo “Fraturas” – Coletivo Trippé

Música: Neto Kiriri, Fatel, Libório e a Combustão Espontânea, Sóda Solta, Fogo no Munturo, Tio Zé Bá, Daniel Pinheiro, Ciro Cavalcanti, 3 da Matina, Paulo Soares e Novo Ciclo.

Poesia: Recital de Poesia por Ruthe Maciel, Luzia – Intervenção poética (Trup Errante), Procura-se Um Corpo – Ação nº 3 (Núcleo de Teatro do Sesc, Dança – Trecho do Espetáculo “Batuques” (Cia Balançarte).

*Ascom* – Ocupa Ilha

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Velho Chico: vereador Gilmar Santos faz articulação conjunta das Câmaras Municipais de Petrolina e Juazeiro para defesa do Rio São Francisco

Em reunião articulada pelo Mandato Coletivo junto aos presidentes das duas casas e demais vereadores, foi decidida a realização de uma Audiência Pública que acontecerá na Ilha do Fogo, com data prevista para dia 20 de outubro.

Atendendo a uma demanda dos movimentos populares, o vereador Gilmar Santos apresentou à Câmara de Vereadores de Petrolina, no ultimo dia 20 deste mês, requerimento solicitando uma Audiência Pública para debater políticas públicas para a revitalização do Rio São Francisco. O requerimento foi aprovado na Casa Plínio Amorim por unanimidade, onde na ocasião também foi ouvido o ativista Ênio Costa, que compõe o coletivo Amigos da Ilha.  Antes, uma mesma audiência já havia sido aprovada pela Câmara de Vereadores de Juazeiro e ao ter conhecimento de que o mesmo tema já era motivo de mobilização da cidade vizinha, Gilmar Santos articulou para que as câmaras pudessem se unir no debate comum à população dos dois municípios, sugerindo a Ilha do Fogo como cenário, já que é espaço representativo para cidadãos/ãs das duas cidades ribeirinha. “A ilha[do Fogo] é local de encontro entre essas duas cidades irmãs e deve ser valorizada enquanto espaço de lazer, cultura, educação e de debates sobre políticas de revitalização do nosso Rio. Pensar a vida do Velho Chico é levar em conta, também, esses  espaços públicos que se relacionam diretamente com ele, daí o nosso convite aos vereadores das duas casas legislativas, e às autoridades e movimentos sociais que sinalizam compromisso com essa causa”, afirmou Santos.

A preservação do Rio São Francisco tem sido matéria de grande preocupação da sociedade, sobretudo nos últimos tempos, em que seu assoreamento tem saltado aos olhos de todos que vivem às margens do Velho Chico. Porém, a crítica situação atual é uma tragédia anunciada há muito tempo e tem se intensificado pela pouca efetivação de políticas públicas de revitalização das águas.  Para ampliar o debate, a união dos agentes políticos das duas cidades e dos dois estados banhados pelo rio vem contribuir para o aprofundamento das discussões sobre as principais propostas vigentes e as contradições das políticas públicas que até o momento se mostraram muito vulneráveis aos lobbys de interesses empresariais, sendo imprescindível a escuta e participação populares nas decisões políticas acerca do tema para se adotar uma nova postura diante do problema ambiental.

A reunião entre os parlamentares das duas câmaras municipais ocorreu na sala do presidente da Câmara de Petrolina, vereador Osório Siqueira (PSB), que se encontrava na reunião, e contou, também com a presença dos vereadores de Petrolina, Rodrigo Araujo (PSC), Paulo Valgueiro (PMDB), Aero Cruz, PSB, Rui Vanderlei (PSC), Gaturiano Cigano (PRP), e de Juazeiro: Alex Tanuri (PSL), presidente da Câmara, Gleidson Medrado (PSD), Agnaldo Meira (PC do B) e Hélio Coelho (PCdoB).

Além da audiência pública o mandato do vereador Gilmar Santos tem apoiado as atividades de ocupação da Ilha do fogo por partes de educadores, estudantes e artistas, que vai ocorrer nesse final de semana (30/09 e 01/10). Um movimento promovido por organizações populares das duas cidades.

Ascom Mandato Coletivo

Vereador Gilmar Santos (PT)

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Iº Seminário do Patrimônio Cultural acontece em Juazeiro

Com foco no patrimônio material e imaterial do Município seminário vai discutir preservação e tombamento.

A Secretaria de Cultura e Juventude (SECJU) em parceria com o Conselho Municipal de Cultura (CMC), vai realizar  em Juazeiro o Iº Seminário do Patrimônio Cultural, no dia 03 de maio (terça-feira), das 14 às 19 horas, no Centro de Cultura João Gilberto.

De acordo com a organização do evento, o objetivo é efetivar e formalizar as discussões sobre a devida preservação do patrimônio cultural de Juazeiro seja material e/ou imaterial e o debate sobre a Ilha do Fogo, suas dependências físicas, como o galpão, e a sua função cultural para o município e a comunidade sanfranciscana.

O seminário terá como palestrantes o promotor Edivaldo Gomes Vivas, coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural do Ministério Público da Bahia; Sérgio Motta, do colegiado de Engenharia Civil UNIVASF; Márcia Guena,diretora do DCH III UNEB, e Ênio Silva, do Coletivo Amigos da Ilha do Fogo, onde irão debater junto com a sociedade civil o atual estado do patrimônio material e imaterial do município e o projeto da Ilha do Fogo.

O Iº Seminário do Patrimônio Cultural contará na abertura com a apresentação de dança da Trupe Novo Ato de Juazeiro, que mostrará para o público presente o “Samba de Véio: o antigo e o moderno”, um tema que também estará em discussão no seminário como um dos patrimônios imateriais do município.

As inscrições para o seminário serão feitas a partir das 14 horas e são abertas para todo o público interessado no debate. Mais informações na sede da Secretaria de Cultura e Juventude ou pelo telefone: (74) 3614 2652.

 

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Usuário da Ilha do Fogo promovem mutirões de limpeza

O primeiro mutirão aconteceu no último final de semana.

1d3ff615-58e6-4cd0-80ed-0e47e6c89fc2Uma iniciativa de frequentadores da Ilha do Fogo tem recebido o apoio da Prefeitura de Petrolina. A proposta é que os usuários se reúnam mensalmente para realizar mutirões de limpeza no espaço.
O primeiro mutirão aconteceu no último final de semana. A ação tem o objetivo de somar os trabalhos de limpeza, realizados semanalmente, pelo governo municipal e conservar a limpeza, além de alertar aos demais frequentadores sobre a necessidade da preservação e sobre a conscientização de que é melhor prevenir para garantir a preservação do balneário.
“A iniciativa foi muito proveitosa e de grande abrangência, demonstrando que a responsabilidade sobre a limpeza da Ilha é tanto da gestão, como da consciência dos frequentadores”, avalia Iuric Pires, secretário-executivo de Turismo. A ideia foi parabenizada e apoiada por representantes da sociedade civil, como Rodrigo Rodrigues, que enalteceu a iniciativa dos frequentadores.
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“O São Francisco agoniza da Nascente a foz”, diz pescador

A conjuntura atual da região do Alto, apontada por Josemar, é de falta de investimento em Saneamento, já que o esgoto adentra o rio sem nenhum tratamento, o envenenamento do Rio por meio de agrotóxicos e resíduos das indústrias, além do avanço na implantação de projetos de irrigação.

Mesa do congressoA vida do povo e do rio São Francisco foi foco da análise de conjuntura a partir da visão dos ribeirinhos/as e pescadores/as apresentada no II Congresso Nacional de Pescadores e Pescadoras da Bacia do São Francisco. O evento aconteceu de 1º a 03, na Ilha do Fogo, entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), reunindo cerca de 500 pescadores/as de toda e extensão da Bacia, além de movimentos e entidades sociais ligada a atividades pesqueira.

“O São Francisco agoniza da nascente a foz… a realidade do rio vem piorando”, diz o pescador e representante do Movimento dos Pescadores do Alto São Francisco, Josemar Durans. Foi nesse tom que a voz dos/as representantes dos/as pescadores/as de cada região da bacia ecoou a atual situação do Velho Chico e dos profissionais que vivem da pesca artesanal ao longo do leito do Rio. A conjuntura atual da região do Alto, apontada por Josemar, é de falta de investimento em Saneamento, já que o esgoto adentra o rio sem nenhum tratamento, o envenenamento do Rio por meio de agrotóxicos e resíduos das indústrias, além do avanço na implantação de projetos de irrigação. Outros impactos apontados são o avanço do agronegócio, e como o hidronegócio vem retirando os territórios dos ribeirinhos e da classe trabalhadora em nome de um modelo de desenvolvimento que não contribuem com a vida do rio e das pessoas. Uma realidade não somente do alto, mas de toda a bacia como apontaram, posteriormente, os/as pescadores/as.

Outra ameaça que surgiu neste apontamento da conjuntura, foi como a pesca predatória e a psicultura vem ameaçando a pesca artesanal e a própria reprodução dos peixes nativos ao longo rio, um levantamento feito na região do Médio São Francisco. Somada a está situação, as mineradoras na região de Caetité, que além de outros impactos, contaminam o solo por urânio o que afeta também a produção familiar de alimentos de pequenos/as agricultores/as, assim como o desmatamento, entre outros agravantes, “nós não aguentamos mais esse problema…nós sofremos com estes grandes projetos”, desabafa José, que lamenta a ausência de fiscalização por parte dos órgãos competentes. O pescador também fez o alerta sobre a morta anunciada do Rio Corrente, com todas as ameaças que vem sofrendo.

Na região do Submédio, a realidade não é diferente, como pontuo Joaquim Vale, “a situação é crítica para nós pescadores, no ano de 2015 quase não tivemos peixes. Prevemos que 2016 não vai ser bom para a pesca, pois só soltam água para a geração de energia”, avalia. Joaquim também questiona a solução que os governos estão buscando para a chamada “crise hídrica”, a transposição do Rio Tocantins para o São Francisco. Ao final ele afirma que mesmo diante da realidade de negação de direito dos/as pescadores artesanais, “nós não vamos baixar a cabeça, vamos a luta”, afirma.

IMG_0089“É doloroso escutar tanta dor, tanto pranto… nós estamos aqui preocupados com os problemas do São Francisco e quem está pagando a conta somos nós. Como temos um rio e os pescadores não podem pescar?”, questiona Marizela do MPP. Ela também pontua uma realidade que deixa a margem esta classe de trabalhadores/as, a negação do direito ao território, “os pescadores/as não tem terra”, afirma. O que para a pescadora Marcia Maniçoba, de Itacuruba – PE, é uma questão que precisa ser resolvida, “o pescador não tem direito a terra, a gente vai morar em uma canoa?”, questiona. Ela explica que na sua região, os/as pescadores/as realizam a sua profissão com medo de serem alvos da violência dos que dominam a terra, e não permitem que estes se aproximem das suas áreas para realizarem a pescal tradicional e artesanal.

A questão da contaminação da água do Rio por parte do agronegócio também foi pontuada pelos participantes, “o agronegócio tira água limpa do rio e joga veneno”, enfatiza Maria José, da CPP Nacional. Uma realidade, cujos os impactos na saúde da população e do rio não são estudadas, avaliadas, “não podemos pescar e nem beber a água do Rio por conta da poluição”, denuncia um participante. Realidade que tem se agravado com o avanço do agronegócio e da industria ao longo da bacia. “A gente percebe que no entorno da bacia prevalece a lógica de degradação e exploração do grande capital”, comenta Maria José.

Com todas estas questões, neste momento inicial do Congresso, os/as participantes enfatizaram como o lema do evento “Grito do Rio e seu povo na busca do bem viver” representa bem a real conjuntura vivida pelos povos ribeiros e pelo Velho Chico. ” A existência da pesca artesanal e a reprodução de peixes nativos estão ameaçadas, não sabemos o futuro da pesca artesanal diante das grandes obras e da negação de muito direitos”, avalia Maria Celeste, da Coordenação Nacional do Movimento dos Pescadores/as artesanais.

Comunicação – IRPAA

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Ranchos Temáticos, Plenárias e Debates marcam o segundo dia do Congresso Nacional dos Pescadores

O congresso traz o tema: “O Grito do Rio e seu Povo na Busca do Bem Viver”.

congresss.Revitalização do São Francisco de forma ampla e com a participação dos/das pescadores/as e a garantia da pesca artesanal com sustentabilidade, foram alguns dos pontos discutidos no último sábado (02), segundo dia do Congresso Nacional dos Pescadores e Pescadoras que aconteceu desde sexta-feira na Ilha do Fogo, na divisa entre Juazeiro e Petrolina.

O congresso que traz o tema: “O Grito do Rio e seu Povo na Busca do Bem Viver”, refletiu bem o sentimento de luta, resistência e de ameças sofridas por essa classe representada pelos mais de 500 pescadores/as líderes de movimento de toda a Bacia do Rio São Francisco presentes nesse encontro que se estendeu até ontem, dia 03.

Divididos/as em grupos de discussões chamados de Ranchos Temáticos, os/as participantes levantam questões, problemas e apontam propostas que são levadas para uma mesa de apresentação e, posteriormente, discutidas pela plenária que ocorre no espaço onde funcionava a Companhia Nacional de Navegação (Franave) no meio da Ilha do Fogo.

Rizoneide Queiroz, do Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), diz que o atual estado de degradação sofrido pelo Rio São Francisco impacta diretamente na vida dos/das pescadores/as e suas comunidades ribeirinhas que sofrem muito com as injustiças e falta de incentivos governamentais. Questões que segundo Rizoneide, serão amplamente discutidas até o final do Congresso.

A líder do Movimento de Mulheres Pescadoras de Neópolis, em Sergipe, Sandra Malaquias, facilitadora do Rancho Temático que discutiu a Luta das Mulheres na Revitalização do São Francisco, destacou a necessidade urgente de se fazer um trabalho de coleta de lixo e limpeza total do rio junto com um reflorestamento que se estenda de sua nascente até a foz, puxado inicialmente pelas pescadoras com o envolvimento de toda a população que vive à beira do rio porque todos e todas sofrem com a degradação e a possível morte do São Francisco. Proposta semelhante também defendida pelos Ranchos Temáticos: Gestão e Sustentabilidade e Identidade dos Territórios Pesqueiros que até levantaram a necessidade de chamar mais atenção do poder público para construção dos Planos de Saneamento Básico como iniciativa que venha contribui com a vida do rio.

Texto e Foto: Comunicação Irpaa

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Univasf participa de remoção de abelhas na Ilha do Fogo

Os insetos capturados serão utilizados em um projeto que iniciará no mês de julho.

foto-n3218A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) participou de uma ação para remover um enxame de abelhas na Ilha do Fogo, localizada entre as cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

A ação durou dois dias e contou com a presença da professora do , Eva Mônica Sarmento da Silva, um estudante de Engenharia Agronômica e dois estudantes de Zootecnia. Também participaram o secretário Executivo de Turismo de Petrolina, Iuric Pires, e o Corpo de Bombeiros.

O balneário foi interditado no dia 21 de março depois que um grupo de banhistas foi atacado pelas abelhas. De acordo com a professora Eva Sarmento, especialista em apicultura e sericultura, a remoção iniciou na última terça-feira (29) com a captura dos insetos, e finalizou na quarta (30) com a remoção da caixa com os enxames, que foi encaminhada ao Campus Ciências Agrárias (CCA) da Univasf, em Petrolina.

Os insetos capturados serão utilizados em um projeto que iniciará no mês de julho. O trabalho será realizado pelo estudante do curso de Zootecnia, Lucas Esdras, que também participou da captura. “Iremos utilizar as abelhas em um experimento para verificar a capacidade de produção de pólen”, afirma Eva.

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Pescadores e pescadoras artesanais do São Francisco estão reunidos/as até domingo na Ilha do Fogo

O evento segue com mesas de discussão, ranchos temáticos, místicas, apresentações culturais.

caminhada ruas de JuazeiroNa manhã de ontem (01), cerca de 500 pescadores e pescadoras artesanais dos diversos estados que compõem a Bacia do São Francisco saíram em caminhada da praça da catedral de Juazeiro (BA) até a Ilha do Fogo, na divisa com Petrolina (PE), onde permanecem até o próximo domingo (03). As/os ribeirinhos participam de um Congresso que traz como tema “Grito do Rio e seu Povo na busca do Bem Viver!”.

A abertura do Congresso foi um momento para chamar atenção da população local para a luta dos/das pescadores/as, o que não se desvincula da defesa do Rio São Francisco. Com discursos, faixas, gritos de ordem e música, as/os militantes expressaram suas angústias, reivindicações e conquistas. Para o pescador Geraldo Dias, de Casa Nova (BA), é importante receber aqui na região companheiros/as de outros estados que, segundo ele, estão sofrendo as mesmas dificuldades devido a degradação do rio. Segundo o pescador, que é conhecido como Geraldo Cari, o grito dos/das pescadores/as do Vale do São Francisco é pra que “acabasse com os agrotóxicos, acabasse com os esgotos que caem no nosso rio, acabasse com a baixa do Lago de Sobradinho, que tá tirando todo sustento nosso”.

O objetivo central do evento, segundo a Irmã Neusa Francisca, membro do CPP, é discutir os problemas, mas definir também “estratégias de encaminhamentos pra ver quais são as saídas que as comunidades pesqueiras organizadas podem buscar juntas buscando solução para os problemas que aqui estão sendo levantados”. A Irmã acompanha as/os pescadores no Alto São Francisco, a exemplo de Buritizeiro (MG), e relata que empreendimentos como mineradoras e hidrelétricas, além da ação de fazendeiros vem impactando a pesca artesanal e até expulsando estas comunidades tradicionais de seus territórios.

“Nós sabemos que tem um causador de tudo isso, é a ganância para ganhar muito dinheiro, isto não é justo, porque estão tirando do povo pobre, o povo de Deus, pra levar pros grandes, isso é injusto”, desabafa Geraldo Cari, reafirmando que o Congresso é um espaço para refletir essa realidade, bem como somar esforços na defesa da vida do Rio São Francisco. “Por acaso se acontecer a morte do Velho Chico, o que será do nosso país? Por isso a gente tá numa luta e é muito importante essa participação de todos os estados”, reforça.

O evento segue com mesas de discussão, ranchos temáticos, místicas, apresentações culturais. Diversas temáticas estão em debate, a exemplo da gestão e sustentabilidade da pesca artesanal, vazão ecológica e os grandes projetos no São Francisco, Revitalização proposta pelo governo X Revitalização Popular, Soberania Alimentar, Agroecologia, Mudanças Climáticas, Educação Contextualizada, etc. O encerramento acontece na manhã de domingo com apresentação de Síntese do Diagnóstico e das Perspectivas e com uma celebração final.

Comunicação IRPAA