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Dom Gerardo Andrade Pontes terá nome em Avenida de Petrolina, a iniciativa é do vereador professor Gilmar Santos

Dom Gerardo era defensor da população empobrecida e durante o período em que foi Bispo de Petrolina, teve uma atuação muito importante junto aos ocupantes da antiga Vila Papelão, onde hoje é localizado o bairro José e Maria, em especial no período de 1980 a 1982. Com sua luta junto aos pobres, tornou-se grande referência para a comunidade até os dias de hoje.

Dom Gerardo. foto: Reprodução internet

Foi votado e aprovado na sessão ordinária desta terça-feira, 11, o Projeto de Lei  Nº 041/2020 de autoria vereador Gilmar Santos (PT), que homenageia o bispo Dom Gerardo Andrade Pontes denominando a avenida Nordeste -que tem início na BR Nordeste indo até a avenida da Redenção-, no bairro José e Maria, de Avenida Dom Gerardo Andrade Pontes.

Natural de Fortaleza, Ceará, Dom Gerardo foi ordenado sacerdote em 8 de dezembro de 1948 e em 6 de fevereiro de 1975, foi escolhido pelo papa Paulo VI para substituir D. Antônio Campelo de Aragão à frente da Diocese de Petrolina, em Pernambuco. Sua sagração episcopal ocorreu em 17 de agosto de 1975, na Concha Acústica de Petrolina.

Dom Gerardo foi o titular da Diocese de Petrolina por sete anos, até ser resignado para preencher a vaga deixada por D. Expedito Eduardo de Oliveira na Diocese de Patos, Paraíba, em 5 de dezembro de 1983.

Como bispo, defendeu os pobres e oprimidos e criou uma rede de ação em favor da superação da fome e da seca nas dioceses de Petrolina-PE e Patos-PB, através do PROPAC (Programa de Promoção e Ação Comunitária) e o Centro Justiça e Paz. Promoveu o Seminário, ordenando dezenas de padres. Incentivou a renovação das paróquias enquanto rede de pequenas Comunidades de Base. Atuou na Rádio Emissora Rural de Petrolina (Hoje Rural FM) e na Rádio Espinharas de Patos com um programa diário de grande audiência exibido ao meio dia.

Dom Gerardo teve uma atuação muito importante junto aos ocupantes da área Vila Papelão, onde hoje é localizado o bairro José e Maria, em especial no período de 1980 a 1982. Com sua luta tornou-se grande referência para a comunidade até os dias de hoje.

Foto: Reprodução internet

Nos anos iniciais da década de 80, buscou recursos para a construção das casas desses moradores através de mutirões organizados por ele. Dom Gerardo foi o principal defensor daquelas famílias frente aos ataques da gestão da época e da violência que era imposta na tentativa de tirá-los do local, dando força a cada uma delas. Aqueles que vivenciaram essa época são muito gratos até hoje e se somam a proposta apresentada pelo vereador professor Gilmar Santos, para dar à atual Avenida Nordeste o nome de Dom Gerardo Pontes.

O sacerdote tinha como lema “Tudo pelo Evangelho”, e faleceu no dia 24/05/2006. E mesmo com toda dedicação a cidade de Petrolina, até hoje não encontramos nenhuma homenagem ao seu trabalho. Nesse sentido, o vereador professor Gilmar apresentou o projeto com o aval de centenas de pessoas do bairro José e Maria, que se manifestaram via abaixo-assinado com o intuito de homenagear esse religioso que tanto se dedicou a proteção dos mais necessitados.

O professor Gilmar, que tem sua história de formação oriunda das Comunidades Eclesiais de Base (CEB´s) e da Juventude do Meio Popular (PJMP), destaca a importância dessa homenagem feita” a Dom Gerardo Andrade Pontes:

“Fazer esse reconhecimento e homenagem a Dom Gerardo Andrade Pontes é manter viva a memória desse ser humano extraordinário e de tantas pessoas que compartilharam da sua ação evangelizadora e do seu compromisso com a vida da população mais carente do nosso município. Não tive a oportunidade de testemunhar da sua ação na nossa diocese, mas muitas pessoas do José e Maria me contara que Dom Gerardo escalava padres para celebrar missas na Vila Papelão no sentido de evitar que a Prefeitura derrubasse os barracos daqueles ocupantes. A última vez em que o encontrei, ouvi dele “minha vida é uma palco iluminado, e esse palco, essa luz, estão voltados para Petrolina”. Portanto, ficamos imensamente felizes, juntamente com os moradores do bairro José e Maria, e todas as pessoas que assinaram abaixo-assinado em apoio a esse gesto simbólico”.

No seu artigo 2º a lei diz que será posta Pela Prefeitura Municipal, em local de destaque, uma placa alusiva ao homenageado.

O Projeto foi aprovado por unanimidade dos vereadores presentes e segue agora para a sanção do prefeito Miguel Coelho.

 

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Cuba presta homenagem a Che Guevara no 50º aniversário de sua captura e morte

Nesta segunda (09), completa-se meio século da morte de Che, um dos ícones da Revolução Cubana; ato aconteceu em Santa Clara.

Com honras de herói, Cuba rendeu tributo neste domingo (08) à figura e legado de Ernesto Che Guevara, tido como um “gigante moral” que deve ajudar a guiar novas gerações perante novas ameaças do imperialismo, pelo 50° aniversário de sua morte em combate na Bolívia. Che morreu nas mãos das forças de segurança bolivianas em 9 de outubro de 1967.

“Jovens de todo planeta encontrarão na sua vontade de aço, sua fé na humanidade, sentido da honra e dignidade, audácia e austeridade, a inspiração para construir um mundo melhor”, afirmou o primeiro vice-presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, no discurso do ato de homenagem, realizado hoje na cidade de Santa Clara, frente ao mausoléu que abriga os restos do guerrilheiro.

O presidente cubano e companheiro de luta em Sierra Maestra, Raúl Castro – que não fez nenhum discurso -, acompanhado de altos cargos no país e vestido de uniforme militar, depositou uma rosa branca sobre o mausoléu que abriga os restos do revolucionário argentino há 20 anos.

Esse mausoléu, inaugurado em outubro de 1997, quando chegaram a Cuba os restos mortais de Che 30 anos após sua execução em decorrência de sua capturado pela CIA na Bolívia, se transformou em local de peregrinação de militantes da esquerda de todo o mundo e foi visitado por 4,7 milhões de pessoas.

Canel lembrou de Che “como um ser humano íntegro”, “modelo de homem altruísta” e “excepcional revolucionário” durante o ato em Santa Clara, cidade libertada pela coluna liderada por Ernesto Guevara durante a luta insurgente contra o regime de Fulgêncio Batista em dezembro de 1958.

Essa batalha foi crucial para o triunfo definitivo, em janeiro de 1959, da Revolução liderada por Fidel Castro e à qual Guevara serviu nos seus primeiros anos como diretor do Banco Central e Ministro de Indústria.

Para Canel, o legado de Che se transforma hoje em um “reforço moral” para enfrentar o futuro em “um mundo acumulado de contradições e incertezas” com constantes ameaças à paz e à segurança internacional por parte de “poderosos interesses de dominação e conquista”.

O vice-presidente se referiu aos planos “colonizadores” dos Estados Unidos, que pretendem abrir passagem ao capitalismo e ao imperialismo – principal inimigo de Che em suas lutas por

“A história nos ensina que quando um projeto revolucionário, social diferente, mais justo e mais humano, entra em andamento, em seguida enfrenta enormes dificuldades, fortes pressões econômicas e diplomáticas, campanhas midiáticas de desprestígio e difamação, inclusive a ameaça de intervenção militar para castigar sua ousadia”, disse.

Neste novo contexto, Canel disse que o “exemplo do ‘Che’ se agiganta e se multiplica” no povo cubano, que defenderá para sempre a sua Revolução”.

Homenagem aconteceu no mausoléu de Che na cidade cubana

Entre os presentes, Elisdari, uma estudante pré-universitária, qualificou Che como uma das personalidades “mais importantes da história de Cuba e também de toda América Latina”, uma figura que “chega ao coração de todo o mundo”.

“Para Santa Clara é muito importante que os seus restos estejam aqui. Como grande internacionalista, foi a outros países para melhorar a vida dos demais após ter combatido no nosso território”, afirmou o atleta aposentado Luis Alberto García sobre as missões revolucionárias de Che no Congo e na Bolívia após o triunfo da Revolução em Cuba.

“Che nos representou nas lutas revolucionárias de todo o povo do mundo. É um exemplo para o internacionalismo, como foi Fidel e todos os grandes heróis da nossa história e os libertadores da América”, destacou Alina Prieto, uma professora de Santa Clara.

As homenagens a Che, guerrilheiro heróico da Revolução, ocorreram em todo o país por causa do 50° aniversário de sua execução com festas culturais, exposições e matérias especiais na imprensa.

Raúl Castro acompanhou a cerimônia

A Caros Amigos lançou esse mês uma edição especial em homenagem aos 50 anos sem Che Guevara. Nas bancas de todo o Brasil ou se preferir na loja virtual.

 

Por Sara Gómez Armas

Para o Opera Mundi

http://www.carosamigos.com.br

 

Especiais

100 anos de uma cidadã emérita de Juazeiro-BA: a professora Maria de Lourdes Duarte

Hoje (26), às 18h será celebrada uma missa em Ação de Graças na Igreja Catedral Diocesana Nossa Senhora das Grotas e amanhã, dia 27, no mesmo horário, o Auditório da Câmara de Vereadores de Juazeiro sediará uma Sessão Solene em homenagem e reconhecimento.

Por Luis Osete

Era o dia 26 de junho de 1917 quando a primeira filha do casal Antonio Rodolfo Duarte e Maria Benevides Duarte nasceu à rua Visconde do Rio Branco. Batizaram-na de Maria de Lourdes Duarte. Naqueles idos, Juazeiro era uma senhorita de 38 anos, que ostentava, nas páginas de uma imprensa atuante, a lordeza de um comércio pujante. Vapores e vagões atracavam as novidades do mundo e integravam a princesa do São Francisco às grandes cidades brasileiras, em uma encruzilhada de duas grandes artérias de comunicação interior, como testemunhou Teodoro Sampaio.

Naquele cenário idílico de uma cidade que apresentava perspectivas prodigiosas de um futuro promissor, as crianças inundavam as ruas com as mais variadas brincadeiras e a menina Lourdinha se divertia entretendo-se com bonecas de pano, chicotinho queimado, pula corda, esconde-esconde e, como se fosse um presságio, brincando de escola. Sempre queria ser a professora da turma e cabia à criançada da Conselheiro Luis Viana experimentar os primeiros ensinamentos da futura mestra, quiçá derivados de seus aprendizados na escola particular da professora leiga Honorina Puccini de Almeida, onde aprendeu a ler nos difíceis livros de leitura de Felisberto de Carvalho, e na escola pública da professora Angélica Maltez, onde cursou a terceira e quarta séries primárias, recebendo o diploma de conclusão do curso primário com “distinção e louvor”.

No refluxo das águas sanfranciscanas cuidadosamente atravessadas por paqueteiros experientes, a estudante Lourdes Duarte realizou o seu sonho de se tornar professora ao ingressar em 1931 no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina-PE, concluindo a Escola Normal em 1936. Prestou concurso para o magistério primário e, enquanto aguardava a nomeação, deu aula por alguns meses no curso ginasial do Colégio onde se diplomara. Também ocupou a regência de classes no curso primário da Sociedade Beneficente dos Artífices Juazeirenses, que oferecia ensino gratuito a filhos de operários. Sem vínculo com o Estado, a escola dos Artífices tinha um benfeitor – Lafaiete de Castro – que doava o material didático. Durante a regência da professora Lourdes Duarte, um inspetor escolar visitou a escola e, após acompanhar uma aula, lavrou elogioso termo recomendando o registro da instituição junto à Secretaria de Educação. Foi o primeiro reconhecimento público do seu talento em ensinar.

Mas eram anos difíceis para se manter com a baixa remuneração oferecida pela Sociedade Beneficente e a professora Lourdes Duarte foi forçada a pedir desligamento de suas atividades na escola dos Artífices. Passou a trabalhar, a partir de 1944, como correspondente na firma comercial Viana Braga & Cia, inaugurando a sua profícua carreira de comerciária. Chegou a compor a diretoria da Associação dos Empregados no Comércio de Juazeiro em 1946, tendo participado, nesse mesmo ano, do IV Congresso dos Trabalhadores Brasileiros. Continuou, entretanto, dando aulas particulares para jovens e adultos que desejavam ingressar em concursos ou ampliar os seus conhecimentos.

A tão sonhada nomeação para o magistério primário veio depois de 14 anos de esperas e dois concursos prestados. E, em 1950, a professora Lourdes Duarte pôde exercer o seu ofício de artesã do conhecimento, ocupando uma cadeira pública na cidade de Juazeiro. Foi empossada pela então delegada escolar Lília Café Siqueira e manteve regência de classe até 1966, tendo o Padre Anchieta como patrono da escola. Ao lado das professoras Maria Franca Pires, Renilde Teixeira Luna, Celita Dina da Cunha e Terezinha Ferreira Oliveira, fundou, em 1954, a Associação de Pais e Mestres de Juazeiro, que durante 20 anos atuou na ampliação do relacionamento entre a escola, a família e a comunidade, garantindo condições equânimes de aprendizagem aos estudantes primários daquela época, além da oferta de cursos de renovação do professorado e estruturação do cotidiano escolar com a inserção de equipamentos modernos, como o mimeógrafo, e metodologias inovadoras. A professora Lourdes Duarte ocupou ainda a administração educacional como assistente da Delegacia Escolar e a direção dos grupos escolares Hildete Lomanto e Nossa Senhora das Grotas, onde permaneceu até a sua aposentadoria em 1980.

A dedicação à área educacional do município de Juazeiro se somou às ações no campo social e religioso a partir de 1965, quando a professora Maria de Lourdes Duarte se tornou secretária do primeiro bispo de Juazeiro, Dom Tomás Murphy, de quem guarda saudosas lembranças. Entre tantas agremiações que dedicou o seu tempo, a sua sabedoria e a sua imensa solicitude, destacam-se as Voluntárias Sociais, a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), a Cooperativa Cultural de Juazeiro Responsabilidade Ltda e as Obras Sociais e Educativas da Diocese de Juazeiro. São tantos os seus feitos que é uma dádiva para Juazeiro tê-la como filha nesses 100 anos de história.

Em reconhecimento a tantos serviços prestados ao município, a professora Maria de Lourdes Duarte foi despertada neste dia 26 de junho pela Banda da Polícia Militar de Juazeiro, acompanhada por um coro de parentes e amigos. A tradição centenária de sua família está registrada na parede de sua casa, na rua XV de Novembro, em que repousa uma placa comemorativa dos 100 anos de sua mãe, dona Neném, festejado em 26 de agosto de 1991. O espaço para um novo registro centenário já está reservado. Logo mais às 18h será celebrada uma missa em Ação de Graças na Igreja Catedral Diocesana Nossa Senhora das Grotas e amanhã, dia 27, às 18h, o Auditório da Câmara de Vereadores de Juazeiro sediará uma Sessão Solene em homenagem e reconhecimento.

Há mais de dez anos, em meio a uma pesquisa sobre a história da educação em Juazeiro, a professora Lourdes Duarte confessou que, diante do destino inexorável reservado a todos nós (a morte), se um dia pudesse retornar ao planeta Terra, não teria dúvidas de que gostaria de nascer novamente na rua Visconde do Rio Branco. Juazeiro, segundo ela, é a terra onde “a gente vai se aprofundando cada vez mais e cada vez mais a gente assumindo a terra e a terra assumindo a gente”. Essa terra que chama, enxota, enlouquece, ama, como diria Antônio Torres. Essa terra que, nesta data e para todo o sempre, só resta desejá-la vida, saúde e boas novas.

Feliz Aniversário, Professora!

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Vereador Gilmar Santos destaca o 8 de março como dia de luta e agradece as mulheres que não desistem nunca!

“Nesse dia 08 de março gostaríamos de agradecer a todas as companheiras que tem nos ajudado na transformação de nossa sociedade”, disse.

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Hoje, 08, é comemorado em todo o mundo o dia Internacional da Mulher. Para lembrar a data, o vereador Gilmar Santos, Secretário da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Municipal de Petrolina, emitiu uma nota destacando a luta das mulheres por igualdade de direitos, confira:

“Nossa sociedade ainda é organizada a partir de relações sociais machistas, sexistas, heterosexistas e patriarcais. As mulheres ainda são marginalizadas, discriminadas e violentadas cotidianamente, inclusive dentro de casa, por seus parceiros e familiares. O mercado de trabalho ainda as tratam de forma  desigual, e a produção do conhecimento ainda se faz sobre o domínio masculino. Mesmo assim, acreditamos que estamos avançando em direção a uma sociedade onde a equidade se faz alicerce das relações humanas, onde o afeto e a amorosidade são instrumentos pedagógicos da humanização dos diferentes modos de ser no mundo. Tais avanços só são possíveis devido ao engajamento histórico das mulheres, estas que fazem parte das fileiras da Marcha das Margaridas, da Marcha Mundial das Mulheres, da Marcha das Mulheres Negras e de tantas outras marchas em curso ao longo da história.

Nesse dia 08 de março gostaríamos de agradecer a todas as companheiras que tem nos ajudado na transformação de nossa sociedade. Que tem contribuído no alinhavar de relações mais humanas. Que tenhamos mais mulheres como Dandara, Tarcila do Amaral, Angelita, Cristina Costa, Maria Quitéria de Jesus, Ninfa Tavares, Camila Yasmim, Camila Roseno, Fernanda Montenegro, Elizabete Moreira, Janaina Guimarães, Micaela Bezerra, Santinha, Fernanda Luz, Vanessa Ribeiro, Marcia Guena, Dalila Santos, Maria da Penha, Gizelia Celiane, Zuzu Angel, Chiquinha Gonzaga, Elza Soares, Anita Garibaldi, Zilda Arns Neumann, Carmen Miranda, Angela Santana, Cris Crispim, Viviane Costa, Vanessa Gonzaga, Márcia Galvão, Léia Araújo, Elizabeth Teixeira, Maria Diuza, Rosa Aquino, Teresa Cristina, Patrícia Galvão, Teresinha Lima, Fabiana Santiago, Dilma Rousseff.

Vereador Profº Gilmar Santos (PT)”.

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Juiz Sanfoneiro rende homenagens ao Rei do Baião

“Acolhida inicialmente pelos nordestinos que moravam no sul, a música de Luiz Gonzaga conquistou não só essas regiões, mas todo o país. Foi o precursor do Xote, Baião, Xaxado (Forró), popularizado hoje em todo país com o rótulo de forró pé-de-serra”, disse Ednaldo Fonseca.

sanfoneiroA semana é toda dedicada ao Rei do Baião, que comemoraria 104 anos caso estivesse vivo, no último dia 13/12. Para falar sobre este ícone da música nordestina o Juiz Sanfoneiro, Dr. Ednaldo Fonsêca conta que conheceu Luiz Gonzaga, quando tinha 12 anos, e que o mesmo, após ouvi-lo tocar, o incentivou a seguir em frente com a sanfona. Conselho que o mesmo levou a sério. Hoje o Juiz Sanfoneiro tem como bandeira musical o forró pé de serra, cantada pelo eterno Lua.

Dr. Ednaldo Fonsêca rende homenagens ao ídolo e conta sobre a emoção de ter tocado para o Lua. “Eu tinha 12 anos. Ele (Luiz Gonzaga) passava por Belém de São Francisco, onde eu morei alguns anos, e fui chamado para tocar pra ele. Fui bastante envergonhado e ele com a voz de bronze, disse: – esse é o sanfoneiro mirim? Toque pra eu lhe ouvir, cabra!”, relembrou.

“Toquei duas músicas. Ainda não cantava. Quando terminei, ele fez o seguinte comentário: Toca direitinho. Mas, tem dois defeitos: toca olhando pros teclados e eu de imediato, respondi: é por que eu tenho vergonha. De imediato ele respondeu: tocar sanfona não faz vergonha a ninguém, não. E o outro defeito é que você deve aprender música, teoria musical, pois eu perdi muito em não fazer isso. Vá em frente, meu filho. Nossa! Pra mim, foi um sonho!, confessou o Juiz Sanfoneiro.

Importância cultural

Dr. Ednaldo Fonsêca assegurou, que Luiz Gonzaga tem uma grande importância na cultura musical brasileira. Lembrando que o seu trabalho musical popularizou o acordeon e uma instrumentação típica do nordeste (zabumba, triângulo e sanfona) utilizando a música e poesia para contar as alegrias e tristezas da vida do sertanejo. “Sua obra popularizou a maneira nordestina de produzir arte no sul e sudeste, numa época em que a migração foi bastante significativa. Acolhida inicialmente pelos nordestinos que moravam no sul, a música de Luiz Gonzaga conquistou não só essas regiões, mas todo o país. Foi o precursor do Xote, Baião, Xaxado (Forró), popularizado hoje em todo país com o rótulo de forró pé-de-serra”.

Ciente que os estilos musicais têm se tornado passageiros o Juiz Sanfoneiro comentou sobre o cenário musical hoje e a que atribui o sucesso do forró e lamentou a crise musical pela qual o país atravessa. “Crise, em razão dos estilos musicais de vidas efêmeras que, sem firmeza e sem contexto, ainda conseguem agradar boa parte da população do país. Ora, arrocha, ora forró universitário, ora forró eletrizado, ora sertanejo, tudo isso vai passando, até que chega um momento que ninguém aguenta mais ouvir. Satura”, explica.

Já o forró pé-de-serra, ainda segundo o mesmo, não satura. “Não morre. Ele fica quieto, enquanto aparecem novos ritmos e logo que desaparecem as novidades, o forró ressuscita e se sacode e sempre é bem recepcionado. E o seu sucesso é por conta da sua marca registrada, de sua origem nordestina, cantando as realidades do seu povo, nas dificuldades, no amor, nas conquistas, enfim, descrevendo todo o cenário do nordeste brasileiro”.

Dr. Ednaldo Fonsêca aproveita a oportunidade e deixa uma mensagem para os forrozeiros “gonzagueanos”. “A minha mensagem é de adesão e compartilhamento com os seguidores do forró pé-de-serra, concitando a todos a continuarem gostando e repassando o forró para as gerações vindouras. É uma cultura. Recomendo a todos que procuremos resgatar o forró, na sua origem, principalmente, com a reutilização da sanfona de 8 baixos, cujo instrumento foi utilizado pelo velho Januário (pai de Luiz Gonzaga), para iniciar a trajetória do forró. E hoje, vem sendo esquecido. Precisamos colocá-lo em evidência”, afirma.

Continuidade a música do Rei do Baião

Ciente que o forró sempre terá seu espaço garantido o Juiz Sanfoneiro retomou sua carreira com alguns propósitos entre eles lançar o projeto Clube da Sanfona, que tem como um dos objetivos resgatar a história da sanfona de 8 baixos, a famosa “pé-de-bode”, que ficou conhecida nacionalmente pelas mãos do músico Januário, pai de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

Faz parte do Clube da Sanfona o projeto da Rádio Web que já está no ar, e pode ser acessada pelo link:www.radioclubedasanfona.com.br, como também baixando o aplicativo no celular “rádio sanfona”. 24 Horas no ar. Só Forró Pé de Serra.

 

Texto: Lidiane Souza

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Petrolinense homenageia jogadores da Chapecoense com poesia

Verdes e brancos. *Por Carlos Laerte

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Foto: reprodução

O jornalista, poeta e escritor, Carlos Laerte, comovido com a tragédia que vitimou 71 pessoas, entre elas os jogadores do time da Chapecoense, na madrugada da última terça-feira, 29, em Medellín, na Colômbia, fez uma homenagem aos que perderam suas vidas nesse trágico acidente aéreo, confiram:

“Dois estádios cheios e nenhum jogador em campo. Chora o futebol e quem enxuga as lágrimas nesta noite de 30 de novembro de 2016? Quem haverá de vibrar com as jogadas espetaculares, dribles e entortadas e ainda receber no peito a bola que nem saiu do pontapé inicial? O drible, a finta e o chute de efeito. A Chaleira, o Caneco, a Bicicleta, o Chapéu e a Trivela. Cadê o Gol de Letra e os craques que levam o time às alturas como se fossem Folhas Secas no ar? Agora, lá do alto ouvimos apenas a pane seca e um rastro tremendo de dor a devorar com fúria a surpresa da última temporada do futebol latino-americano. Perdemos numa única partida, jogadores, membros da delegação, jornalistas e tripulação. Um jogo cruel onde a bola inglesa deu lugar a caixas pretas, velas, cruzes e lágrimas. Nossa porção mais risonha e límpida agora beira a incredulidade face ao imponderável. Da Arena Condá ao Estádio Atanásio Giradot “Somos todos chape”, Chapecoenses, verdes e brancos como o Atlético Nacional, a esperança e a paz. E embora tocando a pelota de lado na política ou mesmo pisando literalmente na bola nas pelejas do Congresso Nacional, seguimos nessa paixão excepcional e obsessiva. O coro das arquibancadas e a velha história da caixinha de surpresas dão o tom transitório deste mundo contraditório caminho até Deus. Bola com Cleber Santana que passou para Josimar, que passou pra Gil, que rolou para Sérgio Manoel que rolou para Ananias, que cruzou para Kempes e é goooooool. “Estamos sonhando, torcida brasileira!”.

*Carlos Laerte é jornalista, poeta e escritor.

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Referência feminina no samba, Dona Ivone Lara recebe Ordem do Mérito Cultural

“Ela é uma mulher negra, de origem humilde, que foi moradora de favela e, ao se esforçar para ter uma formação escolar e se tornar enfermeira, vai penetrar um espaço também pouco afim para pessoas de origens como ela. Então, Dona Ivone Lara tanto se afirma como um baluarte do samba, como é um personagem importante de identificação para segmentos populares”, explica Mila Burns.

Pioneira da participação da mulher na composição de samba, Dona Ivone Lara é homenageada pela Ordem do Mérito CulturalReprodução/TV Brasil
Pioneira da participação da mulher na composição de samba, Dona Ivone Lara é homenageada pela Ordem do Mérito CulturalReprodução/TV Brasil

Foi pisando “devagarinho” no chão do samba que ela se tornou rainha de um mundo quase que integralmente masculino. Yvonne da Silva Lara, conhecida como Dona Ivone Lara, desde pequena sabia o dom que carregava, a ancestralidade que representa e já tinha pistas da pioneira que viria a se tornar. Mas não foi sem dificuldades e resistência que ela construiu uma carreira de sucesso e que, aos 95 anos, é reverenciada por onde passa.

Nesta segunda-feira (7), às 17h, no Palácio do Planalto, a sambista vai receber mais uma honraria. A cerimônia da Ordem do Mérito Cultural, principal condecoração anual do governo brasileiro à área da cultura, desta vez vai celebrar o centenário do samba e tem o nome de dona Ivone Lara como a grande homenageada.

Aos 12 anos, órfã de pai e mãe, a criança que já começava a se apaixonar pelo choro e samba compôs Tiê, Tiê, uma música simples que repete a expressão que ouvia de sua avó, filha da escravidão: “Oialá-oxa”. Apesar de ter crescido próxima a músicos e se casado com o filho do dono de sua primeira escola de samba, Prazer da Serrinha, não foram estes os únicos motivos que levaram a jovem Ivone Lara a ganhar projeção.

Obrigada a lidar com o preconceito por ser mulher, ela abriu mão da autoria de suas primeiras composições para que fossem aceitas. Um primo, Mestre Fuleiro, assinava as letras e Ivone Lara, de perto, acompanhava a reação do público. “Ela sabia que se apresentasse as músicas como dela seria rejeitada. Vai pisando nesse chão devagarinho, como ela mesma cantou. Só quando percebe que já tem lugar cativo naquele meio é que se revela compositora”, conta a jornalista Mila Burns, autora do livro Nasci Pra Sonhar e Cantar (2009), sobre a sambista.

E a tática deu certo. Primeira mulher a fazer parte da ala de compositores de uma escola de samba e a criar um samba-enredo, em 1965 ela foi convidada para compor, ao lado de outros dois parceiros, o samba-enredo com a qual a Império Serrano desfilaria no carnaval em homenagem aos 400 anos do Rio de Janeiro.

O samba Os Cinco Bailes da História do Rio, composto por Silas De Oliveira, Dona Ivone Lara e Bacalhau, no Carnaval de 1965, é reconhecido até hoje como um “clássico e um dos mais importantes sambas-enredos”, segundo o professor Edson Farias, doutor em Ciências Sociais e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). De acordo com ele, o próprio fato de fazer parte do grupo de compositores de uma escola de samba que logo cedo ganhou muitos títulos já significava o “prestígio” e a visibilidade que dona Ivone Lara passou a desempenhar no cenário carioca e nacional.

“Na música, e mais especificamente no mundo do samba, os compositores são majoritariamente homens. E esse é um papel importante porque, no Brasil, o compositor goza de um papel de intelectual. Quando Dona Ivone Lara se consagra, e suas músicas de sucesso são cantadas por grandes nomes não só do mundo samba, ela extrapola para um espaço que a princípio era negado às mulheres pelas relações sociais de gênero”, relata.

Nos anos seguintes, a sambista continuou fazendo o que mais gosta, embora não tenha deixado de trabalhar como enfermeira até se aposentar e, enfim, dedicar-se exclusivamente à música. Délcio Carvalho foi seu mais constante parceiro. Ao lado dele e de outros compositores, dona Ivone criou canções que fazem sucesso até hoje e que foram gravadas por diversos intérpretes, como Acreditar (1976), Alguém Me Avisou (1980), Tendência (1981), Nasci para sonhar e cantar (1982), além da clássica Sonho Meu (1978).

“Ela é uma mulher negra, de origem humilde, que foi moradora de favela e, ao se esforçar para ter uma formação escolar e se tornar enfermeira, vai penetrar um espaço também pouco afim para pessoas de origens como ela. Então, Dona Ivone Lara tanto se afirma como um baluarte do samba, como é um personagem importante de identificação para segmentos populares”, explica.

Integrante do Renascença Clube, instituição de resistência cultural que homenageou a sambista com o Troféu Dandara em 2003, Nanci Rosa, 72, destacou a admiração do movimento negro por Dona Ivone Lara. “Ela é, para nós, uma das maiores referências em termos de música de escola de samba, e permanece até os dias atuais. Como mulher, me sinto contemplada em ela ser essa desbravadora da música. O trabalho artístico dela foi muito importante para a gente naquela época”, relembra.

A compositora, cantora, sambista e enfermeira, que registrou experiências de vida e sentimentos em suas criações, também foi imortalizada com o mesmo instrumento: o samba. Canto de Rainha foi uma homenagem preparada por Arlindo Cruz e Sombrinha, Nei Lopes e Cláudio Jorge fizeram a música Senhora da Canção, e Martinho da Vila, não satisfeito, compôs logo duas: Lara e Ivone Lara. No carnaval de 2012, a primeira-dama do samba foi tema do enredo de sua escola, a Império Serrano.

Maria Betânia, Clara Nunes, Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Diogo Nogueira, Elba Ramalho, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Vanessa da Mara, Teresa Cristina, Leci Brandão, Paulinho da Viola e Alcione estão entre alguns dos músicos que gravaram canções compostas pela também chamada de “Diva do Samba”.

Apesar das homenagens, condecorações e participações em vários festivais internacionais, o legado de autonomia e pioneirismo que tem deixado ainda não gerou grandes transformações. “Infelizmente não posso dizer que as conquistas dela trouxeram consequências para a sociedade ou o mundo do samba como um todo. Ainda há um caminho muito longo a ser percorrido em ambos”, diz a jornalista Mila Burns.

O professor Edson Farias reconhece que depois de dona Ivone Lara mais mulheres passaram a ser reconhecidas por seus trabalhos na música, mas avalia que a proporção ainda é “discrepante”. “No samba, essa desproporção é muito mais acintosa. No panorama das disputas de sambas-enredos das escolas de samba do Rio de Janeiro, os concursos internos em que se define qual vai ser a música do desfile de Carnaval, você nota que a presença das mulheres nas parceiras é muito insignificante, inclusive diante da presença majoritária das mulheres na escola de samba [em outras posições]. Essa ainda é uma função pouco generosa com a presença das mulheres”, ressalta.

Para Mila Burns, as mulheres que seguiram o exemplo de Dona Ivone Lara na música conquistaram espaço muitas vezes apenas como cantoras e não em composições autorais.

Das 30 personalidades que serão condecoradas na Ordem do Mérito Cultural, apenas oito são mulheres, dentre elas a cantora de samba Clementina de Jesus, que será homenageada em memória. Em comemoração ao Dia Nacional da Cultura, celebrado no último sábado (5), a cerimônia desta noite também vai agraciar representantes de diferentes artes como o artista plástico Vik Muniz e o cineasta Fernando Meireles, além de instituições como o Maracatu Feminino Coração Nazareno e a Fundação Darcy Ribeiro.

“Há muito chão pela frente. O exemplo de Dona Ivone sem dúvida abriu caminho para muitas mulheres talentosas perceberem essas armadilhas e escaparem delas. Mas ainda é preciso que apareçam muitas Donas Ivones para que haja um equilíbrio”, defende a autora do livro sobre a sambista.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/

Texto Paulo Victor Chagas

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Edy Star homenageia Cauby Peixoto no ‘Victor-Victória’ neste sábado no Centro de Cultura João Gilberto

O espetáculo, que vem revelando e premiando diversos atores e transformistas da região há 16 anos, volta em 2016 renovado.

Foto (3)O cantor, ator, performer, pintor e escritor juazeirense Edy Star homenageia, neste sábado (28), às 21h, no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro – BA, o cantor Cauby Peixoto, falecido no último dia 15.

O artista é um dos convidados do Concurso de beleza ‘Victor – Victória’, que também traz à cidade atrações de peso, a exemplo da atriz e transformista Rogéria, a artista performática  Aloma,  a vedete Karine Bergman e Gilvan Oliveira, que faz cover de Ney Matogrosso.

O espetáculo, que vem revelando e premiando diversos atores e transformistas da região há 16 anos, volta em 2016 renovado. A novidade é o prêmio Oscar, que será entregue ao engenheiro agrônomo Edmilson Ribeiro, mais conhecido como Go, por se destacar ativamente na vida artística da cidade baiana. A exemplo dos anos anteriores, os candidatos ao concurso de beleza serão avaliados pela melhor fantasia, melhor traje de noite e simpatia. Serão premiados os três primeiros colocados.

Edy Star, o único sobrevivente da ‘Sociedade da Grã-Ordem Kavernista’ formada por ele, Raul Seixas, Sergio Sampaio, e Miriam Batucada, promete uma apresentação pra lá de especial. “Vamos, juntos com Geraldo Pontes, este artista, bailarino, coreógrafo e pedagogo, mostrar o quanto Victor é tão bonito quanto Victória, pois um é o espelho e o retrato fiel da outra”, concluiu o artista. (Fonte/foto: Clas Comunicação)

 

 

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Manoel dos Santos é homenageado com nome em Instituto

A iniciativa objetiva que a memória e os ideias do homem que ficou conhecido nacionalmente como um dos maiores líderes do Movimento Sindical Rural se mantenham vivos.

foto177909Nesta terça-feira (19/04), dia em que será celebrado um ano de morte do primeiro agricultor familiar a assumir um assento na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Manoel Santos, será inaugurado o Instituto que receberá o seu nome. A iniciativa objetiva que a memória e os ideias do homem que ficou conhecido nacionalmente como um dos maiores líderes do Movimento Sindical Rural se mantenham vivos.

O Instituto Manoel Santos tem a missão de contribuir com o desenvolvimento rural sustentável e solidário do campo e da cidade, com um olhar especial para as populações excluídas, por meio da formação, do apoio e da proposição de políticas públicas e sociais, que possibilitem qualidade de vida, geração e distribuição de oportunidades e ampliação do exercício de cidadania, numa perspectiva de equidade e justiça social.  Lideranças Sindicais e políticas de todo o estado foram convidadas para a celebração e ato político de inauguração do espaço. São aguardadas 300 pessoas.

Assembleia de Fundação – Em assembleia ordinária, realizada no dia 7 de abril, formada por representantes do Movimento Sindical Rural das três regiões do estado, de movimentos sociais e instituições parceiras, foi aprovado, por unanimidade, o Estatuto Social do IMS. O dia não foi escolhido por acaso. Se vivo estivesse, o ex-deputado estadual completaria, naquele dia, 64 anos.

Manoel José dos Santos, que era natural de Serra Talhada, localizado no Sertão Central do estado, presidiu a Fetape e a Contag, tendo sido também o primeiro agricultor familiar a ocupar um assento na Assembleia Legislativa de Pernambuco, por dois mandatos consecutivos. Informações da Fetape.

Serviço:

Celebração de um ano da morte do deputado estadual Manoel Santos e Ato de Inauguração sede do Instituto Manoel Santos

Nesta terça-feira (19 de abril), às 10 horas

Rua Gervásio Pires, 876 A – Boa Vista

 

 

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Assassinato de estudante na UnB reforça debate sobre feminicídio em Brasília

A morte da estudante reforçou o debate sobre violência doméstica contra a mulher dentro da instituição de ensino.

1006210-14032016-capa-dsc_3627-_0Alunos, professores e servidores da Universidade de Brasília (UnB) realizaram dia (14) ato em memória da estudante Louise Maria da Silva Ribeiro, 20 anos, assassinada dentro da própria universidade na quinta-feira (10). O ex-namorado da jovem, Vinicius Neres, 19 anos, confessou autoria do crime e disse ter dopado a vítima com clorofórmio. A morte da estudante reforçou o debate sobre violência doméstica contra a mulher dentro da instituição de ensino.

Segundo o reitor da UnB, Ivan Camargo, a segurança e a iluminação da universidade serão reforçadas no período noturno para evitar novos crimes dentro da instituição. “Vamos aumentar as rondas na universidade no período noturno. No entanto, precisamos levar para sociedade o debate sobre a violência contra a mulher. Um terço das mulheres agredidas são vítimas de ciúme”, afirmou o reitor. A estudante também foi homenageada com a plantação de um ipê rosa, no jardim central do Instituto de Biologia, onde cursava o quarto semestre.

Para a gerente de programas da ONU Mulher, Joana Chagas, o assassinato da jovem ressalta a necessidade de enfrentamento ao feminicídio. “Assassinato violento é histórico. É o fim de um ciclo de violência que pode ser prevenido. Se se reconhece que nossa sociedade é patriarcal, machista, se pode prevenir esse tipo de crime. O feminicídio é um problema da sociedade como um todo”, argumentou Joana.

O Brasil ocupa a quinta posição no ranking global de homicídios de mulheres, entre 83 países registrados pela Organização das Nações Unidas (ONU), atrás apenas de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia.

Feminicídio

A estudante Louise Ribeiro foi dopada com clorofórmio e, depois de inconsciente, Neres a fez ingerir 200 ml do produto químico. O produto é tóxico e causa morte. Vinicius Neres prendeu os pés e as mãos da menina e enrolou o corpo dela em um colchão inflável. Ele levou o corpo da estudante no carro dela e a deixou na mata próxima à universidade. Na manhã do dia seguinte, Neres foi preso após confessar o crime.

Na mesma semana do assassinato da estudante, outra jovem foi assassinada em Brasília. Jane Carla Fernandes, que faria 21 anos hoje, foi baleada na testa e no peito por seu ex-namorado, Jhonatan Pereira Alves, inconformado com o término do namoro. Depois, ele teria cometido suicídio. Jane já havia registrado um boletim de ocorrência contra o ex-namorado por agressão, na Delegacia de Especial de Atendimento a Mulher (DEAM).

De acordo com a organização não governamental (ONG) Action Aid, a violência doméstica é responsável pela morte de cinco mulheres por hora no mundo. O dado faz parte do estudo global de crimes das Nações Unidas e indica um número estimado de 119 mulheres assassinadas diariamente por um parceiro ou parente.

http://Agência Brasil