Olhares

TRAVESSIA

Conheça o trabalho de Lizandra Martins, fotógrafa petrolinense.

A exposição “Travessia” depois de passar pela Galeria de Artes Ana das Carrancas no SESC Petrolina chega ao receptivo e aconchegante “Café de Bule” (Cafeteria), ficando aberta ao público até o dia 30 de Setembro.

O Café de Bule fica localizado na Rua Antônio Santana Filho, nº 353, Centro de Petrolina. É ‘um espaço muito especial da cidade de Petrolina, que reúne uma culinária afetiva juntamente com diversas linguagens artísticas, com os encontros, além disso nos proporciona tomar deliciosos cafés acompanhados de comidinhas preparadas com muito amor.’

- (EXPOSIÇÃO TRAVESSIA - CAFÉ DE BULE) (1)

O ensaio fotográfico “Travessia”, realizado por Lizandra Martins, foi produzido entre 2014 e 2016. Segundo a fotógrafa, o ensaio retrata a travessia das barquinhas (um dos principais meios de transporte utilizados) entre as cidades de Petrolina – PE e Juazeiro – BA. São 30 fotografias que foram capturadas a partir de uma câmera de celular.

“O trabalho além de buscar um olhar para o meio de transporte tão importante, também tem o intuito de chamar a atenção para a preservação do Rio São Francisco e a importância que ele tem para os moradores das duas cidades. A exposição foi viabilizada por meio de um financiamento coletivo”, disse Lizandra.

A professora de artes Edineide Torres diz que a exposição é ‘muito mais modelado pela afetividade que pela narrativa, as fotografias ganham ar pictóricos, sugerem uma outra relação com o tempo e o espaço, sobrepostos em suspenso e merecem do observador uma postura investigativa como forma de compartilhar da experiência de ser atravessado’.

Lizandra Martins é fotógrafa, natural de Petrolina-PE, atua na área da fotografia artística e fotojornalismo, fez coberturas fotográficas de festivais de teatro (Aldeia do Velho Chico) e dança (Aldeia Vale Dançar) para o SESC, cobertura do festival de cinema Vale Curtas e festival de música Raiz e Remix. Realizou o Still dos curtas-metragens “Velho Samba da Ilha” e “Cadeira de Arruar”. Fotografias publicadas no Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco e na Revista Raízes. Participou da exposição fotográfica coletiva “In Margens” em 2010 no SESC Petrolina e exposição “Cordel Fotográfico” no Festival Raiz e Remix (2011). Atualmente realiza o ensaio fotográfico “Mãos Sertanejas” com artesãos da cidade e realizou a exposição “Travessia” (SESC Petrolina).

Segue algumas fotos da exposição:

- Travessia (Lizandra Martins) (6)
- Travessia (Lizandra Martins) (1)
- Travessia (Lizandra Martins) (3)
- Travessia (Lizandra Martins) (4)
- Travessia (Lizandra Martins) (5)

Notícias

A Juazeiro do século 20 ao alcance do olhar

Exposição fotográfica online reúne imagens de acervo que conta parte da história do Vale

Imagem expo

Está disponível a exposição fotográfica online ‘Abrindo o relicário’, que reúne fotografias da cidade de Juazeiro-BA entre as décadas de 1910 e 1970. As imagens fazem parte do acervo de fotografias do Arquivo da Profª Maria Franca Pires (1921-1988), que está localizado no Departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado da Bahia.

Ao entrar no site, o visitante poderá apreciar parte da história e memória da cidade, através de fotografias do antigo cais, da movimentação comercial que acontecia ali, o mercado municipal, a arborização das praças e ruas, os antigos carnavais, as orquestras, o futebol, a ponte Presidente Eurico Gaspar Dutra, os vapores que ancoravam no cais e também cruzavam a ponte, os paquetes e balsas que faziam a travessia de pessoas e mercadorias, entre outras imagens.

‘Abrindo o relicário’ é fruto de um projeto que teve como objeto de pesquisa o acervo de fotografias antigas de Juazeiro-BA, iniciada pela curadora Larissa Paim em agosto de 2015, em decorrência do projeto de pesquisa O Arquivo da Professora Maria Pires: Memória, História Cultural e Pesquisa na Região de Juazeiro Bahia, que é coordenado pela Profª. MSc.Odomaria Bandeira e culminou no Trabalho de Conclusão do Curso de Comunicação Social – Jornalismo em Multimeios, da referida curadora.

O acesso a exposição pode ser feito no endereço www.abrindoorelicario.com.br e estará disponível até o dia 13 de julho. De acordo com Larissa Paim, o objetivo do trabalho vai além de promover o contato e a interação das pessoas com parte da história e memória da cidade. “A intenção é gerar conhecimento através do conteúdo das fotografias. Além disso, também dar visibilidade ao trabalho realizado pela professora Maria Franca Pires durante muitos anos. Para isso estou utilizando e experimentando o espaço eletrônico, que se configura também como um lugar onde podemos desenvolver a arte, principalmente por suas características de ser um espaço aberto, democrático e interativo”, ressalta.

Maria Franca Pires

A professora e pesquisadora Maria Franca Pires dedicou grande parte de sua vida a educação, história, memória e cultura de Juazeiro-BA. Além de legar um arquivo rico em informações sobre Juazeiro-BA e região, onde é possível encontrar jornais, revistas, biografias, livros, gravações de áudio e fotografias, também produziu três obras: Lendas do Velho Chico, em 1987, Juazeiro Bahia, lançado em 1988, e Quem tem medo de assombração?,publicação póstuma lançada em 1988.

A referida professora e pesquisadora nasceu em 5 de novembro de 1921 e é natural do município de Remanso-BA, mas aos dois anos de idade veio morar em Juazeiro. Em decorrência de um câncer no pulmão, que lutava há cerca de um ano, faleceu no dia 5 de agosto de 1988.

Olhares

Melancolia e narrativas do cotidiano – sobre ‘Velma Viu a Vida’

A seção Olhares deste mês traz o projeto fotográfico ‘Velma Viu a Vida’ da antropóloga petrolinense Tainã Aynoã Barros

Despretensiosamente, o projeto @velmaviuavida foi criado com a finalidade de comportar fotografias, inquietações, e reflexões feitas por mim em alguns dos muitos momentos da vida cotidiana que já não cabiam nem convinham mais ao perfil pessoal do facebook, sobretudo porque, no espaço referido, via que não eram bem compreendidos os personagens que incorporamos a todo tempo nessa mesma vida cotidiana, cheguei a essa conclusão depois de tantas pessoas reclamarem da frequência com que mudo minha foto do perfil, que considero avatares! Assim criei a página para que quem se identificasse com essa maneira de sentir, pensar e viver, pudesse acompanhar por escolha própria.

Me chamo Tainã Aynoã Barros, sou de Juazeiro, embora sempre residi em Petrolina, tenho 25 anos e sou formada em Ciências Sociais, pela UNIVASF. Atualmente mestranda em antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco. Estudando antropologia, acabei me sensibilizando bastante com relação aos olhares sob o mundo e sobre as pessoas, passando a desenvolver uma megalomania muito comedida.

De forma lúdica, as imagens do projeto Velma Viu a Vida, enquanto fotografia, são feitas na cidade, nos momentos de trabalho, em espaços residenciais, viagens, com pessoas, coisas, em lugares e também em “não lugares”, que são espaços onde as pessoas estão sempre de passagem, por exemplo: aeroportos, terminais rodoviários, estações de metrô, e etc (categoria essa definida e cunhada pelo antropólogo Marc Augé (1995).

As narrativas de Velma, em resumo, são narrativas imagéticas fortemente influenciadas pela antropologia, feita por eu feminino, melancólico e inquieto.

O que de fato pretendo dizer através deste projeto e nos espaços virtuais escolhidos, é que o coração é um órgão de potente capacidade de registro que não pode – nem deve! – ser dispensada. Um órgão que pode materializar o que sente e experiencia por meio da linguagem escrita e da imagem, por meio da sensibilização que é provocada pelas diversas formas de comunicação social. As fotografias estão sempre acompanhadas de uma narrativa, que é o que dá o foco e o direcionamento da câmera, a situação de quem está fora de campo, e acredito que estas estão sempre numa bela relação de complementaridade. A partir desse projeto e do contato com a fotografia e a antropologia, passei a desenvolver narrativas visuais e a poética das coisas com muita facilidade, assim também comecei um trabalho como produtora cultural aqui no Vale do São Francisco, desenvolvendo múltiplas atividades, como festas e motes criativos, produções audiovisuais, entre outros.

Apenas em nível de curiosidade, para quem se pergunta de onde vem o nome do projeto, Velma nada mais é que a investigadora sagaz do desenho animado Scooby Doo, que procura pistas de maneira minuciosa, ouvindo e observando sempre as pessoas, as histórias e os lugares, nas aventuras e mistérios do desenho, que era um dos preferidos durante a minha infância, personagem essa com quem me identifiquei por minha formação acadêmica de pesquisadora. E, a ideia do “viu a vida” foi pelo simples e ao mesmo tempo revolucionário fato de ter saído de casa para morar sozinha pela primeira vez, num grande centro urbano brasileiro, indo apenas com a cara, a coragem, curiosidade e o sentimento de inquietação no peito. Investida de vida essa que me revelou e ainda revela todos os dias coisas novas e diferentes sobre as pessoas e sobre a vida.

Apesar de as imagens serem feitas por mim de maneira amadora, pois quando passei a ter contato com a fotografia não pude de fato me aprofundar tecnicamente na área, devido as atribuições da vida pessoal e profissional), há antes de tudo e acima de todas as coisas, um verdadeiro cabo USB ligado entre minha câmera e o meu coração (besta e que por vezes é também racional, e que se mantém num eterno dilema com a vida que envolve gratidão e revolta).

A grande sacada do projeto e das fotografias feitas é o olhar lançado sobre a cidade e sobre as pessoas numa perspectiva muito mais humanizada e humanizadora para quem as recebe, mesmo eu tendo começado a investida num momento de intensa crise existencial, por isso a melancolia em preto e branco tão marcante nas fotografias. Entretanto, como a vida é feita de fases, o projeto não seria diferente, ele está sempre criando, inovando, transmutando, o que é da nossa própria condição humana. O importante mesmo é não perder a poesia contida nas coisas, nos espaços e nas pessoas, onde quer que elas estejam. Não podemos parar de procurar e enxergar o amor, pois ele o é força, e força é isso, isso que a gente precisa. Muito! Muito, muito, muito!

Feitas essas poucas considerações, penso ser necessário recomendar e ressaltar: para a leitura dos conteúdos imagéticos das fotografias, recomendo pessoas que estejam num nível espiritual elevado, acima de frieza, indiferença e conformismo.

É necessário se abrir. É necessário sentir.

Gratidão.

Velma (ou Tainã… nunca sei onde uma começa nem onde a outra termina).

facebook.com/velmaviuavida
Instagram @velmaviuavida

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Notícias

Inscrições abertas para concurso de fotografia LensCulture Portrait

Serão 6 vencedores principais (categorias Série e Imagem Individual), 8 escolhas do júri e 25 finalistas serão escolhidos. Todo o tipo de retrato pode participar: estúdio, street, processos alternativos, autorretratos, grupos e casais, composições e até mesmo selfies.

Já estão abertas as inscrições para o concurso fotográfico LensCulture Portrait Award 2016, competição que elege o melhor retrato ao redor do mundo. “Acreditamos que os retratos são o tipo mais fundamental de fotografia – ajudam as pessoas a compreender e celebrar conexões humanas em um nível universal”, explica a organização.

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Foto de Tom Vani, 1º lugar em Imagem Individual (2015)

As inscrições vão até 8 de março e podem ser feitas pelo site da LensCulture. Serão 6 vencedores principais (categorias Série e Imagem Individual), 8 escolhas do júri e 25 finalistas serão escolhidos. Todo o tipo de retrato pode participar: estúdio, street, processos alternativos, autorretratos, grupos e casais, composições e até mesmo selfies.

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Foto de Linelle Deunk, 3º lugar em Imagem Individual (2015)

Ao todo, são US$ 22 mil em prêmios. Os vencedores principais, assim como escolhas do júri, farão parte do Photo London 2016, um dos maiores eventos anuais de fotografia do mundo.  As inscrições custam US$60 para Séries de 10 fotos e US$20 para Imagem Individual (US$ 10 para cada foto adicional).

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Foto de Daesung Lee, 1º lugar em Série (2015)

O prêmio para Séries, o 1º lugar ganhará US$ 5 mil, seguido por US$ 2 mil para o 2º lugar e US$ 1 mil para o terceiro lugar. O prêmio para Imagem Individual (Single Image) será de US$ 3500 para o 1º lugar, US$ 1500 para o 2º lugar e US$ 1 mil para o 3º lugar. Na escolha do jurí, cada um dos 8 vencedores levará pra casa US$ 1 mil. Você pode também dar uma olhada nos vencedores de 2015.

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Foto de Carolina Sanchez-Monge, 2º lugar em Imagem Individual (2015)
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Foto de Philipp Engelhorn, 2º lugar em Série (2015)

Informações: Iphoto Channel

Leitura Crítica

AS CRIANÇAS LEITORAS DO LIXO DE RIO DOCE por Marcionila Teixeira

A leitura crítica de hoje, traz um texto reflexivo sobre uma fotografia onde 5 crianças negras, leem livros em meio a um lixão em Olinda.

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São cinco crianças. Todas negras. Moradoras da periferia. Brincam de aprender no lixo. Ou aprendem enquanto brincam em meio ao descarte dos outros. A imagem foi captada pela lente sensível do fotógrafo Peu Ricardo, da equipe do Diario. O flagrante aconteceu no bairro de Rio Doce, em Olinda, nas proximidades das obras inacabadas do estádio de futebol Grito da República.

O simples clique das crianças sentadas em um sofá com os livros nas mãos já chamaria atenção pelo valor implicado no ato de ler, na sua capacidade de empoderamento, de mudança na visão de mundo. “A educação modela as almas e recria os corações. Ela é a alavanca das mudanças sociais”, disse Paulo Freire. A foto vai além. O móvel onde estão sentadas não está em um cenário acolhedor, adequado, algo como uma casa ou uma escola. E as crianças parecem nem perceber.

Crianças se interessam por livros por diversos motivos. Porque ouvem adultos próximos falarem da importância da educação, ou mesmo valorizando livros, ou são incentivadas desde muito pequenas com a narração de histórias. Mestre em planejamento em educação e coordenadora do curso de pedagogia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Elba Leicht, afirma que com as crianças leitoras do lixo de Rio Doce pode existir um ingrediente a mais. “O interesse delas pela leitura pode até ser pela dificuldade do acesso ao livro, algo importante para elas, mas que não tiveram em algum momento, por exemplo. Pode ser uma reflexão sobre uma necessidade anterior que não conseguiram satisfazer”, explica.

Sob outro ponto de vista, a imagem também pode remeter aos inúmeros personagens de superação tão valorizados socialmente, como pessoas que saíram da pobreza após estudarem em livros encontrados no lixo. No Rio Grande do Norte, por exemplo, tem a história da catadora Rosângela Marinho, cujo filho Thompson Vítor, 15 anos, foi o primeiro lugar geral no exame de seleção do Instituto Federal daquele estado no ano passado. Em Pernambuco, tem o caso de Alcides do Nascimento Lins, também filho de uma catadora e aprovado no vestibular de biomedicina da Universidade Federal de Pernambuco, em 2007. Ao longo de sua curta vida, foi assassinado aos 22 anos, ele também teve acesso a livros acolhidos pela mãe depois de descartados no lixo.

Histórias de resiliência e superação em meio à miséria, sem dúvida. Entretanto, não passam de exceção. “Até porque ninguém é obrigado a ser um monstro para ser algo na vida”, disse-me, certa vez, a procuradora do Ministério Público de Pernambuco, Bernadete Figueirôa. O estado, este sim, é o responsável pela oferta de educação de qualidade para todos. A mesma que liberta.

No Brasil, 54,5% da crianças são negras, como as da foto. Mesmo assim, entre as crianças brancas, a pobreza atinge 32,9% e entre as negras, atinge 56%. Mais: uma criança negra entre 7 e 14 anos tem 30% mais chances de estar fora da escola do que uma criança branca na mesma faixa etária, apontam dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Ou seja, o simples fato de não estudar ou não trabalhar não é premissa para tornar alguém pobre. A cor da pele também conta. Mas nem sempre isso é dito às crianças. Principalmente às negras.

Importante ressaltar que livros nunca devem ser jogados no lixo. Uma alternativa para os antigos donos é entregá-los na Secretaria de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, da Prefeitura do Recife, na Rua do Brum, 93, no Bairro do Recife. O material, seja paradidático ou didático, será disponibilizado para a população nas chamadas geladeiras culturais, projeto iniciado por Sérgio Santos e que hoje tem parceria com a PCR. Os leitores têm acesso gratuito aos livros disponibilizados nas geladeiras grafitadas. Depois de lidas, as obras devem ser devolvidas, como em uma biblioteca. O município também está recebendo doação de geladeiras sem uso para investir no projeto.

Não conheço, na prática, a eficácia da iniciativa. No mínimo, ela promove a reciclagem e não o descarte. Além disso, se crianças podem se interessar pela leitura em meio ao lixo, tenho certeza de que gostariam de fazer o mesmo em um ambiente menos insalubre.

Texto retirado do Diário de Pernambuco.

Autor: Marcionila Teixeira

Foto:Peu Ricardo/DP

Olhares

“As cores de Caboclo”

A primeira edição de 2016 da nossa seção “Olhares”, traz a beleza das cores de Caboclo, povoado localizado no município de Afrânio-PE, a 829 km do Recife. O projeto fotográfico é um dos trabalho do fotógrafo Cearense, Francisco Lopes.

RETRATO DE LOPEAFoi para registrar os momentos que acontecem na vida e preservar a memória do pacato povoado de Caboclo, localizado no município de Afrânio-PE, que o fotógrafo cearense, Francisco Lopes resolveu produzir o projeto fotográfico “As cores de Caboclo.”.

Série nunca foi exposta e possui 18 fotografias que foram que foram produzidas no ano de 2013. Através das obras, fazemos uma viagem pelo lugar que parece cenário de filme.

O fotógrafo eternizou em suas fotos, as pequenas casas, construídas em adobe (tijolos cru), de fachadas coloridas que dão ainda mais um ar histórico ao povoado.

Francisco é fotografo amador e engenheiro agrônomo. Ele nasceu no Ceara e começou a fotografar com 18 anos.

Faz fotos tanto em cores como em preto e branco. Gosta de fazer fotos de arquitetura, e macrofotografias de flores e  folhas de plantas. Além disso, também fotografa o sertão e seus habitantes e o rio São Francisco.

Em seu curriculum como fotografo, Francisco acumula prêmios, Diploma de Qualidade Excepcional em Fotografia, e diversos ensaio fotográficos publicados em revistas conceituadas.

Confira parte  da série: As cores de Caboclo.

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Notícias

Exposição fotográfica “quilombo do alagadiço” ganha espaço em Juazeiro e é destaque no cenário regional

A exposição revela os processos de manutenção de práticas de resistência de um povo que foi historicamente reprimido.

Exposição fotográfica "quilombo do alagadiço"

Com objetivo de retratar a luta dos moradores pelo processo de certificação e reconhecimento enquanto quilombo, a exposição “Quilombo do Alagadiço” revela os processos de manutenção de práticas de resistência de um povo que foi historicamente reprimido.

Alagadiço, comunidade retratada nesta exposição, está localizada após a comunidade quilombola do Rodeadouro, a 18 quilômetros do centro de Juazeiro, Bahia. As fotos apresentadas são representações do território, das pessoas e de suas práticas.

Reunindo um conjunto de 57 imagens, a exposição é resultado das atividades realizadas pelo projeto de pesquisa coordenado pela professora Márcia Guena, da UNEB, “Perfil Fotoetnográfico de comunidades quilombolas do Submédio São Francisco: identidades em movimento” e conta com a colaboração de bolsistas e colaboradores da pesquisa.

As fotografias fazem parte do conjunto de imagens disponíveis no banco de dados da pesquisa, as imagens são de autorias dos bolsistas, ex-bolsistas e voluntários do projeto: Adeilton Júnior, Ana Carla Nunes, Juliano Ferreira, Cássio Felipe, Danilo Souza, Raryana Cardoso, Monique Freitas. Vale ressaltar que esta atividade compõe o calendário de a do Novembro Negro da UNEB em articulação com várias instituições de Juazeiro, em particular o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir).

Esta é a segunda montagem da exposição, cuja abertura aconteceu na comunidade do Alagadiço, retratada no conjunto de imagens. Com a exposição também aconteceu um debate com a participação de representantes das comunidades quilombolas de Juazeiro, no Centro de Cultura João Gilberto.

Texto de Danilo Borges

Blog Quilombos e Sertões

Olhares

BELEGRITUDE

O projeto fotográfico “belegritude”, da Húmus Cultural, com direção de Antonio Veronaldo Martins e fotos de Leonardo Carvalho, estreia a seção “Olhares”.

O projeto fotográfico “belegritude”, da Húmus Cultural, com direção de Antonio Veronaldo Martins e fotos de Leonardo Carvalho, procura enfatizar a importância das resistências negras diante das situações de violência física e simbólica pelas quais passaram e passam negras e negros em todo o mundo. Essas resistências estão intimamente articuladas e estimuladas pela estética natural e cultural dos afro-brasileiros, daí o neologismo “belegritude”, onde palavras como atitude, juventude, grito e beleza se expressam numa espécie de convite ao protagonismo da juventude negra diante das injustiças sociais que se alastram por esse país e produzem verdadeiro genocídio da população negra, em sua maioria, jovens pretos e pobres da periferia. O dia 20 de Novembro foi escolhido para o lançamento do projeto nas redes sociais por se tratar de data simbólica das lutas pela igualdade racial no Brasil. A Húmus Cultural convida todas/os que sensibilizam com essa luta a compartilharem as fotos. (Gilmar Santos – Diretor da Húmus Cultural).

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Notícias

Campanha pretende fotografar população negra de Juazeiro

As fotografias serão realizadas amanhã (14), das 9 às 12h, na Praça da Misericórdia em Juazeiro – BA . A iniciativa é da UNEB e Instituto Revelare.

12208708_1050215471668854_775083977151507386_nCom o tema “Juazeiro: 73% de população negra”, o grupo de fotografia da UNEB juntamente com o Instituto Revelare, realizará amanhã (14), das 9 às 12h, na Praça da Misericórdia em Juazeiro – BA, um projeto que visa fotografar negros e negras que compõem a população da cidade.

O tema do projeto surgiu a partir de dados oriundos do IBGE, que destaca Juazeiro como a cidade que possui uma das maiores concentrações de negros do Estado da Bahia: 73%.

A iniciativa faz parte das comemorações do mês da Consciência Negra.