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Filme “Barco sem Pescador” é exibido para moradores da Ilha do Massangano

Moradores da Ilha do Massangano tiveram uma noite diferente na última quinta-feira (17). Os ribeirinhos saíram de suas casas e se encontraram em frente a um grande telão para assistirem à filmes. O evento surgiu da parceira de dois projetos, o Cinema na Praça e o Vale Curtas.

12376590_10208721337814933_237959943763929221_nA ilha do Massangano recebeu novamente os atores e a produção do filme Barco sem Pescador, que foi teve 98% da suas cenas gravadas no local. Dessa vez, a equipe voltou ao local para exibir o longa metragem.

O evento surgiu da parceria de dois produtores culturais da região do Vale do São Francisco, Hertz Félix e Chico Egídio, que resolveram unir na noite de ontem (17), dois projetos culturais, Cinema na Praça e o Vale Curtas. “A gente já tava com um planejamento de fazer uma exibição aqui, dentro do Festival  Vale Curtas. E ai surgiu a ideia de juntar com o projeto de Hertz e nós antecipamos essa exibição.”. Explicou Chico Egídio, coordenador do Festival Vale Curtas.

O projeto sócio-cultural “Cinema na Praça” pretende exibir O Filme Barco sem Pescador gratuitamente a partir do mês de janeiro de 2016, em praças dos bairros de Juazeiro-BA e  distritos de todas as cidades ribeirinhas. “Um projeto que traz como sua responsabilidade realizar um trabalho de conscientização  e educativa, para que as pessoas saibam como preservar o meio-ambiente  de um modo especial o Rio São Francisco e fazer um questionamento de como estamos utilizando a nossa água.”, Declarou Hertz Félix, coordenador do projeto.

O filme Barco sem Pescador, lançado em Novembro em Juazeiro-BA, é uma produção do ator e diretor Juazeirense Hertz Félix. A obra é uma adaptação do texto de Alejandro Casona e chama a atenção para uma educação ambiental e a preservação do Rio São Francisco.

Durante a exibição do longa todo produzido na região do Vale do São Francisco, concebido no formato Full HD, com 36 minutos e 21 segundos, os ribeirinhos suas casas, seus vizinhos e se reconheciam nas imagens.” É muito difícil a gente vê o resultado das coisas. Na grande maioria das vezes, as pessoas veem filmam, fotografam e vão embora e a gente nunca tem um resultado. Agora o interessante é esse retorno, a gente se vê e reconhece até os detalhes pequenos da vila.”, disse Chagas Salles, morador da Ilha.

Além do longa, os ribeirinhos também assistiram ao  curta-metragem Cine Holiúdy – O Astista Contra o Caba do Mal, uma comédia nordestina de 15min.

FOTO: Lizandra Martins.