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Dor e revolta marcam despedida de Arthur, neto do ex-presidente Lula

Lula participou do velório de seu neto de 7 anos em São bernardo do Campo (SP) neste sábado de carnaval

A dor do ex-presidente e de seus familiares era intensa, e por diversas vezes Lula caiu num choro profundo. / Miguel SCHINCARIOL / AFP

“Lula é minha família”, disse Lucas Henrique de Castro, jovem de 26 anos, chorando copiosamente num banco do cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo, onde Arthur Araújo Lula da Silva, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi cremado neste sábado (2).

Assim como centenas de outras pessoas, incluindo políticos e pessoas comuns, Lucas veio prestar solidariedade à família Lula da Silva. Aos 7 anos de idade, Arthur faleceu ao meio dia dessa sexta-feira (1), em decorrência de uma meningite meningocócica.

Detido na Polícia Federal de Curitiba desde 7 de abril de 2018, Lula foi autorizado a sair da prisão para se despedir de seu neto, direito previsto no artigo 120 da Lei de Execução Penal (LEP). Abatido, o ex-presidente chegou por volta das 11h deste sábado ao cemitério, onde desde 22h do dia anterior, seu neto estava sendo velado.

Lula estava sob forte aparato da Polícia Federal e policiais da Rocam, além de dezenas de viaturas e policiais militares que chegaram ao local mais cedo. Apesar da parede de policiamento e grades, a população conseguiu ver o presidente acenar por alguns segundos antes de ingressar no velório, que foi restrito a familiares e amigos. Durante uma hora e meia em que esteve no velório, três helicópteros sobrevoavam o crematório, na primeira vez em que o ex-presidente saiu do cárcere nesse um ano de prisão.

O sentimento dos presentes era de luto e de solidariedade, mas também de indignação pela prisão de Lula, que em breve completará um ano. A todo o momento, se escutava gritos que entoavam as palavras “Arthur, presente!” e “Lula Livre!”.

A diarista Diana Dantas, moradora de São Bernardo do Campo, não desgrudou da grade que separava o caminho por onde o presidente foi conduzido. “Eu sou vó. É muito triste. Sou eleitora dele [Lula]. Eu sou Lula. Vim prestar solidariedade e vê-lo também”, lamentou.

Da mesma forma a ajudante geral, Patrícia Pereira, disse que além da solidariedade, o que a trouxe foi o sentimento de amor a Lula. “Amo muito o presidente Lula. Ele tá preso, mas continua sendo meu presidente”, afirmou.

Solidariedade

A militância teve de ser contida pelo presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, após a chegada do petista. Do lado de fora, simpatizantes, amigos e moradores do entorno tinham a expectativa de ver o ex-presidente.

Em entrevista ao Brasil de Fato, Okamoto lamentou o fato de Lula ter que passar por tudo isso sob essas condições. Okamoto considera “uma falha brutal da nossa justiça” o fato de Lula ter sido impedido de ficar com sua família durante o último ano.

Okamoto se mostrou desiludido com o Poder Judiciário brasileiro, ao afirmar que resta apenas “acreditar na justiça divina, porque a justiça dos homens está muito falha. É lamentável que um país como o nosso tenha falhado tanto em promover a justiça. Nosso povo está muito prejudicado”.

Diversos políticos, integrantes de movimentos popualres e entidades sindicais estiveram presentes no velório. Entre os parlamentares, a ex-presidente Dilma Rousseff, Fernando Haddad, Ivan Valente, Gleisi Hoffman, Benedita da Silva, Rui Costa, Aloísio Mercadante, Eleonora Menicucci, Alexandre Padilha, José Genoíno, Eduardo Suplicy, Guilherme Boulos, os irmãos Paulo e Celso Frateschi, entre outros.

Cerimônia

“Hoje tivemos que cumprir um dos papéis mais difíceis que a gente tem que fazer na vida. Acompanhar a despedida do presidente Lula de seu netinho, de 7 anos, que já era bom de bola e partiu de forma trágica. A determinação da Justiça Federal era que ele poderia ficar apenas uma hora e meia no recinto, não poderia se manifestar com as pessoas que estavam aqui e nem haver nenhuma manifestação política. Absurdo! Imagina se alguém vai num velório fazer comício”, indignou-se João Pedro Stedile, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Durante a cerimônia, Lula contou, segundo o dirigente do MST, que o menino vinha sofrendo muito bullying na escola por seu avô estar preso.

“Lula fez um compromisso com o Arthur, botando as mãos em cima do menino. Ele disse: ‘Eu prometo a você, ainda haverá justiça nesse país’”, contou Stedile, que acompanhou o velório próximo ao ex-presidente.

Ele acrescentou que Lula pediu ao menino que levasse um abraço a Dona Marisa Letícia e que ela cuidaria dele no céu.

Juliana Cardoso, vereadora eleita em São Paulo, também lamentou a morte repentina Arthur. “A morte de uma criança é sempre muito difícil. Ao mesmo tempo uma situação como essa, em que o presidente Lula chegou fazia duas horas no Aeroporto de Congonhas e foi mantido lá, quando poderia estar na despedida do neto”, afirmou.

Indignação

O ex-ministro da Casa Civil do governo de Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho, mostrou sua indignação em relação aos comentários de ódio divulgado por alguns adversários políticos, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL).

“É um absurdo que nessa hora de tanta dor continuem expressando um ódio que parece não ter fim. Queria pedir que Deus perdoe essas pessoas e que ao mesmo tempo plante no coração delas pelo menos uma dúvida: se é justo o que eles estão fazendo. Porque no dia, que Deus me livre, eles perderem alguém nessas condições, eles vão saber a crueldade que estão fazendo nesse momento”.

Na mesma linha, Guilhermes Boulos, da direção do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), ressaltou a importância de separar a luta política das relações pessoais.

“Quando se comemora a morte de alguém, de uma criança de 7 anos, não estamos mais falando de política, mas de caráter, de humanidade. O que aconteceu ontem nas redes sociais serve como uma reflexão para a sociedade: até que ponto nós chegamos? Abriram a porteira da insanidade”, enfatizou Boulos.

Em janeiro, após a morte do irmão do ex-presidente, Genival Inácio da Silva, o Vavá, o pedido para saída da PF chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), em decorrência das negativas em instâncias inferiores da Justiça. Quando o ministro Dias Toffoli expediu a autorização, o velório de seu irmão já havia ocorrido e Lula decidiu não deixar a PF, considerando-se impedido pelo Poder Judiciário de participar desse momento, conforme prevê a legislação brasileira.

Arthur foi cremado no mesmo local onde foi cremada há dois anos a esposa de Lula, Marisa Letícia.

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Coluna K

O PT permitirá que Marília seja Candidata?

Já adentramos o mês de junho e o povo de Pernambuco segue sem saber se Marília Arraes, tecnicamente empatada nas pesquisas de opinião com o candidato à reeleição para o governo do estado, será candidata. O que se passa no interior do PT às vésperas da disputa de eleitoral?

*Tassia Rabelo

 

Na democracia representativa, os titulares do Executivo e membros do Legislativo são selecionados de acordo com a decisão dos eleitores, cujos votos são revertidos em cadeiras e instituem governantes. Entretanto, antes deste momento, e mesmo antes do início da campanha eleitoral, parte do jogo que definirá quem serão os eleitos é jogado longe dos holofotes, no interior dos partidos políticos. Neste período que precede as convenções, os partidos definem quais serão as opções disponibilizadas aos eleitores e em que condições cada candidato ou candidata disputará as eleições.

É no presente momento que está em curso a construção da tática eleitoral de todos os partidos. Neste artigo destacarei parte do debate que tem sido realizado no interior do partido que detém o maior número de cadeiras na Câmara dos Deputados e esteve à frente da Presidência da República por quatro vezes, o Partido dos Trabalhadores (PT).

Se a manutenção da candidatura de Lula à presidência já foi reafirmada em mais de uma ocasião pelo PT, que inclusive já realizou ato de lançamento de seu candidato, no plano estadual a posição do partido varia e, em alguns casos, como o de Pernambuco, segue bastante nebulosa. Aqui, o debate sobre a tática do partido no que tange à disputa do governo do estado, já extrapolou seus limites internos e vem ganhando espaço nas ruas. Já adentramos o mês de junho e muitos ainda se perguntam se o PT permitirá que Marília Arraes seja candidata à governadora.

Marília, originalmente filiada ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), rompeu politicamente com parte de sua família, os Campos, e no ano de 2016, em meio a uma profunda e multifacetada crise do PT, se filiou a este partido pelo qual foi eleita vereadora de Recife. Desde então esteve no front contra o golpe de 2016 e denunciou seus artífices. Dessa maneira demonstrou uma coerência e firmeza ideológica que a fez ser acolhida pelos petistas.

Crítica ao extremamente mal avaliado governo de Paulo Câmara, despontou também como alternativa ao poderio do PSB que há mais de uma década comanda o estado de Pernambuco. À despeito deste cenário, e ainda que a cada pesquisa a petista amplie sua preferência junto ao eleitorado e já se encontre em empate técnico com o candidato à reeleição, a possibilidade de que o número 13 não seja uma opção para os eleitores pernambucanos na disputa pelo governo do estado se mantém.

Enquanto Marília cresce, cresce também a articulação de seus adversários para impedir sua candidatura. Neste cenário chama a atenção a repentina mudança no calendário dos encontros estaduais do PT realizada, sem reunião presencial, pela Comissão Executiva Nacional (CEN) do partido na última terça-feira (05). Segundo nota divulgada pelo partido a alteração teria como base as articulações com partidos de centro-esquerda e a construção da tática nacional que tem como centralidade a candidatura de Lula.

Se a referida decisão trouxe preocupação aos defensores da candidatura própria, a nota da CEN do último sábado (09) foi mais explícita em suas intenções. Nesta a direção do PT reafirma que a definição de candidaturas estaduais terá que ser submetida antecipadamente à CEN; cita textualmente o PSB como um partido a ser procurado para a construção de uma aliança nacional; determina a construção de palanques estaduais preferenciais com o PC do B e o PSB; e afirma que: “Nos demais estados (que não são governados pelo PT) o PT deve priorizar as alianças com os partidos considerando a composição da nossa chapa de deputados federais e senadores, bem como buscando participação nas chapas majoritárias sempre que possível”.

Tais declarações apenas reforçam o alerta feito por setores internos ao partido que apontam que este pode vir a ser mais um caso de intervenção nacional, à exemplo da que devastou o partido no Rio de Janeiro no ano de 1998, e da que ocorreu em Pernambuco em 2012 – com efeitos não menos nocivos -, que impediu a candidatura à reeleição de João da Costa à prefeitura de Recife.

Mirando para este caso, não pretendo questionar a necessária autonomia política dos partidos, nem tampouco seu direito de definir sua tática eleitoral sem intervenções externas, mas sim apontar que tal autonomia não deve significar que os eleitores devam ignorar os processos construídos nesta arena, dado suas possibilidades de escolhas dependem das decisões internas aos partidos. É preciso que cada vez mais joguemos luz a esses processos para que deixe de ser aceitável que diminutas burocracias partidárias sigam tomando decisões unilaterais sobre assuntos que tem a capacidade de impactar a vida de um sem-número de pessoas.

A situação atual de Pernambuco é apenas um exemplo, mas vale destacar que em outros partidos sequer existem direções estaduais, ou encontros com delegados eleitos para debater a tática eleitoral. Nestes Comissões Provisórias se perpetuam no tempo, e decisões referentes a candidaturas em todo país podem ser tomadas em uma sala por um par de pessoas que também tem o poder de alocar recursos públicos para as candidaturas que bem entenderem. Ao não questionarmos o processo decisório no interior dos partidos deixamos de olhar a face que conforma a arena eleitoral, deixamos de fora da equação democrática um de seus elementos fundamentais.

Neste caso em específico é possível que a pergunta que abre esse texto seja respondida pelos delegados/as do Encontro Estadual do PT de Pernambuco, mas, a depender da resposta, esta poderá ser confirmada ou anulada por sua Direção Nacional. Tal decisão definirá se os eleitores de Pernambuco terão alternativas reais, ou se precisarão se contentar com o mais do mesmo nas eleições para o Governo do Estado.

Vivemos em um momento no qual a soberania do voto foi desrespeitada com o afastamento da presidenta Dilma, em que a desconfiança nas instituições é cada vez maior, tirar do povo a possibilidade de escolha e embaçar a compreensão deste processo por meio de uma aliança entre golpistas e golpeados, em nada contribui com este já tão difícil cenário em que nos encontramos.

 

* Tassia Rabelo é professora de Ciência Política da Universidade Federal do Vale do São Francisco.

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Ex-presidente Lula estará em Petrolina nesta segunda-feira (11) para apoiar atos de resistência contra o golpe

Hoje (11) acontecerá mais um ato em Petrolina organizado pela Frente Brasil Popular, dessa vez contando com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Frente Brasil Popular (FBP) — composta por movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos como: PT e PC do B — está organizando a caravana pela democracia que começou em Petrolina (PE) na segunda-feira (4). Dali seguiu em viagem por vários municípios no estado de Pernambuco, denunciando o golpe que levou ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff e fortalecendo os seus comitês pelo estado.

Hoje (11) a FBP fará um grande ato em Petrolina com a presença do ex-presidente Lula.

Primeiro ele passará por Juazeiro (BA), participando de um evento denominado “Bahia mais forte: Ações do governo da Bahia para o desenvolvimento rural”, na orla da cidade, às 14:30. De lá, seguirá em caminhada até Petrolina onde será realizado o ato da Frente Brasil Popular (FBP): “Semiárido contra o golpe – Nenhum direito a menos”, Petrolina (PE), a previsão é que a caminhada comece as 16 horas. O ato em Petrolina contará também com a presença de artistas da região realizando intervenções.

No dia seguinte (12), o ex-presidente terá um encontro com a imprensa local. Depois ele seguirá com a caravana pela democracia em atos por outros municípios. Na quarta-feira (13), o ex-presidente estará com a caravana em Caruaru(PE), na praça Marco Zero, às 10 horas da manhã.  Em seguida, às 13 horas, visita o Assentamento Normandia, do MST.A caravana da Frente Brasil Popular será encerrada no dia (13), às 19h, em Recife, num grande ato na Praça São Pedro.

 

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‘Os golpes começam assim’, diz Dilma sobre grampo em conversa com Lula

Dilma defendeu o Estado de direito, o respeito à Constituição e aos direitos civis de todos os brasileiros, inclusive de quem ocupa a presidência da República.

f11f9d74-c3ba-40fd-8b48-c2d2168b754eA presidenta Dilma Rousseff defendeu, nesta quinta-feira (17), o Estado de direito, o respeito à Constituição e aos direitos civis de todos os brasileiros, inclusive de quem ocupa a presidência da República. E questionou o objetivo e a legalidade da exaustiva divulgação do grampo telefônico de uma conversa entre ela e o ex-presidente Lula, ocorrida ontem.

As afirmações foram feitas durante cerimônia de posse do novo ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva; dos ministros da Justiça, Eugênio Aragão; da Secretaria de Aviação Civil, Mauro Lopes; e do chefe de Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner.

Dilma garantiu que não vai recuar e pediu a mais absoluta apuração dos fatos acontecidos ontem. “Convulsionar a sociedade brasileira em cima de inverdades, de métodos escusos de práticas criticadas, viola princípios e garantias constitucionais, viola os direitos dos cidadãos e abre precedentes gravíssimos. Os golpes começam assim”.

Por conta do episódio, Dilma recordou que, desde 2014, o governo de conviver com tentativas golpistas. “Juntos, nós todos aqui presentes, todos os minitros do govenro, toda nossa base social, nós teremos mais forças de superar as armadilhas que jogam no nosso caminho, àqueles que desde a eleição de 2014 tentaram paralisar meu governo, me impedir de governar ou me tirar o mandato de forma golpista”.

O Brasil não pode se tornar submisso a uma conjuração que invade as prerrogativas constitucionais da Presidência da República, alertou Dilma. Não porque a presidenta da República seja diferente dos outros cidadãos e cidadãs. “Mas porque se ferem as prerrogativas da Presidência da República, o que farão com as prerrogativas dos cidadãos?”

A presidenta disse ainda que é preciso combater o ambiente de paralisia no Brasil. “Não interessa aos brasileiros um ambiente que paralise o País, que impede o funcionamento normal das instituições”.

Ela lamentou que teor do diálogo com o ex-presidente Lula tenha sido divulgado de forma desvirtuada e repudiou integralmente essas versões deturpadas da conversa. “Mudaram os tempos dos verbos. Mudaram [a expressão] ‘a gente’ para ‘eles’. Ocultaram – e eu estou guardando a assinatura desse termo de posse como uma prova – que o que fomos buscar no aeroporto era essa assinatura do presidente Lula, mas não tem a minha assinatura. E, portanto, isto não é posse. (…) Porque o presidente Lula, por ter algum problema pessoal para voltar a Brasília hoje, uma vez que a dona Marisa não está bem, não viria. (…)Esse documento foi distribuído ontem para toda a imprensa, quando percebemos que era disso que se tratava”.

Fonte: Portal Brasil

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Vox Populi: maioria desaprova operação contra lula e acha que moro errou

O resultado da pesquisa consta 15 mil questionários válidos.

hqdefaultO Vox Populi mediu o impacto da operação deflagrada pelo juiz Sergio Moro na manhã de sexta, dia 5, em que o ex-presidente foi submetido a uma condução coercitiva para depor.

Com mais de 15 mil questionários tabulados, a pesquisa apresentou resultados interessantes: 56% desaprovaram a inclusão de Lula na Lava Jato; 43% desaprovaram a conduta de Moro; 34% acham que ele está fazendo um excelente trabalho.

Abaixo, alguns destaques do levantamento:

1) Qual o seu sentimento em relação ao fato de que o ex-presidente Lula foi incluído na investigação da Lava Jato?

Gostei, eu aprovo                41%

Não gostei, não aprovo       56%

Não sei responder                 3%

2) Qual a avaliação que você faz do trabalho do juiz Moro nesse processo da Lava Jato?

Aprovo, ele está fazendo um excelente trabalho              34%

Aprovo, mas ele tem exagerado em algumas medidas     22%

Desaprovo                                                                         43%

Não sei responder                                                                1%

3) Com qual das frases você se identifica mais?

Não vejo problema algum na forma como foi feita a condução do Lula para depor na Polícia Federal                                34%

ou

Achei um exagero a forma como o ex-presidente Lula foi levado a depor pelos agentes da Polícia Federal                             65%

Não sei responder                                                                  1%

4) Você acredita na inocência do ex-presidente Lula?

Sim, acredito nele                                                                 57%

Nao, ele é culpado                                                                34%

Não sei responder                                                                   8%

5) Depois que o ex-presidente depôs na Policia Federal ele concedeu uma entrevista coletiva na sede do PT em São Paulo que foi transmitida pela televisão. Você assistiu à entrevista dele?

Sim, assisti tudo                                                                      63%

Sim, assisti partes da entrevista                                              25%

Não, mas fiquei sabendo                                                        11%

http://www.diariodocentrodomundo.com.br

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Se quiserem me derrotar, vão ter de me enfrentar nas ruas, diz Lula

Lula falou em ato organizado pelo PT, sindicatos e movimentos sociais sobre a situação política após ter sido conduzido pela Polícia Federal ao Aeroporto de Congonhas para depor nas investigações da Operação Lava Jato.

17989173Em discurso para a militância petista, na quadra do Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo, O ex-presidente Lula disse na noite desta sexta-feira (4) que não irá se calar mesmo ameaçado por perseguição política e denúncias infundadas. E que para derrotá-lo, os opositores terão de enfrentá-lo nas ruas.

Lula falou em ato organizado pelo PT, sindicatos e movimentos sociais sobre a situação política após ter sido conduzido pela Polícia Federal ao Aeroporto de Congonhas para depor nas investigações da Operação Lava Jato.

“Eu vim aqui para dizer o seguinte: eu não sei se vou ser candidato, mas eu queria dizer a todos que me ofenderam hoje pela manhã que foi uma ofensa; um ex-presidente que fez por esse país o que eu fiz, não merecia receber o que eu recebi hoje de manhã. Mas sem mágoa. Quero dizer para você aqui, se eles tiverem que me derrotar, eles vão ter que me enfrentar nas ruas deste país”, disse o ex-presidente.

O discurso de Lula, o último do evento, foi acompanhado por militantes e lideranças políticas que lotaram a quadra dos bancários. Muitas pessoas, no entanto, não conseguiram entrar no local, e acompanharam a fala do ex-presidente do lado de fora, na rua Tabatinguera, na região da Sé.

Lula disse que não pretendia se candidatar nas próximas eleições presidenciais, mas diante da atual conjuntura, colocou-se à disposição da militância para a candidatura de 2018. “Eu estava quieto no meu canto. Estava na expectativa que vocês escolhessem alguém para disputar 2018. Cutucaram o vulcão com vara curta. Portanto quero me oferecer a vocês, esse jovem de 70 anos de idade com tesão de um jovem de 30, com corpo de atleta de 20. Não tenho preguiça de acordar as 6 horas. E não tenho problema de dormir às dez”.

“A partir de hoje, a única resposta que eu posso dar a insolência que fizeram a mim, a ofensa que fizeram a mim, é ir para rua dizer: estou vivo e sou mais honesto do que vocês. De coração eu quero agradecer a cada um de vocês”, acrescentou.

Lula voltou a dizer, como havia feito no pronunciamento à tarde, que voltará a viajar pelo país e que não se calará diante do que diz ser perseguição política e denúncias infundadas. “Estou disposto a viajar esse país do Oiapoque ao Chuí, estou disposto. Se alguém pensa que vai me calar com perseguição e denúncia, não sabe que eu sobrevivi à fome, e quem sobrevive à fome não desiste nunca”, disse.

“Eu não sou vingativo, não carrego ódio na minha alma, mas eu quero dizer para vocês uma coisa: eu tenho consciência do que eu posso fazer por esse povo, e tenho consciência do que eles querem comigo. Portanto, queridas e queridos companheiros, se vocês estão precisando de alguém para animar a nossa tropa, o animador está aqui”, destacou.

O ex-presidente ainda disse que a operação da Polícia Federal confiscou um celular de sua esposa, Marisa Letícia, e papéis da casa de seu filho, Luís Cládio, que já haviam sido levados há quatro meses.

“Na casa de meu filho, Luís Cláudio, levaram a mesma papelada que já levaram há quatro meses atrás. As perguntas que fizeram hoje já fizeram cinco meses atrás. Então é pura provocação. Estão dizendo: nós existimos e vamos criminalizar o PT. Eu quero dizer, vocês existem mas eu existo. E eu vou resistir à criminalização”.

http://Agência Brasil

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PT, PCdoB e Movimentos Sociais de Petrolina, em coletiva, repudiam ação da lava jato contra o ex-presidente Lula

Os militantes disseram que estão em vigília contra o golpe e em favor da democracia.

12810051_932758720153574_1860783413_oNa tarde desta sexta-feira, 04, O Partido dos Trabalhadores, PT, Partido Comunista do Brasil, PCdoB, e representantes de diversos movimentos sociais se reuniram em uma coletiva, para defender o ex-presidente Lula e repudiar a ação da operação lava jato realizada na manhã de hoje.

O Deputado Odacy Amorim lamentou profundamente o que ocorreu com o ex-presidente Lula, ratificando o que disse o Ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, classificando a ação da Polícia Federal como desnecessária. “Particularmente como nordestinos nos sentimos atingidos porque Lula representa o nordeste. É verdade que muita gente às vezes acredita mais nas palavras, mas os fatos mostram que os maiores avanços no nordeste nós passamos a ter depois de Lula presidente do Brasil. O presidente que mudou o eixo do poder no Brasil, olhando para o nordeste como prioridade. Nos últimos 12 anos de governo do PT os pobres melhoraram de vida e isso incomoda alguns”, disse.

A ex-deputada e presidente de honra do PT em Petrolina, Isabel Cristina, também se manifestou em favor do ex-presidente Lula. Ela disse que a militância está toda em vigília contra o golpe e em favor da democracia. “Esse filme nós já vimos no passado: foi assim na tentava com Getúlio Vargas, Juscelino, João Goulart, mesmo modo, destroem o país para depois dizer que eles são os salvadores. Eles nunca aceitaram o projeto de mudança do país. Se eles entrarem o nosso projeto vai sair e causar muito prejuízo. Não teremos mais o bolsa família, Programa Minha Casa, Minha Vida, Universidade para todos. Eles tentaram hoje pegar o nosso líder maior, o objetivo deles era chegar a Lula através do que fosse, mas não conseguiram e nem vão conseguir, estamos de vigília e se precisar nós vamos para a guerra”, desabafou.

Isabel Cristina acrescentou que a democracia tem que ser fortalecida cada vez mais e que não vão aceitar a manobra e o factoide que estão sendo projetados e colocados para a população.

O PCdoB e integrantes de outros partidos também estiveram na coletiva. “Nós estamos indignados com esse fato de hoje, extremamente perigoso para a democracia. Do ponto de vista jurídico foi um ato absolutamente ilegal e arbitrário, o juiz Sérgio Moro em nenhum momento convocou o ex-presidente Lula para depor. E simplesmente libera 200 Policiais Federais com roupa de guerra, com metralhadoras e fuzis, um aparato espetacular desproporcional para conduzir uma pessoa que nunca se negou a depor. Foi um ato fascista, típico de regime de recessão. O ex-presidente Lula vem sendo cassado de forma implacável, junto com a presidente Dilma e o PT, porque as elites não aguentam mais tantos anos de um governo com um projeto de desenvolvimento social”, afirmou Robério Granja do PCdoB.

Para Robério já tinham dois jatinhos prontos para levar Lula para a carceragem, mas o tiro saiu pela culatra, quando a militância de esquerda progressista reagiu, ao que ele chamou de arbitrariedade.

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, MST, também esteve representado pelo presidente regional Florisvaldo Araújo. “O MST se soma ao PT e ao PCdoB e todos os segmentos de esquerda, para esse momento que é preocupante, pois põe em risco vários projetos que já conquistamos. Esse projeto dá medo, porque é transformador, ele muda as pessoas, ele é capaz de revolucionar e a direita tem medo. O ex-presidente Lula é um patrimônio político do povo brasileiro e merece respeito”, pontuou.

Dentre os vários movimentos reunidos no ato de apoio ao ex-presidente Lula estava o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco, Sintepe, através do Coordenador Regional, Robson Nascimento. “Existe uma guerra de classe e a elite brasileira jamais aceitou operário governar o Brasil, o filho de pobre, de pedreiro entrar na universidade pública, ter as mesmas condições de acesso as universidades, ao trabalho, as escolas técnicas, a uma educação de qualidade e querem retomar o protagonismo da direita para sucatear o Brasil como fizeram no passado e nós não podemos admitir e nem perder a nossa capacidade de indignação”, disse.

Ao final a vereadora Cristina Costa agradeceu a presença de todos os movimentos e reafirmou a vigilância do Partido dos Trabalhadores, pois segundo ela o que está em jogo é o projeto político dos trabalhadores. “A gente é contra a privatização da Petrobrás, a gente defende o pré-sal para a educação, a gente quer reforma agrária, mas principalmente a gente quer uma justiça democrática, que sejam investigados todos. Não ao golpe! Viva a democracia! Viva ao povo brasileiro!”, bradou a petista.