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Vem aí o “ENEM do Mago”, a melhor revisão pré-vestibular do vale do São Francisco

“Enem do Mago” será realizado no Janela 353, primeiro andar do Café de Bule, das 8 às 12 horas, no dia 29/09. A entrada custará R$ 10,00.

Foto: Divulgação.

O quê acontece quando professores incríveis se juntam? Uma super revisão para o Enem!

O grupo denominado por Mago dos vestibulares está preparando a melhor revisão para os feras do Vale do São Francisco que fará o tão temido Enem. Além de divertido, o aulão também será muito completo, visto que todas as áreas serão contempladas! O badalado do Instagram e youtube, professor Geraldo, ficará responsável pela área das exatas, enquanto as disciplinas de Natureza terão os feras da física: prof. Zezin e nosso Tio Fafá, além da musa da biologia, Bruna Cavalcante. Linguagens e redação estarão na mão da bruxa do português, Jô Santos. E para fechar, a área de humanas estará nas mãos do Professor Calado de Geografia e de Rober de História!

Isso tudo ocorrerá no Café de Bule, no dia 29/09 (Domingo), às 8h! Custará R$ 10,00.  Vem ser fera! Vem com o Mago dos vestibulares!

 

Via Mago dos Vestibulares

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Alvo de Bolsonaro, Enem ainda tem futuro incerto

Cargos estratégicos para elaboração do exame seguem sem substitutos oficiais. Nomeado na nova gestão, Murilo Resende ficou apenas um dia como diretor da Avaliação da Educação Básica.

Foto: Reprodução.

Porta de entrada para as universidades federais, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve seus resultados divulgados na manhã desta sexta-feira sem uma cara do Governo para representá-lo nem maiores pistas sobre os novos rumos do maior vestibular do Brasil. Alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro por uma suposta afinação ao que chama de “doutrinação marxista”, o Enem passaria a ser supervisionado neste mandato pelo economista Murilo Resende, um militante da Escola sem Partido sem experiência em Educação, mas tão alinhado às ideias do presidente que chegou a ter sua indicação para diretor da Avaliação do Ensino Básico defendida pessoalmente por ele no Twitter. Resende, no entanto, só ficou 24 horas no posto. Sem maiores explicações do Governo, foi exonerado do cargo estratégico e renomeado apenas como assessor do Ministério da Educação.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ao qual é vinculada a diretoria relâmpago de Resende, está há cinco dias sem um substituto oficial e atualmente funciona sob o comando interino do professor Carlos Eduardo Moreno. Sem a formalização de nomes para esses cargos e com o ministro da Educação, Ricardo Vélez, cumprindo agenda em Roraima, não houve sequer a tradicional coletiva de imprensa de anúncio dos resultados do Enem nesta sexta. Mas o Inep nega que haja maiores crises. Informa que a autarquia funciona normalmente e que será comandada pelo professor da FGV, Marcus Vinícius Rodrigues, já anunciado há semanas pela equipe do Bolsonaro. Sem explicar a demora para substituir a ex-presidente Maria Inês Fini (exonerada na última segunda-feira), o Inep diz apenas que a nomeação do novo presidente ocorrerá “em breve”.

O órgão também não explica os motivos da exoneração de Murilo Resende. Ao ser anunciado para a diretoria de Avaliação da Educação Básica, economista foi alvo de críticas do setor educacional pela falta de experiência na área e por declarações polêmicas como a de que os professores brasileiros “não querem estudar de verdade”. Discípulo do guru da ultradireita Olavo de Carvalho e militante contra a “doutrinação marxista no ensino”, Resende já havia dito ao jornal O Globo que não deveria fazer grandes alterações na prova do Enem deste ano, já em elaboração. Mas sinalizava para uma atuação contra o que chama de “ideologia de gênero”.

Este, aliás, foi o argumento usado por Jair Bolsonaro para defendê-lo. “Seus estudos deixam claro a priorização do ensino ignorando a atual promoção da ‘lacração’, ou seja, enfoque na medição da formação acadêmica e não somente o quanto ele foi doutrinado em salas de aula”, escreveu o presidente nas redes sociais, em referência ao Enem de 2018, que abordava um dialeto LGBT chamado pajubá. Nas últimas semanas, porém, Resende foi acusado de plágio. Nas redes sociais, internautas identificaram semelhanças entre o artigo A Escola de Frankfurt: satanismo, feiúra e revolução, publicado por ele no ano passado, e o artigo The New Dark Age: The Frankfurt School and ‘Political Correctness’, texto de 1992 de Michael Minnicino.

Ainda assim, Murilo Resende foi nomeado na última quarta-feira como diretor da Avaliação da Atenção Básica. E exonerado no dia seguinte, por decisão do ministro Vélez e de Marcus Vinícius Rodrigues, segundo a assessoria do Inep. A portaria, no entanto, foi assinada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Agora, Resende assume um cargo inferior no Ministério da Educação, mas ainda assim com influência sobre o principal vestibular do Brasil. Assessor especial da Secretaria de Educação Superior, atuará em grupo especial de trabalho no âmbito do Inep que, entre determinadas atribuições, ajudará no acompanhamento, análise e direcionamento do Enem. Nas redes sociais de Bolsonaro, Onyx e Vélez, há um silêncio sobre a questão. Por meio de nota, o MEC explica que a transferência de Resende objetiva que “o novo assessor especial consiga desenvolver o trabalho de forma ampla e substantiva”. O Governo ainda não divulgou quem deverá coordenar o Enem no lugar de Resende.

 

Via El País

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Inscrições do Fies para o segundo semestre de 2018 são prorrogadas

Instituições de ensino com conceito 5, como a Dom Helder e de da EMGE, têm mais vagas.

Programa é voltado para estudantes de ensino superior de instituições privadas. Foto: Reprodução

As inscrições para 155 mil vagas pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre de 2018 foram prorrogadas. O Ministério da Educação (MEC) informou nesta segunda-feira (23) que os interessados terão até as 23h59 desta terça-feira (24) para se inscrever. O procedimento é totalmente feito pela internet.
O prazo anterior se encerrava no domingo, 22. Até a manhã desta segunda, o MEC já havia recebido 170.190 inscrições.
O pró-reitor de Extensão da Dom Helder Escola de Direito, professor Francisco Haas, lembra que instituições de ensino com conceito 5, como os cursos de Direito da Dom Helder e de Engenharia Civil da EMGE, têm mais vagas abertas se comparadas com instituições com conceitos 3 e 4.
O programa é voltado para estudantes de ensino superior de instituições privadas. Do total, 50 mil vagas são destinadas para pessoas com renda per capita de até três salários mínimos por mês. Nesse caso, o financiamento mínimo é de 50% do curso, com limite semestral de R$ 42 mil.
As demais vagas são destinadas à modalidade P-Fies, para pessoas com renda per capita familiar de até cinco salários mínimos. Nesse caso, os recursos provem dos Fundos Constitucionais e dos Agentes Operadores de Crédito.
Em função da prorrogação, o resultado da seleção será divulgado no dia 30 de julho, em chamada única. Os pré-selecionados deverão completar a inscrição e fechar o contrato de financiamento entre 30 de julho e 3 de agosto.
Para participar, o estudante deve ter tirado no mínimo 451 pontos e não pode ter zerado a redação em ao menos uma das últimas sete edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Via Dom Total

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Redação do Enem tem como tema a formação educacional de surdos

Estudantes têm que apresentar texto argumentativo sobre o tema e propor uma intervenção

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) este ano é “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”. A informação foi dada pelo Inep no início da tarde do domingo 5.

Os vestibulandos terão de elaborar um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema, com argumentos consistentes e apresentar uma proposta de intervenção.

A novidade é que os estudantes não terão de se preocupar em respeitar os direitos humanos. A presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmem Lúcia, negou na tarde do sábado 4 os pedidos da Procuradoria Geral da República (PGR) e da Advocacia Geral da União (AGU) para permitir ao Ministério da Educação (MEC) atribuir nota zero às redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com teor considerado ofensivo.

Com isso, mantem-se a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) do último dia 25 que já proibia os examinadores de zerarem os textos que infringissem os direitos humanos.

A medida ainda poderá ser revista pelo STF no julgamento de mérito, ocasião em que a PGR e a AGU podem se manifestar novamente.

Nesta primeira fase do Enem, além da redação, os estudantes devem responder a 90 questões de linguagens e ciências humanas. Na próxima etapa, no dia 12, eles resolvem 90 questões relacionadas à Ciências da Natureza e Matemática.

http://www.cartaeducacao.com.br

Coluna K

Escola pública ou privada?

“A escola pública é muito ruim! De péssima qualidade. A escola particular seria o contrário disso”. Esse discurso é bastante frequente. Mas a escola pública é mesmo tão ruim assim? E a escola privada é mesmo tão boa assim?

[imagem da internet]

Gleicy Schommer dos Santos

A escola pública é muito ruim! De péssima qualidade. Quase ninguém consegue se dar bem no Enem. A diferença entre a pública e a privada é muito grande. ” Esse discurso é bastante frequente. Mas, vejamos, a escola pública é mesmo tão ruim assim? E a escola privada é mesmo tão boa assim?

Sempre ouvimos falar que a escola pública é ruim, que é horrível, que é péssima. Que os alunos não são interessados, que os professores são péssimos, etc. Claro, o padrão de qualidade é a escola privada. Aquela, equipada, estruturada e com professores “top”. De certo que, ar-condicionado, paredes pintadas, café, almoço, livros, uniforme limpo e bem passado, mochila cheia, barriga cheia, tudo isso faz uma enorme diferença e são pontos relevantes na escola privada. Todo o equipamento que falta na escola pública, existe ou sobra na escola privada; toda condição material que os alunos da escola privada têm, muitas vezes é o maior problema da escola pública.

No entanto, as escolas privadas filiadas à grupos financeiros – que são grande maioria hoje no Brasil, seja como unidade constitutiva do sistema de ensino, seja as escolas que compram um sistema de ensino – têm seus materiais didáticos previamente selecionados pelo grupo. Assim, os principais critérios nessa escolha são a marca, as editoras que estão filiadas à rede de empresas e grupos financeiros que administram também a própria instituição escolar; ou no caso das escolas que compram um sistema de ensino, os livros a serem utilizados já estão muitas vezes automaticamente escolhidos. Isto significa que os professores da rede privada não têm autonomia alguma sobre a escolha do material, pelos critérios que lhe interessa: conteúdo e didática. Por exemplo: existe um grupo financeiro X, que é dono de três editoras, sete sistemas de ensino, quatro sistemas de softwares e cinquenta unidades escolares. Essas 50 escolas só poderão utilizar os livros de uma das 3 editoras, que editem um dos 7 sistemas de ensino do grupo. Enfim, trata-se de um mercado da educação, que envolve escolas, rede de escolas, modelos de gestão administrativa e pedagógica, e a reboque, o material didático. Enquanto que nas escolas públicas, desde 2010, com o PNLD – Programa Nacional do Livro Didático, o Ministério da Educação disponibiliza uma variada gama de livros didáticos para toda a rede pública do país. Além disso, são os professores que escolhem os livros que usarão, e não a administração da escola, como no ensino privado.

O trabalhador de linha de frente dessa produção chamada Educação, é o professor. E assim como qualquer processo produtivo, precisa atender um perfil traçado pela empresa. As exigências para contratação são semelhantes a qualquer outro ramo empresarial/administrativo. Normalmente, os salários são maiores e as condições de trabalho são também melhores no setor privado. Então, é a excelência do professorado da rede privada que faz a principal diferença entre as escolas públicas e particulares? De fato, a situação do professor do ensino básico na rede pública é lamentável. Sobretudo nos estados e em muitos municípios Brasil adentro. Temos hoje um quadro em que, a quantidade de professores efetivos não chega à metade do total, pois a grande maioria trabalha em regimes de contratação, que é ainda mais caótico e precário, visto que cada município e cada estado “faz o que pode e como pode”.

Enfim, podemos observar que, de fato, a infraestrutura e a estrutura, as condições de trabalho e salário dos professores, podem mesmo possibilitar, de maneira muito mais eficiente, melhores resultados. Mas isso é suficiente para dizer que a escola privada é melhor que a pública, de modo generalizado? Talvez seja preciso repensar algumas qualificações que são tomadas rapidamente como evidentes.

O ensino médio, por exemplo, fase em que o foco são os exames de vestibular e o Enem. No grande mercado da educação e do vestibular, os professores preparadores são disputadíssimos no mercado, só os “top” dão aula para o 3º ano e nos cursinhos. Então, o que um professor precisa fazer para ser “top”? Primeiro ele precisa ser simpático, ser “legalzão” e amigo da galera. Precisa estar atento aos temas cobrados em tais exames dentro de suas disciplinas. Precisa também saber como “desenhar” e “mastigar” o assunto para os adolescentes, afinal, com tantos assuntos para enfiar na cabeça, não há tempo para leitura e reflexão. Assim, musiquinhas, vídeos, mapas mentais, são estratégias utilizadas pelos professores “top” para ajudar o aluno a memorizar o assunto. Ele precisa também, assim como qualquer trabalhador contemporâneo, vestir a camisa da empresa.

A gestão no ensino privado assume a forma empresarial, sem culpa ou ressentimentos, afinal, a educação é um ótimo negócio. O mercado do vestibular é altamente lucrativo. O aluno que entra bem colocado nas melhores universidades do país é propaganda para a escola, gera mais lucro para a empresa. E o professor do ensino médio tem papel fundamental nesse processo. Ele deve também, gerenciar sua sala de aula e administrar sua prática docente e suas relações. É o professor empreendedor. Dominar o assunto de forma mais completa e aprofundada, fazer pesquisas, despertar a curiosidade e capacidade de reflexão dos alunos é secundário para ser um professor top.

O paradoxo desse negócio chamado educação é que, o cliente é também parte do processo de produção e o próprio produto final!

Esta sim talvez seja a maior diferença entre a escola pública e a privada. Na escola pública, o aluno não é cliente. O aluno, sua família e a comunidade são também donos da escola, junto à direção, coordenação e professores. O governo não é dono da escola pública. E o professor, somente na instituição pública, pode ser autônomo em seu trabalho, pois este é um tipo de trabalho que exige autonomia, pois não há produto final. E se não há produto final, não há padrão de qualidade a ser seguido, nem código de barras para rastrear o produto, nem inspeção do setor de qualidade para verificação de tais padrões – isso cabe à fábrica, aos processos de produção, não à educação. O produto final da escola pública é o cidadão, é o ser social, que pode e deve ingressar na universidade, que também é pública, sem que para isso tenha que pagar fortunas e ainda fazer a propaganda da marca gratuitamente.

A escola funciona como uma experiência de sociedade em miniatura, em que as estruturas e externas se encontram também em seu interior. Sendo ela a principal instituição de educação das sociedades modernas, tem como função garantir uma socialização metódica das novas gerações. Como sugere o filósofo norte-americano John Dewey, a escola deveria promover a democracia no interior da própria instituição. No entanto, quando se trata de uma instituição privada, cujo interesse maior é financeiro, os interesses da comunidade, do público e a ética democrática fica em segundo, ou até, em último plano.

Apenas na escola pública e na universidade pública é que é possível pensar os interesses comuns, do público. Apenas na escola pública é possível a experiência que Dewey sugere, de compreender e participar da política, da democracia, enfim, da vida em sociedade. Como sugere ainda o mesmo filósofo, a escola deveria proporcionar experiência educacional capaz de recusar todas as formas de totalitarismo e despertar a curiosidade necessária ao pensamento reflexivo. O que certamente, só é possível no ensino público.

É preciso refletir os conceitos de qualidade educacional. Pois não é possível que esse sistema e tais padrões empresariais agradem alguém que não seja os próprios empresários que lucram com tal negócio. É possível notar que, os mais interessados, que são os próprios alunos, a eles tampouco agrada esse sistema fabril de educação. Eles mesmos se sentem, como já ouvi certa feita, “códigos de barras”, ou até mesmo em uma cadeia de produção de avaliações e resultados. Muitos se sentem extremamente estressados, cansados, pressionados. E se eles não entrarem no ritmo que a escola impõe, automaticamente são diagnosticados com algum déficit ou são geniais demais para os padrões.

Quanto mais acessível for uma escola, mais plural e heterogênea ela será. Assim, a experiência democrática será tão mais efetiva. Quanto mais seletiva, ou restrita a certas camadas sociais, menos democrática, menos plural ela será. E essa lógica se reproduz e é reproduzida na e pela sociedade.

A criança que cresce em meio à diversidade e experiências heterogêneas, terá, certamente, uma maior percepção da realidade. Quando se cresce e só se convive com iguais, “protegido” pelos muros do condomínio e pelas cercas e catracas da escola, menor será sua percepção da realidade.

Para aprimorar a democracia e melhor viver em sociedade – junto com o “outro”, e não apenas o tolerando, numa atitude de indulgência – é preciso conhecer um pouco do outro e ser capaz de sensibilizar-se ao sofrimento alheio e à injustiça! E essa educação, somente a escola pública pode oferecer.

Não! A escola privada definitivamente não é melhor que a pública!

Gleicy Schommer dos Santos é professora no ensino médio e superior. Socióloga, na área de Sociologia da Educação. Apaixonada por Educação e defensora do ensino público.

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Enem: redação segue tendência de anos anteriores ao abordar tema social

Professores elogiaram a temática, mas criticaram a forma como o tema foi redigido

Estudantes chegam ao Colégio Santo Inácio, em Botafogo, zona sul da capital fluminense, para o segundo dia de provas do Enem 2016Tomaz Silva/Agência Brasil
Estudantes chegam ao Colégio Santo Inácio, em Botafogo, zona sul da capital fluminense, para o segundo dia de provas do Enem 2016Tomaz Silva/Agência Brasil

A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 segue tendência das provas dos últimos anos de tratar temas sociais, na avaliação de professores de redação entrevistados pela Agência Brasil. O tema deste ano é “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”. Aproximadamente 8,4 milhões de candidatos deverão fazer a prova hoje (6). Os professores elogiaram a temática, mas criticaram a forma como o tema foi redigido. Segundo eles, o comando da questão poderá levar os estudantes a focarem mais nas proposições do que na discussão da questão.

“Sou radicalmente a favor do tema, acho que foram muito felizes por uma questão muito simples: intolerância religiosa é um preconceito que não é tratado regularmente pela sociedade brasileira. Existe, é forte, mas para mim, é muito velada ainda, não é algo discutido abertamente”, diz o coordenador de Redação do Colégio Sigma, de Brasília, Eli Guimarães.

Guimarães diz que esperava que esse fosse o tema. “Acertei o tema da redação, foi o tema da avaliação do Sigma, do quarto perído do 3º ano do ensino médio, intolerância religiosa em questão no Brasil”, conta. “Esse tipo de discussão é fundamental, como foi no ano passado o tema da violência contra a mulher. São situações que geram debates público relevantes”, defende.

Segundo Zaira Dirani, professora de português, literatura e redação do Colégio Sagrado Coração de Maria, em Brasília, o Enem segue a tendência dos últimos anos de trazer temas sociais para serem discutidos pelos estudantes. Em 2015, o tema da redação foi “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”; em 2014, “Publicidade infantil em questão no Brasil”.

“O Enem tem seguido uma linha, nos últimos anos, tem optado por temas que valorizam as minorias. Começou pelas crianças, depois mulheres, agora religiões. Quem sabe ano que vem não pode ser abordada a questão racial?”, diz.

Segundo a professora, o estudante poderá citar na redação casos recentes de intolerância religiosa. “Para um estudante se sair bem poderá citar o que é preconceito religioso, citar casos de intolerância religiosa, que podem ser de qualquer religião, católicos, muçulmanos. Deve explicar que diferença religiosa está relacionada à diferença cultural e não ser preconceituoso, se tiver abordagem preconceituosa, a prova poderá ser zerada”, diz.

Proposta

O professor de redação do colégio Mopi e Escola Parque, do Rio de Janeiro, Diogo Comba, alerta para o risco de estudantes focarem mais nas proposições do que na discussão do tema. Um dos critério de avaliação da redação do Enem, de acordo com o edital da prova, é a elaboração de proposta de intervenção ao problema abordado, respeitando os direitos humanos.

“Poderia ser um tema mais rico se pedisse para o aluno discutir o caso e, no final e ao longo do texto, fizesse pequenas propostas. Esse ano, colocaram como se o tema fosse inteiro proposta. Achei complicado. Corre o risco de que alguns estudantes deixem para problematizar no final e de que levem uma fuga ao tema caso não foquem nas proposições”, diz.

Além disso, o professor acredita que o foco nas propostas dos estudantes pode beneficiar aqueles que têm menos conhecimento sobre a questão. “Acaba beneficiando o aluno que não se preparou tão bem, que não tem tanto conhecimento do mundo e do assunto”.

Veja a lista dos dez últimos temas da redação do Enem:

2007: O desafio de se conviver com as diferenças

2008: Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivo financeiros a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar

2009: O indivíduo frente à ética nacional

2010: O trabalho na construção da dignidade humana

2011: Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado

2012: Movimento imigratório para o Brasil no século 21

2013: Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil

2014: Publicidade infantil em questão no Brasil

2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

(Fonte: Agência Brasil/* Colaborou Portal EBC)

 

 

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Mesmo com pressão do MEC, estudantes mantêm ocupação de locais de prova do Enem

“A ocupação é um dos meios que temos para ser ouvidos. A gente não quer isso que está sendo proposto. Foi a forma que encontramos para que os governantes percebam que deveriam ter nos consultado”, diz Maria Eduarda Durães, estudante do 1º ano do ensino médio no campus do IFB.

Fachada do Instituto Federal de Brasília (IFB), campus São Sebastião, um dos cinco ocupados no Distrito Federal Wilson Dias/Agência Brasil
Fachada do Instituto Federal de Brasília (IFB), campus São Sebastião, um dos cinco ocupados no Distrito Federal Wilson Dias/Agência Brasil

A pressão do Ministério da Educação (MEC) para a desocupação das escolas e dos institutos federais repercutiu entre os estudantes que participam dos protestos em Brasília. Ontem (19), o ministro da Educação, Mendonça Filho, deu prazo até o dia 31 de outubro para que as escolas e institutos federais sejam desocupados. Caso isso não ocorra, as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão suspensas nas localidades ocupadas.

“A gente faz um contraponto, a gente que dá um prazo para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016 e a Medida Provisória do Ensino Médio não sejam aprovadas pelo Congresso Nacional”, diz Jacqueline Chaves, estudante de licenciatura e letras do Instituto Federal de Brasília (IFB), campus São Sebastião.

O campus é um dos cinco do IFB que estão ocupados no Distrito Federal. As aulas estão suspensas e cartazes estão afixados pelas paredes do edifício: “Educação não é gasto, é investimento”, “Unidos pela educação de qualidade” e “Não à PEC 241” são alguns deles. De acordo com os estudantes que ocupam o local, cerca de 150 alunos se revezam na unidade.

O MEC diz que apela ao bom senso para que os espaços sejam desocupados até o dia 31 para preservar o direito dos candidatos inscritos no Enem de fazerem a prova. “A Advocacia Geral da União já foi acionada pelo MEC e estuda as providências jurídicas cabíveis para os responsáveis pelas ocupações”, diz o ministério em nota. A atual gestão afirma que liberou esta semana mais de R$ 200 milhões, completando 100% do custeio dos Institutos Federais, dos Cefets e do Colégio Pedro II.

De ontem para hoje, após a declaração do ministro, uma nova escola foi ocupada, fazendo com que o total de locais de provas ocupados subisse de 181 para 182, de acordo com balanço do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep). O órgão é o responsável pela logística e aplicação do Enem

“A ocupação é um dos meios que temos para ser ouvidos. A gente não quer isso que está sendo proposto. Foi a forma que encontramos para que os governantes percebam que deveriam ter nos consultado”, diz Maria Eduarda Durães, estudante do 1º ano do ensino médio no campus do IFB.

Após a coletiva de imprensa, quando o MEC anunciou a medida, um ofício circular foi enviado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC aos reitores dos institutos federais solicitando que dessem informações ao MEC sobre as ocupações e seus participantes: “Solicito manifestação formal acerca da existência de eventual ocupação dos espaços físicos das instituições sob responsabilidade de Vossas Senhorias, procedendo, se for o caso, a respectiva identificação dos ocupantes, no prazo de 5 dias”, diz o ofício.

Bruna Gonçalves, estudante de licenciatura em biologia do IFB campus Planaltina, participa da ocupação Wilson Dias/Agência Brasil
Bruna Gonçalves, estudante de licenciatura em biologia do IFB campus Planaltina, participa da ocupação Wilson Dias/Agência Brasil

De acordo com o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica, até essa quarta-feira (19), 68 unidades em 23 institutos federais em 15 estados estavam ocupados. Os estudantes que paticipam do movimento questionaram a medida.

Em nota divulgada hoje à imprensa, o MEC diz o ofício enviado à rede federal solicitou aos dirigentes “informações sobre a situação dessas ocupações, cumprindo sua responsabilidade legal de zelar pela preservação do espaço público e de garantir o direito dos alunos de acesso ao ensino e dos professores, de ensinar”.

“Com que intuito querem esse nome? Estamos em um estado democrático de direito ou não?”, questiona Jacqueline. A circular fez com que os estudantes se juntassem em manifestação na manhã de hoje em frente ao MEC e ao Congresso Nacional. “A gente é a favor da educação. A reforma [do ensino médio] que querem passar desestrutura até o Enem”, diz Bruna Gonçalves, estudante de licenciatura em biologia do IFB, campus Planaltina. Os estudantes preparam uma contraproposta para apresentar ao Congresso e ao MEC sobre as medidas.

A pasta diz ainda que há relatos que dão conta da presença de pessoas que não pertencem à comunidade dos instituto federais ocupados. “Cabe aos reitores, diretores e servidores públicos, zelarem pelo patrimônio das entidades que dirigem, de acordo com a autonomia prevista em Lei. Ao MEC, cabe acompanhar para que não haja prejuízos à educação, ao patrimônio público e ao erário. Para cumprir sua obrigação, a Setec precisa de informações oficiais”.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/

 

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MEC prorroga prazo para o último simulado do Enem

Estudantes têm mais uma semana para testar os conhecimentos

Este é o quarto e último simulado que ocorre antes das provas do Ene
Este é o quarto e último simulado que ocorre antes das provas do Ene

O prazo para fazer o último simulado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi prorrogado para o dia 23 de outubro. As provas ficariam disponíveis somente até esse domingo (16). Agora, os estudantes têm mais uma semana para testar os conhecimentos. O simulado pode ser acessado na plataforma Hora do Enem.

Este é o quarto e último simulado que ocorre antes das provas do Enem, marcadas para os dias 5 e 6 de novembro. O simulado ficará disponível para ser inicado até as 19h59 de domingo (23), no horário de Brasília. Com o horário de verão, os participantes devem verificar qual o horário limite na localidade onde estão.

O teste está dividido em duas provas, somando 180 questões. Como são testes longos, o recomendável é que sejam feitos em dois dias, assim como ocorre no Enem. No primeiro dia do simulado, os alunos responderão 90 questões, divididas igualmente entre Ciências Humanas e Ciências da Natureza. O segundo dia de provas será destinado a outras 90 questões de Matemática e Linguagens. Depois do simulado, os estudantes terão acesso a um ranking para comparar o seu desempenho com os outros candidatos que buscam a mesma universidade ou curso.

A plataforma Hora do Enem pode ser acessada por computador, smartphone ou tablet. Além do simulado, também é possível acessar boletins de notícias com informações sobre o Enem, programas de TV com dicas e conteúdos, questões resolvidas e comentadas, videoaulas e uma plataforma de estudos personalizada com planos de estudos e exercícios on-line.

Os três simulados Hora do Enem anteriores registraram cerca de 1,5 milhão de avaliações realizadas. Estudantes de todo o Brasil participaram das provas, que tiveram como principal alvo os alunos de escolas públicas. (Ag. Brasil/Dom Total).

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Hoje é o último dia para participar da lista de espera do ProUni

Hoje (11) é o último dia para os estudantes que não foram pré-selecionados para as bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) aderirem à lista de espera.

Hoje (11) é o último dia para os estudantes que não foram pré-selecionados para as bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) aderirem à lista de espera.  A lista será usada pelas instituições de ensino para ocupar as bolsas que não foram preenchidas nas etapas anteriores.

Pode participar da lista de espera, exclusivamente para o curso correspondente à primeira opção, o candidato que não foi pré-selecionado nas chamadas regulares e os pré-selecionados na segunda opção de curso, reprovados por não formação de turma.

Para o curso correspondente à segunda opção, pode participar da lista de espera apenas o candidato que não foi pré-selecionado nas chamadas regulares, na hipótese de não ter ocorrido formação de turma na primeira opção; os que não foram pré-selecionados nas chamadas regulares, na hipótese de não haver bolsas disponíveis na primeira opção; e os pré-selecionados na primeira opção de curso, reprovados por não formação de turma.

A relação dos candidatos participantes da lista de espera será divulgada no dia 14 de julho. Os estudantes incluídos na lista deverão comparecer aos estabelecimentos de ensino, nos dias 18 e 19 de julho, e entregar a documentação que comprova as informações prestadas na inscrição.

Pelo ProUni, os estudantes podem concorrer a bolsas de estudo parciais e integrais em instituições particulares de educação superior, com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Para a edição do segundo semestre de 2016 foram oferecidas 125.442 bolsas. Do total, 68.350 são parciais (50% da mensalidade) e 57.092, integrais. O sistema recebeu 1.215.768 inscrições de 627.978 participantes. Cada candidato pôde se inscrever em até dois cursos.

Por Agência Brasil

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-07/hoje-e-o-ultimo-dia-para-participar-da-lista-de-espera-do-prouni

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Simulado online do Enem está disponível a partir de hoje

Está disponível simulado online para Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

A partir de hoje (25), estudantes de todo o país poderão fazer gratuitamente o simulado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na plataforma Hora do Enem. As provas podem ser acessadas até as 20h do dia 3 de julho.

Qualquer interessado que estiver se preparando para o Enem poderá participar. Basta se cadastrar no site horadoenem.mec.gov.br. Os alunos da rede pública que não tiverem acesso à internet poderão fazer o simulado em sua própria escola, entre os dias 27 de junho e 1º de julho. Além de poder conferir a nota imediatamente após o término da prova, o estudante também poderá checar se conseguiu atingir a nota de corte do curso ou universidade desejada.

Na hora de se cadastrar, o estudante informa o que busca com o Enem. A plataforma disponibilizará então um plano de estudos para que possa alcançar o objetivo. O resultado do simulado do Enem mostrará como está o desempenho do aluno em relação ao curso que pretende fazer.

Este é o segundo simulado online. Mais de 710 mil estudantes de todo o país fizeram o primeiro simulado nacional do Hora do Enem, realizado entre os dias 30 de abril e 1º de maio, e repetido entre os dias 7 e 8 de maio. Pelo menos 85% dos alunos que fizeram a prova estudam na rede pública de ensino.  Pelo menos mais dois serão feitos até a data do Enem, previstos para os dias 13 de agosto e 8 e 9 de outubro. O último exame será no mesmo formato do Enem e terá dois dias de duração. Não haverá simulado da redação.

Realizado em parceria entre o Ministério da Educação (MEC), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o Hora do Enem oferece aos alunos cadastrados uma plataforma de estudos personalizada. Além de poder testar seus conhecimentos em simulados, os estudantes têm acesso a ferramentas como testes de nivelamento em diferentes matérias, videoaulas, exercícios comentados por professores e possibilidade de criar um cronograma de estudos online.

Desenvolvida pela Geekie Games, a plataforma também está disponível na Google Play para download em smartphones Android.

Enem

O Enem de 2016 será nos dias 5 e 6 de novembro. A nota do Enem é usada na seleção para vagas em instituições públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), bolsas na educação superior privada por meio do programa Universidade para Todos (ProUni) e vagas gratuitas nos cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec).

O resultado do exame também é requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e participar do programa Ciência sem Fronteiras. Para pessoas maiores de 18 anos, o Enem pode ser usado como certificação do ensino médio.

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil