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Datafolha: Lula tem 41% contra 23% de Bolsonaro; ex-presidente venceria no segundo turno com 55% dos votos

Petista aparecem 18 pontos à frente do atual presidente no primeiro turno

Cenário para 2022 confirma polarização entre Lula e Bolsonaro (Montagem Dom Total com fotos de Alan Santos/PR e Lula Marques)

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (12) coloca Lula na liderança da corrida presidencial com 41% das intenções de voto contra 23% do presidente Jair Bolsonaro. O levantamento aponta ainda que o petista venceria no segundo turno por 55% a 32%.

É a primeira pesquisa de eleição presidencial feita após o ex-presidente recuperar os direitos políticos, depois de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

A pesquisa aponta para uma eleição polarizada em 2022. No atual cenário, demais nomes aparecem bem distantes de Lula e Bolsonaro. O ex-juiz Sergio Moro tem 7%; Ciro Gomes (PDT) aparece com 6%; Luciano Huck (sem partido) tem 4%; e João Doria (PSDB) tem 3%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, todos estão empatados tecnicamente.

Ainda aparecem na pesquisa Datafolha com 2% das intenções de voto Luiz Henrique Mandetta (DEM) e João Amoêdo (Novo). O levantamento também aponta que 9% dos entrevistados disseram que pretendem votar em branco, nulo, ou em nenhum dos candidatos apresentados, e 4% se classificaram como indecisos.

Todos os adversários de Lula somam, juntos, 47%, apenas seis pontos percentuais a mais do que o petista.

O Datafolha destaca que, no segundo turno, Lula herdaria votos dados a Doria, Ciro e Huck, e Bolsonaro teria os de Moro. Lula ganharia de Moro (53% a 33%) e Doria (57% a 21%) caso enfrentasse esses candidatos no segundo turno. Bolsonaro empataria tecnicamente com Doria (39% a 40%) e perderia para Ciro (36% a 48%).

O Datafolha ouviu 2.071 pessoas em 146 municípios, de forma presencial, entre terça (11) e quarta-feira (12).

 

https://domtotal.com

 

 

 

 

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Eleição para presidência do Senado é marcada por perfis conservadores

Bolsonaro não assume apoio oficial a chapas, mas estaria flertando com pelo menos três nomes

Foto: Reprodução.

A presidência do Senado, que terá um novo ocupante a partir do próximo dia 1º de fevereiro, após eleição interna, conta com diferentes pré-candidatos situados no campo mais tradicional da política.

As chapas ainda não foram oficializadas. Como o regimento da Casa não estipula um prazo final para inscrição, a tendência, em geral, é que os nomes sejam registrados no próprio dia da votação.

Nos bastidores, no entanto, as articulações se intensificam em clima de ebulição. Sete parlamentares estariam disputando espaço para inscrever seus nomes na corrida.

Um dos principais grupos de interesse é o dos parlamentares do MDB, bancada que terá 12 integrantes. Apesar de ter sofrido uma redução – a bancada conta 18 membros até o final do mês, antes da virada de mandato –, por conta do resultado das urnas em 2018, o MDB manterá o posto de maior legenda da Casa, o que endossa a expectativa, comentada nos bastidores, de que do partido seguirá no comando do Senado. Desde 2007 o posto é ocupado por integrantes da sigla.

A senadora Simone Tebet (MS) se lançou como pré-candidata do partido, que ainda não definiu o nome da sigla e deve se reunir na próxima semana para fazer a escolha.

Filha do ex-senador e ex-presidente da Casa, Ramez Tebet, a parlamentar tem boa articulação com diferentes setores políticos, incluindo a oposição. Fora do Legislativo, tem ligações com o agronegócio.

Apesar de não ser uma parlamentar declaradamente ruralista, a emedebista é um dos destaques de um relatório publicado em 2018 pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). No ranking dos 13 parlamentares que mais receberam doações de setores ligados ao agronegócio, ela figura em terceiro lugar.

Atualmente, a senadora tenta encampar uma campanha pela “renovação do MDB”. Nas entrelinhas, o discurso tem sido, entre outras coisas, uma forma de combater a candidatura do colega de legenda Renan Calheiros (AL), que ainda não confirma oficialmente o interesse pela corrida, mas corre em busca de apoios nos bastidores.

Renan Calheiros

Parlamentar de forte musculatura política, Calheiros é um dos principais articuladores no MDB no cenário nacional e mantém vínculos com diferentes grupos de força no Poder Legislativo e fora dele. Por conta disso, é também apontado como um dos caciques da política tradicional.

O emedebista tem histórico de acusações e processos judiciais por denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro, entre outras práticas. Ele nega todas as acusações.

Apesar de não fazer parte da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), chamada de “bancada ruralista”, Calheiros é aliado do agronegócio. Além disso, fez parte da base de diferentes governos ao longo da história recente do Brasil.

Na gestão de Fernando Collor, liderou a tropa de choque aliada na Câmara dos Deputados; ocupou cargo de gestão na Petrobras durante o governo Itamar Franco; e foi ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso.

Na era PT, articulou-se com governistas e presidiu o Senado por duas vezes. Ele ocupou o cargo nos períodos de 2005-2007, durante o governo Lula (PT), e de 2013-2017, englobando a gestão de Dilma Rousseff (PT) e ainda parte do governo Temer (MDB), após o golpe de 2016, que depôs a presidenta.

Caso oficialize a candidatura no próximo dia 1º, Renan Calheiros estará concorrendo pela quinta vez ao cargo e é apontado como o candidato de maior força.

Nos bastidores, ele estaria fazendo acenos para Bolsonaro e seria o predileto de nomes como Paulo Guedes, ministro da Economia. Interessado na aprovação de reformas de cunho neoliberal, Guedes busca eleger um nome que facilite o diálogo e o jogo de poder em torno de tais pautas.

Governo

Há outros seis nomes que estariam se articulando como pré-candidatos à Presidência do Senado. O PSL, partido de Jair Bolsonaro, lançou o nome de Major Olímpio (RJ), da bancada da bala. O senador, no entanto, enfrenta resistência de alguns nomes dentro do Planalto.

Interessado na expansão do poder político do DEM – que já controla a Câmara dos Deputados e pode reeleger o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) –, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), estaria injetando ânimo na candidatura do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que ocupa atualmente a mesa diretora da Casa como 3º suplente.

Apesar de não admitir oficialmente a predileção por um dos nomes da disputa, o governo estaria flertando com diferentes nomes para tentar costurar o maior numero de apoios. Além de Alcolumbre e Olímpio, o outro nome seria o de Esperidião Amim (PP-SC).

Atual deputado federal e senador eleito, Amin é um dos parlamentares próximos do presidente. Em entrevista à GloboNews, nessa quarta-feira (23), ele afirmou que as suspeitas de corrupção que envolvem Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), não têm “mais prioridade do que as pautas econômicas”. A declaração é uma referência às reformas tributária e da Previdência.

Outros nomes que tentam costurar uma candidatura oficial são os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), Álvaro Dias (Podemos-PR) e Ângelo Coronel (PSD-BA).

Apesar de enfraquecido na sua base política, o Ceará, o tucano segue em articulações nacionais para se manter como nome forte do PSDB, partido que contém diferentes grupos internos. Ele tenta atrair o apoio do tucano Joao Doria, atual governador de São Paulo. A adesão do colega seria uma estratégia para ganhar a simpatia de Bolsonaro e inviabilizar outras candidaturas, como a de Major Olímpio.

Tasso tem trajetória marcada por forte rivalidade com setores populares e defende medidas de caráter neoliberal, com destaque para o enxugamento da máquina pública e as privatizações.

Integrante da segunda maior bancada do Senado, que terá oito membros, o tucano conversa atualmente com interlocutores de outras legendas, como DEM, PSD e Podemos, para tentar costurar seu nome.

Já Álvaro Dias segue em busca de construção de um capital político, na tentativa de alçar uma projeção nacional, a reboque do que ocorreu na corrida presidencial de 2018, em que ele concorreu pelo Podemos e figurou em oitavo lugar no primeiro turno.

Parlamentar de perfil conservador, Dias é um dos defensores da Operação Lava Jato e do ex-juiz federal Sérgio Moro, atual ministro da Justiça de Bolsonaro.

O outro nome que figura no cenário é o do senador estreante Ângelo Coronel (PSD-BA), que terá seis colegas de legenda na Casa. A candidatura dele, no entanto, poderá ser retirada, a depender das condições para que o partido obtenha cadeiras na mesa diretora ou nas principais comissões. A legenda deve se reunir na próxima semana para uma definição.

Se as oito pré-candidaturas se confirmarem, o próximo pleito poderá ser o mais concorrido do período pós-ditadura na presidência do Senado, que tem tendência polarizadora e registrou três candidatos somente no ano de 2001, quando Jader Barbalho (MDB-PA) foi eleito.

Eleição

No Senado, para vencer a disputa, o candidato precisa obter 41 votos do total de 81 senadores. Se ninguém obtiver esse número, a eleição vai para o segundo turno. O processo de escolha se dá por votação secreta – uma das polêmicas do Poder Legislativo, que enfrenta forte pressão popular pela opção do voto aberto.

De acordo com o rito, os senadores também elegem os membros da mesa diretora da Casa, mas somente na terceira sessão do ano. Além do presidente, são dez cadeiras, sendo dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes.

As maiores bancadas têm o direito de ocupar cargos na mesa e a escolha se dá por chapas concorrentes. Tal qual ocorre com o presidente, o mandato do restante da mesa é de dois anos e a votação é secreta.

O Senado tem competências privativas em relação à Câmara, como a prerrogativa de processar e julgar o presidente e o vice-presidente da República nos casos em que se aponta a suspeita de crimes de responsabilidade.

O mesmo vale para ministros de Estado e do STF, comandantes das Forças Armadas, procurador-geral da República, advogado-geral da União e outros. Também é o Senado que aprova os nomes para cargos de direção no Banco Central, ministros do TCU, etc.

Tais prerrogativas fazem com que a Presidência do Senado tenha papel de relevância na garantia da governabilidade, motivo pelo qual o ocupante do cargo se torna figura estratégica para o chefe do Executivo. Ele também é o terceiro na linha sucessória da Presidência da República.

Além disso, assim como ocorre na Câmara dos Deputados, o trânsito entre os presidentes do Senado e da República é o que define, por exemplo, a agilidade na tramitação de projetos de lei e na costura de outros interesses comuns.

 

Via Brasil de Fato

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Pela primeira vez, uma mulher governará a Cidade do México

Claudia Sheinbaum, 55, será a primeira mulher a governar a Ccapital mexicana, com status de Estado; ela é do mesmo partido do presidente eleito, Andrés Manuel López Obrador (AMLO)

Foto: Reprodução/Youtube

Aos 55 anos, Claudia Sheinbaum, será a primeira mulher a governar a Cidade do México, que tem status de Estado, de acordo com informações preliminares do INE, que é o órgão eleitorial mexicano. Claudia é engenheira energética formada pela Universidade Nacional Autônoma do México, UNAM.

Os dissidentes do Partido da Revolução Democrática, também de esquerda, fundaram o Morena, sigla de Claudia e do presidente eleito Andrés Manuel López Obrador (AMLO). A futura governadora ocupou o cargo de secretária de Meio Ambiente no momento em que o Obrador foi chefe de governo da Cidade do México, de 2000 a 2005.

Antes dela, apenas uma outra mulher tinha exercido o cargo, porém, de forma temporária – Rosario Robles assumiu interinamente quando o socialista Cuauhtémoc Cárdenas estava em campanha eleitoral para a Presidência. Foi derrotado.

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Fundo para a campanha das candidatas negras

“Estamos por nossa conta e risco na luta para efetivar as mudanças estruturais desse país racista, misógino, homofóbico, classista – uma verdadeira máquina de moer cidadania”, Por Hélio Santos.

Apesar do baixo-astral reinante na terra-brasilis, entrei em 2018 confiante: creio que pela primeira vez o Brasil irá decifrar a essência de suas desigualdades. Sem isso não é possível pensar num projeto de nação. As desigualdades aqui são infames e, todos sabemos, elas têm procedência histórica, cor e sexo. Mais: as desigualdades de raça e de sexo demarcam o esgoto social a céu aberto que o Brasil sempre foi, mas que, presentemente, tornou-se uma anomia social-moral insustentável.

Finalmente, parece que a “ficha caiu” para todas e todos! Alguns, aglutinados em seus nichos partidários, foram os últimos a ceder aos fatos: estamos por nossa conta e risco na luta para efetivar as mudanças estruturais desse país racista, misógino, homofóbico, classista – uma verdadeira máquina de moer cidadania. Quem entender que se trata de exagero – sempre há quem queira contemporizar -, considere o congelamento por 20 anos dos direitos sociais; a mortandade genocida dos jovens negros; o retorno de doenças que estavam extintas; o crescimento de 500% do encarceramento de mulheres negras. E, finalmente, a execução de Marielle Franco. A execução de Marielle foi um recado direto ao maior segmento da população brasileira: as mulheres negras. Já havia visto em 18 de novembro de 2015 um avant-premier desse filme: a marcha pacífica das mulheres negras foi recebida a tiros em Brasília. Mulher negra empoderada, reivindicando o seu devido espaço na esfera do poder é algo surreal para uma elite anacrônica e, porque não dizer aqui, também perigosa.

Toda essa conversa é para nos introduzir ao título acima: o STF decidiu que, pelo menos, 30% do Fundo de Financiamento de Campanha das próximas eleições deverá ir para as mulheres candidatas. Cerca de 1 bilhão e setecentos milhões de reais serão distribuídos aos partidos. 30% desse valor terá de ir para o custeio das campanhas das mulheres, cerca de 510 milhões de reais.

Fonte: MDB, PT e PSDB terão mais dinheiro do fundo eleitoral; veja divisão

A EDUCAFRO, com o meu absoluto apoio, entende que a metade desse valor destinado às mulheres nos partidos deve vir para o financiamento das candidaturas das mulheres negras. Ou seja: 255 milhões de reais. 51,8% (mais da metade) das mulheres brasileiras são negras.

Sem esse cuidado na repartição dos recursos, sabe-se que uma posição de neutralidade não alcança o objetivo pontificado pela Ministra Rosa Weber do STF que tomou essa decisão tendo como referência o princípio constitucional da IGUALDADE

Evidente que os partidos políticos podem exceder esse limite de 30% fixados pelo STF, considerando que os homens na sociedade brasileira têm mais acesso aos recursos para financiamento de campanha, fruto do tipo de sociedade que aqui se construiu. Apenas 10% da Câmara dos Deputados são de representação feminina – uma das mais baixas do mundo. Se considerarmos as mulheres negras isso beira à uma participação ínfima. Importante lembrar: as mulheres negras são o maior grupo da população brasileira!

Câmara dos deputados

Para que se tenha uma ideia de valor: o MDB – maior partido – receberá 234 milhões; o que significa cerca de 70 milhões para as mulheres dos quais 35 seriam para as candidatas negras. O PT, segundo maior partido na Câmara, deveria destinar às candidatas negras da legenda pelos menos 32 milhões de reais dos 212 que embolsará. Pela ordem, o PSDB, transferiria para as suas candidatas negras cerca de 28 milhões de reais. Partidos menores como PSB, PC do B, PSOL e PDT, deveriam, respectivamente, distribuir às suas candidatas negras os seguintes valores: 18 milhões; 4 milhões; 3,2 milhões e 9,2 milhões de reais.

Espera-se que ativismo negro independente cobre das lideranças partidárias, quase todas elas exercidas por homens brancos, eventualmente até judicialmente se for o caso, para que a metade dos recursos destinados às mulheres sejam canalizados paras as candidatas negras da legenda.

Por outro lado, nada nos impede que façamos um FUNDO NACIONAL PARA AS CANDIDATURAS NEGRAS, em que pessoas avulsas poderiam doar de cinco a 100 reais, por exemplo. Agora, já pensando num Fundo que alcançasse homens e mulheres negras. Além dos recursos financeiros, que têm barrado, historicamente, a eleição de negras e negros, uma campanha por fundos traria as famílias negras para o centro do debate. Precisamos gritar ao povo negro: SOMOS OS ÚNICOS ELEITORES DO MUNDO QUE ELEGEMOS NOSSOS INIMIGOS. Para reverter todo esse entulho que desgraçará ainda mais a vida de nossas famílias, como o congelamento por 20 anos dos Direitos Sociais, precisamos eleger os nossos. A maioria da população brasileira, que é negra, vem ao longo do tempo empoderando pelo voto aqueles que, uma vez eleitos, destroem   seus direitos – seja pela ação ou omissão dessa elite eleita.

2018 promete, precisamos utilizar caminhos alternativos e inovadores para alcançar o voto negro – sempre desdenhado pelos donos do poder. Blogueirxs, artistas, ativistas, youtubers, agitadorxs culturais, personalidades, poetas e escritorxs precisamos construir com rapidez uma usina disruptiva para eleger uma bancada relevante de negros e, sobretudo, de negras em outubro próximo.

Um Fundo de Campanha relevante para as candidatas negras pode vir a ser o início de uma virada de jogo. Seria mágico em 01 de janeiro de 2019 termos dezenas de mulheres negras tomando posse num congresso machista e racista. O começo de uma profilaxia política em Brasília.

Marielle Franco

*Helio Santos: Consultor na área de Responsabilidade Social e Gestão da Diversidade. Doutor em Administração pela FEA/USP e professor do mestrado em Desenvolvimento Humano da Fundação Visconde Cairu em Salvador (BA). É ainda presidente do Conselho do Fundo Baobá para a Equidade Racial.

http://brasildecarneeosso.com

 

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Mas, afinal, vai ter eleição neste ano?

Golpe parlamentar, mandos e desmandos jurídicos, polarização política, violência contra líderes sociais, intervenção militar, prisão de Lula. Diante deste cenário, é possível garantir que as eleições deste ano não corram nenhum risco? Fórum ouviu especialistas e as previsões não são nada otimistas.

Eleições Brasil

O Brasil vive hoje, certamente, um dos piores períodos de sua jovem democracia. Desde a vitória da ex-presidenta Dilma Rousseff nas eleições de 2014, o que tem se observado são constantes afrontas à Constituição, manobras, perseguições e criminalização da luta social, seletividade judicial e manipulações grotescas da opinião pública. Em suma, o golpe iniciado com o impeachment de Dilma segue a todo o vapor.

A desestabilização da ordem democrática começou com o PSDB e seu candidato à época, o senador Aécio Neves (PSDB), não reconhecendo o resultado das eleições de 2014, pedindo recontagem de votos e obstruindo pautas no Congresso Nacional. Com a ajuda da mídia e do poder judiciário, a parte golpista do Congresso, em “um grande acordo nacional” para frear a Lava Jato e tirar o PT do jogo político, aprovou o afastamento da ex-presidenta petista e empossou Michel Temer, que de imediato encampou uma agenda ultra-liberal e de retirada de direitos.

Durante e após esse período, intensificou-se a perseguição ao ex-presidente Lula, tido como a esperança de resgate da democracia e das políticas de retomada de direitos e distribuição de renda no país. Com seu nome se tornando cada vez mais o favorito para vencer as próximas eleições, liderando todas as pesquisas de opinião, o poder judiciário, aliado à mídia tradicional, chega cada vez mais perto de inviabilizar sua candidatura com a concretização recente de sua prisão. Para além da prisão, incentivou-se, através de parte da mídia tradicional, um ódio crescente nas ruas que chegou até a um atentado a tiros contra a caravana do ex-presidente pelo Sul – um gesto bárbaro que visava o assassinato de uma das maiores lideranças populares do mundo.

Como se não bastasse, o ambiente de criminalização do PT e dos movimentos sociais, bem como de suas pautas progressistas, abriu espaço para a ascensão de um neofascismo representado por figuras como a de Jair Bolsonaro e ainda para um certo clamor de parte da sociedade e também das Forças Armadas para a restauração da “ordem” através de uma intervenção militar. A intervenção federal no Rio de Janeiro, somada às declarações de militares de alta patente aventando a possibilidade de as Forças Armadas atuarem de maneira política – e inconstitucional – tornam o cenário ainda mais incerto. A execução da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), que comandaria um comitê de monitoramento da intervenção no Rio, dá um sinal claro de que a democracia brasileira não só está em frangalhos, como já vem sendo substituída por um estado autoritário e de exceção.

É dentro deste ambiente hostil e conturbado que se insere a eleição presidencial marcada para outubro deste ano. Será o primeiro pleito para o cargo máximo do Executivo nacional após o impeachment de Dilma. Diante da atual conjuntura, muitos já cogitam a possibilidade de o processo eleitoral deste ano estar ameaçado. No Congresso Nacional, de forma velada, já há aqueles que aventam a aprovação de uma Emenda à Constituição para alterar o calendário eleitoral e, assim, prorrogar o mandato de Michel Temer.

Essas possibilidades são reais? Existe, de fato, o risco de as eleições de 2018 não acontecerem? Para esclarecer essas dúvidas, Fórum conversou com três especialistas de diferentes áreas: Ciência Política, Ciência Social e Jornalismo. As três opiniões caminham para o mesmo sentido: o futuro está em aberto e não é nenhum absurdo dizer que as eleições deste ano estão, sim, ameaçadas.

Confira o que disse cada um deles.

Pedro Fassoni Arruda, mestre em Ciências Sociais, professor de Ciência Polícia na PUC-SP

Eu acho que o futuro está em aberto e é possível algumas mudanças nos prognósticos, inclusive de calendário eleitoral. A gente sabe que o que aconteceu em 2016 foi um golpe parlamentar travestido de impeachment. Existe uma ideia, uma articulação do poder judiciário, com a grande mídia e setores do Congresso Nacional para afastar o Partido dos Trabalhadores. Já tivemos o afastamento ilegal de uma presidente e agora tentam tornar inelegível o ex-presidente Lula que é líder de todas as pesquisas eleitorais até o presente momento. As declarações apontam neste sentido, setores das Forças Armadas fazendo pronunciamentos na véspera de um julgamento importante, como habeas corpus do ex-presidente Lula, declarações de colegas de farda, e rumores de que o Congresso poderia aprovar uma Emenda a Constituição prorrogando o prazo do presidente Michel Temer. Há uma clara tentativa de criminalizar o PT, os movimentos sociais, deslegitimando qualquer forma de questionamento do status quo, pra garantir também condições para que a direita se torne mais competitiva no pleito. É um arranjo que levaria à candidatura do Geraldo Alckmin. Mas ainda é bastante prematuro. O futuro está em aberto e até outubro muita coisa pode acontecer. Por isso vai depender de se confirmar essa inelegibilidade do presidente Lula, porque o próprio PT não admite um plano B, pelo menos em público. O discurso é justamente que eleição sem Lula é fraude, e estão trabalhando com essa hipótese dele ser candidato, o que se torna cada vez mais difícil por conta das recentes decisões do poder judiciário. Por outro lado vai depender também do quadro sucessório. É evidente que, se a esquerda apresentar um candidato que se mostre competitivo, essa ideia de alterar o calendário eleitoral pode ganhar força entre setores do Congresso. Já aplicaram um golpe parlamentar, afastaram uma presidenta sem crime de responsabilidade, então, nesse ponto de vista, não teria problema em cancelar as eleições que estavam previstas. Em outros momentos, inclusive, isso já foi realizado de forma totalmente casuísta. Quando a Constituição de 1988 foi promulgada o mandato do presidente era de 5 anos. E foi justamente com a possibilidade, no final de 1993, de Lula ser eleito, que foi aprovada uma Emenda à Constituição reduzindo o mandato do presidente de 5 pra 4 anos. E, depois, durante o governo FHC, foi aprovado de maneira casuísta uma emenda aprovando a reeleição para o Executivo. Então, alguns setores no Congresso não exitam em rasgar a constituição ou mudar as regras de maneira sempre casuísta para atender aos seus interesses. E tem o fato também de que eles acabam não admitindo a derrota. Foi o caso do Aécio Neves em 2014, quando tentou, sem qualquer fundamento, não reconhecer a vitória da Dilma na eleição. Estou aqui apenas pontuando alguns casos que já aconteceram que podem reforçar essa tese.

Kalynka Cruz, doutoranda em Filosofia-Sociologia (Sorbonne-EHESS) e professora de Comunicação da Universidade Federal do Pará (UFP)

Eu acredito, sim, que as eleições deste ano podem estar ameaçadas, principalmente se houver alguma possibilidade de o ex-presidente Lula concorrer ou tiver algum candidato da esquerda com chances verdadeiras de se eleger. Isso ocorre pois o que está acontecendo agora é um grande teatro, um teatro da democracia, com esses personagens burlescos, que atuam super mal, por sinal.

O que são essas atitudes de Cármen Lúcia, Rosa Weber? Não fazem nem questão de disfarçar. Cármen Lúcia foi encontrar o Temer. Um encontro pessoal às vésperas do julgamento de Lula. E Temer é um investigado. Eu acho que eles vão fazer de tudo para se manter no poder. Tem muito dinheiro envolvido, muitos interesses envolvidos, como a questão do próprio pré-sal.

A ameaça do general Eduardo Villas Bôas é um resumo do que a gente tem pela frente. Essa gente toda é corrompida, e a democracia há muito tempo está se dissolvendo. Infelizmente eu acho que, sim, estamos correndo risco de não ter eleições.

Igor Fuser, jornalista, doutor em Ciência Política e professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC)

Nenhum direito está garantido depois do golpe de 2016 e da prisão arbitrária de Lula. Não vivemos mais em um estado de direito e sim em um estado de golpe. Nesse contexto de total incerteza, a própria realização de eleições em 2018, como reza o calendário político constitucional se torna algo incerto, motivo de dúvidas. Os novos donos do poder não estão dispostos a perder nas urnas o que eles conquistaram naquilo que os amantes do futebol chamam de tapetão, as manobras sujas e sorrateiras nos bastidores, ou seja, o golpe contra a presidenta legítima Dilma Rousseff e a instrumentação política do judiciário para perseguir a esquerda.

Esses novos donos do poder formam um bloco composto pelo grande capital, sob hegemonia do setor financeiro, e inclui as principais empresas de comunicação, os altos escalões do Judiciário e das Forças Armadas e os partidos de direita, com apoio ostensivo do imperialismo estadunidense. As eleições só interessam a essa aliança golpista nas medidas em que ela tenha certeza de que sairá vitorioso um candidato a serviço dos seus interesses, ou seja, alguém da direita.

Por outro lado, um eventual adiamento ou cancelamento das eleições é uma manobra política complicada. Muitos políticos do campo golpista, tem interesse nas eleições como meio de acesso a posições de poder ou de maior poder e deverão resistir a qualquer medida nesse sentido, colocando seus interesses particulares acima dos interesses da burguesia no seu conjunto.

Também será difícil encaminhar uma manobra desse tipo no Judiciário. Por mais acovardado que esteja o STF e apesar da presença de ministros do tribunal supremo que já perderam totalmente a vergonha de implementar o golpismo e o árbitro, existem juízes que resistem a rasgar a Constituição, como se viu na votação dividida do habeas corpus de Lula.

Existe ainda o fator opinião pública. Os brasileiros gostam de votar, estão acostumados com isso e consideram as eleições como sinônimo de democracia. Qualquer mudança no calendário eleitoral irá retirar completamente a máscara dos golpistas, expondo às claras que está instalada no país uma ditadura.

Por isso o cenário eleitoral oferece ao campo político democrático e progressista uma chance de derrotar o golpismo e deter o retrocesso político, social e econômico em curso no país. Isso será possível se o campo antigolpista agir com unidade e inteligência, explorando o espaço aberto pela conjuntura eleitoral e concentrando todas as energias na tarefa principal, que é a de recuperar a democracia, derrotar a coligação golpista e deter o retrocesso, criando condições favoráveis para a reversão das perdas e derrotas dos últimos anos.

Por Ivan Longo

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Igreja Católica rechaça apoio a candidatos que apoiem a violência, diz CNBB

A cúpula da Igreja Católica brasileira não apoiará candidatos que sustentem discursos que incentivem mais violência, como o de Bolsonaro, que apoia a distribuição de mais armas; para a entidade, reformas de Temer também podem ser consideradas como formas de violência

Cardeal Sérgio da Rocha, presidente da CNBB. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cúpula da Igreja Católica no Brasil, lançou nesta quarta-feira (14) a Campanha da Fraternidade de 2018 cujo lema é “Fraternidade e superação da violência”. Em entrevista após o lançamento da campanha, em Brasília, o presidente da entidade e arcebispo metropolitano de Brasília, cardeal Sérgio da Rocha, informou que a Igreja não apoiará, nas eleições deste ano, candidatos que promovam o discurso da violência.

“É lamentável que se apresente soluções para superar a violência recorrendo a mais violência. A Igreja, é claro, nessas eleições, como sempre faz, estará orientando os próprios eleitores, não substituindo a consciência dos eleitores, mas ajudando a formar consciência. Nós queremos candidatos comprometidos com a justiça social e a paz. Não [queremos] candidatos que promovam ainda mais a violência”, afirmou, sem se referir a nenhum candidato em específico.

Na mesma entrevista, no entanto, Rocha reafirmou a posição da Igreja Católica de ser favorável ao Estatuto do Desarmamento, o que já dá a entender que a CNBB não declarará apoio a Jair Bolsonaro (PSC-SP) que, apesar de se colocar como católico e cristão, tem entre suas principais pautas a revogação do Estatuto. Bolsonaro, em seus discursos, para além da distribuição de armas, encampa como poucos o discurso da violência.

A CNBB deu a entender, ainda, que não apoiará Temer ou qualquer candidato que encampe as pautas do atual governo, já que interpreta as reformas trabalhista e da Previdência também como formas de violência.

“Os textos não abordam diretamente [as reformas], mas é claro que são violências. Nós sentimos isso. Vejo que até o Carnaval, no enredo, mostrou tanto a violência quanto a corrupção, as chamadas reformas sem ouvir o povo, os aposentados”, disse Leonardo Steiner, secretário-geral da entidade.

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Feiras públicas em Petrolina serão antecipadas do dia 02 para o dia 01 de outubro

Fique atento!

306-1No próximo dia 02 de outubro o país estará realizando as eleições municipais 2016. Em virtude disso, a Prefeitura Municipal de Petrolina, através da Secretária Executiva de Desenvolvimento Rural, estará antecipando às feiras públicas que acontecem no domingo, para o sábado dia 01 de outubro. Portanto fique atento! (Foto: reprodução).

 

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UPE campus Petrolina publica edital das eleições para direção e vice-direção

As chapas deverão ser inscritas até o dia 26 de agosto e a campanha eleitoral ocorrerá entre os dias 05 a 27 de setembro.

UPE-PETROLINA-600x300A Comissão Eleitoral designada pelo Conselho de Gestão Acadêmica e Administrativa da Universidade de Pernambuco Campus Petrolina, publicou edital convocando alunos, docentes e técnicos administrativos para o pleito eleitoral que ocorrerá no dia 30 de setembro de corrente ano, no horário de 8 às 21 horas.

Segundo o calendário publicado no edital, as chapas deverão ser inscritas até o dia 26 de agosto e a campanha eleitoral ocorrerá entre os dias 05 a 27 de setembro. Poderão concorrer as eleições professores do quadro efetivo da Universidade de Pernambuco Campus Petrolina, desde que não estejam em estágio probatório e/ou licença sem vencimentos. O mandato da atual gestão se encerra em dezembro de 2016 e a chapa eleita terá um mandato de quatro anos, encerrando no final de 2020. Confira abaixo o edital. (UPE).

Edital de eleição direção 2016

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Eleição para novos membros do Conselho Municipal da Juventude tem nova data

O Conselho definiu também a nova data da eleição, que será na próxima sexta-feira, 18 de março, às 16 horas, na Casa dos Conselhos.

Reunião do COMJUV na Casa dos ConselhosCom as inscrições para representantes não governamentais (sociedade civil) visando à eleição de novos membros para o COMJUV – Conselho Municipal da Juventude, biênio 2016/2018, prorrogadas até esta terça-feira (15).

O Conselho definiu também a nova data da eleição, que será na próxima sexta-feira, 18 de março, às 16 horas, na Casa dos Conselhos.

Outras informações poderão ser obtidas diretamente na Casa dos Conselhos, pelo telefone (74) 3612 1483, ou na Secretaria Municipal de Cultura e Juventude, localizada à Avenida Carmela Dutra, S/N, Centro. Telefone (74) 3614 2652, ou pelo e-mail: juventude@juazeiro.ba.gov.br.

 

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Inscrições para a eleição dos novos membros do Conselho Municipal da Juventude

O Conselho Municipal da Juventude é integrado por representantes do poder executivo municipal e da sociedade civil, com reconhecida atuação na defesa e promoção dos direitos da juventude.

Conselho de Juventude  na Casa dos ConselhosO Conselho Municipal da Juventude de Juazeiro (COMJUV) vai eleger os seus novos membros para o biênio 2016/2018 em março deste ano. As inscrições para concorrerem a uma vaga no Conselho (representação da sociedade civil), estarão abertas a partir do dia 07 de março e se estenderão até o dia 11, e a eleição será no dia 16, às 16 horas, na Casa dos Conselhos.

Os interessados em participar da nova composição do COMJUV devem estar atentos aos prazos de inscrição e dia da eleição. De acordo com o gerente de Juventude da Secretaria de Cultura e Juventude de Juazeiro (SECJU), Stallone Lima Araújo, é imprescindível que os candidatos à vaga no Conselho leiam o edital, já publicado no Diário Oficial do Município (DOM).

O Conselho Municipal da Juventude é integrado por representantes do poder executivo municipal e da sociedade civil, com reconhecida atuação na defesa e promoção dos direitos da juventude. O Conselho é constituído de quinze membros titulares, e respectivos suplentes, observada a seguinte composição: seis representantes governamentais e nove representantes não governamentais, para o mandando de 2 anos.

As inscrições para a eleição do Conselho Municipal da Juventude devem ser feitas na Casa dos Conselhos, localizada à Praça Imaculada Conceição, nº 12 – Centro. Outras informações poderão ser obtidas diretamente na Casa dos Conselhos, pelo telefone (74) 3612 1483, ou na Secretaria Municipal de Cultura e Juventude, localizada à Avenida Carmela Dutra, S/N – Centro. Telefone SECJU (74) 3614 2652, e-mail: juventude@juazeiro.ba.gov.br.

Informações: Ascom SECJU