Notícias

Pesquisadoras em Educação e Gênero produzem documentário para discutir o projeto Escola sem Partido em Petrolina/PE

Publicado em 8 de agosto de 2017, o documentário TRANSGREDIR compõe parte do trabalho final de mestrado intitulado “Escola Sem Partido: um ataque as políticas educacionais em Gênero e Diversidade Sexual no Brasil” da pesquisadora e militante feminista Camila Roseno, com orientação da professora drª Janaína Guimarães, na UPE-Petrolina. Veja vídeo.

Camila Roseno

Está em tramitação em diversas esferas legislativas os projetos de leis que preveem a inclusão do programa “Escola Sem Partido” nas redes públicas e privadas de educação. O projeto nº 193/2016, de autoria do senador da Frente Parlamentar Evangélica, Magno Malta, propõe que a educação moral e religiosa dos estudantes seja feita de acordo com as “convicções dos pais”, proíbe professoras e professores de “incitarem alunos a participar das manifestações”, entre outras medidas. Um dos mais recorrentes argumentos a favor dessas leis é, justamente, o combate aos estudos de gênero e suas diversas aplicabilidades na educação. O avanço do conservadorismo nos assuntos educacionais e a deturpação das questões de gênero compõe parte do quadro político dos últimos anos no Brasil. Nesse documentário, temos como objetivo apresentar os avanços das políticas públicas em educação em gênero e diversidade sexual nos últimos 13 anos, discutindo como a tramitação desses projetos reflete um retrocesso diante das ações que possibilitaram o trabalho das relações de gênero na educação brasileira.

Esse documentário compõe parte do trabalho de conclusão do Mestrado Profissional em Educação da Universidade de Pernambuco (UPE – Petrolina) da pesquisadora em gênero e educação e professora de História Camila dos Passos Roseno, sob orientação da professora Dra. Janaina Guimarães da Fonseca e Silva e foi produzido em parceria com a NU7 Produtora. A narração é feita por Myca Bezerra, a primeira estudante Trans da Universidade do Vale do São Francisco (UNIVASF), discente do curso de Ciências Sociais.

 

Link de acesso ao vídeo:

Notícias

Acampamento pela Democracia em parceria com o Cine Encontro, apresenta nesse sábado (30), o Documentário “O veneno está na mesa”

O documentário aborda como a chamada Revolução Verde do pós-guerra acabou com a herança da agricultura tradicional e no lugar, implantou um modelo que ameaça a saúde das pessoas e do meio ambiente.

13102829_808725545939021_1352694959346345610_nO Acampamento pela Democracia em parceria com o Cine Encontro, projeto de Extensão da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), vão apresentar hoje (30), o documentário: O veneno está na mesa; uma produção de Silvio Tendler.

A produção será exibidas a partir das 18h, na praça Dom Malam em Petrolina-PE, onde o ‘Acampamento da Democracia’,  que está acontecendo desde quarta-feira, sendo mais uma manifestação que o Vale do São Francisco realiza em reprovação ao impedimento da presidenta Dilma Rousseff.

O documentário, aborda como a chamada Revolução Verde do pós-guerra acabou com a herança da agricultura tradicional e no lugar, implantou um modelo que ameaça a saúde das pessoas e do meio ambiente. E nós somos as grandes vítimas dessa triste realidade, já que o Brasil é o país do mundo que mais consome os venenos: são 5,2litros/ano por habitante. Apesar do quadro negativo, o filme aponta pequenas iniciativas em defesa de um outro modelo de produção agrícola.

No Brasil, há incentivo fiscal para quem utiliza agrotóxicos, o que não acontece com quem opta por uma produção livre de venenos, gerando uma contradição entre a saúde da população e a economia do país.

Serviço:

Quando? Dia 30/04
Onde? Praça Dom Malan, em Petrolina.
Horário: 18:00h

Notícias

Inscrições abertas para Prêmio PrimeirOlhar 2016, dedicado a documentários de estudantes

Os documentários inscritos devem ter uma duração inferior a 30 minutos, e terem sido produzidos entre janeiro de 2015 e março de 2016

O Prêmio PrimeirOlhar, que acontece no âmbito do XVI Encontros de Cinema de Viana do Castelo, em Portugal, recebe inscrições até o dia 31 de março. A iniciativa busca promover a produção de documentários entre estudantes de cinema, audiovisual, e comunicação, e por participantes em cursos de documentários nos países de língua portuguesa. O evento acontece entre os dias 13 e 15 de maio.

Inscrições

Os documentários inscritos devem ter uma duração inferior a 30 minutos, e terem sido produzidos entre janeiro de 2015 e março de 2016. A inscrição, que é gratuita, pode ser realizada online ou por via postal. No primeiro caso é necessário preencher o formulário de inscrição, disponibilizar o vídeo na internet por “Vimeo” ou “Youtube” e anexar um formulário de declaração da escola comprovando a matrícula do estudante. Para mais informações e para saber como realizar a inscrição por via postal, consulte o regulamento.

 

A premiação será dividida na categoria “Prêmio PrimeirOlhar” e “Prêmio PrimeirOlhar/Cineclubes”, com premiação de mil euros para cada um dos vencedores.

Olhares

“Presente da água doce – Sobre a Cultura e a Arte às margens do Velho Chico”

A seção Olhares de Fevereiro traz o vídeo-documentário “Presente da água doce – Sobre a Cultura e a Arte às margens do Velho Chico” , realizado pelos jornalistas André Nazário e Amanda Lima.

599260_503841833041953_1435015319_nO documentário “Presente da água doce – Sobre a Cultura e a Arte às margens do Velho Chico”  é um trabalho experimental de conclusão do curso de Comunicação Social – Jornalismo em Multimeios dos Jornalistas André Nazário e Amanda Lima, orientado pela Jornalista e professora Fabíola Moura.

O vídeo tenta problematizar o papel das políticas culturais no fomento à produção artística local. Da mesma forma pretende se consolidar como mecanismo de consulta para posteriores implementações de políticas públicas que resguardem o segmento artístico.

O documentário foi gravado exclusivamente no município de Juazeiro – BA, no ano de 2013 e traz depoimentos de artistas Juazeirenses como Ivete Sangalo, Wellington Monteclaro, Edy Star, Mauriçola, Targino Gondim, Devilles, Manuca Almeida, Geraldo Pontes, entre outros.

Sinopse: 

Desafios e anseios de pessoas que tem a arte como dádiva e meio de sobrevivência em Juazeiro – BA, cidade descrita por poetas e compositores como “terra de artistas”. O documentário “Presente da água doce – Sobre a Cultura e a Arte às margens do Velho Chico” – discute, relembra, provoca e põe em reflexão, aspectos políticos/culturais e artísticos do ambiente que tem o Rio São Francisco como fonte de inspiração. Artistas no campo da música, teatro, literatura e dança compõe o filme e expõem o momento que vive a cultura e a arte em Juazeiro atualmente.

Ficha Técnica:

Título original: Presente da água doce – Sobre a Cultura e a Arte às margens do Velho Chico.

Direção: Amanda Lima/ André Nazário
Roteiro: Amanda Lima
Edição: Carlos Santana
Imagens: Amanda Lima / André Nazário
Orientação: Profª Fabíola Moura
Gênero: Documentário
Ano de produção: 2013
Nacionalidade: Brasil
Idiomas: Português
Duração: 32’47’’

Notícias

Pela primeira vez no cinema, os mistérios da gravidez

Olmo e a Gaivota estreou nesta quinta em salas brasileiras, depois de ser lançado este ano no Festival de Locarno, onde foi vencedor do prêmio do Júri Jovem

cinema

Quando a atriz e documentarista brasileira Petra Costa (do celebrado documentário Elena) pesquisava referências cinematográficas para o seu segundo filme – Olmo e a Gaivota, que retrata a transformação do corpo e da vida de uma atriz quando ela se descobre grávida –, encontrou um deserto. Não havia, no horizonte, uma obra significativa que tivesse mostrado nas telas do cinema o que sente uma mulher diante da chegada da maternidade, desejada ou não, ainda que a gestação seja o fenômeno pelo qual o mundo está povoado de seres humanos.

Então a diretora de 32 anos, nascida em Belo Horizonte, radicada em São Paulo e formada em Antropologia e Artes Cênicas em Nova York, buscou um pouco mais e se deparou com um filme de terror: O bebê de Rosemary, dirigido por Roman Polanski em 1968. Nele, a personagem de Mia Farrow cai nas mãos de uma seita que, contra a sua vontade, quer que ela dê à luz a um messias do mal, um ser estranho a ela, que eles poderão seguir depois de ela ser descartada. “Significativo”, pensou. E decidiu colocar seu grão de areia, longe do terror, muito mais perto da realidade.

Em cena estão dois atores: a italiana Olivia Corsini e o francês Serge Nicolaï, da companhia teatral francesa Theatre du Soleil. Olivia e Serge formam um casal em uma relação estável, que abre as portas para a chegada de um filho e se descobre grávido no meio da encenação de uma peça – Gaivota, de Anton Tchekhov. Ambos são maduros, têm boa condição financeira (em Paris), mentes abertas e carreiras que alimentam seus corações e intelectos e, mesmo aparentemente tão equilibrados, verão a vida dar uma boa chacoalhada. Olivia principalmente, quando nas primeiras cenas do filme seu lugar na peça se torna ameaçado pela presença da barriga e, mais diante, ela descobre que sua gravidez é de risco e por isso deve passar os próximos meses trancada em casa.

Não há titubeio: repouso é preciso e repouso ela fará. Mas, além das óbvias alegrias, há custos. E é deles que Olivia e Petra, ao lado da diretora dinamarquesa Lea Glob, queriam falar quando se conheceram e decidiram fazer um filme sobre a condição feminina. “A ideia inicial era filmar um dia na vida de uma mulher, entrar em questões subjetivas que a tornam extraordinária e tentar desenhar uma arqueologia do feminino. Mas a Olivia engravidou e decidimos acompanhar esse processo, tão pouco retratado na arte”, conta a brasileira – que começou a dirigir porque como atriz só se deparava com papeis femininos presos à dicotomia entre santa e puta.

DIVULGAÇÃO

Olivia é atriz, mas, pela primeira vez em sua trajetória de amor à arte, faz o papel dela mesma nessa história – uma daquelas que esticam, com muitos benefícios para ambos lados, os limites entre documentário e ficção. “Tenho medo que seja o começo do fim”, diz ela, que ainda que não conheça a mulher que está se tornando não pensa em se despedir da carreira teatral. Enquanto ela repousa, sua barriga cresce na tela, aos olhos do espectador, que vê crescer com ela (Olivia) os medos, as incertezas, as alegrias e as tristezas que virão com sua nova face, a de mãe. “Olivia queria muito fazer um filme, e isso foi essencial para eu topar abordar assim a intimidade de alguém. Entramos em lugares provocadores, e eles dois foram supergenerosos”, conta Petra, sobre a parceria que lhe permitiu partir de um caso em particular para tocar o que é universal.

A diretora faz intervenções, orientando e instigando o casal em algumas cenas que deixam claro que nem tudo aconteceu espontaneamente, mas ainda assim o que fica é uma sensação de é tudo verdade. Estamos no cinema, mas até parece terapia. “Minha intervenção é para desarmar algumas situações, sair do terreno da encenação. Atores ou não, sempre estamos interpretando papeis”, ela rebate, evitando psicologismos.

Para quem se pergunte, o pai da criança – batizada de Olmo, o nome em italiano de uma árvore (que simboliza o enraizamento da família, versus a Gaivota de Tchekhov) – jamais é alheio a tantas transformações, mas permanece em segundo plano, já que a barriga transforma a mulher em mãe, porém o homem só muda depois. Assim, como na metáfora de um provérbio africano, Serge a acompanha até o começo da ponte e a espera no fim da travessia. “Como é ser pai?”, pergunta a ele um amigo que chega para a festa que Olivia organiza para celebrar o bebê. “Ainda não sou pai”, ele responde.

Olmo e a Gaivota estreou nesta quinta-feira em salas brasileiras, depois de ser lançado este ano no Festival de Locarno, onde foi vencedor do prêmio do Júri Jovem, e de arrematar o troféu de melhor documentário do Festival do Rio. Mas prêmios são reconhecimentos que outros filmes de qualidade podem ganhar – este, que faz pensar sobre um tema essencial, deveria ser incluído na lista de tarefas de quem começou a flertar com o projeto de ter filhos, seja homem ou mulher. Antes mesmo de ir ao médico, cortar a pílula e começar a tomar ácido fólico. (FONTE: El País Brasil)