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67% dos brasileiros dizem não às privatizações, aponta Datafolha

Intensa campanha contra empresas públicas não conseguiu convencer população de que vendê-las é bom negócio para o país

Projeto privatizante de Guedes e Bolsonaro é rechaçado por ampla maioria da população / Antonio Cruz | Agência Brasil

Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (10) pelo jornal Folha de S.Paulo mostra que continua alta entre os brasileiros a rejeição ao projeto de privatização de empresas públicas e desmonte do Estado defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seu ministro da Economia Paulo Guedes.

Mesmo com apoio unânime dos meios de comunicação de massa à campanha contra as empresas públicas, o governo não conseguiu convencer a população de que se desfazer delas seja o melhor negócio.

Segundo a pesquisa, 67% dos brasileiros são contra as privatizações, enquanto apenas 25% se dizem a favor. Os demais se disseram indiferentes ou não souberam responder.

O resultado mostra pouca alteração em relação ao último levantamento sobre o tema, divulgado em novembro de 2017, quando os números eram 70% contra 20% a favor.

Na pesquisa atual, os maiores índices de aprovação estão entre os eleitores de Bolsonaro (39%) e entre os mais ricos, com ganhos superiores a 10 salários mínimos (50%).

 

 

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Datafolha: reprovação de Bolsonaro vai de 33% a 38% e supera popularidade

Após polêmicas, a rejeição de Bolsonaro teve um salto de 5 pontos mantendo o pesselista como o presente mais mal avaliado em 1º mandato

Foto: Reprodução.

A popularidade do presidente Jair Bolsonaro está em queda livre. Pesquisa do Datafolha divulgada nesta segunda-feira (2) mostra que, pela primeira vez, a rejeição ao pesselista é maior que a aprovação. Segundo os números da pesquisa, Bolsonaro continua sendo o presidente em primeiro mandato mais mal avaliado na história da pesquisa.

Comparado com a última pesquisa Datafolha, divulgada em abril deste ano, a reprovação de Bolsonaro aumentou de 33% para 38%. A aprovação teve uma queda de 33% para 29%. Já as pessoas que consideram o governo regular diminuiu de 31% para 30%.

O instituto ouviu 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 municípios.

A pesquisa evidencia que a popularidade do presidente vem caindo após as recentes polêmicas envolvendo o pesselista. Bolsonaro sugeriu que o pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, havia sido morto por colegas de luta armada na ditadura, defendeu a nomeação do filho Eduardo Bolsonaro para a embaixada brasileira em Washington e criticou governadores do Nordeste – a quem também chamou de “paraíbas”.

Todos esses fatores somados tiveram impacto na avaliação e geraram uma alta rejeição de Bolsonaro no Nordeste, que saltou de 41% para 52%.

Outro ponto levantado pela pesquisa foi a atual crise internacional envolvendo as queimadas na floresta Amazônica. Para 51% da população, o trabalho da equipe de Jair Bolsonaro é ruim ou péssimo.

Já a opinião sobre o que o presidente já fez pelo Brasil segue estável, negativamente: 62% creem que ele fez menos do que o esperado, 21% acham que ele correspondeu às expectativas e para 11%, Bolsonaro fez mais do que o previsto.

 

 

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Maioria dos brasileiros é contra redução de terras indígenas

Pesquisa Datafolha aponta que seis em cada dez pessoas desaprovam diminuição de áreas destinadas a povos indígenas

DW

A maioria dos brasileiros é contra a redução de terras indígenas no país, aponta uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste domingo (13/01). No levantamento, 60% se disseram contrários a uma redução das áreas demarcadas, enquanto 37% disseram concordar com a medida, e 3% não souberam responder.

Dos contrários à redução, 46% afirmaram discordar totalmente, e 13%, parcialmente. As mulheres são menos favoráveis à medida do que os homens, com 62% delas e 57% deles contra a redução.

A aprovação à diminuição do tamanho das terras, por sua vez, é maior entre os mais velhos – 46% dos entrevistados com mais de 60 anos concordam – e os menos escolarizados – 48% dos que têm apenas ensino fundamental completo são a favor.

Entre os mais jovens, com idades entre 16 e 24 anos, apenas 32% concordam com a redução de terras. Dos que têm ensino médio completo, 32% gostariam que houvesse uma diminuição das terras indígenas, e dos com superior completo, a parcela a favor é de 30%.

O Datafolha ouviu 2.077 pessoas em 13 municípios entre 18 e 19 de dezembro de 2018.

A questão indígena voltou a chamar atenção no noticiário no início deste mês. Uma das primeiras medidas adotadas pelo presidente Jair Bolsonaro após a sua posse foi a edição de uma medida provisória estabelecendo a nova estrutura do governo federal, incluindo a transferência da demarcação de terras indígenas para o Ministério da Agricultura.

A medida provisória estabeleceu que “a identificação, a delimitação, a demarcação e os registros das terras tradicionalmente ocupadas por indígenas” ficam a cargo do ministério, chefiado pela ex-deputada federal Teresa Cristina, que pertencia à bancada ruralista da Câmara.

Na prática, a medida retira a competência da Fundação Nacional do Índio (Funai) para lidar com as demarcações das terras indígenas. A publicação também transfere do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para a pasta da Agricultura a responsabilidade pela regularização de terras quilombolas.

Durante a campanha, Bolsonaro havia dito que os povos indígenas não terão novas terras demarcadas e chegou a cogitar a revisão da demarcação de algumas reservas, como a Raposa Serra do Sol.

Logo após ser empossado, o presidente tuitou: “Mais de 15% do território nacional é demarcado como terra indígena e quilombolas. Menos de um milhão de pessoas vivem nestes lugares isolados do Brasil de verdade, exploradas e manipuladas por ONGs. Vamos juntos integrar estes cidadãos e valorizar a todos os brasileiros.”

A Constituição atribui ao Estado o dever de demarcar terras indígenas, que são áreas destinadas à sustentabilidade dos povos nativos. Existentes em todos os estados brasileiros, elas abrangem cerca de 14% da superfície nacional e, salvo situações excepcionais, não podem ser exploradas por não índios.

Citado pelo jornal Folha de S.Paulo, Nabhan Garcia, chefe da Secretaria de Assuntos Fundiários, ligada ao Ministério da Agricultura, afirmou que a pasta vai revisar demarcações realizadas nos últimos anos.

“Temos o dever de revisar algumas demarcações porque existem indícios de irregularidades. O que puder ser revisto e passado a limpo, será passado a limpo”, afirmou.

Em entrevista à DW, a relatora especial da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, classificou a transferência da responsabilidade pela demarcação de terras indígenas e quilombolas para o Ministério da Agricultura de um retrocesso.

Para a ativista, tais ações são racistas e representam um descumprimento de compromissos internacionais por parte do Brasil, o que pode comprometer inclusive o futuro da Floresta Amazônica.

“A demarcação de terras indígenas que incluem florestas é uma das formas mais efetivas de salvar essas florestas e a biodiversidade remanescentes do planeta”, observou.

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À véspera da eleição, pesquisas confirmam crescimento de Haddad

Ibope e Datafolha divulgaram os últimos levantamentos eleitorais antes da votação

Haddad participa do último ato de campanha, em Heliópolis, São Paulo / Foto: Ricardo Stuckert

Os institutos Datafolha e Ibope divulgaram, na noite deste sábado (27), as últimas pesquisas de intenção de voto para presidente antes da votação em segundo turno, neste domingo (28).

De acordo com o levantamento do Datafolha, Jair Bolsonaro (PSL) teria 55% dos votos, contra 45% de Fernando Haddad (PT). Já o Ibope registrou 54% para o militar reformado e 46% das intenções de voto para o ex-ministro da Educação.

Em quatro dias, a vantagem de Bolsonaro na disputa pela Presidência da República caiu de 14 para 8 pontos percentuais na Pesquisa Ibope. Já o levantamento Datafolha registrou que a vantagem do candidato do PSL sobre o petista caiu de 18 para 10 pontos em nove dias.

Os eleitores inclinados a votar em branco ou a anular o voto são 8%, segundo o Datafolha – 5% disseram que ainda não sabem em quem votar. Em resposta à pesquisa Ibope, 10% afirmaram que pretendem votar branco ou nulo e 2% disseram que não têm candidato.

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70% dos brasileiros são contra as privatizações, diz Datafolha

Mesmo entre quem aponta como partido de preferência o PSDB —que historicamente apoiou e promoveu desestatizações—, 55% se disseram contrários, e 37%, a favor

Foto: Wikipedia

De acordo com levantamento do Datafolha, 70% da população brasileira é contra a privatização das estatais.

A maioria (67%) da população também vê mais prejuízos que benefícios na venda de companhias brasileiras para grupos estrangeiros.

A oposição a privatizações predomina em praticamente todos os recortes analisados —por região, sexo, escolaridade, preferência partidária e aprovação à gestão Temer.

O único cenário em que a ideia é aceita pela maioria é entre aqueles com renda superior a dez salários mínimos por mês, dos quais 55% se disseram favoráveis.

A aceitação cai conforme diminui a renda familiar mensal. Entre os que ganham até dois salários mínimos, 13% são a favor.

Os moradores do Norte e do Nordeste são os mais resistentes —com taxas de 78% e 76% de reprovação, respectivamente—, enquanto os do Sudeste são os que melhor aceitam a ideia: são 67% contrários e 25% a favor.

As privatizações sofrem resistência até de eleitores de partidos e políticos em geral favoráveis à venda de estatais. Entre quem aponta como partido de preferência o PSDB —que historicamente apoiou e promoveu desestatizações—, 55% se disseram contrários, e 37%, a favor.

Foram ouvidas 2.765 pessoas com margem de erro de dois pontos percentuais.

O placar é mais apertado entre os que avaliam como bom ou ótimo o governo de Michel Temer —que tem promovido uma série de projetos de privatização—, mas a maioria (51%) também se opõe.

Essa resistência é o principal entrave para as desestatizações que o governo pretende concluir até o fim de 2018, segundo analistas —a Eletrobras é a maior delas.

A privatização da Petrobras —tema já levantado por ministros e pré-candidatos à Presidência— também é fortemente rechaçada pela maior parte da população: 70% se disseram contrários, e 21%, a favor. Os demais não souberam responder ou se disseram indiferentes.

Pesquisa feita pelo Datafolha em 2015 questionou: “Você é a favor ou contra a privatização da Petrobras?”. À época, 24% declararam ser favoráveis e 61%, contrários.

Uma possível participação de capital estrangeiro na Petrobras tem oposição ainda maior: 78% se disseram contra, e 15%, a favor.

*Com informações da Folha

 

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42% das mulheres relatam ter sofrido assédio sexual, aponta Datafolha

Quatro em cada dez brasileiras (42%) relatam já ter sofrido assédio sexual, aponta pesquisa nacional do Datafolha –com 1.427 mulheres entrevistadas e margem de erro de dois pontos percentuais.

Manifestantes durante a “Passeata das Mulheres Por Todas Elas”, em ato de repúdio à violência contra a mulher na avenida Paulista, em São Paulo Fabio Foto: Braga/Folhapress

Eram 5h40, ainda estava escuro. Maria, 45, caminhava as três quadras diárias até seu carro para mais um dia de trabalho quando um homem de moto parou ao seu lado.

“Eu quero você”, disse, sem rodeios, e começou a atirar dezenas de notas de dinheiro em sua direção. “Faz um boquete que eu te dou toda essa grana”, ele falou. Depois desceu da moto e tocou em seus seios e em sua genitália. Só a soltou quando ela começou a chorar e implorar para que parasse.

Maria, que teve seu nome alterado para não ser identificada, não foi a única vítima desse assediador. “O guarda da rua disse que depois ele fez isso com mais cinco pessoas”, conta ela. Tampouco foi a primeira ou a última vítima de assediadores no país.

Quatro em cada dez brasileiras (42%) relatam já ter sofrido assédio sexual, aponta pesquisa nacional do Datafolha –com 1.427 mulheres entrevistadas e margem de erro de dois pontos percentuais.

ASSÉDIO SEXUAL

42% das mulheres relatam assédio sexual

‘Já sofreu?’ deveria ser perguntado no Natal

Brasil despertou para questionar ‘brincadeiras’

Estupros em SP superam registros de 2016

Para especialistas e representantes de grupos feministas, o número não surpreende. Elas dizem, inclusive, que a quantidade real de vítimas deve ser maior, mas que há receio delas de contar e também falta de percepção do que é assédio ou não.

“O assédio sexual tem um problema que é a falta de entendimento de que ele é uma violência. As mulheres vivenciam isso, mas entendem que é algo que faz parte de ser mulher. Essa identificação precisa ser trabalhada”, afirma Juliana de Faria, fundadora da ONG Think Olga.

Os dados ligados ao tema costumam variar em diferentes pesquisas. Um estudo feito em 2016 pela organização ActionAid, por exemplo, mostrou um índice ainda maior: 86% das 503 brasileiras entrevistadas já haviam sofrido assédio em público.

Datafolha assédio

LOCAL, RENDA E COR

O levantamento do Datafolha mostra que um terço das mulheres (29%) conta ter sido assediada na rua, e um quinto (22%), no transporte público. O trabalho é citado por 15%, a escola ou faculdade, por 10%, e a violência em casa, por 6%. Uma mesma entrevistada pode ter relatado mais de um tipo de assédio.

Além das mais novas, quem sente mais o problema são as mais escolarizadas e as que têm maior renda familiar. Segundo a promotora Maria Gabriela Manssur, isso pode ser explicado principalmente pelo acesso à informação.

“A falta de campanhas educativas, de acesso à Justiça e de coragem para denunciar entre as mais pobres influencia. Elas podem perder o emprego, além de sofrer um julgamento social ainda maior.”

A delegada Sandra Gomes Melo, chefe da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher do Distrito Federal, ressalta que, apesar de haver uma diferença nos tipos e locais de violência, todos os estratos de mulheres sofrem assédio.

“A violência não escolhe só a pobre, só quem tem escolaridade, só a mais nova. Talvez a mulher rica não vá sofrer tanto nos meios de transporte, porque não usa, mas vai sofrer no trabalho, por exemplo.”

A cor da pele, porém, é um fator influente. Entre as pretas e pardas, aproximadamente 45% dizem já ter sido assediadas, ante um índice de 40% entre as brancas.

“A mulher negra, como é hipersexualizada, sofre um assédio mais incisivo. O local dela não é o da beleza, é o de suprir necessidades carnais. Há uma dupla discriminação”, diz a advogada Thayna Yaredy, que é negra e representante do coletivo Rede Feminista de Juristas.

A pesquisa também indicou aumento nos relatos de assédio conforme o tamanho da cidade. Nos municípios com até 50 mil habitantes, 30% dizem ter sido vítimas, enquanto nos que têm mais de 500 mil moradores a taxa sobe para 57%.

Datafolha assédio

CAMINHO DAS PEDRAS

Para estudiosas do tema, o combate ao problema passa inevitavelmente pela conscientização da população –tanto de homens quanto de mulheres– e por uma mudança na abordagem pelo poder público, seja nas polícias, na Justiça ou entre os legisladores.

O Código Penal só considera crime o assédio sexual quando há uma relação hierárquica entre as partes. A cantada na rua, por exemplo, é tida como contravenção penal, sujeita a multa. “Existe esse vácuo entre a importunação ofensiva ao pudor e o estupro”, diz a promotora Maria Gabriela Manssur.

Dois projetos de lei que tramitam no Congresso pretendem preencher esse “vácuo” criando um novo tipo penal. Eles propõem no mínimo dois anos de prisão para quem constranger, molestar ou importunar sexualmente alguém, mesmo sem contato físico. Aprovados no Senado em outubro, os textos de autoria de Humberto Costa (PT-PE) e Marta Suplicy (PMDB-SP) agora estão na Câmara.

Juridicamente, o assédio que Maria sofreu ao ser abordada pelo motoqueiro é estupro, já que houve “conjunção carnal” e “ato libidinoso” por meio de ameaça.

Apesar das piadinhas que ouviu na delegacia, pelo menos desta vez ela foi denunciar. A situação 13 anos atrás foi diferente. Por mais de uma década, ela guardou para si o fim de tarde em que foi arrastada para debaixo de um viaduto e estuprada por um desconhecido.

Hoje, todos os dias ela pega carona com uma vizinha para percorrer os três quarteirões entre sua casa e seu carro. Seu filho, de dez anos, a acompanha a todo lugar.

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Datafolha: Lula lidera com folga, Bolsonaro aparece em segundo

Em um eventual segundo turno, o embate mais “difícil” para o ex-presidente seria contra Marina Silva, da Rede (48% a 35%). Lula derrotaria Bolsonaro por 51% a 33% e Alckmin, nome mais cotado no momento para representar os tucanos nas eleições, por 52% a 30%.

Mais uma pesquisa de opinião confirma a vantagem folgada de Lula na preferência dos eleitores. Em novo levantamento, o Datafolha mostra que o ex-presidente ampliou sua liderança, enquanto o deputado Jair Bolsonaro, do PSC, consolida-se na segunda posição. A depender da relação dos candidatos exibida aos entrevistados, o petista varia de 34% a 37% das citações. Bolsonaro em geral obtém 18%. Lula venceria todos os adversários no segundo turno.

O Datafolha também testou cenários sem a presença de Lula. Nestes casos, o maior beneficiário da ausência do ex-presidente é Ciro Gomes, do PDT. O ex-ministro salta para segundo lugar, na faixa de 12%. Bolsonaro lidera, mas avança pouco na intenção de votos (sobe para 21% ou 22% a depender dos concorrentes). Mesmo sem o petista, os nomes testados do PSDB continuam a decepcionar. Nestas simulações, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, aparece em terceiro (varia de 9% a 12%). O prefeito paulistano João Doria, chega a 6% em uma das simulações.

Em um eventual segundo turno, o embate mais “difícil” para o ex-presidente seria contra Marina Silva, da Rede (48% a 35%). Lula derrotaria Bolsonaro por 51% a 33% e Alckmin, nome mais cotado no momento para representar os tucanos nas eleições, por 52% a 30%.

O Datafolha ouviu 2.765 eleitores em 192 cidades entre 29 e 30 de novembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Pesquisa recente CUT/Vox Populi havia captado tendência parecida: a liderança folgada de Lula e a consolidação de Bolsonaro em segundo lugar. No levantamento realizado entre 27 e 30 de outubro, o ex-presidente somava 42% das intenções de votos e Bolsonaro chegava a 16%. Os demais presidenciáveis oscilavam em percentuais bem decepcionantes. Igualmente o petista venceria todos os adversários no segundo turno.

A enquete do Vox Populi incluiu o apresentador de tevê Luciano Huck, que ainda não havia anunciado a sua recusa em concorrer à presidência da República. Huck foi citado por 2% dos entrevistados.

Por Carta Capital

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Datafolha admite imprecisão em pesquisa sobre Temer

Foi enganosa a afirmação de que 3% dos brasileiros querem novas eleições.

1050792Depois de questionado pelo site independente de notícias Intercept, sobre os dados de pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, no último fim de semana, sobre a preferência do brasileiro em relação à permanência de Michel Temer ou a volta de Dilma Rousseff, o Instituto Datafolha admitiu imprecisão na análise dos dados. O site diz que o jornal cometeu uma “fraude jornalística”.

“Na terça-feira (19), os dados completos e as perguntas complementares (da pequisa) foram divulgados. Tornou-se evidente que, seja por desonestidade ou incompetência extrema, a Folha cometeu uma fraude jornalística. Apenas 3% dos entrevistados disseram que desejavam a realização de novas eleições, e apenas 4% disseram que não queriam nem Temer nem Dilma como presidentes, porque nenhuma dessas opções de resposta encontrava-se disponível na pesquisa”, diz o texto dos jornalistas.

Em entrevista ao Intercept, Luciana Schong, do Datafolha, disse que “qualquer análise desses dados que alegue que 50% dos brasileiros querem Temer como presidente seriam imprecisos, sem a informação de que as opções de resposta estavam limitadas a apenas duas.”Luciana afirmou à agência de notícias que foi a Folha, e não o instituto de pesquisa, quem estabeleceu as perguntas a serem feitas aos entrevistas e reconheceu “o aspecto enganoso na afirmação de que 3% dos brasileiros querem novas eleições”, “já que essa pergunta não foi feita aos entrevistados”.

A pesquisa foi divulgada no sábado (16) na Folha Online e no domingo (17) no jornal Folha de S.Paulo. A agência de notícias Intercept foi lançada em 2014 pelos jornalistas Glenn Greenwald, Laura Poitras and Jeremy Scahill. Greenwald foi o jornalista que, em parceria com Edward Snowden revelou a existência dos programas secretos de vigilância dos Estados Unidos, executados pela  Agência de Segurança Nacional (NSA).

A pesquisa, segundo tabela divulgada pelo jornalista norte-americano Alex Cuadros, fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “Na sua opinião, o que seria melhor para o país? Que Dilma voltasse à presidência ou que Michel Temer continuasse no mandato até 2018”. Pela tabela, as informações dão conta de que 50% dos entrevistados querem que Temer continue na Presidência até 2018. E 32% dos entrevistados preferem que Dilma volte ao Palácio do Planalto. Os 18% restantes não escolheram nenhum dos dois, disseram não saber ou que preferiam novas eleições.

A Intercept observa que a Folha de S.Paulo não divulgou as perguntas realizadas, nem os dados de suporte, impossibilitando, assim, segundo o site, a verificação dos fatos que sustentam as afirmações. A matéria da Folha afirma que 3% dos entrevistados disseram que desejavam novas eleições, e 4% que não queriam nem Temer nem Dilma como presidentes, porque nenhuma dessas opções de resposta encontrava-se disponível na pesquisa.

Dessa forma, o site avalia como incorreta a afirmação de que 3% dos brasileiros acreditam que “novas eleições são o melhor para o país”, pois a pesquisa não colocou essa pergunta aos entrevistados. Sendo uma pergunta binária, a Intercept avalia que, ao perguntar se Temer fica quando a única opção restante é Dilma ficar, é “incorreto dizer que 50% dos brasileiros acreditam que a permanência de Temer seja melhor para o país” até o fim do mandato de Dilma. Só é possível afirmar que 50% da população deseja a permanência de Temer se a única outra opção for o retorno de Dilma.” O site entrevistou a professora de ciência política da Unicamp, Andréa Freitas, para quem: “como as novas eleições são uma opção viável, deveriam ter sido incluídas como uma das opções”.

O site lembra ainda que a possibilidade novas eleições foram aventadas tanto em pesquisa anterior do instituto, de 9 de abril, como por várias personalidades políticas, como Marina Silva. Na pesquisa da Datafolha de abril, feita antes da análise do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados, 60% da população apoiavam o impeachment, enquanto 58% eram favoráveis ao impeachment de Temer. A sondagem também mostrou que 60% dos entrevistados queriam a renúncia de Temer após o impeachment de Dilma, e 79% defendiam novas eleições após a saída de ambos. CNI/Ibope

Pesquisa CNI/Ibope, publicada pela Agência Brasil no dia 1º de julho, indicou que o governo  Michel Temer foi considerado ruim ou péssimo por 39% da população. O percentual de pessoas que consideravam o governo de Michel Temer ótimo ou bom foi então de 13%, contra 10% de Dilma. Já os que avaliaram o governo Temer como regular foram 36%. Em março, 19% disseram que o governo de Dilma era regular. Na última pesquisa CNI/Ibope que avaliou o governo de Dilma, em março deste ano, 69% dos entrevistados consideraram o governo da petista ruim ou péssimo.

A Agência Brasil fez contato com o Instituto Datafolha e o jornal Folha de S.Paulo, mas ainda não obteve resposta. (Agência Brasil/Domtotal).

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Lula lidera disputa pela Presidência da República em 2018

Datafolha divulga nova pesquisa para a disputa presidencial de 2018. Ex-presidente Lula lidera em todas as simulações.

eleicoes-2018-lula-e1468703894664 (1)Depois de divulgar um levantamento sobre a disputa eleitoral para a prefeitura de São Paulo, o Datafolha revelou neste sábado (16/7) números da corrida presidencial de 2018.

De acordo com o instituto, Lula (PT) lidera as intenções de voto em todos os cenários. No primeiro e mais provável, o ex-presidente aparece com 22%. Em seguida surgem Marina Silva (REDE) (17%) e Aécio Neves (PSDB) (14%).

No mesmo cenário vêm depois Jair Bolsonaro (PSC) com 7%, Ciro Gomes (PDT) com 5%, Michel Temer (PMDB) com 5%, Luciana Genro (PSOL) com 2% e Ronaldo Caiado (DEM) empatado com Eduardo Jorge (PV) com 1%. Brancos e nulos somam 18%, e 7% não opinaram. Nenhum dos candidatos supera, portanto, a soma de brancos, nulos e indecisos (25%).

Ainda segundo o instituto, Lula foi o único candidato que cresceu, enquanto os outros estagnaram ou perderam intenções de voto. Os números são referentes à pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados ao entrevistado.

Confira abaixo as simulações do Datafolha em todos os cenários:

CENÁRIO 1 (Aécio candidato do PSDB)

Lula (PT) — 22%

Marina Silva (REDE) — 17%

Aécio Neves (PSDB) — 14%

Jair Bolsonaro (PSC) — 7%

Ciro Gomes (PDT) — 5%

Michel Temer (PMDB) — 5%

Luciana Genro (PSOL) — 2%

Eduardo Jorge (PV) — 1%

Ronaldo Caiado (DEM) — 1%

Brancos/nulos/indecisos: 25%

CENÁRIO 2 (Alckmin candidato do PSDB)

Lula (PT) — 23%

Marina Silva (REDE) — 18%

Geraldo Alckmin (PSDB) — 8%

Jair Bolsonaro (PSC) — 8%

Ciro Gomes (PDT) — 6%

Michel Temer (PMDB) — 6%

Luciana Genro (PSOL) — 2%

Ronaldo Caiado (DEM) — 2%

Eduardo Jorge (PV) — 1%

Brancos/nulos/indecisos: 27%

CENÁRIO 3 (Serra candidato do PSDB)

Lula (PT) — 23%

Marina Silva (REDE) — 17%

José Serra (PSDB) — 11%

Jair Bolsonaro (PSC) — 7%

Ciro Gomes (PDT) — 6%

Michel Temer (PMDB) — 6%

Luciana Genro (PSOL) — 2%

Ronaldo Caiado (DEM) — 2%

Eduardo Jorge (PV) — 1%

Brancos/nulos/indecisos: 26%

CENÁRIO 4 (com os 3 tucanos e o juiz Sergio Moro)

Lula (PT) — 22%

Marina Silva (REDE) — 14%

Aécio Neves (PSDB) — 10%

Sérgio Moro (sem partido) — 8%

Jair Bolsonaro (PSC) — 6%

José Serra (PSDB) — 5%

Geraldo Alckmin (PSDB) — 4%

Ciro Gomes (PDT) — 4%

Michel Temer (PMDB) — 4%

Luciana Genro (PSOL) — 2%

Eduardo Jorge (PV) — 1%

Ronaldo Caiado (DEM) — 1%

Brancos/nulos/indecisos: 20%

Rejeição

Apesar de liderar todas as simulações possíveis, o ex-presidente Lula é o candidato com o maior índice de rejeição, seguido por Aécio Neves, Michel Temer, José Serra e Jair Bolsonaro, respectivamente.

Em caso de segundo turno entre Lula e Marina, o ex-presidente seria derrotado pela ex-senadora, diz a pesquisa. Caso o segundo turno fosse entre Lula e Aécio, haveria um empate técnico.

Fonte: pesquisa Datafolha realizada nos dias 14 e 15.jul.2016, com 2.792 entrevistados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. http://www.pragmatismopolitico.com.b