Entrevistas

1ª Mostra de Cinema dos Quilombos dá voz à resistência de comunidades históricas

Projeto mineiro busca catalogar a filmografia quilombola e incentivar a produção

Cena do filme Blackout, de 2016, dirigido coletivamente (MCQ?Divulgação)

Liberdade é palavra particular para os negros e, em especial, para os quilombolas, herdeiros de tradições seculares e de resistência centrais na constituição da nação chamada Brasil. A diversidade desta cultura é tema da 1ª Mostra de Cinema dos Quilombos, que se inicia neste sábado (22), com uma live às 17h, quando será lançado Nove águas, de Gabriel Martins realizado comunitariamente com o Quilombo Marques. A mostra segue em cartaz, virtualmente, até 5 de setembro, com a exibição online e gratuita de sete filmes. É a primeira seção de um projeto gestado e realizado em Minas Gerais e que, entretanto, tem alcance e importância nacional.

Inédita, a mostra é fruto de longa pesquisa e do desejo de pesquisadores de reunir, tornar pública e incentivar uma produção específica, porém muito necessária, de e sobre este território denominado quilombo. Desdobramento do Cine Cipó – Festival do Cine Insurgente, existente desde 2011, essa mostra é um primeiro passo de um projeto bem mais amplo.

Cardes Amâncio, doutor em Estudos de Linguagem (Cefet-MG) e coordenador da iniciativa, conta que “a pesquisa surgiu a partir da necessidade de se fazer um levantamento sobre os filmes realizados em quilombos, sobre quilombos, por quilombolas e por não quilombolas aliados na luta”. Embora a produção referente a esse universo já circule por festivais, ele relata que ainda é incipiente e dispersa, por isso, decidiu criar uma plataforma para reuni-la e exibi-la.

“A ideia é fazer um levantamento do maior número de filmes possíveis, por isso a gente optou pelo formato de fazer um chamado de fluxo contínuo, ou seja, o chamado vai ficar aberto por tempo em indeterminado”, explica, confessando ser “um admirador da resistência da força dos quilombos brasileiros”. Para tanto, se uniu a duas pesquisadoras – Alessandra Brito e Maya Quilolo -, que também assinam a curadoria. “É muito importante também esse olhar feminino e esse olhar negro para essa curadoria”, pontua Cardes.

Num momento em que o atual governo brasileiro insiste em desprezar a cultura de povos historicamente vilipendiados, a proposta ganha mais relevância. Para os curadores, o projeto não é apenas tornar pública a realidade quilombola, o que já é um ato político relevante, mas há um cuidado em participar, fomentar e dar voz a essas comunidades.

A antropóloga, comunicadora e realizadora Maya Quilolo explica que a mostra “abarca diversos olhares sobre as comunidades quilombolas, uma vez que é de entendimento que a inserção do audiovisual e a acessibilidade do cinema nessas comunidades ainda é muito precária”. Ela insiste na necessidade de “ampliar as ações de formação audiovisual nas comunidades, tendo em vista a diversidade dessas comunidades e a riqueza cultural que oferecem ao Brasil”. Explica que o levantamento “abarca diversas produções realizadas por pessoas quilombolas e não quilombolas”.

Cardes Amâncio afirma que “o desejo do Cinemas dos Quilombos é ser um guarda-chuva para esses filmes (quilombolas), servir de arquivo, de catálogo, de fonte de pesquisa para que tanto expectadores quanto pesquisadores possam encontrar uma grande variedade de títulos num lugar só”. Sobre a linguagem desta produção, ele acredita que, a partir dessa reunião de filmes, num tempo de médio ou longo prazo, será possível “perceber um pouco se existe uma linha em comum”. “A gente vai descobrindo isso ao longo das próximas mostras, e da ampliação da circulação desses filmes.”

Maya diz que, nessa mostra, a prioridade foi dada “às produções feitas a partir de uma direção quilombola, de um olhar quilombola sobre sua própria comunidade”. E adianta que, nos bate-papos – online, diante das atuais circunstâncias – com os realizadores, haverá espaço para discutir sobre essa experiência do fazer e sobre esse olhar próprio, além de “como o cinema pode contribuir na luta por direitos dessas comunidades”.

A diversidade de linguagem, gêneros e olhares são inerentes quando se reúne uma produção vasta, porém pouco catalogada, o que torna inútil buscar, ainda, traços em comum para qualquer classificação, o que, geralmente, reduz justamente a beleza da diversidade. No entanto, Cardes aponta alguma direção – embora insuficiente de ser rotulada: “Uma temática em comum é a liberdade, a busca da liberdade”. “Desde a época da escravidão, a busca e manutenção dessa liberdade alcançada agora e sempre, desde a abertura da época democrática, mas durante a época da ditadura também, tantos os quilombolas – comoo os indígenas e a população rural em geral – sofrem preconceitos raciais, étnicos e precisam estar em constante luta. Por isso é importante que todos nós nos engajemos numa luta antirracista ampla.”

ENTREVISTA COM OS CURADORES DA MOSTRA:

Qual a importância de se discutir as questões sobre a herança africana neste momento atual?

Maya Quilolo – Recentemente, no Brasil, as comunidades quilombolas e indígenas vêm sofrendo uma série de ataques aos seus direitos constitucionais. Um dos objetivos da mostra é dar visibilidade às pautas dessas comunidades, pensando na importância das comunidades quilombolas na própria formação do Brasil e também na preservação dos valores de cultura africana. A gente vive um momento em que o Brasil está abraçando o ideal de nacionalidade, que exclui essas comunidades e que as violentam de uma maneira muito explícita. Então, um dos objetivos da mostra é divulgar a diversidade dessas comunidades, suas pautas, o modo de vida dessas pessoas e a importância do legado das comunidades quilombolas para preservação do patrimônio cultural, natural e a própria história do Brasil, numa perspectiva, não eurocêntrica.

Como os filmes da mostram lidam ou evidenciam a questão da territorialidade?

Alessandra Brito – O Fábio Martins, um dos diretores que terão filmes exibidos na mostra, comentou que o território ainda é o tema sobre o qual muitas produções audiovisuais feitas nos quilombos se debruçam. Isso é latente, até porque a ameaça aos povos quilombolas, e também aos povos indígenas, se dá com o avanço sobre suas terras, e consequentemente, seus modos de vida. Então, a territorialidade está evidenciada na materialidade da luta. A territorialidade passa por outros elementos sensíveis, como ancestralidade, o narrar sobre as origens dos quilombos, sobre os mais velhos, o desejo de contar a história dos quilombos. A noção de territorialidade é sobre essa memória, que, por sua vez, se entrelaça completamente com o presente, pois, defender um território é defender também essa memória. É importante ressaltar que a luta é mais que pela moradia em si. Há um desejo de enfrentar a História oficial – assim com H maiúsculo -, que foi muito negligente com a história dos quilombos.

E qual é o futuro do ‘filme quilombola’?

Cardes Amâncio – Acho que os filmes vão acompanhar a diversidade dos quilombos do Brasil, que são tanto urbanos quantos rurais. E o cinema dos quilombos ainda é um cinema em nascimento. Tem muito filme bom aí já realizado e muito filme ainda por ser feito. Podemos citar o Fábio Martins, que está com dois filmes, nesta primeira rodada da mostra e está preparando o primeiro longa dele; l Danilo Candombe, que está com um curta também – Sonhos de um negro (2004) – e que talvez seja uma das primeiras ficções realizadas por um quilombola. Tem outros projetos, por exemplo, Quanto Vale, que foi um documentário sobre o crime ambiental da Vale (do Rio Doce) e tem outros filmes que ele está querendo produzir.

1ª MOSTRA DE CINEMA DOS QUILOMBOS

De 22 de agosto a 5 de setembro

Disponível em: https://cinecipo.com.br/cinema-dos-quilombos/

Gratuito

Programação:

Sonhos de um negro (Danilo Candombe, 2004)

(Rafaela Araujo, Marina Albino, Alexandro kuary, Patricia, Bianca Lucio, Eduardo xexeu, Antonio Garcia, Fabio Martins, Rafael Guedes, 2018)

A Sússia (Lucrécia Dias, 2018)

As contas do Rosário (Maycol Mundoca, 2020)

Blackout (Adalmir José da SIlva, Felipe Peres Calheiros, Francisco Mendes, Jocicleide Valdeci de Oliveira, Jocilene Valdeci de Oliveira, Martinho Mendes, Paulo Sano, Sérgio Santos, 2016)

Nove águas (Gabriel Martins e Quilombo dos Marques, 2019)

LIVES:

Lançamento online do filme Nove águas com a participação dos moradores do Quilombo dos Marques Delei, Dione, Maria Eunice, Wiliam, Delmiro, José de Nego, Aristóteles

22 de agosto, às 17h

Mediação: Gabriel Martins e Cardes Amâncio

Encontro de realizadores quilombolas: Danilo Candombe, Fábio Martins, Lucrécia Dias e Maycol Mundoca

27 de agosto, às 17h

Mediação: Alessandra Brito e Maya Quilolo

Por Pablo Pires Fernandes

https://domtotal.com/

 

 

Cultura

Lei Aldir Blanc: Carta às gestoras e gestores estaduais e municipais de Cultura

“A partir de agora todos terão a nobre responsabilidade de fazer com que os recursos para as artes e a cultura cheguem exatamente onde devem chegar”. *Por Célio Turino

Foto: Reprodução/ Facebook

A lei Aldir Blanc de Emergência Cultural está acontecendo. Ela é fato, sua semente já aparece sobre o solo e em breve irá florir. Para surpresa de muitos, ela foi aprovada praticamente por unanimidade no Congresso, rapidamente sancionada pelo executivo federal, e agora leva o número 14.017/2020. Os recursos também estão alocados, R$ 3.000.000.000,00 a serem transferidos para estados, distrito federal e municípios, conforme Medida Provisória n. 990, de 9/7/2020. Agora é executar. Mas antes de executar, cabe regulamentar, definindo parâmetros e diretrizes a partir do espírito generoso com que a lei foi pensada e semeada. O desafio está em regulamentar sem descaracterizar o sentido da lei.

Subjacente à lei Aldir Blanc há muita filosofia, teoria, conhecimento sobre a história das políticas públicas de cultura, conceitos precisos, método. Também muita mobilização a partir dos territórios, de agentes culturais comprometidos. Foram quatro meses de trabalho árduo e em processo de consenso progressivo. Por isso tomo a liberdade de me dirigir às gestoras e gestoras de cultura deste nosso vasto país, das grandes metrópoles aos rincões mais afastados, sobretudo àqueles em municípios que talvez nem contem com órgão gestor de cultura (são mais de dois mil), sequer um funcionário com experiência prévia na função. Independente desta condição, a partir de agora todos terão a nobre responsabilidade de fazer com que os recursos para as artes e a cultura cheguem exatamente onde devem chegar.

Me dirijo diretamente a vocês na condição de alguém que trabalha há mais de quarenta anos como gestor público de cultura ou na condição de pensador, escritor e semeador de ideias, seja no Brasil ou no exterior. Em 1990, quando eu tinha 29 anos, assumi o cargo de secretário municipal de cultura em Campinas; àquela época, se estivesse recebendo uma carta de alguém com mais experiência, ficaria feliz em poder aproveitar de uma troca de conhecimento, ao mesmo tempo despretensiosa, com afeto, mas também com técnica e filosofia. Colocando-me neste lugar, tomo a liberdade em apresentar algumas sugestões que ajudem na boa execução de uma lei que chega tão de repente e que é tão premente e urgente. Pensem nesta carta como se tivesse sido redigida por um jardineiro paciente e persistente, nada além disso e, se considerarem que o conteúdo vale a pena, aproveitem.

Os desafios apresentados pela lei Aldir Blanc são muitos.

O primeiro e mais óbvio: fazer com que os recursos cheguem aos corações que sentem, às cabeças que pensam e às mãos que executam as artes e as culturas do Brasil. Esta é uma lei generosa, por isso destinada a todas e todos que contribuem para a jardinagem delicada da alma brasileira, não à toa, leva o nome de um dos nossos grandes poetas, Aldir Blanc. Uma lei para artistas e também para técnicos, para os que sobem aos palcos e para aqueles que dão sustentação ao palco. Uma lei para as bordadeiras e ceramistas, e as cantoras de todos os cantos, e os pintores de todas as cores, das nossas raízes às nossas invenções, das artes de rua, dos malabaristas e equilibristas, o povo do circo, das cirandas, das rodas, da folia de reis à cultura gospel, do rap ao repente, e o cururu, dos povos indígenas aos jovens artistas do teatro, da dança, dos festivais, dos quilombos, dos ribeirinhos e caiçaras.

Essa lei foi pensada para chegar a todas as pessoas e lugares. Ópera e música erudita tem lugar na lei, assim como o sertanejo, a MPB, as fusões. Ela é premente para músicos que tiveram que vender o violão para sustentarem suas famílias. Vender o instrumento musical para um músico, ainda mais quando o único que ele dispõe é como se ele tivesse que decepar uma parte do próprio corpo para dar de comer aos filhos; nos últimos meses conheci vários que fizeram isso. Esta é uma lei de emergência porque não há tempo a perder, “quem tem fome tem pressa”, como dizia Betinho, da Ação da Cidadania, o “irmão do Henfil”, outra fonte inspiradora na tessitura de nossa lei generosa. Vamos aplica-la com generosidade, sem preconceitos estéticos ou discriminação partidária. A lei é para todos.

A universalidade da lei está expressa na redação do artigo segundo, sobretudo nos dois primeiros itens:

  1. Renda Básica de R$ 600,00 aos trabalhadores da cultura que ficaram sem renda;
  2. Subsídio à manutenção de espaços artísticos e culturais independentes.

Cumprindo os requisitos, o acesso é garantido. Tanto para Renda Básica como para Espaços Culturais, que podem ser Pontos de Cultura, Teatros independentes, escolas de arte, academias de dança, feiras de artesanato, espaços de rua regularmente ocupados pelas artes, ou pequenas empresas culturais, escolas de samba com atividade cultural permanente, centros de tradição regional, como os CTGs, o São João, saraus em periferias, centros culturais em quilombos, aldeias indígenas, os Circos. O leque é amplo, por isso a responsabilidade em definir conceitos claros e precisos é ainda maior. Atentem-se na redação, pois cada governo estadual, distrital ou municipal terá que fazer sua regulamentação própria.

Busquem conhecer a lei em seus conceitos, troquem experiência entre municípios, procurem uniformizar redação com os governos estaduais. O desafio está em evitar sombreamento e duplicidade entre estados e municípios. Adianto que não será possível a um ente federado se concentrar em apenas um item da lei, seja Renda, Espaços ou Editais e Aquisição de Ativos culturais. Mesmo que uma regulamentação pretenda distribuir atribuições entre estados e municípios, isso não será possível, afinal, uma regulamentação ou decreto não pode sobrepor-se à norma da lei. Nem que a União assim regulamentasse (por exemplo, definindo que é atribuição dos estados dar conta do item I ‘’Renda” e dos Municípios o item II “Espaços”, ou que Renda e Espaços fossem atribuição dos estados, cabendo aos municípios os Editais). Isso não seria possível, sendo facilmente derrubado pela Justiça, bastando ação de um único cidadão alegando que a regulamentação descumpre a lei. Recebendo o repasse do recurso, cada ente federado deverá dar conta do conjunto das atribuições previstas na lei. Por outro lado, não é possível a um beneficiado o recebimento em duplicidade em um mesmo item; em itens diferentes não há problema, e que recebe Renda também pode participar da gestão de um Estaco, ou concorrer a um Edital. O que não pode acontecer é receber cumulativamente pelo município e pelo estado, ao mesmo tempo e no mesmo item, o que é óbvio. Como fazer então?

Antes, cabe explicar as razões de as mesmas atribuições estarem definidas a todos os entes federados. Somos uma federação e há independência e autonomia dos entes federados, por isso os recursos foram distribuídos por igual, 50% para estados e distrito federal e 50% para municípios. Houvesse separação de atribuições, município ou estado poderiam enfrentar sobrecarga na financeira em uma determinada área, enquanto outro ente teria sobra de recursos, o que não seria justo, nem com o ente federado nem com os potenciais beneficiados. Também não seria possível, em lei federal e de forma prévia, saber de antemão a exata dimensão de pessoas e espaços a serem contempladas. Se o Brasil contasse com um consistente e confiável cadastro de informações culturais, isso seria possível, ocorre que nos últimos anos todo o esforço na formação de cadastros foi sendo desmontado; há o cadastro nacional dos Pontos de Cultura, que é o mais próximo do real, mas e quanto à escolas de arte, circos, teatros independentes…? Por isso a única solução foi distribuir a responsabilidade por igual.

No entanto, é necessária uma ação articulada entre estados e municípios. Um bom caminho, como sugestão, e que é possível regulamentar a partir da lei, seria a criação de Fundos Emergenciais para os dois primeiros itens, e cada ente faria seu respectivo depósito; mesmo assim, um município poderia optar por outro caminho, preservando sua autonomia na execução. Daí, a melhor solução é uma ação negociada, integrada, mas cada qual com sua função, permitindo que os municípios possam realizar uma busca ativa, até mesmo uma repescagem naqueles casos mais isolados, artesãs vivendo em sítios distantes, que provavelmente nem sabem da existência de uma lei que foi pensada para beneficia-las. Por isso, sejam generosos e proativos, há muito trabalho pela frente!

Uma sugestão: lancem, o quanto antes, um processo para cadastramento de pessoas e espaços candidatos ao recebimento dos recursos. E definam um prazo, porque só assim terão condições de identificar o universo de beneficiados. Claro que com o compromisso da ampla divulgação e acesso ao cadastramento. O cadastro de pessoas e espaços tem que ser a prioridade número um.

Em relação às pessoas o valor já está pré-definido, R$ 600,00, bastando multiplicar esse valor pela quantidade de pessoas que preencheram os requisitos e pela quantidade de meses. Lembrando que aquelas pessoas que já recebem o auxílio emergencial por conta da Covid19 não poderão acumular, nem aqueles com emprego, ou aposentados, ou que tiveram renda superior aos limites estabelecidos na lei.

Para Espaços, exatamente por não haver uma dimensão exata de quantidade, a lei definiu um valor variável, entre R$ 3.000,00 a R$ 10.000,00. A lei dá margem, inclusive, para o estabelecimento de categorias de valor. Espaços de pequeno porte, com menores despesas de manutenção, poderiam receber R$ 3.000,00, os de médio porte, R$ 6.000,00 e os de porte maior, R$ 10.000,00. Desde que o conceito tenha sido definido previamente, sem margem para subjetividade ou preferências, isso é possível; por exemplo: circo de lona, que tem maiores despesas que aqueles de pequeno porte, que prescindem da lona para as atividade; ou capacidade de público para Teatro Independente; ou espaços com multiatividades, corpos artísticos estáveis. Desde que os critérios sejam objetivos, pode-se lançar mão dessa alternativa. Há também a contrapartida a ser oferecida no pós-pandemia, preferencialmente para Escola Pública. Outra exigência muito importante, a demonstração e comprovação da realização regular e pública das atividades, interrompidas por conta da pandemia, ou seja, um Espaço “apenas no papel”, inativo há muito tempo, não poderá acessar os recursos; por outro lado, Espaços sem CNPJ, mas com efetiva comprovação de atividade regular e relevante para a respectiva comunidade, terão direito ao recurso. Leiam atentamente a lei e perceberão que ela foi escrita exatamente para evitar acesso indevido, como para assegurar o justo uso dos recursos, uma vez que o fundamental é a comprovação do que efetivamente se faz pelo bem comum e não o “papel”, ou as relações que se tem.

O terceiro item é destinado para as atividades da cultura que não se enquadram nas categorias Renda Básica ou Espaços, mas que também necessitam de apoio e fomento. Para este item a lei definiu um piso, que é de 20% do total dos recursos transferidos, podendo ser maior, caso os dois primeiros itens não alcancem 80%. Ele está subdividido em duas categorias:

  1. a) Aquisição de Ativos Culturais. Produções teatrais que foram interrompidas abruptamente por conta da pandemia, shows, exposições, festivais, são processos produtivos da cultura que envolvem o trabalho de muita gente, não somente artistas (em grandes produções musicais estão envolvidos centenas de trabalhadores). Para este campo a lei prevê Aquisição antecipada de bens e serviços culturais, na forma de compra antecipada de ingressos, compra de livros via livrarias, ativando a cadeia produtiva do livro, de editoras ao autor.
  2. b) Editais de Fomento. A chamada é mais livre e há um processo de escolha. Por isso cabe algumas considerações/sugestões. Tentem ir além de apresentações por lives ou sacadas, vale incluir edital para ciclos de pensamento e reflexão, processos criativos, obras a serem escritas, coreografias. Vamos aproveitar para ir além do imediato, vamos criar, pensar o mundo pós-pandemia. E não esqueçam dos poetas, muito importante a poesia. Outra sugestão, não é necessário ter um edital único, pode-se fazer a distinção entre artistas seniores e com carreira longa, profissionais, iniciantes. Há espaço para todos.

Outro aspecto importante, uma vez que o item III é por escolha seletiva, não universal, como nos anteriores, é a composição das comissões julgadoras, que sejam capacitadas, justas, democráticas. E que o acesso ao edital, posteriormente aos recursos e prestação de contas, seja desburocratizado, preferencialmente na forma de premiação.

Enfim, há muito trabalho e muitas questões a serem resolvidas nas próximas semanas. Para segurança dos próprios gestores, aconselho que sejam resolvidas em conjunto com a sociedade civil, via Conselhos de Cultura, quando já em funcionamento, e concomitante, via comitês específicos para a aplicação da lei. Tenham fé, quem apostar na boa relação com a sociedade vai ficar feliz com o resultado. Também a transparência dos dados, acesso às informações. Para isso estão sendo oferecidas várias capacitações, via cursos pela internet, acompanhem. Em breve teremos um Observatório da Emergência Cultural, específico para acompanhar a aplicação da lei; aproveito essa carta, inclusive, para solicitar o apoio de todas e todos, categorizando informações e as fornecendo de forma precisa. Ajudem no fortalecimento desses meios, assim como difundam o canal Emergência Cultural no YouTube.

São muitas as inovações que estão emergindo com a lei Aldir Blanc. Para além do campo específico das políticas culturais estamos construindo uma nova cultura política. Nossa lei é generosa, fruto de um compromisso com o Brasil profundo, de baixo, criativo, foi tecida e executada a muitas mãos. Houve muito trabalho para chegarmos até aqui, muita gente envolvida, centenas de webseminários, lives, grupos em redes sociais. Uma lei que nasce das novas ferramentas nesses tempos de distanciamento social, demonstrando que, se fisicamente precisamos estar apartados, socialmente, mais que nunca, é preciso estar junto. Milhares de pessoas expuseram suas ideias, reflexões. Houve um trabalho intenso de sistematização, a concepção teórica (sim, teoria é muito necessária para jardinar uma boa lei), a busca precisa nos conceitos, o método, a estratégia de mobilização.

Houve muito afinco, muita dedicação. Honrem esse esforço. Na impossibilidade de nomear todos envolvidos, já que a carta está extensa, expresso meu mais profundo respeito e reverência ao fino bordado que a relatora, deputada Jandira Feghali, realizou a partir dos vários projetos de lei, cuja partida teve como primeira signatária a deputada Benedita da Silva e, junto a ela, dezenas de deputadas e deputados, dos mais diversos partidos, assinando cinco outros projetos sobre o mesmo tema, cada qual com uma contribuição. Nosso êxito só foi possível porque houve bom diálogo via o Congresso Nacional, construindo uma escuta atenta e ativa em processo de consenso progressivo. Foi esse processo que permitiu que a lei Aldir Blanc chegasse onde chegou. Só o processo de construção e aprovação da lei já é um legado para o Brasil, ainda mais em uma sociedade tão cindida e artificialmente marcada pelas manipulações de desinformação, do ódio e do medo. Nossa lei tem coragem, tem afeto, tem amor, tem a força que vai fazer emergir um Brasil como ainda nunca se viu. Há braços, corações e mentes. Para o momento é o que eu tenho a dizer, terminando com os versos de Aldir Blanc:

“E a sobremesa

é goiabada cascão com muito queijo

depois café, cigarro e um beijo

de uma mulata chamada

Leonor, ou Dagmar”

*Célio Turino

Historiador de formação, entre 2004 e 2010 foi secretário de Cidadania Cultural, durante as gestões de Gilberto Gil e posteriormente de Juca Ferreira como ministros da Cultura no Governo Lula. Coordenou a criação dos Pontos de Cultura. É colunista da Revista Fórum.

https://revistaforum.com.br/

Notícias

Sesc realiza lives sobre cinema, dança, literatura e outras linguagens até o final de junho

O Sesc Petrolina preparou uma série de lives culturais até dia 30 de junho. As transmissões serão realizadas em diferentes plataformas, como Instagram, Zoom e o Youtube do Sesc Pernambuco.

O Sesc Petrolina preparou uma série de lives culturais até dia 30 de junho. São conversas que abordam artes visuais, literatura, audiovisual e outras linguagens. As transmissões serão realizadas em diferentes plataformas, como Instagram, Zoom e o Youtube do Sesc Pernambuco.

Curta ‘Comentários a Respeito de’ que faz parte da Mostra de Curtas Experimentais

Quinta-feira (18/06)

A live “Eu conto para você”, que vai veicular textos de autores do Vale do São Francisco por meio de podcasts. A transmissão, que também vai acontecer dia 25, será às 17h, no aplicativo Soundcloud. Às 19h, “Estratégias de Exibição de Filmes em Tempos de Distanciamento Social” vai discutir sobre as possibilidades de exibição de filmes no período de isolamento. A exibição será nos perfis @fernando.pereira19 e @janela353. No mesmo horário terá bate-papo “Trilhos e Trilhas para a dança”, nos perfis do Instagram @leidy_costas e @eugenio_cruz.

Sexta (19)

Três lives vão abordar diferentes aspectos da arte. Às 16h, a oficina “Do lixo à arte” vai apresentar propostas sustentáveis para expressão e criação artística utilizando-se do reaproveitamento de materiais. A oficina volta a acontecer dia 23, no mesmo horário, ambas no Instagram @menades_val1. Às 17h da sexta e também no dia 26, no Instagram @arianesamila, é a vez de “Eu indico sua poesia”, que vai instigar a poética literária produzida pelos autores e autoras do Vale do São Francisco.

Quarta (24)

A Mostra de Curtas Experimentais volta com o filme “Distante. A exibição será às 19h15, no Youtube do Sesc Pernambuco. Já no dia 25, às 20h, acontece o “Poetas Daqui”, que procura promover debates virtuais sobre a produção literária do Vale do São Francisco com seus respectivos autores e autoras. A conversa será nos perfis no Instagram @ariane.samila e @pokribeiro.

Curta ‘Devido a Vida de Vida a Vida’

Sexta (26)

A última sexta-feira do mês vai contar com o bate-papo com o professor Geison Duarte, do Grupo Sertão Pé Quente, sobre o tema: Danças de Salão e o distanciamento Social. A transmissão será nos perfis no Instagram @alexandre_saturno e @sertaopequente.

Sábado (27)

Às 20h, é a vez da ação “Artistas Daqui”, que pretende proporcionar um momento de escuta sobre as práticas e processos criativos desenvolvidos na região. A apresentação será no perfil no Instagram @lysvalentim.

Últimos dias do mês (28 e 30/06)

Dia 28, o Sesc Petrolina traz a exibição do concerto Sesc Partituras, com músicas tradicionais e contemporâneas do povo Pankararu. Será às 19h, no Youtube do Sesc Pernambuco. E para o dia 30 de junho estão preparadas três lives. Às 11h, no Instagram @sescpe, “As Contrarregras – Por dentro da cena”, que tem a proposta de mostra teatros por dentro, por meio de vídeos. Às 16h, é a oficina “O imaginário através da pintura”, no Instagram @delirium.fh. E, às 19h, vai acontecer um bate-papo com a professora e pesquisadora Fabiane Pianowski sobre o material educativo “Jogo da carranca” elaborado para a Mostra Flutuante de Artes Visuais. A transmissão vai ser nos perfis @andredeco23 e @fabisardenta.

 

Sesc – O Serviço Social do Comércio, seguindo as orientações de isolamento social determinadas pelo Governo de Pernambuco, em razão da pandemia do novo coronavírus, está realizando seus trabalhos em regime home office. Ações das cinco áreas fins da instituição (Educação, Cultura, Lazer, Assistência e Saúde) estão sendo realizadas com o auxílio de plataformas digitais, que contribuem para que a interação não seja interrompida. Aulas gratuitas de Pré-Enem e cultura, além do conteúdo da Educação Infantil e Ensino Fundamental estão sendo transmitidos à distância, assim como dicas de leitura, atividades físicas, brincadeiras e jogos. Profissionais da saúde estão repassando informações educativas de prevenção e combate ao Covid-19 para o público infantil, jovem, adulto e idoso. Ao mesmo tempo, o Banco de Alimentos da instituição está em campanha, em todo o estado, para arrecadar cestas básicas, alimentos não-perecíveis e produtos de limpeza e itens de higiene. Para conhecer mais sobre o Sesc e saber de novas decisões e determinações neste período de quarentena, acesse www.sescpe.org.br.

Serviço: Lives de Cultura

18/06

17h – Eu Conto para Você (aplicativo Soundcloud)

19h – Estratégias de Exibição de Filmes em Tempos de Distanciamento Social com Fernando Pereira e Chico Egídio (perfis @fernando.pereira19 e @janela353)
19h – Bate-papo com Eugênio Cruz e Leide Costa (perfis @leidy_costas e @eugenio_cruz)

19/06

16h – Live-oficina Do Lixo à Arte – Pintura sobre papelão com NAV (@menades_val1)
17h – Eu indico sua poesia com Ariane Samila Rosa (Instagram @arianesamila)

23/06

16h – Live-oficina Do Lixo à Arte – Confecção de máscaras de papel com NAV- Valéria Menades (@menades_val1)

24/06

19h – Distante – Mostra de Curtas Experimentais (youtube.com/sescpernambuco)

25/06

20h – Poetas Daqui com Pok Ribeiro (@ariane.samila e @pokribeiro)

17h – Eu Conto para Você (aplicativo Soundcloud)

26/06

19h – Bate-papo com o professor de dança Geison Duarte (@alexandre_saturno e @sertaopequente)

17h – Eu indico sua poesia com Ariane Samila Rosa (Instagram @arianesamila)

27/06
20h – Artistas Daqui com Carina Lacerda (Instagram @lysvalentim)

28/06
19h – Exibição do concerto Sesc Partituras com músicas tradicionais e contemporâneas do povo Pankararu (youtube.com/sescpernambuco)

30/06
11h – As Contrarregras – Por Dentro da Cena 2º Ep. Estrutura (Instagram @sescpe)

16h – Oficina O imaginário através da pintura com Fernando Holanda (Instagram @delirium.fh)

19h – Bate-papo com a professora e pesquisadora Fabiane Pianowski (@andredeco23 e @fabisardenta)

Ascom

Notícias

Fórum Popular de Cultura em Petrolina mobiliza artistas diante crise do Covid-19

Além da falta de políticas públicas culturais à níveis federal, estadual e municipal, os artistas se veem agora numa situação de vulnerabilidade social.

Trabalhadores da cultura de diversas linguagens artísticas de Petrolina se reuniram virtualmente, na última quinta-feira, 29, para discutir estratégias de mobilização diante da suspensão de suas atividades em razão da pandemia do novo Corona Vírus. Além da falta de políticas públicas culturais à níveis federal, estadual e municipal, os artistas se veem agora numa situação de vulnerabilidade social.

Suas rendas são geradas autonomamente de acordo com as demandas de produção e execução dos seus trabalhos. Responsável por 2,64% do PIB brasileiro segundo dados de 2016 da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), com um crescimento acumulado de quase 70% nos últimos 10 anos e representando cerca de 5 milhões de trabalhadores de acordo com dados do IBGE de 2018, o setor da Cultura é fundamental para a economia do país e precisa estar fortalecido quando a crise sanitária passar.

Dessa forma, o Fórum elaborou coletivamente uma carta CARTA DO FÓRUM POPULAR DE CULTURA (1) em que sugere à Gestão Municipal de Petrolina-PE ações e projetos emergenciais de Cultura a fim de amparar trabalhadores da Cultura que, de fato, estão sofrendo o impacto do isolamento social em suas rendas – aqueles que não possuem carteira assinada e não foram contemplados pelo programa de auxílio emergencial do Governo Federal. Os artistas consideram a necessidade de articular políticas públicas que reconheçam a dimensão humana e social da arte, sobretudo nesse momento, haja vista que o auxílio emergencial ofertado aos trabalhadores autônomos em geral não contemplou o seguimento das Artes. Assinam a carta, artistas independentes, simpatizantes/apoiadores da cena cultural local, grupos, cias, coletivos, entidades artísticas e culturais de Petrolina.

Ascom Fórum Popular de Cultura Petrolina

 

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Segunda edição do Pontes Flutuantes vai discutir a presença do ator em cena

Segunda edição do Pontes Flutuantes vai discutir a presença do ator em cena

Foto: Divulgação.

Acontece entre os dias 13 e 15 de dezembro, em Petrolina (PE) e Senhor do Bonfim (BA), a segunda edição do projeto Pontes Flutuantes – Diálogos para cena. O evento, que propõe o intercâmbio cultural e troca de experiências entre artistas locais e grupos de teatro do Brasil e do Mundo, é realizado pela Cia Biruta de Teatro e esse ano traz como convidado o ator Carlos Simioni, do Lume – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp.

A programação começa com a vivência “A presença do ator e o campo magnético”, mediada por Carlos Simioni, no Campus da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Senhor do Bonfim, no dia 13 de dezembro. Em seguida, nos dias 14 e 15, acontecem a oficina “A Presença do Ator” e a demonstração do trabalho “Prisão para Liberdade”, no Sesc Petrolina.

“O Pontes Flutuantes nasceu não apenas como um espaço de formação e construção de intercâmbios culturais, mas também para alimentar, difundir e estimular a reflexão sobre a pesquisa e o fazer teatrais. Assim, em 2017, nós trouxemos para Petrolina e Juazeiro, Julia Varley e Eugênio Barba, do OdinTeatret (Dinamarca), e agora construímos novas pontes, com Carlos Simioni e com estudantes e professores do curso de Artes Cênicas da Uneb, que é nossa parceira nesse evento, junto com o Sesc”, conta o diretor teatral, ator e dramaturgo, Antônio Veronaldo, um dos responsáveis pelo projeto, frisando o objetivo principal do encontro é fortalecer a cena teatral da região.

Pontes Flutuantes – segunda edição

A segunda edição do Pontes Flutuantes dá continuidade ao diálogo sobre a antropologia teatral e a fisicalidade do ator, iniciada na primeira edição do encontro, em 2017. “Tanto a oficina como a vivência e a demonstração do trabalho trazem uma discussão sobre o teatro físico, a partir dos exercícios práticos e físicos que fazem com que o ator desenvolva o seu ofício no palco. Uma reflexão sobre o trabalho do ator, pensando o corpo como ferramenta, em um processo de entender o teatro para além da parte psicológica e do texto”, revela Cristiane Crispim, que também integra a organização do evento.

Durante a oficina “A presença do ator”, que acontece nos dias 14 e 15 de dezembro, das 9h às 13h, no Sesc Petrolina, os participantes terão a oportunidade de conhecer os últimos resultados das pesquisas que Carlos Simione vem desenvolvendo. “Será um curso prático, continuado. A cada dia uma técnica, sempre dando continuidade ao dia anterior. Os atores vão receber ferramentas para construir o campo magnético ou campo de energia, algo que é invisível, mais perceptível para o público. Será também um momento para um mergulho dentro de si mesmo para acessar e despertar o que está adormecido e expressar através do corpo poesia”, explica o convidado.

Já a demonstração do trabalho “Prisão para a liberdade”, no dia 15 de dezembro, às 19h, também no Sesc Petrolina, mostra o percurso de trinta e cinco anos de pesquisas com o Lume e com outros mestres do fazer teatral.

Para inscrições e mais informações, entrar em contato através do endereço eletrônico birutaciadeteatro@hotmail.com ou pela página www.facebook.com/pontesflutuantes.

Programação

Vivência: “A presença do ator e o campo magnético”, com Carlos Simioni – (vagas preenchidas)

13 de dezembro (sexta-feira)

Horário: 13h às 15h

Local: Uneb – Senhor do Bonfim (BA)

A vivência é um intensivo dos princípios trabalhados na oficina “A presença do ator”. Neste formato, serão feitos exercícios com os atores enquanto observadores assistem ao trabalho.  Carlos Simioni, ator pesquisador, abordará suas pesquisas desenvolvidas no Lume: a presença do ator, emanação de energia, a construção do corpo interior, e a estrutura física da voz. A presença diz respeito a algo íntimo, uma pulsação que transpassa e percorre toda a ação cênica. Nesta oficina serão trabalhadas a dilatação do corpo, a expansão da energia no espaço, o campo magnético, a transformação do peso do corpo em energia, a ação energética e a construção da presença cênica como princípios da dança pessoal, elementos técnicos desenvolvidos LUME durante 40 anos de pesquisa teatral.

Oficina “A presença do Ator”,com Carlos Simioni

14 e 15 de dezembro (sábado e domingo)

Horário: 9h às 13h

Local: Sesc-Petrolina (PE)

Investimento: R$ 100,00

Carlos Simioni, ator pesquisador, abordará suas pesquisas desenvolvidas no Lume: a presença do ator, emanação de energia, a construção do corpo interior, e a estrutura física da voz. A presença diz respeito a algo íntimo, uma pulsação que transpassa e percorre toda a ação cênica. Nesta oficina serão trabalhadas a dilatação do corpo, a expansão da energia no espaço, o campo magnético, a transformação do peso do corpo em energia, a ação energética e a construção da presença cênica como princípios da dança pessoal, elementos técnicos desenvolvidos LUME durante 40 anos de pesquisa teatral.

Escambo Cultural

14 de dezembro (sábado)

Horário: 16h

Local: Sala de Dança – Sesc-Petrolina (PE)

 

(Ascom)

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Cia biruta realiza mostra de arte novembro negro de 11 à 30/11 em Petrolina e Orocó

Com o tema “Liberdade é não ter medo de brilhar”, a Cia Biruta realiza sua primeira mostra de arte no mês das consciências negras com oficinas, contações de histórias, apresentações teatrais e musicais, feirinha cultural, baile black e muito mais.

Nesse Novembro Negro, a Cia Biruta, junto ao Núcleo Biruta de Teatro, apresenta à comunidade uma programação que extrapola o espaço do palco para refletir sobre as presenças negras na sociedade e a importância da reafirmação como comunidade na luta contra o preconceito, resultado de um histórico ainda presente de graves violações de direitos, como o genocídio da juventude negra, a violência contra mulher negra, o abandono e criminalização das crianças negras e a negação das culturas e religiões de origem afro. Uma data no calendário possibilita a articulação de diversos debates e ações, porém, a luta do povo negro, quilombola e indígena nesse país é todo o dia.

Nascida em maio de 2008, a Cia Biruta de Teatro tem atuado no sertão de Pernambuco, especificamente na cidade de Petrolina, optando por aliar a produção teatral com ações de formação artística de jovens da periferia, de que é resultado a criação do Núcleo Biruta de Teatro, há 4 anos. Na concepção de seus espetáculos, a Cia e o Núcleo Biruta têm procurado dialogar com as questões sociais e políticas do Brasil contemporâneo, apostado na pesquisa antropológica dos processos e práticas populares de cultura e resistência das margens do rio São Francisco, e no intercâmbio criativo com experiências e grupos de teatro locais, nacionais e internacionais.

A realização dessa primeira mostra de arte voltada para o novembro negro, reafirma a produção cultural do grupo com questões socioeducativas e de formação artística e social agregada à projetos de democratização do acesso à cultura. O grupo teatral conta com a parceria e o apoio de diversos companheiros, como a Abajur Soluções em Audiovisual, Brechó Quilombo Urbano, Projeto SouPeriferia, Projeto Malê e SerTão Poeta. A programação é gratuita e se entende até o dia 30 deste mês com oficinas, contações de histórias, apresentações teatrais e musicais, feirinha cultural, baile black e muito mais.

As atividades acontecem na zona oeste de Petrolina, nos bairros São Gonçalo I e II, Jardim Petrópolis, Rio Corrente e Cohab 6, locais onde residem os parceiros e onde o grupo faz sua ocupação e produção artística. A mostra será expandida e acontecerá em Orocó, na comunidade quilombola Mata de São José, com a apresentação do novo trabalho do grupo junto ao Núcleo Biruta, o espetáculo “Corpo Fechado”, que está com nova temporada nos 16, 17 e 30.

Espetáculo Corpo Fechado

Confira a programação completa:

11 (seg)

9h às 12h | 13h às 16h – Oficina de vídeo e fotografia (Camila Rodrigues)

Local: Escola Paulo Freire – São Gonçalo II

17h – Contação de História “Menina Bonita do Laço de Fita” (Cia Biruta)

Local: Rua 11 – São Gonçalo

12 (ter)

9h às 12h – Oficina de vídeo e fotografia (Camila Rodrigues)

Local: Escola Paulo Freire – São Gonçalo II

14h às 16h – Oficina de Lambe-lambe (Juliene Moura)

Local: Escola Simão Amorim – Rio Corrente

17h – Contação de História “Itã” (Núcleo Biruta de Teatro)

Local: Avenida Tapuio – Rio Corrente

13 (qua)

17h – Contação de História “O pequenino” (Cia Biruta de Teatro)

Local: Rua 3 – Jardim Petrópolis

14 (qui)

17h – Contação de História “Compadres Corcundas” (Cia Biruta)

Local: Rua José Ferreira dos Anjos – São Gonçalo II

16 e 17 (sáb e dom)

16h30 – Performance “Caminho de Cura” (Juliene Moura)

Local: CEU das Águas – Rio Corrente

17h – Espetáculo “Corpo Fechado” (Cia Biruta/NBT)

Local: CEU das Águas – Rio Corrente

18 (seg)

13h às 16h – Oficina de dança (Ramon Cantilino e Laiane Amorim)

Local: EREM Jornalista – Cohab VI

14h às 17h – Oficina de Máscaras (Cristiane Crispim)

Local: Escola Ariano Suassuna – Cohab VI

19 (ter)

09h às 12h – Oficina “N’ Ginga” (Projeto Malê)

Local: Escola Eduardo Campos – São Gonçalo I

16h – Recital “Ponto Poético” (Cia Biruta/NBT)

Local: Escola João Batista – São Gonçalo I

16h30 – Roda de Conversa “A história que os livros não contam – que escola queremos?” (com Antonio Veronaldo, Juliano Varela e Núcleo Biruta de Teatro)

Local: Escola João Batista – São Gonçalo I

20 (qua)

9h às 12h – Oficina de Teatro de Formas Animadas (Antonio Veronaldo)

Local: Escola João Batista – São Gonçalo I

16h – Roda de conversa “Saúde mental e políticas públicas para o povo negro” (com Gilmar Santos, Luís Marcelo, Elias Fernandes, Ailma Barros e Projeto Malê) – Apresentação de Performance com Luís Marcelo

Local: CEU das Águas – Rio Corrente

18h – Vadiação de Capoeira Angola (Projeto Malê)

Local: CEU das Águas – Rio Corrente

21 (qui)

9h às 12h – Oficina de Teatro de Formas Animadas (Antonio Veronaldo)

Local: Escola João Batista – São Gonçalo I

14h às 17h – Oficina de Abayomi (Leticia Rodrigues)

Local: Escola Ariano Suassuna – Cohab VI

22 (sex)

13h às 14h30 – Oficina de Jogos Teatrais (Núcleo Biruta)

Local: EREM Evanira Souza – São Gonçalo I

24 (dom)

17h às 22h – Feira “Quilombo Urbano” e Baile Black (Dj Gafanhoto Rei e Mestre de Cerimônia Thierri) com apresentações culturais

Local: CEU das Águas – Rio Corrente

30 (sáb)

19h – Espetáculo “Corpo Fechado” (Cia Biruta/NBT)

Local: Comunidade Quilombola Mata de São José – Orocó-PE

 

Para mais informações, acesse as redes sociais da Cia Biruta:

Facebook: https://www.facebook.com/ciabiruta

Instagram: https://www.instagram.com/ciabiruta/

Email: birutaciadeteatro@hotmail.com

Contato: 087988042239

 

Via Cia Biruta

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Cia Biruta de Teatro participa da programação da I Mostra Pernalonga de Teatro

De 22 a 27 de agosto, a Mostra recebe os espetáculos vencedores do 1º Prêmio Roberto França (Pernalonga) de Teatro

“Chico e flor contra os monstros da ilha do fogo”

Premiada na categoria “Espetáculo para a Infância e Juventude”, com a peça “Chico e Flor contra os monstros da Ilha do Fogo”, a Cia Biruta de Teatro (Petrolina/PE) será um dos grupos participantes da I Mostra Pernalonga de Teatro, promovida pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundarpe. A mostra, que acontece de 22 a 27 de agosto, em Recife e Ingazeira, recebe os espetáculos vencedores do 1º Prêmio Roberto França de (Pernalonga) de Teatro.

Anunciado em dezembro de 2018, o concurso premiou espetáculos de todo o estado, em cinco categorias. “Esse prêmio é importante para que a gente mostre cada vez mais o potencial da nossa região. Chico e Flor é um trabalho construído basicamente com artistas do Vale do São Francisco. Atores, direção e texto foram feitos por artistas da região, assim como a trilha sonora original, que é fruto de uma aliança com os músicos Moesio Belfort (Juazeiro/BA) e Carlos Hyuri (Petrolina/PE)”, avalia Antônio Veronaldo, que é ator, diretor, dramaturgo e co-fundador da Cia Biruta de Teatro.

Para Cristiane Crispim, que também é co-fundadora da Cia Biruta, o prêmio possibilita ampliar o alcance dos espetáculos produzidos no interior de Pernambuco. “É importante fazer com que esse prêmio traga um olhar para os fazedores de teatro e de arte aqui do Vale do São Francisco, especialmente para Petrolina que é onde estamos ancorados. Para nós esse prêmio foi uma grande surpresa, é uma alegria ter esse reconhecimento, especialmente no momento em que estamos cada vez mais buscando trazer para o teatro a história e a linguagem do nosso lugar e do nosso povo”, conta o artista.

O Espetáculo

 “Chico e Flor contra os monstros da Ilha do Fogo” narra a história do barqueiro Chico, que viaja pelo rio São Francisco a procura da sua família, e da corajosa Flor, sua companheira de aventuras. A peça apresenta a poética de vivência com o Rio e o seu entorno a partir das lendas ribeirinhas e de uma narrativa de aventura e superação que tem como pano de fundo a relação que o ser humano estabelece com a cultura e a natureza, fundamentada na criação de elementos fantásticos e mágicos como modos de explicação, elaboração e transformação de mundo.

No palco, a história ganha vida com as atuações de Juliene Moura e AntonioVeronaldo, que também assina o texto e a direção do espetáculo, e a criação cenográfica com Uriel Bezerra. A Iluminação tem concepção de Carlos Thiago e execução de Deborah Harummy, trilha sonora e sonoplastia de Moesio Belfort e Carlos Hyuri, produção d Cristiane Crispim e apoio técnico de Camila Rodrigues e Letícia Rodrigues.

Desde a sua estreia, em maio de 2015, o espetáculo vem participando de festivais relevantes para a cena artística voltada para as crianças. Entre os principais eventos e premiações estão o 11º Festival Nacional de Teatro Infantil de Feira de Santana – Fenatifs (Bahia, 2018); a III Mostra Internacional de Teatro da Paraíba (Sousa, 2017); o 23º Festival Janeiro de Grandes Espetáculos (Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco, Recife – PE, 2017), no qual foi indicado a 7 prêmios e ganhou  3 (melhor trilha sonora, melhor iluminação e melhor atriz); o II Festival de Teatro Wellington Monteclaro (Juazeiro – BA, 2017), onde foi premiado na categoria demelhor atriz e escolhido o segundo melhor espetáculo.

Cia Biruta de Teatro

Criada em maio de 2008, o grupo tem atuado no sertão de Pernambuco, optando por aliar a produção teatral com ações de formação artística de jovens da periferia, o que deu origem ao Núcleo Biruta de Teatro, há 4 anos. Na concepção de seus espetáculos, a Cia procura dialogar com as questões sociais e políticas do Brasil contemporâneo, apostando na pesquisa antropológica dos processos e práticas populares de cultura e resistência às margens do rio São Francisco, e no intercâmbio criativo com experiências e grupos de teatro locais, nacionais e internacionais.

Além da Mostra Pernalonga de Teatro, a Cia Biruta também está em cartaz em Petrolina, até 31 de agosto, no Festival Aldeia do Velho Chico.

 

Encontre a Cia Biruta de Teatro nas redes sociais

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Cia Balançarte leva Batuques à Ilha do Massangano

Na comunidade, foram realizadas duas apresentações, uma ontem (02) aberta ao público e outra hoje (03) pela manhã para os alunos da Escola Municipal Santo Antônio.

Foto: Fernando Pereira /Abajur Soluções

A companhia de dança Balançarte embarcou para a Ilha do Massangano nos últimos dias levando na bagagem o seu espetáculo Batuques e a exposição ‘Veredas: Caminhos da Cia. Balançarte de Dança’. Na comunidade, foram realizadas duas apresentações, uma ontem (02) aberta ao público e outra hoje (03) pela manhã para os alunos da Escola Municipal Santo Antônio.

A comunidade ribeirinha foi uma das inspirações para a criação do espetáculo que celebra a cultura negra. “Apresentar aqui é importantíssimo para a gente, pois trazemos para a cena todas essas referências da ilha e do samba. Até hoje a gente bebe nessa fonte. Que se mantenha acesa essa chama da tradição, principalmente para os pequenininhos que serão realmente a continuidade disso tudo”, comentou Marcos Aurélio, diretor do grupo.

Com olhares atentos e ouvidos bem abertos para a musicalidade, as crianças da escola acompanharam a obra que, dentre tantas coisas, fala também do seu povo. Richarlyson dos Santos, de apenas 08 anos, estava na plateia acompanhando tudo. “Eu achei muito bonito. A parte que mais gostei foi a do navio”, disse o menino, revelando o que imaginou durante a apresentação. As crianças também se divertiram interagindo com a exposição que conta com imagens e objetos da trajetória da companhia em seus 13 anos de atividades.

A professora Delizeth Alves de Souza confirma a importância dessas atividades para os alunos e a reverberação da ação na sala de aula. “É uma maravilha. Aqui é uma comunidade quilombola e é muito bom que tenha essas atividades para os alunos. (…) Eles chegam na sala e é batucando, cantando as canções do que assistiram”, conta Delizeth.

A Ilha do Massangano é a quinta comunidade a receber o projeto ‘Batuques nos terreiros’, uma manutenção de temporada que conta com o incentivo do Governo de Pernambuco, através do edital Funcultura Geral 2016/2017. As atividades continuam nas próximas semanas, a programação pode ser conferida nas redes sociais da Balançarte: facebook.com/ciabalancarte e instagram @ciabalancarte.

 

Via Adriano Alves / Agência Virabólica

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Sesc comemora Semana do Meio Ambiente em Petrolina

Programação acontece de 4 a 7 de junho com oficinas e jogos didáticos

Foto: Divulgação.

A partir desta terça-feira (4/6), o Sesc Petrolina comemora a Semana do Meio Ambiente com diversas atividades. Até 7 de junho, alunos da unidade e de outras instituições vão poder participar de oficinas para o reuso de materiais recicláveis e jogos didáticos que orientam para a preservação do meio ambiente.

A programação tem início nesta terça (4/6), às 9h, com a oficina para Confecção de Ecobag e reuso de banners. Até a sexta (7/6), os estudantes inscritos para as oficinas terão acesso a técnicas de confecção de brinquedos e organizadores com materiais recicláveis, aromatizadores de ambientes e jogos didáticos.

“A Semana do Meio Ambiente é celebrada por meio deste projeto de educação ambiental orientando crianças e jovens sobre a reciclagem de diversos materiais, o processo de preservação ambiental, consumo responsável e desperdício”, explica a supervisora pedagógica do Sesc Petrolina, Maricelma Barreto.

Sesc – O Serviço Social do Comércio (Sesc) foi criado em 1946. Em Pernambuco, iniciou suas atividades em 1947. Oferece para os funcionários do comércio de bens, serviços e turismo, bem como para o público geral, a preços módicos ou gratuitamente, atividades nas áreas de educação, saúde, cultura, recreação, esporte, turismo e assistência social. Atualmente, existem 20 unidades do Sesc do Litoral ao Sertão do estado, incluindo dois hotéis, em Garanhuns e Triunfo. Essas unidades dispõem de escolas, equipamentos culturais (como teatros e galerias de arte), restaurantes, academias, quadras poliesportivas, campos de futebol, entre outros espaços e projetos. Para conhecer cada unidade, os projetos ou acessar a programação do mês do Sesc em Pernambuco, basta acessar www.sescpe.org.br.

 

Via Fabiano Barros

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Aldeia Vale Dançar começa nesta terça-feira (23/4)

Com o tema “Corpos Dissidentes”, programação homenageará Chagas Sales, um dos precursores do movimento de Dança em Petrolina

Foto: Divulgação.

Começa nesta terça-feira (23/4) a décima segunda edição da Aldeia Vale Dançar – Festival de Dança do Vale do São Francisco. Realizada pelo Sesc, a programação integra as ações do projeto nacional Palco Giratório e acontece em Petrolina e Juazeiro (BA) até o dia 1º de maio . Na grade, haverá ações formativas, espetáculos de dança, shows musicais e intercâmbio entre artistas de Pernambuco e de outros estados, como Rio de Janeiro e Amapá.

Tendo como tema “Corpos Dissidentes”, este ano o festival homenageia Chagas Sales, um dos precursores do movimento de Dança em Petrolina. Chagas participou do movimento cultural da Escola Marechal Antonio Alves Filho (EMAAF), nos anos 1970, e em 1984 criou as primeiras coreografias do grupo Batuk-ajé. Hoje, é produtor da Festa de Santo Antônio e do Samba de Veio da Ilha do Massangano. “Com a história de Chagas, nossa proposta é discutir os diversos corpos que estão à margem dos padrões, o que é um ato político”, afirma o coordenador da Aldeia, Jailson Lima.

A programação acontecerá no Sesc, na Ilha do Massangano e no CEU das Águas,  em Petrolina e no Espaço Filhos de Zaze, em Juazeiro.  A abertura será nesta terça-feira (23/4), às 20h, no Teatro Dona Amélia, com o espetáculo “Abayomi”, que será apresentado por Camila Yasmine com participação do Grupo Batuk-ajé. Em seguida, será exibido o documentário “Chagas, um homem rio”, de Fernando Pereira.

Única no Brasil com programação totalmente voltada à dança, a Aldeia Vale Dançar é braço cultural do projeto Palco Giratório, que nesta edição traz a Petrolina, no dia 26 de abril, às 20h30, no Teatro Dona Amélia, o espetáculo “Cria”, da Cia Suave / Alice Ripoll (Rio de Janeiro-RJ). Já no dia 27, às 19h, no CEU das Águas, será encenado o espetáculo “Chica, Fulô de Mandacaru”, da Cia Casa Circo (Macapá-AP). No dia 30, no Teatro Dona Amélia, às 20h, a Cia Casa Circo (Macapá-AP), apresentará o espetáculo “A Mulher do Fim do Mundo”.

Como acontece tradicionalmente em todas as edições, o encerramento da Aldeia Vale Dançar ocorrerá no dia 1º de maio, a partir das 9h, com o “OverDança”. Serão 12 horas ininterruptas de programação, com dança, intervenções, mercado cultural, música com a DJ Candite (Petrolina) e show da cantora Márcia Castro (Salvador–BA), que traz o repertório do seu último disco, “Treta”.

Parte da programação é gratuita, exceto as que acontecem no Teatro Dona Amélia, com ingresso a R$10 para o público em geral e R$ 5 para trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes. Para o Overdança, a entrada custa R$ 5 ou 1 kg de alimento não-perecível.

Serviço: Aldeia Vale Dançar

Data: De 23 de abril a 1º de maio

Locais: Teatro Dona Amélia (Rua Pacífico da Luz, 618, Centro, Petrolina); Espaço Cultural Filho de Zaze (Avenida Dom José Rodrigues, 566, Quidé, Juazeiro-BA); CEU das Águas (Rua do Tamarindo, Rio Corrente, Petrolina); e Ilha do Massangano.

Informações: (87) 3866-7454

Programação:

23/04 – (Terça)                

20h – Teatro D. Amélia | Espetáculo “Abayomi” | Camila Yasmine (Petrolina-PE) e Participação do Grupo Batuk-ajé (Petrolina-PE) | e Exibição do documentário “Chagas, um homem rio” | Fernando Pereira (Petrolina-PE) | 60min

24/04 – (Quarta)     

16h – Teatro D. Amélia | Vetor | Coletivo Incomum de Dança e APAE (Petrolina-PE)

19h – CEU das Águas | Barcool | Confraria 27 (Petrolina-PE) | 120 min | 18 anos                                                                         19h30 – Teatro D. Amélia | Exibição do filme “Corpo Elétrico” e Conversa Corpos elétricos em diálogos | Lucas Andrade (São Paulo-SP), Élson Rabelo (Petrolina-PE), Eduardo Rocha (Juazeiro-BA) e Naruna Freitas (Recife-PE)

25/04 – (Quinta) 

16h – Sala de Teatro | Pensamento Giratório: Cia Suave (Rio de Janeiro-RJ) e Cia de Dança do Sesc (Petrolina-PE)           19h – CEU das Águas | O Nascimento do Grito | Natalia Agla (Petrolina-PE) | 40 min | 18 anos                                                  19h – Biblioteca | Lançamento do Livro “Angel Vianna através da história – a trajetória da dança da vida” | Juliana Ribeiro (João Pessoa-PB) | 60 min                                                                                                                                                                20h30 – Teatro D. Amélia | Rio de Contas | Cia de Dança do Sesc (Petrolina-PE) | 45 min

26/04 – (Sexta)                                                                                                                                                                                               16h – Sala de Teatro | Corpo, Dança e Envelhecimento | Denise Stutz (Rio de Janeiro-RJ), Juliana Ribeiro (João Pessoa-PB), Leidy Costa (Petrolina-PE) e Clara Isis (Juazeiro-BA)

19h – CEU das Águas | Ossain em trânsito | Marilza Oliveira (Salvador-BA) | 15min | Livre                                                       20h30 – Teatro D. Amélia | Cria | Cia Suave / Alice Ripoll | (Rio de Janeiro-RJ) | 50 min | 14 anos – Palco Giratório                                                                                                                                                                     21h – Espaço Filhos de Zaze | Festa de GuerreirX | Tamboriadores (Petrolina-PE), Afoxé Filhos de Zaze (Juazeiro-BA) e Coco de Umbigada (Olinda-PE) | 180 min | Livre

27/04 – (Sábado) 

16h – Sala de Teatro | Corpo e Ancestralidade | Marilza Oliveira (Salvador-BA), Beth de Oxum (Olinda-PE), Edna Rosa (Juazeiro-BA)  e João José S. Borges (Juazeiro-BA)

19h – CEU das Águas | Chica, Fulô de Mandacaru | Cia Casa Circo (Macapá-AP) | 45 min | 12 anos – Palco Giratório                                                                                                                                           20h30 – Teatro D. Amélia | Só | Denise Stutz (Rio de Janeiro-RJ) | 50 min | 14 anos

22h – Espaço Cubículo | Dança ao Cubo | Brena Gonçalves (Ilhéus-BA) e Sandra Guimarães (Petrolina-PE)

28/04 – (Domingo)     

15h – Teatro D. Amélia | Mostra Dia Internacional da Dança

16h – Ilha do Massangano | Baronesa | Laís Bione e Yane Andrade (Juazeiro-BA)

Debaixo D’Água | Coletivo Trippé (Petrolina-PE/Juazeiro-BA) | 50min | Livre

17h – Ilha do Massangano | Hortênsia | Daniela Amoroso (Salvador-BA) | 40 min | Livre

18h – Ilha do Massangano | Reisado do Lambedor (Lagoa Grande-PE), Reisado da Mata de São José (Orocó-PE) e Baque Opara (Petrolina-PE) e Exibição do documentário “Chagas, um homem rio” | Fernando Pereira (Petrolina-PE) | 120 min | Livre

20h – Ilha do Massangano | Coco de Umbigada (Olinda-PE) e Samba de Veio da Ilha do Massangano (Petrolina-PE) | 100 min | Livre

29/04 – (Segunda)   

16h – Sala de Teatro | Pensamento Giratório: Ane Caroline (Macapá-AP) e Daniela Amoroso (Salvador-BA) e Laís Bione (Juazeiro-BA)

19h – Sala de Dança | O homem que Dança: a presença do corpo masculino na dança contemporânea (Demonstração da pesquisa) | Qualquer Um dos 2 Cia de Dança (Petrolina-PE) | 40 min | 16 anos

20h30 – Teatro D. Amélia | A Notícia | Caleidos Cia de Dança (São Paulo-SP) | 45 min | 16 anos

30/04 – (Terça)         

16h – Biblioteca | Palestra “Corpos Dissidentes” | Isabel Marques (São Paulo-SP)

19h – Sala de Dança | Sobre o tempo | Grupo IntensIDADE  e Solo Sem idade | Grupo de Dança da 3ª Idade do Sesc (Petrolina-PE)

20h – Teatro D. Amélia | A Mulher do Fim do Mundo | Cia Casa Circo (Macapá-AP) | 35 min – Palco Giratório

01/05 – (Quarta) – OverDança 

09h – Sala de Teatro | Seminário Pensamento de Um corpo que Dança| Cia de Dança do Sesc (Petrolina-PE)                        13h – Espaço da Cantina | DJ Candite (Petrolina-PE)

14h – Sala de Dança | Palestra “Descomplicando a acessibilidade para projetos culturais” | Andreza Nóbrega   (Recife-PE)

15h – Salão | O espetáculo é a periferia: encontro de danças urbanas

16h – Teatro D. Amélia | Debaixo D’Água | Coletivo Trippé (Petrolina-PE/Juazeiro-BA) | 50min                                             17h – Corredor  e Salão | Mercado Cultural

17h – Palco Alternativo | Magdalenas | 60min | Livre                                                                                                                           18h – Teatro D. Amélia | Em Movimento | Grupo Moendança (Goiana-PE) | 40min | Livre

19h – Salão  | Não Alimente os Animais | Jaqueline Vasconcellos (Salvador-BA)

19h – Palco Alternativo | Made in Quebrada | Juazeiro-BA | 90min | 16 anos

20h – Espaço da Cantina | Há Dois | Cia Dance Mais (Petrolina-PE)                                                                                              21h – Teatro D. Amélia | Procedimento Chão | Interior Coletivo (Belo Jardim-PE) | 40 min | Livre

21h – Rua | Dança no Asfalto | SerTão Pé Quente (Petrolina-PE)                                                                                                      22h – Palco Alternativo | Treta | Márcia Castro (Salvador-BA) | 90 min | 16 anos

 

Via Fabiano Barros