Notícias

Brasil ultrapassa 131 mil óbitos em decorrência do coronavírus

País é o segundo do mundo em número de mortes, fica atrás apenas dos Estados Unidos

Os Estados Unidos concentram o maior número de mortes: são 193.483 mil, seguido do Brasil com mais de 131 mil pessoas mortas e a Índia com 77.742 mil. – Alejandra De Lucca V. / Minsal 2020

O Brasil segue como o segundo país com maior registros de mortes em decorrência do vírus no mundo. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos), em todo o planeta, o número de óbitos somam 917.183 milhões.

Em números absolutos, os Estados Unidos concentram a maior parte dos casos de mortes: são 193.483 mil, seguido do Brasil com mais de 131 mil pessoas mortas e a Índia com 77.742 mil.

Quanto ao número de contaminados, a Índia supera o Brasil. Os números são: Estados Unidos com 6.474.487 milhões, Índia com 4.659.984 milhões e o Brasil com 4.315.687 milhões.

São Paulo de aproxima de 900 mil casos

Desde o registro do primeiro caso, o estado de São Paulo segue registrando o maior número de casos e óbitos. Até este sábado, são 890.690 mil casos confirmados e 32.567 óbitos.

São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco são os estados com maior número de casos e óbitos. Respectivamente, são mais de 890 mil, 240 mil, 227 mil e 136 mil casos confirmados. E mais de 32 mil, 16 mil, 8 mil e 7 mil óbitos.

Os dados apontam uma queda no número de mortes nos últimos dias com em relação à períodos anteriores, no entanto, as estatísticas mostram ainda que as taxas de transmissão voltaram a crescer no país.

https://www.brasildefato.com.br/

Notícias

Bolsonaro errou: lei permite vacinação obrigatória contra covid

A legislação manda que o interesse coletivo se sobreponha aos individuais em casos excepcionais

No Brasil, o movimento contra vacinação trouxe o retorno de doenças como o sarampo – Foto: SECOM/Salvador

Na última segunda-feira (31), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”. No mesmo dia, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República publicou a frase nas redes sociais.

Mas afinal, nem mesmo o Estado pode obrigar alguém a tomar vacina contra a covid-19?

Pode, segundo Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas da USP e membro da diretoria da Sociedade Paulista de Infectologia (SPI). A legislação brasileira permite que a vacinação seja obrigatória em casos excepcionais. Para isso, é preciso que o interesse coletivo se sobreponha aos individuais, e exista o risco de uma pessoa “furar” uma barreira sanitária, como é o da pandemia do novo coronavírus. 

O próprio presidente da República sancionou um projeto de lei que permite a vacinação obrigatória contra a covid-19. Da mesma maneira, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece ser “obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”.

“Em situações extremas, a autoridade sanitária pode fazer valer a sua vontade. O que a gente conta é com o bom senso e que as pessoas tenham noção do que é relevante”, afirma Araújo.

A frase de Bolsonaro veio em resposta ao pedido de uma apoiadora do presidente pela proibição de vacinas contra a covid-19, visto que “em menos de 14 anos, ninguém pode colocar uma vacina no mercado”, calculou a apoiadora. De acordo com Araújo, no entanto, “o processo de criação e produção de vacinas pode ser acelerado em casos excepcionais, sem colocar em risco a segurança das populações, e desde que haja as condições científicas para tanto”. 

O especialista rebate a estimativa dos 14 anos feita pela bolsonarista, explicando que “o que aconteceu é que nós estamos no meio de uma pandemia, com impacto social, financeiro” e sanitário. Nesse sentido, houve “um grande esforço que resultou em uma vacina que está praticamente pronta e que até o final do ano a gente já deve ter mais de uma vacina disponível para uso”, explica o infectologista. Para ele o mais preocupante é “um chefe de Estado dar eco a isso”.

Ameaça global

Atualmente, existe um movimento global antivacina, considerado uma das dez maiores ameaças à saúde, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, pelo impacto que pode ter: “o risco é de perpetuação de infecção e de surtos por conta dessas pessoas que pertencem a esse movimento absolutamente sem pé nem cabeça que é o movimento antivacinal”.

No Brasil, o movimento contra vacinação trouxe o retorno de doenças como o sarampo, que estava erradicada no país até 2016. Em 2019 foram registrados cerca de 18 mil casos e, até o dia 1º de agosto deste ano, foram aproximadamente sete mil registros e cinco mortes de crianças.

Segundo Ana Luce Girão, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, “voltou a ser um problema sanitário no Brasil justamente por causa desses grupos contra a vacina. O sarampo, que já era um problema resolvido, volta a acontecer no País”, lamenta Girão. “É um absurdo voltar a se preocupar com essas doenças de novo.”

https://www.brasildefato.com.br/

Notícias

Brasil registra 120,8 mil mortes pelo novo coronavírus

Ministério da Saúde informa que, nas últimas 24 horas, foram 366 novos óbitos e 16.158 novos casos confirmados da doença; já são 3.862.311 brasileiros contaminados pelo vírus

Vacina contra o coronavírus (foto: reprodução)

Com mais 366 mortes nas últimas 24 horas, o Brasil totaliza a perda de 120.828 vidas para o novo coronavírus desde o início da pandemia.

O dado consta no boletim do Ministério da Saúde divulgado neste domingo (30). O documento mostra que foram registrados novos 16.158 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas. Com isso, o total de brasileiros infectados pelo novo coronavírus chegou a 3.826.311.

A evolução dos números mostra que o país está longe de vencer a emergência sanitária. 

O Brasil é o 10º com mais mortes por 100 mil habitantes no mundo e alcançou essa posição na semana passada, ultrapassando os EUA nesse ranking.

https://revistaforum.com.br/

Notícias

Com 1,2 mil mortes em 24h, Brasil ultrapassa 111 mil óbitos causados pela covid-19

País já registrou 3,4 milhões de casos, 49 mil só nas últimas 24h

Nesta quarta-feira (19), o Brasil alcançou a marca de 111.100 mortos por covid-19, causada pelo novo coronavírus. Nas 24h anteriores, foram registradas 1.212 vítimas fatais da doença, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS).

Entre terça e quarta surgiram 49.298 casos de covid-19 registrados pelo país. Desde o início da pandemia o Brasil já somou 3.456.652 casos oficiais.

O que é o novo coronavírus?

Trata-se de uma extensa família de vírus causadores de doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em humanos, os vários tipos de vírus podem provocar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns, como a síndrome respiratório do Oriente Médio (MERS), a crises mais graves, como a Síndrome Respiratória Aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19.

Como ajudar quem precisa?

A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.

https://www.brasildefato.com.br/

 

Notícias

Brasil chega a 100 mil mortos por covid-19, segundo dados de consórcio da imprensa

País tem 6,5% dos casos e 7,2% dos óbitos de todo o planeta, apesar de possuir apenas 2,7% da população mundial

Micrografia eletrônica de transmissão de partículas do vírus covid-19 isoladas de um paciente – Imagem capturada no NIAID Integrated Research Facility (IRF), em Maryland, nos EUA – NIAID

O Brasil chegou, na tarde deste sábado (8), à marca dos mais de 100 mil mortos por coronavírus, segundo dados compilados pelo consórcio de imprensa que reúne os veículos Folha de São Paulo, O Globo, G1, O Estado de S. Paulo, Extra e UOL. Foram 538 novos óbitos desde a sexta-feira (7) até às 13h30min deste sábado, o que faz com que o montante de vítimas fatais seja de 100.240 pessoas.  O resultado vem quase cinco meses após a primeira morte ocasionada pela covid-19 no país, em 12 de março. 

O total de pessoas contaminadas pelo vírus agora já se aproxima dos 3 milhões, com 2.988.796 casos notificados. Assim, o país tem 6,5% dos casos confirmados e 7,2% dos óbitos de todo o planeta, apesar de possuir apenas 2,7% da população mundial. 

O boletim do Ministério da Saúde deste sábado, que também deve confirmar a marca de mais de 100 mil mortos, ainda não foi divulgado.

https://www.brasildefato.com.br/

Notícias

Brasil chega perto das 80 mil mortes por covid-19

Com 753 novos registros de sábado para domingo, o número de infectados foi a 2.098.389, segundo levantamento do Conass.

Levantamento do Conass aponta para 23.265 casos e 753 óbitos nas últimas 24h – Flávio Dutra/JU

O Brasil chegou, neste domingo (19), ao registro de 79.499 vítimas fatais do novo coronavírus, de acordo com dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Nas últimas 24 horas, foram 753 mortes notificadas pelas autoridades de saúde.

O número de infectados confirmado no país, ainda conforme o balanço, é agora de 2.098.389. Destes, 23.265 foram confirmados no último dia. A taxa de letalidade segue em 3,8%.

O ranking de estados mais afetados segue na mesma ordem: São Paulo, com 415.049 casos e 19.732 mortes, Ceará, com 146.972 casos e 7.148 mortes; e Rio de Janeiro, com 138.524 casos e 12.144 mortes.

O que é o novo coronavírus?

Trata-se de uma extensa família de vírus causadores de doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em humanos, os vários tipos de vírus podem provocar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns, como a síndrome respiratório do Oriente Médio (MERS), a crises mais graves, como a Síndrome Respiratória Aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19.

Como ajudar quem precisa?

A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.

https://www.brasildefato.com.br/

Notícias

Covid-19: Petrolina registra 1.741 casos com 41 mortes

As curas clínicas aumentaram para 639.

A Prefeitura de Petrolina realizou 371 testes rápidos nesta quarta-feira (15), com 58 casos confirmados. O município também recebeu 13 confirmações por meio de exames laboratoriais. Dos testes, são 32 pessoas do sexo feminino com idades entre 8 a 81 anos, e 26 do sexo masculino, entre 7 a 71 anos. Dos exames laboratoriais são 7 pacientes do sexo feminino, entre 4 e 84 anos, e 6 do sexo masculino entre 25 e 78 anos.

Com esses 71 novos casos, Petrolina contabiliza 1.741 registros até o momento – destes, 168 são detentos da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes. Do total de positivados, 1.342 foram confirmados por testes rápidos da prefeitura e 399 diagnosticados através de exames laboratoriais. As curas clínicas aumentaram para 639. Petrolina tem mais um óbito por covid-19, totalizando 41 até o momento. A paciente era uma idosa de 81 anos, com histórico de comorbidades, que estava internada na rede pública da cidade.

A prefeitura aguarda o resultado da análise do material biológico que foi coletado de um homem de 51 anos, sem histórico de comorbidades, que faleceu nesta quarta-feira em um hospital da rede privada e foi notificado como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O resultado do exame confirmará o tipo de síndrome respiratória.

Internamentos

A taxa de ocupação geral dos leitos de UTI da rede pública é de 62,5%. Dos 40 leitos disponíveis, 25 estão ocupados, sendo que 9 pacientes são de Petrolina e 16 de outras cidades da região. Os dados completos seguem abaixo

Taxa de ocupação de leitos 15.07.2020

Por Duda Oliveira – Assessor de Comunicação da Secretaria de Saúde de Petrolina

Notícias

Fórum de Entidades cobra medidas mais rígidas para combate à Covid-19 em Campo Alegre de Lourdes

O encontro, que aconteceu de forma online, foi proposto pelo Fórum e teve como objetivo apresentar as preocupações das comunidades durante este momento de pandemia e propor algumas ações de combate ao coronavírus no município, que flexibilizou as medidas de restrição nos últimos dias.

Na manhã desta terça-feira (14), representantes do Fórum de Entidades Populares de Campo Alegre de Lourdes (BA) se reuniram com o prefeito Enilson Marcelo Rodrigues. O encontro, que aconteceu de forma online, foi proposto pelo Fórum e teve como objetivo apresentar as preocupações das comunidades durante este momento de pandemia e propor algumas ações de combate ao coronavírus no município, que flexibilizou as medidas de restrição nos últimos dias.

Lideranças de comunidades de diversas regiões e integrantes de entidades que compõem o Fórum chamaram a atenção para o crescimento de casos da Covid-19, principalmente na zona rural. De acordo com o último boletim epidemiológico, divulgado ontem (13), Campo Alegre de Lourdes tem 52 casos confirmados, 35 recuperados e dois óbitos registrados. Na última semana, o número na zona rural dobrou, alcançando dez casos da doença.

Os/as participantes também destacaram o conteúdo dos últimos decretos municipais em relação às medidas restritivas para o combate ao coronavírus. O decreto nº 54, do dia 6 de julho, diferente dos anteriores, não menciona a proibição de aglomerações de pessoas e, o último decreto, divulgado na quarta-feira (8), permite o funcionamento de academias e bares.

Um documento elaborado pelo Fórum de Entidades Populares foi lido durante a reunião. Nele, o Fórum descreve que lideranças de comunidades rurais estão assustadas por testemunharem diversos movimentos que burlam as orientações dos órgãos de Saúde, “a exemplo de bares abertos com aglomerações, festas diversas, churrascos, eventos promovidos por lideranças políticas e até funcionários de saúde e por empresas, a exemplo da Galvani [mineradora], sem a necessária fiscalização”.

Na reunião, as lideranças comunitárias reafirmaram esses testemunhos. “Esse é um grito de socorro ao prefeito”, disse uma das participantes. 

Diante da situação, o Fórum sugeriu no documento uma lista 14 medidas para conter o avanço do coronavírus. Entre elas, o estabelecimento de multas e normas mais rigorosas pelo poder público municipal; a ampliação da equipe de vigilância das zonas urbana e rural; a proibição de aglomerações e o fechamento de bares e academias; a intensificação da fiscalização no território de Angico dos Dias, onde está instalada a mineradora Galvani; o aumento de testes rápidos, principalmente nas regiões que já têm casos confirmados; e o fortalecimento da comercialização dos produtos da agricultura familiar, como forma de aumentar o consumo de alimentos ricos nutricionalmente para a população.

O integrante do Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP) Adão José ressaltou que as entidades que compõem o Fórum têm realizado ações de combate e prevenção ao coronavírus desde o início da pandemia. “As entidades suspenderam as atividades presenciais para evitar aglomerações e têm realizado trabalho educativo em programas de rádios, redes sociais, assim como orientações às famílias, campanhas de solidariedade aos mais vulneráveis e apoio aos projetos da agricultura familiar”, comentou.

Depois de ouvir os/as participantes, o prefeito Enilson Marcelo Rodrigues relatou ações que a prefeitura tem realizado, como aquisição de equipamentos e contratação de profissionais de saúde. Em relação às principais preocupações do Fórum, as constantes aglomerações e falta de fiscalizações efetivas, o prefeito disse que tem “dificuldades de fechar os bares porque o município tem apenas cinco policiais por dia e nós não podemos estar em cada em cada bar do município”. Enilson Rodrigues destacou também a troca de comando da polícia de Campo Alegre e que no último decreto não há a proibição de aglomerações de mais de 30 pessoas devido à visita do presidente Jair Bolsonaro que estava marcada para o dia 10 de julho.

Questionado sobre o estabelecimento de um lockdown (fechamento total), o prefeito disse avaliar como uma medida importante, que pode trazer resultados positivos, mas que o município não tem estrutura, efetivo suficiente para fiscalização. No entanto, destacou que o toque de recolher poderá ser uma medida implementada. O prefeito agradeceu as contribuições do Fórum de Entidades Populares, assim como as ações que têm sido feitas e disse que levará as propostas para a reunião do Comitê Gestor de combate ao coronavírus, que será realizada amanhã, quarta-feira (15).

 

Texto: Comunicação CPT Juazeiro

 

Notícias

Bolsonaro testa positivo para Covid-19 e já iniciou tratamento com hidroxicloroquina

Desde o início da pandemia, Bolsonaro tem minimizado a gravidade da doença e criticado as medidas de isolamento social implementadas em vários estados e municípios

Durante coletiva, Bolsonaro voltou a minimizar efeitos da doença a declarou que vai despachar isolado no gabinete (Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou nesta terça-feira (7) que contraiu o novo coronavírus. O resultado foi confirmado após o chefe do Planalto ter apresentado febre no dia anterior e feito um exame para detectar a Covid-19.

“Estou perfeitamente bem. Vou despachar por videoconferência e assinar papéis aqui (Palácio da Alvorada)”, afirmou. Na noite de segunda-feira (6), a Presidência da República divulgou uma nota informando que Bolsonaro estava em “bom estado de saúde”.

Histórico

Ele disse a apoiadores que realizou um exame nos pulmões, mas que está “tudo bem”. “Eu vim agora do hospital, fiz uma ‘chapa’ de pulmão. Tá tudo limpo. Vou fazer exame do Covid agora, mas tá tudo bem”, afirmou Bolsonaro em frente ao Palácio da Alvorada.

Desde o início da pandemia, Bolsonaro tem minimizado a gravidade da doença e participado de vários eventos públicos sem máscara, além de criticar as medidas de isolamento social implementadas em vários estados e municípios.

De acordo com a CNN Brasil, o presidente relatou ter apresentado febre de 38 graus – um dos sintomas da doença – e já está tomando hidroxicloroquina, medicamento que não tem a eficácia comprovada contra a Covid-19. O exame no pulmão foi realizado no Hospital das Forças Armadas.

Em um vídeo gravado por um dos seguidores com os quais o presidente costuma falar na porta do Palácio da Alvorada, em Brasília, Bolsonaro apareceu usando uma máscara branca e disse que tinha acabado de voltar do hospital, onde se submeteu a exames.

O mandatário, de 65 anos, já tinha se submetido anteriormente a três exames para o coronavírus. Em maio, foi obrigado pelo Supremo Tribunal Federal a entregar os resultados, que deram negativo.

No sábado, Bolsonaro publicou fotos nas redes sociais nas quais aparece com o rosto descoberto junto a vários ministros e do embaixador de Washington em Brasília, durante almoço de celebração do Dia da Independência dos Estados Unidos.

E nesta segunda-feira vetou outros dois artigos da lei sobre o uso de máscaras em locais públicos para enfrentar a pandemia em Brasil, o segundo país do mundo em número de mortos e de casos confirmados depois dos Estados Unidos.

Segundo a agenda oficial, o presidente despachou durante todo o dia e esteve com seis ministros. Ele teve reuniões com os ministros Paulo Guedes (Economia), Braga Netto (Casa Civil), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) e Levi Mello (Advocacia-Geral da União).

A última agenda ocorreu na segunda-feira, às 16h40, com o secretário especial de Cultura, Mário Frias. Às 17h, houve a cerimônia de apresentação do Plano de Contingência para Pessoas com Deficiência e Doenças Raras com a ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, mas o presidente não participou. Ele deixou o Planalto por volta das 17h40 e seguiu para o hospital.

Mesmo admitindo a suspeita, o presidente parou para falar com o grupo que o aguardava voltar à residência oficial após o dia de trabalho. Bolsonaro usava máscara durante a conversa e pediu que as pessoas não chegassem perto dele. “Não pode chegar muito perto não, tá. Recomendação para todo mundo.”

A um apoiador que pediu para tirar a máscara para tirar uma fotografia, o presidente primeiro concordou, mas depois disse ao homem que ele não havia autorizado. “Tirou porque quis”, afirmou.

De acordo com o último balanço oficial desta segunda-feira, 1,6 milhão de pessoas foram contaminadas e 65.487 morreram por Covid-19 no Brasil.

Repercussão internacional

A notícia de que o presidente contraiu a Covid-19 repercutiu em jornais estrangeiros, que enfatizaram que, desde o início da pandemia no Brasil, a postura de Bolsonaro foi de minimizar a doença.

O americano The New York Times noticiou o fato na principal página de seu site ressaltando que o presidente passou meses negando a gravidade da pandemia. O jornal relembrou que o brasileiro descumpriu reiteradamente as recomendações de saúde, como evitar aglomerações e fazer uso de máscara.

O Washington Post também destacou o fato em sua principal página digital e reforçou que até agora o presidente se colocou como cético da doença, destoando da postura de outras lideranças mundiais. O Post relembrou que o presidente chamou a doença de “gripezinha” e chegou a anunciar que faria um grande churrasco, o que provocaria aglomeração em meio à escalada de mortes no país.

A agência Bloomberg, que também noticiou o fato, mencionando ainda que o presidente se reuniu com apoiadores sem fazer uso de máscara. A notícia também repercutiu no El País, da Espanha. A imagem de Bolsonaro ocupou também a principal página digital do jornal francês Le Monde, que destacou que o presidente brasileiro teve agenda com diversos ministros de Estado na última semana.

https://domtotal.com/

 

Notícias

Covid-19: Petrolina registra 65 novos casos nesta sexta-feira, destes 21 são detentos da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes (PDEG)

Com esses novos positivados, Petrolina chegou ao total de 765 casos do novo coronavírus.

A Prefeitura de Petrolina confirmou 65 novos casos positivos da covid-19; destes, 21 são detentos da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes (PDEG). Por testes rápidos, foram confirmados 51 casos: 33 homens com idades entre 40 e 56 anos, e 18 mulheres entre 07 e 65 anos. Os dados estão no boletim desta sexta-feira (26), que ainda traz 10 resultados positivos de exames analisados pelo Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE) e 4 por laboratório particular. Os pacientes são 8 homens com idades entre 06 meses de vida e 56 anos, e 6 mulheres entre 25 e 63 anos.

Com esses novos positivados, Petrolina chegou ao total de 765 casos do novo coronavírus. São 581 confirmações por testes rápidos da prefeitura e 184 casos diagnosticados através de exames laboratoriais. As curas clínicas somam 188. Petrolina recebeu um exame do Lacen-PE confirmando covid-19 em um paciente que faleceu no Hospital Regional de Juazeiro-BA. Era um homem de 56 anos, que por um equívoco na data de nascimento, foi anunciado nesta quinta-feira (25) que tinha 74. Com isso, o total de óbito subiu para vinte e seis.

SRAG

O boletim com casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) mostra que são 125 casos em investigação e 30 já foram descartados. Confirmados somam 9 casos, além de um óbito.

Internamentos

A taxa de ocupação dos leitos para o novo coronavírus na rede pública e privada de Petrolina segue abaixo.

Taxa de ocupação de leitos 26.06

 

Por Duda Oliveira – Assessor de Comunicação da Secretaria de Saúde de Petrolina