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Ministério da Saúde pode ter de jogar fora 6,8 milhões de testes de Covid-19

O RT-PCR é um dos exames mais eficazes para identificar o novo coronavírus

Falta liderança nacional para coordenar distribuição dos testes (Najara Araujo/Câmara dos Deputados)

Um total de 6,86 milhões de testes para o diagnóstico do novo coronavírus comprados pelo Ministério da Saúde perde a validade entre dezembro deste ano e janeiro de 2021. Esses exames RT-PCR estão estocados num armazém do governo federal em Guarulhos e, até hoje, não foram distribuídos para a rede pública. Para se ter ideia, o SUS aplicou cinco milhões de testes deste tipo. Ou seja, o país pode acabar descartando mais exames do que já realizou até agora. Ao todo, a Saúde investiu R$ 764,5 milhões em testes e as unidades para vencer custaram R$ 290 milhões – o lote encalhado tem validade de oito meses.

A responsabilidade pelo prejuízo que se aproxima virou um jogo de empurra entre o ministério, de um lado, e estados e municípios, de outro. Isso porque a compra é feita pelo governo federal, mas a distribuição só ocorre mediante demanda dos governadores e prefeitos. Enquanto um diz que sua parte se resume a comprar, os outros alegam que o governo entregou material incompleto, falta de capacidade para processar as amostras e de liderança do ministério nesse processo.

O RT-PCR é um dos exames mais eficazes para diagnosticar a Covid-19. A coleta é feita por meio de um cotonete aplicado na região nasal e faríngea (a região da garganta logo atrás do nariz e da boca) do paciente. Na rede privada, o exame custa de R$ 290 a R$ 400. As evidências de falhas de planejamento e logística no setor ocorrem num período de aumento dos casos no País.

Os dados sobre o prazo de validade dos testes em estoque estão registrados em documentos internos do ministério, com compilação de dados até o último dia 19. Relatórios acessados pela reportagem indicam que 96% dos 7,15 milhões dos exames encalhados vencem em dezembro e janeiro. O restante, até março. O ministério já pediu ao fabricante análise para prorrogar a validade dos produtos. A falta de outros componentes para realizar testes, um dos problemas que travam o fluxo de distribuição, porém, deve continuar.

A pasta diz que só entrega os testes quando há pedidos dos estados. Ainda ressalta que nem sequer as 8 milhões de unidades já repassadas foram totalmente consumidas. Secretários estaduais e municipais de Saúde dizem que não usaram todos os testes, pois receberam kits incompletos para o diagnóstico, com número reduzido de reagentes usados na extração do RNA, tubos de laboratório e cotonetes de coletar amostras. Também veem dificuldade para processar amostras. Isso prejudica o repasse dos produtos, pois as prefeituras, em especial, não têm como armazenar grandes quantidades.

O ministério lançou duas vezes o programa Diagnosticar para Cuidar, que previa 24,2 milhões de exames no SUS até dezembro. Só 20% foram feitos. A pasta prometeu também insumos para entregar kits completos, mas os negócios foram travados por suspeita de irregularidades, hoje sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU).

Com meta de alcançar 115 mil testes diários no SUS, o ministério registrou em outubro média de 27,3 mil na rede pública, número inferior ao dos dois meses anteriores. Militares com cargos de influência na pasta ouvidos pela reportagem consideram o ritmo razoável. A auxiliares, o ministro Eduardo Pazuello já afirmou que há testes suficientes nas mãos de Estados e municípios. A cúpula da pasta avalia que as amostras excedentes podem ser enviadas a centros equipados pelo ministério, como o da Fiocruz em Fortaleza. Gestores da Saúde ainda dizem que o diagnóstico pode ser feito pelo próprio médico, o que tornaria o RT-PCR menos importante.

Especialistas, porém, dizem que o teste não serve só para diagnóstico. É essencial na interrupção de cadeias de infecção. “A vantagem da Europa, agora, é que aumentou tanto a capacidade de testagem que é possível detectar casos leves”, diz o vice-diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Jarbas Barbosa. Para ele, um bom indicador para verificar se o país testa pouco é o número de positivos. Se for acima de 5%, é sinal de que os testes são insuficientes. No Brasil, cerca de 30% dos exames RT-PCR no SUS deram positivo.

Estados e cidades

Sem a liderança do ministério, Estados e municípios adotaram estratégias próprias de testagem, em muitos casos, também ineficientes. Contrariando recomendações da OMS, alguns locais apostaram em exames sorológicos, como os testes rápidos, que encontram anticorpos para a doença. Ele é útil para mostrar que a infecção ocorreu no passado e foram criadas defesas no organismo contra o vírus, além de mapear por onde a doença já passou, por inquéritos sorológicos. Mas não serve para alertar sobre a alta de casos ativos.

Os conselhos de secretários municipais (Conasems) e estaduais de Saúde (Conass) afirmam que o ministério não entregou todos os kits de testes e máquinas para automatizar a análise das amostras que havia prometido. “O contrato que permitia o fornecimento de insumos e equipamentos necessários para automatizar e agilizar a primeira fase do processamento das amostras foi cancelado pelo Ministério da Saúde”, destacou o Conass. “Há o compromisso da pasta de manter o abastecimento durante o período de 3 meses, contados a partir do cancelamento. É fundamental, porém, que uma nova contratação seja feita e a distribuição dos insumos seja retomada em tempo hábil”, completou.

Já o assessor técnico do Conasems, Alessandro Chagas, diz que a dificuldade para processar amostras, que pode exigir envio do material a outro Estado, desestimula a fazer testes. “O que causa estranheza é esse estoque parado enquanto temos dificuldade de levar a coleta para a atenção básica”, diz.

Falha no armazenamento

A preservação do teste de diagnóstico da Covid-19 exige cuidados especiais. Pequenas alterações de temperatura no armazenamento podem mudar o resultado do exame. “Quando o kit passa do vencimento, as enzimas podem perder sua eficiência. Para um contexto de diagnóstico, pode acabar levando a variações no resultado final”, afirma Mellanie Fontes-Dutra, pós-doutoranda em Bioquímica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “Vejo com muita preocupação a possibilidade de estender os kits para além do prazo de validade”, afirma.

A pesquisadora pondera que seria positivo confirmar que os exames podem ser usados por mais tempo, desde que mantenham a qualidade. “Testamos muito pouco. Se der certo e não modificar a eficiência dos kits, pode ser bom”, disse.

Procurada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não deu detalhes sobre como a validade do produto pode ser renovada, mas informou que a entrega de testes vencidos é uma infração sanitária.

O Ministério da Saúde disse que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) está realizando estudo “para verificar a estabilidade de utilização dos testes”. Os testes foram comprados pelo governo federal por meio da organização. O resultado da análise deve sair na próxima semana, diz o Ministério da Saúde. Questionado sobre o que fará para entregar os testes antes de vencer a validade, o ministério apenas declarou que distribui os exames a partir de demandas dos estados.

Sob a gestão do general Eduardo Pazuello, o Ministério da Saúde tem sido alvo de críticas em meio à pandemia ao, por exemplo, não dar orientações claras sobre o benefício do distanciamento social, uso de equipamentos de proteção e outros cuidados básicos.

Na última quarta-feira (18), 0 Ministério da Saúde chegou a excluir do Twitter uma publicação que reconhecia não existir vacina ou medicamento contra a Covid-19, além de orientar o uso de máscara e isolamento social. As orientações seguiam cartilhas de autoridades sanitárias e entidades médicas, mas chamaram a atenção nas redes sociais por se contrapor ao discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que já estimulou o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra o novo coronavírus, como a hidroxicloroquina.

 

Agência Estado

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Covid-19: Petrolina tem 64 casos novos nesta quarta-feira

Os dados estão no boletim epidemiológico da prefeitura desta quarta-feira (23), totalizando 5.220 registros do novo coronavírus e 4.135 curas clínicas.

Petrolina registrou 64 casos novos da covid-19 e tem 38 pessoas recuperadas da doença nas últimas 24 horas. Os dados estão no boletim epidemiológico da prefeitura desta quarta-feira (23), totalizando 5.220 registros do novo coronavírus e 4.135 curas clínicas.

Dos novos positivados, 62 foram confirmados através dos 238 testes rápidos realizados pela gestão municipal, e 2 por exames laboratoriais. Dos testes, são 31 pessoas do sexo feminino, com idades entre 01 a 59 anos, e 31 do sexo masculino, entre 08 meses de vida a 61 anos. Por exames laboratoriais são 2 pessoas do sexo feminino, de 30 e 37 anos.

Do total de casos até o momento, 4.331 foram confirmados por testes rápidos da prefeitura e 889 diagnosticados através de exames laboratoriais.  Petrolina tem 89 óbitos por covid-19.

Ocupação de leitos

A taxa de ocupação geral dos leitos de UTI da rede pública é de 22,95%. Dos 61 leitos disponíveis, 14 estão ocupados, sendo 11 pacientes de Petrolina e 3 de outras cidades da região. Os dados completos seguem em anexo.

Taxa de ocupação de leitos 23.09.20

 

Por Duda Oliveira – Assessor de Comunicação da Secretaria de Saúde de Petrolina

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Brasil ultrapassa 131 mil óbitos em decorrência do coronavírus

País é o segundo do mundo em número de mortes, fica atrás apenas dos Estados Unidos

Os Estados Unidos concentram o maior número de mortes: são 193.483 mil, seguido do Brasil com mais de 131 mil pessoas mortas e a Índia com 77.742 mil. – Alejandra De Lucca V. / Minsal 2020

O Brasil segue como o segundo país com maior registros de mortes em decorrência do vírus no mundo. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos), em todo o planeta, o número de óbitos somam 917.183 milhões.

Em números absolutos, os Estados Unidos concentram a maior parte dos casos de mortes: são 193.483 mil, seguido do Brasil com mais de 131 mil pessoas mortas e a Índia com 77.742 mil.

Quanto ao número de contaminados, a Índia supera o Brasil. Os números são: Estados Unidos com 6.474.487 milhões, Índia com 4.659.984 milhões e o Brasil com 4.315.687 milhões.

São Paulo de aproxima de 900 mil casos

Desde o registro do primeiro caso, o estado de São Paulo segue registrando o maior número de casos e óbitos. Até este sábado, são 890.690 mil casos confirmados e 32.567 óbitos.

São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco são os estados com maior número de casos e óbitos. Respectivamente, são mais de 890 mil, 240 mil, 227 mil e 136 mil casos confirmados. E mais de 32 mil, 16 mil, 8 mil e 7 mil óbitos.

Os dados apontam uma queda no número de mortes nos últimos dias com em relação à períodos anteriores, no entanto, as estatísticas mostram ainda que as taxas de transmissão voltaram a crescer no país.

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Bolsonaro errou: lei permite vacinação obrigatória contra covid

A legislação manda que o interesse coletivo se sobreponha aos individuais em casos excepcionais

No Brasil, o movimento contra vacinação trouxe o retorno de doenças como o sarampo – Foto: SECOM/Salvador

Na última segunda-feira (31), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”. No mesmo dia, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República publicou a frase nas redes sociais.

Mas afinal, nem mesmo o Estado pode obrigar alguém a tomar vacina contra a covid-19?

Pode, segundo Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas da USP e membro da diretoria da Sociedade Paulista de Infectologia (SPI). A legislação brasileira permite que a vacinação seja obrigatória em casos excepcionais. Para isso, é preciso que o interesse coletivo se sobreponha aos individuais, e exista o risco de uma pessoa “furar” uma barreira sanitária, como é o da pandemia do novo coronavírus. 

O próprio presidente da República sancionou um projeto de lei que permite a vacinação obrigatória contra a covid-19. Da mesma maneira, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece ser “obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”.

“Em situações extremas, a autoridade sanitária pode fazer valer a sua vontade. O que a gente conta é com o bom senso e que as pessoas tenham noção do que é relevante”, afirma Araújo.

A frase de Bolsonaro veio em resposta ao pedido de uma apoiadora do presidente pela proibição de vacinas contra a covid-19, visto que “em menos de 14 anos, ninguém pode colocar uma vacina no mercado”, calculou a apoiadora. De acordo com Araújo, no entanto, “o processo de criação e produção de vacinas pode ser acelerado em casos excepcionais, sem colocar em risco a segurança das populações, e desde que haja as condições científicas para tanto”. 

O especialista rebate a estimativa dos 14 anos feita pela bolsonarista, explicando que “o que aconteceu é que nós estamos no meio de uma pandemia, com impacto social, financeiro” e sanitário. Nesse sentido, houve “um grande esforço que resultou em uma vacina que está praticamente pronta e que até o final do ano a gente já deve ter mais de uma vacina disponível para uso”, explica o infectologista. Para ele o mais preocupante é “um chefe de Estado dar eco a isso”.

Ameaça global

Atualmente, existe um movimento global antivacina, considerado uma das dez maiores ameaças à saúde, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, pelo impacto que pode ter: “o risco é de perpetuação de infecção e de surtos por conta dessas pessoas que pertencem a esse movimento absolutamente sem pé nem cabeça que é o movimento antivacinal”.

No Brasil, o movimento contra vacinação trouxe o retorno de doenças como o sarampo, que estava erradicada no país até 2016. Em 2019 foram registrados cerca de 18 mil casos e, até o dia 1º de agosto deste ano, foram aproximadamente sete mil registros e cinco mortes de crianças.

Segundo Ana Luce Girão, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, “voltou a ser um problema sanitário no Brasil justamente por causa desses grupos contra a vacina. O sarampo, que já era um problema resolvido, volta a acontecer no País”, lamenta Girão. “É um absurdo voltar a se preocupar com essas doenças de novo.”

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Brasil registra 120,8 mil mortes pelo novo coronavírus

Ministério da Saúde informa que, nas últimas 24 horas, foram 366 novos óbitos e 16.158 novos casos confirmados da doença; já são 3.862.311 brasileiros contaminados pelo vírus

Vacina contra o coronavírus (foto: reprodução)

Com mais 366 mortes nas últimas 24 horas, o Brasil totaliza a perda de 120.828 vidas para o novo coronavírus desde o início da pandemia.

O dado consta no boletim do Ministério da Saúde divulgado neste domingo (30). O documento mostra que foram registrados novos 16.158 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas. Com isso, o total de brasileiros infectados pelo novo coronavírus chegou a 3.826.311.

A evolução dos números mostra que o país está longe de vencer a emergência sanitária. 

O Brasil é o 10º com mais mortes por 100 mil habitantes no mundo e alcançou essa posição na semana passada, ultrapassando os EUA nesse ranking.

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Com 1,2 mil mortes em 24h, Brasil ultrapassa 111 mil óbitos causados pela covid-19

País já registrou 3,4 milhões de casos, 49 mil só nas últimas 24h

Nesta quarta-feira (19), o Brasil alcançou a marca de 111.100 mortos por covid-19, causada pelo novo coronavírus. Nas 24h anteriores, foram registradas 1.212 vítimas fatais da doença, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS).

Entre terça e quarta surgiram 49.298 casos de covid-19 registrados pelo país. Desde o início da pandemia o Brasil já somou 3.456.652 casos oficiais.

O que é o novo coronavírus?

Trata-se de uma extensa família de vírus causadores de doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em humanos, os vários tipos de vírus podem provocar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns, como a síndrome respiratório do Oriente Médio (MERS), a crises mais graves, como a Síndrome Respiratória Aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19.

Como ajudar quem precisa?

A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.

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Brasil chega a 100 mil mortos por covid-19, segundo dados de consórcio da imprensa

País tem 6,5% dos casos e 7,2% dos óbitos de todo o planeta, apesar de possuir apenas 2,7% da população mundial

Micrografia eletrônica de transmissão de partículas do vírus covid-19 isoladas de um paciente – Imagem capturada no NIAID Integrated Research Facility (IRF), em Maryland, nos EUA – NIAID

O Brasil chegou, na tarde deste sábado (8), à marca dos mais de 100 mil mortos por coronavírus, segundo dados compilados pelo consórcio de imprensa que reúne os veículos Folha de São Paulo, O Globo, G1, O Estado de S. Paulo, Extra e UOL. Foram 538 novos óbitos desde a sexta-feira (7) até às 13h30min deste sábado, o que faz com que o montante de vítimas fatais seja de 100.240 pessoas.  O resultado vem quase cinco meses após a primeira morte ocasionada pela covid-19 no país, em 12 de março. 

O total de pessoas contaminadas pelo vírus agora já se aproxima dos 3 milhões, com 2.988.796 casos notificados. Assim, o país tem 6,5% dos casos confirmados e 7,2% dos óbitos de todo o planeta, apesar de possuir apenas 2,7% da população mundial. 

O boletim do Ministério da Saúde deste sábado, que também deve confirmar a marca de mais de 100 mil mortos, ainda não foi divulgado.

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Brasil chega perto das 80 mil mortes por covid-19

Com 753 novos registros de sábado para domingo, o número de infectados foi a 2.098.389, segundo levantamento do Conass.

Levantamento do Conass aponta para 23.265 casos e 753 óbitos nas últimas 24h – Flávio Dutra/JU

O Brasil chegou, neste domingo (19), ao registro de 79.499 vítimas fatais do novo coronavírus, de acordo com dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Nas últimas 24 horas, foram 753 mortes notificadas pelas autoridades de saúde.

O número de infectados confirmado no país, ainda conforme o balanço, é agora de 2.098.389. Destes, 23.265 foram confirmados no último dia. A taxa de letalidade segue em 3,8%.

O ranking de estados mais afetados segue na mesma ordem: São Paulo, com 415.049 casos e 19.732 mortes, Ceará, com 146.972 casos e 7.148 mortes; e Rio de Janeiro, com 138.524 casos e 12.144 mortes.

O que é o novo coronavírus?

Trata-se de uma extensa família de vírus causadores de doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em humanos, os vários tipos de vírus podem provocar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns, como a síndrome respiratório do Oriente Médio (MERS), a crises mais graves, como a Síndrome Respiratória Aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19.

Como ajudar quem precisa?

A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.

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Covid-19: Petrolina registra 1.741 casos com 41 mortes

As curas clínicas aumentaram para 639.

A Prefeitura de Petrolina realizou 371 testes rápidos nesta quarta-feira (15), com 58 casos confirmados. O município também recebeu 13 confirmações por meio de exames laboratoriais. Dos testes, são 32 pessoas do sexo feminino com idades entre 8 a 81 anos, e 26 do sexo masculino, entre 7 a 71 anos. Dos exames laboratoriais são 7 pacientes do sexo feminino, entre 4 e 84 anos, e 6 do sexo masculino entre 25 e 78 anos.

Com esses 71 novos casos, Petrolina contabiliza 1.741 registros até o momento – destes, 168 são detentos da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes. Do total de positivados, 1.342 foram confirmados por testes rápidos da prefeitura e 399 diagnosticados através de exames laboratoriais. As curas clínicas aumentaram para 639. Petrolina tem mais um óbito por covid-19, totalizando 41 até o momento. A paciente era uma idosa de 81 anos, com histórico de comorbidades, que estava internada na rede pública da cidade.

A prefeitura aguarda o resultado da análise do material biológico que foi coletado de um homem de 51 anos, sem histórico de comorbidades, que faleceu nesta quarta-feira em um hospital da rede privada e foi notificado como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O resultado do exame confirmará o tipo de síndrome respiratória.

Internamentos

A taxa de ocupação geral dos leitos de UTI da rede pública é de 62,5%. Dos 40 leitos disponíveis, 25 estão ocupados, sendo que 9 pacientes são de Petrolina e 16 de outras cidades da região. Os dados completos seguem abaixo

Taxa de ocupação de leitos 15.07.2020

Por Duda Oliveira – Assessor de Comunicação da Secretaria de Saúde de Petrolina

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Fórum de Entidades cobra medidas mais rígidas para combate à Covid-19 em Campo Alegre de Lourdes

O encontro, que aconteceu de forma online, foi proposto pelo Fórum e teve como objetivo apresentar as preocupações das comunidades durante este momento de pandemia e propor algumas ações de combate ao coronavírus no município, que flexibilizou as medidas de restrição nos últimos dias.

Na manhã desta terça-feira (14), representantes do Fórum de Entidades Populares de Campo Alegre de Lourdes (BA) se reuniram com o prefeito Enilson Marcelo Rodrigues. O encontro, que aconteceu de forma online, foi proposto pelo Fórum e teve como objetivo apresentar as preocupações das comunidades durante este momento de pandemia e propor algumas ações de combate ao coronavírus no município, que flexibilizou as medidas de restrição nos últimos dias.

Lideranças de comunidades de diversas regiões e integrantes de entidades que compõem o Fórum chamaram a atenção para o crescimento de casos da Covid-19, principalmente na zona rural. De acordo com o último boletim epidemiológico, divulgado ontem (13), Campo Alegre de Lourdes tem 52 casos confirmados, 35 recuperados e dois óbitos registrados. Na última semana, o número na zona rural dobrou, alcançando dez casos da doença.

Os/as participantes também destacaram o conteúdo dos últimos decretos municipais em relação às medidas restritivas para o combate ao coronavírus. O decreto nº 54, do dia 6 de julho, diferente dos anteriores, não menciona a proibição de aglomerações de pessoas e, o último decreto, divulgado na quarta-feira (8), permite o funcionamento de academias e bares.

Um documento elaborado pelo Fórum de Entidades Populares foi lido durante a reunião. Nele, o Fórum descreve que lideranças de comunidades rurais estão assustadas por testemunharem diversos movimentos que burlam as orientações dos órgãos de Saúde, “a exemplo de bares abertos com aglomerações, festas diversas, churrascos, eventos promovidos por lideranças políticas e até funcionários de saúde e por empresas, a exemplo da Galvani [mineradora], sem a necessária fiscalização”.

Na reunião, as lideranças comunitárias reafirmaram esses testemunhos. “Esse é um grito de socorro ao prefeito”, disse uma das participantes. 

Diante da situação, o Fórum sugeriu no documento uma lista 14 medidas para conter o avanço do coronavírus. Entre elas, o estabelecimento de multas e normas mais rigorosas pelo poder público municipal; a ampliação da equipe de vigilância das zonas urbana e rural; a proibição de aglomerações e o fechamento de bares e academias; a intensificação da fiscalização no território de Angico dos Dias, onde está instalada a mineradora Galvani; o aumento de testes rápidos, principalmente nas regiões que já têm casos confirmados; e o fortalecimento da comercialização dos produtos da agricultura familiar, como forma de aumentar o consumo de alimentos ricos nutricionalmente para a população.

O integrante do Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP) Adão José ressaltou que as entidades que compõem o Fórum têm realizado ações de combate e prevenção ao coronavírus desde o início da pandemia. “As entidades suspenderam as atividades presenciais para evitar aglomerações e têm realizado trabalho educativo em programas de rádios, redes sociais, assim como orientações às famílias, campanhas de solidariedade aos mais vulneráveis e apoio aos projetos da agricultura familiar”, comentou.

Depois de ouvir os/as participantes, o prefeito Enilson Marcelo Rodrigues relatou ações que a prefeitura tem realizado, como aquisição de equipamentos e contratação de profissionais de saúde. Em relação às principais preocupações do Fórum, as constantes aglomerações e falta de fiscalizações efetivas, o prefeito disse que tem “dificuldades de fechar os bares porque o município tem apenas cinco policiais por dia e nós não podemos estar em cada em cada bar do município”. Enilson Rodrigues destacou também a troca de comando da polícia de Campo Alegre e que no último decreto não há a proibição de aglomerações de mais de 30 pessoas devido à visita do presidente Jair Bolsonaro que estava marcada para o dia 10 de julho.

Questionado sobre o estabelecimento de um lockdown (fechamento total), o prefeito disse avaliar como uma medida importante, que pode trazer resultados positivos, mas que o município não tem estrutura, efetivo suficiente para fiscalização. No entanto, destacou que o toque de recolher poderá ser uma medida implementada. O prefeito agradeceu as contribuições do Fórum de Entidades Populares, assim como as ações que têm sido feitas e disse que levará as propostas para a reunião do Comitê Gestor de combate ao coronavírus, que será realizada amanhã, quarta-feira (15).

 

Texto: Comunicação CPT Juazeiro