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Prefeitura de Petrolina divulga cronograma de vacina contra a covid-19

Não será necessário o agendamento na plataforma. Para ser vacinado é preciso levar um documento de identificação com foto e cartão de vacinação.

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A Prefeitura de Petrolina continua com a campanha de vacinação contra a Covid-19. Nesta semana, além da aplicação da segunda dose da Astrazeneca e da Coronavac, estão sendo vacinados com a primeira dose da Pfizer as gestantes, puérperas, comórbidos e indígenas.

A Secretaria de Saúde está com três polos abertos das 8h às 17h, sem intervalo para almoço.  As gestantes, puérperas, comórbidos e indígenas devem procurar o polo do SESC, no Centro. Já para a população em geral que vai tomar a segunda dose, a equipe está atendendo no SESI, na Vila Mocó, e para os profissionais de saúde a segunda dose está sendo disponibilizada na Univasf.

Não será necessário o agendamento na plataforma. Para ser vacinado é preciso levar um documento de identificação com foto e cartão de vacinação. Em caso de perda, além de um documento com foto, é necessário levar o comprovante de residência e o Boletim de Ocorrência.

Vale ressaltar que mesmo completando o esquema vacinal, a rotina de cuidados precisa ser mantida para evitar a transmissão da doença, como o uso da máscara, do álcool em gel e o distanciamento social. As informações são da assessoria.

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Covid-19: Prefeitura de Juazeiro baixa faixa etária para 37 anos no plantão de vacinação deste sábado

A vacinação é para as pessoas que residem no município.

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Saúde (Sesau), baixou a faixa etária para a vacinação da primeira dose contra a Covid-19 no plantão deste sábado (17). Poderão tomar a primeira dose da vacina o público geral com 37 anos ou mais. Também serão montados pontos para aplicação de segunda dose, para as pessoas que já estão no prazo de tomar a dose 2 do imunizante. A vacinação é para as pessoas que residem no município.

Primeira dose

A vacinação da primeira dose será na Creche Mariá Tanuri (bairro Santo Antônio), Escola Iracema Pereira Paixão (bairro São Geraldo) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da zona urbana, exceto as UBSs: São Geraldo, Alagadiço, Mussambê e Tabuleiro.  Serão distribuídas 150 doses por ponto de vacinação. O horário é das 8h às 12h. É preciso que as pessoas levem RG, CPF, Cartão SUS e comprovante de residência (em caso de casa alugada, é preciso levar contrato de aluguel).

Segunda dose

A vacinação da segunda dose, tanto para quem está no prazo para tomar CovonaVac quanto Oxford, poderá ir à Univasf, Uneb, Juá Garden Shopping e Centro de Artes e Esportes Unificado (CEU), que fica no bairro Tabuleiro. O horário é das 8h às 12h. É preciso que as pessoas levem RG, CPF, Cartão SUS, Cartão de Vacinação e comprovante de residência.

As pessoas devem obedecer a data que foi informada no cartão de vacinação para receberem a segunda dose do imunizante. É importante ressaltar que não houve antecipação do prazo de vacinação por parte da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Ascom.

 

 

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“Preocupante”, diz Gilmar Santos sobre volta às aulas após reunião com o secretário Plínio Amorim

Além da volta às aulas o vereador tratou de diversas outras demandas da Educação, Cultura e Esportes

Foto: Robsnayara Barbosa

A Secretaria de Educação de Petrolina anunciou em uma live realizada na quarta-feira, 14, a volta às aulas no município, a partir do próximo dia 02 de agosto. Essa notícia causou inquietação em alguns profissionais da educação, pais e mães de alunos e também do Mandato Coletivo, representado pelo vereador professor Gilmar Santos, PT, que foi procurado por alguns deles preocupados, principalmente, com a segurança sanitária.

Em virtude dessa e de outras demandas da população, o vereador se reuniu na manhã desta quinta-feira, 15, com o Secretário Municipal de Educação Plínio Amorim e iniciou a conversa com o ponto de maior preocupação: o risco de contaminação pelo coronavírus. Gilmar Santos disse que “compreende que é preciso conviver com a pandemia, mas precisamos saber se as variáveis de segurança sanitária e, especialmente, a vacinação, estão garantidas de forma suficiente para essa testagem de retorno”. Já o secretário Plínio respondeu que “nenhum cenário tem garantia, entende que é um risco, que é sério, mas chegou o momento de dar o primeiro passo”.

Gilmar questionou o fato de os professores ainda não terem tomado a segunda dose da vacina e também sobre o baixo número da população efetivamente imunizada com a segunda dose (menos de 15%). Além de diversos outros aspectos de biossegurança e operacionais.  Apesar de compreender as necessidades e possibilidades do retorno, Santos considera a medida bastante preocupante e sem os dados, argumentos e planejamento suficientes para essa fase de experimento. Para ele, o razoável está no fato da não obrigatoriedade das mães e pais no envio dos seus filhos para as aulas presenciais, porém enfatizou a preocupação com os docentes.

O representante do Mandato Coletivo cobrou também do secretário um projeto para melhoria do acervo da Biblioteca Municipal e atividades no espaço. Plínio respondeu, afirmando que existe uma disposição da gestão para investir no processo de informatização do local, com acessos a bibliotecas virtuais. 

A distribuição do restante dos recursos da Lei Aldir Blanc também foi pauta da conversa com o secretário e solicitado que a distribuição ocorresse de forma mais democrática, com participação do seguimento de cultura, semelhante a primeira vez.

Outro ponto a destacar foi a convocação dos professores do concurso de 2018: a resposta foi a de que um número maior de convocados está condicionado a vacância, conforme limitações impostas da Lei complementar 173/2020 – “Lei da Pandemia”.  Segundo o gestor, só é possível fazer novas convocações diante de casos de aposentadoria, óbito ou demissão. Quanto aos professores de Libras, o secretário respondeu que os aprovados não preenchem os pré-requisitos para exercerem a atividade. Portanto, não será convocado nenhum aprovado.  Gilmar disse considerar um erro absurdo e irresponsabilidade da gestão e aponta três prejuízos bastante evidentes: “desperdício de recursos públicos para a realização do concurso, desperdício de recursos dos candidatos e o prejuízo maior, a ausência de professores para os estudantes surdos. Vamos acionar o Ministério Público para uma maior investigação.”

Sobre a falta de livros didáticos para boa parte dos estudantes da rede, o secretário admitiu erro no processo de aquisição desses livros. A previsão é de que o prejuízo aos estudantes seja mantido neste ano. A nova aquisição será utilizada apenas no próximo ano. “É muito estranho que uma grande quantidade de estudantes não tenha adquirido seus livros, quando se tem uma secretaria munida de recursos suficientes para a compra desses materiais. Haveremos de aprofundar essa questão para identificar melhor os erros e as responsabilidades”, afirmou o parlamentar. 

Por fim, atendendo demanda de alguns jovens do bairro Antônio Cassimiro, o vereador solicitou mediações junto aos presidentes de associações para uma maior democratização das quadras, oportunizando outras modalidades esportivas, além do futebol, tendo como exemplo o basquete.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação o retorno à sala de aula será opcional para os alunos, cabendo aos pais ou responsáveis legais, em comum acordo com a escola, a opção pela permanência do estudante em atividades não presenciais. Para a retomada das aulas presenciais, será realizado um rodízio semanal com no mínimo 50% dos alunos de modo presencial, ou seja, cada grupo assistirá as aulas por uma semana nas unidades escolares, enquanto outra parte será assistida através do ensino remoto. A partir do dia 2 de agosto retomam as aulas nas Escolas de Tempo Integral. No dia 9 será a vez das turmas do 6º, 7º, 8º e 9º ano. Já no dia 16, os alunos do 4º, 5º ano e EJA. No dia 23, as turmas do 1º, 2º e 3º ano. Em 30 de agosto os estudantes de 4 e 5 anos da Educação Infantil, e no dia 6 de setembro as crianças de 0 a 3 anos.

As informações são da Assessoria de Comunicação do Mandato Coletivo/Vereador Gilmar Santos – PT

 

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Pessoas maiores de 18 anos já podem se cadastrar para ‘xepa’ da vacina contra a Covid-19 em Petrolina

De acordo com a Secretaria de Saúde, a aplicação das doses será feita próximo ao fim do expediente ou próximo à validade das doses, já que, após abrir os frascos, as doses só podem ser aplicadas após algumas horas. O objetivo é evitar o desperdício das doses.

Foto: Divulgação

A partir desta segunda-feira (12), todos os moradores de Petrolina a partir de 18 anos poderão se inscrever para receber as doses remanescentes de vacinas contra a Covid-19, a chamada “xepa da vacina”. A aplicação será feita a partir de uma lista de espera. Para se cadastrar é só acessar o site oficial da Prefeitura de Petrolina.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a aplicação das doses será feita próximo ao fim do expediente ou próximo à validade das doses, já que, após abrir os frascos, as doses só podem ser aplicadas após algumas horas. O objetivo é evitar o desperdício das doses.

“No final do dia vamos acessar os dados e entrar em contato com as pessoas cadastradas através do número de telefone e informar o local e o período que ela tem para comparecer para receber a dose”, explicou a secretária executiva de Vigilância em Saúde, Marlene Leandro.

Antes as doses remanescentes estavam sendo aplicadas nas pessoas acamadas, porém, a cobertura vacinal desse público já alcançou quase sua totalidade, assim, a partir de agora será seguida a lista de inscrição, priorizando o critério da faixa etária. Para receber a vacina é necessária a apresentação de um documento de identificação com foto, Cartão SUS ou CPF, além de um comprovante de residência. As informações são da Secretaria Municipal de Saúde.

 

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COVID-19: Petrolina abre agendamento para vacinação neste domingo

A imunização acontecerá a partir da segunda-feira (12), em pontos fixos e de drive-thru espalhados pela cidade, das 8h às 17h, sem intervalo para almoço.

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Petrolina, recebeu uma nova remessa de vacinas contra o novo coronavírus e vai abrir, neste domingo (11), o agendamento de 4 mil vagas na plataforma vacinacaopetrolina.tisaude.com. A imunização acontecerá a partir da segunda-feira (12), em pontos fixos e de drive-thru espalhados pela cidade, das 8h às 17h, sem intervalo para almoço.

O município continuará com a faixa-etária de 40 anos para a população em geral. Já com idades de 18 a 59 anos serão vacinados trabalhadores de saúde autônomos; trabalhadores da educação atuantes em creches, na educação infantil, ensino fundamental, médio, técnico, superior e EJA da rede pública e privada.

Os públicos pertencentes às forças armadas; caminhoneiros; trabalhadores da indústria e da construção civil; e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, irão seguir o critério por faixa etária, ou seja, para receber a vacina devem ter 40 anos ou mais.

A imunização também continua para as gestantes, puérperas, idosos faltosos e pessoas que possuem comorbidades, exclusivamente, no polo do SESC, no Centro. O público com comorbidades precisa agendar a vacinação e apresentar laudo comprobatório da doença no dia marcado para imunização. Os trabalhadores de saúde, da rede pública e privada, que ainda foram imunizados devem agendar a vacina para o polo exclusivo da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). 

A população em geral precisa levar documento de identificação com foto, CPF ou cartão SUS e comprovante de residência. Os públicos pertencentes aos demais grupos preconizados para vacinação devem apresentar, além da documentação pessoal, um comprovante de vínculo empregatício ou contracheque.

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Qual é o real tamanho da tragédia no Brasil?

Marca de meio milhão de mortos já teria sido atingida há meses. Falta de clareza sobre o quadro real é obstáculo para políticas públicas e sustenta falsa sensação de controle da doença

Mulher reza em frente ao túmulo no cemitério Nossa Senhora Aparecida em Manaus (AFP)

Brasil, país que tem sido um caso mundial raro de acúmulo de erros no combate à Covid-19 desde o registro oficial do primeiro caso confirmado da doença, em 26 de fevereiro de 2020, até o momento. Quase 16 meses depois do paciente 1 (nas estatísticas oficiais), o país supera a trágica marca de meio milhão de mortos e quase 18 milhões de infectados confirmados, como constava no painel mundial da Jonhs Hopkins University na tarde de 18 de junho de 2021. O pior é que o cenário, alertam cientistas, é certamente mais sombrio, e o tamanho da tragédia, maior e mais alarmante.

Estudos estatísticos conduzidos por cientistas brasileiros indicam que a subnotificação atinge altos patamares, tanto de óbitos quanto de número de infectados pelo coronavírus. A falta de clareza sobre o quadro real é obstáculo para implementação mais racional de políticas públicas e muitas vezes sustenta a falsa sensação de controle da doença.

Vítimas seriam até 700 mil

O número mais realista de óbitos no Brasil hoje deve estar na casa de 700 mil, e não está afastada a possibilidade de o país chegar a um milhão de mortos até o final do ano, segundo afirmou à DW Brasil a médica infectologista Ana Luiza Bierrenbach, autora de estudo sobre a subnotificação no país.

A pesquisa conduzida por ela, conselheira técnica sênior da Vital Strategies, aponta que o Brasil tem pelo menos 30% a mais de óbitos e 60% a mais de infectados do que os números oficiais. “Na verdade, já chegamos a 500 mil mortos por volta de meados de abril”, assegura.

Divulgar apenas os casos confirmados, afirma a pesquisadora, é “muito mais confortável para governos”, no Brasil e no resto do mundo. “Existe a tendência de passar a reportar os casos confirmados e suspeitos, os prováveis, porque o dado obviamente é menor”.

Porém, para os infectologistas e epidemiologistas, acrescenta, é preciso enxergar o quadro mais realista. “O que preconizamos é passar a falar não só dos confirmados, mas incluir em nossas notificações diárias o número de casos prováveis e suspeitos. Eles precisam se tornar conhecidos”.

O estudo estatístico, que é dinâmico e atualizado diariamente, tem como base de dados o Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), do SUS. Esse banco, cujo acesso é público, registra casos e óbitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

“Pegamos todos esses casos de SRAS, os que eram Covid-19 e os que não tinham nenhuma etiologia, nenhum agente etiológico [causador da doença] determinado. Em 2018, 2019, os números eram bem baixinhos. Acontece um boom obviamente a partir de março de 2020, e neste boom tem muitos casos e óbitos não confirmados como Covid. Dado que não encontramos a etiologia, a única explicação possível é que seja Covid, ou então no Brasil estamos tendo uma pandemia de outro agente respiratório que desconhecemos. Só pode ser Covid”, atesta a infectologista.

‘Em nenhum momento o país controlou número de óbitos’

Além do número estarrecedor de casos letais, o imunologista Alessandro dos Santos Farias, coordenador de diagnóstico da Força-Tarefa contra a Covid-19 da Unicamp, aponta que o principal temor da classe científica é que o Brasil produza uma variante agressiva que leve o país à estaca zero. “A produção de variantes está relacionada ao número de pessoas infectadas. E nós somos o portfólio perfeito de novas variantes, de vírus replicando: temos vacinação lenta com contaminação alta”, explicou Farias, em entrevista à DW Brasil.

Para o pesquisador do Instituto de Biologia da Unicamp, que coordena um programa inovador de testagens, o número de infectados, hoje, deve ser de aproximadamente 50 milhões de pessoas, ou seja, quase três vezes maior do que as estatísticas oficiais registram. Não se pode dizer, segundo ele, que o Brasil estaria entrando numa terceira onda agora. “O Brasil é uma onda só. São picos dentro de uma mesma onda. O país, em nenhum momento, controlou o número de óbitos”.

A possibilidade de surgir uma nova variante para a qual não há cobertura vacinal, diz o pesquisador, é grande justamente pelo gigantesco número de infectados. Farias e os especialistas da Unicamp iniciam, neste mês, uma pesquisa inédita, por amostragem, que vai detectar as variantes em todas as 11 regiões do estado de São Paulo pelo PCR, de forma mais célere e mais barata, sem a necessidade de sequenciamento do vírus.

Sem perspectiva de testagem em massa

O Brasil, sustenta Alessandro Farias, não tem nenhuma perspectiva nacional para que sejam feitas testagens em massa. “A testagem de sintomáticos tem valor de diagnóstico, mas não tem valor epidemiológico. Não temos uma noção muito boa do que está acontecendo, e não temos perspectiva de testar em massa, de jeito nenhum”, diz. A Unicamp, na força-tarefa coordenada por Farias, já conseguiu testar 200 mil pessoas, o equivalente a 20% da população de Campinas. No Brasil inteiro, pontua o pesquisador, o governo federal testou apenas 135 mil pessoas. As pesquisas e aplicação de testes pela Unicamp foram financiados pelo Ministério Público do Trabalho.

Programas nacionais de testagem em massa, como fez a Alemanha, destaca o imunologista, são cruciais para manejar a abertura e fechamento de serviços e escolas, por exemplo. “A Alemanha chegou a testar 500 mil pessoas em um único dia”, exemplifica, acrescentando que o país europeu, assim como o Brasil, tem problemas com a velocidade da vacinação. No entanto, investe em testagem.

Quando a vacinação é rápida, explica Farias, o monitoramento de variantes é mais eficaz porque o índice de transmissão fica mais lento, o que não é o caso do Brasil. “Ficamos na torcida para a gente não gerar nada que nos leve a começar do zero de novo. Mas pode acontecer. Podemos ter uma variante em que os vacinados e recuperados não tenham nenhuma proteção. Começamos, aí, uma epidemia brasileira do zero. Isso é o que mais me assusta para o futuro. O presente já é sombrio: 2,7 mil mortes por dia é um World Trade Center por dia”.

A produção nacional de vacinas, pelo Instituto Butantan e Fiocruz, observa o pesquisador, é a medida mais inteligente e importante tomada no país até agora. “Acreditamos que não vamos nos livrar deste vírus nunca mais. Não sei se teremos que vacinar a população todo ano, mas vamos conviver com o vírus e precisamos monitorar. É muito importante o Brasil ter a capacidade de ele mesmo produzir vacina”.

Estimativa de subnotificação é conservadora

A médica Ana Luiza Bierrenbach explica que como o banco de dados que foi base para o estudo de subnotificação registra apenas casos graves de síndrome de angústia respiratória ou de pessoas que morreram em ambiente hospitalar ou fora, ou foram internados, certamente as estatísticas são conservadoras. Significa dizer que a subnotificação de óbitos por Covid-19, explica, é superior a 30%. “Em muitos casos leves as pessoas nem sequer procuraram fazer os testes. Essa subnotificação que conseguimos calcular é para casos graves e óbitos”.

Segundo a pesquisadora, a subnotificação certamente era maior em 2020, no início da pandemia, quando não havia testes e muitos assintomáticos nem sequer suspeitavam estar com doença. “Mais recentemente a proporção de subnotificação está diminuindo, o que é um mérito de estarmos fazendo mais diagnósticos. E mais diagnósticos oportunos. O que acontece é que pela progressão natural da doença, o vírus tem uma fase de se replicar na nasofaringe e, portanto, com um exame simples, o Swab, a gente consegue detectar. Mas depois o vírus vai para os tecidos, e a detecção do agente viral fica mais difícil”, diz, ressaltando que exame PCR, por exemplo, registra os resultados positivos se feito entre o quinto e oitavo dia da doença.

“Sempre contar casos e óbitos é importante para desenvolver e planejar políticas de saúde. Se a gente não sabe o número de casos graves, não podemos alocar leitos hospitalares, [definir] quantos são necessários dependendo da fase da doença, quantos leitos de UTI precisamos, [qual a] quantidade de oxigênio que precisaremos para não passar como crise de Manaus. Remédios, recursos humanos e hospitalares são calculados a partir de números”, enfatiza Ana Luiza Bierrenbach.

A divulgação realista e “limpa” dos números acrescenta ela, é crucial também para sensibilizar e alertar a população. “Estamos realmente diante de uma crise muito grave. Ainda precisa ficar em casa. Morrem de 2,5 mil a 3 mil pessoas por dia no Brasil, e já fazem bons meses que temos mantido esse número”. O Chile, cita a pesquisadora, serve de alerta para o Brasil de que a vacinação, se alta, pode não aplacar a tragédia.

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COVID 19: Petrolina registra 08 mortes e 135 novos casos

Com os novos registros, Petrolina soma 491 óbitos ocasionados pela COVID-19

O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde informa que nesta terça-feira (15), dos 82 leitos de UTI ‘s disponíveis, 73 estão ocupados. 41 pacientes de Petrolina e 32 de outras cidades da região, isso representa um índice de 89% de ocupação.

Foram confirmados ainda 135 novos casos da doença no município, destes, 126 resultados foram através de exames realizados pela Prefeitura de Petrolina e nove por meio de exames laboratoriais. Dos novos casos, 66 são do sexo masculino, com idades de três meses a 74 anos, e 69 do sexo feminino, com idades de seis a 92 anos. Assim, 29.271 pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus. Desse total, 24.874 já estão recuperadas da doença, isso representa 85% de cura clínica.

Há ainda o registro de oito óbitos, cinco ocorreram durante o mês de maio e três na primeira quinzena de junho. Tratam-se de cinco pacientes do sexo masculino e três do sexo feminino com as respectivas idades:  65, 61, 60, 50, 45, 88, 63 e 29 anos. Os pacientes de 88, 65 e 60 anos apresentavam comorbidades. Com os novos registros, Petrolina soma 491 óbitos ocasionados pela COVID-19.

Outras informações

A Secretaria de Saúde também divulgou informações complementares sobre a pandemia em Petrolina.

– Casos investigados: 743 pessoas sendo monitoradas, há possibilidade de estarem infectadas.

-Casos por raça/cor: nove pessoas se declaram pretas; dois indígenas; 89 pardas; quatro amarelas; 30 brancas e uma optou por não declarar.

– Casos descartados: Até agora, 108.339 casos já foram descartados. As pessoas que foram testadas tiveram resultados negativos.

– Casos ativos: O município tem 3.906 casos ativos do novo coronavírus.

Todas as informações sobre a pandemia estão disponíveis no: petrolina.pe.gov.br/coronavirus

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COVID-19: Petrolina registra mais 03 mortes e 129 novos casos

Os falecimentos ocorreram de 3 a 8 de junho em hospitais privados e público de Petrolina. Com isso, o município está com 450 mortes em decorrência da COVID-19

 Foto: Reprodução

O boletim epidemiológico da Covid-19 divulgado pela Secretaria de Saúde de Petrolina, informa que a taxa de ocupação dos leitos de UTI desta quarta-feira (9), está em 97,3%. Dos 82 leitos, 79 estão ocupados. 48 pacientes são de Petrolina e 31 de outras cidades da região.

Há a confirmação de 129 novos casos, sendo 53 do sexo masculino, com idades de oito meses a 88 anos, e 76 do sexo feminino, com idades de seis meses a 95 anos. Dos resultados, 124 foram obtidos através de exames realizados pela Prefeitura de Petrolina e cinco por exames laboratoriais. Com isso, Petrolina registra agora 28.733 pessoas já infectadas pelo novo coronavírus. O total de pacientes recuperados é 24.465, isso representa 85,1% do total.

Este boletim registra ainda três óbitos, sendo dois homens e uma mulher. Os pacientes tinham 46 e 34 anos, um era portador de doença renal crônica o outro era hipertenso. A mulher tinha 58 anos e não possuía comorbidades. Os falecimentos ocorreram de 3 a 8 de junho em hospitais privados e público de Petrolina. Com isso, o município está com 450 mortes em decorrência da COVID-19.

Outras informações

A Secretaria de Saúde também divulgou informações complementares sobre a pandemia em Petrolina.

– Casos investigados: 794 pessoas sendo monitoradas, há possibilidade de estarem infectadas.

-Casos por raça/cor: 17 pessoas se declaram pretas; 82 pardas; duas amarelas; 27 brancas e uma optou por não declarar.

– Casos descartados: Até agora, 106.801 casos já foram descartados. As pessoas que foram testadas tiveram resultados negativos.

– Casos ativos: O município tem 3.818 casos ativos do novo coronavírus.

Todas as informações sobre a pandemia estão disponíveis no: petrolina.pe.gov.br/coronavirus

 

 

 

 

 

 

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PT Petrolina de luto; morre um dos militantes mais fiéis, Joaquim da Compesa

Filiado ao Partido dos Trabalhadores há quase 30 anos, Joaquim faleceu vítima de covid-19 na tarde desta sexta-feira,04.

Foto: Reprodução

Faleceu nesta sexta-feira, 04, vítima de covid-19, Joaquim Antônio de Oliveira, 69 anos, conhecido popularmente como “Joaquim da Compesa”.

Joaquim estava internado desde 11 de maio em um hospital da cidade com covid-19, na tarde de hoje a situação se agravou e ele não resistiu vindo a óbito.

Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) há quase 30 anos, Joaquim era um militante fiel e integrava o diretório municipal, onde contribuía com as discussões e os debates do partido em prol de uma cidade mais justa para todos e todas e em defesa da democracia. Era nisso que ele acreditava. Sempre bem humorado encantava a todos com seus versos e sorriso largo e era muito querido e respeitado pelos militantes do Partido dos Trabalhadores.

O corpo de Joaquim seguiu para sua cidade Natal, Cabrobó, onde foi sepultado.

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Vacina: só 13% da população com comorbidades recebeu a primeira dose

A cobertura vacinal é insuficiente também em outros grupos prioritários, como idosos e profissionais de saúde

 Apesar da aparente grande quantidade de imunizados com a primeira dose, o avanço é tímido – Joaquin Sarmiento / AFP

A primeira dose da vacina contra a covid-19 foi aplicada em apenas 13,2% dos brasileiros com até 60 anos e que tenha pelo menos uma comorbidade. Eram 230.742 imunizadas parcialmente em 4 de maio, e 4.177.491 no dia 25. Já o número dos que receberam as duas doses passou de 32.556 para 103.530 no mesmo período.

Apesar da aparente grande quantidade de imunizados com a primeira dose, o avanço é tímido. Isso porque nesse grupo prioritário estão 31 milhões de pessoas, conforme estimativa da Pesquisa Nacional de Saúde/IBGE. No entanto, o dado não é o mesmo adotado pelo Ministério da Saúde no Plano Nacional de Vacinação, que aponta cerca de 17,7 milhões de pessoas.

Os dados são do mais recente levantamento de pesquisadores do Instituto de Medicina Social da Uerj, Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ e Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP. E chamam atenção para o pequeno número de imunizados entre os grupos prioritários como um todo.

Risco aumentado

São consideradas comorbidades a pressão alta, diabetes, doenças do coração, como infarto, angina e insuficiência cardíaca, entre outras. Acidente vascular cerebral, asma, doenças pulmonares crônicas, como enfisema e bronquite, entre outras. Além dessas condições, o câncer, insuficiência renal crônica e obesidade. Todas essas condições aumentam o risco de complicações da infecção pelo novo coronavírus e de morte.

Embora parte das pessoas com comorbidades tenha 60 anos ou mais – grupo dos idosos – muitas têm de 18 até 59 anos e podem estar no grupo dos profissionais de saúde.

Como ainda não foi alcançada a cobertura vacinal satisfatória entre idosos e profissionais de saúde, muitas delas não foram até agora imunizadas. E as da faixa etária de 18 a 59 anos que não integra outra população prioritária já vacinada, a perspectiva de imunização ainda é incerta, segundo os pesquisadores.

Vacinação lenta

Em 27 de maio, o Ministério da Saúde alterou o Plano de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, determinando uma nova estratégia de imunização, conforme faixa etária em ordem decrescente de idade.

E decidiu passar à frente, em relação ao ordenamento antes estabelecido, os trabalhadores de educação de todos os níveis de ensino dos setores público e privado, estimados em 3,4 milhões de pessoas pelo governo federal, ou seja, demandam 6,8 milhões de doses de vacinas.

“Enquanto isso, a vacinação, bem como o registro de informações sobre doses aplicadas, seguem lentos ou até mesmo paralisados em muitos locais, demonstrando dificuldades de alcançar as populações mais vulneráveis anteriormente definidas pelo Ministério da Saúde.

Dificuldades

Até 25 de maio, foram aplicadas 56,5 milhões de doses no país, sendo 65% da vacina CoronaVac. Entre a população de 60 a 69 anos, 79% tinham recebido a primeira dose da vacina e apenas 25% a segunda; de 70 a 79 anos, 91% receberam uma dose e 73% completaram a segunda dose; e entre aqueles com 80 anos ou mais, 92% foram vacinados com a primeira e 59% com a segunda dose.

As recentes dificuldades na distribuição de doses das vacinas CoronaVac e Covishield (AstraZeneca-Oxford) impedem o avanço na cobertura vacinal com duas doses no país. É urgente a ampliação da oferta de vacinas e a adoção de medidas de busca ativa, convocação e garantia do acesso dos grupos prioritários à imunização completa, com duas doses”, diz trecho do relatório.

O número de vacinados em outros grupos prioritários também é preocupante

41% dos idosos com mais de 80 anos ainda não completaram a segunda dose. Nesta população, houve aumento de apenas 4% na cobertura de segunda dose ao longo da última semana.

41% dos idosos com mais de 80 anos ainda não completaram a segunda dose. Nesta população, houve aumento de apenas 4% na

cobertura de segunda dose ao longo da última semana.

33% dos profissionais de saúde ainda não foram imunizados com a segunda dose. Nesta população, houve aumento de apenas 3% na

cobertura de segunda dose ao longo da última semana.

37% dos idosos de 70 a 79 anos ainda não receberam a segunda dose. Houve aumento de apenas 7% na cobertura de segunda dose ao longo da última semana neste grupo.

Mais de 3,8 milhões de pessoas que tomaram a primeira dose da vacina Coronavac ainda não receberam a segunda dose, mesmo após os 28 dias preconizados entre uma dose e outra.

Mais de 560 mil pessoas que receberam a primeira dose da vacina Covishield (AstraZeneca-Oxford) não tomaram ainda a segunda dose, considerando o intervalo de 90 dias preconizado entre as duas doses.