Notícias

Codevasf desocupa Fazenda Copa Fruit sem ordem judicial; Sindicato dos Agricultores quer resposta

Na manhã desta quarta-feira (31), agentes da Companhia e do Distrito atearam fogo e usaram tratores para derrubar casas das famílias do acampamento Chico Sales. Veja vídeo

Lideranças do Sindicato dos Agricultores Familiares de Petrolina (Sintraf) buscam há 24 horas um posicionamento da 3ª Superintendência Regional da Codevasf sobre uma possível reintegração de posse ilegal realizada na Fazenda Copa Fruit, próxima ao Núcleo 4 do Projeto de Irrigação Senador Nilo Coelho. Na manhã desta quarta-feira (31), agentes da Companhia e do Distrito atearam fogo e usaram tratores para derrubar casas das famílias do acampamento Chico Sales.

A ação ocorreu enquanto os acampados estavam trabalhando no campo, e não resultou em violência. De acordo com o agricultor familiar, Antônio José Pereira, durante a reintegração eles perderam móveis, roupas e objetos pessoais.  Ao ser informado da derrubada, Antônio se dirigiu ao acampamento, mas só conseguiu fazer filmagens dos móveis em chamas.

“Quando cheguei não tinha o Oficial de Justiça, policiais ou nenhum documento com a ordem de reintegração de posse, apenas os guardas que fazem a vigilância do canal e uma representante do departamento de Latifúndio da Codevasf dizendo que tinha o poder de polícia para fazer aquilo”, comentou ele.

Sem entender o motivo de a Codevasf se envolver num ato não relacionado à companhia, a presidente do sindicato, Isália Damacena, o advogado José Netto Bezerra e o diretor do Sintraf, Natalício Sá, marcaram uma reunião com representantes da instituição para as 14h de ontem – o que acabou não acontecendo.

“Até agora não entendi por que a Codevasf fez essa desocupação se a área do acampamento Chico Sales não pertence a ela, já que é uma propriedade privada. E mesmo que fosse dela, deveria haver uma notificação prévia ou algo do tipo. O que não ocorreu”, afirma.

Segundo a sindicalista, o Sintraf tem buscado contato com responsáveis pelo DINC (Distrito de Irrigação) e a própria Superintendência da Codevasf, mas não obtém respostas. “A única informação que tive foi que o pessoal do DINC serviu apenas de apoio [à ação]”, concluiu ela ao lembrar que a Fazenda Copa Fruit está desativada há 10 anos.

 

Por Jacó Viana – Sintraf

Matérias

Vereadores da oposição protocolam ação contra licitação do Pontal, no MPF em Petrolina

De acordo com a ação, o resultado da pré-seleção divulgado no último dia 15 de maio, gerou especulações e grande clamor da população em decorrência de nomes de parentes e amigos de políticos influentes da cidade terem aparecido na lista dos pré-selecionados, pondo em questionamento a lisura do processo de seleção dos contemplados.

Vereadores Gilmar Santos (PT), Gabriel Menezes (PSL), Paulo Valgueiro (MDB), Cristina Costa (PT) e Domingos de Cristália (PSL). Foto: Ponto Crítico

No início da tarde dessa quinta-feira, 07, logo após a sessão ordinária, os cinco vereadores da oposição na Câmara Municipal de Petrolina: Paulo Valgueiro (MDB), Gilmar Santos e Cristina Costa (PT), Domingos Coelho e Gabriel Menezes (PSL) deram entrada no Ministério Público Federal na Procuradoria da República Polo Petrolina/Juazeiro com uma ação solicitando investigação de denúncias veiculadas nas redes sociais acerca de possíveis irregularidades no Procedimento Licitatório para Seleção de Irrigantes Familiares do Projeto de Irrigação Pontal para assentar aproximadamente 300 famílias do município de Petrolina, PE, sob a realização da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba.

De acordo com a ação, o resultado da pré-seleção divulgado no último dia 15 de maio, gerou especulações e grande clamor da população em decorrência de nomes de parentes e amigos de políticos influentes da cidade terem aparecido na lista dos pré-selecionados, pondo em questionamento a lisura do processo de seleção dos contemplados.

O líder da Bancada de Oposição, vereador Paulo Valgueiro, destacou para nosso blog as motivações que levaram a oposição a ingressar com a ação. “Após recebermos diversas demandas sobre a lista dos pré-selecionados do Projeto Pontal, a bancada de oposição se reuniu, foi analisar toda a documentação referente a lista, ao edital e a algumas  publicações que saíram na imprensa local e após uma profunda análise dessa documentação achamos prudente que o Ministério Público Federal faça a devida investigação sobre todo esse processo em relação aos lotes do pontal, principalmente sobre a lista dos pré-selecionados para esses lotes”, afirmou.

Gabriel Menezes endossou as palavras de Valgueiro. “Esperamos que o Ministério Público Federal faça a intervenção necessária, pois esse excludente edital foi feito justamente para tirar a chance daquelas pessoas que passaram toda uma vida alimentando o sonho de ter um lote irrigável e quando se parte dos critérios de classificação, da experiência em agricultura irrigável e a questão do grau de instrução nós sabemos que por falta de oportunidade muitas pessoas tem pouca escolaridade, e ainda o critério da renda, que para atingir os 10 pontos deveria apresentar uma boa situação financeira. Qual é a situação financeira do povo do interior? Todos nós sabemos que é muito difícil. Então nós esperamos  que todos esses erros desse edital sejam revistos, sejam cancelados. Infelizmente entendemos que as pessoas pré-classificadas atendam ao que pede o edital, mas não deixa de ser uma imoralidade”, disse.

Foto: Ponto Crítico

Para o vereador Gilmar Santos, que esteve inclusive visitando as famílias do Pontal, é esperado  que efetivamente o Ministério Público Federal faça a devida intervenção para investigar as irregularidades, que para ele ficaram bastante  escrachadas  junto a sociedade através da imprensa. “Primeiro é um edital que não está comprometido com a função social da terra, beneficiando prioritariamente trabalhadores rurais da agricultura familiar da área de sequeiro. Ficou evidenciado que tem “arrumadinhos” beneficiando lideranças políticas, empresários ligados a esses representantes políticos, assim como cabos eleitorais. Então isso é um escândalo e nós esperamos que através dessa investigação, caso seja identificado essa injustiça, o Ministério Público proceda fazendo a devida reparação, garantindo aos trabalhadores e trabalhadoras familiares que estão no Pontal, especialmente os que estiveram acampados no assentamento Democracia e no Dom Tomás, sejam beneficiados, ou seja, que haja justiça a partir dessa ação que estamos apresentando aqui no Ministério Público Federal”, conclamou.

A líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara Municipal, vereadora Cristina Costa, disse que a assessoria jurídica, através do advogado Daneil Bessaria,  já solicitou a suspensão do processo de licitação questionando a forma como foi feito o edital, mostrando as irregularidades  e que a ação da Bancada de Oposição vem reforçar esse pleito. “Um projeto que deveria ser para desenvolver política social para os trabalhadores, os filhos da terra, vem beneficiar grupos políticos que se acham donos do poder e interesse privado e familiar. Nesse sentido, nós estamos com essa ação provocando o Ministério Público Federal para chamar a atenção como estão sendo tratadas as políticas públicas que chegam para beneficiar grupos políticos em detrimentos dos trabalhadores e trabalhadoras que mais precisam”, protestou.

Domingo de Cristália também acompanhou os companheiros da oposição na ação judicial. “Eu acho uma injustiça aquelas pessoas nativas da região, que sonharam uma vida inteira por uma área irrigada para terem uma vida melhor, não terem direito a parte daquela terra.  Com essa ação a gente espera que a justiça haja e possa beneficiar essas pessoas, o Pontal não foi para abrigar famílias tradicionais de Petrolina, mas para aquelas pessoas mais sofridas, que mais necessitam”, pontuou.

Confira abaixo na íntegra a ação protocolada:

Saiba mais sobre a história do Pontal acessando os nossos links:

https://pontocritico.org/05/09/2017/trabalhadores-e-trabalhadoras-rurais-reivindicam-direito-terras-do-pontal-sul/

https://pontocritico.org/08/09/2017/o-pontal-e-do-povo-divida-nao/

https://pontocritico.org/09/09/2017/conquista-dos-trabalhadoresas-rurais-juiz-suspende-reintegracao-de-posse-da-area-do-projeto-pontal/

https://pontocritico.org/11/09/2017/trabalhadores-sem-terra-nao-deixarao-o-projeto-pontal/

https://pontocritico.org/23/09/2017/o-projeto-pontal-pode-ser-utilizado-para-realizar-reforma-agraria/

https://pontocritico.org/28/04/2018/cresce-prejuizo-de-agricultores-por-conta-do-corte-dagua-na-zona-rural-de-petrolina/

https://pontocritico.org/24/05/2018/nora-do-senador-fernando-bezerra-e-pre-selecionada-para-programa-de-assentamento-agrario/

https://pontocritico.org/26/05/2018/trabalhadores-e-trabalhadoras-rurais-reocupam-terras-do-pontal-em-petrolina-pe-e-policia-tenta-retira-los-novamente/

https://pontocritico.org/27/05/2018/policia-se-retira-do-pontal-e-trabalhadores-e-trabalhadoras-seguem-reocupando-a-area/

Matérias

Polícia se retira do Pontal e trabalhadores e trabalhadoras seguem reocupando a área

Segundo um dos coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Florisvaldo Araújo, as famílias estão mais fortalecidas e articuladas e não sairão do local. “Reivindicamos 2 mil hectares dessa área para assentar as famílias que estão acampadas aqui”, afirmou.

Presença da polícia mo assentamento Dom Tomás – Pontal – Petrolina- PE, na tarde de sábado 26/05/18. Foto: WhatsApp

Depois de terem sido expulsos pela polícia no último dia 08, dos assentamentos Dom Tomás e Democracia, na região do Pontal, município de Petrolina, PE, atendendo ação movida pela Codevasf, e após reocupação do assentamento Dom Tomás, ocorrida na manhã de sábado, 26, os trabalhadores e trabalhadoras rurais passaram por mais um momento de tensão. É que a polícia foi novamente ao local ontem, tentar retirar as famílias que lutam pela posse de parte da terra que tem mais de 30 mil hectares.

Florisvaldo Araújo – Coordenador do MST na região. Foto: Angela Santana

Segundo um dos coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Florisvaldo Araújo, as famílias estão mais fortalecidas e articuladas e não sairão do local. “Reivindicamos 2 mil hectares dessa área para assentar as famílias que estão acampadas aqui”, afirmou.

Momento em que a polícia chegou no assentamento Democracia – Pontal. Foto: WhatsApp

Conforme informações de Cleidimar Souza, uma das assentadas e líderes do movimento, os policiais não tinham mandado de reintegração de posse e foram convencidos pelos organizadores do movimento a se retirarem do local.

Nesse momento os trabalhadores e trabalhadoras prosseguem construindo os barracos para abrigarem as mais de 300 famílias oriundas dos assentamentos Dom Tomás e Democracia, que resolveram se juntar em um só local para fortalecer a luta pela terra.

As famílias ficaram revoltadas depois que foram expulsas e viram, na primeira etapa da licitação do Pontal, uma lista de pessoas ricas contempladas em detrimento dos trabalhadores e trabalhadoras, que tiveram suas plantações destruídas e  sem o direito sequer de retirarem os seus pertences dos barracos.

 

Matérias

Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais reocupam terras do Pontal em Petrolina, PE e polícia tenta retirá-los novamente

“Terra não é mercadoria, nós vamos lutar contra isso, queremos reabrir esse debate, a sociedade de Petrolina já entendeu que essa licitação que está aí é fajuta, atende a famílias, a grupos empresariais e políticos de Petrolina, em vez de atender aos trabalhadores e trabalhadoras que residem nessa área”, protestou coordenador do MST. Veja vídeo

Assentamento Dom Tomás – Pontal. Foto: Angela Santana

Na manhã deste sábado, 26, aproximadamente 300 famílias voltaram a ocupar as terras do Projeto Pontal no município de Petrolina, PE. Segundo Florisvaldo Araújo um dos coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) da região, a reocupação do pontal tem vários objetivos: primeiro a garantia de que essa terra com mais de 30 mil hectares possa servir para produção de alimentos produzidos pelos trabalhadores e trabalhadoras da nossa região, onde em sua maioria são nativos do Pontal;  retomar o debate do Pontal e impedir que a terra seja entregue de mão beijada. “ Terra não é mercadoria, nós vamos lutar contra isso, queremos reabrir esse debate, a sociedade de Petrolina já entendeu que essa licitação que está aí é fajuta, atende a famílias, a grupos empresariais e políticos de Petrolina, em vez de atender aos trabalhadores e trabalhadoras que residem nessa área”, protestou.

Florisvaldo Araújo (MST) – Foto: Angela Santana

De acordo com Florisvaldo hoje é um dia importante em que os trabalhadores e trabalhadoras, que tiveram toda sua plantação esmagada, reocupam a área do assentamento Dom Tomás, junto com as famílias do assentamento Democracia com intuito de recomeçar o processo produção e a partir disso se fortalecer e continuar lutando pela reocupação e colocar o debate do Pontal. “A gente convoca toa a população para dar apoio e entender a importância dessa reocupação e colocar o debate do Pontal para a sociedade”, disse.

Foto: Angela Santana

Ainda conforme Florisvaldo são mais de 300 famílias que estão retornando ao Pontal depois da ação truculenta da Codevasf, impedindo que os trabalhadores tirassem sua produção, inclusive os seus pequenos bens. “Hoje retomamos, a princípio vamos reorganizar as famílias, reconstruir os barracos e para semana reiniciar o processo de produção”, afirmou.

Foto: Angela Santana

Repressão

Questionamos o coordenador do MST sobre a possibilidade de nova expulsão das famílias. “Esperamos que não aconteça novamente, aquela ação foi equivocada a Codevasf usou de muita truculência, com toda aquela estrutura de repressão, até de helicóptero, esperamos que isso não venha a se repetir. Dessa vez as famílias estão mais fortalecidas e preparadas, a população está dando apoio, dessa vez a conjuntura é outra. E está provado que essa licitação é imoral e nós vamos continuar lutando, defendendo essas terras e se a Codevasf continuar fazendo que que vinha fazendo, transformando essa área em mercadoria vai ser mais um erro e o sonho do Pontal pode virar pesadelo para toda a população”, concluiu.

A pouco nossa redação recebeu um telefonema de uma das assentadas, Cleidimar Souza, dando conta de que a polícia está no local, bastante armada, querendo novamente expulsar as famílias do Pontal.

É esperado que as autoridades tomem providência no sentido de garantir a integridade das famílias que estão no Pontal, principalmente as crianças e idosos.

Veja vídeo com entrevista de Florisvaldo Araújo coordenador do MST

 

 

Notícias

Nora do senador Fernando Bezerra é pré-selecionada para programa de assentamento agrário

Lara Coelho é casada com o prefeito de Petrolina (PE), Miguel Coelho. Mãe de Lara também foi pré-selecionada

Prefeito de Petrolina (PE), Miguel Coelho, e a primeira-dama da cidade, Lara Coelho (Foto: Reprodução)

Em dezembro do ano passado, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) lançou o edital do Projeto de Irrigação Pontal para assentar 299 famílias de Petrolina, em Pernambuco. O objetivo do programa é estimular a produção agrícola, agropecuária ou agroindustrial para a subsistência. No dia 15 de maio, a Codevasf divulgou a lista de pré-selecionados. Entre eles aparece o nome da primeira-dama da cidade: Lara Coelho. Ela é casada com Miguel Coelho (MDB), nora do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) e cunhada do deputado federal e ex-ministro de Minas e Energia Fernando Coelho Filho (DEM). A presença de Lara na lista chamou a atenção porque Lara aparentemente não precisa ser beneficiada pelo programa da Codevasf. Segundo a Receita Federal, ela é sócia de seis empresas. Apenas uma delas, a Fazenda Fortaleza Importadora e Exportadora Ltda, tem capital social de R$ 1,4 milhão. A surpresa não pára por aí. A mãe de Lara, Thais Secchi, também aparece na tal lista de pré-selecionados da Codevasf.

EXPRESSO tentou conversar com o prefeito sobre o fato de sua mulher e sua sogra integrarem a lista de pré-selecionados do projeto Pontal. Por meio de sua assessoria de imprensa, o prefeito encaminhou uma nota dizendo que, apesar de elas atenderem a todos os requisitos, deixarão a disputa. Não explica, no entanto, o motivo da desistência. “É importante ressaltar que nossa vida inteira foi de dedicação ao campo, filhos e esposas de agricultor, trabalhando na propriedade de nossos familiares, tanto em área de sequeiro quanto na fruticultura irrigada. Quem conhece nossa história, de onde viemos, da roça, sabe que tudo construído foi com muito esforço e dedicação, sem qualquer benefício ou vantagem política ou de qualquer natureza imoral”, afirmou.

http://epoca.globo.com

 

 

Notícias

Cresce prejuízo de agricultores por conta do corte d’agua na zona rural de Petrolina

Os pequenos agricultores dizem estar perdendo a plantação e tendo de racionar água para produção e consumo.

Agricultores familiares das zonas de sequeiro já amargam prejuízos com a falta de água em 20 comunidades rurais próximas ao Projeto Pontal, em Petrolina, no interior de Pernambuco. O revés mais recente veio da 3ª SR Codevasf, que cortou o abastecimento hídrico há pelo menos 70 dias.

Os mais atingidos pela ação foram os agricultores dos distritos de Cumprida, Lajedo, Lagoa da Pedra, Welson Maciel, Amargosa, Rio Pontal, Lagoa dos Cavalos, Manga Nova e Federação, após representantes da Codevasf iniciarem uma luta na Justiça contra acampados do Pontal, requerendo a desocupação das terras. Embora não estejam dentro da área ajuizada, os moradores dessas comunidades passaram a sofrer com o corte d’agua.

Os pequenos agricultores dizem estar perdendo a plantação e tendo de racionar água para produção e consumo. Eles protestaram nesta quinta-feira (26) diante da prefeitura, dentro da Câmara Municipal e na 3ª SR Codevasf. Cerca de 150 pessoas participaram do ato.

“Não estamos aqui fazendo politicagem, mas lutando por uma categoria que elegeu muitos vereadores desta Casa. Então temos todo o direito de cobrar posicionamento de cada um de vocês”, rebateu a presidente do Sindicato dos Agricultores Familiares de Petrolina (Sintraf), Isália Damacena, a um comentário do presidente da Câmara Municipal, Osório Siqueira. Durante o protesto, o parlamentar interrompeu a fala da sindicalista afirmando que ela “jogava para a plateia”, tentando deixar a opinião pública contra os vereadores.

Mesmo a Codevasf sendo de âmbito federal, lideranças do Sintraf e do Conselho de Usuários do Pontal Perenizados e Adjacências (Consul) acreditam que as esferas municipal e estadual poderiam intermediar um diálogo e, com isso, solucionar o desabastecimento – o que os fez procurarem o prefeito, Miguel Coelho, e os vereadores da base e oposição.

Ao se deslocar para a sede da 3ª SR Codevasf, o grupo de agricultores encontrou os portões fechados. Após uma negociação, dez representantes de comunidades conseguiram um encontro com o superintendente da companhia, Aurivalter Cordeiro, que pediu prazo de 20 dias para religar o abastecimento de água. “Ele também abriu a possibilidade para uma discussão sobre a perenização dos riachos e a permanência dos usuários das áreas Lindeiras (às margens do Pontal)”, contou Isália.

“Devido às chuvas que tivemos, a falta d’agua estava sendo contornada, mas agora já estamos tendo grandes prejuízos na fruticultura. Eu estou racionando, mas tenho vizinhos que estão perdendo a plantação, murchas de sede. Esperamos que esses protestos tragam algum resultado”, desabafou o agricultor do distrito de Lajedo, Fábio Jr. de Lima Silva, 34 anos, que não soube dizer o quanto já perdeu com a crise.

Por Jacó Viana

 

 

 

Notícias

Conquista dos Trabalhadores/as Rurais: Juiz suspende reintegração de posse da área do Projeto Pontal

A reintegração estava marcada para ocorrer no próximo dia 12, em que 900 famílias seriam desalojadas pela Polícia Federal.

Foto; Angela Santana

Nesta sexta-feira, 08, o Poder Judiciário mandou oficiar em caráter de urgência a Polícia Federal, para informar que a reintegração de posse da área do projeto pontal está suspensa.

Desta forma, a ação de reintegração que estava marcada para o dia 12/09/2017 não deverá ocorrer. Veja aqui Despacho

É possível que audiências e/ou reuniões ocorram para tratar do assunto com todos envolvidos.

Para o advogado dos ocupantes, Daniel Besarria, o conflito não se limita ao processo judicial. “Estamos presenciando uma luta que não se limita a reintegração ou não da área. Trata-se da dívida histórica de políticas agrárias, de lidar com a reforma agrária com a seriedade que o assunto requer”, disse.

As famílias que ocuparam a Codevasf e depois o INCRA em Petrolina, agora estão mais aliviadas, uma vez que poderão ter esperança de conquistar definitivamente suas terras.

A ação judicial teve o apoio do Senador Humberto Costa, da vereadora Cristina Costa e do vereador Gilmar Santos, parlamentares do Partido dos Trabalhadores.

http://gilmarsantos.org/

Notícias

Trabalhadores e trabalhadoras rurais reivindicam direito a terras do Pontal Sul

CODEVASF move ação de reintegração de posse da área ocupada no Pontal por essas famílias de agricultores e agricultoras. Tal ação está prevista para acontecer no próximo dia 12.

Os trabalhadores e as trabalhadoras rurais que reivindicam o direito a terra do Pontal ainda fazem ocupação da sede da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco – CODEVASF em Petrolina, mesmo sendo alvo de liminar que prevê a desocupação do prédio para hoje às 16h, essa que foi iniciada ontem, dia 04.

A ocupação é mobilizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar – SINTRAF. Tal iniciativa acontece pelo fato de que a CODEVASF move ação de reintegração de posse da área ocupada no Pontal por essas famílias de agricultores e agricultoras. Tal ação está prevista para acontecer no próximo dia 12.

Esses e essas camponesas estão ocupando e produzindo nessa área de 400 hectares acerca de dez anos. Essas terras eram improdutivas até o momento em que esse contingente de famílias camponesas passou a produzi-las. É cultivada nesses lotes uma variedade de legumes que alimentam a comunidade local, inclusive o centro urbano. Produção essa que está sendo ameaçada pela ação de reintegração de posse, que, caso se efetive, deixará mais de 900 famílias sem ter como provê seu alimento.

Segundo informações dos/as ocupantes, essa ação movida pela CODEVASF é ilegal, haja vista que em março deste ano (2017) foi realizada uma reunião em Brasília, mais especificamente na Casa Civil, estando presentes membros da CODEVASF, do MST, do INCRA, da Secretaria de Governo, dentre outros. Nesta ocasião foram fixadas ações que devem ser tomadas antes da realização da reintegração de posse na área do pontal na comarca de Petrolina/PE. O Senhor Florisvaldo Araujo, coordenador regional do MST, salientou que o objetivo maior do movimento é a garantia do assentamento das famílias nos 1.550 hectares prometido pelo Ministro da  Integração Helder Barbalho.

As ações pactuadas entre as partes para serem tomadas foram as seguintes:

1 – Cadastrar os ocupantes do pontal;

2 – Levantar informações acerca da produção agrícola dos ocupantes do pontal, bem como, do prazo para colheita;

3 – Identificar perfil dos ocupantes para reforma agrária;

4 – Buscar áreas na região para instalação provisória dos ocupantes;

O que tudo indica é que a retirada dessas famílias faça parte de uma politica de privatização daquela área através da venda de lotes por meio de edital licitatório. O coordenador do MST ainda nos disse que isso é uma promessa antiga, e que o Pontal sempre serviu como instrumento de barganha política eleitoreira.

 

 

 

Notícias

URGENTE: Agricultores podem ser retirados das terras em que estão trabalhando

Alvos de uma Ação de Reintegração de Posse movida pela CODEVASF, os trabalhadores que deram uma função social a terra, produzindo em um lugar que até então se encontrava improdutivo, estão ameaçados de perder tudo aquilo que plantaram e construíram unicamente para atender a sanha do agronegócio e da especulação sobre a terra.

Reunidos neste exato momento na sede da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco – CODEVASF, o Vereador Gilmar Santos e a Vereadora Cristina Costa, junto a lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar – SINTRAF, buscam uma saída para a absurda situação em que os trabalhadores do Projeto Pontal foram colocados.

Alvos de uma Ação de Reintegração de Posse movida pela CODEVASF, os trabalhadores que deram uma função social a terra, produzindo em um lugar que até então se encontrava improdutivo, estão ameaçados de perder tudo aquilo que plantaram e construíram unicamente para atender a sanha do agronegócio e da especulação sobre a terra.

Não foram poucas as tentativas de resolução do conflito. Só nestas últimas semanas, representantes dos trabalhadores conseguiram se reunir até mesmo em Brasília com o Ministro da Integração Nacional. A reunião, que inicialmente apontou para uma saída positiva para os agricultores, terminou sendo completamente desarticulada por representantes da elite agrária da própria cidade de Petrolina.

Os trabalhadores, que desejam unicamente o direito de poder plantar e cultivar para sobreviver, na iminência de acordar com a Polícia Federal batendo em suas portas para cumprir o mandado de reintegração, marcharam na manhã desta Segunda-feira (04/09) para a sede da CODEVASF, mais uma vez em busca de uma solução para o problema.

Neste exato momento, enquanto este texto é escrito e os representantes dos trabalhadores juntos aos parlamentes comprometidos com a luta conversam com o superintendente da CODEVASF, novo mandado de reintegração de posse é expedido, agora para o prédio da própria companhia, com prazo e desocupação de 24 horas.

Trata-se de absurdo inominável. Retirar arbitrariamente os trabalhadores da terra em que estão trabalhando e quando estes buscam seus direitos, a resposta é interdição do diálogo e impedimento do direito de resistência.

Acreditamos na justeza da luta dos trabalhadores do campo e de todos aqueles que defendem o direito a terra. Toda solidariedade aos agricultores do Pontal e estaremos firmes travando o bom combate.

http://gilmarsantos.org

Notícias

Líder comunitário se diz injustiçado pela Codevasf

Ele foi intimado a comparecer nesta terça-feira, 26, na Delegacia da Polícia Federal para prestar esclarecimento.

13823269_1019833198112792_259936929_nO presidente da Associação dos Colonos do N-4, Projeto Senador Nilo Coelho, Petrolina, Edvaldo Landim, informou ao nosso blog que está sendo acusado injustamente pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), de invadir um terreno pertencente ao Estado.

Edvaldo Landim foi intimado a comparecer nesta terça-feira, 26, na Delegacia da Polícia Federal para prestar esclarecimento. “Mais um abuso de quem tem o poder nesse país, nunca, nem em sonho eu invadir terreno algum e a Codevasf sabe disso”, lamentou Landim.

Segundo Landim, o Brasil está com as autarquias apodrecidas e os cidadãos de bem são humilhados, enquanto os que realmente cometem crimes riem à toa.

“A Codevasf sabe perfeitamente quem invade e vende terreno do Estado”, disse.

O espaço do Blog fica aberto para pronunciamento da Codevasf. (Fonte/foto:WhatsApp).