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Professores e professoras contratados/as pela Prefeitura de Petrolina emitem carta aberta à sociedade denunciando o gestor municipal

“O Governo Miguel Coelho desrespeita, ignora e viola a dignidade e direitos de professores e professoras contratados/as da rede municipal de educação, já que foram demitidos/as antes do término do contrato e sem garantia de seus direitos”, diz a carta.

Foto: Reprodução

Decepcionados com o prefeito Miguel Coelho pela quebra do contrato administrativo no final de 2019, quando este, segundo a categoria, venceria somente em 21/02/2020, e depois de cessadas todas as possibilidades de reversão da atitude do prefeito em dispensá-los/as, os/as professores/as emitiram na manhã desta sexta-feira, 31/01/2020, uma Carta Aberta à sociedade petrolinense denunciando a atitude do gestor municipal. Confira abaixo a carta na íntegra.

“Nós, professores e professoras contratados pela gestão administrativa da Rede Municipal de Educação de Petrolina, vimos expressar profunda indignação perante a falta de respeito e total desprezo com que o governo Miguel Coelho tratou direitos básicos da nossa categoria, no final do ano de 2019, quando da quebra do contrato administrativo de 2018, prorrogado até 21/02/2020. Ou seja, fomos demitidos e demitidas antes do término do “contrato” e sem garantia dos nossos direitos. Fato esse, comunicado informalmente pelos gestores escolares no período da primeira quinzena de dezembro – período de avaliações finais dos/as estudantes – deixando-nos angustiados com a situação.

Lembramos, que pela primeira vez foi realizada uma avaliação de seleção para novos contratados/as dentro do período letivo e durante a elaboração de provas finais, preenchimento de diários escolares e outras atividades peculiares à função do/a professor/a. Mas nem por isso deixamos a desmotivação prejudicar os alunos/as e suas escolas.

Em outra análise, também, observa-se que não houve equidade de direitos entre todos e todas profissionais contratados/as. Já que o cancelamento de contrato foi para o mês de fevereiro, período onde estão concentrados a maioria dos contratados/as, ficando apenas contratados/as de outros meses como, março e abril. Esta situação acarreta prejuízos substanciais aos/as professores/as contratados/as, pois dependem exclusivamente da renda do seu salário mensal para o sustento familiar.

Como é do conhecimento da maioria, a vida profissional de um/a professor/a envolve dedicação, estudo, pesquisa, investimentos na carreira, valorização salarial, qualidade das condições de ensino, formação continuada e aperfeiçoamentos profissionais. Porém, diversos são os entraves e “espinhos” que perpassam o cotidiano escolar do professor/a, como a falta de estabilidade, a precarização dos vínculos e outras humilhações em ambientes políticos marcados pelo autoritarismo, além de levarmos trabalho para casa, como é o caso das correções de provas e planos de aula.

Diante desse relato, deixamos evidente para a sociedade petrolinense nossa indignação e descontentamento com o Governo Miguel Coelho e a gestão da Secretaria de Educação – SEDUC. Lembramos que diversos/as profissionais tentaram comunicação e diálogo com a Gestão para a resolução do problema. Como imperou o descaso por parte da SEDUC, buscamos os meios legais.

O Governo Miguel Coelho desrespeita, ignora e viola a dignidade e direitos de professores e professoras contratados da rede municipal de educação. Não podemos permitir que esse ataque continue, pois dessa forma serão grandes os prejuízos para a nossa sociedade. Portanto, a Associação de Professores/as do Vale e demais professores/as contratados/as não-associados/as, esperam contar com o apoio da população petrolinense, em especial a comunidade escolar nesta luta”.

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Seminário da Caprinovinocultura denuncia em carta aberta ameaças ao modo tradicional de criar caprinos e ovinos

Além de denúncias, o documento aponta saídas para o fortalecimento da atividade

Foto: Reprodução

Com o objetivo de denunciar as graves ameaças ao sistema tradicional de criação de caprinos e ovinos, as/os participantes do Seminário Regional da Caprinovinocultura no Semiárido Baiano elaboraram uma carta aberta, a ser entregue aos concorrentes ao Governo do Estado da Bahia.

Além de denúncias, o documento apresenta informações que dão conta da importância econômica, social, ambiental e cultural do sistema tradicional da caprinovinocultura no Semiárido e aponta saídas para o fortalecimento da atividade.

O documento pode ser lido no link

Via IRPAA

 

 

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Em carta aberta, vereadores petistas de Pernambuco declaram apoio a Marília Arraes ao governo do Estado

“Se algum partido tem legitimidade e enraizamento social para apresentar à Pernambuco, um projeto de renovação das esperanças, esse partido é o PT”, diz a nota.

O Primeiro encontro de vereadores petista de Pernambuco aconteceu nos dias 20 e 21, na cidade de Serra Talhada e reuniu além de vereadores de todo o estado, várias lideranças políticas do Partido dos trabalhadores a exemplo do senador Humberto Costa e de Bruno Ribeiro, presidente do partido.

A iniciativa do encontro foi do vereador Daniel Finizola, da cidade de Caruaru. Entre as atividades do encontro destaque para o debate ‘Modo Petista de Legislar’ com a participação de Dilson Peixoto e a oficina de comunicação com Rafael Vilela do Mídia Ninja. As conjunturas Nacional e Estadual com vistas às eleições de 2018 também foram temas de debates no encontro, tendo como debatedores o senador Humberto Costa, Bruno Ribeiro e o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque. Dentro dessa programação, a professora Liana Cirne apresentou a obra de sua co-autoria,”Comentários de uma sentença anunciada: o processo Lula”, escrita por 122 juristas, advogados e intelectuais do mundo jurídico.

Ao final das atividades os vereadores apresentaram uma carta aberta defendendo candidatura própria do partido e Marília Arraes como o nome para disputar o governo do Estado de Pernambuco em 2018.

Leitor da carta, o  vereador Gilmar Santos, PT, de Petrolina, fez a seguinte avaliação do I encontro de Vereadores de Pernambuco : “esse encontro é um marco para a história do partido em Pernambuco, já que fortalece a atuação dos vereadores e vereadoras em cada município e possibilita a partilha de experiências entre todos para a construção de um projeto que transforme o nosso estado em um ambiente de maior inclusão social, mais democracia e justiça social para o  povo pernambucano. A apresentação do nome da companheira Marília Arraes sinalize positivamente para afirmar o protagonismo do nosso partido na defesa desse projeto“.

Confira abaixo a carta dos vereadores:

“O Brasil e o mundo clamam por renovação política. Às vésperas dos 30 anos da promulgação da constituição de 88, que nos devolveu o Regime Democrático, vemos essa mesma democracia cambaleante, seja pelo golpe de 2016, seja pelo distanciamento na identificação entre a sociedade e as lideranças partidárias.

A força social que levou o PT ao comando de governos, sindicatos e entidades sociais, nasceu da expressão renovadora da geração que lutou pela redemocratização.

Três décadas depois, o PT é o partido com maior presença na vida real do povo brasileiro. Deve-se a isso, o resultado de 13 anos de inclusão social à frente do Governo Federal a ser o partido responsável por tirar nosso país do mapa da fome.

A crise de representatividade que atinge o cenário político atual exige do nosso partido a capacidade de, a um só tempo, manter-se fiel aos princípios de inclusão social que sempre nos nortearam e de renovar nossa atuação política, dano voz aos novos atores e atrizes, que disputam o protagonismo político, acompanhados de novas linguagens, símbolos, demandas e identidades.

Se algum partido tem legitimidade e enraizamento social para apresentar à Pernambuco, um projeto de renovação das esperanças, esse partido é o PT. Mas pra isso, é preciso coragem e desprendimento individual. Por isso, saudamos efusivamente a decisão do Diretório Estadual por candidatura própria do PT ao governo do Estado.

Pernambuco anseia por mudança. Do litoral ao sertão, reclama-se a inércia, incompetência e ausência do Governador Paulo Câmara e suas políticas. O PT tem a obrigação de responder a essa necessidade popular. Não há outra alternativa realmente inclusiva capaz de resgatar a dignidade do povo pernambucano, que sofre com índices superiores a de conflitos e guerras internacionais.

Por tudo isso, estamos convictos de que o PT deve apresentar candidatura própria ao Governo de Pernambuco nas eleições de 2018. Para renovar-se a si mesmo e também ao Palácio das Princesas. Consideramos que dentre os nomes ventilados, o da companheira Marília Arrares, Vereadora do Recife, eleita com mais 11 mil votos, mulher, combativa e qualificada, enraizada nas melhores tradições e práticas da esquerda, reúne as condições de reencantar Pernambuco com o PT, colaborar com a eleição de Lula Presidente e implementar um programa de gestão capaz de resgatar Pernambuco das páginas policiais.

É hora de mudança. É hora de ousadia. É hora de Marília Governadora e Lula Presidente!

Serra Talhada, 21 de outubro de 2017.

VEREADORES E VEREADORAS DO PT.

DANIEL FINIZOLA – CARUARU

ERNESTO MAIA – SANTA CRUZ

DEOMEDES BRITO – SANTA CRUZ

SINÉZIO RODRIGUES – SERRA TALHADA

MANOEL ENFERMEIRO – SERRA TALHADA

ALMIR DOS SANTOS – CEDRO

GILMAR SANTOS – PETROLINA

ANDRÉ CACAU – SALGUEIRO

ORESTES ALBUQUERQUE – SERTÂNIA

IVETE RAMOS – SURUBIM

ARISTÓTELES MONTEIRO – TABIRA

ADEILTON PATRIOTA – FLORES

KILDARES NUNIS – ITACURUBA

EZEQUIEL SANTOS – CABO DE SANTO AGOSTINHO

EVERALDO VALÉRIO – OURICURI

LUCIANO DUQUE – PREFEITO DE SERRA TALHADA.

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Em carta, bispo emérito de Petrolina faz apelo às autoridades contestando venda de Patrimônio da Diocese

“O Palácio diocesano, tão antigo quanto a Catedral, faz parte sem dúvida do patrimônio da Diocese e do próprio povo de Petrolina! Portanto, não é “propriedade exclusiva” da Diocese. Toda a área foi doada, quando da criação da Diocese, para servir de residência episcopal, conforme consta expressamente da Escritura Pública de doação, devidamente registrada em Cartório”.

Foto: Faceboock

O bispo emérito de Petrolina, Dom Frei Paulo Cardoso, emitiu uma carta aberta às autoridades pedindo apoio no sentido de barrar projeto que visa construção de um “shopping popular” na área do Palácio Diocesano. Confira abaixo a carta na integra:

Um apelo às autoridades constituídas do Município de Petrolina

Está sendo amplamente divulgado um projeto de construção de um chamado “shopping popular” na área contígua lateral e posterior ao Palácio Diocesano de Petrolina, inclusive com o anúncio de abertura de vendas dos boxes.

Como Bispo emérito da Diocese de Petrolina, à qual procurei servir durante vinte e sete anos, venho apelar para as autoridades constituídas, a fim de que, em absoluto, não permitam que tal projeto seja levado a cabo.

Entre outros, pelos seguintes motivos.

  1. Consta no Art. 11 das Disposições Transitórias da Lei Orgânica do Município de Petrolina: “O Poder Executivo Municipal promoverá, com o objetivo de preservar o patrimônio e a memória cultural e arquitetônica da cidade, nos termos da Lei, o tombamento dos seguintes imóveis: Palácio Episcopal de Petrolina, Igreja Matriz”
  2. O Palácio diocesano, tão antigo quanto a Catedral, faz parte sem dúvida do patrimônio da Diocese e do próprio povo de Petrolina! Portanto, não é “propriedade exclusiva” da Diocese. Toda a área foi doada, quando da criação da Diocese, para servir de residência episcopal, conforme consta expressamente da Escritura Pública de doação, devidamente registrada em Cartório.
  3. Um projeto do gênero constituiria uma verdadeira agressão ao conjunto do Palácio com suas áreas adjacentes e contíguas. Além de reduzir drasticamente o pátio interno com suas árvores – lamentavelmente já destruídas – ocasionará ainda mais barulho para o Palácio, impedindo também uma utilização mais plena do mesmo, até pela própria Igreja.
  4. No futuro, poderá acontecer que bispos optem pelo direito de residir no Palácio. Ora, o projeto em apreço, se executado, inviabilizaesta possibilidade.
  5. Sabemos que o motivo que está levando a se pensar este projeto é de ordem financeira. Porém, se se trata de utilizar melhor o patrimônio da Diocese, financeiramente falando, dispõe a mesma – antes do espaço do Palácio – de pelo menos dois excelentes espaços, livres e muito bem localizados comercialmente.
  6. Achamos que tal ideia deveriater passado por um amplo e profundo debate do Bispo com o clero, bem como com segmentos sérios da sociedade e do poder público. Pois uma decisão tão séria como esta, se vier a ser tomada erroneamente, pelo Clero atuale com a aprovação da Prefeitura, passará muito negativa para a posteridade, tanto para a Diocese como para a própria Prefeitura.
  7. Por estas e outras razões, reiteramos o apelo de que, sobretudo pelas autoridades constituídas, sejam envidados todos os esforços e ações concretas e urgentes, impedindo terminantemente que tal projeto sejalevado a cabo.
  8. Assim agindo, tenho certeza de estar expressando também sentimentos e preocupações da maior parte do Clero diocesano, bem como de segmentos sérios e do povo católico de nossa cidade.

Atenciosamente,

+ Frei Paulo Cardoso da Silva

Bispo emérito e cidadão honorário de Petrolina.

Petrolina, 21.08.2017

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Entidades divulgam carta aberta em defesa dos direitos individuais e da liberdade de imprensa

A carta se refere a atitude do vereador Elias Jardim, (PHS), que na sessão ordinária do dia 13/06, anunciou que faria uma moção de repúdio a TV Grande Rio, por exibir matéria com casal gay no dia dos namorados. “Um ataque de extrema hostilidade aos direitos individuais e à liberdade de imprensa”, diz a carta

Na sessão ordinária de terça-feira, 13, da Câmara Municipal de Petrolina, o vereador Elias Jardim, (PHS), resolveu usar a tribuna (o que é raro),  para anunciar uma moção de repúdio que faria na sessão ordinária desta terça-feira, 20, contra a TV Grande Rio, por ter veiculado matéria especial no dia dos namorados mostrando um casal homoafetivo. Na oportunidade o vereador se referiu a matéria como desrespeitosa, considerando um absurdo que a imagem de um casal gay, manifestando afeto com um beijo na boca, fosse veiculada em um canal de TV. “Eu entendo que esse lixo moral não deveria ir parar na televisão diante de nossas famílias. Não sou contra nenhum homossexual, mas sou contra as atitudes”, disse.

Em virtude dessa fala do vereador, entidades, movimentos sociais e culturais, artistas, estilistas, professores entre outros emitiram um carta aberta à imprensa, repudiando a atitude considerada preconceituosa e homofóbica do Edil, confira:

Carta aberta em defesa dos direitos individuais e da liberdade de imprensa

No último dia 12, data comercial atribuída às pessoas que se enamoram, fora exibido pela TV Grande Rio um beijo entre um casal de namorados. Nada de novo sob o sol, caso não fosse o casal composto por dois homens. A exposição repercutiu na Câmara Municipal de Petrolina – PE. O vereador Elias Jardim (PHS), “em nome dos princípios da família e da religião”, queixou-se da matéria exibida e indicou uma moção de repúdio contra a reportagem, ao tempo em que sua indignação encontrou guarida no coro feito por Osinaldo Souza (PTB), também parlamentar da casa Plínio Amorim.

Um ataque de extrema hostilidade aos direitos individuais e à liberdade de imprensa, uma tentativa de macular aqueles que manifestam cotidianamente outras corporalidades e afetações que não coadunam com a heteronormatividade/cisnormatividade e, por consequência, aqueles que dão visibilidade às múltiplas expressões de humanidade.

Os dias que seguem nos desafiam a ocupar diversas trincheiras em defesa dos direitos humanos. São tempos em que a radical polarização política faz luzir – ainda que não seja uma novidade – o discurso hegemônico de uma sociedade que defende determinados padrões de relações afetivas e de impressão da cultura nos corpos, relegando à marginalização tudo aquilo que se distancia desses modelos.

Frente aos valores vigentes, sobremaneira disseminados por aqueles que se declaram cristãos, reverbera um arquétipo de família tradicional composta por homem, mulher e sua prole. De tal modo, todos os arranjos familiares e afetivos que não se adequam a este princípio normatizado pelos “bons costumes” são estigmatizados, violentados e, não bastasse isso, amargam o repúdio institucionalizado por parte daqueles que se dizem representantes do povo.

Acontece que representar o povo requer uma postura mais sofisticada, exige de quem se propõe a exercer esse papel a inteligência necessária para se despir de suas idiossincrasias, uma vez que os espaços de debate e deliberação da vida pública não podem ser regidos pelos interesses particulares que vislumbram aqueles que ocupam a política como profissão. Grande parte deles não a exerce por vocação.

Do alto de uma pretensa ignorância habitual, sorrateira e desonesta, sequer demonstram conhecer a constituição federal, pois a lei – esta que por vezes é tão injusta em sua prática – não deixa dúvidas ao definir, em seu artigo 5º, que todas as pessoas são iguais, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Em tempo, a legislação também garante aos veículos midiáticos a livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação.

Portanto, se existe alguma insatisfação por parte de uma parcela do poder legislativo petrolinense em decorrência da exposição de um beijo entre iguais, mera manifestação de amor, não deve ser a Câmara Municipal o seu muro de lamentações. Guardem ao recôndito de suas alcovas os ecos das opiniões particulares que se propõem a regular a vida afetiva alheia. É preciso, antes de qualquer coisa, que se dedique à tribuna do povo pautando-se pelas demandas reivindicadas pelo próprio povo, sem privilégios.

Se tivéssemos políticos mais sensíveis a tais demandas, prática onde reside a essência de seu exercício parlamentar, viveríamos indubitavelmente num país em que não se envergonharia por ser a nação que mais mata LGBT no mundo. Viveríamos num país em que diversas expressões de humanidade não seriam invisibilizadas e exterminadas simplesmente porque reivindicam o direito à existência. Por isso, nós é que repudiamos legitimamente – em defesa dos direitos humanos – toda e qualquer iniciativa tendenciosa à marginalização das pessoas que se reconhecem em qualquer espectro de identificação LGBT. A favor da vida, do amor, da liberdade de expressão e da manifestação dos afetos que atravessam a multiplicidade desse mar de gente que é o mundo, assinamos abaixo:

Abnéia Claudino Miranda (Jurista)

Agda Elen da Silva (Atriz/estudante)

Ailma Cíntia Barros (Psicóloga)

Alzyr Anttonio Sá Brasileiro (Maquiador)

Ana Fernanda Rios (Psicóloga)

Ananda Karolina Silva (Estudante de teatro)

Anderson Beltrame (Psicólogo)

Andrea Alice Rodrigues (Assistente social)

Andrezza Oliveira (Cantora)

Antonio Carvalho (Professor da rede estadual de ensino – BA/assessor do vereador Gilmar Santos)

Bárbara Cabral (Professora do colegiado de Psicologia – UNIVASF)

Bruna Siqueira (Antropóloga)

Camila Roseno (Professora da educação básica/pesquisadora em gênero)

Carla Raqueline Rodrigues (Psicóloga)

Carlene Sobreira (Pedagoga)

Carlos Libório (Músico/geólogo)

Celso Rodrigues (Autônomo)

Chico Egídio (Produtor cultural)

Cleybson da Silva (Bailarino/arte-educador/produtor cultural)

Conceição Lima (Pedagoga)

Cristiane Crispim (Atriz/produtora cultural)

Dalila Santos (Professora do departamento de Comunicação Social – UNEB)

Danielle Lisboa (Educadora social)

Danilo de Souza (Estudante de Jornalismo – UNEB)

Diego Bezerra (Estagiário de curso técnico em Segurança do Trabalho)

Eduardo Rocha (Presidente da Associação Sertão LGBT)

Elisson César (Professor da rede estadual de ensino – BA)

Fernanda Maria Lins (Assistente social)

Fernando Campinho Braga (Professor)

Francisca Sobreira (Estudante)

George Cabral (Professor da rede estadual de ensino – BA/estudante de Direiro – UNEB)

Gizelia Celiane Barbosa (Professor da rede estadual de ensino – BA)

Gleice Cordeiro (Sanitarista)

Grécia Nonato (Psicóloga)

Herica Fonseca (Técnica administrativa do IF-Sertão)

Isabel Angelim (Assistente social)

Jackeline Maria de Souza (Psicóloga)

Jailson Lima (Professor e produtor cultural)

Janaina Guimarães (Professora do programa de mestrado profissional em educação – UPE)

Jean Pinheiro (Professor da rede privada de ensino – PE)

Jerônimo Vaz (Psicólogo)

João Trapiá (Escritor/estudante de Letras – UPE)

José Lírio Costa (Ator/arte-educador)

Juliano Varela (Ator/professor da educação básica, técnica e tecnológica)

Juliana Júlia Araújo (Estudante)

Karla Maria Alencar (Dona de casa)

Larissa Tito (Estudante)

Lennon Raoni (Artista/estudante de enfermagem)

Lícia Loltran (Jornalista/escritora)

Lizandra Martins (Fotógrafa/DJ)

Lucas Luan de Lima

Luiz Marcelo Gomes (Artista/arte-educador)

Luzania Rodrigues (Professora do colegiado de Ciências Sociais – UNIVASF)

Marcos Aurélio (Bailarino/educador físico)

Márcia Galvão (Professora da rede estadual – BA)

Maria Perpétua Neto (Professora da rede estadual de ensino – BA e PE)

Mariana Ribeiro (Professora do colegiado de psicologia – UNIVASF)

Marina Xavier (Estudante)

Monique Bezerra (Atriz/arte-educadora/estudante de Letras – UPE)

Nathalia Silva (Cadastradora imobiliária)

Ninfa Tavares (estilista e empresária)

Paulo de Melo (Ator)

Paulo Henrique Reis (Professor do IF-Sertão)

Pedro Henrique Sobreira (Estudante)

Pollyana Dias (Psicóloga)

Rafael Vinícius Silva Santos (Bailarino/artista visual/licenciando em Artes Visuais – UNIVASF)

Raíra Oliveira (Estudante)

Ramom Galvão Costa (Microempresário)

Raphael Costa Santos (Ator)

Raphaela de Paula (Atriz)

Robério Brasileiro (Artista plástico/diretor de cinema)

Robisnayara Barbosa (Estudante de Ciências Sociais – UNIVASF)

Rogério Leal (Médico/cantor)

Sarah Fonseca (Psicóloga)

Sasha Araújo (Advogada)

Simone de Araújo (Assistente social)

Taylla Cabral (Técnica de educação tecnológica)

Tatiana Carvalho (Psicóloga/militante feminista)

Thiago Silva (Psicólogo)

Thom Galiano (Diretor teatral da Trup Errante)

Tiago Castão (Técnico em farmácia)

Wendell Britto (Bailarino/licenciando em dança – UFBA)

Williany Ferreira (Estudante de História – UPE)

Vicente Bandeira (Microempresário)

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Movimentos Antirracistas do Vale emitem carta aberta sobre o carnaval de Juazeiro, BA

Relatório recente da ONU (2016), fala que os negros são vítimas de altos índices de violência no Brasil.

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Os Movimentos Antirracistas do Vale do São Francisco publicaram ontem, 13, uma carta aberta sobre o carnaval da vizinha cidade de Juazeiro. Confira abaixo a carta na íntegra.

“CARTA ABERTA DOS MOVIMENTOS ANTIRRACISTAS DO VALE SOBRE O CARNAVAL DE JUAZEIRO EM 2017

O Carnaval é conhecido como uma festa popular que agrega uma infinidade de gentes.

É a festa da mistura e da alegria, mas não de uma paz igualitária.

O poder repressor do Estado, que povoa as ruas com os olhos voltados para os focos de desordem. Desordem? Com que olhos é vista e analisada? O que é desordem, se, afinal, basta ser negrx – ou, preferencialmente, ser negrx, homem e jovem para ser tratado como um cidadão sem direitos quando suspeito?

Relatório recente da ONU (2016), fala que os negros são vítimas de altos índices de violência no Brasil. “O que é desconcertante é que um número significativo é perpetrado pelo Estado, frequentemente através do aparato da polícia militar”, afirma a pesquisa. Somos vítimas da polícia e dos bandidos.

É dentro desse contexto que acompanhamos com total indignação o caso em que a professora Neide Tomaz e sua família, curtindo o carnaval de Juazeiro, assistiram a cenas terríveis de espancamento de um jovem homem negro rendido por profissionais da Polícia Militar. Não contendo a sua aversão diante de tamanha desproporção e abuso, Neide Tomaz solicitou que as providências coerentes ao caso fossem adotadas.

A cólera da polícia se voltou, então, para ela, seu companheiro e dois filhos, que foram covardemente brutalizados.

A nossa indignação cresce ao saber que esse não é um caso isolado e que a cada hora pessoas negras são maltratadas apenas por serem negras. Em nosso país, o número de jovens mortos equivale a queda de 1 avião a cada 2 dias, 77% desse mortos são negros, no seio de nossa pátria amada acontece um genocídio silencioso dos jovens negros (Anistia Internacional, 2012). Mas isso parece não chocar as “pessoas de bem” do nosso Brasil.

Mas nós negros precisamos não só nos chocar, mas nos posicionar contra esta situação.

Os jovens negros são muito mais vítimas do que causadores da violência. Mas o homem negro, em nossa “democracia racial” (ou melhor dizendo, hipocrisia racial), é comumente representado como vilão e por isso toda mãe de adolescente negro fica com o coração na mão quando o seu filho ou filha sai para uma festa ou à noite para um compromisso qualquer. Essa mãe tem medo dele ser assaltado, mas também tem medo da polícia pegar o seu filho e maltrata-lo, com a desculpa de que achou que ele era “suspeito”.

Toda mãe e pai de adolescente negro sabem do que estamos falando.

Nós, dos Movimentos Antirracistas do Vale, manifestamos nosso completo repúdio a violência e ao racismo em todos os tempos e lugares. Nossas cabeças estão erguidas e nossos peitos cheios de coragem para lutar contra o racismo e pela afirmação dos valores de toda vida negra!

 

                                                                  Movimentos Antirracistas do Vale

REFERÊNCIAS:

ONU, 2016. https://documents-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/GEN/G16/021/35/PDF/G1602135.pdf?OpenElement

Anistia Internacional: https://anistia.org.br/campanhas/jovemnegrovivo/”

 

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Médicos do HU denunciam em carta, situação de penúria dos pacientes que aguardam cirurgias e pedem providências

Na carta os médicos ortopedistas e traumatologistas ameaçam tomarem medidas rigorosas caso o problema não seja resolvido nos próximos dias.

12342796_924813517614939_7462426477750943303_nEm carta enviada ao nosso blog, médicos ortopedistas e traumatologistas, que atendem no Hospital Universitário (HU) de Petrolina, denunciam estado de penúria dos pacientes que aguardam por cirurgias ortopédicas naquela unidade de saúde. Embora reconheçam o esforço da atual administração do HU-Univasf em tentar resolver os problemas, os profissionais repudiam a falta de compromisso das autoridades púbicas responsáveis pelo que chamaram de “falida e desigual rede PEBA”. Confira:

HU-Univasf – Carta Aberta – Equipe de Ortopedia e Traumatologia