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Riquezas da Agricultura Familiar da Caatinga e Cerrado serão evidenciadas na 27ª Fenagri

A Vila da Agricultura Familiar tem como objetivo fortalecer o novo modelo de produção baseado no trabalho sustentável e coletivo, promovendo o comércio justo e solidário através da comercialização de produtos da agricultura familiar. A Vila reunirá “empreendimentos que trabalham com a produção agroecológica, com artesanato e fortalecimento dos agricultores e agricultoras tanto no Bioma Caatinga como Bioma Cerrado.

Foto: Divulgação

Você já experimentou a linguiça de bode? Tomou a cerveja do Umbu? Já saboreou a geleia do maracujá do mato? Esses e muitos outros produtos beneficiados a partir de matérias primas presentes nos Biomas Caatinga e Cerrado serão expostos e comercializados na Vila da Agricultura Familiar e Economia Solidária durante a 27ª Feira Nacional da Agricultura Irrigada –  Fenagri,  que acontecerá entre os dias 11 e 14 de Julho, na área externa do Juá Garden Shopping, em Juazeiro – BA.

A Vila da Agricultura Familiar tem como objetivo fortalecer o novo modelo de produção baseado no trabalho sustentável e coletivo, promovendo o comércio justo e solidário através da comercialização de produtos da agricultura familiar. A Vila reunirá “empreendimentos que trabalham com a produção agroecológica, com artesanato e fortalecimento dos agricultores e agricultoras tanto no Bioma Caatinga como Bioma Cerrado… e esse ano a Vila ganha um  maior destaque dentro na Fenagri”, pontua Gizeli Maria, colaboradora do Irpaa, uma das responsáveis pela organização do espaço.

A novidade dessa edição é a participação da Central do Cerrado, que reúne 35 organizações comunitárias de sete estados brasileiros (MA, TO, PA, MG,MS,MT e G0) e desenvolve atividades produtivas a partir do uso sustentável da biodiversidade desse bioma. A Central do Cerrado foi um dos espelhos para a formação da Central da Caatinga, que reúne cooperativas e grupos comunitários do bioma Caatinga com o objetivo de apoiar agricultores/as familiares na comercialização e valorização dos produtos locais, destaca Gizeli.

Nos empreendimentos serão comercializados alimentos in natura, produtos beneficiados, bebidas e artesanato. A cultura popular também estará presente através das apresentações do Samba de Véio do Rodeadouro, em Juazeiro, e grupo Galeota das Artes, de Curaçá. Outro destaque da Vila será o Espaço Gourmet, com alimentos e bebidas que poderão ser apreciados durante a visita, pratos oriundos da agricultura familiar, a exemplo do espetinho de carne de bode, escondidinho com carne de bode, cerveja de Umbu, Frozem de cachaça, entre outros.

A Vila da Agricultura Familiar e Economia Solidária funcionará a partir das 17h, encerrando às 22h, durante todos os dias da Fenagri 2018 e as/os visitantes terão 30 stands repletos de sabores, cheiros e cores, representando a vida que pulsa no Semiárido.

A 27ª Fenagri, que  também evidenciará o potencial da caprinovinocultura no Semiárido Baiano, tem como tema “Cultivando Sabores e Valores do Vale”, e é realizada pela Prefeitura Municipal de Juazeiro e da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Juazeiro (ACIAJ), contando com a parceria do Sebrae, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Uneb, Univasf, IFBA, IF Sertão entre outras entidades, sendo o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada – Irpaa uma das co-realizadora da Vila da Agricultura Familiar.

Serviço:

O quê: Vila da Agricultura Familiar e Economia Solidária.

Quando: 11 a 14 de julho.

Onde: 27º Fenagri – Juazeiro – BA.

http://www.irpaa.org/

 

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Caravana Agroecológica vai passar por seis municípios do Submédio do São Francisco

O grupo de 70 pessoas, que fará parte da Caravana, também tem como proposta dar visibilidade a denúncias, conflitos e experiências de resistência e organização de comunidades dos seis municípios que serão visitados.

Refletir sobre modelos de desenvolvimento e sistemas agroalimentares a partir de elementos comuns a uma bacia hidrográfica. Esse é o objetivo da “Caravana Agroecológica do Semiárido Baiano: nos caminhos das águas do São Francisco”, que tem início na próxima segunda-feira (26), em Juazeiro (BA). O grupo de 70 pessoas, que fará parte da Caravana, também tem como proposta dar visibilidade a denúncias, conflitos e experiências de resistência e organização de comunidades dos seis municípios que serão visitados.

No primeiro dia da Caravana Agroecológica do Semiárido Baiano, os participantes vão se reunir, em Juazeiro, para um momento de integração e reflexão sobre a região do Submédio do São Francisco. No dia seguinte, a Caravana vai se dividir em duas rotas, uma com destino aos municípios de Campo Formoso e Jacobina; e outra, que passará por Casa Nova, Remanso e Campo Alegre de Lourdes. Durante três dias, integrantes de movimentos e entidades populares, universidades, centros de pesquisas e órgãos públicos vão vivenciar diferentes realidades e contrastes do Semiárido baiano.

Seis eixos orientaram a construção das rotas da Caravana: os impactos da mineração, conflitos fundiários, conflitos por água, uso e impactos de agrotóxicos, experiências agroecológicas e resistências comunitárias. Para Manoel Ailton Rodrigues, integrante do Movimento Quilombola e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Salitre, é de suma importância os locais escolhidos para a realização da Caravana. “Os impactos nas bacias do rio Salitre e do entorno do Lago de Sobradinho são os objetivos da Caravana Agroecológica. Sem dúvida, ela vai fortalecer a luta dos respectivos comitês”, afirma.

Comunidades tradicionais, como quilombolas, pescadores e fundos de pasto também estão incluídas nas rotas dos caravaneiros/as. Como parte da programação, acontecerá, no dia 28 pela manhã, o Seminário: “Ameaça aos Territórios Tradicionais”. A atividade será realizada no salão da Colônia de Pescadores de Casa Nova e é aberta a toda a população. “A programação está bastante rica, convidamos todas comunidades por onde a Caravana estará passando para participar com a gente. Várias pessoas de diversas organizações estarem juntas em uma caravana ajuda a gente a reconhecer os desafios para além da própria comunidade ou organização, nos permitindo um olhar de mais amplo para o território onde estamos”, ressalta o sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e integrante da coordenação da Caravana, André Búrigo.

A Caravana Agroecológica tem como diferencial a produção de um diagnóstico sobre o Submédio do São Francisco a partir de trocas e saberes coletivos e uma análise crítica composta por olhares de pesquisadores, comunidades, técnicos e integrantes de movimentos populares. Como resultado, espera-se realizar e reforçar denúncias de violações de direitos e contribuir para a atuação do Ministério Público da Bahia, pressionar por políticas públicas e sociais, fortalecer a luta de comunidades tradicionais e divulgar experiências agroecológicas e de Convivência com o Semiárido. Uma carta política e um documentário também serão produzidos a partir da Caravana.

“A vivência da Caravana já é um grande resultado. É uma aposta de que devemos e pudemos caminhar juntos, construindo convergências nas ações”, diz Búrigo. As Caravanas Agroecológicas têm sido realizadas por todo o Brasil desde 2013, como estratégia de mobilização de diferentes atores sociais. A do Semiárido Baiano vem sendo construída desde agosto do ano passado, com a participação de cerca de 30 organizações dos âmbitos federal, estadual e que atuam na região do Submédio do São Francisco. O encerramento da Caravana Agroecológica do Semiárido Baiano será realizado no dia 30, no Espaço Plural da Univasf, em Juazeiro.

Fonte: Comunicação Caravana Agroecológica do Semiárido Baiano

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Mudanças climáticas à vista nas margens do Rio São Francisco

Veja o que a pesquisa apresenta sobre municípios da nossa região como Juazeiro, Pilão Arcado, Abaré, Juazeiro, Paulo Afonso.

Mudanças climáticas à vista nas margens do Rio São Francisco

Na Bahia, quase a metade das cidades da caatinga, no entorno do Rio São Francisco, têm alto risco de sofrer danos provocados pelas mudanças climáticas nos próximos 25 anos.

A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que mapeou a vulnerabilidade às alterações do clima em 84 municípios, que fazem parte da bacia hidrográfica do Velho Chico e estão localizados na região do bioma caatinga. Coordenada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e Centro de Pesquisas René Rachou (Fiocruz-Minas), a pesquisa utiliza uma metodologia desenvolvida na Fiocruz que já foi aplicada para mapear a vulnerabilidade nas cidades do Rio de Janeiro. O trabalho foi financiado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, por meio de edital, e contou com o apoio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz.

A gravidade das alterações climáticas previstas para a região foi um dos fatores que levaram os pesquisadores a realizar o estudo. “Esta será uma das áreas mais afetadas pelas mudanças do clima. Além disso, o bioma da caatinga é muito peculiar e característico do nosso país. É importante preservá-lo”, afirma a pesquisadora do IOC Martha Barata, coordenadora-geral do projeto. Especialista em mudanças do clima e cidades, Martha é coordenadora do núcleo da Rede de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Urbanas (UCCRN, na sigla em inglês) para a América Latina, anunciado no ano passado.
Mais calor e menos chuva

Com base em dados do Instituto Nacional de Estudos Espaciais (Inpe), os pesquisadores identificaram as possíveis alterações de temperatura e de volume de chuvas para cada um dos 84 municípios nos próximos 25 anos considerando dois cenários de futuro: um cenário com redução nas emissões de gases do efeito estufa e menor aquecimento global, e outro que considera a progressão contínua dessas emissões e maior impacto no clima. Para 2040, a previsão é a de que a média de temperatura na região suba no mínimo 0,98°C e no máximo 1,75°C. Ao mesmo tempo, o volume de chuvas anual deve cair entre 101 mm e 172 mm no conjunto dos municípios. Além da tendência geral de clima mais quente e seco, os índices apontam para a possibilidade de mudanças extremas. A cidade de Buritirama pode ficar 2,13°C mais quente. Já em Urandi, a queda na precipitação pode ser de 438 mm.

Calcular o impacto das alterações de chuvas e temperatura em cada cidade é apenas uma das etapas para determinar a vulnerabilidade da população às mudanças climáticas. Segundo Martha, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (chamado de IPCC, na sigla em inglês) define a vulnerabilidade como “a propensão a sofrer danos”. Esta é influenciada pelo nível de exposição, pela sensibilidade e pela capacidade de adaptação da população ao fator de perigo. “No estudo, consideramos que o nível de exposição é apontado pelas características ambientais, a sensibilidade pode ser percebida pela ocorrência de certas doenças, a capacidade de reação é indicada pelo perfil socioeconômico do município, e o fator de perigo é a possível mudança do clima”, enumera a pesquisadora.

Fatores de vulnerabilidade

Dessa forma, seguindo a metodologia desenvolvida na Fiocruz, o Índice de Vulnerabilidade Municipal é calculado a partir de quatro fatores. A situação da saúde é avaliada pela ocorrência de doenças de notificação obrigatória na área de estudo que podem sofrer impactos do clima, incluindo os registros de dengue, leishmanioses, esquistossomose e acidentes com animais peçonhentos, além das mortes causadas por diarreia em crianças menores de 5 anos. Os aspectos ambientais são analisados considerando a preservação da biodiversidade, a disponibilidade de recursos hídricos, a situação do solo e a frequência de eventos hidrometeorológicos extremos, como secas e enchentes, com e sem vítimas fatais. Já as características socioeconômicas são apontadas por indicadores oficiais, além de informações sobre as condições de saneamento local, incluindo rede de esgoto e coleta de lixo. Por fim, as previsões climáticas são inseridas na fórmula, dando origem ao Índice de Vulnerabilidade Municipal, que varia de zero a um de acordo com a padronização realizada pelos pesquisadores e aponta o risco de danos para a população devidos às mudanças do clima. “O objetivo é que este indicador seja um alerta para os gestores. Eles podem observar os fatores mais relevantes para a vulnerabilidade em cada cidade e direcionar investimentos que previnam ou minimizem os problemas”, explica a pesquisadora da ENSP Diana Marinho, coordenadora-executiva do trabalho.

Entre os 84 municípios analisados na Bahia, 34 foram classificados nas faixas de maior vulnerabilidade mesmo no melhor cenário climático. Já considerando as piores previsões para o clima, o número de cidades com vulnerabilidade alta ou muito alta chegou a 40. A maioria das cidades nesta situação está concentrada entre o oeste e o sul da região estudada, em uma área que vai de Campo Alegre de Lourdes até Mortugaba. Nesse trecho, os cientistas preveem os maiores impactos do aquecimento global, tornando o clima extremamente quente e seco. Entre as cidades mais vulneráveis estão os municípios de Urandi e Rio do Pires, que revelam como os diferentes fatores contribuem para o problema: de um lado, as falhas na saúde e a degradação ambiental deixam a população exposta; de outro, as fortes mudanças do clima representam uma grande ameaça. O resultado é uma população com altíssima propensão a sofrer danos no futuro caso medidas de adaptação, que reduzam a vulnerabilidade da população, não sejam adotadas.

Contribuição para enfrentar os riscos

Além de oferecer um panorama geral sobre a situação futura dos municípios, o estudo traz detalhes de cada indicador, o que pode ajudar as autoridades a orientar suas ações. Na saúde, seis cidades apresentaram valores muito altos de vulnerabilidade: Uibaí, que registra a maior taxa de esquistossomose; Barra do Mendes, que possui altos índices de esquistossomose e leishmaniose visceral; Mulungu do Morro, que contabiliza casos de todas as doenças pesquisadas; Guanambi, que tem a maior taxa de leishmaniose visceral; Irecê, que registra altos índices de dengue e esquistossomose; e Urandi, que tem o maior número de acidentes com animais peçonhentos. Para o perfil socioeconômico, as cidades com maior vulnerabilidade são Pedro Alexandre, Pilão Arcado e Bonito, enquanto os municípios em menor vulnerabilidade são Paulo Afonso, Irecê, Guanambi, Jaguarari e Juazeiro. Já em relação às condições ambientais, os municípios de Abaré e Gentio do Ouro apresentaram problemas em todos os critérios analisados e são considerados em situação crítica de vulnerabilidade.

Os pesquisadores ressaltam que combater os fatores de vulnerabilidade é uma forma de preparar as cidades para enfrentar as mudanças climáticas no futuro. “Problemas de saúde e de condições socioeconômicas que já existem devem ser agravados pelas mudanças do clima. As cidades precisam de investimentos para dar à população condições de lidar com eventos extremos, como a seca, que deve se intensificar na região”, avalia Diana. Além disso, embora os efeitos das mudanças climáticas devam ser mais graves na parte oeste e sul da área estudada, os autores destacam que condições de vulnerabilidade foram identificadas de forma disseminada. “O município menos vulnerável da região é Paulo Afonso, que constitui um polo econômico por causa da hidrelétrica. No entanto, ao lado desse município está Jeremoabo, que tem alta vulnerabilidade, considerando as condições socioeconômicas, ambientais e de saúde. Esse é um ponto relevante uma vez que o poder público tem a possibilidade de trabalhar para que as áreas mais desenvolvidas influenciem as cidades do entorno”, relata Martha.

Maíra Menezes – IOC/Fiocruz, Informe ENSP, disponível em Racismo Ambiental

 

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Sertanejos armazenam água da chuva e pasto

São ações simples como estas, asseguradas às milhares famílias por meio das políticas públicas voltadas para o Semiárido, que diferenciam estes últimos anos de estiagem das secas de algumas décadas atrás

O ano de 2016 começou com muitas chuvas no sertão da Bahia e, mesmo de forma irregular, chovendo mais em uns locais e em outros menos, a vinda da chuva é motivo de muita alegria, principalmente para as comunidades rurais, pois estas têm o costume de armazenar a água da chuva, além da chegada dela garantir a renovação da Caatinga e favorecer o plantio e o pasto para os animais.

Para captar e armazenar a água que cai, as famílias e comunidades contam com as tecnologias de captação e armazenamento da chuva. São as cisternas de consumo e de produção, os barreiros trincheiras, os tanques de pedras, barragens subterrâneas, açudes, etc. Em todo Semiárido, estas tecnologias são construídas por mais de três mil organizações reunidas na Articulação do Semiárido – Asa, o que já possibilitou a construção de 669.243 tecnologias até janeiro deste ano.

Em Juazeiro (BA), famílias da comunidade de Cipó, no distrito de Juremal, estão incluídas nesse dado. A região é contemplada com projetos executados pelo Irpaa e que hoje garante o armazenamento da água em cisternas calçadão, as quais encheram logo com as chuvas da primeira semana de janeiro.

Mas, além de guardar a água, é preciso atentar para a importância de armazenar também o pasto. “Esse ano eu não passei aperreio porque tinha muita ração guardada”, diz o agricultor Rafael Nunes, se referindo ao ano de 2015 e citando a silagem e fenação como práticas adotadas nos últimos anos após a assessoria de organizações como o Irpaa. Ele conta que quando começa a sair o “broio” das plantas na Caatinga, os animais são logo soltos na área, mas como o verde não dura o ano todo, é preciso armazenar a forragem. “A gente agora espera que saia bem comida na área de Fundo de Pasto que a gente vai trabalhar no sistema de guardar a ração pra quando chegar o mesmo período a gente ter a ração para os animais, porque comprar não dá certo não, é muito caro”, confirma.

São ações simples como estas, asseguradas às milhares famílias por meio das políticas públicas voltadas para o Semiárido, que diferenciam estes últimos anos de estiagem das secas de algumas décadas atrás. “Antigamente a gente esperdiçava muito, ninguém guardava nada não”, lembra Seu Rafael, destacando a importância tanto da estocagem de alimentos quanto da água.
Medição da chuva para planejar a produção

Para garantir um bom planejamento acerca do uso da água, tanto para consumo humano quanto animal, e a produção agrícola de sequeiro, a medição da chuva é um elemento indispensável no Semiárido brasileiro. Além dos dados divulgados pelos institutos de pesquisa, no sertão baiano muitos/as agricultores e agricultoras também medem a quantidade de chuva que cai na propriedade.

Isso é feito através do pluviômetro popular, uma tecnologia confeccionada de forma caseira com uma lata de leite em pó, uma estaca de madeira e uma régua para medir os milímetros de cada chuva que cai. Para o agricultor Rogério Gonçalves, também morador de Cipó, após o período chuvoso é feito um balanço da quantidade de chuvas para assim planejar, por exemplo, quais os cultivos mais apropriados, se é possível investir no crescimento do rebanho, se irá necessitar de outras fontes de água durante o ano, isso considerando o volume de água armazenado.

Para o Irpaa, o importante é constatar que as famílias, ao receberem uma tecnologia dessas, aprendem também a fazer a gestão da água armazenada. O processo pedagógico que acompanha a construção da tecnologia – seja de maior custo ou algo caseiro como o pluviômetro – ajuda as famílias a compreenderem que estocar e fazer o uso correto da água e da Caatinga é o que garante uma maior tranquilidade durante o período de estiagem.

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Aves advindas de apreensão são libertadas em reserva ambiental

Após serem resgatadas de seus cativeiros, as especieis foram tratadas e habilitadas à voltar para a natureza. A localização da propriedade da soltura não foi revelada por questões de segurança.

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Depois de passaram mais de 90 dias recebendo tratamento médico e nutricional, 59 aves entre periquitos-da-caatinga e espécimes de pombas foram devolvidas à vida livre numa reserva ambiental localizada a 80km de Petrolina, no sertão pernambucano. As espécies estavam sob os cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga).

De acordo com a veterinária do Centro, Adriana Alves, as aves chegaram ao Cemafauna através de apreensões realizadas por órgãos fiscalizadores a exemplo do IBAMA e Inema e estavam em plenas condições para retornarem à natureza. As aves foram libertadas na última quinta-feira (17).

Em relação à reserva ambiental, trata-se de uma área legal, particular e o principal motivo para a escolha dela é a possibilidade de acompanhamento das aves após a soltura, uma vez que elas permanecem por um longo tempo na propriedade.

“Lá elas encontram disponíveis para elas alimentação e água em abundância, oferecida pelo proprietário, também por ser uma área segura, onde a caça e capturas são proibidas. Pudemos constatar a reprodução de aves soltas anteriormente já ocorrendo na fazenda”, disse Adriana. Quanto à localização da propriedade os órgãos ambientais orientam que não seja revelada, por questão de segurança dos animais e das solturas futuras.

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1ª Feira da Caatinga movimenta Juazeiro neste fim de semana

A Feira será realizada nos dias 13, 14 e 15 de novembro, na Casa do Artesão em Juazeiro – BA.

feira da caatingaA 1º FEIRA CRIATIVA DA CAATINGA, será realizada neste fim de semana, 13, 14 e 15 de novembro, na Casa do Artesão em Juazeiro – BA. A intenção da Feira é colaborar com o fortalecimento das ações da Casa do Artesão, buscando o melhor desenvolvimento das pessoas, dos empreendedores criativos e do turismo da cidade.

Voltado para lojistas, decoradores, representantes da classe de alimentos e bebidas e consumidores em geral, o evento pretende destacar a riqueza do artesanato regional, dando relevância a caatinga, através da Coleção Imaginário Sertanejo, no qual serão expostos diversos artesanatos como cerâmica, couro do bode e da tilápia, bordados, crochê e outros. Além de artesanato indígenas, acessórios, produtos orgânicos da agricultura familiar e utensílios domésticos.

A feira conta com Empreendimentos Criativos e Artesanais de 22 municípios: Artesãos Associados da Casa do Artesão; Artesãos do Território Nordeste II – Jeremoabo (Chuquê Euclides da Cunha – Serra Branca); Santa Brígida (Morada Velha); Artesãos do Território de Itaparica – Paulo Afonso (APA e AGAPA); Malhada Grande e Rio do Sal; Floricultores da Cooperativa Haste Floral de Paulo Afonso; Artesão do Território Sertão do São Francisco; Artesãos convidados de Pernambuco Petrolândia e Artesãos da aldeia indígena Tumbalalá.

A Casa do Artesão

Criada em 2010, a Associação Casa do Artesão reúne várias tipologias de artesanatos. Através de atividades de capacitação e oficinas vem buscando a integração da produção artesanal de seus associados como forma de criar uma identidade forte do artesanato regional, participando de eventos de projeção estadual e nacional.