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Celso Amorim: Destruição do Itamaraty não é falta de habilidade, mas “um projeto”

Ex-chanceler brasileiro comentou possível nomeação de Eduardo Bolsonaro e quebra de tradições diplomáticas brasileiras

Ex-chanceler brasileiro comentou possível nomeação de Eduardo Bolsonaro e quebra de tradições diplomáticas brasileiras

O ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou em entrevista ao Brasil de Fato nessa sexta-feira (12) que o processo de desmonte da diplomacia brasileira, em curso desde que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assumiu o governo, não ocorre por falta de habilidade, mas “é um projeto” político.

O diplomata, que foi chanceler durante as administrações de Itamar Franco e Luiz Inácio Lula da Silva, comentou a possível nomeação de Eduardo Bolsonaro como embaixador em Washington, a degradação da imagem do Brasil em fóruns internacionais e a quebra das tradições diplomáticas do país.

“O Itamaraty sempre procurou ser guardião das tradições brasileiras que estão na Constituição. Nunca se colocou a questão ideológica em primeiro plano. Talvez a exceção tenha sido o começo do governo militar, depois do golpe [de 1964]. Mas ainda que no Brasil prevalecesse um regime ditatorial, o Itamaraty procurava se afastar disso e não fazer uma frente ideológica como estão fazendo agora: uma frente ideológica/religiosa”, afirma.

Nas últimas décadas, o país alcançou prestígio internacional com a consolidação de uma postura não intervencionista e com a capacidade de dialogar com atores diversos. A reputação rendeu ao Brasil um lugar de destaque entre os países em desenvolvimento e a capacidade de influenciar decisões ao redor do mundo.

No entanto, deliberações recentes, entre elas a de vetar qualquer referência ao termo “gênero” em resoluções da ONU, geraram perplexidade em diversas delegações estrangeiras, abalando a credibilidade do país.

“Os países ocidentais, europeus, estão chocados com as votações que o Brasil tem feito sobre questões de gênero, questões de saúde reprodutiva da mulher. Em todas essas questões, o país tem entrado por um caminho que parece que o Brasil é uma teocracia medieval”, afirma.

Segundo ele, o Itamaraty parece “um navio sem rumo”. “Ou melhor, com o rumo errado, à beira do naufrágio, e com os diplomatas como passageiros de uma nau que está naufragando, procurando um barco salva-vidas. E dificilmente encontrarão. Eu sinto muita tristeza pelos meus colegas. Muitos devem estar trabalhando de maneira muito contrariada, até evitando ficar em lugares muito importantes, para não ter que se associar [ao governo Bolsonaro]. E isso agora vai só piorar”, lamenta.

Casamento real

O Brasil voltou a ser ridicularizado internacionalmente nessa quinta-feira (11), quando Jair Bolsonaro anunciou que pretende indicar seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), ao cargo de embaixador em Washington, nos Estados Unidos.

O parlamentar, que não tem experiência diplomática, completou 35 anos – idade mínima para assumir o posto – na última quarta-feira (10), um dia antes do anúncio de Bolsonaro. O cargo está ocioso desde abril, quando o diplomata Sérgio Amaral foi destituído.

“Não vou entrar no detalhe do nepotismo, porque assessoria jurídica do próprio Congresso deve ver [a questão]. [Mas a indicação] é grave de qualquer maneira. Foge totalmente aos padrões civilizados hoje em dia”, afirma Amorim.

Após Bolsonaro afirmar que pretende nomear Eduardo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que também poderá indicar seu filho Eric para a embaixada norte-americana em Brasília.

Para Amorim, “se isso acontecer, vai parecer coisa de dinastia do século 17, 18, em que se faziam alianças militares na base de casamentos, na época do poder absoluto das monarquias […] essa é uma prática que ninguém segue, a não ser as monarquias absolutistas”.

A indicação, segundo o diplomata, fragilizará ainda mais o Ministério das Relações Exteriores. “Há o debilitamento do Itamaraty como instituição, que tem muitos diplomatas competentes. E há o temor de formação de um eixo de extrema direita com setores do governo norte-americano. Nem o governo dos EUA como um todo tem essa visão. E o Trump tem uma postura muito pragmática. Não se deve pensar que por uma aliança ideológica ele vai deixar de defender o interesse norte-americano”, avalia Amorim.

Para ele, os últimos acontecimentos não representam uma falta de habilidade política, mas sim “um projeto”. “O próprio presidente Bolsonaro, não se referindo especificamente ao Itamaraty, mas à política externa – então indiretamente ao Itamaraty –, disse que o objetivo é destruir mesmo”, ressalta.

Hambúrguer e inglês avançado

Embora não tenha nenhuma experiência em cargos diplomáticos, Eduardo afirmou ser qualificado para exercer a função de embaixador. “Já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos Estados Unidos, no frio de Maine, estado que faz divisa com o Canadá. No frio do Colorado, numa montanha lá, aprimorei o meu inglês”, disse.

Caso Eduardo realmente seja indicado, seu nome será encaminhado à Comissão de Relações Exteriores do Senado. O órgão é responsável por nomear um relator com a incumbência de levantar o currículo do indicado. O nome é então colocado em votação na comissão e, depois, de forma secreta, no plenário do Senado.

Para ser embaixador em Washington, Eduardo deveria renunciar ao cargo de deputado. Uma proposta do Capitão Augusto Rosa (PL-SP), no entanto, pretende garantir que parlamentares mantenha funções eletivas mesmo após assumirem as sedes diplomáticas.

Segundo o site Opera Mundi, a decisão de indicar um filho ao cargo de embaixador nos EUA possui apenas um precedente recente: em 2017, o rei da Arábia Saudita escolheu o filho Khalib bin Salman como embaixador em Washington. Ele deixou o posto em 2019 após suspeitas de envolvimento no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.

 

 

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Congresso da UNE define diretrizes e promete “tsunami da educação” ainda maior

Em quarto dia, Conune aprova propostas relativas à conjuntura política e participação na greve geral de 13 de agosto

Plenária de sábado (13) deliberou sobre mobilização nacional e participação na greve geral prevista para 13 de agosto / Foto: Karla Boughoff

O sábado (13) foi agitado para os cerca de 15 mil estudantes que compareceram ao 57º Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes (Conune), em Brasília. Os delegados aprovaram propostas de diretrizes para a entidade relativas à conjuntura política, ao movimento estudantil e à educação.

A primeira ação estudantil sob comando da UNE será a participação na greve geral prevista para o dia 13 de agosto. A agenda também conta com uma grande mobilização nacional, marcada para ocorrer no dia 30 do mesmo mês, que promete levantar um “tsunami da educação” ainda maior.

Neste domingo (14), último dia do congresso, os 8.013 delegados vão eleger a nova diretoria que assumirá o comando da União Nacional dos Estudantes (UNE) pelos próximos dois anos. Três representações estão na disputa e serão ouvidas pela plenária antes da votação.

Resistência

Iniciado no período da tarde do sábado, o processo de votação das diretrizes durou mais de seis horas e adentrou o início da noite. A presidenta da UNE, Marianna Dias, comemorou o resultado das deliberações. “Ficou evidente que não recuaremos das ruas, que as políticas do governo de [Jair] Bolsonaro, os cortes na educação e os projetos contra as universidades públicas são inaceitáveis para os estudantes”, afirmou.

O entendimento da líder estudantil reflete o contexto em que as teses apresentadas foram construídas: todas com embasamento ideológico contrário ao governo de Jair Bolsonaro. Antes da votação, representantes dos coletivos proponentes tiveram tempo de cinco minutos para defesa das matérias, que, em seguida, foram submetidas à apreciação da plenária.

Pela manhã, concentrados na parte externa do Ginásio Nilson Nelson, os coletivos entoavam palavras de ordem e clamavam pela reconstrução da democracia no país. Levavam também as mensagens das chapas inscritas para concorrer à próxima diretoria da UNE.

Antes das deliberações, foram lidas e aprovadas a Carta de Brasília, onde os estudantes também se posicionaram contrários à conjuntura política e econômica do atual governo; e a Jornada de Lutas da Juventude para o próximo ano, que terá início em agosto.

O Conune

Durante cinco dias desde quarta-feira (10), o 57º Conune reúne cerca de 15 mil estudantes em Brasília para participarem de debates, grupos de trabalho, atos políticos e atividades culturais. No último dia de congresso, também é realizada a eleição de uma nova diretoria para a UNE, que representa mais de 7 milhões de estudantes. O mandato é de dois anos.

O Conune tem grande peso na caminhada dos estudantes brasileiros, tendo marcado a luta social em diferentes momentos da história nacional, como no caso da ditadura civil-militar (1964-1985), quando o movimento estudantil contribuiu para engrossar as fileiras dos que resistiam ao regime.

 

 

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The Intercept divulga o primeiro áudio: Dallagnol comemora veto a entrevistas de Lula

“A notícia é boa, para terminar bem a semana”, afirma o chefe da força-tarefa da Lava Jato no Paraná

Revelações do Intercept apresentam Dallagnol como figura submissa ao ministro Sérgio Moro / Foto: Agência Brasil

O The Intercept Brasil divulgou, nesta terça-feira (9), o primeiro áudio da série de denúncias feitas pelo site contra a operação Lava Jato, que revelam o caráter das relações entre o juiz Sergio Moro e a força-tarefa do Ministério Público, chefiada pelo procurador Deltan Dallagnol.

O áudio divulgado mostra que Dallagnol celebrou de maneira efusiva, no dia 28 de setembro de 2018, a confirmação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, não poderia conceder entrevistas.

“Caros, o [Luiz] Fux deu uma liminar suspendendo a decisão do [Ricardo] Lewandowski, que autorizava a entrevista, dizendo que vai ter que esperar a decisão do plenário [do Supremo Tribunal Federal]. Agora, não vamos alardear isso aí, vamos ficar quietos, para evitar a divulgação o quanto for possível. O quanto antes divulgar isso, antes vai ter recurso do outro lado, antes vai para o plenário. O pessoal pediu para não comentarmos isso aí e deixar que a notícia surja por outros canais, para evitar precipitar recurso de quem tem uma posição contrária a nossa. Mas a notícia é boa, para terminar bem a semana, depois de tantas coisas ruins e começar bem o final de semana. Abraços”, disse Dallagnol.

O Intercept já havia revelado que a força-tarefa da Lava Jato demonstrava preocupação com uma possível entrevista de Lula às vésperas da eleição presidencial de 2018. A equipe entendia que a interferência do ex-presidente poderia favorecer o candidato Fernando Haddad (PT) no pleito eleitoral contra Jair Bolsonaro (PSL).

“Ando muito preocupada com uma possível volta do PT, mas tenho rezado muito para Deus iluminar nossa população para que um milagre nos salve”, afirmou “Carol PGR”, integrante da força-tarefa da Lava Jato que não teve a identidade confirmada pelo The Intercept. “Uma coletiva antes do segundo turno pode eleger o Haddad”, disse a procurador Laura Tessler, também em conversas reveladas pelo site.

Um áudio

Nesta terça-feira (9), completa-se um mês da divulgação das primeiras três reportagens da série “As mensagens secretas da Lava Jato”. As matérias do jornalista Glenn Greenwald e sua equipe mostram que Moro atuava como chefe informal da operação, repreendendo a equipe e alertando para erros.

Moro e Dallagnol não confirmam a autenticidade do material divulgado, alegando que as mensagens poderiam ser editadas e que sua obtenção seria criminosa, oriunda de um hacker – algo que o The Intercept nunca mencionou. Diante do impasse, eles reivindicavam que o site divulgasse áudios que comprovassem a veracidade dos documentos.

Uma pesquisa divulgada pelo Datafolha esta semana mostrou que 58% dos brasileiros acreditam que as decisões tomadas por Moro na Lava Jato devem ser revistas. Para 30%, os resultados da Lava Jato compensam os excessos cometidos.

 

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Morre, aos 77 anos, o jornalista Paulo Henrique Amorim

Em 58 anos de carreira, PHA passou por toda imprensa hegemônica que veio a batizar de Partido da Imprensa Golpista (PiG)

Jornalista passou por diversos veículos da mídia comercial, de quem sempre foi bastante crítico / Brasil 247

O jornalista Paulo Henrique Amorim morreu na madrugada desta quarta-feira (10) no Rio de Janeiro. Após sair para jantar com amigos, o jornalista teve um infarto cardíaco já em sua casa.

Em 58 anos de carreira, Amorim passou pelo jornal A Noite; pelas revistas Manchete, Fatos e Fotos, Realidade, Veja, Exame; Jornal do Brasil, Fantástico, Jornal da Band, da Cultura e da Record, percorrendo quase todos grandes veículos e canais de mídia do Brasil. Recentemente, foi afastado do seu cargo como apresentador do Domingo Espetacular, que exercia desde 2006, da Record, o que atribuiu às suas críticas ao juiz Sérgio Moro e ao presidente e aliado da emissora, Jair Bolsonaro.

A experiência na mídia comercial o tornou bastante crítico com a imprensa hegemônica e o levou a ser um dos criadores e popularizadores do termo PiG, o Partido da Imprensa Golpista. Sua escrita e incisividade eram mais frequentes em seu no blog — e posteriormente portal — Conversa Afiada, que mantinha desde 2008.

Em breve mais informações e a repercussão da morte de Paulo Henrique Amorim. E confira abaixo o último vídeo publicado pelo jornalista.

 

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Bolsonaro sobre a Amazônia: “O Brasil é a virgem que todo tarado de fora quer”

O presidente Jair Bolsonaro comentou sobre a Amazônia e afirmou que o Brasil a “uma virgem que todo tarado de fora quer”; o País sofre pressão de nações europeias para combater o desmatamento

(Foto: Marcos Corrêa – PR)

Demonstrando novamente seu desprezo pela proteção ao meio ambiente, o presidente Jair Bolsonaro comentou sobre a Amazônia e afirmou que o Brasil a “uma virgem que todo tarado de fora quer”. O País sofre pressão de nações europeias para combater o desmatamento. O relato do mandatário foi publicado no jornal Folha de S.Paulo.

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse ver com “preocupação” as ações do Brasil contra a devastação e pediu uma conversa clara a respeito. O presidente francês, Emmanuel Macron, cogitou o fim de acordos comerciais com o Brasil, seo País deixar o acordo climático de Paris. 

“Vim aqui para mudar. Não estou preocupado com nada, a não ser fazer com que o meu país seja respeitado lá fora e dei a devida resposta para o Macron e para a Angela Merkel. Muito educada”, relatou. “O Brasil é uma virgem que todo tarado de fora quer. Desculpe aqui as mulheres”.

Bolsonaro disse que os convidou a voar de Boa Vista a Manaus, desafiando-os a achar destruição pelo caminho. “Se encontrarem um hectare de devastação de terra, eles têm razão”, afirmou. “Se tiver um hectare de floresta, vocês [Macron e Merkel] têm razão.”  

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Flagrante de 39kg de coca na comitiva de Bolsonaro foi “falta de sorte”, diz Heleno

General chefe da segurança do presidente isentou-se de responsabilidade no episódio, jogando a culpa na Aeronáutica

Para general Augusto Heleno, flagrante de tráfico internacional na comitiva foi “um fato muito desagradável” / Antonio Cruz | Agência Brasil

A descoberta de um esquema internacional de tráfico drogas operando na comitiva do presidente Jair Bolsonaro, com a prisão em flagrante de um sargento da Aeronáutica que portava 39 quilos de cocaína, foi classificada pelo general Augusto Heleno – chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da |Presidência – como “falta de sorte”.

A prisão aconteceu na quarta-feira (26) em Sevilha (Espanha), para onde se deslocou o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) utilizado como apoio da viagem presidencial de Bolsonaro ao Japão, onde ocorre uma reunião do G-20. A tripulação deste avião permaneceria na cidade espanhola, aguardando as escalas de ida e volta da aeronave principal.

“Podia não ter acontecido, né? Foi uma falta de sorte acontecer exatamente na hora de um evento mundial e acaba tendo uma repercussão mundial que poderia não ter tido. Foi um fato muito desagradável para todo mundo”, disse Heleno ao chegar a Osaka junto com o presidente.

O general do Exército – que em tese deveria cuidar do aparato que cerca Bolsonaro – isentou-se de responsabilidade e jogou a culpa na Aeronáutica. “A revista de passageiros e de malas para os aviões da FAB são encargo da FAB, que não é subordinada a mim. Então o GSI não tem nada que ver com isso, zero”, afirmou.

Alegando que o tráfico de drogas é um problema “mundial”, Heleno também tentou minimizar o estrago do episódio para a imagem do Brasil. “Se mudar isso aí a imagem do Brasil por causa disso, realmente só se a gente não estivesse sabendo da quantidade de tráfico de drogas que tem no mundo. É mais uma”, disse.

Sobre a irritação demonstrada por Bolsonaro ao desembarcar no Japão, Heleno afirmou que isso tem a ver com os problemas enfrentados para aprovação de projetos no Congresso.

“Ele está preocupado porque tem uma série de coisas ocorrendo lá no Congresso e é lógico que ele, de longe, sempre é mais difícil de tomar conhecimento do que está acontecendo. Ele está preocupado, mas não está aborrecido não”, afirmou.

 

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Maioria da população não confia em Bolsonaro, aponta Ibope

51% dos entrevistados não confiam em Bolsonaro e não aprovam sua maneira de governar

EM TWEET

Mais da metade da população brasileira (51%) não confia no presidente Jair Bolsonaro. O dado é um dos revelados pela Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (27). Encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios no período de 20 a 23 de junho.

A pesquisa foi feita entre os dias 20 e 23 de junho e ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Confia: 46%

Não confia: 51%

Não sabe/não respondeu: 3%

Rejeição ao governo Bolsonaro cresce 5 pontos

Outro ponto levantado pela pesquisa é que a rejeição ao governo Bolsonaro cresceu 5 pontos em apenas dois meses. O levantamento mostra que para 32% da população a atuação do presidente é ruim/péssima, ante a 27% divulgada na pesquisa de abril.

Já o percentual de pessoas que avaliam o governo ótimo/bom caiu de 35% em abril para 32%. E quem considera o governo regular subiu de 31% para 32%.

Ótimo/bom: 32%;

Regular: 32%;

Ruim/péssimo: 32%;

Não sabe/não respondeu: 3%.

Maioria desaprova maneira de governar

Outro ponto revelado pela pesquisa é que a maioria da população brasileira desaprova a maneira que Bolsonaro vem governando o País. 48% dos brasileiros desaprovam contra 46 que estão de acordo com as atitudes do presidente.

 

 

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Militar da comitiva de Bolsonaro é preso na Espanha com 39kg de cocaína

Ele estava em um avião que decolou na terça-feira à noite para Osaka, no Japão, para participar da reunião do G20

MARCOS CORRÊA/PR

Um tripulante do voo que transportava a equipe avançada do presidente Jair Bolsonaro para a cúpula do G20 no Japão foi preso no sul da Espanha com 39 kg de cocaína em sua mala, informou nesta quarta-feira (26) a Guarda Civil espanhola.

Na terça-feira (25), durante uma escala do avião da Força Aérea Brasileira no aeroporto de Sevilha, “o militar foi interceptado durante um controle com 39 kg de cocaína divididos em 37 pacotes” em sua mala, disse à AFP uma porta-voz da força policial em Sevilha. “Em sua mala havia apenas drogas”, afirmou.

De acordo com o porta-voz, o militar se apresentou diante de um tribunal nesta quarta-feira 26, acusado de cometer delito contra a saúde pública, uma categoria que inclui o tráfico de drogas na Espanha.

Ele estava em um avião que precedia ao do presidente brasileiro, que decolou na terça-feira à noite para Osaka, no Japão, para participar da reunião do G20.

O próprio Jair Bolsonaro anunciou terça à noite nas redes sociais “a apreensão, em Sevilha, de um militar da aeronáutica, portanto entorpecentes”. “Caso seja comprovado o envolvimento do militar nesse crime, o mesmo será julgado e condenado na forma da lei”, concluiu o presidente.

 

 

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Defesa de Lula rebate Raquel Dodge e reafirma parcialidade de Moro

Procuradoria-Geral da República encaminhou parecer contrário à anulação da condenação de Lula no STF

Em resposta, advogados apontam que pedido para que parcialidade seja reconhecida não se baseia somente em material do Intercept / Foto: Sylvio Sirangelo/TRF-4/AFP

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva responderam ao posicionamento da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, desta sexta-feira (21), sobre o pedido para que Sérgio Moro, ex-juiz da operação Lava Jato e atual ministro da Justiça, seja declarado suspeito – ou seja, parcial – e o processo do chamado caso do triplex seja anulado.

O pedido faz parte de um habeas corpus. Recentemente, as mensagens reveladas pela edição brasileira do site The Intercept foram anexadas pela defesa à ação. O conteúdo das conversas entre Moro e integrantes do Ministério Público Federal indica que o ex-magistrado orientou a ação dos procuradores durante o processo contra Lula. A Procuradoria-Geral da República (PGR) reiterou a posição do próprio ministro da Justiça e dos membros da operação em contestar a autenticidade do material exposto.

A PGR, que representa a acusação perante o Supremo Tribunal Federal (STF), enviou nesta sexta (21) manifestação à Corte, afirmando que “o material publicado pelo site The Intercept Brasil, a que se refere a petição feita pela defesa do paciente, ainda não foi apresentado às autoridades públicas para que sua integridade seja aferida”.

A defesa respondeu, lembrando que o habeas corpus “começou a ser julgado pela Suprema Corte em 04/12/2018 — muito antes, portanto, das reportagens do The Intercept” e, que portanto, seus argumentos não se limitam às mensagens expostas.

Os argumentos anteriores da defesa elencam o grampo telefônico do escritório de advocacia que representa Lula, a imposição de condução coercitiva sem que o petista tenha se negado a prestar depoimento, a atuação para que uma ordem de soltura dada pelo desembargador Rogério Favreto fosse descumprida, a divulgação de material sigiloso interferindo no processo eleitoral e a própria aceitação do cargo ministerial em governo do principal adversário do ex-presidente.

Ao contrário do entendimento da PGR, alguns juristas argumentam que as reações de Moro e operadores da Lava Jato em não negar imediatamente o conteúdo das mensagens vazadas garante ao material presunção de veracidade. O fato do ex-magistrado, paralelamente, defender que as conversas já expostas não ensejam nenhum desvio fortaleceria essa visão.

O habeas corpus deve ser julgado pela Segunda Turma do Supremo no próximo dia 25, mas a data pode ser adiada.

 

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Greve Geral: A rua é a expressão do povo!

Esperamos que através desse movimento crescente possamos impedir não apenas o pacote de maldades do atual desgoverno, mas impedi-lo no seu projeto de destruição

Foto: Lizandra Martins.

Nesta sexta-feira, 14 de junho, o Mandato Coletivo do vereador professor Gilmar Santos (PT), junto a estudantes, trabalhadores, movimentos sociais, sindicatos etc., foi às ruas em mobilização da Greve Geral contra os cortes nos recursos da educação e contra a reforma da previdência proposta pelo (des) governo Bolsonaro. A ação faz do chamado “Tsunami da Educação”, que nos dias 15 e 30 de maio, reuniram mais de 1 milhão de pessoas nas ruas do país em pelo menos 200 cidades.

Em Petrolina, no sertão pernambucano, as manifestações começaram por volta das 08h na Praça do Bambuzinho, Avenida Souza Filho, onde os manifestantes se encontraram e seguiram até Ponte Presidente Dutra, que liga Pernambuco à Bahia, indo de encontro à manifestação de que vinha de Juazeiro para interditar a ponte, que permaneceu intransitada por volta de 1 hora. Juntas, as manifestações somaram cerca de 7 mil pessoas; em todo Brasil foram 45 milhões, em mais de 300 cidades.

Para Gilmar, estar nas ruas com os trabalhadores, trabalhadoras e estudantes, nessa greve geral, “é uma a reafirmação do nosso compromisso com a defesa da democracia e de direitos da nossa população que são atacados com esse projeto de destruição do país, iniciado desde o golpe contra o governo da presidenta Dilma e agora consolidado com o desgoverno Bolsonaro”.

Foto: Lizandra Martins.

Além de reforçar a relevância das causas pelas quais milhões de brasileiros estavam participando da greve, o parlamentar também manifestou seu repúdio aos procuradores da Lava Jato, em especial Deltan Dellagnol, que coordenou a operação, e ao ministro da justiça e ex-juíz Sergio Moro, que foram desmascarados após a agência de notícias The Intercept Brasil ter divulgado troca de mensagens, entre ambos, que revelam a real função política da Lava Jato.

“Estar nessa luta para impedir a proposta criminosa de reforma da previdência, que transfere para a população mais carente a conta de uma dívida bilionária de milhares de empresas corruptas e sonegadores de contribuições previdenciárias; estamos em luta contra os cortes e desmonte da educação, do SUS, dos ataques aos bens e direitos ambientais, em defesa do nosso patrimônio nacional, vendido a preço de banana ao capital internacional. Estamos nas ruas para denunciar essa farsa que é a Lava Jato, conduzida pelo ex-juiz Moro e os procuradores do MPF, desmascarados pelo The Intercept, o que demonstra a certeza do golpe, as perseguições ao PT e ao presidente Lula como forma de garantir a subserviência ao imperialismo estadunidense, como faz o capitão da reserva, e possível chefe das milícias, o presidente Bolsonaro. É contra tudo isso e em defesa da liberdade do nosso povo, do presidente Lula que estamos em luta. Esperamos que através desse movimento crescente possamos impedir não apenas o pacote de maldades do atual desgoverno, mas impedi-lo no seu projeto de destruição” disse.

Foto: Lizandra Martins.

Para Nohara Moreira, estudante de Ciências Sociais, as ruas representam o lugar de expressão do povo, pois, “quando se escolhe um governante, os requisitos geralmente são os de quem mais me representa, mas mesmo assim, ninguém de fato vai nos representar tão bem como nós mesmos. Por isso, quando o povo sai em manifestações, colocando sua opinião em pauta, denuncia de forma literal sua insatisfação”.

Gabriel Gomes, licenciando de artes visuais, acredita que as manifestações sejam a melhor forma de dar visibilidade às ações do atual cenário político “doente”, demonstrar a insatisfação da população e estabelecer uma relação de força com a comunidade.

“Além de tudo isso, temos ainda o desafio da organização do ato, que entendo como um grande aprendizado para lutarmos pelos nossos direitos diante das diferenças, mostrando nossa vontade de lutar” disse.

Segundo o estudante de Jornalismo, André Amorim, esse é um momento marcante na história política do Brasil e que por isso é preciso união para lutar contra todos os ataques do governo.

“Nós precisamos ir à luta, inclusive apoiar os trabalhadores, as mulheres, os LGBT+, assim como todos que estão sofrendo com os cortes e todos os ataques que estão vindo do governo Bolsonaro. Agora esse governo já está começando a cair, desde o inicio já vinha com várias falcatruas, agora estamos descobrindo isso, e é a hora da gente mostrar pra população, abrir os olhos de todo mundo sobre o que está acontecendo e que é preciso se unir”

Amorim também afirmou que, no momento, a palavra de ordem é “resistir”, não perder as expectativas, pois, “Somente a soberania do povo é que vai conseguir resolver tudo isso, e aí, a gente vai ter um Brasil cada vez melhor”.

 

Por Hyarlla Wany