Entrevistas

“Desejamos uma mudança profunda no entendimento do que é arte, cultura e dança na cidade”

Petrolina tem uma herança política coronelista, conservadora que entende a cultura como ornamento direcionado para uma elite, enquanto perdurar esse pensamento não teremos uma mudança significativa nas políticas culturais da cidade.

Elenco da companhia - foto de Fernando Pereira
Foto: Fernando Pereira

A companhia de dança Qualquer Um dos 2 está comemorando 10 anos de trabalho contínuo em Petrolina. Em celebração a este marco histórico, estão desde a sexta (07) produzindo a Mostra Qualquer Um dos 2 Companhia de Dança 10 anos, trazendo como tema a “(r)existência”. A programação segue até a quarta (12), no esquema pague quanto puder.

Formada só por homens e com uma proposta de profissionalização da dança, a companhia vem criando estratégias para sobreviver e abrir mais espaço para as artes nos palcos da cidade. É sobre essas estratégias e as pesquisas da “QQU2” que se dá a entrevista com André Vitor Brandão, bailarino e produtor da companhia. Brandão também comenta sobre a fragilidade das políticas públicas para a Cultura no município afirmando que “Petrolina tem uma herança política coronelista, conservadora que entende a cultura como ornamento direcionado para uma elite”. A entrevista foi concedida ao jornalista Adriano Alves

Fale um pouco como pensaram as ações para a comemoração dos 10 anos.

André Vitor – Pensamos em fazer um panorama da produção artística desses 10 anos da companhia, mas também lançando propostas para o futuro. Não se trata de uma mostra memorialista que se pretende apenas mostrar o que a companhia já fez, mas de uma mostra que propusesse uma reflexão sobre o lugar que a companhia ocupa na cidade, no estado e no país, assim, estamos apresentando os espetáculos que temos em repertório, fizemos uma demonstração prática do nosso novo espetáculo, vamos lançar um documentário sobre os 10 anos da cia. e faremos uma conversa sobre trabalho de grupo em dança.

Nesses anos, como foi sendo construída a pesquisa da companhia?

André Vitor – A nossa pesquisa de grupo está pautada nas relações humanas, na forma como convivemos com os outros, com o mundo e com nós mesmos. Nossos espetáculos questionam as certezas do ser humano e privilegiam as dúvidas, os conflitos e os medos para encontramos outro modo de nos relacionarmos em sociedade. Estamos pesquisando ultimamente a relação homem/animal, pensando o quanto de humanidade há no animal e o quanto de animalidade há no ser humano, desse modo estamos propondo uma problematização do lugar do ser humano no universo.

A mostra traz como tema a “(r) existência”. Quais as estratégias que vocês têm para manter o grupo ativo?

Bailarino André Vitor Brandão - foto de Fernando Pereira
Foto: Fernando Pereira

André Vitor – Estamos criando como estratégia de sobrevivência em primeira instância produzir na cidade um mercado de dança, firmar a linguagem na região para construir um senso coletivo de que a dança é ofício, linguagem e comunicação que nos possibilita criar relações outras com o mundo que vivemos. Estamos participando de editais e festivais no estado e fora dele, assim como criando pontes com outros fazedores de dança que estão em eixos descentralizados de circulação da dança. É preciso que nos juntemos para criarmos em coletividade um corpo de (r)existência.

Qual lugar que a companhia ocupa na cidade (fisicamente e socialmente)?

André Vitor – Infelizmente ainda não conseguimos montar uma sede e estamos provisoriamente desenvolvendo nosso trabalho na sala de dança do Sesc Petrolina, mas desejamos em breve ter um local próprio para realizarmos nosso trabalho. Socialmente na cidade ocupamos o lugar da resistência, pois não é fácil manter um trabalho sistemático de dança numa cidade que não possui nenhum tipo de política pública para a linguagem, além do mais estando fora do eixo legitimo da dança do país.

Qual é a percepção da dança que a Qualquer Um dos 2 tem, depois de tantos anos de experiência?

André Vitor – Entendemos a dança hoje como linguagem, comunicação e ofício, dançar para nós não é simplesmente executar movimentos com o corpo, mas é mover o pensamento, movimentar ideias e questionar o mundo.

As políticas públicas para cultura em Petrolina são frágeis. O que falta ao cenário da dança local?

André Vitor – Não existe política cultural do poder público na cidade, existem eventos que são como o próprio nome diz “(É)VENTOS”, não há nada duradouro e mesmo estes passageiros são direcionados a manifestações culturais de massa que não propõem nenhum tipo de reflexão e/ou questionamento sobre o mundo, mas reproduzem estereótipos e ideias que não fazem sentido algum para o momento que estamos vivendo. Petrolina tem uma herança política coronelista, conservadora que entende a cultura como ornamento direcionado para uma elite, enquanto perdurar esse pensamento não teremos uma mudança significativa nas políticas culturais da cidade. Uma pena, pois aqui existe um terreno fértil para a produção de artes cênicas, Artes visuais e etc. que é fragilizada pela inoperância do poder público.

O que pensam e desejam para os próximos 10 anos de “(r) existência”?

André Vitor – Desejamos uma mudança profunda no entendimento do que é arte, cultura e dança na cidade, que as práticas artísticas sejam cada vez mais valorizadas e que se construa de fato uma política cultural coerente na cidade. Continuaremos dançando, pesquisando, nos movendo e, sobretudo, (r)existindo.

Por Adriano Alves

 

 

Notícias

As cores das rainhas-mãe da África

Uma família de estilistas aposta na autoestima dos clientes negros

Ana Neves (em pé) e as filhas, responsáveis pela Candaces
Ana Neves (em pé) e as filhas, responsáveis pela Candaces

Houve época, na Antiguidade, em que uma linhagem de rainhas guerreiras do Reino de Kush exerceu grande poder político e social. Lutavam por seu território no Vale do Nilo (região correspondente hoje à Etiópia), seus filhos e sua cultura. Gregos e romanos denominaram essas soberanas negras de Candaces, rainhas-mãe.

A força dessas mulheres inspira até hoje muitas outras, parte delas descendentes arrancadas de sua terra e jogadas em outros continentes durante a escravidão. O ímpeto dessas guerreiras ancestrais inspirou uma pequena confecção paulistana, cuja produção artesanal transcende o caráter comercial para se tornar uma causa.

A Candaces nasce numa família formada por mãe, Ana Neves, e três filhas, todas envolvidas na criação e execução de roupas étnicas feitas com tecidos africanos e com um objetivo especial, alavancar a autoestima das clientes. Tudo começou de modo fortuito em 2013, conta a filha Sandra.

Para ajudar a mãe, que sem emprego fazia bolsas de caixas de leite e pufes de pneus para vender, comprou alguns pares de brincos de temática afro para ser comercializados num evento de moda em Jundiaí, São Paulo. Ocorre que as roupas coloridas das vendedoras chamaram mais atenção que os produtos à venda. Estava plantada a semente do projeto de criar a própria marca.

 

Os tecidos são importados de Gana, Senegal e Angola (Foto: Harnebach)
Os tecidos são importados de Gana, Senegal e Angola (Foto: Harnebach)

No início, como Ana costurava apenas para a família, a prática foi customizar roupas prontas. Pelas mãos criativas da família, uma saia virava vestido ou macacão. Um vestido se transformava em short, e assim por diante. Tudo lindamente colorido, sempre no tema afro, com estampas étnicas. “Daniela, minha irmã mais velha, pintava as peças. Na segunda ou terceira participação em feiras decidimos fabricar”, conta Sandra.

Aqui entra em cena a controversa questão de apropriação cultural. Para Daniela, isso ocorre quando a mesma roupa usada por uma mulher branca é menosprezada no corpo da mulher negra. “Há algum tempo, quando uma negra usava turbante, esse acessório não era visto como algo bonito, estético, mas associado a práticas como macumba, magia negra. Não se pensava que fosse uma vestimenta de um rei, uma rainha, da cultura de um povo.” Os tecidos dignos de rainhas vêm de Gana, Senegal e Angola. São peças de algodão de alta qualidade, com cores resistentes à lavagem. O biótipo nacional determinou adequações. “Procuramos adaptar a modelagem ao estilo brasileiro. As peças femininas são mais decotadas e mais largas no quadril. As camisas masculinas são maiores, pois os africanos são mais longilíneos”, explica Sandra. A beleza da estamparia, a variedade de modelos e a alegria das cores fortes atraem o público feminino como um todo, brancas incluídas.

Até recentemente, muitos negros tinham vergonha da própria cultura, frisa Sandra. Esse cenário vem mudando e o surgimento de diversas marcas de roupas afro mostra o avanço desse processo de autoafirmação. “Toda a história de sofrimento dos negros justifica o uso desses instrumentos para a elevação da autoestima.”

Muitas mulheres ainda se intimidam diante de um turbante, ficam inseguras, não querem olhar no espelho. Para as que estão em processo de transição de parar de alisar o cabelo e assumir a cabeleira afro, o turbante torna-se ferramenta importante. “Tem cliente que chora de emoção ao usar, nos conta que nunca se havia imaginado com esse acessório. Em nossa página no Facebook, são diversos os depoimentos de agradecimento.”

A produção da Candaces é totalmente caseira e deve continuar desse modo. “Nós nos achamos no que fazemos e a ideia é não crescer demais para não perder a essência de nosso trabalho artesanal. Não queremos nos industrializar”, afirma Sandra. Tudo acontece na casa-ateliê situada na zona leste, repleta de referências africanas e amostras de tecido colorido. Filha e mãe criam os moldes.

 

A modelagem das peças é adaptada ao estilo brasileiro (Foto: Harnebach)
A modelagem das peças é adaptada ao estilo brasileiro (Foto: Harnebach)

“Ela nunca tinha feito nada de vestuário até fazer a primeira peça”, conta Sandra a respeito da matriarca, militante pela urbanização das favelas, educação de jovens e adultos e presidente da Associação dos Afro Empreendedores. Das tesouras brotam calça, macacão, saia, vestido, cropped, blusinha. Camisa e bata masculinas. Os tecidos são únicos, as estampas não se repetem e a numeração vai do PP ao XG.

Da mala onde estão as peças prontas para a venda, Sandra exibe alguns modelos batizados em homenagem a amigas divulgadoras da Candaces. Tem o vestido Adriana Moreira, em referência à cantora paulistana, e o Preta Rara, criado para a rapper santista. Algumas estampas também têm nome e Miriam Makeba, a cantora e ativista sul-africana, é uma das mais solicitadas.

Por Ana Ferraz

http://www.cartacapital.com.br

 

Notícias

I Festival de Artesanato e Cultura é realizado em Santa Maria da Boa Vista

Começa hoje o I Festival de Artesanato e Cultura de Santa Maria da Boa Vista.

Começa hoje (8) o I Festival de Artesanato e Cultura de Santa Maria da Boa Vista, artistas sertanejos ganharam mais um espaço no calendário regional para expor suas criações. O festival acontecerá hoje e amanhã em Santa Maria da Boa Vista (PE).

O evento vai contar com a exposição do trabalho de vinte artesãos. Eles estarão exibindo e vendendo suas peças a partir das 8 horas da manhã até às 22 horas da noite, na Praça Xisto Graciliano. O Festival é realizado pela Prefeitura Municipal, em parceria com o Sebrae em Pernambuco, por meio da Unidade do Sertão do São Francisco, e conta com o apoio de onze empresas.

 

Olhares

Um grito chamado arte

A sessão Olhares deste mês traz a abra do artista plástico Douglas Cândido, que questiona os padrões de beleza, perfeição e maneiras de ser na sociedade. Confira.

por Larissa Mota Calixto

“Eu quero gritar que a gente é livre!” – Douglas Cândido, artista plástico.

Buscar extrapolar o lugar do outro e os confinamentos dos armários, é o grito da luta LGBT contra a heteronormatividade. O trabalho que trazemos nesta edição da sessão Olhares pretende ser um grito de liberdade, usando da desconstrução cubista das formas e dos corpos, Douglas Cândido questiona os padrões de beleza, perfeição e maneiras de ser na sociedade.

“A gente precisa desconstruir essa ideia do homem perfeito, da mulher perfeita, da travesti perfeita e desse jeito perfeito de ser.” – Douglas Cândido, artista plástico de Recife-PE, que se tornou um pouco petrolinense com os anos que passou estudando na cidade.

Douglas, ariano com Plutão em escorpião, grita a sua não aceitação aos padrões pré-estabelecidos e sua militância exercida através da arte. “Eu me encontro muito nessas questões ligadas ao corpo, como as pessoas estão dominadas, pensando, fazendo e sendo iguais. A causa que grita muito alto em mim são as questões ligadas ao LGBT. Toda repressão que eu sofri por conta da minha sexualidade consigo colocar pra fora como um grito através do desenho. Eu me sinto ainda muito preso e preciso disso para falar, o meu instrumento é a arte. Através da arte consigo gritar algo que me ultrapassa!” – conta ele.

O trabalho desse jovem artista — que entrou no curso de artes visuais guiado por uma paixão pelo cinema e no desenho encontrou o seu caminho — tem a potencialidade de sair da tela e gritar pelo direito à voz e a existência da luta LGBT, que não deve e nem vai voltar para os armários. Através de personagens desconstruídos desde a forma trazendo desproporções no tamanhos de olhos, bocas e outras partes do corpo, além de uma mistura de características consideradas femininas e masculinas, ele nos questiona e brinca com os nossos limites de percepção de gênero. Afinal, o que nos torna homem e mulher?

A arte atinge no coletivo! — Exclama Douglas sobre as potencialidades políticas da arte. Ela é um instrumento que pode promover mudanças e questionar padrões sociais, através do incômodo muitas vezes. Um símbolo utilizado por um artista pode ganhar proporções inimagináveis, justamente por atingir a um grande número de pessoas, diz ele. A exemplo disso, ele cita a performance da mulher trans Viviany Beleboni, na parada do orgulho LGBT em São Paulo. Ela utilizou símbolos religiosos para questionar uma religião que na sua filosofia diz “amai ao próximo”, mas em setores radicais tem agido na contra mão disso em relação a comunidade LGBT.

A arte pode promover questionamentos e mudanças, a partir de desconstruções de padrões. Ser artista já é uma atitude revolucionária numa sociedade que parece pouco valorizar a arte. É necessário que sejamos empurrados a sair das nossas zonas de conforto para que todos tenhamos voz, espaço e existência garantidos. Somos humanos afinal, é isso que o trabalho de hoje nos mostra através de formas desconstruídas, quebras de padrões com tinta nanquim.

Em 2014, Douglas Cândido ganhou com este trabalho o Salão Universitário de Arte Contemporânea do Sesc Casa Amarela – UNICO, do Sesc de Recife-PE. O Salão UNICO pretende promover trabalhos universitários de artes visuais. Sua obra já foi exposta na reitoria da Univasf, na Galeria Ana das Carrancas no Sesc de Petrolina.

 

[Amy Amy Amy – Douglas Cândido (Naquim sobre papel. Formato A3)]

 

[As meninas – Douglas Cândido (Nanquim sobre papel. Formato A3.)]

 

[Doiderinha – Douglas Cândido (Nanquim sobre papel. Formato A3.)]

 

[Galeguinha -Douglas Cândido (Nanquim sobre papel. Formato A4)]

 

[Gata com vestidinho de gato – Douglas Cândido (Nanquim sobre papel. Formato A3)]

 

[Sereia cigana – Douglas Cândido (Nanquim sobre papel. Formato A3)]

 

 

[Frida – Douglas Cândido (Nanquim sobre papel. Formato A3)]

 

[As namoradas – Douglas cândido (Nanquim sobre papel. Formato A3)]

 

[Douglas Cândido (Técnica: giz sobre parede. 6,30mx5m Exposição: Persona – 2015)]

 

Notícias

Começa nesta sexta-feira (22), 8ª edição do Festival Janeiro Tem Mais Artes

A programação da 8ª edição do Janeiro Tem mais Artes vai até o dia 31 deste mês com oficinas, espetáculos de dança, teatro e música, mostra de curtas e exposições.

Foto (2)

A exposição Máscaras, do autor, ator e diretor de teatro Sebastião Simão abre nesta sexta-feira (22) a partir das 16h, no Sesc Petrolina – PE a programação da 8ª edição do festival Janeiro Tem Mais Artes.  As máscaras, inspiradas nas artes Kathakali, Commedia Dell Arte e tradições ritualísticas, dão as boas vindas ao público no Hall do Teatro Dona Amélia.

Depois, às 19h, na Biblioteca o convite é uma viagem pela literatura de cordel e a cantoria com o lançamento do livro Claranã,da poeta pernambucana Cida Pedrosa, seguido de um recital com poesias  da autora apresentado pelo grupo Pé Nu Palco. E concluindo a noite de abertura do festival, as cantoras Camila Yasmine e Carol Guimarães fazem a primeira apresentação do ano no Teatro Dona Amélia, às 21h, com o show Dolores Drinks, musical inspirado e ambientado em um bordel.

No sábado (23) a programação do Janeiro Tem Mais Artes começa às 17h, no Teatro Dona Amélia com a Cia de Máscaras de Olinda – PE apresentando A Revolta das Chupetas. Um teatro de bonecos que conta a história de Teleco, menino dentuço que inventa brinquedos e geringonças e se mete em muitas aventuras. A mesma companhia volta ao palco às 20h, com o Mistério das Figuras de Barro, do escritor pernambucano Osman Lins. Um espetáculo que discute a sociologia religiosa popular nordestina em meio a uma fábula imaginosa e mítica de um triângulo amoroso. 

E no domingo (24), às 20h, também no Teatro Dona Amélia, o público poderá desvendar os segredos de Cordelina, uma mulher viajante e sua carroça cheia de estórias. O espetáculo teatral encenado pela Trupe Puxincói – Teatro e Variedades de Ingazeira – PE tem a direção de Odília Nunes. Na segunda-feira (25), a programação começa às 16h, na Biblioteca com a conversa Máscaras: raízes e percursos – encontro de artistas que nasceram na Cia Máscara, dirigida por Sebastião Simão e segue às 18h, na Praça do Bambuzinho, onde se apresentam o Reisado do Lambedor, do município de Lagoa Grande e o Samba de Véio da Ilha do Massangano. E de volta ao Teatro Dona Amélia, às 20h, a Cia de Dança do Sesc apresenta a Mostra Dois Minutos para Dançar.

Próximas atrações

A 8ª edição do Janeiro Tem mais Artes prossegue até o dia 31 deste mês com oficinas, espetáculos de dança, teatro e música, mostra de curtas e exposições. E entre as novidades, uma programação especial para crianças vai movimentar o Cine Teatro Céu das Águas entre os dias 26 e 29, propiciando aos bairros Rio Corrente, Cohab VI e São Gonçalo o acesso a espetáculos de teatro gratuitamente.

Programação completa: www.sesc-pe.com.br/janeirotemmaisartes.Ingressos para os espetáculos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia entrada). Para comerciários e dependentes é gratuito. Outras informações através dos telefones: (87) 3866-7474 e 3866-7454 e no endereço: Rua Pacífico Da Luz, 618 – Centro – Petrolina – PE.

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Ancine lança editais para novos projetos de cinema e televisão

Pelo menos 30% dos recursos serão aplicados em projetos audiovisuais de produtoras independentes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) lançou ontem (22) dois editais do Programa Brasil de Todas as Telas – 2, destinados a projetos de linguagem inovadora para as salas de cinema e propostas de desenvolvimento de projetos de obras audiovisuais, seriadas e não seriadas, para TV aberta ou paga.

Os editais obedecem ao compromisso assumido pela agência em setembro passado, quando lançou o Plano Ancine + Simples, uma série de ações que visam simplificar o financiamento público do audiovisual.

Para o primeiro edital – Chamada Pública Prodecine 05/2015 – serão destinados R$ 30 milhões, em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para projetos de produção independente de longa-metragem de ficção, documentário e animação. De acordo com a Ancine, a seleção terá como foco propostas de linguagem inovadora, com potencial de participação e premiação em festivais, mas também capazes de dialogar com seu público-alvo.

Pelo menos 30% dos recursos serão aplicados em projetos audiovisuais de produtoras independentes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto outros 10% ficarão para produtoras independentes da região Sul ou dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. As inscrições foram abertas hoje e vão até 26 de fevereiro de 2016.

Já a linha de financiamento Prodav 05/2015, com recursos de R$ 10 milhões, selecionará 70 propostas de obras audiovisuais seriadas e não seriadas, destinadas aos segmentos de TV paga ou aberta e às salas de exibição e vídeo por demanda. O critério de distribuição regional dos recursos é o mesmo adotado para a chamada Prodecine 05/2015. As inscrições começam amanhã (23) e vão até 28 de março de 2016.

O Programa Brasil de Todas as Telas – Ano 2 foi lançado em 1º de outubro, no Rio, em cerimônia com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira. A edição anterior do programa, lançada em 2014, superou as metas estabelecidas pela Ancine, contemplando um total de 306 longas-metragens e 433 séries ou telefilmes.

Da Agência Brasil