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Aos 60 anos, morre Diego Maradona

Ex-jogador sofreu parada cardiorrespiratória no distrito de Tigre, a cerca de 40km de Buenos Aires

DIEGO ARMANDO MARADONA. CRÉDITO: AFP

Um dos maiores nomes da história do esporte, o argentino Diego Armando Maradona morreu nesta quarta-feira 25. “Ele morreu de parada cardíaca antes do meio-dia”, disse à AFP o assessor de imprensa do ex-jogador de futebol, Sebastián Sanchi.

Maradona faleceu em sua residência em Nordelta, distrito de Tigre, 40 km ao norte de Buenos Aires.

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, declarou três dias de luto nacional.

“Você nos levou ao ponto mais alto do mundo. Você nos fez imensamente felizes. Você foi o maior de todos. Obrigado por ter existido Diego. Sentiremos sua falta para sempre”, disse Fernández.

“Não posso acreditar. É terrível, não quero falar. Vivemos juntos por muitos anos”, declarou César Menotti, técnico do ídolo argentino no campeonato mundial sub-20 no Japão em 1979 e na Copa do Mundo na Espanha em 1982.

Em recuperação

Maradona estava em casa se recuperando de uma cirurgia para a retirada de um hematoma no cérebro, detectado após o ex-jogador reclamar de um desconforto. A operação foi realizada numa clínica particular em Olivos, norte de Buenos Aires. A cirurgia foi um sucesso, mas durante o pós-operatório ele sofreu uma crise de abstinência e seu médico particular, Leopoldo Luque, decidiu manter o astro internado por mais alguns dias.

O argentino ficou hospitalizado por oito dias até receber alta e ser levado de ambulância para casa no dia 11 de novembro.

Dez ambulâncias

“Havia dez ambulâncias, que chegaram por volta das 12h30 locais (mesmo horário de Brasília). Depois chegaram os parentes e sobrou apenas uma ambulância. Depois colocaram fitas para que as pessoas não passassem”, disse à AFP um vizinho que pediu anonimato.

A lenda do futebol argentino estava se recuperando em sua nova casa em Tigre, ao norte de Buenos Aires, para ficar mais perto das filhas e outros parentes.

Nos últimos anos, Maradona sofreu inúmeros problemas de saúde, muitos deles devidos a excessos, incluindo uma crise cardíaca por overdose de drogas em 2000 no balneário uruguaio de Punta del Este e uma dupla doença coronariana e respiratória que o levou à beira da morte quatro anos depois.

O auge de sua carreira foi a conquista da Copa do Mundo de 1986, no México, como capitão da seleção argentina. Sua partida mais famosa também foi nesse Mundial, na vitória por 2 a 1 nas quartas de final sobre a Inglaterra, quando marcou dois gols considerados antológicos: um de mão, com a famosa ‘mão de Deus’, e outro no qual driblou meio time adversário a partir do campo de defesa argentino.

Campeão pelo Boca Juniors em 1981, fora da Argentina virou ídolo do Napoli, clube do sul da Itália onde passou sete anos, entre 1984 e 1991, período em que conquistou a Copa da Uefa (1989) e os campeonatos italianos de 1987 e 1990. Também atuou pelo Barcelona.

Como técnico, comandou a seleção argentina na Copa de 2010 e atualmente comandava o Gimnasia y Esgrima La Plata.

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