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Vereador e artistas são detidos após reagir a violência policial em Petrolina

Após registrar em vídeo abordagem truculenta da 2ª BIESP, quatro pessoas foram detidas

Polícia Militar usou spray de pimenta e apontou armas letais para a comunidade na ocasião / Reprodução

Neste domingo (24), o vereador Gilmar Santos (PT), a comunicadora popular Karoline Souza e os artistas Maércio José e Fabrício Nascimento foram agredidos e detidos no CEU das Águas, no bairro Rio Corrente. Na ocasião, acontecia o encerramento da Mostra de Artes Novembro Negro, organizada pela Cia Biruta de Teatro. De acordo com o parlamentar, a polícia havia feito uma abordagem violenta no local contra um jovem negro, que foi acusado pela polícia de estar portando uma arma no local. Durante a ação da polícia, Karoline Souza, comunicadora da Central Popular de Comunicação, registrou a abordagem em vídeo e foi repreendida pela polícia, que tentou apreender Karoline e o celular onde as imagens foram gravadas.

Os organizadores contestaram a decisão da polícia, que passou a usar spray de pimenta e apontar armas letais para a comunidade. Na tentativa de evitar a prisão de Karoline, Gilmar Santos, Maércio José e Fabrício Nascimento foram imobilizados e detidos. Para o parlamentar, a ostensividade foi desnecessária. “Eles nos algemaram, imobilizaram e um deles estava com uma soqueira e passou a nos socar na região do abdome e no rosto. Nesse momento já haviam no local mais ou menos oito guarnições da polícia. Era um cenário de guerra, porque partiram para cima de todos. Ainda no local cheguei a conversar com o Tenente Nascimento e argumentei que não era necessário o uso da força daquela maneira”, conta.

As quatro pessoas foram encaminhadas para 26º Delegacia Seccional da Polícia Civil, no bairro Ouro Preto. Muitas pessoas se dirigiram ao local para prestar solidariedade e às 04h Gilmar, Karoline, Maércio e Fabrício foram liberados. Agora, o parlamentar quer denunciar a ação do 2º Batalhão Integrado Especializado (2º Biesp) da Polícia Militar. “Vamos exigir uma correção no comportamento da polícia aqui em Petrolina e no estado, porque é generalizado. Estamos vendo a possibilidade de uma agenda com o governador Paulo Câmara e o Ministério Público para tratar da situação. Imagine a quantidade de violações que têm acontecido com pessoas que não têm nenhuma rede de proteção. Não podemos calar diante disso”, concluiu.

 

 

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