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Movimentos Antirracistas do Vale solirarizam-se com Camila Roque, estudante que foi gredida por um PM em Petrolina

“Força Camila e todas as mulheres negras deste país. É por sua conta que temos sobrevivido à hipocrisia racial que ainda opera na sociedade brasileira”. MAV.

Foto: Reprodução

Os Movimentos Antirracistas do Vale (MAV) emitem nota de solidariedade a jovem estudante Camila Roque que conforme noticiamos foi covardemente agredida por um PM aqui na cidade de Petrolina no último dia 09/11, na região central da cidade da cidade. Confira abaixo a nota na íntegra:

SOLIDARIEDADE A CAMILA ROQUE

Camila Roque é uma brilhante estudante, com alma e futuro de artista e cientista, integrante de diversos movimentos sociais e expressão da talentosa juventude negra de que o Brasil e o são Francisco são dotados.

Infelizmente, neste novembro de 2019, em plena luz do dia, foi alvo de banal brutalidade policial, junto a duas outras companheiras, ostensiva e desnecessariamente revistadas, enquanto que nossa companheira Camila foi covardemente agredida.

Absolutamente nada justifica uma agressão gratuita a uma mulher. É preciso que a sociedade fique muito consciente, contudo, de que tal covardia foi perpetrada no contexto de racismo institucional que viceja em nossa sociedade. Alguém imagina uma estudante branca sendo agredida no rosto numa abordagem por defender o direito constitucionalmente consagrado de liberdade de estudo, opinião e pensamento, além do direito de ir e vir?

Não seremos interrompid@s, não seremos censurad@s, não seremos intimidad@s.

Sabemos mais do que nunca quem fomos, quem somos e quem podemos ser. Lamentamos informar aos racistas que a emergência da consciência negra veio para ficar.

Assim, os Movimentos Antirracistas do Vale convocam mulheres e homens negros do Vale do São Francisco, e tod@s que repudiam o racismo, a nos solidarizar com Camila Roque e nossas duas companheiras, bem como a repudiar não só a agressão física e o abuso de autoridade na abordagem policial, mas principalmente repudiar a violação e desrespeito de seus direitos constitucionais básicos.

Força Camila e todas as mulheres negras deste país. É por sua conta que temos sobrevivido à hipocrisia racial que ainda opera na sociedade brasileira.

AMANDLA!

Juazeiro e Petrolina, 18/11/2019.