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Brasil cai 5 posições no ranking do IDH; quando considerada a desigualdade, cai 20

Cálculo das Nações Unidas reúne dados de 2019, ou seja, pré-pandemia de covid-19

Quando desigualdade social entra na equação, IDH despenca: Brasil tem a segunda maior concentração de renda do mundo, aponta relatório – Pedro Conforte/Plantão Enfoco

O Brasil caiu cinco posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas, divulgado nesta terça-feira (15). O país passou da 79ª para a 84ª posição, entre 189 países avaliados.

O cálculo se baseia em critérios relacionados à saúde, renda e escolaridade, com base em dados de 2019. Se os índices de desigualdade social forem acrescidos à fórmula, o Brasil perde 20 posições.

O país tem a segunda maior concentração de renda do mundo, atrás apenas do Qatar, conforme o relatório da ONU.

O IDH brasileiro teve evolução de 0,003 em relação a 2018 e chegou a 0,765, o que é considerado um crescimento lento. O principal fator da queda do Brasil é a falta de avanços na educação. O período médio de permanência das pessoas na escola ainda é 15,4 anos, o mesmo de 2016, ano do golpe contra Dilma Rousseff (PT).

O Brasil agora é o 6º entre os países da América do Sul, atrás de Chile, Argentina, Uruguai, Peru e Colômbia.

O país com o melhor IDH do mundo continua sendo a Noruega. Em segundo lugar estão Irlanda e Suíça.

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