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STR de Petrolina fecha empresas por descumprirem convenção coletiva

Entre as irregularidades estão: retaliação ao delegado sindical; descumprimento da convenção coletiva, cláusula 35; reintegração das grávidas que estão sendo demitidas; falta de transporte aos trabalhadores e atraso no horário no dia de pagamento.

IMG-20160215-WA0005Na manhã desta segunda-feira, 15, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina fechou três empresas do Grupo Secchi Sweet, produtoras de Manga no Vale do São Francisco. As empresas ficam localizadas no C-2, N-2 e nas proximidades do aeroporto.

Segundo Simone Paim, Diretor de Política Salarial do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina, as empresas foram fechadas na manhã desta segunda-feira, 15, por não cumprirem o que determina a convenção coletiva e por retaliação aos trabalhadores e ao diretor sindical. “Os trabalhadores estão todos parados, o Sindicato está nas empresas dando suporte para fazer valer o direito dos trabalhadores, bem como a Convenção Coletiva”, disse.

IMG-20160215-WA0003De acordo com Simone se o patrão se sensibilizar e resolver o problema hoje, os trabalhadores voltam ao trabalho, mas caso contrário eles estão dispostos a permanecerem com a greve por tempo indeterminado.

Entre as irregularidades estão: retaliação ao delegado sindical; descumprimento da convenção coletiva, cláusula 35; reintegração das grávidas que estão sendo demitidas; falta de transporte aos trabalhadores e atraso no horário no dia de pagamento.

IMG-20160215-WA0007“Estamos aqui para fazer valer os direitos dos trabalhadores. Lembramos que esta reivindicação é justa, nós tentamos conversar com a empresa, mas ela foi radical, disse que não iria atender as reivindicações dos trabalhadores então resolvemos parar. Aqui ninguém entre e nem sai. Estamos decididos a só sair daqui quando o dono vier conversar com a gente para resolver essa situação, aí as atividades voltarão ao normal, caso contrário, ficaremos aqui até o tempo que for possível”, afirmou a Diretora Sindical.

Simone Paim disse em entrevista ao programa Bom Dia Vale da Rádio Jornal que a reivindicação é justa. Em uma das empresas, mais de 80 trabalhadores estavam de braços cruzados.