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Gean Ramos brilha no encerramento do 23º Festival Edésio Santos da Canção

No palco, Gean Ramos, militante das causas indígenas no Brasil e representante da nação pankararu, dedicou a conquista “ao povo ribeirinho e às nações indígenas, massacrados diariamente por um governo genocida, que tira a vida, a terra e a condição dos povos tradicionais indígenas”.

Foto: Ascom Secult

O pernambucano Gean Ramos foi o destaque no encerramento da 23ª edição do Festival Edésio Santos da Canção, ao arrebatar na noite desta sexta-feira (12), o prêmio máximo, interpretando a música “Se Urú Obaí – Da minha boca sai fogo”, de sua autoria e ainda comemorou a premiação e troféu do segundo lugar, com a música “O tempo do amor”, de Eugênio Cruz.

No palco, Gean Ramos, militante das causas indígenas no Brasil e representante da nação pankararu, dedicou a conquista “ao povo ribeirinho e às nações indígenas, massacrados diariamente por um governo genocida, que tira a vida, a terra e a condição dos povos tradicionais indígenas”.

O evento realizado pela Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte da Prefeitura Municipal de Juazeiro, com recursos da Lei Federal Aldir Blanc, por conta da pandemia da Covid-19 ganhou um novo formato com transmissão ao vivo pelos canais oficiais no YouTube e Facebook, e registrou cerca de 50 mil acessos a cada apresentação, além de ganhar elogios de artistas e do povo em geral, que pôde compartilhar pela internet o desfile de cantoras, cantores e intérpretes de variados movimentos do cenário musical.

O deputado estadual Zó, representando o prefeito Paulo Bomfim, fez entrega do prêmio ao vencedor Gean Ramos e enalteceu a grandeza do evento. “Apesar do movimento difícil que atinge a população, o governo municipal, através da Seculte, se reinventa ao promover o festival Edésio Santos, numa demonstração da garra e do talento natural do juazeirense”, afirmou.

Foto: Ascom Secult

A jornalista, cantora e compositora Sibele Fonseca marcou presença na quadra do Espaço Cultural CEU e fez coro com aqueles que aplaudiram a iniciativa do governo municipal em superar obstáculos para levar ao setor cultural da cidade mais uma edição do FESC. Entre os convidados da noite, também estava o advogado Carlos Luciano que parabenizou o secretário Alan Cleber e equipe da Seculte, pela competência em tornar real o “desafio de promover o FESC, a despeito de todas as dificuldades”.

Responsável direto pela realização da grande festa musical do Vale do São Francisco, o secretário Alan Cleber comemorou. “Missão cumprida. Eu que vivi a primeira emoção no Edésio Santos ao conquistar o troféu de melhor intérprete anos atrás, digo que esse foi o maior desafio da minha vida. E para alcançar o objetivo, tenho que agradecer ao prefeito Paulo Bomfim, à minha equipe e a toda classe artística que contribuiu para o sucesso desta edição única do maior festival que eu participei”, reconheceu o gestor da Seculte.

Pela primeira vez apresentando seu show em Juazeiro, o cantor Almério arrebatou o pequeno público que teve o privilégio de vê-lo de perto e teceu comentários positivos ao Festival. “A ideia da adaptação é maravilhosa e mesmo sem a presença física do povo, o calor humano existe porque ele está nos assistindo de qualquer lugar. E cantar na cidade de João Gilberto e Ivete Sangalo, além de desafiador, é um grande privilégio”, pontuou.

Foto: Ascom Secult

Conheça os vencedores:

1º lugar – “Se Urú Obaí”, autoria e interpretação de Gean Ramos.

2º lugar – “O tempo do amor”, de Eugênio Cruz, interpretada por Gean Ramos;

3º lugar – “Flor de Lotus”, de Dayane Menezes;

Melhor intérprete: Joyce Guirra, autora da música “Canto em pranto”;

Júri Popular – a música “Flor de Lotus”, de Dayane Menezes, foi a vencedora com 9.083 votos;

 

Por Carlos Humberto/Seculte