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Em campanha salarial Sindicato dos Enfermeiros e Enfermeiras de Pernambuco cobram atenção da prefeitura de Petrolina

De acordo com o Sindicato a cidade de Petrolina paga o pior salário da região.

Foto: Divulgação

O Sindicato dos Enfermeiros e Enfermeiras de Pernambuco (SEEPE) está em campanha salarial nesse ano e está tentando, há mais de um mês, entrar em negociação com a Prefeitura de Petrolina, sem sucesso. Membros da categoria foram recebidos pela comissão de saúde da Câmara, a qual se comprometeu em ajudar nesse diálogo com a prefeitura, mas até agora continuam sem resposta. De acordo com o Sindicato a cidade de Petrolina paga o pior salário da região.

As condições de trabalho também deixam muito a desejar, prejudicando esses profissionais de saúde. ¨Estamos visitando várias unidades de saúde do município e em muitas a situação é muito grave, criando condições inadequadas de trabalho e de atendimento. Em plena Pandemia, a maioria das UBS não tem espaço para triagem de pacientes com suspeitas de Covid-19, o que acarreta na espera dessas pessoas do lado de fora da unidade, levando sol e chuva. Mesmo com alta demanda nesse período, ainda encontramos UBS fechada, como a da Agrovila Massangano. Encontramos unidades com salas insuficientes, faltando EPIs como luvas, avental, máscara, com equipamentos precisando de manutenção, faltando bebedouro, banheiro, sala para repouso, ambiente sem ventilação, sem água, faltando diversos medicamentos de uso contínuo para pressão, coração, tireóide e até dipirona, há meses¨, denunciou Bruno Melo representante do Sindicato.

Segundo Melo, a situação das instalações elétricas chama a atenção em unidades do interior, com fios expostos, muita gambiarra, tomada de dois pinos em tudo. ¨E uma situação de tragédia anunciada, colocando em risco os profissionais e toda a população¨, afirmou

Outra reivindicação é no tocante a insalubridade, em que várias enfermeiras, concursadas e contratadas, ainda não recebem o que é direito garantido por lei. Algumas até tiveram uma resposta da Prefeitura, negando tal direito. O pessoal terceirizado também não recebe insalubridade, não tem direito ao 13° salário e sofrem todo tipo de assédio. Bruno informou que o SEEP já está elaborando um dossiê, em fase de conclusão, que em breve será disponibilizado aos órgãos competentes.