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Atriz acusa diretor de agressão durante ensaio de peça e emite nota contra calúnias que vem sofrendo depois do episódio

O fato aconteceu no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, BA, durante encontro para ensaio da peça “Dona Flor e Seus Dois Maridos”. O caso foi registrado na Delegacia da Mulher (DEAM).

Foto: Facebook

No último dia 05, um desentendimento entre a atriz Ronaly Barbosa, escalada para o papel principal, e o Diretor da peça “Dona Flor e Seus Dois Maridos” acabou, segundo relato da atriz, em agressão física e moral cometida pelo diretor. “Ele começou falando alto e me apontando o dedo na cara, eu sentada estava pedindo para ele baixar, ele já vindo em minha direção, percebi ele vindo e me levantei, daí ele me desferiu um murro ao qual pegou de raspão”. Ronaly disse que revidou a agressão jogando água no diretor “uma ação provoca uma reação”. Ainda segundo ela o diretor precisou ser contido para não agredi-la ainda mais e ficou falando palavras de baixo calão no intuito de atingir sua moral.

Em um texto nas redes sociais, Ronaly relatou o episódio e anunciou o desligamento do espetáculo. Ela aproveitou o mês dedicado à mulher para conclamar às companheiras a não se calarem diante as agressões sofridas. (Leia aqui Post Facebook)

Porém, o assunto não parou por aí, a atriz afirma estar sendo caluniada e emitiu ao Ponto Crítico uma nota de repúdio, confira abaixo na íntegra:

Nota de repúdio

Venho através desta, responder à comentários que surgiram por parte de algumas pessoas da classe artística, relacionada ao post que fiz, sobre o meu desligamento do espetáculo, Dona Flor e Seus dois Maridos, devido à agressão física e verbal, que sofri pelo diretor do espetáculo e agora sou vítima de Comentários como; “pra atrapalhar o espetáculo, deu uma de vítima” “tudo mentira”…

Primeiro: o objetivo da postagem foi apenas como comunicado ao público, que já tinha ciência da minha imagem e nome relacionados aos cartazes virtuais que já circulavam…

Segundo: Eu não ia ter a irresponsabilidade de vir à público, me expor, pra falar mentiras. Muito menos com o propósito de prejudicar a imagem do trabalho. Esses comentários partiram de pessoas que nem estavam presentes na situação…

Apenas citei os fatos e estou buscando os meus direitos. A verdade prevalecerá e a justiça será feita.

Por falar em direitos, venho mais uma vez representar as vozes femininas pra falar de omissão. Contudo, procurei algumas pessoas envolvidas nas militâncias, nas mídias jornalísticas, para fazer o meu papel como cidadã, “meter a colher na violência contra a mulher ” e pasmem até onde vai a hipocrisia… Recebi um “silêncio” como resposta. Fiquei um tanto confusa e decepcionada com essa contradição. E fica o questionamento… A troco de que essa omissão, onde na verdade deveria ser o amparo!?

Em repúdio à violência contra a mulher, em repúdio as atitudes de censura por “profissionais” envolvidos nas causas sociais e que fizeram “vista grossa” a este caso, em repúdio à conveniência das informações de alguns espaços de mídia… Quanto mais tentarem cobrir a minha voz, mais alto falarei.

Ronaly Barbosa

O espaço do blog fica aberto para o diretor da peça, que foi citado na denúncia.