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Grito dos excluídos pede vida em primeiro lugar

Mobilização acontecerá no próximo sábado, às 8h da manhã, na Praça Dom Malan

Foto: Divulgação.

Será realizada neste sábado dia 7 de setembro em todo o Brasil mais uma edição do Grito dos Excluídos. A mobilização é promovida pelas pastorais sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o apoio das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, centrais sindicais e movimentos sociais. Este ano o tema central é “Via em Primeiro Lugar” e tem como lema “Este sistema não vale: lutamos por Justiça, Direitos e Liberdade”.

Em Petrolina, o 25º. Grito dos Excluídos   acontecerá na Praça Dom Malan, às 8h da manhã. É esperada a participação de diferentes movimentos sociais, entidades sindicais, populações indígenas e quilombolas, trabalhadores do campo e da cidade, além de praticantes de diversas religiões. Inspirados no exemplo do Cristo que caminhou lado a lado com os pobres, marginalizados e excluídos, a luta por Justiça. Direitos e Liberdade une a todos, por isso todos estão sendo convidados para participar.

Durante a realização do Grito dos Excluídos será lida uma carta intitulada Esse Sistema Não vale. “Nos tempos difíceis e delicados em que a humanidade se encontra, no Brasil e no mundo, chamamos as autoridades religiosas para nos unir na caminhada em busca da solidariedade, do respeito e do amor ao próximo e pela vida em primeiro lugar”, diz trecho do documento

Um pouco de história – O Grito dos Excluídos é um espaço de denúncia, voz e vez de milhares de excluídos e excluídas no Brasil. Foi proposto a partir da 2ª Semana Social Brasileira, da CNBB, em 1994. Acontece em várias cidades do país, sempre no 7 de setembro, com o propósito de fazer um contraponto, uma reflexão sobre o sentido das comemorações da independência do país, relacionando-as com a realidade de vida concreta do povo brasileiro, que enfrenta múltiplas formas de exclusão e o tema da soberania nacional.

A primeira edição do Grito foi realizada em 7 de setembro de 1995, sendo realizado em 170 cidades. A partir do ano seguinte, o evento foi assumido pela CNBB que o aprovou em sua assembleia geral.  Hoje, o Grito dos Excluídos é um processo agregador e ecumênico: uma ou um conjunto de atividades, de caráter popular, organizadas por setores de várias igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos da sociedade brasileira.

 

 

Via Geovani Siqueira