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Grito dos Excluídos em Petrolina é marcado por ato de violência contra manifestantes

“Em toda a história do Grito dos Excluídos em Petrolina, nunca se viu atitude tão truculenta e autoritária, como a praticada exclusivamente pelo secretário José Silvestre”, diz nota de Cristina Costa.

Foto: Thiago Luiz de Sá

Com o lema “Por direitos e democracia a luta é todo dia” foi realizada nesta quinta-feira, 07, a 23ª edição do Grito dos/as Excluídos/as em todo o Brasil. Saiba mais aqui. Em Petrolina, porém, o evento foi marcado por um ato de violência cometido pela Guarda Municipal, em que o Secretário de Defesa, José Silvestre, joga spray, aparentemente de pimenta, no rosto da vereadora Cristina Costa, PT. O episódio revoltou os manifestantes. Confira abaixo na íntegra a nota da vereadora relatando o fato:

Nota episódio Grito dos Excluídos – Vereadora Cristina Costa

Durante o Grito dos Excluídos neste dia 7 de setembro, participantes pararam em frente ao prédio da Prefeitura de Petrolina, em pacífica e democrática manifestação, como cabe nesta data em que se celebra a independência da nossa nação.

No entanto, um sindicalista percebeu que o Secretário Municipal de Segurança, José Silvestre, e somente ele, jogava um spray, aparentemente de pimenta, no chão, incomodando as pessoas. Robson, sindicalista do Sintepe – sindicato dos trabalhadores em educação de Pernambuco, regional Petrolina, se dirigiu ao secretário para perguntar a razão daquela atitude, e foi recebido com spray no rosto. A Vereadora Cristina Costa percebeu a agressão ao companheiro, e saiu em sua defesa.

Depois do lamentável episódio, em que em nenhum momento teve o envolvimento da Guarda municipal, e sim de forma isolada do seu chefe, a Vereadora Cristina Costa,  o Vereador Gilmar Santos e o deputado estadual Odacy Amorim, ambos do PT, se dirigiram ao gabinete do prefeito e foram  recebidos por Miguel Coelho. Miguel ouviu o relato de Cristina e companheiros, e disse não concordar com a atitude do seu secretário Silvestre.

Em toda a história do Grito dos Excluídos em Petrolina, nunca se viu atitude tão truculenta e autoritária, como a praticada exclusivamente pelo secretário José Silvestre. A Vereadora Cristina Costa espera que o governo novo tempo troque o autoritarismo pelo diálogo, e a truculência pela serenidade.

Assessoria de imprensa

Cristina Costa

Vereadora PT

Foto: ascom vereadora Cristina Costa

Apesar de ter afirmando aos parlamentares que não concordava com a atitude do Secretário, conforme nota da vereadora, o prefeito Miguel Coelho, PSB, se contradiz ao emitir, através de sua assessoria de comunicação, nota à imprensa, ratificando a atitude do secretário ao afirmar que ele apenas se defendeu de agressões causadas pelos manifestantes. Confira:

Nota Prefeitura

Sobre o episódio ocorrido no fim da manhã desta quinta-feira (7), no desfile em comemoração ao 7 de setembro, a Prefeitura de Petrolina esclarece que o secretário executivo de Segurança Pública, José Silvestre, apenas se defendeu das agressões de um grupo de manifestantes que participavam do Grito dos Excluídos. A prefeitura lamenta o fato de que muitas pessoas não compreendam o verdadeiro significado do movimento, transformando-o em um ato desordeiro, político e partidário, indo contra a luta de direitos e a própria democracia.

Não houve agressão antecipada ou desrespeito por parte do secretário ou de qualquer membro do governo municipal. O spray foi utilizado como defesa e para dispersar o início de um tumulto. Ninguém se feriu. As fotos que circulam nas redes sociais mostram apenas momentos depois de uma série de ataques e agressões sofridos pelo secretário e sua equipe.

O incidente não retirou o brilho do desfile em homenagem ao 7 de Setembro, em que famílias inteiras puderam, de forma organizada e tranquila, prestigiar mais um grande momento da democracia e de amor ao nosso país. Ascom Prefeitura de Petrolina.

O desmonte do processo democrático do país continua a galope e a cidade de Petrolina está inserida nesse contexto, ao vivenciar esse episódio em que o poder público municipal tenta impedir a população de se manifestar livremente.

Nas redes sociais muitas manifestações de reprovação à atitude da Guarda Municipal de Petrolina.

“Impensável que o grito dos excluídos seja sufocado pelo hino nacional tocado 7 vezes em um volume estrondoso. Este episódio acaba de ocorrer em Petrolina.Ver o nosso hino calar a voz de seu povo. A quem pertence o Brasil?”, disse o professor Helinando Oliveira em sua página no facebook.