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Brasil supera 410 mil vítimas da covid; foram registradas 2.966 mortes em 24 horas

Tanto o número de vítimas como de infectados registrados nesta terça-feira está acima das médias móveis

Na última semana, após governadores e prefeitos começarem a flexibilizar o distanciamento, o número de casos voltou a subir – Agência Belém

Na última semana, após governadores e prefeitos começarem a flexibilizar o distanciamento, o número de casos voltou a subir – Agência Belém

O Brasil registrou hoje (4) mais um dia com número elevado de mortos por covid em um período de 24 horas, com 2.966 vítimas oficialmente notificadas.

Desde o início da pandemia, são 411.588 mortes. Em relação ao número de novos casos, foram 77.359 infectados, totalizando 14.856.888, também desde o começo do surto, em março de 2020.

Tanto o número de vítimas como de infectados registrados nesta terça-feira está acima das respectivas médias móveis. A média de mortes está em 2.397 a cada um dos últimos sete dias e de casos, 59.332.

A elevação nos infectados preocupa, já que estados e municípios passaram a suspender medidas protetivas de isolamento social com a estabilidade nos dados, registrada nas últimas três semanas.

Após intensificação do isolamento social em março, o número de casos passou a cair ligeiramente a cada semana. Desde o dia 27 de março, foram quatro semanas de queda. Então, o Imperial College de Londres chegou a afirmar que a transmissão no Brasil estava em tendência de queda. Já a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou tendência de estabilidade em um período de pico.

Receita para o caos

Entretanto, na última semana, após governadores e prefeitos começarem a flexibilizar o distanciamento, o número de casos voltou a subir. Foram 417.760 no período, frente a 408.124 na anterior.

“De novo, especialistas avisando que, abrindo neste ritmo e no momento em que estamos é a receita para outra onda de casos. Estamos naturalizando 2 a 3 mil mortes por dia. Mas esse teto não existe”, alerta o biólogo e divulgador científico Atila Iamarino.

A RBA utiliza informações fornecidas pelas secretarias estaduais, por meio do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

Eventualmente, elas podem divergir do informado pelo consórcio da imprensa comercial. Isso em função do horário em que os dados são repassados pelos estados aos veículos. As divergências, para mais ou para menos, são sempre ajustadas após a atualização dos dados.

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