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Fim dos tempos para o Nova Semente

“No Novo “velho” Tempo, falta planejamento financeiro para honrar os compromissos do Nova Semente até o final de dezembro, mas não faltam recursos para alimentar os inúmeros cargos e para pagar aluguéis de carros e imóveis”. *Por Paulo Valgueiro

Foto: Reprodução

É com muita tristeza e preocupação que tenho acompanhado a demissão em massa promovida no programa Nova Semente pelo governo do Novo Tempo, que manda para casa mais cedo as sementeiras desempregadas e as crianças desassistidas.

A desculpa de reestruturação da educação seria hilária se não fosse trágica. Demitir milhares de sementeiras no final de novembro, negando a essas educadoras o direito à remuneração no mês natalino é um ato perverso praticado por um gestor que prometeu melhoras às sementeiras que, agora, são presenteadas com um literal “presente de grego”.

No Novo “velho” Tempo, falta planejamento financeiro para honrar os compromissos do Nova Semente até o final de dezembro, mas não faltam recursos para alimentar os inúmeros cargos e para pagar aluguéis de carros e imóveis.

A gestão passada, até poderia ter feito o mesmo. Demitir todo mundo no final de novembro 2016 em nome do corte de gastos ou qualquer outra desculpa. No entanto, num ato de respeito às sementeiras, manteve os salários em dia até dezembro e, ainda, deixou recursos suficientes para a rescisão dos contratos, caso o novo governo descontinuasse o programa.

O prefeito Miguel Coelho manteve o Programa Nova Semente, mas, ao contrário do que prometeu em campanha, fez alterações que o tornou menor. Agora, o atual governo resolve matar o programa, pouco a pouco, em doses homeopáticas de um veneno amargo, principalmente para os pais, crianças e sementeiras que acreditaram em suas promessas não cumpridas.

 

Paulo Valgueiro

Vereador MDB e Líder da Oposição