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Disparada nos preços de produtos revolta brasileiros: ‘Tá muito caro, Bolsonaro’

Sem auxílio emergencial, muitos brasileiros não conseguem comprar o básico

Protesto na Avenida Paulista reforça preços absurdos cobrados no Brasil (Roberto Parizotti/ Fotos Públicas)

A disparada nos preços da gasolina e de produtos básicos, como arroz, feijão e óleo de cozinha, deixa a população brasileira indignada. Em meio à crise causada pela pandemia de Covid-19 e aos mais de 13 milhões de desempregados, os brasileiros acompanham reajustes seguidos.  O combustível, por exemplo, subiu pela quinta vez em pouco mais de dois meses de 2021.

A situação ficou ainda grave após o fim do auxílio emergencial. Em São Paulo, cartazes afixados na avenida Paulista mostram parte da insatisfação:  “Tá caro Bolsonaro”, diz o texto. As imagens das peças mostram preços exorbitantes do gás de cozinha, do arroz  e da carne.

Combustíveis

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (1º) o segundo aumento no preço dos combustíveis em duas semanas – o quinto do ano-, e o primeiro após a demissão anunciada do presidente da estatal, Roberto Castello Branco. O executivo foi demitido em uma rede social pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, após ser acusado de praticar aumentos excessivos dos combustíveis. A expectativa é que Castello Branco deixe o cargo em 20 de março, quando termina seu mandato.

Desta vez, a estatal elevou o preço da gasolina em 4,8%, o diesel em 5%, e o gás de cozinha em 5,2%, aumentos que passam a valer a partir de terça-feira (2) nas refinarias da estatal. No último aumento, em 19 de fevereiro, o diesel subiu 15% e a gasolina 10%. O novo aumento eleva a alta acumulada no ano para 33,9% no caso do diesel; 41,6% na gasolina e 17,1% no gás de cozinha.

De acordo com o analista da StoneX, Thadeu Silva, o aumento que começa a ser praticado na terça-feira elimina uma defasagem que ainda existia nos preços praticados no Brasil em relação ao mercado internacional. “Agora o preço está totalmente alinhado com o mercado internacional, deixa uma janela aberta para as importações. O que falta agora é uma declaração do governo como fica a política de preço com a saída de Castello Branco”, disse Silva.

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